16
Mai 12

 

 

Capítulo 12

Parte 3

Ao contrário de mim, a cidade não tinha mudado muito nestes dois anos.

À medida que o táxi se movia nas ruas de Forks foi-me possível visualizar alguns cartazes com a minha foto a dizer “Procura-se”. Era capaz de meter as minhas mãos no fogo em como aquilo era obra do meu avó.

Finalmente chegamos á morada que tinha dado ao motorista. Paguei a quantia certa ao pobre homem que veio todo o caminho a tentar meter conversa comigo.

Com a mochila ao ombro, avancei em direcção á casa.

Um nervoso miudinho apareceu, já há muito que não o sentia. Os meus pés avançavam devagar em direcção à porta.

A minha mão vacilou no momento de tocar à campainha. Temia a reacção, temia acima de tudo que não fosse aceite.

Digamos que a velha Nessie já não existia. Ali estava a Renesmee.

A minha mão voou em direcção ao meu cabelo, e num gesto que pertencia muitas vezes à minha mãe de quando estava nervosa, afastei o cabelo para trás. Respirei fundo e contei até três, depois fechei os olhos e….

Ding dong

Ouvi alguém mexer-se dentro da casa e perguntarem quem seria aquelas horas.

Eram 22 horas, era tarde, mas não muito. Pelo menos, não para mim que estava habituada a horas tardias.

Um homem, agora com alguns cabelos brancos, e o seu bigode apareceu na porta semi-aberta.

-Em que possa ajuda-la menina? – perguntou ele com um olhar desconfiado, provavelmente devido ao horário e ao meu aspecto visual.

Um sorriso formou-se por voltar a ver o meu avô. Como eu tinha saudades dele, ali e sabia que era amor verdadeiro e ele não sabia um terço daquilo que se passava com vampiros e lobisomens.

-Nessie? – perguntou ele confuso, mas abrindo o resto da porta.

Acenei que sim com a cabeça. O meu sorriso acabou por ficar um pouco tímido, afinal de contas ele parecia chocado ao me ver ali assim.

Temi que o amor dele por mim desaparecesse, que me renegasse também, que estivesse demasiado desiludido comigo.

-Estás… - começou ele a falar ainda sem ter largado a porta.

-Diferente? – disse eu a medo, temia as suas palavras.

-Eu ia dizer loira – por fim apareceu o sorriso e o abraço.

Sue apareceu atrás do meu avô, tinha as mãos à frente do rosto devido ao choque de me ver ali.

Pousei a minha mochila no chão para ser mais fácil abraçar o meu avô.

-A tua mãe? – perguntava ele enquanto tentava espreitar por cima do meu ombro.

A ausência da minha resposta foi notória ao meu avô, que rapidamente percebeu que ainda ninguém sabia que eu estava de volta a Forks.

Claro que eu os iria reencontrar, era extremamente necessário que o fizesse, era essa a principal razão da minha estadia naquela cidade que tantas recordações me trazia. Apenas ainda não estava preparada, temia a reacção de todos.

Temia principalmente a dos meus pais, a do meu pai! Eu já não era a mesma, em nenhum sentido. Era loira, com sombra de olhos preta, roupa um pouco fora do normal, tatuagens e alguns vícios que talvez ele não se orgulhasse muito.

-Percebo.  – disse ele por fim. – Hoje podes ficar aqui, mas amanhã vamos falar com eles. Não me agrada estar a esconder-te da tua mãe.

-Obrigado avô.

Sue preparou-me uma sandes e um chocolate quente para eu comer, enquanto o meu avô, sentado à minha frente, me observava a comer sem grandes perguntas.

-Estive em Paris, França. – disse quebrando o silêncio.

-Uau, isso é longe. Trouxeste alguma prenda para o teu avô, uma torre Eiffel em miniatura ou assim? – um sorriso irónico apareceu por debaixo do bigode.

-Desculpa avô, mas saí de lá um pouco à pressa, não estava a contar voltar para já.

-Aconteceu alguma coisa querida? – ouvi a voz de Sue atrás de mim, esta dirigiu-se à mesa e sentou-se a fazer-nos companhia.

-Nada com que se devam preocupar. – imitei o meu maior sorriso despreocupado.

Apesar da situação ser grave, não iria preocupa-los agora. Aliás, eu deveria estar em casa dos Cullen a dar-lhes a grande notícia. Mas o que eu tinha que dizer, poderia esperar mais um dia.

-Deves estar cansada minha querida. Ficas no antigo quarto da tua mãe. A Sue já mudou os lençóis da cama, é só te deitares. – informava o meu avô percebendo que o assunto que me trazia ali, era algo que ele não queria saber.

-Tens toalhas no teu quarto, se quiseres tomar um banho ou assim está à vontade. Faz de conta que estás em tua casa. – Sue sorriu-me quando se levantou para se dirigir ao quarto dela. – Boa noite meninos.

Charlie imitou-a deixando-me ali sozinha a terminar a minha sandes.

Ele teria esperado que eu terminasse, mas eu disse que se poderia ir deitar, eu também já iria para cima.

Depois de lavar a minha loiça, dirigi-me ao antigo quarto da minha mãe, ainda se encontrava tudo como quando ela saiu, tirando as decorações, visto ela ter levado grande parte delas.

Peguei nas toalhas e retirei uma camisola velha para dormir da mochila juntamente com a minha escova dos dentes. Dirigi-me à casa de banho e refresquei-me.

Minutos depois estava de volta ao quarto. A verdade é que ainda não tinha sono. Estava nervosa e preocupada. O Dio tinha ficado de me ligar e ainda não havia sinal dele no telemóvel.

Fui novamente à mochila e retirei de lá um maço de tabaco, fui para a janela do quarto e sentei-me ali. Acendi um cigarro e peguei no telemóvel.

Como que uma transmissão de pensamento este vibrou com uma mensagem do Dio.

«Está tudo bem. Estamos juntos, ainda não sabemos de mais nada. Assim que possível ligo-te. Boa sorte para ti também, adoro-te!»

Para já estava tudo bem, mas ainda assim temia pela segurança deles. O que o Dio, o irmão e a Hannah estavam a fazer por mim era muito arriscado. Vou estar sempre agradecida a eles.

Depois de terminar o cigarro fechei a janela e fui para a cama.

Gostaria de dizer que foi a melhor noite de sono nos últimos tempos, no entanto esta foi alternada com pesadelos com o que poderia estar a acontecer aos meus amigos e a rejeição da minha família.

Acordei com o barulho cá em baixo. Já estavam todos acordados excepto eu. O cheiro a panquecas, sumo de laranja, café e leite invadiu-me.

Levantei-me, fui rapidamente tomar banho, vesti uns calções, uma t-shirt dos AC/DC e coloquei uma meia liga, calcei as minhas botas e juntei-me a eles. Senti o olhar do meu avô e da Sue nas minhas roupas, mas nada pronunciaram.

Sue ainda andava de um lado para o outro com o pequeno-almoço, prontifiquei-me a ajuda-la. Era o mínimo que eu podia fazer.

-Quando vais falar com os teus pais Nessie? – perguntou Charlie enquanto lia o jornal.

-Renesmee, o meu nome é Renesmee. Ainda hoje antes de almoço.

Ainda não sabia se seria antes ou depois, a verdade é que sairia dali antes de almoço. Pelo menos iria almoçar algo que não era comum na ementa humana. Fazia quase uma semana que não caçava, por isso o meu lado vampiro ansiava por sangue.

O telefone de casa ecoou, fazendo com que o avô Charlie se levantasse para atender.

-Estou? – perguntou assim que o auscultador tocou no seu ouvido. – Ah olá Seth, queres falar com a tua mãe?

Conseguia ouvir Seth a dizer que não, a sua voz estava agitada, ansiosa. Fiquei mais atenta ao que ele dizia, era sobre….

Sangue!

O cheiro inundou a sala e tudo à minha volta deixou de fazer sentido. A minha cabeça rodou na direcção de onde vinha aquele cheiro.

Não via ninguém, apenas um pequeno corte numa mão e um pouco de sangue numa faca.

-Desculpa Renesmee. – ouvi uma voz feminina ao longe, mas aquele cheiro, aquele ardor na garganta não me deixavam assimilar aquelas palavras.

A mulher recuou uns passos, como se previsse o frenesim que estava dentro de mim.

Era como se o meu lado humano desaparecesse, como se fugisse quando o meu lado vampírico sobressaia. Toda eu gritava “ATACA”

Toda a minha boca salivava perante aquele cheiro a sangue fresco, sentia cada veia e artéria a pulsar. Cada batimento cardíaco.

O meu corpo preparava-se para atacar. Conseguia sentir o medo que aquela mulher emanava.

Inutilmente tentou embrulhar o dedo num pano, de forma a evitar que eu visse ou cheirasse o sangue.

Tarde de mais, uma vez que sentimos/escolhemos uma presa muito dificilmente conseguimos desistir da caçada.

-Nessie, o que estás a fazer? – ouvi o meu avô.

-Charlie foge. – as vozes ainda estavam longe.

No entanto algo em mim fez o clique, por isso em vez de atacar a pobre Sue, dei um enorme salto e sai pela porta.

Corri na direcção oposta aquela casa.

Sabia que o meu avô tinha visto aquele salto inumano e a velocidade com que corri. Ele percebeu que algo se passava.

Corri, corri até me vingar a minha cede num veado.

Um pouco já mais calma, dirigi-me à casa branca. Não tinha previsto que assim fosse, provavelmente já todos sabiam que eu ali estava. O Avô já deveria ter telefonado a contar o episódio da manhã.

Mais uma coisa para desiludir o meu pai e dar razão aos diários.

Voltei a casa do meu avô, necessitava pedir desculpa à Sue. Deveria ter-me alimentado antes de ter entrado na casa deles, algo de muito grave poderia ter acontecido, e nunca me iria perdoar por isso.

Bati novamente à porta, não obtive resposta desta vez. Um silêncio invadiu os meus ouvidos. Não havia ninguém em casa. Será que eles se dirigiram a casa dos meus pais para lhes contar o sucedido? Ou pior, será que o golpe foi demasiado fundo que fez com que se dirigissem ao hospital?

Olhei à minha volta a ver se ninguém ali estava para me ver e assim dei um salto grande o suficiente para entrar pela janela do antigo quarto da minha mãe. Já no interior da casa procurei um bilhete ou algo que me dissesse o paradeiro deles.

Nada.

Desisti, fui ao quarto pegar nas minhas coisas para partir e enfrentar a realidade. Iria confrontar os Cullen agora.

Não sem antes escrever uma nota a pedir desculpa à Sue, e avisar onde me encontrava. Não queria que ficassem preocupados.

Provavelmente iria encontra-los na casa branca, ou todos os Cullen já estivessem atrás de mim.

Vesti o casaco de couro, mochila às costas e sai da casa.

Em menos de 15 minutos já conseguia ver o trilho que dava à casa branca. Tudo estava calmo, nenhum reboliço, por isso ou estavam já todos à minha espera, ou não estava ninguém em casa e todos andavam por aí à minha procura.

Quando já conseguia visualizar a casa ao fundo, comecei a ouvir um reboliço.

«O que se passa Alice?» ouvia o tio Jasper. Sorri ao escuta-lo, nunca pensei ter tantas saudades como agora.

Fui atacada por uma onda de calma. Agradeci, pois o nervosismo que sentia não estava a ajudar.

«Não sei. Esse é o problema, está tudo apagado. Não consigo ver nada» o som da voz da tia Alice transmitia pânico.

Claro que tudo estava apagado, eu estava aqui.

«Oh meu Deus, o rafeiro vem para aqui viver novamente.» agora era a voz da tia Rose.

Será que a hipótese de eu voltar era assim tão remota para eles? Continuei com o passo acelerado, não tardaria e estaria a entrar pela porta da casa.

«Rose não sejas assim, coitado, ele agora vai….»

«Vem ai alguém» o tio Emmett interrompeu Alice.

Não sei porquê mas algo se passava com o Jake, eu sabia. Mas o quê?

Ouvi-os todos se levantarem e correrem mesmo a tempo de abrirem a porta para me verem.

Parei a uns metros de distância.

A calma que me tinha assaltado tinha desaparecido. O tio Jasper já não a exercia sobre ninguêm, por isso voltei a ser assaltada pelo nervosismo.

Esperava que o avô Carlisle e a avó Esme aparecessem, e principalmente esperava que os meus pais irrompessem pela porta.

-Não pode ser… - dizia a tia Rose.

-A Nessie não é loira, deve ser uma das irmãs do Nahuel. Aliás a minha sobrinha não se veste daquela forma, ela tem classe. – os meus olhos rodaram com o comentário da tia Alice.

Já previa os seus comentários às minhas “toilettes”.

-Renesmee, o meu nome é Renesmee. – voltei a frisar enquanto caminhava na direcção deles.

Desde que saí daquela cidade que nunca mais deixei que ninguém me chamasse de Nessie. Isso iria manter-se.

 -Olá família. – disse quando cheguei perto deles. – Voltei.

Sabia que era impossível os vampiros estarem em estado de choque, mas era exactamente isso que parecia.

-Uau, tanto entusiasmo. – disse eu um pouco constrangida.

Admito que várias vezes imaginei este dias, mas de longe o imaginava assim. Normalmente envolvia abraços e frases como “Adoro-te”, “Nunca mais nos voltes a deixar” e um “Desculpa” ali no meio. Ou então, o reencontro tinha berros e castigos.

Agora silêncio?! Esse estava de facto longe dos meus pensamentos.

Também imaginava a família já toda ali reunida. Ou um telefonema a avisar os meus pais.

O primeiro a abraçar-me foi o tio Emmett, seguido do tio Jasper. A tia Alice e a tia Rosalie vieram logo a seguir.

A minha mochila desapareceu, fui transportada para dentro de casa, alguém foi cozinhar qualquer coisa para eu comer e por fim a inundação de perguntas.

Esta última eu já esperava, estava presente em todos os meus “ideais” de reencontros. Iria ser inevitável.

-Não tem o estilo que tu adoras Alice, mas tens que admitir, ela tem o seu próprio estilo. Tem um ar bad ass. – o tio Emmett exibiu o seu sorriso trocista.

Admito que a tia Alice ainda estava chocada com as minhas escolhas, quer dizer, ela ainda não tinha visto nada.

A verdade também era só uma, não pretendia mudar a forma de vestir só porque estava em casa. Eu era assim, acostumassem-se com isso.

Também não pretendia ficar ali muito tempo. Toda a minha vida estava em França. Fazia tenções de voltar para lá.

-Onde estão os outros? – perguntei, evitando assim responder a perguntas que mais tarde teria que voltar a repetir.

Silêncio.

O sentimento de que algo grave se estivesse a passar voltou. Olhei para casa um deles.

O tio Jasper voltou da cozinha calado. Uma onda de calma voltou a inundar-me.

-Eu estou bem, agora digam-me que merda é que se está a passar.

Todos ficaram admirados  com a minha escolha de palavras. Não estavam habituados a ouvir-me dizer asneiras. Mas como já disse, iriam ter que aprender a conviver com a nova Renesmee.

-Sairam todos á minutos atrás. Estão em La Push – disse o tio Jasper enquanto continuava a bater os ovos para a minha possível omeleta.

O que mais me intrigava era o facto de estarem em La Push. Não era permitido vampiros na reserva. Alguma coisa grave teria acontecido.

Jacob tinha estado ali, o cheiro dele ainda permanecia da casa. Tinha-me apercebido mal tinha trespassado aquela porta.

Esperei que eles continuassem a falar.

-O Seth ligou à minutos atrás bastante transtornado. – começou a tia Alice a explicar. Fez uma pausa, acho que tentava encontrar as palavras certas para o que se seguia - Quando tu fugiste o Jacob ficou muito transtornado e transformou-se perto do pai. O Billy ficou em muito mau estado, ficou numa cama, completamente apático. A Rachel nunca mais perdoou o Jake e expulsou-o de casa, nunca mais lhe permitindo ver o pai, ou os sobrinhos. À duas semanas, ás escondidas da Rachel, foi permitido ao Jacob ver o pai e pela primeira vez ele reagiu à presença de alguém.

Não estava a perceber onde aquela história iria levar. No entanto escutava com bastante atenção.

-Hoje o Jacob vinha aqui almoçar, mas o Seth ligou a informar que… - Alice não falou. Limitou-se a olhar para o chão.

Não foi preciso dizer mais nada. Consegui ler tudo no seu olhar.

O Billy tinha falecido.

«Jacob!» foi tudo que me ocorreu antes de começar a correr pela porta em direcção a La Push.

publicado por Twihistorias às 21:19
Fanfics:

14
Mai 12

 

 

Capítulo 48 parte 2

Estava demasiado cansada para prestar atenção à paisagem por onde passávamos.  Pelas poucas vezes que os meus olhos abriam conseguia ver as maravilhosas vistas pela janela do avião, no entanto os meus olhos teimavam em voltar a fechar.

Tinha dito a Alice que preferia fazer a lua de mel mais tarde, talvez quando as crianças fossem um pouco maiores, mas ela insistiu que partíssemos logo a seguir ao casamento, como mandava a tradição.

Aliás, todo o casamento gritou tradição, desde o vestido branco, á decoração, tudo, vá quase tudo. Não é muito tradicional termos os nossos filhos no nosso casamentos. Mas lá estavam eles, o Anthony com um fatinho que lhe dava o aspecto de um homenzinho, e a minha Elizabeth com um vestido púrpura tão lindo.

Os meus pais estavam lá, emocionados, muito emocionados por sinal. Assim como alguns dos meus amigos da escola, poucos, acho que estavam mais por ser em casa dos Cullen, a famosa casa dos Cullen, tão misteriosa e elegante. Muitos quiseram apenas aparecer para poder dizer que estiveram na festa do ano. O meu melhor amigo Jacob estava lá, com a sua mais recente namorada e impressão natural, a Charlotte.

Depois do parto Charlotte e eu tornamo-nos grandes amigos, e agora que ela sabia toda a verdade sobre nós, acabou por se tornar alguém que frequenta a nossa casa regularmente, como tal, foi normal que ela se tornasse uma das minhas damas de honor.

-Querida, chegamos! – ouvi a voz de Edward ao longe. Lentamente comecei a regressar à realidade e lá estava ele, com aqueles olhos dourados a mirar-me e o seu sorriso torto que eu tanto amava.

A saída do aeroporto não me deparei com o tempo de uma lua de mel de sonho. Não fui abalroada por um dia soalheiro, em vez disso estava um dia enublado e com alguma neve depositada nas estradas.

À medida que percorríamos a cidade de praga num táxi, cada vez mais me apaixonava por ela e ficava contente com a escolha de Esme e Carlisle na nossa prenda de casamento.

Eles tinham decidido oferecer a lua de mel, visto a casa já nós termos e o casamento ter sido todo escolhido e decorado aos gostos da Alice. Rosalie tinha oferecido os seus serviços de baby-sitter nos próximos 15 dias para os gémeos.

Estávamos agora no coração de Praga quando o táxi parou à porta de um edifício enorme e robusto, nos toldos vermelhos podia-se ler “Hotel Kings Court”. Na entrada consegui distinguir as cinco estrelas, um mordomo veio ter connosco mal o Edward fez o check in para nos levar as malas e nos conduzir aquilo que seria o nosso “ninho do amor” nos próximos dias.

“Ninho do amor”, oh meu Deus, isto soava tão foleiro. Um risinho estupido saiu da minha garganta, fazendo com que Edward e o mordomo olhassem para mim. Um ardor subiu pela minha face acima rapidamente, originando um sorrisinho no rosto do meu marido.

Apostava que estava vermelha que nem um tomate, e conseguia ver isso na cara maravilhada de Edward ao olhar para mim, o que aumentava o meu constrangimento ali.

Assim que nos foi aberta a porta da suite, Edward fez questão de pegar em mim ao colo, como manda a tradição, e entrar com o pé direito.

A suite era enorme, com três divisões, uma pequena sala com sofás, mesa, televisão. Na mesa estava aquilo a que eu chamava um jantar dos deuses à nossa espera. Depois fomos ver a casa de banho, a banheira de hidromassagem estava coberta de pétalas vermelhas e em todos os locais tinha velas ambientes á espera de serem acesas.

Por fim corremos as longas portas que iriam dar ao dito quarto, assim esperava eu. Quando as portas se afastaram, permitiu-nos ver a enorme cama com uma coberta branca e em cima mais pétalas vermelhas a formar um coração. No chão eram visíveis mais e mais pétalas a formar um tapete em todo o quarto. Na mesinha de cabeceira conseguia ver uma garrafa de Champagne e dois copos ao lado.

Não consegui evitar de olhar para Edward, não sabendo por que divisões deveriamos começar, todas elas pareciam apetitosas.

Quer dizer, eu sabia por qual começar, mas essa não seria com Edward presente.

-Uns minutos humanos, ok senhora Cullen. Mas não demore muito. – antecipou-se, levando a minha mala para a casa de banho. Foi tão rápido que nem me permitiu ver a sua deslocação.

Depositei um beijo no meu marido e corri para casa de banho fechando a porta atrás de mim. Abri a mala e vi que Alice tinha adicionado algumas novas coisas.

Adicionado era a favor, ela alterou toda a mala que eu tinha feito, esta agora era constituída por vestidos, lingerie e coisas demasiado femininas e sexys para mim. Tinha coisas ali que eu nem sabia como se vestiam.

Após uma troca de roupa e um alguns produtos para me refrescar da viagem, juntei-me a Edward na sala.

Este fazia um pequeno zapping na televisão.

Sentei-me no seu colo, onde fui recebida com um abraço dele.

-Vamos para a mesa? Não quero que a minha mulher passe fome. – disse ele arrastando-me na direcção da mesma.

A verdade é que no que dependesse de mim, aquela jantarada poderia ficar para o fim, agora apetecia-me devorar o meu marido. Afinal de contas agora tínhamos o tempo todo sozinhos e sem nenhuma barriga gigante para nos atrapalhar.

O beijo dado por mim, fez com que Edward percebesse as minhas intenções para aquele momento.

O beijo foi ganhando intensidade fazendo com que tudo á nossa volta desaparecesse. O meu corpo começava a ganhar chamas a cada enlace das nossas línguas. Um beijo que o fez grunhir quando lhe coloquei as mãos na cara, percorrendo-lhe depois o corpo e encostando o meu corpo ao dele cada vez mais. Todo o corpo de Edward era duro em comparação com o meu à excepção dos seus lábios. Estes estavam macios e sabiam a poder masculino na sua mais pura essência.

Edward afastou-se um pouco e conduziu-me até ao quarto.

Não estava de todo à espera da ferocidade do beijo que se seguiu quando Edward me encostou à parede. Sempre fora tão reservado, calculista e calmo que não suspeitava que ele perdesse o controlo daquela maneira. O facto de ser eu a provocar este desejo excitou-me ainda mais.

Os lábios dele atormentavam-me enquanto toda a minha roupa desapareceu.

Edward afastou-se um pouco para me observar, os meus seios estavam cobertos por uma renda púrpura, suavemente Edward avançou sobre a abertura do soutien e soltou-o, deixando assim os meus seios descobertos.

As roupas de Edward desapareceram, com a ajuda dele, e antes que me apercebesse, senti o hálito dele no meio seio provocando-me um arrepio. Coloquei as minhas mãos no seu cabelo, não acreditando no prazer que sentia.

Edward moveu-se para o outro seio, enquanto deixava escorregar a mão para dentro das minhas cuequinhas. Um pequeno grito de prazer saiu da minha garganta fazendo Edward sorrir e intensificar os movimentos da sua mão.

Gemi ao sentir uma explosão de prazer percorrer todo o meu corpo. Era brutal, inacreditável e assustador, não conseguia descrever o que sentia.

Edward pegou em mim e levou-me para  a cama, avançou na minha direcção , rastejando, como um animal, um predador. Parou diante de mim, os nossos corpos não se tocavam, mas aqueles olhos dourados faziam o meu corpo incendiar-se. Ansiava por Edward, ansiava pelo meu marido.

Edward inclinou-se para me beijar, à medida que o beijo ganhava intensidade, o seu corpo ia pressionando o meu, sentia o seu cuidado, para não me magoar.

As minhas mãos exploravam as suas costas perfeitas, enquanto sentia os seus músculos contraírem-se e ficarem tensos enquanto os nossos lábios se exploravam.

 Tentei fazer Edward rodar na cama, ele compreendeu e deslizou comigo, ficando eu agora por cima dele. Agora era eu que comandava, e assim fiz com que o membro de Edward entrasse em mim e nos uníssemos num só.

-Tomas-te a pilula? – perguntou Edward quando estávamos deitados um ao lado do outro. Eu estava ofegante com aquela noite, ele estava apenas normal. Como desejava ser vampira agora, para conseguir acompanhar o seu ritmo sem interrupções.

-Sim tomei. – também tinha que ter cuidado com o meu sistema reprodutor, porque como humana ainda corria o risco de engravidar novamente.

Edward nunca mais se esqueceu da pilula e fazia questão de me lembrar disso todas as noites.

-Não que eu não queira mais filhos contigo, porque adorava ter uma casa cheia deles, mas para já aqueles dois chegam.-  Disse com um sorriso.

Edward ainda não tinha concordado em me transformar. Dizia que eu teria que esperar mais um tempo, até porque ainda estava a amamentar os gémeos. Isso e porque segundo ele, queria ter mais filhos.

Conclusão teria que o convencer a transformar-me o quanto antes, não tardava muito e eu iria ser mais velha do que ele fisicamente, eu não queria isso. A questão era, como é que o iria fazer?

Os 15 dias passaram a correr, entre visitar Praga e o quarto do hotel, quando demos por nós já estávamos a aterrar em Seatle novamente. Lá esperavam-nos Carlisle e Esme sendo que a restante família estava em casa a fazer de babysitter dos meus bebés.

Estava cheia de saudades deles, ansiava por poder vê-los e abraça-los e não pretendia deixa-los nos próximos tempos.

 

 

publicado por Twihistorias às 18:30

12
Mai 12

 

  

Capítulo 12 parte 2

 

Estou ansiosa, quer dizer, ansiosa não cobre todo o estado de nervos que sinto. Remexo-me mais uma vez na cadeira e o executivo a meu lado olha-me de lado não tenho a culpa de ser hiperativa, implícito com um olhar ameaçador.

Pensei em pedir mais um Martini, o álcool costuma a ajudar nestas coisas de estar nervosa, mas para o fazer efeito desejado teria de ser numa quantidade muito maior que as cinco bebidas autorizadas pela ética da “Paris Air”.

A hospedeira acaba de passar, pergunta-me se tenho fome e ou frio visto que são oito da noite e no sítio que sobrevoamos agora há aparentemente pessoas a jantar. Digo-lhe que espere mais um pouco, que ainda me estou a deleitar estes macoorons que tão simpaticamente ofereceram e atalho com o meu mais cortês sorriso.

Recosto-me na almofada e fecho os meus olhos não tenho sono suficiente para adormecer mas fico por ali a devagar. Desde que saí de casa que muita coisa mudou, umas mais drásticas que outras. Lembro-me das noites em que depois de vaguear pelo estado de Washington feita barata tonta, adormecia numa pensão qualquer abraçada a uma almofada enquanto desejava nunca ter lido os diários do meu pai. Lembro-me de viver cheia de sede mas com tanto medo de ser apanhada que deixava cada vez mais morrer a outra parte de mim. E de cada vez que tinha vontade de colmatar o meu desejo sentia a culpa de ser um monstro a engolir-me por dentro. Precisava de enterrar aquela menina incerta da sua identidade e que odiava a sua existência. Precisava de respostas.

Para o fazer contactei Zafrina e encontrei-me com o seu clã na amazónia, lá deu-se uma grande fase do meu crescimento. Compreendi a verdadeira essência do meu ser e a gostar de mim. Depois de acabar com os sentimentos de culpa, engoli as saudades e portei-me como uma altura. Não havia nem aulas de geometria nem de etiqueta, mas a minha educação não terminara. Aprendi a lutar como uma chita e a ser tão letal como uma anaconda, que por sinal eram deliciosas. Mas foi Nahuel que me ensinou a ser mulher ao mostrar-me o que o amor incondicional pode fazer. O nosso entendimento apesar de não ser uma impressão natural era muito mais profundo que qual quer mitologia quiluete. Infelizmente, esse amor incondicional não era correspondido da minha parte, quer dizer, gostava de estar com ele, mas apenas isso.

Um dia cansada da vida tribal e depois de agradecer todo o ancestral conhecimento, parti. Sabia que os Cullen andavam atrás de mim, e não queria de todo ser encontrada por eles, pelo menos por enquanto, por isso apanhei o primeiro avião que iria partir daquele aeroporto. O destino era Madrid, Espanha. Uma vez na Europa, comecei por um interrail, fiz vida de turista, e gastei todo o dinheiro que tinha. Quando cheguei a Paris estava cansada, falida e de novo deprimida. Mas recusava-me a voltar para a guarda paternal e ver todo este episódio encarado como rebeldia infantil.

Eles tinham mentido!

Usando a voz de veludo que herdara do meu pai um vasto reportório de músicas francesas que conhecia e a minha viola sentei me a pedir esmola. Dois dias passaram e com eles vieram as primeiras duas refeições compradas com o produto do meu talento.

Ao terceiro dia quando Mon Matre se estava a encher de turistas um jovem que a minha tia porta-chaves apelaria de “rapaz sarilhos” disse numa voz áspera e deixando o cigarro ainda no lábio.

«Miúda estás a desperdiçar talento nesta espelunca.» 

Acabei por me inscrever numa escola, apesar de não ser obrigada a tal, gostava de me manter instruida e ocupada. Ainda assim necessitava de uma casa e comida para viver, por isso o primeiro emprego que arranjei foi num café.

O salário lá era o suficiente para me manter alimentada e pagar uma renda de um pequeno apartamento, mas não o suficiente para os luxos que estava acostumada em Forks, além disso, descobri que gostava de sair com os meus amigos à noite, para isso necessitava de dinheiro e roupas.

Ao fim de algumas saidas e alguns conhecimentos comecei a trabalhar num bar à noite, o salário era um pouco maior, inicialmente como relações publicas e por fim como barwomen.

O som do meu telemóvel fez-se ouvir no avião, retirei-o do bolso e dei uma pequena vista de olhos.

"Bonjour mon amour. Tenho saudades tuas, hoje podias dormir aqui em casa depois do teu trabalho? Je t'aime!" era o meu namorado,Florent.

Com a pressa toda de sair de Paris esqueci-me de o avisar que ia estar fora por uns tempos. No entanto o motivo que me fizeram apanhar este avião exigiam rapidez e não era algo que pudesse ser tratado por telefone.

Florent tornou-se num dos meus grandes amigos quando me inscrevi na escola francesa, mais tarde acabou por se tornar meu namorado.

Não era suposto viver tanto tempo em França, nem em qualquer outro local, temia que assim fosse encontrada mais facilmente. Mas a verdade é que gostei do ambiente, das pessoas que conheci (tanto humanos como vampiros).

Todos nos tornamos grandes amigos e bastante cumplices.

Os vampiros foi curioso, pois não sabiam o que eu era ao certo, sabiam que eu não era humana, mas também não era vampira. Então começaram a frequentar o bar onde eu trabalhava diariamente, numa tentativa de descobrir o que eu era. Eles tinham receio de mim, pois era algo desconhecido, que eles nunca tinham visto, e eu temia-os, pois eles eram vampiros a sério, daqueles de olhos vermelhos que iam apenas ao bar escolher a sua presa.

Contudo, depois de nos conhecer-mos passamos a dar razoavelmente bem, principalmente com o Dio, que era o vampiro naquele clã sem companheira. Dio e eu criamos um laço bastante forte, atrevo-me a dizer que ele era dos meus melhores amigos, compreendia-me como nunca ninguêm o conseguiu fazer. Compreendia o meu lado vampiro, com ele não tinha receio ou medo de ser eu!

Tinhamos aquilo a que se pode chamar de uma amizade um pouco mais colorida, mais arrojada.

Com ele conseguia fazer coisas que com o Florent era simplesmente impossivel, como trepar à arvore mais alta, ou subir ao pirineus numa simples corrida, ou simplesmente ter alguem que tomasse conta de mim quando fazia cometia a loucura de tomar alguma droga. Foi com ele que também tive a minha noite de sexo mais louca.

Não que fossemos namorados, apenas gostavamos de estar juntos de vez em quando.

O Florent esse, também tinha a sua dose de loucura, mas era uma coisa mais calma, mais suave e compreendia o meu lado humano como ninguém. Infelizmente ele não sabia muita coisa sobre mim, nem podia.

Eu amava, e amo o Florent, mas havia coisas que apenas o Dio compreendia. É complicado.

Agora que tinha partido assim tão abruptamente poderia perder o Florent e talvez o Dio. Não sabia o que seria a minha vida a partir do momento que saisse deste avião, mas as circunstancias obrigaram a esta viagem de urgencia.

Lancei um olhar ao mostrador do meu relógio e fiquei surpresa, conseguira passar as ultimas horas de voo ocupada. Estava nervosa outra vez.

Como uma confirmação do meu raciocínio o anúncio chegou:

“Senhoras e Senhores passageiros acabamos de chegar ao aeroporto internacional de Seatlle. Estão neste momento 10º celsius e espera-se que a temperatura baixa ainda ao longo da noite. A Paris Air agradece a sua escolha e espera vê-los proximamente”

Muito mais cedo do que queria já estava em solo americano. Depois de uma hora exasperante na alfândega e num manto de chuva habitual consegui um táxi.

- Boa Noite menina. É para onde?

-Para Forks. - anunciei ao motorista que me sorriu de forma sedutora. Não conseguia negar os genes do meu pai.

publicado por Twihistorias às 18:34
Fanfics:

09
Mai 12

 

Capitulo 6

Demitri/ Joan

 

Mas por que raio estava Demitri a defender-me?

Aos meus olhos Demitri não me suportava, não sei porque, mas fiquei com essa impressão. E pela expressão de surpresa dos vampiros presentes, parece que eles achavam o mesmo que eu.

- O que estás a fazer? – Perguntou Félix a Demitri agarrando-o pelo braço com o intuito de o fazer recuar, uma vez que ele se aproximava cada vez mais do centro do salão.

Demitri deve ter voltado a si, porque começou a recuar com um olhar ausente.

Desculpe. – Este pedido de desculpas foi direccionado a Aro, Caius e Marco.

- Não faz mal meu caro, todos temos o direito de expressar as nossas opiniões. – Disse Aro. – Mas só a titulo de curiosidade, porque dizes que ela não está pronta?

Demitri ficou a olhar para Aro com um ar apavorado. Mas finalmente falou.

- Vê-se na cara dela que está apavorada, ela não o quer fazer. Não o consegue fazer.

 Fiquei espantada! Se pudesse o meu queixo estaria no chão. Demitri Volturi. O temível Demitri Volturi, tinha acabado de me defender?

A mim?

- Só isso? – Perguntou Aro.

Reparei que a mão se Marcus estava pousada na de Aro. Ele estava a transmitir-lhe o pensamento. Aro ficou surpreso perante o que tinha visto na mente de Marcus. Passados uns minutos Aro finalmente falou:

- Trato de ti mais tarde Demitri. – Aro tinha um sorriso amoroso estampado no rosto – Voltemos a ti meu caro Joan – Aro ponderou – Chega aqui meu caro. – Joan avançou um pouco a medo.

Renesmee correu para o meu colo. Tal como eu estava assustada.

 Joan pousou a sua mão, na de Aro.

 Pelos vistos a mente de Joan era interessante.

Quando finalmente as duas mãos geladas deixaram de se tocar, Aro comentou:

- Interessante, deveras interessante.

 O que era interessante? Toda a sala estava á espera de saber a resposta á minha silenciosa pergunta.

- Meus companheiros. – Começou Aro – Este nosso amigo é inocente. Meu caro Joan és um homem livre. No entanto, se quiseres juntar-te á nossa família, o teu talento seria-nos útil.

 Toda a audiência estava confusa. Que poder seria esse?

- Vejo que estão todos confusos. O que é irónico, uma vez que é esse o poder do nosso amigo. O Joan consegue confundir as pessoas, baralhar fatos nas nossa mentes, fazer –nos ir para  direita, quando queremos ir para a esquerda etc.

- Agradeço a oferta mas acho que vou passar – Joan olhou para mim. – Parece que exerço efeito sobre algumas pessoas. – Joan sorriu. Até o sorriso era quase tão doce como o de Edward.

- Muito bem, se é essa a tua vontade, ninguém te impede.

- Muito obrigado senhor.

 Joan saiu da sala num passo lento e confiante. Caius parecia zangado e um algo desapontado. De certeza que seria um prazer matar mais uma pessoa.

- Bella, Renesmee. Podem se retirar, se assim o desejarem.

- Muito obrigada. – Disse eu.

“ Peguei” em Renesmee e dirigi-me á sala destinada a guardar as nossas coisas, e onde a minha filha dormia, numa cama de casal de aspecto antigo mas forte.

- Mãe, porque achas que o Demitri te defendeu?

- Não sei, mas é melhor dormires.

Então contei-lhe uma história.

  Quando ela finalmente adormeceu, dirigi-me ao salão na esperança de que os condenamentos já tivessem terminado.

Ao chegar ao salão, vi Aro a falar com Demitri.

- Compreendo… Bella! – Aro saudou-me com uma falsa expressão se surpresa. Demitri voltou-se para traz. Parecia… contente por me ver. Tinha de tirar esta história a limpo.

- O que se passou na minha ausência? Vejo que não há vampiros lá fora.

- Pois, alguns sobreviveram, outros morreram, outros estão nas masmorras. Enfim… Mesmo assim não conseguimos novas adesões para a nossa família. A nossa pequena Renesmee, já está no mundo dos sonhos?

Nossa? NOSSA? Ela era minha! Minha! E só minha! Pronto, também era de Edward, mas uma vez que… Bem, em vez de começar a gritar e fazer um escândalo, respondi calmamente:

- Sim, ela estava muito cansada.

- Ainda bem.

As conversas recomeçaram e eu sentia-me sozinha no mundo. A minha vontade era ir ter com Renesmee e vê-la dormir. Mas tinha de ser mais social.

 Decidi então ir á torre das esposas dos anciãos. Adquiri esse hábito, precisamente por me sentir sozinha.

- Perdão? – Todos se viraram para mim. – Gostaria de ter permissão para ir á torre das esposas. – Tinha sempre que pedir autorização para tal, uma vez que elas estavam sobre guarda.

 Eu adorava Athenodora e Sulpicia, elas eram simplesmente adoráveis, divertidas e falavam muito quando lá ia. Faziam – me lembrar Alice. A minha Alice.

- Sim, claro minha Bella. Manda-lhes beijinhos meus.

- Serão entregues.

- Posso falar contigo Bella? – Demitri chegou ao pé de mim, mesmo antes de eu sair.

- Claro – Disse eu.

Demitri encaminhou-me para o canto mais remoto do salão. Não sei porque o fez, todos iriam ouvir a nossa conversa de uma maneira ou de outra.

- Acho que mereces uma explicação – começou ele – uma explicação para eu te ter defendido.

- Sim, realmente não percebi, pensei que não me suportavas.

- Não, não penses isso - disse ele apreensivo. – Eu não me importo com a tua presença. Até gosto.

OK, esta apanhou-me de surpresa. O Demitri Volturi gostava a minha presença?

- Então porque me defendeste? – Perguntei.

- Sabes, já fui como tu, assustado, sem fazer mal a uma mosca. Claro que tudo isso mudou quando me juntei aos Volturi. Mas eu entendo-te

- Hum… Obrigada. Se não fosses tu, neste momento estaria a sentir-me culpada por matar o pobre Joan.

- De nada, sempre ás ordens.

Despedi-me dele e dirigi-me para a saída do salão.

publicado por Twihistorias às 19:54
Fanfics:

07
Mai 12

Capitulo 22

 

O local onde me encontrava era escuro e frio.

O silêncio daquele local era cortado pelo pequeno ruido vindo do exterior.

Mantinha-me sentada num canto com os braços enrolados nas pernas, a minha cabeça repousava nos joelhos e tentava entoar uma música de embalar, a mesma que a minha mãe me cantava quando eu era pequena e acordava de um pesadelo.

O barulho de uns passos ao longe fizeram-me acordar do meu estado catatónico.

-Bom dia Kelsi. – saudou-me o meu advogado assim que chegou perto da cela onde eu me encontrava.

Levantei-me para o receber assim que a cela foi aberta permitindo-lhe a passagem.

-Como estás? Pareces cansada. – disse assim que se aproximou de mim e o guarda que o acompanhava se afastou!

Não admirava que eu parecia cansada, não tinha dormido nada aquela noite. Ainda não sabia se a decisão de ter regressado à prisão era a melhor para mim, mas foi a mais acertada.

Até Bentley tinha confidenciado que não esperava outra coisa de mim.

-Não dormi esta noite. – admiti por fim.

O advogado explicou-me tudo que se ia passar dentro da sala de audiências.

-Isto ainda não é um julgamento, é apenas para o juiz ler quais os teus crimes de que estás a ser acusada e vai dizer onde vais aguardar julgamento. Só isso. – a voz dele era calma e serena.

Antes da audiência começar foi-me permitido receber a visita da minha mãe. Como já esperava, ela trazia consigo as lágrimas e os abraços longos.

Repetia vezes sem conta que tudo ia correr bem, o que fez com que mais uma vez eu fosse forte por ela e a tentasse acalmar. Sabia que não ia correr bem e desta vez eu não iria lá estar para a ajudar a passar por esta fase difícil.

Às 11 horas e 30 minutos em ponto o meu nome foi anunciado e entrei numa sala cheia de gente acompanhada por um guarda. O meu advogado estava sentado numa mesa onde continha um lugar ao seu lado, prossupus que fosse o meu lugar.

Os flashes das câmaras fotográficas, os assobios e os insultos fizeram com que os meus olhos fixassem o chão, talvez fosse mais fácil aguentar tudo aquilo sem ter que encarar o povo de Forks.

Nos lugares logo atrás da mesa onde eu iria ficar, encontrava-se a minha mãe, a Emily acompanhada do Sam e dos seus súbditos. Mas a presença que mais me surpreendeu foi Ethan sentado mesmo na fila da frente.

Assim que os nossos olhares se cruzaram ele sorriu-me. Não era aquele sorriso de pena, era apenas uma saudação, como muitas vezes ele me fizera no passado.  O brilho nos olhos dele reavivaram algumas das memórias que eu teimava esquecer.

A presença dele, o olhar, a atitude dele, tudo nele me confundia. Ele ora me apoiava, ora desaparecia e voltava a aparecer, como se nada tivesse acontecido.

Não lhe conseguia responder ao seu sorriso, não conseguia permitir-me a sentir fosse o que fosse perto dele. Tinha medo de me desiludir novamente, o meu sentido de protecção simplesmente estava no auge, impedindo qualquer tipo de aproximação do Ethan.

As imagens do Ethan a desiludir-me não paravam de me assaltar a memória, era como que um alarme a mim mesma para não cair novamente na armadilha dele.

À medida que me aproximei da minha mesa e consequentemente dele, verifiquei que a sua fisionomia se alterava. O seu nariz enrugou-se, como se um cheiro agoniante invadisse aquele local, ou se imanasse de mim. Ethan colocou a mão no nariz e uma raiva assaltou a sua cara. Sam apressou-se a segurar-lhe a mão, numa forma de o acalmar. A verdade é que resultou, e a face de raiva deu lugar a desilusão.

“Mas qual é o problema dele?” pensei num misto de raiva e duvida.

Estava dias sem aparecer nem dar notícias, e agora aparecia ali. Ao início ainda pensei que talvez para me dar apoio, mas agora via que talvez não fosse para isso.

“Matas-te o seu amigo!” disse para mim própria, numa tentativa de desculpar a sua atitude.

Mas rapidamente o meu muro voltou a erguer-se, e a “afastar” qualquer sentimento de piedade para com o Ethan.

“Ele sabe a verdade, ele sabe porque o fizeste. Ele mais do que ninguém devia estar do teu lado, ele devia ter estado sempre do teu lado.”

Virei costas e sentei-me na minha cadeira. Nunca mais dirigi o olhar no lugar do Ethan.

Assim que a juíza entrou naquela sala, fez-se silêncio.

-Vamos dar início à sessão – começou a juíza. – Processo número 30245 Estado americano vs Kelsi Miller…

Iria se acusada de homicídio qualificado, o julgamento iria ser daqui a três meses e iria aguardar o julgamento na prisão federal da ilha Mcneil, ou seja a mais de três horas de Forks.

Assim que o juiz disse aquilo ouvi novamente a multidão em fúria, no entanto os gritos da minha mãe a pedir por misericórdia sobressaiam. Tive a oportunidade de a abraçar e ainda consegui pedir a Emily que tomasse conta dela, isto tudo antes que o guarda voltasse para me algemar e levar agora para um carro próprio para me levar à minha nova “casa”.

Antes de entrar no carro, consegui distinguir Bentley no meio da multidão enfurecida com um sorriso.

Não pode deixar de sorrir ao meu novo amigo, ansiando o dia em que voltasse a usufruir da sua companhia como naquela noite.


publicado por Twihistorias às 23:21
Fanfics:

06
Mai 12

 

 

Capitulo 10

 

- Acho que tens razão,todos temos um limite e o meu simples corpinho humano precisa te café.- Menti aceitando o seu convite.
- ookay, vamos ali há magggie então. - apontou para a espelunca á esquerda.
Seguía surpreendido como aquela meia leca caminhava descontraidamente a meu lado na noite cerrada.
Entramos numa boa e velha tasca americana de cheiro a café podre e gente cusca, ou de forma inversa hesitei.
Seja como for nada de interessante ou relevante para a memória, de repente senti saudades da mercearia minúscula da tarde, sempre era mais prazerosa.
A rapariga sentou-se com a descontração de local e pediu um cappuccino choco, a nova modalidade "importada" de Seatle confidensiou-me entusiasmada.
- Então não pedes nada? O teu "corpinho humano" nao precisava de um café?- denunciou-me ela.
- Usas sempre esse tom acusatório quando falas com as pessoas? Não é por nada mas corta um bocado o clima. Gozei fazendo a corar.
- Não.Mas tu és incongruente á brava!
Ri-me.
- Incongruente á brava? Onde é que ouviste essa? Vinha na caixa dos cereais?
- Não anormal! - chutou ela enervada. -  Se abrisses os olhinhos vias que nesta terra também á escolas. E se te dignasses a perguntar a minha ocupação sabias que sou uma estudante universitária.
- Oohh Desculpe dona alteza! - ironizei. Ela voltou-se para a janela  chuvosa desejando claramente fugir.
- Desculpa Kate. Fui idiota, quer dizer eu sou sempre um idiota, mas agora fui particularmente estúpido. -Disse para a fazer sorrir, resultou.
- O teu ponto é?
- O que estudas?
- Psicologia.
Gargalhei e ela perguntou o que raio se passava comigo.
- Seria o teu melhor caso de estudo. - Atalhei.
- Estás assim tão mal? - Perguntou ela com escárnio.
- Eu estava a correr. No meio do nada. Á noite.
Kate segurou num guardanapo e numa caneta do bolso. Olhou para mim com seriedade e perguntou:
- E como é que isso o faz sentir?
A miúda tinha mesmo piada. Ri-me e fazendo uma voz de velho disse:
- A modo que estou deprimido, por que as solas escorregam-me tenho frio é tudo muito triste.
- compreendo.
- olha lá mas tu pagas- me um café esta noite ou quê?
- Tu não bates mesmo bem. Donde é que vem isso?
- Paga-me um cafééé! - Insisti. Com voz infantil.
- Que chato! - riu-se ela.
Eu sorri.
- olha lá mas tu tens os olhos azuis?
- Nao moça são violetas.
Junção de azul com vermelho pensei.
- Ah certo são giros. - comentou.
- Kate paga-me um café?
Ela riu- se e pagou- me o tal café.Estivemos mais de 30 minutos  a falar. Contou-me do pai da mãe do irmão mais velho. Que a sua banda favorita eram os linkin Park e que os filmes de acção eram na sua opinião os melhores.
E eu fiquei genuinamente interessado e perplexo com a minha estupidez. 
Kate voltou- se para mim e perguntou:
- Ficas bem? Precisas de boleia?
- Então mas nao conheces as minhas fantásticas característica de corredor?
- Falas sempre nesse tom acusatório? Repitiu ela sedutora.
-  Boa boa, até amanhã? - tentei eu.
- Até amanhã. -  disse ela

Voltei-me e o meu telemóvel tocou:
- Fred... - Falou Ivy
- Ivy!!! tu nem sabes! Falei com uma Humana duas horas! E nao a mordi nem nada! - contei-lhe todo entusiasmado.
- Que bom para ti Fred. Os Volturi acabaram de chegar.
- Raios!
Desliguei. Logo agora que eu me estava a divertir.

Opções:
A) Volta imediatamente para casa e ajuda a Ivy e os Cullen.
B) Foge do encontro mas vigia a casa para falar com os Volturi em separado.
C) Foge de forks.

publicado por Twihistorias às 23:23

 

O twihistórias gostaria de desejar um feliz dia da mãe a todas as mães!
Twikisses**

publicado por Twihistorias às 12:00

03
Mai 12

 

 

Capítulo 7

A semana foi passando, mostrámos a ilha à Renesmee, todas as noites eu e o Edward tínhamos o nosso momento.

Nadámos no mar, subimos às árvores, a Renesmee viu peixes e tartarugas marinhas. Estávamos a adorar, principalmente a Renesmee.

Estava a arrumar os brinquedos da Renesmee quando o telemóvel do Edward começou a tocar.

-Olá, Alice!

-Olá, Bella! Como é que estão a correr as coisas por ai?

-Está a correr tudo lindamente!-Pelo canto do olho vi o Edward a aproximar-se com a Renesmee - E como é que vocês estão? Há novidades?

Ao proferir a última frase o Edward ficou tenso.

-Está tudo na mesma! Só estamos cheios de saudades vossas, principalmente o Jacob!

-Oh! Ele não se pode queixar porque fala quase todos os dias com a Renesmee!

-Mamã, eu quero falar com o Jake, com as tias e a avó! Já falaste muito!- disse irrequieta.

-Alice, vou-te passar a Renesmee. Beijinhos para todos!

-Beijinhos.

-Olá, tia!- disse Renesmee muito entusiasmada- sabes que nadei com peixes e …

Então a Renesmee se dirigiu para o quarto, seguia com os olhos, ela estava muito entusiasmada a falar com a tia.

Edward agarrou a minha mão, dirigiu-nos para o sofá e eu sentei-me no seu colo.

-Estás a gostar?- perguntou-me

-Claro! Estou a adorar. A Renesmee está super feliz e tu também, por isso, eu também estou feliz - dei-lhe um leve beijo - Posso fazer-te uma pergunta?

- Sim.

- Estás-me a esconder alguma coisa?

-Que conversa é essa Bella?

-Responde! Sim ou não?

-Não! Porque haveria de estar a esconder-te alguma coisa?

-Por nada, mas não te esqueças da promessa que me fizeste.

Ele não respondeu e começou a brincar com os meus dedos mas reparei que ele ficou pensativo.

-Mamã, já falei com toda a gente! A tia disse que nos comprou muitas coisas.- Revirei os olhos.

Ela e o Edward foram brincar para a praia. Como eu gostava de os ver juntos a ter brincadeiras como qualquer pai e filha.

Passadas algumas horas chamei-os e Edward pôs a nossa filha às cavalitas e veio ter comigo a correr em velocidade de vampiro, a Renesmee adorava.

-O que é que a senhora precisa?- disse Edward sorrindo.

-A menina Renesmee precisa de tomar banho.- disse entrando na brincadeira dele.

-Agora? Eu estava a brincar com o papá!- disse triste .

-Depois de jantar ainda podes brincar.

-Mas eu queria agora depois não me apetece - disse agarrando-se mais ao pescoço do pai.- Mais um bocadinho, mamã! Eu prometo que depois vou tomar banho.

-Renesmee, faz o que a tua mãe te está a pedir!

-Mas, papá…- começou a protestar.

-Não há mas nem meio mas. Quando a tua mãe te diz para fazeres uma coisa, tu tens de obedecer.- disse tirando-a das suas cavalitas.- Estamos entendidos?

-Sim.- disse triste.

O pai deu-lhe um beijo no nariz e ela dirigiu-se para a casa de banho.

-Vou fazendo o jantar - disse dando-me um beijo.

No início do banho a Renesmee estava triste e não falava, o que era muito estranho.

-O que foi filha? - perguntei preocupada.

-Queria pedir-te desculpa, porque eu tenho de fazer sempre o que tu me pedes. Desculpa, mamã!- disse com as lágrimas nos olhos e abraçou-me.

-Não fiques assim, meu amor, eu e o pai nunca te queremos ver triste- Limpei-lhe as lágrimas e dei-lhe um beijo.

Vestia e dirigimo-nos para a cozinha.

A Renesmee ao chegar à cozinha, sorrindo, colocou a mão na minha cintura e mostrou-me como adorava a comida do pai. A imagem fez-me lembrar quando era humana e adorava a comida do Edward.

Sentámo-nos na mesa e o Edward pôs o prato à frente da Renesmee. Ela estava triste, mal olhava para nós, enquanto comia, costumava estar sempre a falar, hoje está muito calada. Eu e o Edward estávamos a falar sobre os planos para o dia seguinte e ela costumava sempre opinar mas hoje não abriu a boca o jantar todo.

-O que se passa, filha? - perguntou Edward, reparando no mesmo que eu.

-Papá, estás chateado comigo? - perguntou sem tirar os olhos do prato - Eu sei qua à bocado portei-me mal com a mamã.

-Não estou chateado contigo, Renesmee. Tens razão portaste-te mal com a mãe, mas eu sei que já lhe pediste desculpas e ao fazeres isso reconheceste que erraste, o que é muito importante.

-Então não estás chateado comigo? - perguntou formando-se um sorriso nos seus lábio.

-Claro que não! - disse Edward retribuindo-lhe o sorriso.

Ela foi abraçá-lo.

-Amo-te, minha pequenina - disse dando-lhe um beijo. - Aliás, amo-vos muito às duas.

-Também vos amo muito.- disse juntando-me a eles.

Passámos o resto do serão na brincadeira.

Podíamos ser uma família diferente, mas temos momentos como qualquer família normal e são estes momentos que me fazem olhar para trás e pensar que não me arrependo de ter lutado contra todos para ter ao pé de mim a minha filha e de sempre ter querido ser vampira.

 

publicado por Twihistorias às 22:56

02
Mai 12

 

 

Livro 3

RENESMEE

Capitulo 12

Parte 1

 

Estava encostada ao vidro, a ver a paisagem a correr rapidamente, ainda me lembrava muito bem daquela noite chuvosa em que deixei tudo para trás. Da forma como peguei nas minhas coisas a correr, e fugi.

Quando dei por mim, estava a relembrar aquela noite…

 

            Corria em direcção a La Push, era noite e estava a chover imenso, por isso não sabia se aquilo que escorria na minha cara eram lágrimas ou chuva, o meu peito doía, diria que era do coração partido, mas que coração? Ele tinha sido arrancado de mim, eu sentia-me só, vazia, o meu mundo tinha acabado de ruir, tudo o que eu vivia era uma mentira.

Ele não me amava! Ele pensava que sim, mas isso era uma fachada causada pela impressão natural, ele amava a minha mãe, sempre a amou.

A minha mãe!

            Finalmente cheguei a casa de Jacob, conseguia ouvir o ressonar dele, o bater do seu coração, lento, tranquilo, devia estar a dormir profundamente. Ainda bem, não queria ter que encara-lo e dizer que ia partir, ia deitar o plano por água abaixo, ele não ia permitir e ia avisar os meus pais, eu não queria isso.

Queria estar sozinha, pensar, acalmar-me. Precisava de tempo!

            Coloquei a caixa com todas as nossas recordações a um canto, perto da porta, ele quando saísse haveria de as ver, e perceber, talvez, que aquilo significava um fim para nós. Eu escolhia o meu próprio destino, e não era, definitivamente, uma coisa de rafeiros que decidia com quem e como é que eu ia ficar.

            Depois entrei pela floresta, e corri, com um destino incerto, só queria era fugir dali. Curiosamente, não senti necessidade de olhar para trás, sentia-me livre. Eu mandava no meu futuro, só eu!

 

            Corri a noite quase toda, depois fiz a minha primeira loucura, apanhei boleia de um desconhecido, também não que ele me pudesse fazer mal, era mais provável, eu matá-lo antes que ele me fizesse um só arranhão. Mas ao menos servia para a minha família perder o meu rasto.

Acabei por saber que ele se chamava John, era divorciado e tinha dois filhos, um rapaz e uma rapariga, já não os via à anos, disse que eu deveria ter a idade da filha dele. Era bastante simpático, passei quase uma semana a viajar com ele, ele não me fez muitas perguntas sobre o porquê de eu estar a fugir. Aliás ele não tinha a certeza se eu estava ou não a fugir, porque não viu nada nas notícias e eu passava pela polícia muito à vontade.

Os Cullen nunca iriam à polícia, o que menos precisávamos era de uma foto minha nos desaparecidos.

            Mais tarde ele disse que ia regressar, se eu também queria regressar, mas ainda não estava preparada para tal. Não queria voltar a ser a Nessie. Foi quando vi que teria que me dirigir para algum lado, algum sítio que eu me sentisse amada.

Zafrina!

Encorajei o John a procurar os filhos e passar tempo com eles. Se era o que ele queria, que o devia fazer, cada um traça o próprio destino.

            A minha segunda e terceira loucura, foi arranjar documentos falsos, e como não tinha forma de pagar, tive que os roubar. Claro que não o fiz da melhor forma, mas não me arrependi da forma como agi, pelo contrário, adorei e fiquei com um “sócio”.

 

            Chegou o momento de ir buscar os documentos, eu precisava deles, não podia dar-me ao luxo de andar por ai sem documentos. Fui ter com um tipo chamado El Diablo, pelo menos ele intitulava-se assim, de facto ele era forte, corpulento, e grande. Já eu, pequena, magrinha, no entanto, meia vampira. Acho que a sorte jogava a meu favor. Ele tinha pedido uma quantia de dinheiro exorbitante pelos documentos, dinheiro esse que eu não tinha.

            -Só combinamos para amanhã gatinha, a não ser que queiras dar mais algum prazer aqui a El Diablo – ele estava em tronco nu, e cheirava realmente mal, não devia tomar banho à semanas, e fez aquela cara de satisfação, abrindo os braços.

O inglês dele era perfeito, apostava que era americano de gema, não percebo o porque de El Diablo.

            -Sim eu sei, mas já estão prontos certo? – disse enquanto me afastava dele, mas mostrando-me sempre segura de mim mesma.

            -Sim estão, mas como o El diablo disse, só amanhã. El Diablo não faz negócios à noite.- Que mania de falar na terceira pessoa, ele não se apercebia do patético que era?

            -Pois, mas eu precisava disso agora.

            -Amanhã. Agora vais dar prazer a El Diablo! – se este “El Diablo” de meia tigela não me desse o que eu queria agora, ele ia ver o el diablo em pessoa.

            -Se me toca arrepende-se. Já lhe disse que quero os documentos agora.

            -Não – e avançou para mim mais um pouco, tocou-me no braço. Não o deveria ter feito, um sorriso emergiu no meu rosto.

            -Vês como era isto que querias? Anda cá, vamos divertir-nos os dois, e talvez te faça um desconto nos documentos. – E puxou-me em direcção a um sofá que ele tinha naquela espelunca.

            -Um desconto, em troca de diversão? Agrada-me. Mas e se fizermos um acordo? Diversão em troca de uma sociedade? Eu dou-te a diversão e tu dás-me os documentos que eu precisar, esteja em que lugar do mundo eu estiver. Documentos na minha mão em 48 horas. – Ele riu-se na minha cara, e agarrou-me com mais força.

            -Quem manda aqui é El Diablo, e agora El Diablo quer diversão, e talvez tenhas desconto amanhã, mais nada. El Diablo trabalha sozinho. – Dito isto empurrou-me para o sofá.

            Eu ri-me, ele queria diversão, então era o que ia ter. Eu também já tinha ido com o intuito de sair dali com os documentos na mão, fosse como fosse, e sem pagar um cêntimo por isso. Ele avançou para se deitar sobre mim, também com um sorrisinho nos lábios. Quando ele já estava realmente perto, os meus pés foram ao encontro dele, fazendo com que ele voasse da direcção oposta. O homem forte e corpulento começou agora a queixar-se de dores como uma pequena criança. Talvez tenha exagerado na força, mas não ouvi nada a partir-se.

            -Então, não queria diversão? Vamos lá divertir-nos, ou prefere passar essa parte à frente e aceitar já o meu negócio?

            -Eu mato-te! Ninguém faz isto a El Diablo. – enquanto ameaçava, o pobre homem tentou deslocar-se em direcção à secretária onde ele guardava a arma.

            Quando ele já estava demasiado próximo, numa velocidade não humana, consegui chegar á arma mais rápido e apontar-lha.

            O seu sorriso desapareceu e o meu alargou-se muito mais.         

            -Vamos já esclarecer uma coisa, se vamos trabalhar juntos, vamos parar com isso de falar na terceira pessoa. – Adverti-o logo.

            Ele ainda estava confuso com o que tinha acabado de ver, não parava de olhar para o sofá e para a secretaria para ver a distância que eu tinha percorrido num segundo.

            -Como…como… - ele estava a ficar realmente assustado.

            -Não faça perguntas às quais eu não posso responder. Se lhe contasse depois tinha que o matar, literalmente. Por isso, se vamos trabalhar juntos, também temos esta regra, nada de perguntas. Eu não lhe pergunto nada, e você não me pergunta nada, combinado? – ele tentava alcançar o telemóvel, fui mais rápida, e esmaguei-o com a minha mão, não virou pó, como se fosse a minha família, mas ficou todo partido.

            O homem estava apavorado, mas a verdade é que eu estava a gostar, era divertido. Era bom ele sentir agora o que fez outras pessoas sentir.

            Ele tentou fugir, será que ainda não tinha percebido que não adiantava? Peguei na poltrona que ele tinha naquele escritório/casa, nem sabia o que chamar aquilo, e atirei contra a porta, bloqueando assim a passagem dele.

            -O que és tu? Como…como…?

            -Eu sou a menina Rennesme, a tua nova sócia.

            -Não! – quando ele negou a sociedade, mostrei os meus dentes enquanto rugia.

            Devia estar mesmo assustadora, porque ele recuou com medo. Corri a uma velocidade não humana para ele e elevei-o pelo pescoço com uma mão.

            -É assim, ou fazemos isto a bem e ninguém se magoa, ou fazemos a mal. De uma maneira ou de outra eu vou sair daqui com os documentos sem lhe pagar um cêntimo, no entanto gostava de sair a bem e de continuar a realizar negócios consigo. – ele só abanava a cabeça que sim. Larguei-o e voltei a sentar-me no sofá. – Muito bem, falemos de negócios, os meus documentos por favor. – pedi com delicadeza. - Quando eu lhe ligar é bom que atenda, e que faça logo o que eu lhe pedi, e que os documentos venham parar às minhas mãos em 48 horas. Não há perguntas, da mesma forma que você não me conhece, não me viu, nada, senão é um homem morto.

            Ele entregou-me os documentos, um papel com o seu número de telefone. Nunca mais se chegou perto de mim. Quando saí ainda ouvi o pobre homem a chamar-me “El Diablo”! Agora o El Diablo era eu, sorri.

publicado por Twihistorias às 22:42
Fanfics:

30
Abr 12

 

Capitulo 5

Surpresas

 

 

 - E… eu? – Gaguejei, o que é estranho, dado que os vampiros não gaguejam.

- Sim tu, porque não? Acho que é a melhor maneira de te fazer sentir uma Volturi finalmente. Sei que ainda não te conseguiste habituar á ideia de seres uma de nós, penso que continuas a sentir-te uma Cullen. Podes nunca sentir que fazes verdadeiramente parte da nossa família. Mas vale a pena tentar. – Aro disse esta ultima frase a rir.

- Mas eu não sei se estou pronta. – Argumentei.

- Eu sei que talvez não te sintas pronta mas acho que depois disto essa sensação vai desaparecer.

 Ao ver que eu não reagia, Aro, com um gesto muito subtil e delicado, chamou – me para ao pé de si, e pousou a sua mão na minha, para ler o meu pensamento.

Muito contrariada lá retirei o meu escudo por um breve período de tempo. Quer dizer, não queria que Aro me escutasse o pensamento. No entanto não queria arranjar confusões.

 Naquele momento Aro estava ao corrente de tudo o que eu já tinha pensado e vivido ao longo da minha vida.

 Passados uns minutos Aro deixou a sua mão cair sobre o seu colo, pelo seu olhar eu consegui ver que o que ele tinha visto não o tinha agradado. Talvez a tarde que passei com Kate tivesse ajudado ao seu descontentamento.

- Interessante, parece que... ele – Aro apontou para Joan – te atrai de alguma maneira.

 Quando Aro proferiu estas palavras todas as expressões daquela sala mudaram (excepto a de Marcus, evidentemente). A de Aro transmita um certo tipo de alegria sarcástica, Caius parecia estar – se a divertir com tudo aquilo, Félix e Demetri, pareciam as réplicas prefeitas de Caius… pelo menos no que toca á expressão do rosto. Renesmee olhava para mim tão chocada como Joan, pelos visto ela tinha tirado o significado errado das palavras de Aro, era obvio que ela achava que eu sentia uma atracão romântica por Joan, o que era totalmente falso.

- Não, não sinto – tentei defender-me

- Claro que sentes. Mas não é da maneira que julgo que todos estão a pensar, incluindo o próprio Joan – apressou-se Aro a esclarecer.

Entretanto virou – se para a multidão e disse:

- A nossa querida “irmã” Bella e a nossa linda

  “sobrinha” Renesmee, acham que o Joan é muito, talvez até demasiado, parecido com Edward.

  Toda a sala reagiu a este comentário, uns com risadas, outros com acenos de cabeça, e outros ainda, que tinham conhecido Edward ainda em “vida”, lançaram olhares ao vampiro em questão á procura das semelhanças tão obvias que haviam entre ele e Edward.

- Sim – Renesmee juntara-se á conversa pela primeira vez – Ele faz lembrar o meu pai, não o posso negar. Mas não é ele. No entanto é uma pessoa e não merece estar a ser culpado por um crime que não cometeu!

Toda a sala olhava para Renesmee espantada. Como é que uma criança tão pequena (ela tinha agora a aparência de uma menina de 11 anos) podia expressar a sua opinião perante um assunto daqueles, com a mesma calma que um adulto? 

- O que te leva a pensar que ele está inocente? És apenas uma criança que não sabe nada da vida. Como podes fazer tal afirmação? – Inquiriu Caius num tom de voz um pouco mais alto que o costume numa conversa normal.

- Não nos vamos exaltar meu caro irmão, vamos 1º ouvir a nossa linda Renesmee e tentar perceber porque é que ela acha que nosso convidado – Aro apontou para Joan – não é culpado pelos crimes sobre os quais é acusado. - Aro fez sinal afirmativo á minha filha para que falasse. – Minha querida… porque pensas que o Joan está inocente?

- Bem… eu não sei explicar sim? Eu apenas sinto que ele está a dizer a verdade.

- Mas nem sequer sabes qual é a acusação, pois não?

- Não, mas…

- Então como podes dizer que está inocente?

- Não sei…apenas sinto.

Caius decidiu intervir.

- Isso agora não interessa nada. – Caius virou-se para mim – Isabella, tem de fazê-lo, é uma ordem.

- Eu acho que ela não está pronta! - Interrompeu uma voz tímida. Notei que o comentário foi feito um pouco a medo.

Apesar de conhecer a voz, virei-me para confirmar as minhas suspeitas.

E estavam certas. 

publicado por Twihistorias às 20:31
Fanfics:

Maio 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11

13
15
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


mais sobre mim
pesquisar
 
O nosso facebook
facebook.com/twihistorias
Obrigatório visitar
summercullen.blogs.sapo.pt silvercullen.blogs.sapo.pt burymeinyourheart.blogs.sapo.pt debbieoliveiradiary.blogs.sapo.pt midnighthowl.blogs.sapo.pt blog-da-margarida.blogs.sapo.pt unbreakablelove.blogs.sapo.pt dailydreaming.blogs.sapo.pt/ http://twiwords.blogs.sapo.pt/
Contador
Free counter and web stats
blogs SAPO