31
Ago 12

Capítulo 13

- Chuck! – gritou a Rosalie.

Em seguida levantou-se e foi abraça-lo. O Emmett apenas ficou em choque, não conseguia perceber se ele estava feliz ou preocupado com o regresso do filho.

- O que estás aqui a fazer? – perguntou o Emmett ainda em choque.

- Papi, não tiveste saudades do teu filhinho? – perguntou o Chuck com o seu sorriso manhoso.

- Só estou surpreendido por teres voltado.

- Bem, eu percebi que tenho sido um idiota e que não há problema nenhum em ter uma alimentação à base de ursinhos. – disse ele.

- A sério? – perguntou a Rosalie com um enorme sorriso.

- Não. – disse ele a rir-se bastante. – Vocês são muito engraçados e ingénuos.

- Bom, eu tenho umas coisas para resolver. – disse eu. – Vou deixar-vos matar saudades.

Sai de casa e enfiei-me no carro. Conduzi até ao restaurante onde a Milie estava com os amigos, depois sai do carro e mandei-lhe uma mensagem.

“ Tenho boas noticias para ti! Estou aqui fora à tua espera.

Bjs Ryan”

Emilie

Estávamos a comer e a divertirmo-nos imenso quando senti o meu telemóvel vibrar, era uma mensagem do Ryan.

- Pessoal eu tenho de ir andando. – disse eu levantando-me e agarrando a minha mala.

- Porquê a pressa? – perguntou a Mikayla.

- Porque acho que arranjei os teus 3 mil dólares.

Sai do restaurante e vi o Ryan encostado ao seu carro que estava estacionado mesmo a minha frente.

- Olá. – disse eu aproximando-me dele.

- O meu pai vai financiar a peça da tua amiga. – disse ele com um sorriso

- Obrigada. – disse eu, e sem pensar abracei-o.

Senti –o enrijecer e por isso afastei-me logo.

- Desculpa. – disse eu.

- Não faz mal. – disse ele.

Depois abriu a porta do carro dele convidando-me a entrar e eu entrei.

- Queres ir beber alguma coisa ao People Forks? – perguntou ele.

- Pode ser.

Quando chegámos lá o Ryan disse-me para eu esperar à porta enquanto ele ia estacionar o carro. Enquanto esperava pelo Ryan vi o primo dele passar e resolvi chama-lo.

- Ei! – gritei e ele olhou para mim. – Tu és primo do Ryan, certo?

- Certíssimo. E tu és a amiga gira dele.

Fiquei um pouco embaraçada.

- Então estão num encontro? – perguntou ele.

- Hum… acho que isso não é da tua conta.

- Pois tens razão. Mas agora já entendo porquê que o meu priminho anda tão contente. Já estava na hora.

- Não estou a perceber. – disse eu realmente não percebendo a conversa dele.

- Bem… tu sabes. Achei que ele nunca fosse superar a ultima, quase o destruiu.

- Não sei do quê que estás a falar!

- Da ex dele. Ora do quê que eu estaria a falar? – ele fez uma pausa e depois prosseguiu. – oh… ainda não tiveram a típica conversa estranha sobre os ex-namorados.

Agora a conversa dele já fazia sentido.

- Nop. – disse eu.

- Ups… então acho que agora vão ter. Peço desculpa, eu não queria de maneira alguma meter-me onde não sou chamado. – disse com um sorriso torto. – Talvez ele não te tenha dito nada para tu não pensares que és a namorada substituta. Ele não quer magoar mais ninguém.

- O quê?

- Da última vez que ele magoou alguém as coisas não correram bem. Todos sabemos como estas relações acabam.

- Estás a falar como se todos os relacionamentos acabassem.

- Sou realista. – disse ele revirando os olhos. – Mas eu não estou a dizer de maneira alguma que és a namorada substituta do Ryan. Nunca foi minha intenção insinuar tal coisa.

- Chuck. – disse o Ryan quando chegou ao pé de nós.

- Olá primo! Apenas estava a conversar com a Emilie. – disse o Chuck.

- Milie acho que está na hora de eu te levar para casa. – disse o Ryan.

- Não íamos beber alguma coisa? – perguntei confusa.

- Está a ficar tarde. – disse ele.

- Pois está a ficar tarde. Foi um prazer conhecer-te Chuck. – disse eu.

- Também gostei de te conhecer. – disse o Chuck.

O Ryan estava a olhar fixamente para o Chuck, estava praticamente a mata-lo com o olhar.

- Ryan? – ele não me ouvia. – Ryan? Ryan vamos?

- Sim. – disse ele acordando do seu transe.

Durante toda a viagem de carro ele não disse uma única palavra e quando chegámos à porta da minha casa ele apenas despediu-se com um aceno de mão e eu sai do carro e entrei em casa. Os meus pais não estavam, por isso liguei para a Robecca e contei-lhe o que se tinha passado esta noite.

- E qual é o problema? – perguntou ele depois de eu lhe ter dito o que o Chuck me contou.

- Ele anda à procura de uma namorada substituta e tem problemas familiares. – respondi.

- Ai Milie, pelo menos é uma ex-namorada. – disse a Robecca. – Experimenta sair com um rapaz que tem problemas com a mãe, ou problemas de fidelidade, ou de masculinidade ou até que só quer levar-te para cama para depois engravidar-te e abandonar-te.

- Credo. – disse eu.

- Se gostas dele devias ligar-lhe esclarecer esse assunto e dizer-lhe o que sentes. – disse ele.

- Tens razão. – disse eu.

Então desliguei o telefone e liguei para o Ryan mas ele não me atendeu, então deixei-lhe uma mensagem no correio eletrónico. Ouvi a porta de casa a bater. Os meus pais já tinham chegado e vinham a discutir. Fui para a sala. Ia começar tudo outra vez.

Ryan

Depois de deixar a Milie em casa voltei para o People Forks, precisava de falar com o Chuck. Quando lá cheguei ele estava sentado numa mesa e eu fui sentar-me ao pé dele.

- Que grande miúda! – disse ele a rir. – Ela cheira tão, tão bem. Adorava saber se o sangue dela é tão bom quanto o sabor, descontrola qualquer um. Como consegues estar tão perto dela e não provar? estás mesmo mal. – eu não lhe respondi, apenas fiquei a olhar para ele. – Aposto que tens de te esforçar muito. Lembra-te que se não comeres bem, não funcionas bem.

- Quanto tempo estiveste a conversar com a Emilie? – perguntei-lhe.

- Preocupado, primo? – perguntou ele com um sorriso torto. – Estás com medo que eu te faça o que me fizeste no passado? É por isso que jogas a esse jogo do “ sou um humano que anda na escola, upi!”?

- Eu não estou a fazer jogo nenhum Chuck. Eu já não sou aquela pessoa.

- É claro que estás. Ambos sabemos que aquele vampiro vai estar sempre ai escondido. Tu sempre serás aquele animal monstruoso. Por isso acho que podias parar de brincar ao “ eu sou o Edward e posso namorar uma humana e ser bonzinho.”

- E que jogo é que tu estás a jogar, Chuck? – perguntei-lhe.

- Hum… acho que terás de esperar para descobrir, certo?

Depois ele levantou-se e fui sentar-se na mesa da Mia. Ela estava lá sozinha.

publicado por Twihistorias às 22:39
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30
Ago 12

Capítulo 4

"Festa de Horrores"

Ponto de vista do Edward

Passou mais uma semana, meu amor, mais uma semana sem notícias tuas. Viver sem ti é excruciante. Pensei enquanto estacionava o meu automóvel naquela chuvosa tarde de domingo.

Estávamos em Outubro por isso tinha levado ao pequenos adormecidos no banco de trás a escolher abóboras para o dia das bruxas. Mal estacionei, Esme correu ao meu auxílio.

- Filho queres que leve os meninos para a nossa casa? Pareces Cansado…

- Isso é literalmente impossível Esme – Respondi com um vago sorriso.

- Seja como for … Vai espairecer um pouco Edward. Estás prestes a explodir…

Sorri ao concordar. Como sempre Esme conhecia mais de mim do que eu me dispunha a revelar.

- Tu és mesmo a minha mãe para todos os efeitos e propósitos!

Exclamei concluindo assim em voz alta o raciocínio anterior.

- Ficas com eles então?

Reassegurei-me fazendo contas ao tempo que pretendia demorar.

- Estou de volta ás 20:30.

- Certo quando quiseres.

Retirei-me e comecei a correr em direção á floresta. Todos os dias seguia o rasto de Bella. Na esperança de encontrar alguma coisa. Na manhã seguinte Charlie e Jacob iriam juntar-se a mim.

Mas por enquanto ia passar pela enésima vez aquela maldita clareira a pente fino.

Desde aquela noite que não tinha mais pistas, apesar dos gémeos terem visto um sujeito ruivo, sabia que não era a Victoria. Essa hipótese excluíra no primeiro dia quando o seu odor não surgiu na floresta.

Nunca a esquecera mas também nunca mais voltara a senti-la.

Ainda me lembro do que todos diziam: “Talvez fosse uma criminosa desesperada que agira sem pensar e que escondera o corpo em algum lado.” “ Ou alguém que a Bella apanhou em flagrante delito mas que fugira”. Teorias que queria relutantemente esquecer.

Uma hora depois de rodear todo o perímetro do desaparecimento de Bella recebi uma mensagem de texto de Alice:

“Maninho desculpa incomodar. Mas precisas de comprar os fatos de Halloween dos pequenos Fashionistas. Sê rápido e criativo a loja fecha às sete”

Suspirei ao reler a mensagem, precisava de tempo para planear estratégias, mas por outro lado a constante chuva no meu corpo ensopado começava a ser desagradável.

Corri de volta ao meu automóvel e dirigi-me a Seattle, respondi á mensagem de Alice afirmando que sim que ia e que precisava da morada. Pouco depois inseri na memória do GPS a loja “Vem fazer uma festa”.

Estacionei o meu automóvel no pequeno parque privado. Suspirei, a loja estava a abarrotar de gente, parecia que todos os paizinhos e mãezinhas da cidade tinham decidido aparecer todos á mesma hora.

Ao fim de cinco minutos á espera consegui entrar. O som ensurdecedor de pensamentos e vozes atarefadas sufocava-me. Concentrei-me por um pouco e escolhi um pequeno fato de “Darth Vader” para o Anthony e um fato de “Katniss Everdeen” para a minha pequena fã do “Hunger Games”. Dirigi-me á caixa, paguei e apressei-me a chegar ao meu carro.

Guardei o saco no porta-bagagens mas quando fechei a porta algo despertou a minha atenção. Um odor. Uma essência que conhecia não precisei de me esforçar para descobrir de onde o conhecia, era o mesmo do dia do desaparecimento da minha Bella. Era bastante pungente como se estivesse literalmente em frente ao meu nariz. E estava. Junto ao meu carro o seu portador uma jovem ruiva que remexia o porta bagagens de um monovolume.

Reuni toda a frieza que conseguia para os próximos momentos, aproximei-me e aproveitando as caixas pesadas aos seus pés, sugeri.

- Posso ajuda-la menina… - Pedi assim o seu nome. Usando o meu melhor sorriso.

- Evlyn, o meu nome é Evlyn – Respondeu a jovem gaguejante.

Estranho. A sua corrente de pensamentos concentrara-se na forma pouco elegante como me abordara. Concretamente na falta de apelo romântico. Com a minha vasta experiencia nestes casos não me parecia que Evlyn fosse uma criminosa. Mas resolvi tentar outra vez.

- Lindo nome Evlyn, o que fazes por estas bandas?

Se tratasse de uma criminosa iria pensar em várias respostas ou dizer maquinalmente uma resposta planeada. Mas ela limitou-se a pensar na minha falta de cavalheirismo ao falhar na minha suposta ajuda. Levantou-as ela mesmo. Queixou-se interiormente de acreditar logo em romances de cordel e respondeu.

- Eu… Eu trabalho para a “Berços de Anjo” uma organização que protege crianças de lares violentos, e estas caixas enormes são as doações da loja para a nossa festa de “Halloween”

Respondeu descontraidamente Evlyn. Nada de suspeito a sua mente vagueava na lista de tarefas de coisas a fazer na instituição. Notei noutros aspetos a sua Inocência, era uma mulher simples. Vestia apenas umas calças de gangas velhas uma camisola da instituição vermelha e o cabelo estava despretensiosamente apanhado num rabo-de-cavalo.

A face roliça apesar de bonita não tinha um pingo de maquilhagem. Em tudo Evlyn era simples e pura. Algo não batia certo. Enquanto refletia ela tinha atendido o telemóvel. Era a pequena Mary de 4 anos que insistia na sua rápida chegada e ela recordara-se que chegara apenas há dois dias há instituição e que por ela já sentia afeto.

Assim que acabou telefonema fiz uma última investida. Sentei-me no largo porta-bagagens olhei-a nos olhos e desabafei:

- Sabes Evlyn a minha esposa está desaparecida… - Rodei a aliança no dedo enquanto ouvia o seu pensamento.

Nada. Quer dizer para além de pensar na razão por que lhe estaria a dizer isto e se eu precisava de ajuda.

- Ela era linda, tinha longos cabelos castanhos pele de porcelana e os seus grandes olhos de chocolate.

Descrevi-a tentando sentir uma reação á suposta descrição da vítima, mais uma vez nada.

Apenas comentou a paixão no meu olhar e a beleza de Bella.

- Porque é que me estás a contar isso agora… - Perguntou curiosa/desconfiada.

Boa pergunta. Refleti meio segundo e respondi.

- Desculpa… pareces tão simpática que abusei da tua caridade…

- Não faz mal. Não me disseste o teu nome.

- Edward – Sorri timidamente.

- Muito “Jane Austen” mas gostei. Vê-mo nos por ai?

Convidou sagazmente. Sorri e respondi delicadamente.

- Sim por aí..

Ela pensou que não havia hipótese neste milénio de ficar comigo e eu pensei na alegria que tinha em não ter de mata-la.

Entrei no carro e fiz uma nota mental para procurar se ela tinha uma irmã gémea, por vezes confundia essências era raro, mas acontecia.

Cheguei a casa, com um enorme sorriso nos lábios. Cumprimentei os pequenos arruaceiros e o resto da família. Na televisão plana a jornalista gritava.

“ O Halloween ainda não começou mas o horror chegou á cidade. Encontro-me á porta da loja “Vem fazer uma festa” onde o corpo degolado exsangue  de Evlyn Grace descansa. O crime horrendo contra a famosa benemérita foi descoberto quando há 30 minutos a proprietária da loja a encontrou.”

O olhar gélido que todos me lançaram fez crer que acabaram de eleger o suspeito errado.

publicado por Twihistorias às 18:38

29
Ago 12

Capítulo 11

Desaparecido

Lizzie puxou-me pelo braço até à porta da cozinha.

- Lizzie, o que se passa? Estás muito nervosa. Estás bem?

- Perdoa-me. Eu não queria estragar a festa, mas tenho de te contar.

- Lizzie, estás a deixar-me nervosa. O que se passa?

- O teu irmão...

- O que tem o Seth? Lizzie, tu não... Por favor, diz-me que não o convidaste!

- Não! Quer dizer... eu pensei em fazê-lo, mas não cheguei a falar com ele.

- Sim e... Ah Lizzie, desembucha!

- E não consegui falar com ele!

- E ainda bem! Onde é que estavas com a cabeça? Ele nunca seria a favor... Ele nem gosta do Rob! E além disso, sabes muito bem porque é que eu deixei de falar com ele! Não esperava isto de ti, Lizzie!

- Anna, não estás a entender! Eu só queria...

- Estou farta, que me tentem ajudar, sabes? Estou farta...

Virei-lhe as costas, saindo em direcção ao meu quarto. Como é que ela foi capaz de fazer isto, nas minhas costas? Ela sabe o que ele me fez e mesmo assim... A minha cabeça latejava. Lizzie acabava de me estragar a festa e nem tínhamos chegado a anunciar o noivado.

Rob tinha deixado um maço de tabaco aberto em cima da cómoda. Eu estava demasiado nervosa e decidi fumar um cigarro, mesmo que não o fizesse há mais de 10anos.

Apoiei-me no gradeamento da varanda, acendendo o cigarro e entregando-me aos meus pensamentos.

Ao fim de algum tempo, senti-me observada, mas não me voltei. Ainda não queria falar com ninguém. Estava demasiado magoada com Lizzie e precisava de estar sozinha.

- Posso saber o que estás a fazer aqui sozinha, enquanto todos estão na sala?

Olhei por cima do ombro, ao reconhecer a voz e ele aproximou-se abraçando as minhas costas.

- Alex, o que estás aqui a fazer?

- Bem, que animação por me ver!

- Desculpa Alex, mas não estou nas melhores condições.

- Eu sei. Já deu para ver. Estás a fumar.

- É.

- E desde quando é que tu fumas, Anna?

Olhei para o cigarro e calquei-o no gradeamento, apagando-o. Voltei-me de frente para ele e abracei-o, ao mesmo tempo que sentia que algo dentro de mim se quebrava e desatei a chorar contra o seu peito.

- Como é que estás aqui? – Disse, assim que consegui parar de soluçar.

- Eu sei que disse que não vinha, mas era suposto ser uma surpresa. Foi ideia da Lizzy. Ela adora-te, sabias?

- Não sei se isso é mesmo assim... – Ele tinha acabado de tocar na ferida.

- Ora, a ideia não foi só dela! Sabes que o teu irmão tem andado a seguir os teus passos? Ele tem tentado entrar em contacto contigo...

- Pois, ele ligou para mim quando eu estava em Londres.

- E tu não quiseste falar com ele...

- E continuo a não querer...

- Ele esteve na galeria a semana passada.

- O quê?

- Eu não sabia quem ele era, mas comprou todos os teus quadros. E foi quando ele perguntou se eu achava que estavas bem, que eu percebi que só podia ser ele.

- E o que tentou saber mais?

- Mais nada. Foi uma conversa breve. Mas ele parecia preocupado. E o que a Lizzy estava a tentar dizer-te era...

- Eu sei o que ela queria dizer-me. Ela quer que eu faça as pazes com ele!

- Anna, o teu irmão desapareceu. Ninguém consegue contactá-lo, nem mesmo os sócios dele. Era isso que ela estava a tentar dizer-te...

- Não é possível! Eu não acredito que ele me esteja a fazer isto! Isto mostra tudo aquilo que ele sempre foi. – Eu estava histérica, entrei no quarto e comecei a andar de um lado para o outro. Aquele miserável está a tentar destruir a minha vida outra vez! Porque é que ele faz sempre isto comigo? Odeio-te Seth!

- Anna, pára! Olha para mim! Estás a falar do teu irmão! Eu sei o que ele te fez, mas isso não é motivo para falares assim dele. Ele estava a sofrer e agiu a quente naquela altura! Tens de entender...

- Eu não tenho de entender nada, Alex! E sabes porquê? Ele está a manipular-vos! Tu não sabes do que ele é capaz! Isto é o que ele faz na vida. Manipular as pessoas! Ele passou toda a vida dele, a tentar destruir a minha! E eu fui parva ao ponto de o desculpar, vezes e vezes sem conta. Mas agora chega! Eu não vou adiar nem desistir de mais nada por causa dele! – Eu continuava aos gritos e tremia com a raiva que estava a sentir.

- Acalma-te! – Alex agarrou-me pelos pulsos. – Ninguém está a pedir-te que desistas de nada! Estamos todos do teu lado, miúda! Só achámos que era importante que soubesses, mais nada. Estás a dar demasiada importância. Olha pra ti. Se ele não é assim tão importante para ti, lava a cara e volta para a sala. Pelo que eu sei, tens um noivado para anunciar, certo?

- Sim. Acho que sim.

- Como assim, achas? Qual é a dúvida?

- Não sei.

Alex olhou-me nos olhos e limpou uma lágrima do meu rosto.

- Anda lá. A Lizzy ficou na sala a tentar distrair o irmão, mas eles devem ter ouvido os gritos. E eu ainda não vi o meu sobrinho! Sabes, eu acabei de chegar de viagem e ainda só consegui ver-te chorar... – Alex fez uma cara de cachorro sem dono e eu tive de rir. O meu humor anda mesmo estranho. Tão depressa choro como desato à gargalhada.

- Desculpa Alex. Sou uma tonta! – Beijei-o no rosto. – Fizeste boa viagem?

- Sim. Preferia que não tivesse sido quase agredido à chegada, mas tudo bem. Eu depois vingo-me!

E, sem aviso, começou a fazer-me cócegas até eu implorar que parasse. Lavei a cara e, quando saímos do quarto, o assunto “Seth” estava praticamente esquecido.

publicado por Twihistorias às 21:49

27
Ago 12

Capítulo 17

Parte 1

Imaginei milhares de desculpas, milhares de frases bonitas para dizer perante o comentário da minha mãe.

-E é. – foi o que saiu da minha boca com uma dicção perfeita sem margem para erros.

E era aqui que eu me repreendia sempre que a minha boca se antecipava aos meus pensamentos. Dizia a verdade sem sequer pensar nas consequências.

O embaraço do Dio era visível, diria que quase palpável.

Em contrapartida os olhares de confusão e censura também eram visíveis.

-Grande maluca! – começou o tio Emmett, que acabou por ser interrompido com um pequeno toque da tia Rosalie.

Podia não ler os pensamentos como o meu pai, mas conseguia ver as cabecinhas deles a trabalhar, o mais certo seria a julgar-me novamente. Mas a verdade é que eu queria lá saber, a minha estadia ali era por pouco tempo e pouco me importava a impressão que eles tinham acerca de mim.

-Então quem é esse rapaz? – perguntou a minha mãe de uma forma educada, mas eu sentia a decepção na sua voz.

-Podem chamar-me Dio. – antecipou-se o meu vampirinho preferido.

Agora que ele tinha dito aquilo, relembrava-me, ele nunca me tinha revelado o seu nome completo. Eram poucos que o sabiam.

Nota mental: perguntar o nome verdadeiro ao Dio.

-O Dio é meu amigo – acrescentei – e irmão do Marcello.

-E cumprimentas assim todos os teus amigos? – o tio Emmett parecia divertido. Quer dizer, eu sabia que ele estava a divertir-se imenso com o constrangimento do resto da família e do meu “à vontade” fictício.

-Só os mais especiais – respondi-lhe retribuído o sorriso. – Acho que é de família! – acrescentei fazendo referencia ao facto de a minha mãe também o fazer com o Jacob quando ainda era namorada do Edward.

Não dando tempo para a família reagir ao meu comentário, o avó Carlisle apressou-se para o centro da sala de forma a ficar visível por todos nós.

-O Dio e o Marcello foram os amigos da Rennesme que estiveram infiltrados no tal exército. A vinda deles aqui irá ser-nos muito útil de forma a nós conhecermos um pouco melhor os nossos inimigos.

Todos ficaram um pouco mais sérios agora, o assunto era outro, tratava-se da nossa sobrevivência, da guerra que se aproximava.

Todos estávamos atentos ao que eles relatavam, inclusive eu. Teria que estar preparada para enfrentar o que se aproximava.

O Marcello e o Dio expuseram o exército ao máximo, desde os poderes que lá se encontravam, até à idade de certos vampiros e com isso a experiencia dos mesmos em combate.

No entanto, nada sabiam sobre o cabecilha do plano todo, nem da real razão para o ataque e muito menos quem seria a tal Maria.

-Espera-nos uma batalha complicada. Eles têm vampiros seriamente experientes e os poderes de alguns deles são bastante bons. Atrevo-me mesmo a dizer aterradores. – dizia Carlisle levando a ponta dos dedos à cana do nariz.

-Sim, mas eles não tem o Dio nem o Marcello do lado deles. – declarei com um sorriso.

O meu sorriso alargou-se aos dois irmãos recém-chegados.

-E todos eles desconhecem os nossos poderes, o que joga a nosso favor. – acrescentou o Marcello.

Toda a família olhou para nós de forma interrogativa.

Olhei para o Marcello, ainda a sorrir, e transmiti-lhe mentalmente que ele devia demonstrar o seu poder ao meu pai primeiro e depois ir “varrendo” o resto da família.

Assim foi, Marcello fixou os olhos no meu pai e subitamente as mãos do meu pai voaram até aos ouvidos como se tentasse abafar o som que ia dentro da cabeça dele.

A minha mãe foi a primeira a avançar na direcção do meu pai, colocando-lhe o escudo.

-Calma mãe, não foi nada de grave. Apenas o pai não deve estar habituado a ter tantas vozes na cabeça dele. – disse com um sorriso.

O olhar do meu pai oscilava entre mim e o Marcello.

-O que foi aquilo? Era como se eu conseguisse ouvir tudo. – tentava explicar o meu pai, ainda atordoado com o tinha acontecido.

-E foi isso que aconteceu. Eu tenho a capacidade de elevar qualquer poder ao seu nível máximo. O mais provável é tu nunca o conseguires fazer sozinho, pelo menos não conheço ninguém que o tenha feito sem a minha ajuda. – explicava o Marcello – o mais certo é teres escutado os pensamentos de toda a gente do planeta terra ao mesmo tempo.

Todos olhavam para ele incrédulos e boquiabertos. Por esta não esperavam eles.

-Interessante… - sussurrava o avó Carlisle. – E tu meu jovem? – perguntou na direcção do Dio.

-Eu tenho exactamente o poder oposto ao meu irmão. – depois focou o meu pai.

-Como assim? – perguntou a tia Rosalie.

-Ele tem a capacidade de anular o poder de qualquer um. – concluiu o meu pai – pelo menos eu deixei de ouvir pensamentos.

O sorriso na face do meu pai era irradiante. Devia ser bom por momentos estar rodeado de pessoas e ser livre de pensamentos alheios.

-O silêncio é encantador – disse numa voz radiante

-Curioso, muito curioso. Irmãos com poderes completamente opostos. – comentava o avó. - Quantas pessoas consegues bloquear ao mesmo tempo?

-Com a ajuda do meu irmão, apenas quatro sem ser necessário contacto visual, apenas tenho que conhecer o vampiro em questão. Sem a ajuda dele, apenas um e tenho que ter contacto visual. – explicou ele.

 -Consegues bloquear o poder da Bella? – perguntou o meu pai, acrescentando muito rápido – e desbloqueia por favor, quero ver se consegues.

O sorriso do meu pai era irradiante, saber que a qualquer altura poderia ouvir a minha mãe, bastaria ter a ajuda do Dio.

Como eu já esperava, o poder da minha mãe tinha acabado de deixar de funcionar.

Os momentos que se seguiram foi com o Marcello e o Dio a demonstrar os seus poderes com cada membro da família.

Quem nos surpreendeu foi a tia Rosalie, assim que o Marcello usou o seu poder nela, todos ficamos género hipnotizados pela sua beleza. Era como se nada à nossa volta deixasse de fazer sentido, apenas a tia Rose e a sua beleza.

E ela que pensava que não tinha nenhum poder, afinal a beleza sempre era o seu ponto forte, pena é ela não saber usar isso no seu total poder.

 -Bem, é melhor voltar para o meu quarto, ainda estou de castigo. – disse ao fim de alguns minutos. Obviamente que transmiti ao Dio que assim que conseguisse deveria ir ao meu encontro.

-E relação ao castigo – avançou o meu pai – não tivemos a oportunidade de te dizer, mas foi retirado logo de seguida. Infelizmente fugiste antes que te conseguisse informar disso.

Fiquei surpreendida, porquê que retiraram o castigo?

-Antes do Jasper ter partido com a Alice, explicou aquilo que realmente sentiste naquela situação que te levou ao castigo. Revelou que estavas mais assustada do que outra coisa, por isso é que reagiste daquela forma.

Uau, se tivessem perguntado eu teria respondido da mesma forma. Não era necessário o tio Jasper me ter defendido. Aliás, achei que os meus pais me conhecessem um pouco melhor, mesmo eu ter mudado muito, ainda seria incapaz de atacar os meus pais assim.

-Desculpa filha, não sabes o quanto lamentamos aquela situação.  – a voz do meu pai era pesarosa.

Também não percebo porque demoraram tanto tempo a informar que eu estava fora do castigo. Quer dizer o tio Jacob partiu há alguns dias, mas tudo bem.

Como queiram.

-Não informamos antes porque estávamos preocupados contigo, achamos melhor falar sobre isso depois. – continuou o meu pai.

-Por falar nisso, como estás querida? – a minha mãe aproximou-se de mim. – Bem pareces quase curada, hoje de manhã estavas…

-Eu estou óptima mãe. – disse afastando-me.

Foi um gesto um pouco frio, mas eu não me podia dar ao luxo de parecer tão frágil perante tantos vampiros fora da família. Mesmo que esses vampiros fossem meus amigos.

Uma das coisas que tinha aprendido desde cedo, é que por mais amigo que um vampiro seja, se for necessário por qualquer motivo usar os teus pontos fracos contra ti para seu benefício, ele irá usar. Estava no nosso instinto.

O meu pai percebeu e segurou a minha mãe deixando-me partir em direcção à casa, provavelmente iria explicar esse ponto à Bella, apenas para ela não cometer o mesmo erro.

Agarrei na mão do Dio e sai em direcção à casa de campo.

-Estava com saudades tuas. – disse assim que estávamos longe o suficiente da família.

Dio beijou-me intensamente, mostrando assim que o sentimento provavelmente era mútuo.

Esqueci os meus pais, a minha família, as poucas dores que ainda sentia. Agora tinha ali o meu vampiro preferido!

 

 

Nota:

Não se esqueçam de visitar o blog da Renesmee ;)

http://that_girl.blogs.sapo.pt/

publicado por Twihistorias às 19:00
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23
Ago 12

-       Emmett – bradou Ivy com um notável tom de raiva na voz, enquanto saia do copo do carro e se vestia

-       Confesso que estou a divertir-me mais do que gostaria com esta situação maninha

-       Aposto que sim. O Carlisle marcou uma reunião de emergência? Disse eu a Emmett enquanto tentava acalmar-me, não apelando aos meus instintos que pediam para matar aquele vampiro neste momento

-       Sim – disse ele mostrando um pouco de preocupação – ele tem estado perturbado desde que recebeu uma carta de manhã. Temos tentado perceber o que era mas ele limitou-se a dizer que quer a família toda reunida para explicar as coisas.

-       Eu vou-me embora por uns tempos Em – disse eu com calma – tenho uma missão em mãos e vou para o Arizona, não sei quando vou voltar, tenho muito que fazer lá. Queria usar os poucos dias que me restam para descontrair um bocado e tentar a vossa caça. Pode ser que não seja tão nojenta como é

-       Tu não fazes parte da família, pelo que eu posso limitar-me a dizer que estás a servir a tua família. Mas o Carlisle pediu para te levar a reunião também.

-       Já alguém negou alguma coisa ao vosso chefe de família?

-       Tu negarias alguma coisa à pessoa que sempre fez tudo por ti? Perguntou a Ivy – eu vou contigo Em

Ele acenou e entrou para o carro, dando-nos um pouco de tempo para nos despedirmos.

-       Porque e que não vens?

-       Porque como o Emmett disse, eu não faço parte da família. Estou a servir outros senhores, estou a servir os Volturi e não sou, nem nunca vou ser um Cullen. E isto é uma reunião com a tua família Ivy. Por isso é que tu vais entrar naquele carro e voltar atrás – disse eu apontando para Em

-       Tu podias fazer parte desta família sabes? Da minha família. Abandonavas os Volturi, ainda não és um Volturi Fred. Podes também voltar atrás, não estás preso nas tuas decisões. Ainda não.

-       Quando és um Volturi, não podes deixar de o ser porque achas que podes, eventualmente ficar melhor num outro sitio. Um dia um Volturi, para sempre um Volturi. Tu própria querias ser lembraste? E eles queriam-te.

-       Mas mudei de ideias. É o que te estou a tentar dizer Fred. Ainda há uma solução, ainda não estás amarrado a esta decisão.

-       Não vou ser um Cullen Ivy. Eu quero ser um Volturi, foi para isso que nasci, era o que a minha mãe queria de mim.

-       És tão estúpido Fred – disse ela já a aumentar o tom de voz – Não estás a perceber o erro que estas a cometer. E não te vais aperceber, nem que eu passe aqui o resto do dia a explicar-te

-       Felizmente não o podes fazer – repliquei eu

-       No mínimo devias ir á reunião. O Carlisle pediu-te para compareceres. És assim tão egoísta e obtuso que não consegues atender ao pedido de uma pessoa que nunca foi nada Senão bondosa para ti?

-       Não ponhas as coisas nesse termo, a fazer com que eu seja o mau da fita aqui. Eu não queria ficar lá, quase que me obrigaram

-       És melhor que isso Fred – disse ela enquanto entrava no carro do Em, que arrancou de seguida a toda a  velocidade

Entrei no meu carro e pensei no que faria de seguida. Tinha dois das antes de ir para o Arizona, e tinha as malas no carro, prontas para essa semana. Podia ir ter com a Kate e perguntar se ela não queria ir antes ter com o pai. “Ela está a trabalhar” pensei.

Comecei a conduzir em direcção a Seattle. Precisava de caçar, e já que não podia fazê-lo nem nos arredores de Forks ia procurar uma rapariga bonita fora das redondezas da cidade dos Cullen.

“És assim tão egoísta e obtuso que não consegues atender ao pedido de uma pessoa que nunca foi nada senão bondosa para ti” as palavras de Ivy ficavam a pulsar na minha memoria, como veneno. Os vampiros são criaturas egoístas por natureza, mas por alguma razão não conseguia deixar de dar razão a Ivy pelas suas palavras. O Carlisle deu-me um tecto, mesmo depois de eu o ter recusado e aceitou as minhas diferenças de uma forma nobre diferentemente do que muitos outros fariam e já que me ia embora, era meu dever comparecer e atender ao pedido daquele vampiro.

-       Que estupidez – murmurei para mim próprio enquanto retomava a direcção de Forks

Fui directo a casa dos Cullen, e quando cheguei vi toda a família sentada na sala à espera de alguma coisa.

-       Desculpe o atraso Carlisle – disse eu dirigindo-me exclusivamente ao chefe de família – tive uns pequenos... contratempos

-       Não faz mal, a Alice já nos tinha avisado que estavas a vir por isso ainda não começamos a reunião

Sentei-me na poltrona grande, no sitio oposto onde a Ivy estava e ignorei o seu olhar o tempo todo em que o Carlisle falava.

-       Hoje de manhã recebi uma carta com o selo dos Volturi – disse Carlisle, e quando ele o fez, senti os olhares a caírem sobre mim, e eu esforcei-me por ignorar todos eles – a carta dizia que o tratado que temos com os Quilleute deve ser anulado o mais rapidamente possível

-       O quê? Porquê? – pergunta a Bella

-       Porque eles dizem que nunca autorizaram tal tratado, e que ter um tratado de paz com os nossos maiores predadores é o mesmo que nos renegarmos a nossa essência e aceitar todas as mortes que os lobisomens já cometeram.

-       Como é que eles esperam que consigamos conviver com os lobisomens no mesmo estado sem termos um tratado que nos proíba de nos matar-nos uns aos outros? – disse Alice levantando-se e indo pôr-se ao lado de Carlisle – Como é que vamos fazer isso?

-       Não penso que tenhamos muitas opções. Sem o tratado, não temos nenhuma certeza que eles não nos ataquem. Podemos mudar-nos de Forks, podemos tentar coexistir com eles, mas não prometo que não haverá uma guerra.

-       Podemos ignorar aqueles vampiros que se armam em reis e manter o tratado – gritou Em

-       Se o fizermos, o mais provável é eles quebrarem-no eles próprios e matarem a patrulha do Jake – disse Bella

-       Nos devíamos ir para outro sitio, mantermo-nos seguros ate pensarmos em alguma coisa melhor

-       Vês alguma coisa Alice? O que e que eles vão fazer se nos não quebrarmos o tratado

-       Tenho tentado fazer isso desde que o Carlisle acabou de falar... mas nada. Eu não consigo ver nada

-       Eu sei porque – disse eu levantando a cabeça pela primeira vez – os Volturi já sabem como bloquear o teu poder. Há um vampiro, Abraham. Ele é novo, não deve ter mais que vinte anos de existência, mas os Volturi só o apanharam a pouco tempo. Ele consegue bloquear poderes. Ele pode bloquea-los para determinados vampiros, pode bloquea-los para espaços concretos. A única coisa que ele precisa é de conhecer o poder que esta a bloquear, saber as suas fraquezas, e assim desliga o poder para aquelas determinadas pessoas, ou aqueles determinados espaços e aí o poder é impenetrável.

-       Então, nenhum dos nossos poderes pode afectar os Volturi?

-       Nenhum dos poderes que os Volturi conhecerem e souberem exactamente como funcionam pode afecta-los enquanto eles tiverem o Abraham no lado deles

-       O que é que fazemos então em relação ao tratado? – perguntou Edward com um leve rugido

 

O que devem eles fazer?

Opção A – Falar com Jake e a sua patrulha, e pô-los ao decorrente das ordens que a família recebeu dos Volturi

Opção B – Abandonar Forks temporariamente e ir para uma outra cidade onde vão poder recomeçar a sua vida

Opção C – ignorar as ordens vindas dos Volturi

publicado por Twihistorias às 20:40

22
Ago 12

 

 

 

Capitulo 20

Recém Chegado

- Como assim quem é o Sam? – Perguntei confusa.

 Como e que Emily pode ter esquecido o Sam tão facilmente? É fácil. Não pode. A Emily era a impressão dele. Tanto quanto sei, a impressão natural é o amor verdadeiro na sua forma mais pura. Ela amava o Sam incondicionalmente. Não. Ela ama o Sam incondicionalmente. Achava eu.

- Desculpem. – Começa ela. – Eu não conheço nenhum Sam. Quem é ele?

- Com assim quem é ele? – Explodiu Renesmee. Ela levantou – se gritando. – Ele é o teu noivo. Quer dizer, era. Mas tu devias lembrar – te dele. Um amor assim não se esquece assim do pé para a mão.

 Se eu estava confusa, Renesmee estava revoltada. A última vez que a vi assim, foi há dois anos atrás. Quando aconteceu a tragédia que matou a nossa família.

- Renesmee. Eu não sei quem é esse tal Sam. Não me podes culpar por isso. – Diz Emily já um pouco revoltada.

- Pronto meninas. Vamos sentar-nos e aclamar-nos. – Pedi, tentando acalmar os ânimos.

 Renesmee e Emily, depois de algum tempo a olharem –se fixamente, sentaram –se cada uma em seu canto.

 - Emily. – Começou Renesmee um pouco mais clama. – Tens a certeza que não te lembras quem é o Sam?

 Emily pondera durante um segundo.

- Eu não me lembro de nenhum Sam. Acho que nunca conheci nenhum.

 Isto era tudo muito estranho. Como é que Emily pode ter esquecido o homem que desistiu de tudo por ela? O homem que deu com os pés á sua prima por ela.

- Bella. – Chamou Emily. – Já foste ver o Billy?

 Como é que ela muda de assunto tão facilmente.

- Não.

- Então eu vou telefonar-lhe. – Disse ela com um sorriso, dirigindo-se ao telefone.

 Renesmee olhava para Emily atónita.

- Mãe! – Chamou Renesmee muito baixo.

 Em um segundo pus-me ao lado dela.

- Diz filha.

- O que é que tu achas que se passa com ela?

- Sinceramente não sei.

 Realmente é muito estranho. Ninguém se esquece assim tão facilmente da pessoa que ama. Eu sou bom exemplo disso.

- Se eu não soubesse diria que era magia. – Disse Rennesme. – Talvez o Billy saiba o que se passa com ela.

- Sim. – Concordei um pouco mais entusiasmada. – Talvez os alvos das impressões se esqueçam que era o homem que elas amavam, assim que eles morrem.

 Renesmee ficou a olhar para mim com um ar confuso. Será que o que eu disse é assim tão disparatado?

- Sabes mãe. Eu não acho que seja isso. Pelo menos eu nunca ouvi falar nisso.

 Pois é! Como tu és burra Bella! A Renesmee não esqueceu o Jacob. Apesar de ela não saber, Renesmee era a impressão dele. E ela nunca o esqueceu.

- Pois filha. Tens razão. Vamos esquecer que eu disse isto.

 Enquanto falava com Renesmee, pude ouvir a conversa de Emily com Billy. Pelo o que percebi, ele só podia vir aqui lá para a hora do jantar porque estava á pesca com um dos seus amigos da reserva. E, pelos vistos, ele já sabia que eu e Renesmee estávamos aqui. E quase que aposto que a fonte de tal informação é o meu pai. Há coisas que nunca mudam.

 Passados 5 minutos de conversa que eu não quis ouvir, Emily desliga o telefone.

- Bem. O Billy diz que vos quer ver, mas só pode vir aqui mais logo. – Informou Emily aproximando –se de nós.

- Boa. Já estou cheia de saudades dele. – Disse Renesmee com um sorriso. Até parecia que a cena de á bocado não tinha acontecido.

- Ele também está com muitas saudades tuas minha linda. – Responde Emily com voz de que está a falar com uma criança de 3 anos.

- Emily. Eu já não sou uma criança. – Responde Renesmee claramente irritada.

- Renesmee. Tecnicamente ainda és uma criança. Tens 8 anos. – Disse eu a rir.

- Pois. Mas na prática tenho 17. – Responde ela cruzando os braços.

- Desculpa Renesmee. É que não me consigo habituar ao facto de teres crescido tão rápido. Da última vez que te vi ainda eras uma criança. Além disso, acho que também é o meu lado maternal a falar.

- Querias filhos Emily? – Perguntei. Nunca me tinha apercebido de que Emily queria filhos. 

- Claro que sim. Respondeu ela. – Toda a gente quer filhos.

 Quando eu era humana não queria. Quer dizer… não pensava muito nisso. Mas lembro –me que quando fiquei grávida de Renesmee, o sentimento maternal começou  crescer dentro de mim.

 De repente, Rennesme ficou cabisbaixa.

 Será que Renesmee queria filhos? Nunca tive curiosidade suficiente para lhe perguntar. Até agora, Renesmee, não pode ter filhos.

- Se bem que eu nunca poderei ter filhos. – Disse Emily tristemente.

- Porque? – Pergunto curiosa. Se Emily encontrar um companheiro, tenho a certeza que ela poderá construir uma família.

- Eu precisaria de um companheiro. E acho que neste momento, não consigo arranjar nenhum.

- Querida, estou em casa

 Do lado de fora oiço passos pesados de alguém que acabou de estacionar o carro. A pessoa gritou de longe. Eu ouvi perfeitamente, mas Emily fica na duvida.

- É impressão minha ou algum gritou lá de fora? – Perguntou ela confusa.

- Sim. Disse que já está em casa. E chamou-te querida. – Esclarece Renesmee que ouve tão bem quanto eu.

- Ah! Deve ser o Steve.

- Steve? – Perguntamos eu e Renesmee em uníssono.

- Olá meu amor. – Cumprimenta o recem chegado, depositando um beijo nos lábios de Emily.

 Mas o que mais me impressionou, foi a verdadeira identidade de Steve.

publicado por Twihistorias às 23:58
Fanfics:

21
Ago 12

Cap. 10 - Surpresas

Tocaram à campainha e fui abrir. Tom e Kristen tinham-se encontrado na entrada. E Kristen logo se juntou na cozinha à comunidade de mulheres conspiradoras, acompanhada das suas tartes caseiras.

Quando me levantei do sofá, para atender a porta pela terceira vez, decidi passar pela cozinha.

- Amor, importas-te de me dizer o que andaste a preparar? Quantas pessoas mais, convidaste para o jantar?

- Só algumas pessoas...

- Algumas pessoas? Por amor de Deus... vocês passaram a tarde, aqui enfiadas!

- Amorzinho, não te preocupes com isso! Sabes como eu gosto de cozinhar! Além disso, temos de festejar, divertir-nos, sabes? Estar com os nossos amigos, a nossa família... – Pendurou-se no meu pescoço. – Vá, promete-me que te vais divertir!

- Ok. Mas continuo a achar que não devias ter tido este trabalho todo. Não quero que a minha noiva fique exausta! – Afastei-lhe o cabelo da cara e beijei-lhe a face.

- Ajudas-me a levar umas travessas para a sala?

- Claro!

E ao sair da cozinha, quase tropecei na minha irmã.

- Lizzie! O que fazes aqui? Não devias estar em Espanha?

- Bem. Não! Na verdade isto foi uma ideia conjunta. Juntar a malta toda para vos dar uma força antes de irem embora. Mas afinal, quando é que me vais dar um abraço?

Depois de pousar a travessa e de lhe dar um abraço, fiquei a saber que tinha o resto da família à espera na nossa sala.

A nossa casa estava agora apinhada, não só com a minha família, mas também com boa parte dos antigos colegas e amigos que tinha feito ao longo dos anos. Havia muita gente com quem eu não estava há anos e foi bom reencontrá-los a todos. E a minha mãe estava ali com o meu filho ao colo.

- Oh mãe, não devia ter feito esta viagem só por causa de um jantar!

- Não é só um jantar. É “O jantar”! Ou achavas que eu não viria? Ainda para mais vocês vão para o Canadá na próxima semana. Tínhamos que vos vir dar uma força!

- Espere mãe. Não estou a perceber...

- A tua mãe viu aquele anel, filho... muito bem miúdo! Estava a ver que nunca mais te decidias...

- Oh, mas a Anna contou-vos? Tínhamos combinado que vos íamos contar juntos.

- Não, ela não disse nada! Mas o anel é lindo, meu amor! Quando a tua irmã nos falou em virmos cá, percebi logo que tinha de ser algo mais do que a vossa viagem.

- Amor! Vem comer e deixa os teus pais jantarem também! – Anna puxou-me pela mão, em direcção à mesa.

- Anna. Como é que tu e a Lizzie conseguiram armar isto tudo?

- Bem, o Tom e a Kris também deram uma mãozinha...

- Sabes, a minha mãe já percebeu. Está absolutamente apaixonada pelo teu anel.

- Hum... ainda bem. Eu também o adoro! Mas gosto ainda mais do meu noivo!

Ouvimos a nossa assistência assobiar e aplaudir, enquanto nos beijávamos.

- Talvez devesses anunciar isto logo! Não sei durante quanto tempo vou aguentar sem contar a novidade.

Puxei-a discretamente para um canto da sala.

- Concordo. Mas só depois de me explicares porque é que os meus pais pensam que vamos os dois para o Canadá, na semana que vem. Tem a ver com este jantar surpresa?

- Não. Começas os ensaios para o novo filme na semana que vem, lembraste?

- Ah, pois isso! Não sei se vai para a frente...

- É claro que vai! Nem que eu tenha de te obrigar!

- Mas...

- Sem mas! Tu vais, e nós também. Vamos tentar e depois logo se vê!

- O quê? Vamos tentar... que queres dizer? Tu estás a tentar dizer, o que eu penso que estás a tentar dizer? A sério?

- A sério. Eu disse que tinha boas notícias, não disse?

- Sim, mas...

- Eu sei exactamente o que disse, Robert! Mas isso agora não interessa. Eu estou feliz e quero fazer isto contigo. Nós somos uma família e o que mais quero é agarrar todas as oportunidades que temos para estar juntos. Isso é o mais importante agora.

Nem consigo descrever a felicidade que senti. Era provável que ela já andasse a preparar isto nas minhas costas há algum tempo, mas não me importei. Ela gostava de me surpreender e em relação a ela, eu adorava ser surpreendido.

- Só tu me consegues surpreender assim. Obrigada por isto. – Disse, abraçando-a e referindo-me, não só ao que ela estava a fazer por nós, como também à própria festa.

- Não vale agradecer. Sabes que eu adoro ver esse sorrisinho no canto dos lábios e o brilhozinho no fundo dos teus olhos. – Passou a sua mão suave no meu rosto. - Essa será sempre a minha melhor recompensa! Mas vamos deixar-nos de conversa e aproveitar a festa. – E puxou-me de novo para o meio dos convidados.

- Tens razão! Temos muita coisa para festejar, mas antes vamos ter de clarificar todos os motivos desta festa, não achas?

- Oh... sim, claro! Sinceramente, eu só espero que já tenhas escolhido os padrinhos...

- Porquê? – Ela lançou-me um olhar sugestivo. – Espera! Tu já... Tu já escolheste a data?

- Bem, eu pensei que talvez pudéssemos casar quando voltássemos do Canadá. O Tom assegurou-me que vamos conseguir concluir tudo dentro do prazo e daqui a 5meses estamos de volta a casa.

- Quer dizer que pensas casar aqui? Em L.A.?

- Claro que não! Londres continua a ser a nossa casa. Eu não me consigo imaginar a casar noutro lugar. Mas, querias casar aqui?

- Não. Mas estou preocupado em relação a uma coisa. Achas que dá para preparar tudo até lá?

- É obvio que eu e tu não vamos poder preparar nada, mas até acho melhor assim!

- Então quem vai preparar?

- Oh Rob, por favor! Em que século vives? Hoje já há pessoas especializadas nessas coisas e para além disso as famílias dos noivos costumam encarregar-se de algumas coisas.

- Sim, eu sei. Mas vais deixar tudo nas mãos de outras pessoas? Anna, estamos a falar do nosso casamento!

- Tudo não! Mas não estou minimamente interessada, no que vou comer nesse dia ou de que cores vão ser as toalhas do copo de água, ou que flores vão estar na igreja. Não quero ficar louca, enquanto me fazem milhões de perguntas sobre pormenores sem importância. Quero casar-me contigo e não me importa se a decoração for horrível e os convidados estiverem mal vestidos, embora não me pareça que a tua irmã vá permitir uma coisa dessas! – Sorriu. - Descontrai amor. Vais ver que vai ser perfeito!

- Bem, se é mesmo assim que queres, para mim está tudo bem! – Respondi, encolhendo os ombros.

- Hei pombinhos! Vão ficar aí na conversa? Anna, preciso que venhas comigo à cozinha agora. – Lizzie estava muito séria e levou-a pelo braço, deixando-me sem qualquer explicação.

Nem tive tempo de pensar no que a expressão da minha irmã significava, uma vez que Tom me arrastou consigo de volta para o cento da festa, falando sem parar.

publicado por Twihistorias às 23:48

18
Ago 12

Capítulo 12

Emilie

Eu estava sentada nas bancadas com o Samuel a ver o treino da claque.

- Sabes que podes falar comigo, não sabes? – perguntou ele a sorrir.

Eu olhei para ele de lado.

- Se quiseres falar sobre o Cullen está à vontade, não sou uma rapariga mas sou muito bom ouvinte e…

- Samuel! – disse eu para que ele se calasse.

- Arrastaste-me para aqui. Era o mínimo que podias fazer.

- Cala-te. – disse eu.

No fim do treino eu e a Robecca fomos para casa no carro da Mia.

- Então Becca já tens a roupa para a festa? – perguntou a Mia toda animada.

- Não. – respondeu a Becca.

- Que festa? – perguntei.

- Às vezes esqueço-me que és novata. – disse a Mia. – Todos os anos no primeiro fim de semana depois do regresso às aulas a escola deixa-nos fazer uma festa no parque de estacionamento da escola. A festa de regresso às aulas.

- Isso deve ser divertido. – disse eu.

- Claro, no domingo ninguém se lembra do que aconteceu na festa. – disse a Becca a rir-se.

- Tu vais, certo? – perguntou-me a Mia.

- Não sei. – respondi.

- Tu tens de ir! – disse a Mia.

- Eu nunca fui a uma festa da escola. – disse eu um pouco envergonhada.

- A sério? – perguntou a Mia chocada.

- Eu nunca fiquei muito tempo na mesma cidade por isso nunca tive tempo de fazer amizades e ir a festas.

- Nunca podes-te aproveitar o secundário. – disse a Robecca a rir.

- Por isso não há mais discussões. Tu vais à festa. – disse a Mia.

Quando me apercebi já estava a porta de casa. Sai do carro e entrei em casa. Os meus pais continuavam a discutir, os gritos deles parecia que faziam eco na minha cabeça. Eles gritavam a chamavam insultos um ao outro. Eu apenas subi para o meu quarto e coloquei os fones com o volume da música no máximo para abafar o som dos gritos deles, e acabei por adormecer e tive o sonho mais estranho da minha vida. Sonhei que estava num cemitério a chorar em frente a campa de alguém e depois aparecia o Ryan todo sujo de sangue e ao lado todos os meus amigos mortos e sujos de sangue. Acordei bastante assustada e demorou bastante tempo até eu voltar a adormecer.

Quando cheguei à escola fui logo para a aula porque eu já estava 15 minutos atrasada.

- Miss Montez, isto são horas de chegar? – perguntou o professor chateado.

- Peço desculpa pelo atraso. – disse eu sentando-me no meu lugar.

- Que não se volte a repetir. – disse ele.

Quando tocou fui ao meu cacifo guardar os livros para depois ir para a cantina.

- Então, o quê que te aconteceu de manhã? – perguntou a Becca.

- Tive um pesadelo muito estranho esta noite.

- Olá. – disse a Mia juntando-se a nós.

Depois apareceram o Justin, o Samuel e o Evaristo.

- Não, não. Tu não estás a perceber, esta é provavelmente a melhor comida chinesa de todos os tempos. Têm uns crepes fantásticos. – disse o Justin para o Evaristo.

- Então o quê que se passa? – perguntou a Mia.

- Ontem à noite fui jantar com os meus pais a um restaurante chinês fantástico. – disse o Justin. – Podemos ir lá depois das aulas?

- Ya. Era fixe! – disse a Becca.

- Uma vez quando eu era criança comi um crepe que tinha um molho que era fantástico. Era doce e ao mesmo tempo agre... – disse o Samuel. – Caramba como é que se chamava?

- Molho agridoce? – disse o Evaristo.

- Não. – disse o Samuel.

- Não? – perguntou o Evaristo.

De repente o Liam passa por nós bastante apressado.

- Olá Liam. – disse eu.

- Olá. – disse ele.

- Depois das aulas vamos a um restaurante chinês, queres vir? – perguntou a Mia.

- Talvez, se conseguir encontrar a Mikayla. – disse ele.

- Onde está ela? – perguntei.

- Não sei. Baldou-se à primeira aula.

- Ela ainda está furiosa? – perguntou o Justin.

- Sim. Bastante.

- Porquê? – perguntou a Becca.

- Lembram-se daquela peça que ela escreveu no ano passado? Ela pediu ao director para encená-la aqui na escola este ano e não deixaram. – disse o Liam.

- Porquê? – perguntou o Evaristo.

- Disseram que era estranha e sinistra. – interrompeu o Justin.

Ouvimos a porta de um cacifo a bater com muita violência e fomos ver o que era. Era a Mikayla a bater com as portas dos cacifos.

- Mikayla, não podes ficar chateada para sempre. – disse o Justin.

- Mikayla eu li a peça e achei que era bastante boa. – disse o Samuel.

- Cala-te. Eu não sou tua amiga. – respondeu  ela.

- Quanto é que achas que iria custar? – perguntou a Becca.

- Sei lá, 2, 3 mil…

- Não deve ser difícil de encontrar alguém que consiga financiar. – disse eu da boca para fora.

- Tu consegues encontrar alguém que financie a minha peça? – perguntou ela.

- Eu queria dizer que…

- Tu disseste que não era difícil de arranjar, isso quer dizer que vais fazer isso não é?

Eu e a minha grande boca. Mas porquê que eu não fico de boca fechada?

- Claro. – disse eu a sorrir.

- Boa. – disse ela virando as costas e indo-se embora.

- Milie devias ficar calada! – disse a Mia.

- Eu sei.

- Uh… já me lembrei do nome do molho! É agridoce! – exclamou o Samuel.

- Isso foi o que eu disse. – disse-lhe o Evaristo chateado.

- Onde vou arranjar 3 mil dólares? – perguntei.

- Isso é problema teu. – respondeu a Mia.

Foram-se todos embora e eu sentei-me no chão com a cabeça nos joelhos.

- Está tudo bem? – perguntou o Ryan.

Já conseguia destinguir a voz dele em qualquer lugar do mundo.

- Não. – respondi, e ele sentou-se ao meu lado.

- Precisas de alguma coisa? – perguntou.

- 3 mil dólares. – disse eu.

- A sério? – perguntou-me.

- Oh deixa estar. Estava a brincar…

- Conta-me o quê que se passa.

- Uma amiga minha precisa de 3 mil dólares para produzir uma peça e eu meio que sem querer disse que conseguia arranjar quem financiasse a peça.

- Eu posso ajudar-te. – disse ele a sorrir.

O sorriso dele era fantástico.

- A sério? – perguntei.

- Sim. Dá-me o teu número e depois eu ligo-te a dizer alguma coisa.

- Ok.

Então eu dei-lhe o meu número.

- Obrigada Ryan. – disse eu.

- Não tens de agradecer. Estou a fazer isto por ti.

Ficamos a olhar um para o outro como se estivéssemos hipnotizados.

- Porquê? – perguntei sem desviar o olhar do dele.

- Não sei. Acho que é porque gosto de ti.

- A sério?

- És uma pessoa fantástica.

- Bem, eu tenho de ir andando.

- Tudo bem. Então depois eu ligo-te.

Quando as aulas acabaram eu, a Becca, a Mia, o Samuel e os outros fomos ao tal restaurante chinês.

- Então Milie já arranjaste alguém com 3 mil dólares para financiar a peça da Mikayla? – perguntou o Evaristo.

- Por acaso já.

- A sério? – perguntaram todos chocados.

- Sim.

- Quem? – perguntou a Mia.

- Bem… ainda não está nada garantido mas o Ryan disse que podia ajudar-me.

- E porque faria isso? – perguntou a Mikayla.

- Porque ao contrario de ti ele é boa pessoa, e gosta de ajudar.

- Ou então gosta de ti. – disse o Samuel.

- Vamos comer. – disse eu mudando de assunto.

 

Ryan

- Ainda bem que estão todos aqui. – disse eu quando entrei em casa.

- Olá Ryan. – disse a Rosalie.

- Rosalie, tu e o Emmett já chegaram da caçada?

- Não Ryan. Somos uns hologramas. – disse o Emmett.

- Já soubeste das novidades? – perguntei, era obvio que estava a referir-me ao regresso do filho dela.

- Que novidades? – perguntou ela confusa. O Emmett também parecia confuso.

- Não se preocupem, vocês vão saber. Agora preciso de falar com toda a família.

- O quê que se passa? – perguntou o Carlisle.

- Preciso de 3 mil dólares. – disparei a bomba.

- Para quê que precisas de tanto dinheiro? – perguntou a minha mãe.

- Bom… é para financiar uma peça de teatro.

- Tu nunca gostaste de teatro. – disse o meu pai.

- Mas esta não é uma peça qualquer. É a peça de uma amiga da Milie.

- Outra vez essa rapariga? – perguntou a Rosalie.

- Rosalie… é importante para ela e…

- Eu disse-te para afastares-te dela e tu ainda te aproximas mais dela?

- É só uma peça de teatro.

- Não te vamos dar esse dinheiro. – disse ela.

- Depois de ela ter ido parar ao hospital por minha culpa e eu andar a mentir-lhe, isto era o mínimo que eu podia fazer para compensar.

- Eu agora vou parecer a Rosalie a falar mas alguém precisa de te dizer isto: se tivesses te afastado dela desde o inicio como nós dissemos ela nunca teria ido parar ao hospital. – disse a Alice.

- Por favor? – pedi.

- Eu financio a peça. – disse o Edward.

- A sério? – perguntei.

Ele acenou com a cabeça.

- Edward! – repreendeu a Rosalie.

- Rosalie, acho que devias preocupar-te com outra coisa invés do Ryan. – disse o Edward.

- Com o quê? Ele é que é o nosso problema agora.

- Eu acho que o que eles querem dizer é que devias preocupar-te com o meu regresso. – disse o Chuck entrando na sala.

publicado por Twihistorias às 22:15
Fanfics:

17
Ago 12

Capítulo 9

Annie

Annie era mais nova que Anna um par de anos e as duas davam-se lindamente, desde que se tinham conhecido. De certa forma elas eram parecidas. Teimosas e persistentes.

Annie apareceu na precisa altura em que já não sabia mais o que fazer para que Anna aceitasse que precisava de ajuda com o Miguel. Não é que ela não soubesse tomar conta do nosso filho. Pelo contrário, ela tinha feito um excelente trabalho!

Só que em Portugal as coisas eram mais simples. Alex e Susana, seus vizinhos, tomavam muitas vezes conta dele, quando ela não podia. E em Londres, podíamos sempre contar com a minha família.

Mas, aqui em Los Angeles a vida era diferente. Não havia vizinhos a quem pudéssemos confiar os nossos filhos, pois nem conhecíamos a maior parte deles. E os poucos amigos verdadeiros que tínhamos, eram demasiado ocupados. Assim, a solução era contratar uma ama para lhe dar uma ajuda, mas ela nem queria ouvir falar nisso!

Sempre que tentava falar com ela, acabávamos a discutir e quase me comia vivo, quando decidi começar a entrevistar candidatas.

Annie trabalhava num café perto de nossa casa, e conhecemo-la precisamente no dia em que foi despedida. Estávamos a tomar café, quando um cliente começou a discutir com uma das funcionárias. O patrão meteu-se e quase que a expulsou do café. E tudo por causa de um café derramado.

A rapariga parecia desesperada, desculpando-se com o cliente e implorando ao patrão, mas de nada serviu.

- Robert, vamos embora? Recuso-me a continuar aqui a beber o meu café como se nada fosse, depois do que acabo de ver.

Ela já ia a meio da sala, quando deixei duas notas em cima da mesa, peguei no Miguel e fui atrás dela.

Anna aproximara-se do gerente e trocavam algumas palavras, quando a alcancei.

- Anna, tudo bem? – O homem olhava de mim para ela, dando a sensação de que, tudo o que queria naquele momento, era desaparecer.

- Sim. Tudo bem. Só é pena que, nestes sítios, os patrões se esqueçam que trabalham com pessoas e que são elas que se esforçam para fazer isto funcionar. Vamos embora daqui.

Saímos juntos do café e, ao chegar ao carro, ela hesitou.

- Rob, espera aqui por mim.

- Espera! Onde vais?

Ela voltou a entrar no café e saiu, subindo a rua a correr. E eu fiquei ali especado, agarrado à porta do carro, sem saber se devia correr atrás dela ou não.

Em menos de cinco minutos, vi-a descer a rua, de braço dado com a rapariga do café, que ainda vinha a enxugar as lágrimas com o avental.

- Amor, esta é a Annie. Pensei que talvez a pudéssemos contratar. – A moça fitou-me e parou de chorar. – Annie, este é o Robert.

- Olá Annie. – A rapariga parecia estar assustada.

- Então Rob, que achas? – Fitei-a, levantando a sobrancelha, interrogativamente. – Estamos à procura de uma babysitter, não estamos?

E então percebi a ideia.

- Sim. Claro!

E foi assim que ela entrou de imediato ao serviço. Mais tarde, nessa noite acabámos mesmo por ir jantar, deixando-lhe entregue o nosso filho.

 Isto, claro, depois de termos uma pequena discussão, fechados no nosso quarto, acerca da sua impulsividade e da minha falta de confiança e acerca de não termos garantias e da rapariga não ter experiência e sobre um monte de coisas que nem vale a pena lembrar. Mas acalmámo-nos, fomos jantar e quando chegámos o nosso filho já tinha jantado e estava a dormir.

E a partir daí tive de me render, pois ela era realmente muito profissional e dedicada, para além de se estar a mostrar uma óptima pessoa. E Anna adorava-a. Já o Miguel, nem se fala. Em relação a confiar nas pessoas, ele era igualzinho à mãe.

E eu que já me tinha esquecido que ela era mesmo assim. Até parecia que conseguia ver a aura das pessoas, sabendo se devia confiar ou não. E não me lembro de ela se enganar.

A esta altura, Annie era quase parte da família e a prova era que elas estavam as duas na cozinha, enquanto eu e o meu filho víamos um filme no quarto dele, sentados no chão e com os brinquedos já todos espalhados.

publicado por Twihistorias às 18:30

14
Ago 12

Capítulo 16

Parte 3

-Jacob, acho melhor regressares a tua casa. – disse ao meu pai ao fim de algumas horas.

Sabia que ele tinha ouvido tudo, que ele sabia acerca da minha necessidade de morder um humano. No entanto, o meu pai nada fez ou falou. Apenas permanecemos ali no quarto, comigo deitada, com temperaturas altas e com umas fracturas semicuradas.

Jacob relutou com o pedido do meu pai.

-Jacob, ela está bem. Nós estamos aqui. – insistia o Edawrd – Os Denali já chegaram aqui e não se importam muito com a tua presença, mas iremos receber mais vampiros e não queremos susceptibilizar com a presença de um ser no qual eles não confiam.

-Só podes estará  gozar comigo! – começava o Jacob.

-Jacob, nós necessitamos da maior ajuda possível para a luta que se aproxima. É melhor ires embora por enquanto, qualquer coisa nós ligamos-te, ou mesmo tu podes ligar as vezes que forem necessárias. – a minha mãe juntou-se ao meu pai para chamar a minha impressão natural à razão.

A frase da minha mãe soava na minha cabeça «ou mesmo tu podes ligar as vezes que forem necessárias», aquilo não me agradava. Conseguia imaginar, sem problemas alguns, um Jacob a telefonar de cinco em cinco minutos.

Ao fim de alguns minutos de negociações o Jacob acabou por concordar em sair.

Quando pensei que finalmente ia descansar em paz e sossego para recuperar, o meu pai, num movimento demasiado dócil, pegou em mim ao colo.

Apesar de tudo, um pequeno gemido saiu da minha garganta.

-Bella, eu e a Renesmee vamos dar uma pequena volta. – disse olhando intensamente para a minha mãe. – Voltamos antes de dar por isso.

A minha mãe compreendeu imediatamente o que significava, não fez perguntas para saber o que íamos fazer, nem mesmo aonde íamos. Apenas acenou com a cabeça e deixou-nos o caminho livre.

O meu pai não tinha feito nenhuma menção acerca do humano, por isso ela não tinha como saber. Mas também não me acreditava que ele me ia levar a morder um humano. Ele iria arranjar uma solução, arranjava sempre!

Saltamos pela janela, e dirigimo-nos ao carro que estava um pouco afastado da casa. O meu pai colocou-me no assento ao lado do condutor com muito cuidado e arrancou.

-Onde vamos? – perguntei assim que o carro parou, mas não obtive nenhuma resposta.

Isto não podia ser boa coisa.

Ele não iria fazer aquilo que eu pensava, pois não? Não, claro que não! Era contra tudo aquilo que os Cullen defendiam.

-Por vezes temos que quebrar regras por aqueles que amamos. – disse antes de sair do carro e me abrir a porta.

A rua onde nos encontrávamos era um pouco escura e longe do movimento humano. Era noite, por isso a maioria dos humanos evitava passar ali. Parecia uma zona propícia a acontecer coisas desagradáveis. E eu iria contribuir para as estatísticas de algo mau acontecer ali.

-Aquele homem é um traficante e um violador bastante procurado. – disse o meu pai enquanto se encostava ao carro dando-me liberdade para actuar.

Ainda não me tinha atrevido a colocar o pé fora do carro.

Conseguia ver pelo tom de voz dele e pela sua fisionomia que aquela situação não lhe agradava.

-Renesmee, mesmo que a humanidade dependesse dele. Se o teu bem-estar depende dele, vai lá.

Não sabia o que dizer.

Só o pensamento de o fazer fazia a minha garganta arder. Ardia quase tanto como as dores que sentia.

Em contrapartida, todo o meu corpo se recusava a avançar.

Ele não me ia perdoar, eu sabia. Mesmo que fosse por uma boa causa, ele iria sempre lembrar-se disto. Nunca iria conseguir apagar esta memória.

Como eu já esperava, o meu pai desviou o olhar, confirmando assim o meu pensamento.

-Não! – disse, tentando ignorar o mau estar na garganta e no resto do corpo.

Recostei-me no assento do carro e cerrei os olhos.

Ouvi um movimento ao meu lado, era o meu pai a correr. Abri os olhos a tempo de ver o que ele fez.

Num movimento rápido, com um objecto que apanhou no caminho, o meu pai fez um pequeno golpe num dos braços do homem.

O ardor da garganta, juntamente com a sede de sangue e a minha fragilidade, fez com que tudo desaparecesse da minha cabeça.

Todos os pensamentos, dúvidas e vergonhas se evaporaram. O meu corpo ganhou forças para correr até aquele homem e os meus dentes rasgaram a epiderme chegando rapidamente à artéria do humano.

Como meia-vampira fêmea, eu não continha nenhum tipo de veneno. Isso significava que eu não conseguia imobilizar a presa com o mesmo.

Um grito de dor entoou naquela rua, a minha mão rapidamente obstruiu a saída de som enquanto o meu corpo bloqueava os seus movimentos.

Apenas afrouxei a minha força assim que deixei de sentir a resistência da minha presa.

Quando a vítima estava já exangue comecei a voltar a mim e olhei para o meu pai. Este estava encostado à parede oposta com uma postura hirta. Parecia estar horrorizado com tudo e ao mesmo tempo a fazer um esforço para não ceder à tentação.

Eu sentei-me ao lado da carcaça do homem ao meu lado e clarifiquei os pensamentos. Não queria pensar em nada, não queria desiludi-lo ou fazer sentir-se culpado com os meus pensamentos.

Por isso fiquei ali apenas a cantar mentalmente.

 

Ao fim de alguns minutos, o meu pai dirigiu-se ao corpo inerte e pegou nele. Atirou-o para um caixote do lixo ali perto e com um isqueiro incendiou o local.

Não podíamos deixar vestígios.

Voltamos para o carro em silêncio.

Era incrível como o sangue tinha feito milagres. Nem meia hora depois a temperatura já tinha baixado, estava agora à temperatura normal. As dores tinham diminuído substancialmente.

O mais certo seria estar praticamente curada quando chegássemos a casa.

A viagem estava a ser feita em silêncio. Ambos estávamos muito desconfortáveis com o que tinha acontecido.

Meu Deus, se todos já olhavam para mim de forma estranha, agora que iriam saber que matei um humano, iria ser mais estranho em casa.

-Não vejo necessidade de mencionar isto em casa. – falou por fim o meu pai.

A voz dele parecia fria, distante.

Ao contrário dele, eu não sabia o que lhe ia no pensamento.

Desejava que ele berrasse comigo, que dissesse qualquer coisa. Ao menos não teria este sentimento estranho de não saber se o que tinha feito era bom ou mau.

-Não foi a primeira vez que matas-te um humano. – disse por fim. – Deu para perceber isso na forma como te comportas-te. Quantas vezes te magoas-te para o teres que fazer? – perguntou ainda a olhar para a estrada. Depois olhou para mim, sem nunca abrandar – Quantas vezes já atacas-te um humano sem teres necessidade de o fazer?

O olhar dele incendiou-me. Não prenunciei uma única palavra, não era necessário, ele já sabia a resposta.

Desviei o olhar do dele e foquei-me nas luzes acesas das ruas enquanto o carro passava a toda a velocidade.

A restante viagem foi realizada em silêncio.

Conseguia cheirar a desilusão dele a milhas de distância.

Finalmente chegamos a casa, como eu suspeitava, estava quase curada, apenas algumas dores, mas nada de grave. Ainda assim, o meu pai ajudou-me a sair do carro.

O meu pai foi o primeiro a sentir a presença de outros vampiros.

O nosso exército começava a chegar, os Denali tinham sido os primeiros a chegar, as amazonas estavam a caminho, o Nahuel também estava a caminho assim como as suas irmãs.

Mas o meu pai não conseguia reconhecer o odor destes dois vampiros, ninguém na família os conhecia. Bem, ninguém excepto eu!

Rapidamente engoli a minha dor e agi como se nada estivesse a acontecer.

O meu pai pareceu surpreendido com a minha mudança súbita de comportamento. Mas a verdade é que até ele sabia que não devíamos dar parte fraca. Eu mais do que ninguém, tinha que ser forte.

Corri para dentro de casa e lancei-me nos braços da primeira cara conhecida, o Marcello.

-Bem, isto é tudo amor por mim? – perguntava ele face à recepção calorosa e rara.

Consegui projectar as saudades que tinha deles, as saudades de alguém que me conhecesse como eu sou. Que não me julgasse.

Depois de me afastar comecei à procura do irmão do Marcello, mas não o conseguia ver.

-O teu irmão? – perguntei-lhe enquanto tentava apurar os meus sentidos para tentar descobri-lo.

-Se te referes ao outro rapaz, está com o Carlisle. – a voz da tia Rosalie era um pouco seca, não conseguia perceber o porquê de ela estar chateada.

-Nenhum de nós teve uma recepção tão calorosa. – respondeu o meu pai ainda de forma um pouco fria e triste.

O Marcello olhou para mim como a perguntar o que se tinha passado, mais uma vez coloquei as imagens na cabeça dele.

À muito que não colocava imagens na cabeça de ninguém, mas não queria que ninguém soubesse o que se passava, apenas o meu pai iria ouvir também.

No entanto consegui ver o meu pai ao telemóvel, provavelmente a telefonar à minha mãe e a olhar para mim. Ele estava surpreendido por eu não encostar a minha mãe na face do Marcello. Aliás, não havia contacto físico nenhum entre nós agora.

Eles ainda não sabiam que eu tinha evoluído um pouco o meu poder, exercitei o máximo com o Marcello, o Dio e a Aria para conseguir projectar as imagens sem toque físico.

Aliás, só soube que tal era possível com a ajuda do Marcello, cujo poder é amplificar ao máximo os nossos próprios poderes.

“O mais certo é nunca conceguires a atingir esse poder máximo sozinha” explicara-me ele um dia. Nenhum vampiro o conseguia, por isso apenas me concentrei a evoluir um pouco.

No meu poder máximo, eu conseguia transmitir varias situações ao mesmo tempo para qualquer parte do mundo. Bastava-me pensar na pessoa em questão.

Neste momento, conseguia transmitir um máximo de duas coisas distintas ao mesmo tempo a alguém que estivesse ao alcance da minha vista.

Alguns segundos depois a minha mãe chegou com alguns Denali e correu para saber como eu estava.

Estava a tranqualiza-la quando o avó Carlisle e o Dio chegaram.

O meu sorriso abriu-se e num salto estava eu nos braços dele num forte abraço. Os nossos lábios colaram-se imediatamente e esqueci toda a gente que estava ali naquela sala.

Acho que nem eu tinha noção das saudades que tinha dele.

O meu melhor amigo, o meu amante.

Era a ele que eu confiava quase todos os meus segredos. Ele sabia acerca do Jacob, do que se tinha passado com os meus pais, etc.

Ele tinha estado presente nos momentos mais complicados nestes dois anos.

-Sempre pensei que  Florent era humano. – comentou a minha mãe.

Oh meu Deus, esqueci-me completamente que eles sabiam que eu namorava com o Florent. Eles pensavam que o Dio era apenas meu amigo.

Pois, de facto ele era só um amigo, mas com mais alguns benefícios.

E agora como é que eu ia sair desta sem voltar a desiludir a minha família?

 

 

Nota:

Não se esqueçam de visitar o blog da Renesmee ;)

http://that_girl.blogs.sapo.pt/

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