24
Mar 13

Capítulo 20

Parte 2

Ainda em choque, fitava Aria. Ela continuava a falar, mas a verdade é que não conseguia pensar noutra coisa, que na segurança dos híbridos.

Nahuel era a favor de eliminar todos aqueles que soubessem do nosso segredo apenas para preservar a nossa segurança. Se ele soubesse que a Aria estava a par destas notícias, também ela corria perigo.

-Renesmee… - chamava a minha amiga recém chegada. – Não fiques assim, agora que sabes a verdade, podes proteger-te de outra forma.

Não acredito que ela ainda estava preocupada comigo. Ela tinha a maior vantagem dela sobre mim, e mesmo assim preferia ajudar-me.

Ela estava prestes a recomeçar com o relato do que tinha descoberto sobre os híbridos.

Antes que mais alguém se apercebesse fiz aparecer na sua mente uma mensagem para ela não dizer mais nada.

-Vamos caçar, pareces fraca. – disse de forma despreocupada, coisa que eu não sentia em parte alguma do meu corpo. – Anda, eu mostro-te onde o podes fazer.

Aria assentiu percebendo que ali não era seguro falar.

Afastamo-nos de tudo e todos, apenas as duas.

Sabia bem estar sozinha com a minha melhor amiga.

Corremos por umas horas, em algumas alturas eu abrandava, pois sentia-me cansada e sentia o ar a faltar-me.

Pela primeira vez não disfarcei, ela sabia a verdade e sabia.

-Tu sabias. – disse aproximando-se de mim quando eu estava apoiada a um poste na cidade de Seatle tentando aspirar o maior ar que conseguia.

-Porquê que nunca contas-te? – a pergunta surgiu quase imediatamente a eu ter afirmado com a cabeça.

-Porque é um segredo que envolve mais pessoas. É algo que pode ser usado contra nós. É a nossa fraqueza. – admiti por fim.

Era a primeira vez que o dizia a alguém, principalmente a um vampiro.

Um silêncio instalou-se entre nós.

Ela entendia isso, mas também entendeu que eu não confiava nela o suficiente para lhe revelar a minha maior fraqueza.

Até agora.

Aria endireitou-se e esperou que eu me recompusesse.

Não proferiu mais nenhuma palavra. Sabia que ela estava magoada e estava a processar tudo.

Tinha que lhe dar tempo.

A caçada correu de forma rápida. Aria já não se alimentava à alguns dias, por isso, o preço foram 5 corpos exangues atirados aos esgotos. Da minha parte apenas fiquei a observar.

Era hora de regressar, de certeza que os outros a queriam ver, talvez fazer perguntas.

Aria continuava sem me dirigir a palavra.

-Aria… - tentei mais uma vez quando nos encontrávamos novamente protegidas pela vegetação do mato de regresso à casa branca.

Era encarou-me com o seu olhar vermelho e ameaçador.

A minha amiga era temperamental e eu sabia-o, no entanto tinha que arriscar falar com ela neste momento. Tinha que avisa-la de certos perigos antes de chegar-mos perto dos outros vampiros.

-Por favor…ouve-me… - nada.

-Esse é o maior segredo que os híbridos tinham, acho que consegues perceber o porquê. Não podemos simplesmente andar a divulgar as nossas fraquezas. Tu farias o mesmo!

Aria voou, literalmente, na minha direcção encostando-me contra uma árvore. O seu braço fazia pressão sobre o meu pescoço, o que me fazia sufocar. Apesar de saber que não morreria deste acto, não significava que eu entrava em aflição ao fim de alguns minutos privada de ar.

-Aria… - disse ainda com alguma segurança. Afinal de contas, ainda era meia vampira.

Ela continuou a fitar-me com os seus olhos vermelhos.

-Tu sabes como me matar, sabes todos os meus pontos fracos. – disse com uma voz fria.

-É verdade, mas isso todos os vampiros sabem, porque o ponto fraco é igual para todos. Inclusive para mim. Até porque uma parte de mim é igual a ti. Mas a outra parte, a parte humana, essa é a minha fraqueza, é isso que torna uma luta entre nós injusta. Porque eu nunca vou ser tão forte como uma vampira, mas também nunca vou ser tão fraca como uma humana.

Aria começou a afrouxar o aperto ao meu pescoço.

-Não percebes? Eu não sou igual a vocês. Eu sou uma hibrida Aria. Vocês intitulam-se de monstros, de aberrações, de algo que nem deveria existir. Então e nós híbridos? Nós sim somos as aberrações. Não somos vampiros, mas também não somos humanos. Nós sim, somos os monstros. Somos fruto de algo proibido, que nem sequer deveria ser possível, a junção de um vampiro e uma humana. Somos tão esquisitos que só existimos 5 no mundo. Isso sim Aria, isto é ser um monstro. – os meus braços articulavam como se tivessem vida própria as minhas lagrimas corriam pela minha cara.

Pela primeira vez deixei que alguém me visse a serio, alguém visse o que eu sentia disto, do facto de ser uma hibrida. E esse alguém foi a Aria.

-E não podes culpar-me por esconder este segredo de todos. Por tentar ser o mais normal possível, por tentar me encaixar num grupo. Por tentar proteger os da minha espécie, aqueles que são monstros como eu e que com certeza se sentem excluídos tanto do mundo humano como do vampírico. Porque a verdade é que não somos iguais a nenhum desses mundos.

A expressão feroz  da Aria tinha desaparecido.

-Tu não és um monstro nem uma aberração. És a prova que as duas raças se podem juntar, és a prova que podemos ainda viver em conjunto. Tu és a evolução. Eu dava tudo para sentir o que tu sentes, poder saborear os prazeres da vida como tu. Ser capaz de estar perto de humanos sem ser apenas para me alimentar.

Aquelas declarações surpreenderam-me.

-Acima de tudo gostava de ter a tua capacidade de amar. Tu amas como os humanos, com mais intensidade, mas é como eles. Nada é para sempre com vocês. Olha eu e o Marcello por exemplo. Ele nunca vai ser feliz o suficiente porque não está com a vampira que ama e eu vou sempre sofrer porque o meu companheiro morreu à mais de 100 anos e não sou capaz de amar nenhum outro vampiro ou humano. O que nos liga, a mim e ao Marcello é uma amizade e uma série de hormonas da adolescência. Já tu….

Ela referia-se ao facto de eu ter o Jacob como impressão natural e ter sido o meu primeiro amor, e depois dele já estive com diversos rapazes, inclusive o meu ex-namorado. De quem eu realmente amava e o Dio, que eu também gostava bastante.

Eu ao contrario dos vampiros, não amava para sempre a mesma pessoa. Eu era mais como os humanos, “longe da vista, longe do coração”!

-Lamento. – disse aproximando-me dela com calma.

Aria fez um sorriso torto, o sinal típico de “muda de assunto”.

-Aria, promete-me que não contas a ninguém sobre isto. É um segredo. Ninguém naquele acampamento pode saber. Principalmente os híbridos. – ela parecia confusa com aquele pedido. – O Nahuel mata-te se descobre que tu sabes o segredo.

-Quero ver isso, agora que sei como tortura-lo. – disse ela com um sorriso.

-Vês porquê que não falei nada? Tu vais sempre tirar vantagem disso. Aliás, tu és uma, eles são quatro. – adverti. Não contei comigo, nunca seria capaz de lhe fazer mal.

-Então vocês vão estar sozinhos na batalha, porque a Maria e os outros sabem deste ponto fraco. Se ninguém deste lado souber, ninguém vos vai proteger.

-Eles não vão lutar. – disse passando por ela e retomando o caminho de volta.

-Então o que estão aqui a fazer? Não foi para isso que vieram para aqui?

-Sim, foi. Mas depois disto, o melhor é eles partirem. Aliás, aposto que já estão a falar sobre isso. É demasiado perigoso para eles ficarem. – a minha voz parecia fria, como se aquilo não me importasse.

A verdade é que sentia cada vez que esta batalha era uma verdadeira missão suicida para os nossos lados. Mas não podia por em perigo os meus amigos.

-É por isso que eu acho que devias pegar no Dio e no Marcello e irem embora. Não quero que nada vos aconteça por causa da minha família. – terminei lançando-lhe um olhar por cima do ombro, sem nunca parar com a minha marcha.

Aria segurou no meu braço, impedindo-me de andar.

-Estás parva? Nós não estamos aqui pela tua família? Estamos aqui pelo nosso clã. Nós os quatro, os quatro mosqueteiros, lembras-te? Tu fazes parte da família, por isso, a tua família é a nossa família. E se não queres contar a verdade a ninguém, eu ajudo os teus pais a proteger-te.

O sorriso apareceu nos meus lábios. Eles consideravam-me do cã deles. Isso era uma honra.

-Pois, quanto aos meus pais. – os olhos da Aria abriram mais ao constatar que quando me referi a segredo, eu estava a falar a serio.

-A tua família não sabe? – disse ela escandalizada. – Como é que isso é possível?

-Simples, quando eu nasci e fui crescendo nunca se tinha visto nada assim, e ainda estava demasiado descontrolado o meu lado humano e vampírico. Como eu parti antes de chegar à “fase adulta” por assim dizer, eles nunca chegaram a ver nada disso. O Nahuel e as irmãs é que me explicaram sempre tudo. A partir daí, qualquer descoberta comunicávamos aos outros.

A Aria continuava a fitar-me, agora por curiosidade. Retomamos o passo e decidi abrir-me um pouco mais para com ela.

-Por exemplo, quando me droguei e bebi pela primeira vez, no dia em que conheci o Dio – exclareci – descobri que a droga e a bebida junta não a muito resultado, principalmente em grandes quantidades, sobretudo num humano. A conclusão foi que a minha parte humana foi como que desligada e apenas a vampira em mim veio ao de cima, o predador. Foi a primeira vez que matei, e se não fosse o Dio a coisa teria sido bem pior.

-Foi a primeira vez que tu e o Dio estiveram juntos, e nos dias seguintes ele não se calou na forma como tu eras estranha e como o sexo tinha sido bom. Não descansou enquanto não descobriu o que eras.

Sorri.

-Depois disso, tentei não repetir, pois sabias as consequências. Mas foi também que descobri que se me alimentasse de humanos que curava mais depressa. Foi sempre assim, sempre que um de nós descobria mais qualquer coisa, comunicávamos aos outros.

Aria fez dezenas de perguntas e eu tentei sempre explicar-lhe tudo. Desta vez não lhe escondi nada. Para quê? Ela sabia.

-Obrigado. – disse antes de entrarmos nos domínios de outros vampiros.

Ela agradeceu da mesma forma e avançamos.

Dio e Marcello foram os primeiros a chegar perto da Aria, eu dirigi-me aos híbridos.

Os vampiros continuavam com alguns treinos, tentavam trabalhar com os lobos, em certas técnicas de defesa.

Passei por Seth e fiz-lhe uma festa na nuca antes de avançar.

Os híbridos estavam na casa com o avó Carlisle. Deviam estar a tratar os ferimentos da Maysun. Conseguia vislumbra-la deitada e os restantes irmãos à volta dela. Ainda não tiveram tempo para falar com ela, mas pelos ferimentos deveriam estar desconfiados.

-Sem duvida, estas fraturas parecem ter sido feitas por alguém…elas não chegavam a curar e voltavam a fazer mais. Nahuel e as irmãs entreolhavam-se enquanto ouviam o meu avó a taraguelar mais para ele do que para os híbridos.

Estava mesmo a entrar na casa quando ouvi um barulho.

Todos os vampiros ficaram em sentido, assim como os lobos. Imitei os vampiros que estavam no nosso jardim e coloquei-me em posição de ataque.

Rapidamente estava ladeada pelo Nahuel e as suas irmãs. Estávamos ali para proteger a Maysun fosse de que vampiro que se aproxima-se.

O que aconteceu a seguir foi tudo muito rápido.

publicado por Twihistorias às 18:00
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23
Mar 13

Cap. 33 - Mensagens

- Olá mano! Epah parabéns! Já sei que tens uma filha! Que tal a sensação? – Disse-me Tom assim que cheguei.

- Faz uma e depois logo vês!

- Ahahah, engraçadinho!

- Estou a falar a sério! Não disse nada de mal...

- Bem, vamos mas é sentar-nos que estou a morrer de fome!

O almoço decorreu sem mais graçolas, pois tínhamos alguns projectos a discutir e queríamos aproveitar bem o almoço, pois nenhum de nós tinha propriamente muito tempo para se sentar a conversar.

Tom passava mais tempo a viajar do que em casa e eu tinha montes de propostas de trabalho para analisar antes de me decidir que rumo dar à minha carreira.

- Bolas, pareces uma central telefónica! Esse telemóvel não pára...

- Sabes como é... actor famoso... – Desatámos a rir à gargalhada.

- Ui! Andamos muito convencidos! Pronto, lá está outra vez a tocar!

- Infelizmente nem tudo é trabalho... – Respondi, depois de ler mais uma mensagem anónima, não muito agradável, das muitas que já tinha recebido desde o dia anterior.

- Mas o que se passa? Estás à espera de alguém?

- Não! – Respondi, tentando fazer um ar natural, voltando a endireitar-me na cadeira. – Sabes como é, deve ser uma daquelas pessoas que não pode ver ninguém feliz... Descobrem os nossos números e depois divertem-se a mandar mensagens anónimas.

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Tinha saído da Clínica há três semanas quando o Rob começou a ficar estranho. Andava distraído e tenso, chegava atrasado, saía a horas estranhas e quando voltava dava desculpas esfarrapadas e para cúmulo andava completamente paranóico com a segurança... Às escondidas verificava todas as portas e janelas e escrutinava toda a casa, como se esperasse que mais alguém lá tivesse entrado na nossa ausência. 

Acordei a meio da noite com a sensação de ter ouvido a minha filha chorar. Robert não estava na cama, nem a nossa filha estava no berço, junto à cama. Levantei-me, vesti o robe e fui até à sala, onde o encontrei debruçado na alcofa onde a nossa Junnie dormia.

- Não vai acontecer nada meu amor, o pai está aqui e não vai deixar que nada de mal aconteça com a menina... – Ouvi-o sussurrar, enquanto lhe fazia festinhas na cabeça.

Momentos mais tarde, levantou-se e eu escapuli-me da forma mais rápida e silenciosa que consegui até ao quarto, de modo a que, quando Rob chegou já eu “dormia profundamente”.

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Não sei o que me dera para atender aquela chamada anónima, mas a voz que soou no meu ouvido fez-me arrepiar. Não me considero nenhum herói, mas também não sou nenhum cobarde, mas o que ouvi gelou-me completamente. Fiquei estático por momentos, encostado à parede e ainda com o telemóvel encostado ao ouvido. Tentei processar a informação, mas era demais pra mim. Lembrava-me apenas das palavras ditas.

“Chegou a hora. Não vou esperar mais. Tem até amanhã para decidir se quer a sua família viva ou morta!”

- Mas... – Balbuciei, ainda apanhado de surpresa.

“Sabe, é uma pena ter de a matar. Tem uma esposa bem bonita. Ah e a menina? É adorável! Sabe o que estão a fazer agora? Ela está a dar-lhe de mamar. Oh e o rapazinho está crescido, não é?”

- Mas... Quem é você? – Quase gritei na tentativa de fazer a minha voz soar firme.

“Decida! Decida bem... Não se esqueça que a vida deles depende inteiramente de si. E não faça nenhum disparate! Só vai piorar tudo.”

- E como vou ter a certeza que não lhes vai fazer mal se eu fizer o que quer?

“Eles ficarão bem. Ou prefere que vá até lá agora e acabe com isto?”

Não consegui responder.

“Tem até amanhã. Escolha bem.”

E desligou.

Uma gota de suor escorreu-me pela testa e tomei novamente consciência de onde me encontrava. Estava agora sentado no chão a tentar controlar a minha respiração ofegante. As minhas mãos tremiam enquanto esperava que me atendesse.

- Sim?

- Anna? Estás em casa?

- Sim Rob. O que se passa?

- O que estás a fazer?

- A acabar de dar de mamar à menina. Mas porquê?

- No quarto? O Miguel está aí?

- Sim. Tanta pergunta. O que se passa afinal?

- Nada. Como demoraste a atender... Bem, tenho de ir agora. Logo precisamos de falar.

publicado por Twihistorias às 18:00

21
Mar 13

Capítulo 2

O noivado

Desci as escadas, lentamente, todos daquela casa direcionavam seus olhares a mim. Meu pai me esperava no final da escada, os homens me olhavam com olhares de cobiça.A casa estava decorada com vasos de flores, e lustres iluminados com velas.Meu pai pegou minha mão e aplausos ecoaram pelo hall de entrada.Esbocei um sorriso, e vi sorrisos de respostas.Nos direcionamos até a sala de jantar.Meu pai puxou a cadeira para mim e eu sentei.Jacob me olhava a cada poucos minutos, um olhar diferente, um olhar de felicidade e não de desejo.Fiquei feliz, sempre considerei Jacob o meu melhor amigo, a única pessoa capaz de me compreender nessa terra.

O jantar era formado por quatro famílias, os Swan, os Black, os Volturis e os Cullens. Era um jantar bem intimo em relação aos que tinha aqui. Começamos a jantar e pequenas conversas começaram a fluir na mesa. Meu pai se levantou e ergueu sua taca de vinho seria anunciado meu noivado.

- Como todos os senhores sabem, minha filha, Isabella, está na idade de se casar e por esse motivo estamos reunidos, aqui nesta noite. E com imenso orgulho e prazer que anuncio o noivado de minha filha com Jacob Black.- anunciou meu pai, com um voz gloriosa.

Jacob se levantou e tirou de seu paletó, uma pequena caixinha de veludo a abriu e retirou um pequeno anel delicado. Estendi minha mãos direita a ele, ele a pegou e colocou o anel em meu dedo anelar e beijou a minha mao.

- Um brinde aos noivos. - disse meu pai.

- Aos noivos. - dissemos em uníssono e levantamos as tacas.

Voltamos ao jantar, e as conversas se iniciaram novamente. O jantar terminou e uma musica suava começou a tocar, os casais foram saindo para valsar.Jacob chegou a meu lado e estendeu sua mao.

-Me daria à honra?- ele me perguntou, com uma voz sedutora.

- Com todo o prazer. - disse, com um sorriso.

Ele me guiou até o meio do hall de entrada, no meio dos demais casais. Começamos a valsar lentamente pelo salão, Jacob dançava extremamente bem.

- Ficou extremamente feliz em te-la como minha noiva. - comentou ele.

- Igualmente. - respondi.

- Serei o homem mais sortudo de toda a Itália, consegui a melhor esposa. - comentou ele, como se acaba-se de ganhar um premio.

- Conseguiste também um dos tesouros italianos, não poderia descobrir quantos homens desejariam estar em seu lugar.

- Mas eu tive a honra de ganhar o premio final- disse mais uma vez num tom vitorioso

- Meus parabéns!- exclamei.

Continuamos a dançar e logo o noivado terminou. Meu casamento se aproxima.

Capítulo 3

O casamento

Os dias e semanas viam se arrastando como moribundos. Cada hora é uma pequena eternidade. Com o passar dos dias, meu casamento estava se aproximando. Eu saia quase todos os dias, vestido, flores, orquestra, tudo tinha que estar impecável para um dos casamentos mais esperado de todos os tempos. Eu estava feliz, me casaria com quem meus pais me escolheram e viveria ao seu lado por todos os dias que a vida me proporcionasse.

O tão sonhado dia chegou, minha casa estava uma euforia, o jantar de festa seria aqui e isso estava matando os criados. Passei o dia em meu quarto, Isabel cuidou de mim como uma princesa é cuidada, ela me banhou com uma água morna que fez todos os músculos de meu corpo relaxarem. Ela escovou por um longo tempo meus cabelos e o prendeu em um coque sofisticado. Enfeitou meu cabelos com flores.Meu vestido era de cetim e seda, branco como a neve no tempo do inverno, meu corpo era totalmente coberto, uma longa calda totalmente enfeitada de renda francesa, um véu longo  e simples que se arrastava ao chão.Luvas cobriam meus braços e meu rosto era coberto também,seria impossível ver meu rosto.Eu estava pronta e linda, como jamais estive.Peguei meu buque de flores do campo e desci com toda delicadeza as escadas de minha casa.Meus pais me aguardavam no hall de entrada.Eles me ajudaram a subir na carruagem e partimos para a Igreja matriz.Levaria algum tempo para chegarmos em Roma.Eu tentei imaginar meu futuro.

Eu conseguia me ver esposa, mas não sua mulher. Eu conseguia-me ver cuidando dele, mas não o amando como homem. Jacob sempre seria meu melhor amigo, meu confidente, metade da minha família. Ele sempre teve uma participação na minha vida, nossos pais eram amigos e viviam juntos.Ele era a única pessoa que eu confiava.Se eu tivesse triste, eu compartilhava com ele.Se eu estivesse feliz, eu compartilharia também.

Eu nunca tive uma família. Meu pai só sabia trabalhar, trabalhar, trabalhar, comia trabalho, respirava trabalho e tempo para mim?Nenhum. Minha mãe em conseqüência disso andava sempre ocupada, jantares, casa, roupas e eu?Nada. Isabel era minha mãe, foi ela que me ensinou tudo que sei bordar, andar, me arrumar, a falar, tudo. Ele sim merecia ser chamada de mãe. Minha família é formada de duas pessoas Isabel e Jacob.

Eles eram as pessoas que eu mais amava na terra e que eu teria uma divida eterna. Por esses motivos, eu não conseguiria amá-lo como o homem que ele merece ser amado. Eu o amo, mais como o amigo confidente ou o irmão que nunca tive. Seria como trair a minha mesma permitindo que ele me fizesse sua mulher.Mesmo assim, Jacob seria o melhor marido que eu poderia ter.

Eu estava cansada. Os anos viam passando e os olhares de desejo dos homens aparecendo, sempre recebia flores e presente. Nenhum deles seria capaz de me dar o que preciso: amor  e carinho.

Chegamos à igreja, enorme, clássica e bela. Meu pai me ajudou a descer, me preparei para entrar na igreja, puxei o véu sob meu rosto, e esbocei um sorriso leve nos lábios. A porta estava fechada mais eu conseguia ouvir baixo  a marcha nupcial de Mendelssohn. Respirei fundo e a porta se abriu em minha frente.A musica se tornou mais alta, e eu percebi que centenas de olhares me encaravam.Alguns de admiração, outros raiva, outros de ódio, outros de luxuria.Apesar de estar preste a me casar, olhares de desejo me cercavam.Ri internamente, seria assim para sempre.Continue a dar passos lentos em direção ao altar, o corredor era longo parecia não possuir fim.A igreja estava brilhantemente enfeitada com flores do campo.Depois de tanto caminhar, finalmente cheguei ao altar.Meu pai me entregou para Jacob, as pessoas se sentaram e a cerimônia se iniciou.

- Estamos aqui reunidos para celebrar a união dessas duas almas no sagrado matrimonio... - disse o padre num tom mais alto do que o necessário.

- Você, Jacob aceita Isabella como sua legitima esposa, para amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?- perguntou a padre.

- Sim. - respondeu ele, firme e sem hesitar.

- Você, Isabella aceita Jacob como seu legitimo esposo, para amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?- perguntou o padre novamente.

Olhei nos olhos de Jacob, por sobre o véu e ele tinha um sorriso confiante e lindo. Deu-me forcas para responder.

- Sim. - respondi olhando pelo canto dos olhos.

- Se tem alguém que é contra esse casamento, fale agora ou cale-se para sempre. - falou o padre.

O silencio pairou, não existia ninguém para falar nada. Trocamos as alianças.

- Se não tem ninguém que impeça esse matrimonio e pelo poder concedido a mim. Eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Jacob tirou o véu de meu rosto, nos olhamos por algum tempo e ele me deu um longo beijo na testa. Ele pegou a minha mão e recebemos uma salva de palmas. Andamos até o fim da igreja e recebemos uma chuva de arroz. Subimos na carruagem e partimos em direção a minha casa.

A viagem foi silenciosa, um silencio desconfortável, mais que não foi quebrado.

Quando chegamos à casa de meus pais, ele me ajudou a descer, mais o silencio continuava. Teríamos um jantar para mais de dois mil talheres, com pessoas de toda Europa, a maioria eu não conhecia, pouco me importava também. O jantar foi tranqüilo cheio de brindes, dança e conversas. Foi melhor no que eu imaginava.Eu e Jacob nos falamos algumas vezes durante o jantar, dançamos, tínhamos esquecido o silencio da nossa viagem.Cortamos o bolo e partimos para nossa casa, ou para nossa lua de mel como pensava as pessoas.

publicado por Twihistorias às 18:48

 

Gostariamos de pedir desculpa a todos os leitores, por nos ultimos dias terrem ficado privados de fanfics aqui no blog. A verdade é que tivemos alguns problemas pessoais sendo impossivel tratar do blog.

No entanto, como podem ver voltamos a mudar o visual do blog, para algo mais primaveril. Esperamos que gostem ;)

 

Vamos voltar ao normal com algumas fics a sairem mais regularmente...

 

Twikisses e obrigado pela compreensão ;)

publicado por Twihistorias às 00:15
Fanfics:

08
Mar 13

Nota da autora:
Oi pessoal. Esta passagem foi cortada da versão final quando dividi o que tinha escrito em capítulos. Este pedaço é da Alice e das suas maquinações.

 

 

 

 

A Aposta

Extra 2

 

POV Alice

Segui a Bella até ao Hanover in. Vi-a entrar e mantive-me no mesmo lugar durante mais cinco minutos. Eu tinha que me certificar que nem ela nem o meu irmão desistiam.

Esta era a parte mais complicada. Eu detestava ter que observar de forma não participativa o desenrolar dos meus planos. Neste caso ainda era pior porque eu não podia observar nada. Restava-me esperar que eles se entendessem e que ficassem presos um ao outro. A minha intuição dizia-me que tudo iria dar certo e eu sempre tive muita confiança nos meus rasgos intuitivos.

Tirei da minha bolsa a chave suplente do carro do Edward e sentei-me no banco da frente enquanto esperava a hora de pôr em prática o passo seguinte. Sim, porque a minha condição de “espera” admitia certos tipos de atuação e eu sabia muito bem o que tinha a fazer.

Antes mesmo de ter chegado até ali já tinha conversado com o patrão de Bella para o informar que ela precisava de uma semana de férias por motivos de força maior. Também tinha tratado da situação do Edward. Ele podia ser desmiolado mas tinha um desempenho no curso acima da média o que permitiu dispensá-lo até ao início do ano letivo seguinte. Não tinha sido muito fácil mas quando eu insinuei que era um pedido do grande e honorabilíssimo Carlisle Cullen, o reitor não hesitou.

O passo seguinte tinha sido forjar um encontro casual com a parva da Tânia, onde eu tinha deixado inocentemente escapar que o Edward tinha apresentado uma menina aos nossos pais e que a coisa parecia séria.

– Alice, Bom dia – tinha dito ela ao passar por mim.

– Ah, desculpe, Tânia, estava distraída. Ia agora beber um café. Quer vir?

– Sim, claro – afirmou ela toda contente.

Entrámos numa pastelaria e fizemos os nossos pedidos. Eu mantive-me calada; conhecia a Tânia o suficiente para saber que ele iria começar a fazer perguntas.

– Parece um pouco cansada, Alice. Houve alguma festa ontem à noite?

O espetáculo ia começar. Fingindo um acanhamento que não era natural em mim torci o nariz.

– Bem... Houve um jantar importante lá em casa.

– A sério? Não ouvi falar de nada. O Edward não me disse nada mas também não tenho conseguido falar com ele. Passa-se alguma coisa com ele?

– Vocês não tinham nada um com o outro, pois não? – perguntei com falsa preocupação. - Ele sempre disse que não havia nada entre vocês.

– Pois. Saímos apenas duas ou três vezes.

– Ah, que alívio. Não queria nada que tivéssemos outra cena daquelas.

– Que cena, Alice?

– Vou ser direta, Tânia. A verdade é que o jantar de ontem foi uma apresentação oficial da namorada do Edward. Foi muito lindo.

Tânia estava tão aparvalhada com a novidade que eu lhe estava a dar que não foi capaz de dizer nada. Quase não me aguentei de tanta vontade de rir ao vê-la mudar de cor. Aproveitei o seu silêncio para continuar a cavar na mente dela.

– Os meus pais estão cá a passar uns dias e o Edward não quis esperar mais tempo. Os meus pais adoraram a menina e eu também – afirmei toda empolgada. – Fiquei muito feliz pelo meu irmão; sabemos bem o difícil que é para os meus pais aprovarem uma namorada do meu irmão mais novo.

– Namorada? O Edward tem namorada?

– É que eu estou dizendo. Sei que parece mentira mas é mesmo verdade. Edward está finalmente a tornar-se um homem adulto e responsável. Já estava mais que na hora de ele deixar de andar com todas as vagabundas oferecidas que lhe apareciam à frente.

– Mas...

– Estamos todos muito felizes - continuei sem ligar à sua perplexidade. - O único problema é uma ex-namorada dele que ficou possessa ao saber que ele está noivo e...

– Noivo? – gritou ela. Finalmente a burra acordou da sua hipnose.

– Já falei demais. Porque é que eu tenho uma boca grande? – Fingi estar desgostosa comigo mesma e levei a mão à boca num gesto de arrependimento por falar mais do que devia.

Tânia engoliu em seco várias vezes e começou a fazer perguntas umas atrás das outras sobre o relacionamento de Edward e sobre a identidade da noiva. Eu fui dizendo que não podia dizer nada de concreto por causa da psicopata que andava a persegui-los.

– Ai meu Deus. Isso é horrível. Eu tenho que falar com ele.

– Não se preocupe tanto Tânia. O meu pai está a tratar de tudo com a Polícia. Imagine que até confiscaram o telemóvel dele.

– Tente compreender, Alice. O Edward é meu amigo e os amigos devem apoiar-se uns aos outros. É mesmo importante.

– O máximo que posso fazer é transmitir a sua preocupação e o seu apoio ao meu irmão.

Não tinha sido nada difícil fazer com que a Tânia acreditasse em todas aquelas coisas. O desespero dela era tão grande que aceitou tudo o que disse. Prometi-lhe que lhe daria notícias quando pudesse e esse momento tinha chegado.

Peguei no meu telemóvel e liguei ao Emmett.

– O que deseja a minorca que a minha mãe diz ser minha irmã?

– Olá, Emmett. Também gosto muito de ti embora acredite que os meus pais te adotaram porque foram ameaçados de morte.

Emmett riu-se à gargalhada durante muito tempo. Nunca percebi onde via ele tanta graça. Eu até sabia que tinha humor mas ele exagerava. Esperei pacientemente que ele me desse atenção.

– Ui! Se continuas calada ou queres pedir-me alguma coisa que eu não devo dar-te ou há algum problema cabeludo na história.

– Há um problema, mano.

– O que foi que aconteceu? Se o Jasper avançou demasiado contigo eu acabo com ele.

– É o Edward, Emmett.

– O que foi que ele fez? – Não lhe respondei, deixando-o pensar por algum tempo. - Ele brochou! – gritou Emmett um pouco depois. - Perdi a aposta. Que banana! Devia ter-lhe dado um venda. Se ele não visse a cara da freira não tinha brrrrrr – disse ele enquanto fazia um gesto de baixar os dedos lentamente.

– Não é nada disso mas se não fizermos alguma coisa pode vir a acontecer.

– O que é que eu tenho que fazer? – perguntou ele imediatamente.

Quase soltei uma gargalhada; o meu irmão grandão sempre foi maleável nas minhas mãos.

– Tens que telefonar para o hotel onde ele está com a Bella.

– Porquê?

– A Tânia ouviu-me a falar ao telefone e ficou a pensar que o Edward e a Bella estão noivos e quer fazer de tudo para os separar. Acho que ela vai correr os hotéis todos até o encontrar.

– Ela é muito boa mas é ainda mais chata.

– Acho que ela só vai largar o Edward quando ele casar.

– Porque é que não lhe dizes que ele casou com a irmã-Bella?

– Achas que devo fazer isso? É capaz de resultar.

– Claro que resulta. As minhas ideias resultam sempre.

– Claro que sim, mano. Ouve, tu podias telefonar para o hotel e pedir para eles não deixarem entrar a Tânia. Sei lá, podias dizer que ela anda a persegui-lo por causa de ele não querer namorar com ela.

– Vou dizer que ele está em Lua-de-mel, assim se ela lá for eles confirmam e ela vai-se embora.

– Boa ideia. Obrigada, Emmett.

– De nada, anã. Eu sou o máximo.

Desliguei o telemóvel e ri-me a valer. Eu sou o máximo.

Esperei dez minutos, saí do carro e dirigi-me ao hotel.

– Seja bem-vinda ao Hanover in, senhorita.

– Olá. O meu irmão, Edward Cullen, está cá em lua-de-mel...

– Não posso dar qualquer informação sobre os hóspedes. Desculpe.

– Ah, sim. Eu compreendo e agradeço. Eu só queria deixar uma mensagem ao meu irmão e à minha cunhada, Bella. Eu sei que ele está aqui porque fui eu que fiz a reserva. Ele anda um bocado nervoso por causa de uma maluca que o anda a perseguir mas o nosso pai resolveu dar queixa na polícia e ele precisa saber para ficar mais descansado.

– Eu sei qual é a situação. O Sr. Carlisle Cullen telefonou há pouco e deu instruções precisas quanto ao que fazer. Mas ele não me falou de nada da Polícia. Se a Polícia aparecer por aqui o que faço?

– O que eles pedirem, claro. Eles irão ficar de vigia no exterior. Só virão cá dentro se for mesmo necessário.

– Com certeza.

– Será que posso subir para deixar esta mensagem com ele? – perguntei mostrando um pequeno envelope.

– Faça o favor de se identificar primeiro, menina. Desculpe.

– Obviamente. É muito profissionalismo da sua parte. Vou falar bem de si ao papá – respondi-lhe mostrando a minha identificação.

Com um sorriso cúmplice, ele indicou-me o elevador. Mais uma vez fiquei espantada com a facilidade com que os homens são enganados.

Quando o elevador parou, saí devagar e dirigi-me à porta do quarto. Não ouvi barulho nenhum, por isso tentei mais uma vez ligar para ele. Nada. Empurrei o envelope por baixo da porta e voltei ao elevador. Já tinha feito o que tinha a fazer ali. Estava na hora do passo seguinte. A vagabunda da Tânia esperava um telefonema meu.

De novo no carro do Edward liguei-lhe; ela atendeu ao segundo toque.

– Alice?

– Olá, Tânia. Como vai?

– Bem, obrigada. O Edward não chegou a ligar-me.

– É mesmo por causa disso que lhe estou a ligar. Ele tem andado muito ocupado. Ele casou hoje numa cerimónia...

– Ele o quê?

– Ele casou hoje numa cerimónia reservada. O meu irmão Emmett recebeu uma proposta de trabalho na europa e o Edward queria que ele fosse o seu padrinho, por isso teve que ser tudo apressado.

– Ele casou mesmo? Não acredito.

– Acredite e fique feliz por ele porque ele está nas nuvens.

– Mas... Eu devia felicitá-lo... pessoalmente.

– Não acredito que isso seja possível. Acabei se falar com ele, eles vão sair em lua-de-mel amanhã de manhã. O Emmett é que os vai levar ao destino.

Ouvi-a a resmungar.

– Ela deu-lhe o golpe de barriga? – perguntou ela passado um pouco como se aquela realidade a chocasse.

Aquilo deu-me uma ideia. Ai ela pensava que havia gravidez? Porque não?

– Claro que não! Ela é uma mulher direita. Se engravidou foi porque eles os dois não tiveram cuidado suficiente mas o Edward não consegue resistir-lhe.

– Então ela está mesmo grávida?

– Estamos todos muito contentes. O Edward, então, está satisfeitíssimo. Há muito tempo que não via o meu maninho tão feliz.

– Então é mesmo sério!

– Claro.

– Eu preciso falar com ele. Tem que me dizer o número novo dele, Alice.

– É melhor não, Tânia. Neste momento ele pensa que todas as mulheres com quem esteve no passado são umas aproveitadoras.

– Eu não. Quero apenas felicitá-lo.

– Não posso ir contra o meu pai – afirmei eu fazendo-me de difícil. – Esta noite eles vão ficar num hotel aqui mesmo mas aquilo vai estar completamente vigiado pelo Polícia e amanhã o Emmett vai buscá-los ao Hanover in e levá-los direto ao aeroporto. Como vê, ele não vai ter tempo para falar consigo, Tânia. Se estivesse na sua posição esperava que eles voltassem da lua-de-mel.

– É isso mesmo que vou fazer. Obrigada por tudo, Alice.

– Fique bem, Tânia.

Assim que desliguei a chamada, voltei a premir o número do Emmett.

– A maluca da Tânia vai para o hotel agora, Emmett. Podes vir cá? Ela é louca. Não sei o que ela é capaz de fazer.

– Estou a caminho. Eu digo-lhe umas coisas.

Desliguei o telefone e esperei mais um pouco. Em menos de quinze minutos a Tânia apareceu. Corri para ela.

– Tânia – chamei-a antes de ela entrar no hotel.

Ela virou-se para mim e, envergonhada, caminhou até mim.

– Oi, Alice.

– Assim que desliguei o telefone percebi que tinha falado mais do que devia. A Tânia não devia estar aqui. Se respeita o meu irmão devia afastar-se e deixá-lo viver a felicidade dele.

– Ele não sabe o que quer. Se eu também ficar grávida ele fica comigo.

– Como? Não está a ser coerente. Não há qualquer hipótese de isso acontecer. Ele é um homem casado, agora.

– Eu tenho que falar com ele.

– Quem é que tu pensas que és para arruinar a vida do meu irmão? Sua vagabunda! Eu não vou permitir que lhe estragues a lua-de-mel. Ouviste bem?

Estremeci de contentamento ao ouvir os berros do Emmett. Ele vinha com cara de poucos amigos e parecia com vontade de bater em alguém.

– Emmett, a Tânia quer falar com o Edward. Ela não aceita que ele casou e que a Bella está grávida.

O Emmett olhou para mim com curiosidade mas rapidamente começou a rir.

– O que ela quer não interessa, mana. – Virou-se para a Tânia e aproximou-se com passos fortes e intimidantes até quase tocar nela. – Se tentares entrar no hotel eu mando prender-te por perseguição. Olha bem para mim. Eu dou cabo de ti se te aproximares de alguém da minha família. Desaparece siliconada.

Tânia ficou apavorada ao ouvir o Emmett. Mal ele acabou de falar murmurou qualquer coisa e desatou a correr de ali para fora.

Eu e o tonto do meu irmão grandão desatámos a rir à gargalhada.

Foi uma lição e tanto.

 

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

04
Mar 13

 

Prefácio

Isabella Swan é uma menina de dezessete anos, de uma família nobre que se ver obrigada a se casar com Jacob Black, alguém que ela considera um grande amigo. Após a morte prematura de seu marido, ela se vê viúva e sozinha novamente. Será capaz dela se erguer novamente?Voltar a sorrir e a viver como antes?

Descubra em “A felicidade eterna”, esse drama romântico baseado em “Romeu e Julieta”.

 

Juras de amor

 “(...) Como poderia não ama-la? Sou humano demais para não amar um anjo.” (Edward).

Despedida

“Adeus. Eu te amo.” (Jacob).

Dor

“Não-gritei

Mas era tarde demais, ela havia partido” (Edward).

Tristeza

“Eu vinha todos os dias até esse lugar, eu me lembrava dele, de todas as juras que  ele me fez e não cumpriu. E jamais cumpriria.” (Bella).

 

Capítulo 1

Dia-a-dia

- Acorde senhorita. O sol já nasce.-anunciou Isabel, a criada. Isabel cuidava de mim desde que eu era pequena, ela era como uma segunda mãe para mim, minha confidente.

 Os raios de sol atravessavam a janela de meu quarto, batendo em meu rosto. O dia raiava, me espreguicei e abri lentamente meus olhos, tentando me acostumar com a claridade.Levantei de minha cama, para molhar meu rosto e despertar para um novo dia.Fui até a varanda de meu quarto, como fazia todas as manhas.O sol brilhava forte no céu claro de uma manha italiana.Os pássaros voavam, as flores estavam belas no tempo da primavera, o dia estava lindo.Sai de minha varanda e fui a minha penteadeira.Comecei a escovar meus longos cabelos cor de mogno.Eu era extremamente pálida, apesar do sol brilhar quase todos os dias, meus olhos eram castanhos herança de meu pai.Eu era bonita, sempre fui cobiçada pelos homens das famílias importantes da Itália, mas logo um deles teria a honra de ser meu marido.Esse era Jacob Black, de origem francesa, holandesa e alemã, sua família sempre teve um  grande convívio com a minha e por isso eu considerava Jacob meu grande amigo.Hoje a noite, será o jantar de meu noivado, e dentro de algumas semanas meu casamento,me tornaria mais uma senhora para a sociedade.

Terminei de escovar meus cabelos, e o prendi em um coque. Coloquei um vestido de linho azul claro e desci para tomar café-da-manha com meus pais. Desci as longas escadas até a sala de jantar, a mesa estava posta com peças de porcelana e cristais.Me sentei a esquerda de meu pai, como de costume e peguei uma fruta.Não sentia apetite.

 - Bom dia, minha filha. - disse minha mãe. Minha mãe era a pessoa mais doce que já conheci, ela era extremamente aplicada a casa e a nossa família.

 - Bom dia, mãe. - disse esbouçando um sorriso.

 - Como dormiste?- perguntou minha mãe.

 - Muito bem, obrigada.

 - Querida, já vou indo, esteja tudo pronto as sete, teremos muitos convidados. - disse meu pai.

 - Como queira. - disse minha mãe, está casa vivia cheia de convidados toda semana tinha um jantar ou uma festa. Eu já vivia acostumada a isso. Meu pai passou por mim e depositou um beijo no alto de minha cabeça e partiu.Meu pai possuía grandes negócios e por isso passava a maior parte do tempo viajando.

 Levantei-me da mesa e parti para o jardim. O jardim era o meu paraíso, eu passava todas as minhas manhãs cuidando dele. Plantava e colhia flores para enfeitar a casa.Eu não gostava de passar a maior parte trancada naquela casa, se é que aquilo pode ser chamada de casa.Nossa casa era uma das maiores de toda a Italia.Fui até minha pequena plantação de flores, colhi algumas e levei para casa.

 - Isabel?- perguntei ao chegar a casa, no hall de entrada.

 - Sim, senhorita?- disse-me ela.

 - Coloquem num vaso, estas flores, por favor. - pedi.

- Como queira. - ela saiu do hall.

Subi as escadas e fui até o meu quarto, bordar, fazia isso a todas as tardes. O tempo passava e o sol estava para se por, logo teria que se arrumar para o jantar de noivado.

- Isabel?- a chamei, de meu quarto.

- Senhorita?- ela apareceu em minha porta.

- Passe o meu vestido vermelho, por favor.

- Como queira.

- Obrigada.

Fui até o banheiro, me banhar, um banho era tudo de que necessitava. Me lavei e me sequei.Fui até meu quarto e meu vestido vermelho sangue estava devidamente passado sobre minha cama.Isabel me ajudou a por o vestido.Fui até a penteadeira e comecei a escovar meus sedosos cabelos.

- Gostaria de ajuda?- perguntou Isabel.

- Se não for muito incômodo.

- Incômodo algum. - ela pegou a escova de minha mao.- Será a mulher mais linda desse jantar.- ela disse, com um sorriso.Ela escovou meu cabelo e fez uma longa tranca, que prendia em volta de minha cabeça.Me perfumei e me preparei para descer.Sai de meu quarto e comecei a descer as escadas...

publicado por Twihistorias às 18:00

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