31
Out 12

Cap. 19 - Enjoos

Levantei-me, mal vi a primeira claridade da manhã iluminar o quarto. Tomei um duche e fui directo à cozinha preparar o pequeno-almoço. Talvez um bom pequeno-almoço servido na cama a fizesse não me odiar tanto.

Assim que terminei de lhe preparar o pequeno-almoço, fui espreitá-la. Ainda estava a dormir, mas continuava muito agitada, por isso decidi pôr tudo num tabuleiro e tentar acordá-la.

Pousei o tabuleiro em cima da mesa-de-cabeceira e comecei a fazer-lhe carícias no rosto e a sussurrar-lhe ao ouvido. Ela ainda mudou de posição algumas vezes antes de acordar. Ao abrir os olhos pareceu-me cansada, mas abriu um sorriso quando me viu. Talvez ela não estivesse assim tão magoada comigo.

- Bom dia, dorminhoca! Trouxe o pequeno-almoço. Acho que devias aproveitar pra comer descansada, já que o Miguel ainda não acordou.

Ela sentou-se na cama devagar, ainda meia ensonada e olhou o tabuleiro com uma careta.

- Não esperas que eu coma isto tudo, pois não?

- Comes aquilo que te apetecer.

Ela sorriu, enquanto destapava o frasco de doce.

- Café com leite? – Perguntei.

- Sim, pode ser.

Deitei primeiro o leite na chávena e misturei-lhe o café, que ainda estava quente. Ela observava os meus movimentos, trincando distraidamente uma torrada com doce de morango. Da chávena emanava agora o suave aroma do café com leite, e no minuto seguinte ela tinha largado a torrada e saído a correr em direcção à casa de banho.

Fui atrás dela e bati ao de leve na porta entreaberta.

- Estás bem?

Ela estava debruçada na sanita e, pelo que percebi, vomitava.

- Bem, já estou a ver que o pequeno-almoço não foi boa ideia. Pronto, já passou. A culpa foi minha. – Tentei perceber se ela já estava bem e ajudei-a a levantar.

Ela não estava com muito boa cara. Agora, para além do seu ar cansado, estava muito pálida e parecia que mal se conseguia manter de pé. Amparei-a enquanto lavava a cara e escovava os dentes e ajudei-a a chegar ao quarto. Assim que pôs os pés no quarto teve novo acesso de vómito, mas acabou por se controlar, voltou a cara para dentro da casa de banho e respirou fundo.

- Rob, por favor, tira aquele tabuleiro do quarto. Só de pensar naquele cheiro fico enjoada.

Depois de me certificar que ela estava segura, fui buscar o tabuleiro e levei-o para a cozinha. Quando voltei, ela estava a deitar-se. Parecia mais segura, mas as suas cores ainda não tinham voltado.

- Estás melhor amor?

- Sim. Mas lembra-me só de não voltar a aproximar-me de café com leite. Não o suporto. – Passou a mão pela testa ligeiramente suada, fechando os olhos e respirando fundo.

Sentei-me na beira da cama e afaguei os seus cabelos.

- Amor? – Chamou, mantendo os olhos fechados.

- Sim.

- Desculpa por ontem.

- Não peças desculpa. Esquece isso.

- Mas eu fui tão injusta contigo. Não sei o que me passou pela cabeça.

- Eu sei. Andas muito nervosa. E não poder manter o teu ritmo acelerado habitual... Eu também ia andar irritado se fosse comigo!

- O que não quer dizer que eu tenha o direito de descarregar a minha frustração em ti. – Disse, abrindo os olhos.

- Não te preocupes comigo. Eu aguento tudo, desde que vocês os dois estejam bem. – Beijei a sua testa. – A sério amor, não te preocupes.

- Quando achas que posso acabar o meu trabalho no estúdio?

- Podemos ir lá amanhã. Hoje eles não precisam de nós. Vão gravar algumas cenas entre Susan e Dean.

- Tudo bem. Sabes se a cena que gravámos no último dia ficou pronta?

Ela estava a falar da cena que graváramos no dia em que ela foi parar ao hospital. A cena que me tinha feito desentender com o realizador. Mas eu não podia deixar que a cena real fosse mantida no filme. Por mais argumentos que ele tivesse, eu não podia expor a Anna dessa forma.

- Sim. Não vamos ter de regravar, se é isso que te preocupa. – Forcei um sorriso.

- Não estou preocupada, só queria saber. E a tua irmã? Tem dado notícias? Já pensaste que é daqui a menos de dois meses? – Agradou-me perceber que a sua voz ficara subitamente animada.

- Tens a noção que ela tem estado à beira de um ataque de nervos, por ainda não teres feito as provas finais para o vestido?

Ela não disse nada, mas sorriu.

Uma semana depois o nosso trabalho em estúdio estava terminado e finalmente pudemos regressar a Londres e ultimar todos os preparativos para o nosso casamento.

publicado por Twihistorias às 22:50

29
Out 12

Capitulo 33

Já estava presa naquela casa à quase duas semanas.

A minha casa já tinha sido grafitada com palavras rudes e a minha caixa de correio tinha sido destruída 3 vezes. Ainda continuavam a achar que eu era a mentirosa, mesmo depois de três raparigas terem admitido terem sido vitimas do Chester, de os exames que fiz à três anos no médico serem coincidentes com o ADN do Chester e ainda tinham encontrado uma caixa com várias madeixas de cabelo de raparigas em casa do Chester.

Era incrível, como depois de tudo isto, as pessoas continuavam a dizer que eu era mentirosa.

Não queria que esquecessem o que fiz, que me perdoassem. Não, nada disso. Eu sei que tenho que pagar pelo assassinato que cometi, mas bolas…ele também era um monstro.

Estava sentada na minha cama perdida nos meus pensamentos quando a campainha suou. Saltei da mesma na expectativa que seria Bentley.

Nos últimos dias tinha estado um sol abrasador, por isso ele não se atrevera a sair de casa. Hoje, com a volta das nuvens ele tinha prometido a visita a minha casa.

-Kelsi, visita para ti. – ouvi a minha mãe. Apressei-me para a entrada da casa.

A visita aguardava-me na sala de estar. Entrei lá com um grande sorriso.

Mas em vez de me deparar com o Bentley, ali estava a Rebecca.

Fiquei presa ao chão e consigo jurar que o meu estomago deu uma volta de 180º sobre ele. Comecei a tremer de raiva.

O que vinha ela ali fazer? E como é que a minha mãe a tinha deixado entrar?

-O que estás aqui a fazer? – era visível no timbre da minha voz toda a repulsa que sentia por ela.

Rebecca olhou para mim e consegui ver aquele olhar que detestava, via a pena que ela sentia por mim.

Pena!

-Sai daqui. – disse eu sem qualquer tipo de cerimónia e indicando o caminho para a porta.

-Kelsi. – repreendeu-me a minha mãe.

-Não deixe estar – apressou-se a Rebecca a dizer. – Ela tem razão de não me querer ver.

Mesmo assim a minha mãe avançou sobre mim e sussurrou-me que eu não tinha sido educada assim.

-Mãe, foi esta gaja que fez com que o Ethan me traisse, foi por causa desta gaja que naquela tarde eu fiquei sozinha. Foi por causa dela que eu… - a palavra não me saia, mas a raiva, o ódio estava bem patente na minha voz, na minha postura, no meu olhar.

-Eu vou embora. – disse aquela que outrora fora a minha melhor amiga.

Ela pegou na sua carteira e antes de cruzar a porta parou e encarou-me, com aquilo que parecia ser lagrimas nos olhos.

-Desculpa Kelsi, eu nunca quis que isso te acontecesse. Nunca pensei que aquilo fosse acontecer.

-SAI. – gritei.

Até a minha mãe se assustou com a subida do meu tom.

Como é que ela tinha coragem de aparecer ali e fingir que estava solidaria comigo? Que não queria que nada daquilo acontecesse? Se bem me lembro, na altura ela deu início a uma série de rumores sobre mim e ainda alimentou outros.

Rebecca saiu da minha casa sem pronunciar uma única palavra.

Subi para o meu quarto deixando a minha mãe estupefacta na sala de estar.

Já lá em cima andava de um lado para o outro numa tentativa de me acalmar.

Queria berrar, chorar, expressar qualquer coisa. Como a mágoa que deveria estar a sentir com a presença da Rebecca ali.

No entanto, a maioria da minha revolta é que eu nada sentia, apenas um vazio dentro de mim.

Tinha prometido que a antiga menina iria voltar, mas não sabia como. Ela estava completamente perdida.

Adivinhando o meu estado de espirito, o quanto me sentia perdida, Bentley tocou á campainha.

Desta vez a minha mãe não me chamou ao andar de baixo, em vez disso permitiu ao meu amigo que subisse ao meu quarto e me acalmasse.

-Posso? – disse espreitando para dentro do meu quarto.

Acenei que sim, já estava um pouco mais calma, mas inda assim ele sentiu o quanto eu estava inquieta.

Bentley entrou no meu quarto com algo atrás das costas.

Parei de andar de um lado para o outro e fitei, ou pelo menos tentava, o que ele escondia.

-Fecha os olhos! – pedia ele com um sorriso travesso.

-Nem penses!

Bentley fitou-me e fez um olhar ameaçador, depois demasiado rápido para os meus olhos verem encontrava-se à minha frente, sendo separados por milimetros. No entanto sem me tocar, ele sabia que detestava que o fizessem.

Baixou-se ligeiramente apenas para cheirar o meu pescoço. E depois num sussurro acrescentou.

-Sabes que não devias desafiar um vampiro!

O tom de voz que ele usou e a proximidade fez com que todo o meu corpo se arrepiasse e um alarme dentro de mim gritasse «foge».

Bentley naquele momento parecia um verdadeiro predador.

O problema é que eu sabia que ele era incapaz de atacar um humano, principalmente a mim.

-Sabes, a cor dos teus olhos estragam um pouco esse teu jeito predador. É que fazem lembrar aqueles gatinhos fofinhos. – disse com um sorriso enquanto lhe tentei, inutilmente, retirar o meu presente.

-Um gatinho? Um gatinho? – Bentley fingiu-se indignado com tal comparação. – Eu digo-te o gatinho menina Kelsi.

Dito isto ele pegou em mim, de forma calma e doce, mas ao mesmo tempo assustadoramente.

Segundos depois encontrava-me sentada no banquinho perto da janela com ele em frente.

-Não que mereças isto, mas não sei mais que lhe fazer. – dito isto entregou-me uma caixinha onde continha diversos bolos da confeitaria perto do hotel onde eu antigamente estava hospedada.

Aqueles bolos, principalmente os donuts, são deliciosos. Fazem as delícias dos habitantes de Forks e já fazia tempo em que não degustava de algo tão delicioso.

Retirei um dos donuts coberto com chocolate e granulado de várias cores, dei a primeira trinca enquanto Bentley olhava para mim com um sorriso.

-És servido? – perguntei coma  boca cheia enquanto lhe estendia a caixa.

Como de costume ele rejeitou, mas isso não me impedia de tentar ser bem educada.

-Vocês nunca comem mesmo nada? Só sangue? – perguntei entre dentadas.

-Podemos comer, mas não digerimos comida! – explicou com um encolher de ombros.

-Então o que acontece à comida?

-Tem que vir para fora mais cedo ou mais tarde. E não é bonito. – a face que Bentley exibiu deixou isso bem claro.

Como não queria ficar enjoada e continuar a apreciar os meus bolinhos decidi que aquela conversa o melhor seria ficar por ali.

Bentley perguntou-me depois o que se tinha passado, porque apesar de estar bem mais calma e assim, ele notava que se passava alguma coisa e que não era só de agora.

Relatei a situação que tinha vivido momentos antes de ele chegar com a Rebecca e o vazio que sentia dentro de mim.

-Admiro a tua iniciativa de tentares voltar a ser a mesma, mas Kelsi essa menina nunca mais vai voltar. – explicou ele. – Muita coisa aconteceu na tua vida, não podes simplesmente passar uma borracha sobre tudo e continuar como se nada fosse.

Eu sabia disso.

Mas a verdade é que eu era uma pessoa amargurada, que não confiava em ninguém, não queria saber de nada nem de ninguém, eu não queria ser assim.

Eu queria sentir.

Acima de tudo, eu desejava sentir-me viva.

Bentleu disse aquilo que já várias pessoas me tinham dito, eu tinha que aprender a viver com o que me tinha acontecido e seguir em frente. Nunca ignorar.

O problema era esse, não é o que tenho tentado fazer? Então porquê o vazio? Porquê que não sinto nada?

Após Bentley ter partido a minha cabeça continuava a trabalhar na mesma coisa.

Eu queria sentir.

Estava já na hora de dormir e invés de me sentir embalada na minha cama, parecia que estava num barco e tudo à minha volta girava e girava.

A minha cabeça não parava de rodar.

Cansada, levantei-me para ir à casa de banho.

Fiquei alguns minutos a olhar o espelho, não conseguia reconhecer a rapariga no espelho, apesar de estar com bom aspecto parecia cansada e velha.

Mas aquilo não surtia qualquer efeito em mim, não sentia nada.

Foi então que agarrei o espelho e abri-o exibindo um pequeno armário cheio de medicação entre outras coisas.

Foi então que algo chamou a minha atenção e com a mão bastante calma alcancei o mesmo.

Voltei a fechar a pequena porta e voltei a mirar-me no espelho.

Respirei fundo e fechei os olhos.

E senti! Ao fim de tanto tempo voltei a sentir novamente.

Senti os meus lábios a elevar-se num sorriso.

Quando abri os olhos consegui ver a pequena linha vermelha no meu antebraço.

Agora com os olhos abertos voltei a fazer outro pequeno corte com a lâmina logo a seguir aquele.

publicado por Twihistorias às 21:27
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28
Out 12

Capítulo 18

Parte 1

-Terminamos por hoje. – disse enquanto pousava a guitarra no chão. – Não se esqueçam que amanhã às 16 horas temos o ensaio geral com o teste de som no bar.

Iriamos dar o nosso primeiro concerto em Forks, ainda não sabíamos como seria o ambiente, se iriamos ter adesão ou não. O certo é que várias pessoas, principalmente os alunos da escola, tinham aderido ao CD e pelo menos uma vez já o tinham ouvido. Agora era esperar para ver.

Jacob estava à minha espera do lado de fora da garagem que a minha família alugou para os ensaios da banda. Era impossível fazê-lo na minha enorme casa, pois na última semana, começaram a chegar vampiros de todos os locais. Alguns já conhecia, outros eram-me completos estranhos.

Até o Jacob estava proibido de ir até à propriedade dos Cullen. Apenas para não haver desentendimentos entre tantos olhos vermelhos.

Como tal, a única forma de estarmos juntos era ele acompanhar-me a casa depois de um dia de ensaios com a banda.

-Como estão todos? – perguntou ele quando já íamos a caminho.

-Estão bem, o tio Jasper e a tia Alice chegaram ontem. O tio Jasper está bastante abatido com a historia da Maria.

-Acredito. Mas ele não disse que ela já estava morta? – era perfeito como o Jacob fazia todas aquelas perguntas que ninguém se atrevia a fazer lá em casa, apenas por ser uma resposta demasiado obvia. Mas a verdade, é que era algo que eu adorava, fazia-me lembrar o meu lado humano, o lado que eu tinha na maioria em França.

O meu coração apertou assim que me lembrei de França. Tinha terminado com o Florent no dia anterior, da pior forma possível, devo acrescentar, com uma chamada. O problema é que me estava a sentir mal por estar e Forks com o Dio todos os dias, enquanto o Florent estava em França sozinho, ou não. A verdade é que era injusto para ele, por isso achei melhor terminar e não dar mais desilusões ao meu pai.

-Aparentemente não. – respondi assim que me apercebi que Jacob abrandou e olhava para mim apercebendo-se que algo se passava.

-Está tudo bem? – perguntou. Meu Deus, não necessitava do poder do meu pai para adivinhar aquela pergunta dele. Era incrível como conseguia esconder tanta coisa de toda a gente, menos dele.

Acenei que sim com a cabeça, mas não falei no Florent. Apesar de ter acabado com ele, doía-me o coração ao pensar nele. Eu amava-o!

Mas uma guerra aproximava-se, não sabia se iria sair dela viva. Tinha que terminar com ele, mais cedo ou mais tarde!

-E como andam as coisas lá em casa? Já ouve alguma morte ou assim? Tem tudo conseguido comportar-se? – Assim que se apercebeu que eu não queria falar do que me incomodava, Jacob mudou de assunto.

-Nada que não se recomponha, mas nada de mais. Basicamente discute-se estratégias de guerra e tal. O tio Jasper como um antigo general que controla as emoções, tem tudo sobre controlo.

A conversa continuou pelo restante caminho, apesar de tudo gostava de ter o meu amigo de volta. Por mais que me quisesse afastar, acabava sempre ou por lhe ligar, ou por tocar à campainha de casa dele.

«Como é que conseguiste estar dois anos sem lhe falar e agora nem um dia consegues ficar sem ouvir a sua voz?» era o que me perguntava sempre antes de premir a tecla verde do telefone.

A minha teoria é que o facto de o ter ali tão perto exercia qualquer coisa sobre mim, isso e o facto de já não estar tão magoada como estava na altura.

Ainda assim, o Jacob era só meu amigo, não estava preparada para nada mais entre nós. Nem preparada e também não queria.

Eu era dona do meu próprio destino, não uma simples impressão natural. Eu decretava quem seria o meu namorado, não ela!

Rápido de mais chegamos a minha casa. Jacob estacionou o carro antes de entrar na propriedade, algo que a minha família tinha solicitado, evitando assim confrontos entre vampiros e lobisomens.

«Meu Deus, tens que te começar a afastar dele Renesmee Cullen, senão vais voltar a apaixonar-te por ele.» pensei face à vontade que tinha de continuar a falar com ele.

Despedi-me, alegando que tinha algo para fazer em casa. O que não era de todo mentira, mas também não era tão urgente como demonstrei.

Jesus, como detestava o facto de ser tão fácil estar com o Jacob.

Assim que fechei a porta do carro corri para a casa dos Cullen ao encontro da minha família. Era dia de o tio Emmett e outros vampiros me ensinarem a lutar.

Dio estava incluído nesse role de vampiros, e assim que cheguei perto dele fui brindada com o seu sorriso.

Estava pronta para o que se aproximava, umas boas horas de luta com vampiros. Iria ser duro para mim, mas não deixava que nenhum deles fosse brando comigo, nem mesmo quando estava a sangrar.

Os meus pais tentavam sempre estar longe quando isso acontecia. A minha mãe por que dizia ser demasiado para ela ver a filha lutar, magoar-se e não poder fazer nada. O meu pai queria ajudar, mas sempre que lutávamos os dois ele era demasiado brando. Então acabámos por decidir que eles iriam caçar nessa altura, sendo assim mais fácil para os outros ensinar-me sem ter os olhares recriminadores deles.

Aliás, eles só concordaram com isto porque sabiam que era importante para mim saber defender-me. A guerra iria ser feia, tanto para um lado como para o outro. Iria, certamente, haver baixas em ambas as equipas, só esperávamos que fosse mais baixas na equipa deles que na nossa.

Ao fim de três horas de treino e sem dizer nenhum “Ai” tínhamos terminado, e eu só queria ir para casa descansar um pouco. Estava de facto bastante magoada, afinal de contas, eu era meia humana.

Ainda na casa branca, dirigi-me ao antigo quarto do meu pai para um bom banho e trar toda aquela quantidade exorbitante de terra que se tinha acumulado no meu corpo durante o treino.

-Queres companhia? Posso lavar-te as costas – perguntou o Dio antes de eu trespassar a porta o quarto.

-É uma proposta tentadora. – disse com um sorriso malandro. Aproximei-me dele envolvendo os meus braços ao redor do seu pescoço.

Arrastei-o para dentro do quarto enquanto lhe depositava um beijo nos lábios.

Com o pé Dio fechou a porta e estava agora a puxar-me contra si.

-Mas a proposta do banho vou ter que recusar. – disse entre beijos. – Espera aqui por mim.

Dio afastou-se de mim, apenas para me lançar um olhar ameaçador, pena é que já o conhecia o suficiente para aquilo não me intimidar.

Dirigi-me à casa de banho com um sorriso e assim que comecei a retirar a roupa esse sorriso desapareceu, em vez disso apareceu a verdadeira razão por ter feito Dio esperar do lado de fora.

Todo o meu corpo estava pisado, com alguns arranhões que teimavam em não sarar imediatamente. As minhas lágrimas irromperam pelos meus olhos assim que fiz alguns movimentos apercebendo-me de mais uma costela partida.

Respirei fundo e entrei para o banho. Assim como todos os dias, no dia seguinte já estaria definitivamente melhor.

Conseguia ouvir o Dio de um lado para o outro no quarto, a mexer na grande quantidade de CDs que ali se encontrava, parecia aborrecido com a minha demora.

Finalmente vesti uma roupa lavada e sai da casa de banho, deixando lá as minhas lágrimas e qualquer demonstração de dor.

Dio começou a agarrar-me e a beijar-me. Sabia onde aquilo iria acabar, e não me importava, a verdade é que gostava daqueles meus momentos com o Dio. Aliás, adorava! Mas devido às minhas condições corporais iria ter mais dor que prazer.

-Aqui não, a casa está cheia de vampiros, nos quais alguns são a minha família. – sussurrei ao ouvido dele.

-Não estou habituado a ver uma Renesmee assim, tao politicamente correcta. – disse enquanto ainda me beijava.

Ele tinha razão, se eu não estivesse assim magoada queria lá saber de que a família ou alguém estivesse ali. Mas eu estava magoada e não podia permitir que alguém soubesse da gravidade da coisa.

-Pois, e não costumo ser, mas há uma coisa chamada de respeito familiar. – disse afastando-me dele.

Vendo que nada de mais iria acontecer, Dio ficou ali comigo, apenas a abraçar-me e a fazer cafunes no meu cabelo.

-Então como foi o teu dia? Está tudo ensaiado para amanhã? – perguntou ele.

-Sim. – respondi enquanto inalava o aroma que provinha do seu corpo. Encostei a cabeça ao peito dele e permiti que me abraçasse.

Ficamos assim durante imenso tempo, apenas a falar do dia de amanhã, do meu concerto.

Informei que não iria cantar nenhuma das músicas que tinha relacionadas com os meus pais. Não os queria magoar, ainda por cima agora, que estávamos a tentar aproximar-nos e até estava a começar a correr bem novamente.

publicado por Twihistorias às 18:00
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26
Out 12


Esta casa estava aquilo a que eu gostava de chamar uma seca! Tínhamos um bebé na casa, uma nova vampira e parecia que estava num funeral.

OK, a Bella ainda não era propriamente uma vampira, mas para lá caminhava. Já conseguia ver o futuro dela novamente, até as horas em que ela iria acordar. Porquê que estava tudo calado à espera?

Farta de esperar, levantei-me, deixando Rosalie sozinha com Jacob a disputarem a pequena Renesmee.

Entrei no meu closet e comecei a percorre-lo enquanto segurava algumas peças de roupa.

-Estás a brincar! – exclamou o Edward assim que entre naquele quarto de hospital improvisado!

Olhei para ele incrédula. Era claro que eu não estava a brincar e ele conhecia-me o suficiente para saber isso.

-Edward, ela não pode continuar assim. – olhei para Bella coberta com um lençol e ainda com uns vestígios do próprio sangue devido ao parto. – É um ultraje ela acordar assim.

Consegui ver nitidamente os olhos de Edward revirarem sobre si.

Ele melhor do que ninguém sabia que não valia a pena discutir comigo quando o assunto era uma makeover.

-Vai brincar um bocado com a tua filha. Daqui a nada está a chamar mamã à Rosalie e papá ao Jacob de tanto tempo que passa com eles. – disse brincando.

Assim que Edward obedeceu às minhas ordens comecei a minha dura tarefa. Transformar a Bella numa bela vampira.

Faltavam apenas algumas horas para ela acordar, tinha que me despachar.

Primeiro fiz uma selecção de roupa, perdi a conta de vezes que lhe troquei de roupa.

Ainda bem que ela estava num estado vegetal, nem quero imaginar mudar de roupa tantas vezes a um vampiro em transição que só berra e implora por morrer devido às dores.

Mas Bella não era assim, ela era uma menina comportada que me deixou vesti-la com um belo de um vestido azul, penteá-la e por fim maquilha-la.

Assim que terminei o meu trabalho afastei-me um pouco para avaliar a proeza que tinha feito.

Sim, estava sem dúvida um óptimo trabalho.

 

E como prometido anteriormente, aqui está a nossa parceria com a Filipa Rei...ela ensina-te a fazer a maquilhagem que a Alice aplicou na nossa Bella...

 

 

Esperamos que vocês tenham gostado...qualquer duvida consultem a nossa maquilhadora profissional e amiga Filipa em http://filipareimakeup.blogspot.pt/ e ela esclarece qualquer duvida existente.

 

Twikisses ****

publicado por Twihistorias às 21:48

24
Out 12

Epilogo

 

Aqui estou eu. Debruçada numa das varandas interiores dos Volturi.

 Da minha nova família.

 O choque é grande quando acordo do meu “sonho” diurno.

 Os Cullen e os Quileutes morreram. Não vão voltar. Eles não estão nas masmorras. Nunca os vou poder ver outra vês. As saudades que sinto, não me cabem no peito. Especialmente as saudades que sinto de  Edward. O meu Edward morto. Como é que vou sequer conseguir seguir sem ele? Como é que Rennesme viverá sem o pai? Eles não vão voltar. Tenho de me mentalizar disso, em vez de fantasiar com o seu gloriosos regresso.

 E também nunca matei os Volturi. Mas o gozo que isso me daria é indescritível. Mas orgulho-me da minha mente pela morte de Jane. Não podia ser melhor.

 Também não vi o meu pai. Só de pensar na dor que lhe estou a causar, por me ter vindo meter aqui, tenho vontade de desistir desta loucura. Mas é a coisa certa a fazer. Se era isto que Edward achava mais apropriado é isto que eu devo fazer.

 Se há algo que eu não imaginei, foi o seu bilhete. Ele existe, e está bem guardado. As palavras dele não podiam fazer mais sentido.

 

Minhas queridas meninas.

 

Primeiro que tudo, quero pedir desculpa. Gostaria que me perdoassem por não vos ter avisado. A Alice viu o nosso destino. Sólido como uma pedra. Todos nós iríamos morrer. Menos vocês. E uma parte de mim ficou contente por serem as minhas meninas a sobreviver. Todos nós já vivemos mais do que devíamos. É a vossa vez.

 Não pensem que desistimos da vida facilmente. Tenho a certeza de que todos nós lutamos até ao final, na esperança de sairmos intactos. Mas infelizmente, parece que não resultou.

 Mas não vos quero deixar desprotegidas. Confio nas vossas capacidades, mas não confio nos vampiros que andam por ai. Por isso, precisam de alguém que voz proteja. Claro que vos podia mandar para os Denali, mas isso não chega. Tem de ser alguém que irradie confiança. Alguém que todos temam tanto, ao ponto de ser impensável ataca-los.

 É por isso que vos peço, que se juntem aos Volturi.

 Eu e Carlise falamos muito sobre isso. Ele disse que por muitos defeitos que tenham, eles são bons anfitriões. Peçam para continuar com o regime alimentar que temos, se recusarem ameacem. Ou continuam com a vossa “dieta” ou nada feito. O Aro quer-vos tanto, que nunca recusará. Mas se alguma vez fizerem algo contra vocês, vão-se embora. Procurem o que resta da nossa família, e fiquem com eles. O mais importante é que estejam seguras.

 Por ultimo, queria pedir desculpa de novo. Desculpem por ter sido fraco ao ponto de vos privar de mim. Da vossa família.

 

Renesmee. Bella. Vocês são as pessoas mais importantes da minha vida. Amo-vos com todo o meu ser.

 

Até já…

 

Edward

 

As palavras de Edward ficaram gravadas na minha memória, desde que li a carta pela primeira vez. Se esta é a ultima vontade dele, eu vou respeita-la.

 Vou sentir falta de todos eles, mas não estou sozinha. Tenho a minha filha, que neste momento precisa mais de mim do que nunca. Vamos tentar ser felizes juntas. Com ou sem os Volturi. Aqui ou noutro sitio qualquer. Mas vamos consegui-lo.

Sou tirada dos meus devaneios quando sinto alguém aproximar-se de mim:

  - Bem Bella, não sei muito bem porque está aqui mas não me importava nada de saber. – Diz Jane ao se aproximar.

 Que comece a nossa nova vida com os Volturi.

 

FIM

publicado por Twihistorias às 23:10
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23
Out 12

Cap. 18 - Desentendimentos

Eram 3 e meia da manhã, quando me apercebi que a luz do candeeiro do lado dela estava acesa e que ela não estava no quarto. Ouvi água a correr na casa de banho e, momentos depois, ela entrava no quarto. Tinha vestido a camisa de noite e apanhado o cabelo.

- Está tudo bem? – Perguntei.

- Sim. Porquê?

- Nada. Só perguntei.

Ela voltou a deitar-se e apagou a luz. Fechei os olhos e estava quase a cair no sono, quando a ouvi.

- Rob?

- Sim amor? – Disse, ainda de olhos fechados.

- Já estás a dormir?

- Estava quase. Porquê?

- Nada. Deixa estar.

Abri os olhos de imediato e voltei-me para ela, perguntando o que se passava.

- Oh não é nada. É só... que não consigo dormir.

- Mas, falta-te alguma coisa?

- Não. Quer dizer, mais ou menos.

Fiquei à espera que ela continuasse, mas ela não o fez.

- O que se passa Anna? Tens mesmo a certeza que está tudo bem?

Ela continuou sem me responder, mas aproximou-se e beijou-me intensamente.

Deixei-me levar até ficar sem fôlego, altura em que precisei de me afastar ligeiramente. No entanto, ela não parecia disposta a deixar-me afastar e já todo o seu corpo estava colado ao meu, como se fosse a última vez que estaríamos juntos.

Quando afastei os meus lábios dos seus, ela deslizou-os até ao meu pescoço e cobriu de suaves beijos cada centímetro de pele, desde a clavícula até à orelha, deixando-me completamente arrepiado. Fechei os olhos e engoli em seco, ao sentir o toque molhado da sua língua no lóbulo da minha orelha e quando ela finalmente decidiu mordiscá-la suavemente, foi como se um formigueiro acabasse de percorrer todo o meu corpo, fazendo-me estremecer. Perdi o controlo, no momento em que senti a sua respiração ofegante na minha orelha e, sem conseguir conter um gemido, acariciei a parte lateral do seu corpo, enquanto procurava os seus lábios.

- Saudades? – Sussurrei entre beijos.

Ela aproximou-se do meu ouvido e disse “Ainda não viste nada.” Deslizou a língua novamente pelo lóbulo da minha orelha e aproveitou o facto de já estar debruçada para, no mesmo movimento, ficar completamente deitada sobre mim.

Concentrei-me por momentos em retribuir as maldades que ela já me fizera, até que ela se apoiou num dos cotovelos e acabou de despir a sua pequena camisa de noite, que já tinha subido tanto, que apenas lhe cobria os seios. Toquei-os levemente, enquanto ela tentava chegar ao elástico dos meus boxers. Decidi fingir que não me tinha apercebido e não fiz qualquer movimento no sentido de lhe facilitar a tarefa.

Após alguns momentos, ouvi-a suspirar de frustração, que era exactamente aquilo que pretendia e não consegui deixar de sorrir no seu ouvido, enquanto ela tentava mover-me sem sucesso. Mas dei-me mal, ela apercebeu-se, olhou-me nos olhos fazendo uma careta e beliscou-me o lado direito da barriga, fazendo com que eu me encolhesse e ficássemos virados de lado, frente a frente. Mas, ainda ela sorria em triunfo, já eu a pressionava contra o colchão, tomando o controlo da situação e impedindo-a de concretizar o objectivo.

Tentou libertar-se por instantes, até que comecei a percorrer com suaves carícias todo o seu corpo, fazendo com que parasse de se debater. E, quando estava prestes a deixar-me de jogos e a permitir que terminássemos o que tínhamos começado, ela pegou na minha mão e fez-me tocar na sua barriga.

Não senti nada de diferente ao tocar-lhe, mas esse simples toque fez-me recordar a breve conversa que tinha tido com o Dr. Welch e, no segundo seguinte, tinha perdido toda a vontade. Afastei-me e deitei-me de barriga para cima, fitando o tecto.

Ela veio atrás de mim e voltou a tentar provocar-me. Mas eu não ia voltar a deixar-me levar. O Dr. tinha sido muito claro:

- Eu já percebi que a sua noiva é uma pessoa com muita energia, Sr. Pattinson. Não vai ser nada fácil obrigá-la a ficar em repouso, mas pelo menos até aos três meses de gravidez ela deve descansar o mais possível. À partida parece estar tudo bem, mas ela ainda está muito frágil e continua a correr o risco de perder o bebé.

- Doutor, diga-me só o que devemos evitar. – Ele esboçou um sorriso.

- Não leve a mal que lhe diga isto, mas gosto da sua atitude. Era bom que todos os pais se envolvessem e se preocupassem assim. Bem, mas vamos ao que interessa. Em primeiro lugar, 12h a trabalhar, nem pensar! Ok, ela quer trabalhar, deixe-a fazê-lo, mas com moderação. Cinco ou seis horas por dia no máximo. Pegar em pesos ou fazer esforços, também não é boa ideia. E quando falo em esforços, estou a incluir todos os tipos de esforço, exercício físico e relações sexuais incluídas. Atenção, isto não é uma proibição, mas convém que os esforços sejam moderados. O meu conselho é: dê-lhe espaço, deixe-a fazer aquilo que ela quiser, mas fique de olho nela e não a deixe abusar. Se tentar prendê-la demasiado, ela vai acabar por fazer tudo às escondidas.

- Ok Doutor, fique descansado, eu bem sei a peça que tenho em casa. Bem, eu hei-de arranjar uma maneira de a fazer abrandar.

- Se tiver alguma dúvida, tem aqui o meu cartão com os meus contactos.

- Obrigado doutor. Bem, se é tudo, vou andando antes que ela vá sem mim. Mulheres. – Brinquei.

- Pois. E ainda por cima grávidas. Boa sorte.

- Obrigado. – Disse, enquanto saía.

Eu continuava deitado na cama a fitar o tecto, enquanto ela me tentava trazer de novo ao presente.

- Amor, importas-te de parar com isso? – Pedi.

Ela afastou-se.

- O que aconteceu meu amor? Porque ficaste assim? – Perguntou com surpresa na voz.

- Não consigo fazer isto.

- O quê?

- Não tenho a certeza se devíamos fazer isto. Talvez não seja boa ideia, por causa do bebé.

- Oh óptimo! Agora é que não vou poder fazer mesmo nada! Fantástico! – Disse, enquanto se virava de costas para mim.

- Hei! Amor? Não fiques assim, por favor! Eu só não quero que nada de mal vos aconteça.

- Boa noite, Rob! – Foi a sua resposta seca.

Voltei-me e deixei-me ficar no meu canto, de costas voltadas para ela. Lindo! Agora ela vai ficar chateada comigo por causa disto.

Minutos depois ouvi-a fungar ao meu lado.

- Anna, por favor. Não fiques assim. Só quero esperar para termos a certeza que não vai fazer mal ao bebé.

- Deixa-me em paz Rob! Isto não tem nada a ver contigo!

- É claro que tem! Estás a chorar por minha causa...

- Não, não estou! Vais deixar-me em paz ou não?

Tentei abraçá-la, mas ela afastou-me. Boa! Agora é que ela ficou mesmo magoada comigo. Fantástico Robert! Pior era impossível! – Recriminei-me mentalmente. Talvez tivesse sido melhor ter parado de pensar e deixar-me levar.

Fiquei tenso o resto da noite, deitado no meu canto à espera que a manhã chegasse. Anna tinha adormecido, mas estava inquieta e mudava constantemente de posição.

publicado por Twihistorias às 21:40

22
Out 12

 

 

 

Estacionei o meu carro de frente á sua porta. Esperava que Kate se despachasse em 10 minutos, volvidos 20 desistira de uma passagem rápida.

Revi o meu "itenerário" mental, por falta de melhor palavra. Ir a Italia falar com a Mafia de "roupão vermelho". Florida perceber o que se passa com a família da miúda. Matar dois coelhos com uma só caçadeira e desaparecer por uns tempos.

Kate apareceu pouco depois, com uma enorme mala de viagem e um sorriso de entusíasmo. Guardei o objecto no porta bagagens e preparei-me para chegar ao aeroporto a tempo de apanhar um voo decente.

- Então tu não prestas mesmo para fugir de casa? - Desafiei.

- Hein? Não entendi.

- Oh!Tu sabes...aquela coisa toda de agarrar o primeiro trapinho que aparece e desaparecer no por de sol.

Ela fitou-me com irritação e respondeu na defensiva. Impossível usar o sentido de humor com esta rapariga.

- Desculpa se não sei preparar uma mala de viagem para quinze dias, numa manhã!

- Kate... Kate eu estava só a brincar.

Disse já exasperado.

Chegamos ao aeroporto com meia hora de atraso devido ao transito de Seattle.A minha irritação inicial escalara ao lembrar-me do voo de 12 horas até Montelpuciano. Não sabia como é que o resto da minha espécie aguentava, ficar parado horas com o sangue de humanos a palpitar num espaço fechado. Que delicía!

O check in foi bastante rápido, essencialmente porque tinha escolhido voar em 1º classe. Já no avião aproveitei o tempo para tentar sacar mais informações.

- Então Kate o que achaste da minha surpresa?

- De loucos! O que é que tens na cabeça!Nem sabes a desculpa que eu tive de dar na faculdade!

Beijei a sua mão e disse suavemente:

- E não valerá a pena?

- Acho que sim

- Porquê Italia?

- Por que não?

- "Okay" vou cair na tua armadilha...

- Fazes bem... Temos tempo,porque não me contas aquela história da tua família e os vampiros?

Disse sussurrando a ultima palavra.

- O quê? - Sorriu desconfiada - Não tens nada mais romantico para me dizer:

- Não nada,estou curioso! - Sorri entusiasmado.

- Okay...se te apetece uma história de terror eu posso ajudar... Simples, O meu pai e o meu tio foram treinados para descobrir e caçar vampiros. Sabem os truques todos. Como viciá-los em sangue humano, como desmebrá-los e queimá-los. Pelo menos era o que me diziam que devia fazer se visse algum.

- Isso parece fixe, não sabia que era assim que se matavam vampiros, pensava que era com uma estaca e um cruxifxo...

Mas como é que a miúda sabia isto...

- Era o que eles me diziam mas eu nunca acreditei nestas tretas!

Kate parecia incomodada,abriu o involvro da almofada pronta a descansar.

Decidi tentar uma ultima vez.

- Então mas como é que tu sabes se viste um vampiro?

- Ouve tu estás mesmo a obececar com isto Fred... Enfim... a descrição base é alguém extremamente branco, bastante atraente, mais que a maioria das pessoas, frio ao toque e,ouve esta,Brilha ao sol.

- Isso é muito estranho.Como é que alguém consegue brilhar ao sol?!

Ela já não conseguia esconder a irritação:

- Sei lá eu Fred! Para com isso! Já me estás a enervar!Vá eu vou dormir um pouco! Acorda-me quando chegarmos a Italia, sim?

- Claro desculpa não volta a acontecer...

Excruxiantes horas depois chegámos a Italia decidi acordar a princesa adormecida.

- Kate mi amore... Já chegamos a Italia.

Ainda com os olhos fechados ela sorriu-me e disse ensonada:

- Assim já gosto mais...

Deixei-a demorar o tempo que precisava, para recuperar as energias e o açucar, enquanto também eu fingia ter o corpo dormente e rígido do cansaço.

Mal voltou da casa de banho o humor de Kate parecia tão luminoso como a manhã em Milão.

Já no aeroporto perguntou:

- E agora... vamos por as coisas ao hotel? Ou dar uma volta e ver as vistas?

- Wow isso é que é energia, mas tenho uma ideia melhor. Pensei em alugarmos um carro e seguir para a minha casa em Montelpuciano.

- Tu?Tu tens uma casa em Italia?!

- Oh! Kate... Fofinha já deviamos ter estabelecido que eu tenho mesmo muito dinheiro.

- Cretino! - Disse ela a sorrir e depois acrescentou - Então ainda bem que sou interesseira...

- Touché!

Dois dias passaram desde que chegámos a Italia o meu encontro com os Volturi estava marcado para dalí a duas horas. E neste momento estava a estupidamente a observar a pequena,dormir pacíficamente no quarto de hóspedes.Se a reunião corresse como esperava passaria a próxima noite no meu. Não era má companhia e o seu corpo há muito que me tentava. Se o Edward Cullen conseguira em também sucederia em dormircom uma humana.

Decidi trazer-lhe o pequeno almoço na cama. Apressei-me a vestir a minha gabardine e dirigi-me á melhor pastelaria local. Escolhi duas excelentes iguarias "Biscotti" e "Cannoli" e como não podia deixar de ser café expresso a ferver. O aroma era inebriante e combinado com a reacção hilariante dos Italianos á minha gabardine no pino do verão, deixáva-me  bem disposto.

Demorei menos de  1hora, contando com ver as vistas e consultar o email. Esperava ouvir o som do chuveiro mas em vez disso a casa continuava silenciosa. "Dorminhoca" pensei com alguma compaixão.

Preparei um tabuleiro com o café quente,os doces, uma flor e claro,um guia da cidade, para que Kate se entretesse durante a reunião.

Subi as escadas com o meu melhor "Bongiurno!" preparado. Mas o quarto estava vazio.

Estranho...

Teria ela decidido dar uma volta sozinha, para absorver o ambiente e essas tangas... Faria ela alguma espécie de exercicio oriental para organizar as energias? Teria ido á minha procura?

Todas estas opções eram razoáveis, mas inquietava-me saber que me encontrava na "Volturilandia".

E agora o que fazia? Ia á sua procura?

 

OPÇÕES:

A) Fred vai á sua procura

B) Aceita que foi dar uma volta e segue para a reunião dos Volturi

publicado por Twihistorias às 18:30

21
Out 12

Capítulo 32

Assim que cheguei ao fundo das escadas nenhum dos presentes pronunciou uma única palavra, apenas me miravam.

A minha mãe estava com um lágrima no canto do olho.

Evitei o olhar do Ethan, apesar de tudo, ainda estava magoada com a divulgação dele. Ele tinha prometido silêncio.

-Estás linda. – proferiu ele.

Surpreendentemente aquela frase não surtiu nenhum tipo de efeito em mim, mas delicadamente fiz um pequeno sorriso de agradecimento.

Porquê que eu não me senti bem com um elogio? Quer dizer, toda a gente gosta de um elogio, até eu. Certo?

-Anda filha. – falava a inha mãe de forma animada enquanto me segurava o braço e me puxava não sei para onde. – Ainda não conheceste a casa toda.

Era verdade, assim que cheguei e me colocaram a pulseira no tornozelo, apenas tinha estado no meu quarto e casa de banho.

Desta forma a minha mãe fez-me um pequeno tour à casa. Desde a cozinha até ao quarto dela, fomos ainda ao pequeno jardim que tinha nas traseiras, onde eu poderia sentar-me e ler um dos milhares de livros que tinha na casa, ou simplesmente navegar na internet.

Sem dúvida era muito mais comodo que na prisão, mas mesmo assim estava restrita a um espaço.

“Vá lá Kelsi, prometeste fazer um esforço para voltar a seres quem eras!” pensava para mim mesma.

Mas não percebia porquê que estava a ser tão difícil pronunciar palavras tão banais como “Uau! Que lindo! Adorei!”

Apenas fazia sorrisos bonitos e acenava com a cabeça sempre que me perguntavam alguma coisa. Ainda evitava trocas de olhar com eles. Era como se eles conseguissem ler a minha alma quando o fizesse, e não queria isso.

Bolas! Isto iria ser mais difícil do que eu pensava.

-O que é que tem aqui? – perguntei apontando para um porta encerrada, a única divisão que não me tinham mostrado.

-É onde estão as coisas todas das obras neste momento, ainda não fizemos nada aí. Estão também algumas caixas das mudanças que ainda não tive oportunidade de arrumar.

Aquilo suou um pouco estranho, mas não liguei.

Afinal de contas, a minha mãe tinha acabado de vender a nossa antiga casa para comprar uma aqui, apenas para me ser dada a possibilidade de ficar em prisão domiciliária.

Ainda estava muita coisa em caixotes, no entanto grande parte deles ainda estava espalhada pela própria casa.

Encolhi os ombros em sinal de não me importar com aquela divisão.

Ficamos todos ali, no corredor, como se nos sentíssemos demasiado envergonhados por dizer fosse o que fosse. Ou se todos tivéssemos medo de dizer a coisa errada.

-Podemos falar? – Ethan acabara de interromper aquele silêncio incómodo.

Será que lhe poderia dizer que não? Que não queria falar com ele??

“Kelsi, tu prometes-te” voltou a minha consciência.

-Sim. – disse educadamente.

Dirigimo-nos ao meu quarto, de forma a termos uma maior privacidade.

-Desculpa. – começou logo ele assim que fechou a porta.

Não lhe respondi, limitei-me a sentar na cama.

Estava de facto chateada com ele, mas não sentia raiva dele. Em parte compreendia o porquê de ele o ter feito, mas mesmo assim, estava chateada porque ele sabia que eu não queria que se soubesse daquilo.

-Por favor Kelsi, olha para mim. – assim fiz, dirigi o meu olhar para ele. A surpresa estava estampada na sua face, acho que nunca pensou que seria tao fácil. – Desculpa.

Continuei sem reacção.

-Por favor Kelsi fala. – desta vez a coisa não foi tão simples. A minha boca abriu, mas da mesma forma fechou sem nenhum som sair.

-Eu sei que te prometi que não diria nada, e provavelmente estás chateada comigo. Tens toda a razão para isso! Mas eu não consegui, não ia aguentar ver-te ser condenada daquela forma quando o monstro ali era ele.

Queria obrigar-me a responder-lhe à letra, queria berrar com ele. Queria sentir alguma coisa. Mas nada.

Era como se a menina, que eu tinha acabado de permitir regressar, se tivesse perdido e agora não soubesse regressar ao meu corpo. Parecia que eu estava vazia.

Não estava a conseguir ter reacção.

A sensação que estava a dar é que me tinha fechado novamente na minha bola. Mas não era verdade, ou seria? Eu estava a lutar para sair dela, mas estaria assim tão forte que não me permitia sair?

Ou será que eu tinha-me esquecido do que seria sentir?

Ethan levantou as mãos e lentamente aproximou-as do meu rosto, como que a dar-me tempo para recuar ou para eu assimilar que me iria tocar.

Assim foi, as mãos dele docemente ladearam o meu rosto. A nossa troca de olhares parecia ser intensa. Pelo menos da parte dele era, da minha já não conseguia ter certezas.

-Diz que me perdoas. Que compreendes o porquê de eu o ter feito. – implorava ele.

A ver que eu não respondia uma lagrima ameaçava cair daqueles olhos castanhos.

O meu coração pareceu bater um pouco mais forte com aquilo, o meu corpo reagiu aquela lagrima como choques eléctricos.

Meu Deus, como era possível ele ter aquele efeito em mim. Queria afasta-lo, mas ao mesmo tempo queria-o ter comigo.

-Não consigo. – foram as palavras que, finalmente, consegui pronunciar.

-Compreendo. – disse com um acenar de cabeça e abandonando o meu rosto.

Agora não tínhamos parte alguma do nosso corpo em contacto. No entanto, ainda sentia o calor das suas mãos nas minhas bochechas.

Estaria tão chateada para desistir daquele toque? Talvez.

Mas então porquê que eu o ansiava ter por perto? Porquê que a sua presença era tão importante?

Assim que vi que Ethan preparava para se levantar e sair, num reflexo agarrei a mão dele.

Era como se aquilo fosse a ligação que eu necessitava para sentir um pouco a menina dentro de mim.

Ethan olhou confuso para mim, tal e qual como eu me sentia. A diferença é que ele tinha um pequeno sorriso nos lábios.

Sem mais saber o que fazer, arrastei-o comigo pelo quarto. Liguei o meu computador, sem nunca o largar.

Tinha-mos apenas uma cadeira em frente aquele aparelho electrónico, e seria demais dividir com Ethan. Era algo que eu ainda não conseguia fazer.

Permiti-me largar alguns momentos Ethan e arrastei uma ura cadeira para ali, permitindo assim que ele se sentasse ao meu lado.

Depois e inserir a palavra passe que me permitia entrar no computador, uma foto do Jackson, o nosso filho, apareceu.

-Isto foi num dia que fomos ao parque… - comecei a relatar.

Era mais fácil para mim falar do Jackson do que qualquer outro assunto.

Além disso, sentia que tinha privado o Ethan de ter conhecido aquele que seria a coisa mais importante das nossas vidas. Por isso fiz os possíveis para lhe falar, mais e mais, sobre o nosso filho, de forma a que ele conhecesse um pouco mais sobre ele. Assim, através de fotografias, historias e vídeos mostrei tudo aquilo que ali tinha guardado sobre o nosso menino.

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

17
Out 12

Cap. 17 – De volta a casa

Assim que chegámos ao apartamento que tínhamos alugado em Vancouver, ousei perguntar como estavam a correr as gravações, uma vez que no hospital ele evitava comentar o assunto.

- Vou ter de ir ao estúdio agora.

- Ok. Então vou contigo!

- Não, não vais! Vais ficar aqui a descansar.

- Oh Rob, por favor. Achas que me vou pôr a trabalhar? A sério, só quero ver como estão a correr as gravações. Também só me faltam duas cenas, posso gravá-las mais tarde.

- Lamento meu amor, mas já te conheço. Não te vou levar comigo para o estúdio e ponto final!

- E vou ficar aqui em casa a fazer o quê?

- Se não quiseres ficar deitada, podes sempre ver um DVD ou ver TV. Há mais de 100 canais, de certeza que encontras alguma coisa interessante.

- Nem penses! Se não me levares contigo, apanho um táxi!

- Anna! Pelo menos uma vez na vida, não sejas teimosa! Não me obrigues a tomar outras medidas.

- E vais fazer o quê pra me impedir de sair? Vais trancar-me em casa?

- Se for preciso! Mas acho que não vai ser necessário. Tu és uma pessoa responsável e sabes que precisas de descansar. Bem, eu vou ter mesmo de sair, mas tenho a certeza que vais fazer a coisa certa.

Beijou-me a testa, pegou nas chaves e saiu, deixando a porta só no trinco. Mas depois do que ele me tinha dito, nem fui capaz de me aproximar da porta e resignei-me a ficar em casa, enquanto vasculhava os DVDs.

Havia um armário cheio de DVDs. Percorri as lombadas, tentando descobrir alguma coisa que me apetecesse ver, até que descobri uma verdadeira relíquia com mais de dez anos. Abri a caixa, coloquei o DVD no leitor e apertei o PLAY, enquanto me sentava no sofá.

“Eu nunca tinha pensado muito na forma como morreria. Mas morrer no lugar de alguém que amo, parece uma boa razão para partir.”

Era a voz de Kristen que se ouvia, enquanto alguém caçava uma gazela no meio da floresta. Depois ela aparecia, ainda com cara de miúda, ou melhor, Bella, a sua personagem.

Crepúsculo, contava a história do amor entre Bella e Edward. Dois jovens do secundário que se conhecem, quando ela se muda para a pequena cidade de Forks, para viver com o pai. E seria mais uma simples história de amor entre dois adolescentes, se ele não fosse um vampiro com mais de cem anos que anseia pelo sangue dela. Muitas circunstâncias ameaçam separá-los, mas no fim da saga acabam juntos e felizes como num conto de fadas.

Rob e Kristen tinham passado bastante tempo juntos devido a este trabalho, acabando por se envolver também na vida real, o que tinha sido quase como a “ abertura da época da caça” para os paparazzi. Eles eram jovens, estavam muito envolvidos com o trabalho, mas não tinham vontade de expor as suas vidas privadas. E a confusão que se gerava, sempre que apareciam juntos era algo que já estava por vezes fora dos limites do aceitável e eles não tencionavam sucumbir no meio de toda essa loucura. Eles só queriam ser pessoas normais, embora não detestassem propriamente o facto de se terem tornado famosos.

Quando os conheci, Kristen estava praticamente a passar-se com a sucessão de coisas que já tinham acontecido e juntamente com Rob andava a dissecar a relação, o que às vezes não era nada bonito de se ver. O único acordo a que conseguiram chegar, de forma a ser possível continuarem a trabalhar juntos, tinha sido deitar a relação por cima do ombro e continuarem a ser aquilo que sempre tinham sido, bons amigos. Mesmo assim, os últimos dois filmes da saga foram extremamente difíceis de gravar, pois nem sempre eles conseguiam separar as coisas.

- Estás a fazer isto tudo mal Rob! Tens de parar de tentar controlar tudo! Faz a tua parte que eu faço a minha, ok? E não olhes para mim dessa maneira!

- Então explica-me lá como é que queres que faça? A sério, não te entendo! – Rob desviou o olhar de Kristen e atirou com a cábula para cima de uma cadeira.

- Mas porque é que ninguém diz nada? Assim eles vão continuar a discutir a tarde toda. Ainda nem conseguiram gravar nada em condições. – Sussurrei para uma das raparigas da produção.

- Não vale a pena. Nós já tentámos, mas não serve de nada. Mais vale deixá-los acalmarem-se. Tem sido assim desde o inicio das gravações. – Respondeu-me ela, encolhendo os ombros.

Eu ainda não iria gravar naquele dia, mas a produção achou que seria melhor assistirmos a algumas gravações para nos irmos ambientando. Mesmo que o nosso papel fosse apenas de figuração, como era o meu caso, eles queriam que nos ambientássemos com o método de trabalho. E ali estava um monte de gente a assistir às discussões deles.

O pessoal encarregado das luzes, das câmaras e até mesmo o realizador, olhavam uns para os outros, enquanto esperavam que as duas estrelas se dignassem a dar-lhes um pouco de atenção. Entretanto eles os dois tinham-se retirado para o canto oposto da sala e continuavam a discutir, agora em surdina.

Já começava a surgir algum burburinho na sala, entre os espectadores e eles nunca mais voltavam ao trabalho e o absurdo é que ninguém os chamava a atenção. Estávamos todos pura e simplesmente a perder tempo.

Contornei as pessoas até chegar ao canto da sala onde eles estavam.

- Hei! Será que dá para pararem de discutir um bocado?

- O quê? – Disse Rob, voltando-se para mim de repente, olhando-me nos olhos.

O meu estômago deu uma volta com a intensidade do seu olhar dourado, devido às lentes de contacto.

Kristen estava atrás dele e olhava em volta, como se só agora se desse conta da audiência presente no estúdio.

- Bem, se não se importarem, gostava imenso de vos ver actuar hoje, se for possível. Não me queria intrometer, mas estamos aqui todos para isso.

- Tudo bem. Nós vamos já retomar as gravações, não te preocupes. – Assegurou Kristen, baixando levemente a cabeça.

Rob olhava para mim de uma maneira que me fez estremecer. Não sei se era por causa das lentes, mas ele tinha uma expressão estranha e com aqueles olhos fixos em mim, admito que me desconcentrei um pouco.

- Como disse a Kristen, nós vamos já recomeçar, mas já agora tu és...?

- Eu? Eu não sou ninguém. Ninguém importante. Bem, se vão recomeçar, eu vou voltar ao meu lugar. Obrigada. – Acabava de me lembrar que aquela não era a minha função e não queria que ele se irritasse comigo. Definitivamente, eu não queria que me mandassem embora por causa dele.

E tinha sido a primeira vez que tinha trocado umas palavras com Rob. Só mais tarde soube que ele andava a tentar saber o meu nome, para não ter de me chamar “ninguém”.

Um mês depois fomos obrigados a conhecer-nos à força. Eu já tinha assinado contrato para um outro filme e, só quando estava a uma semana de começar a gravar, é que me informaram que ele também iria fazer parte do elenco. E foi assim que acabámos por partilhar algumas cenas no grande ecrã. E apaixonámo-nos e praticamente passámos a viver juntos, porque não conseguíamos separar-nos durante muito tempo. “Praticamente”, porque durante o ano em que vivemos juntos, passávamos quase todo o tempo em hotéis e nunca chegámos a arranjar propriamente uma casa. A única altura em que tínhamos verdadeiramente passado a noite em casa, foi quando ele foi a Londres visitar a família. E isso foi apenas durante uma semana.

A Kristen, ao contrário do que muitos chegaram a pensar, até nos deu todo o seu apoio, acabando por se tornar numa das minhas melhores amigas. Para além disso, também ajudou o facto de ela também se ter apaixonado naquela altura.

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- Anna, já chegámos! – Disse, ao entrar em casa.

Ninguém respondeu.

- Bem, vou deitar este matulão, que já está a ficar muito pesado para andar ao colo. – Pensei alto.

O meu filho tinha adormecido durante a viagem do estúdio até casa. E estava tão ferrado no sono, que nem uma bomba o devia conseguir acordar. Deitei-o na caminha dele, tapei-o com o lençol e aconcheguei-o com o cobertor. Em seguida fui até à sala, e acabei por dar com a Anna deitada no sofá, toda torcida, com uma caixa de DVD encostada ao peito e com o comando na mão direita, que pendia do sofá. Dormia profundamente.

Com muito cuidado puxei a caixa que estava debaixo do seu braço e tirei-lhe o comando da mão, pousando tudo na mesinha da sala. Depois peguei nela ao colo, levei-a até à cama e pousei-a com a máxima delicadeza de forma a não a acordar.

Voltei à sala, ajeitei a manta que cobria o sofá e ia guardar o DVD no lugar, quando me dei conta do que ela tinha estado a ver. Eu ainda nem tinha reparado que havia aquele DVD no armário. E mesmo que tivesse reparado, provavelmente nem teria dado importância. Bem, pelo menos o filme tinha-a feito ficar em casa. Fechei o armário e fui tomar um duche. Terminei de me secar e vesti uns boxers e uma t-shirt.

Preparei um jantar simples, esparguete à bolonhesa. Ok, eu andava a aprender umas coisas! Mas, na verdade, tenho de confessar que praticamente só precisei de cozer o esparguete, porque a Annie me andava a dar uma ajuda e tinha deixado a carne e o molho prontos.

Comi, enquanto via as notícias na televisão e, depois de escovar os dentes, despi a t-shirt e deitei-me. Ela nem me sentiu a entrar na cama. Virei-me para o meu lado e adormeci.

publicado por Twihistorias às 23:18

16
Out 12

Capitulo 27

Os últimos suspiros

 

A confusão instala-se.

 Assim que ataquei Aro, Edward meteu-se á frente. Mas infelizmente Jane e Alec chegaram na hora H. E como é óbvio, ela teve de deixar voar o seu “lindo” dom. Mas como eu não sou afectada, ela atacou Edward.

 Os seus gritos entraram-me pelos ouvidos. Era como se facas estivessem a perfurar-me o cérebro impedindo-me de pensar com clareza.

 Tirei os olhos de cima do meu inimigo para ajudar Edward.

- Para! – Gritei para Jane. Os gritos de Edward apenas de intensificam mais.

 Lembro-me de que tenho o meu escudo. Mas assim que tento usa-lo, os gritos param.

 Olhos para trás e vejo Rosalie a imobilizar Jane apenas com um braço.

- Nunca mais tocas no meu irmão! – Rosnou ela. Não sei o que lhe deu, mas espero que não se desvaneça facilmente. 

- Estás bem? – Perguntei a Edward. O meu tom de preocupação era notório.

 Ele acena com a cabeça. O dom de Jane deixou-o bastante fraco.

- Eu estou bem. Mas isto não vai ficar assim. – Ajudei-o a levantar.

- Vingança nunca é o caminho certo. Tu sabes isso melhor que ninguém. – Alertou Alice.

 Jasper aproximou-se, e pousou suavemente a sua mão direita nas costas da sua companheira.

- Não podemos deixar passar isto em pune. Eles prenderam-nos durante dois anos! Têm de receber o troco.

- Eu concordo. – Disse fitando o chão. Afinal o meu desejo de vingança não era assim tão disparatado. A imagem da cabeça dos Volturi espetadas em forquilhas assaltou-me a mente.

- Bella! Por favor. Tenta olhar para as coisas com clareza. Nós não podemos matar os vampiros mais poderosos do nosso mundo. – A investidas de Alice, de tentar fazer-me ver as coisas “com clareza”, apenas me irritaram mais.

- Ninguém disse nada sobre mata-los. – Remeteu Edward.

 Olhei para ele chocada.

- É o mínimo que lhes podemos fazer Edward!

- Sabem que eu vos posso ouvir, certo? – O humor negro de Aro não me caiu nada bem. – Querem matar-nos? Venham. Estamos á vossa espera. A nossa querida Bella já nos mostrou o que consegue fazer. Mas sem resultados aparentes.

 

Se Edward não me tivesse agarrado o pulso, eu iria me a ele naquele momento. Em vez disso, respirei fundo tentando controlar-me .

- Torturou os meus amigos. Aprisionou-os. Acredite em mim. Mata-lo é o que eu mais desejo.

 Aro tentou esconde-lo… mas mesmo assim ainda consegui ver a sua expressão dura.

- Quem é que tu pensas que és? – Gritou Caius levantando –se do seu trono de ouro. – Não passas de uma submissa. Apenas mais uma na nossa guarda. Um numero. Não tens qualquer direito de nos falares nesse tom!

- Direitos? – Jasper ri-se sem humor. – Queres mesmo falar sobre direitos? Nos fomos teus reféns durante anos. Só porque tinhas inveja da nossa família? O que é que isso vos trouxe? Um motim. Porque é isso que vejo. Se vamos mesmo falar de direitos, comecemos pelo direito que vocês não possuíam de nos prender a todos, obrigar-nos a fazer coisas que nós não queiramos. Que iam contra quem nós somos. Sem falar do direito que vocês também não tinham, de torturar os nossos amigos.

 Caius franziu o sobrolho.

- Esses cães? Somos superiores a eles de todas as formas possíveis. Podemos fazer com eles o que quisermos. São uns animais nojentos que não merecem a nossa atenção. 

 Tudo aconteceu demasiado depressa. Num segundo Paul, Embry e Quil estavam a tremer como varas verdes, e no outro deitavam Caius ao chão.

- Irmão! – Pela primeira vez vemos Marcus a reagir a aquilo tudo.

 Marcus saltou do sítio de onde estava, e correu ao encontro do seu “irmão”. Mas já era tarde demais. Caius jazia no chão. Morto. De vez.

 Aro olhava fixamente para o corpo do irmão. Não sei se não se mexia por causa do choque, ou se os gritos de Caius não o afectavam.

- Seus bastardos! – Pela primeira vez na minha vida vi Marcus irritado. Ou mesmo transparecer algum sentimento.

 Marcus lançou-se para cima dos lobos como um cão enraivecido. Mas Emmett e Jasper foram mais rápidos. Prenderam-no por trás, ignorando as investidas de Marcus.

 Jane e Alec avançaram até Paul, Quil e Embry. Provavelmente para os atacar. Mas foram impedidos por Aro.

- Parem! – Ordenou ele. – Não ataquem mais ninguém. Por favor. Não há necessidade de derramar sangue. Seja ele de quem for.

 Jane e Alec olhavam-se confusos. Eu própria estava á nora. Acabaram de matar um dos seus companheiros mais antigos. Um irmão, como ele lhe chamava. Mas sentimentos não faziam o género de Aro. Nunca fizeram.

- Não vais fazer nada? És só garganta mesmo. – As palavras de Sam eram duras. E cheias de provocações silenciosas.

- Acredite em mim. Nada me deixaria mais satisfeito do que extinguir a vossa espécie aqui e agora. Caius era meu irmão. E eu gostava verdadeiramente dele.

 A respiração de Edward ficou mais pesada ao meu lado.

 Retirei o meu escudo mental, de modo s termos uma conversa um pouco mais silenciosa.

- Que se passa? – Perguntei.

- Renesmee.

 Pela primeira vez, notei que não vejo a minha filha desde que entrei. Percorri o salão com o olhar á procura dela. Dou com Renesmee agarrada ao braço de Jacob. Pelos vistos estes anos separados, e a mudança significativa de Renesmee, em nada mudou a sua relação.

- O que se passa com ela?

 Edward olhou para Aro, confirmando se ele estava mesmo distraído com a conversa de Sam.

- As visões da Alice mudaram. Ela vê-nos a todos numa grande batalha. Mas não consegue prever o seu desfecho. Bella. – Ele pegou nas minhas mãos. De certeza que não vinha ali coisa boa. – Por favor. Leva a Renesmee para longe daqui. E não voltes. Fica com ela á nossa espera. Eu hei de consegui encontrar-vos.

 Não era possível que ele me estivesse a pedir aquilo. Sempre que nos separávamos, algo corre mal.

- Não. – Disse simplesmente. Ele ia começar a discuti comigo, mas eu interrompi. – Não te vou deixar sozinho. Não outra vez. Eu fico.

- Bella… É demasiado perigoso.

- Por isso mesmo é que não te posso deixar aqui.

- Mas a nossa filha não pode ficar.

- Tens razão. – Reflecti durante um momento. Só há uma pessoa em quem eu confio para tomar conta dela. – Jacob!

 Ele veio ter connosco ainda com Renesmee atrás.

- As coisas vão ficar feias não vão? – Concluiu ele de imediato.

 Acenei afirmativamente.

- A Alice prevê um combate. Não podemos deixar a Renesmee ficar.

- Mãe! Eu não me vou embora. – Protestou Renesmee. – Eu quero vingar-me deles.

- Não! Tu vais com o Jacob. – Ordenou Edward. Nunca o tinha visto assim antes.

- Ele tem razão. Não podes ficar aqui. Não te preocupes. Eu protejo-te. – Jacob sorriu-lhe, e surpresa das surpresas. Beijou-a suavemente.

 Renesmee ficou um pouco atordoada. Mas pelos vistos ajudou.

- Eu vou. – Ela virou-se para mim e Edward. – Por favor… tenham cuidado.

 Edward abraçou-a, e eu juntei-me a eles.

- Não te preocupes. Nós ainda vamos ser felizes de novo. Eu prometo. – Apesar das palavras de Edward se dirigirem a Renesmee, também me acalmaram um pouco. As promessas mudas reconfortaram-me.

- Cuida de ti. – Jacob deu-me um beijo na face e afasta-se com Renesmee.

- Pronta? – Perguntou Edward, entrelaçando os seus dedos nos meus.

- Sempre.

 Aro ainda discutia com Sam. Uma discussão que já estava a ficar demasiado acesa.

- Alice. Dá – nos o ponto da situação. Pediu Carlise. – Pediu Carlise. Pelos vistos, quase todos já estavam a par da situação.

- Aviso já que não temos muito tempo.

 E realmente Alice tinha razão. Um segundo depois de Alice nos avisar, Marcus solta-se da prisão de Jasper e Emmett. Ele ataca os méis irmãos, tentando chagar-lhes á garganta. A partir dai não vejo mais nada.

 Viramos – nos todos uns contra os outros. Os lobos devem ter-se transformado, pois um deles passou-me mesmo ao lado. Parecia Seth, mas não posso afirmar com certidão.

- Olá de novo. – A voz de Jane fez-me virar para trás. – Finalmente vou poder dar cabo de ti.

 Ela lançou-se para cima de mim. Com o braço imobilizei-a por uns momentos. O suficiente para responder á sua ameaça:

- Isso é o que vamos ver.

 Torci-lhe o braço, fazendo com que ele urrasse de dor. Para ser sincera, já andava a querer fazer isto a algum tempo.

 Não sei bem com, mas ela conseguiu reverter a situação. Jane empurrou-me em direcção a uma das paredes do salão. Mas com a confusão de corpos, acabo por esbarrar contra Demitri, que corria na direcção contrária á de Rosalie. Aqueles segundos foram cruciais para que Rosalie o alcançasse, e acabasse de vez com a vida do homem que me enganou durante dois anos.

- Obrigada. – Agradeceu ela.

- De nada. Foi bem merecido. – Rosalie lançou-se um leve sorriso antes de procurar outro alvo.

 Sinto um forte pontapé nas costas, que me fez cair para a frente. Jane chegou-se ao pé de mim dando pequenos risos.

- Agra sim. Estamos a chegar a algum lado.

 Ainda ofegante, consegui dizer:

- Não me parece.

 Virei-me, e deitei-a a baixo, posicionando-me r cima dela.

- Sabem. – Comecei. – Nunca fui muito á bola contigo.

 Ela não moveu um músculo. A princípio achava que tinha desistido. Mas essa não seria a Jane que eu conheço.

 Sem aviso prévio, umas mãos ergueram-me, e prenderam-me os braços por trás das costas, de moda a que não me movimentasse. Não foi preciso muito para saber que se tratava de Alec.

 Jane também se levantou, e caminhava na minha direcção.

- Ora vejam bem. O que é que vou fazer contigo? – Jane deu uma gargalhada. – Aviso já que não será uma more fácil.

- Eu não apostaria nisso…

 Emmett soltou-me de Alec, e leva-o para longe. Sei que ele está morto quando a sua cabeça voou, aterrando mesmo aos pés de Jane. Aproveito a distracção para a imobilizar.

- Não te preocupes. Ele estará no inferno a tua espera. – Sussurrei antes de acabar com a sua vida. Aquela foi a vingança por todas as pessoas que ela torturou e matou. Pela Bree.

 Olhei em redor á procura de Edward. Constatei que havia corpos por todo o lado. As baixas pertenciam todos aos Volturi. Pelos vistos, a raiva e fúria tomou conta dos Cullen e dos Quileutes.

 Aproximei-me do monte de gente que concentrado no meio do salão. 

 O único sobrevivente era Aro. Que, naquele momento, estava rodeado por todos os lados.

- O que vão fazer comigo agora? – Perguntou ele cheio de uma coragem que só se adquire depois de mais de mil anos de vivência.

- O que fizemos a todos eles. – Respondeu Quil animado.

 Aro deu uma gargalhada sombria.

- Não vou ser morto pelos meus próprios reféns.

 Ele tirou um isqueiro do bolso (será que ele anda sempre com ele?), e incendiou-se a si próprio. Vimos Aro tornar-se numa tocha “humana”.

 E assim, vimos o último Volturi, a abandonar o mundo.

publicado por Twihistorias às 20:58
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