02
Ago 12

 

 

 

Capitulo 18

Amy

 

Renesmee e eu corremos dali para fora o mais rápido que pudemos. Mais uma memoria negativa para associar aquele lugar. Claro que também tínhamos boas memórias. Foram essas memórias que me fizeram regressar ali. Para revive-las. Para me sentir em casa. Missão cumprida!

 Quando nos sentimos seguras o suficiente, paramos.

- Então? – Renesmee estava ofegante. – Já que nem nos pudemos despedir da casa… Para onde vamos?

- A nossa próxima paragem, e a casa da Amy.

- O que vamos fazer? Chegamos lá e dizemos, “Olá, nós somos a Bella e a Renesmee e somos vampiras. Ah! Já me ia esquecendo. A sua filha também e vampira. Sabe ela ficou em Itália para viver o resto da sua vida com o namorado, que por acaso também é vampiro, e que, tal como nos, pertence á família real do mundo dos vampiros.”?

 Ri-me. Lá estava Renesmee outra vez!

- Sim, claro. E depois têm um ataque cardíaco. – Ri-me mais uma vez. – Temos de o fazer com calma, e temos de inventar algo. 

- Que tal isto. Boa tarde meus senhores. Infelizmente trazemos más noticias. A sua filha teve um acidente em Itália. Os médicos fizeram tudo o que puderam, mas ela não resistiu. Lamentamos imenso. Então, o que achas?

- Não sei se te lembras, mas a Amy pediu para dizer que ela ainda estava viva e que encontrou o amor da sua vida. – Renesmee fez um beicinho falso. – Mas não te preocupes. Se algum dia tivermos de dar a notícia da morte de alguém, deixo que sejas tu a faze-lo. Tens imenso jeito.

- Eu sei, eu sei… – Renesmee curvava-se. – Espero até hoje pelo meu Óscar.

 Demos uma última gralhada e corremos em direcção á antiga residência de Amy.

 O clima mantinha-se, como sempre, chuvoso. Era bom sentir a chuva a bater na cara. Lembro-me de o fazer no dia em que Edward me levou a casa, devido a ter quase desmaiado ao ver sangue.

 Irónico, agora, tudo o que eu queria, era sangue. Já não me sentia mal ao vê-lo. Sentia – me com desejo. Era normal. Eu era vampira, necessitava de sangue para manter as energias em cima.

 Finalmente chegamos á antiga morada de Amy. Era uma casinha simpática, perto do Liceu onde ambas leccionamos. O exterior era azul bebe desbotado. O telhado era castanho chocolate, fazia lembrar a casinha da bruxa de

Hansel & Gretel. No alpendre, havia um sofá baloiço em tons de branco. Tudo nela nos dizia para entrar-mos e despachar-mos aquilo rapidamente.

- Sabes mãe, acho que é melhor colocares as tuas lentes de contacto. Apenas para não fazerem nenhuma ligação com os Cullen.

- Achas que me reconhecem? – Perguntei enquanto punha as odiosas lentes.

- Não sei. Acho que e mais fácil dares um nome falso. Se eles desconfiarem que és tu, negas.

- Pois falar é fácil.

- Nunca disse que era difícil. – Murmurou.

 Avançamos em direcção á porta, e batemos. Passados alguns segundos alguém abriu.

- Boa Tarde. – Saudou uma mulher com voz chorosa. Ela não tinha mais de 40 anos. Mas os seus olhos vermelhos de choro davam-lhe um ar mais velho e cansado. Parti do princípio de que seria a mãe de Amy. Ou pelo menos um familiar próximo.

- Boa tarde. O meu nome é Anna, e esta é a minha filha Vanessa. – Não sabia se era seguro dizer o verdadeiro nome de Renesmee, por isso decidi não arriscar. – Estamos aqui porque temos notícias de uma rapariga chamada Amy.

 Os olhos da senhora á minha frente começaram a brilhar. Eu reconheci aquele sentimento… Esperança.

- A minha pequena Amy! Entrem, entrem. Não fiquem ai ao frio. – A pobre senhora até se engasgava nas palavras. – David! Anda cá depressa!

  Senhora estava muito atrapalhada. Ela tentava indicar-nos a sala ao mesmo temos que chamava o tal David. 

- Sentem-se aqui. – Apontou para um sofá bege, onde Renesmee e eu nos sentamos. – O meu nome é Amanda, e este é o David o meu marido. Somos os pais da Amy.

 David descia as escadas num passo apressado.

 O cabelo escuro e os olhos castanho cor de chocolate, não deixavam margem para duvida. Para além de ser pai de Amy, aquele senhor era também colega de trabalho de Charlie. Ele já me tinha visto inúmeras vezes na minha vida humana. Será que ele me iria reconhecer?

- Bella? – Perguntou David olhando – me de alto a baixo.

 Renesmee ficou apreensiva ao meu lado.

- Não. O meu nome é Anna.

David olhou-me de novo.

- Desculpe, mas é que se parece muito com a filha de um amigo meu.

- David. Estas meninas dizem que têm notícias da nossa Amy.

 Os olhos de David arregalaram-se. Mais uma vez a esperança.

- A minha filha Amy? Como é que ela está? Não me digam que ela… - David começou a chorar. Amanda tentou reconforta-lo.

- Clama. Elas ainda não disseram nada. Por favor acalma-te.

- Sim, por favor acalme-se. Eu acho que, não é nada do que está a pensar. – Tentei falar no tom mais calmo que consegui.

- Então a minha filha não… morreu? – Perguntou um pouco a medo.

 Sorri sem mostrar os dentes. Por vezes isso assustava os humanos.

- Não meu senhor. Ela está viva e de boa saúde. – Em parte era verdade. Amy ainda respirava. De vez em quando.

- Graças a Deus! – Exclamou Amanda aliviada. – Então o que é que lhe aconteceu?

 Rennesme olhou para mim e tocou na minha mão. Ela queria dar a noticia. Acenei-lhe afirmativamente, discretamente.

 Renesmee avançou dois paços.

- Senhor e senhora…

- Por favor. Só David e Amanda. Interrompeu a mãe de Amy.

- Claro. David e Amanda. A verdade é que a Amy está bem. Aliás mais do que bem. – Renesmee olhou para mim em busca de apoio. – A Amy encontrou a coisa mais valiosa que o ser humano conhece. O amor.

 Amanda e David olhavam um para o outro, confusos.

- Como é que sabem isso?

- Somos amigas da Amy. Como nós estávamos de passagem por Forks, ela pediu-nos para falar com vocês, uma vez que ela não conseguia.

- Mas… então ela está com o namorado em Itália e não pretende voltar. É isso?

- Sim. Não é por querer. Mas ela acha melhor ficar por lá.

- Ela diz que voz adora, e que nunca vos vai esquecer. Talvez ela passe por aqui em breve. Aliás ela deixou este número para que possam comunicar com ela. – Entreguei-lhe o papel que Amy me tinha dado com o seu número de telefone. David agarrou o papel com unhas e dentes.

- Muito obrigada. – Agradeceu Amanda. – É bom saber que a nossa menina está bem. Nós já pensávamos que lhe tinha acontecido alguma coisa.

- Ela só não deu noticias mais cedo porque não pôde mesmo. – Disse eu. – Bem e com isto temos de ir embora. A nossa missão está cumprida.

- Eu acompanho – vos até á porta. – Amanda indicou-nos o caminho. Ao chegar-mos, ela estendeu a mão para apertar as nossas.

- Meu deus, você está gelada! Deve estar imenso frio lá fora.

- Não se preocupe. Vamos já para o quentinho do lar.

- Bem sendo assim… Obrigada por nos avisar que a nossa pequena Amy está bem.

- De nada, o prazer foi todo nosso. – Respondeu Renesmee.

 E com isto saímos.

publicado por Twihistorias às 23:52
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3 comentários:
Está mesmo lindo.
por pouco lá ia o disfarce da bella.

beijinho
inescullen a 3 de Agosto de 2012 às 11:30

Está mesmo bonito este capítulo.
Foram cumprir uma missão :)
Sarah a 3 de Agosto de 2012 às 21:48

que bom que correu tudo bem!!
marcela thomé a 4 de Agosto de 2012 às 01:28

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