18
Ago 12

Capítulo 12

Emilie

Eu estava sentada nas bancadas com o Samuel a ver o treino da claque.

- Sabes que podes falar comigo, não sabes? – perguntou ele a sorrir.

Eu olhei para ele de lado.

- Se quiseres falar sobre o Cullen está à vontade, não sou uma rapariga mas sou muito bom ouvinte e…

- Samuel! – disse eu para que ele se calasse.

- Arrastaste-me para aqui. Era o mínimo que podias fazer.

- Cala-te. – disse eu.

No fim do treino eu e a Robecca fomos para casa no carro da Mia.

- Então Becca já tens a roupa para a festa? – perguntou a Mia toda animada.

- Não. – respondeu a Becca.

- Que festa? – perguntei.

- Às vezes esqueço-me que és novata. – disse a Mia. – Todos os anos no primeiro fim de semana depois do regresso às aulas a escola deixa-nos fazer uma festa no parque de estacionamento da escola. A festa de regresso às aulas.

- Isso deve ser divertido. – disse eu.

- Claro, no domingo ninguém se lembra do que aconteceu na festa. – disse a Becca a rir-se.

- Tu vais, certo? – perguntou-me a Mia.

- Não sei. – respondi.

- Tu tens de ir! – disse a Mia.

- Eu nunca fui a uma festa da escola. – disse eu um pouco envergonhada.

- A sério? – perguntou a Mia chocada.

- Eu nunca fiquei muito tempo na mesma cidade por isso nunca tive tempo de fazer amizades e ir a festas.

- Nunca podes-te aproveitar o secundário. – disse a Robecca a rir.

- Por isso não há mais discussões. Tu vais à festa. – disse a Mia.

Quando me apercebi já estava a porta de casa. Sai do carro e entrei em casa. Os meus pais continuavam a discutir, os gritos deles parecia que faziam eco na minha cabeça. Eles gritavam a chamavam insultos um ao outro. Eu apenas subi para o meu quarto e coloquei os fones com o volume da música no máximo para abafar o som dos gritos deles, e acabei por adormecer e tive o sonho mais estranho da minha vida. Sonhei que estava num cemitério a chorar em frente a campa de alguém e depois aparecia o Ryan todo sujo de sangue e ao lado todos os meus amigos mortos e sujos de sangue. Acordei bastante assustada e demorou bastante tempo até eu voltar a adormecer.

Quando cheguei à escola fui logo para a aula porque eu já estava 15 minutos atrasada.

- Miss Montez, isto são horas de chegar? – perguntou o professor chateado.

- Peço desculpa pelo atraso. – disse eu sentando-me no meu lugar.

- Que não se volte a repetir. – disse ele.

Quando tocou fui ao meu cacifo guardar os livros para depois ir para a cantina.

- Então, o quê que te aconteceu de manhã? – perguntou a Becca.

- Tive um pesadelo muito estranho esta noite.

- Olá. – disse a Mia juntando-se a nós.

Depois apareceram o Justin, o Samuel e o Evaristo.

- Não, não. Tu não estás a perceber, esta é provavelmente a melhor comida chinesa de todos os tempos. Têm uns crepes fantásticos. – disse o Justin para o Evaristo.

- Então o quê que se passa? – perguntou a Mia.

- Ontem à noite fui jantar com os meus pais a um restaurante chinês fantástico. – disse o Justin. – Podemos ir lá depois das aulas?

- Ya. Era fixe! – disse a Becca.

- Uma vez quando eu era criança comi um crepe que tinha um molho que era fantástico. Era doce e ao mesmo tempo agre... – disse o Samuel. – Caramba como é que se chamava?

- Molho agridoce? – disse o Evaristo.

- Não. – disse o Samuel.

- Não? – perguntou o Evaristo.

De repente o Liam passa por nós bastante apressado.

- Olá Liam. – disse eu.

- Olá. – disse ele.

- Depois das aulas vamos a um restaurante chinês, queres vir? – perguntou a Mia.

- Talvez, se conseguir encontrar a Mikayla. – disse ele.

- Onde está ela? – perguntei.

- Não sei. Baldou-se à primeira aula.

- Ela ainda está furiosa? – perguntou o Justin.

- Sim. Bastante.

- Porquê? – perguntou a Becca.

- Lembram-se daquela peça que ela escreveu no ano passado? Ela pediu ao director para encená-la aqui na escola este ano e não deixaram. – disse o Liam.

- Porquê? – perguntou o Evaristo.

- Disseram que era estranha e sinistra. – interrompeu o Justin.

Ouvimos a porta de um cacifo a bater com muita violência e fomos ver o que era. Era a Mikayla a bater com as portas dos cacifos.

- Mikayla, não podes ficar chateada para sempre. – disse o Justin.

- Mikayla eu li a peça e achei que era bastante boa. – disse o Samuel.

- Cala-te. Eu não sou tua amiga. – respondeu  ela.

- Quanto é que achas que iria custar? – perguntou a Becca.

- Sei lá, 2, 3 mil…

- Não deve ser difícil de encontrar alguém que consiga financiar. – disse eu da boca para fora.

- Tu consegues encontrar alguém que financie a minha peça? – perguntou ela.

- Eu queria dizer que…

- Tu disseste que não era difícil de arranjar, isso quer dizer que vais fazer isso não é?

Eu e a minha grande boca. Mas porquê que eu não fico de boca fechada?

- Claro. – disse eu a sorrir.

- Boa. – disse ela virando as costas e indo-se embora.

- Milie devias ficar calada! – disse a Mia.

- Eu sei.

- Uh… já me lembrei do nome do molho! É agridoce! – exclamou o Samuel.

- Isso foi o que eu disse. – disse-lhe o Evaristo chateado.

- Onde vou arranjar 3 mil dólares? – perguntei.

- Isso é problema teu. – respondeu a Mia.

Foram-se todos embora e eu sentei-me no chão com a cabeça nos joelhos.

- Está tudo bem? – perguntou o Ryan.

Já conseguia destinguir a voz dele em qualquer lugar do mundo.

- Não. – respondi, e ele sentou-se ao meu lado.

- Precisas de alguma coisa? – perguntou.

- 3 mil dólares. – disse eu.

- A sério? – perguntou-me.

- Oh deixa estar. Estava a brincar…

- Conta-me o quê que se passa.

- Uma amiga minha precisa de 3 mil dólares para produzir uma peça e eu meio que sem querer disse que conseguia arranjar quem financiasse a peça.

- Eu posso ajudar-te. – disse ele a sorrir.

O sorriso dele era fantástico.

- A sério? – perguntei.

- Sim. Dá-me o teu número e depois eu ligo-te a dizer alguma coisa.

- Ok.

Então eu dei-lhe o meu número.

- Obrigada Ryan. – disse eu.

- Não tens de agradecer. Estou a fazer isto por ti.

Ficamos a olhar um para o outro como se estivéssemos hipnotizados.

- Porquê? – perguntei sem desviar o olhar do dele.

- Não sei. Acho que é porque gosto de ti.

- A sério?

- És uma pessoa fantástica.

- Bem, eu tenho de ir andando.

- Tudo bem. Então depois eu ligo-te.

Quando as aulas acabaram eu, a Becca, a Mia, o Samuel e os outros fomos ao tal restaurante chinês.

- Então Milie já arranjaste alguém com 3 mil dólares para financiar a peça da Mikayla? – perguntou o Evaristo.

- Por acaso já.

- A sério? – perguntaram todos chocados.

- Sim.

- Quem? – perguntou a Mia.

- Bem… ainda não está nada garantido mas o Ryan disse que podia ajudar-me.

- E porque faria isso? – perguntou a Mikayla.

- Porque ao contrario de ti ele é boa pessoa, e gosta de ajudar.

- Ou então gosta de ti. – disse o Samuel.

- Vamos comer. – disse eu mudando de assunto.

 

Ryan

- Ainda bem que estão todos aqui. – disse eu quando entrei em casa.

- Olá Ryan. – disse a Rosalie.

- Rosalie, tu e o Emmett já chegaram da caçada?

- Não Ryan. Somos uns hologramas. – disse o Emmett.

- Já soubeste das novidades? – perguntei, era obvio que estava a referir-me ao regresso do filho dela.

- Que novidades? – perguntou ela confusa. O Emmett também parecia confuso.

- Não se preocupem, vocês vão saber. Agora preciso de falar com toda a família.

- O quê que se passa? – perguntou o Carlisle.

- Preciso de 3 mil dólares. – disparei a bomba.

- Para quê que precisas de tanto dinheiro? – perguntou a minha mãe.

- Bom… é para financiar uma peça de teatro.

- Tu nunca gostaste de teatro. – disse o meu pai.

- Mas esta não é uma peça qualquer. É a peça de uma amiga da Milie.

- Outra vez essa rapariga? – perguntou a Rosalie.

- Rosalie… é importante para ela e…

- Eu disse-te para afastares-te dela e tu ainda te aproximas mais dela?

- É só uma peça de teatro.

- Não te vamos dar esse dinheiro. – disse ela.

- Depois de ela ter ido parar ao hospital por minha culpa e eu andar a mentir-lhe, isto era o mínimo que eu podia fazer para compensar.

- Eu agora vou parecer a Rosalie a falar mas alguém precisa de te dizer isto: se tivesses te afastado dela desde o inicio como nós dissemos ela nunca teria ido parar ao hospital. – disse a Alice.

- Por favor? – pedi.

- Eu financio a peça. – disse o Edward.

- A sério? – perguntei.

Ele acenou com a cabeça.

- Edward! – repreendeu a Rosalie.

- Rosalie, acho que devias preocupar-te com outra coisa invés do Ryan. – disse o Edward.

- Com o quê? Ele é que é o nosso problema agora.

- Eu acho que o que eles querem dizer é que devias preocupar-te com o meu regresso. – disse o Chuck entrando na sala.

publicado por Twihistorias às 22:15
Fanfics:

3 comentários:
Agora a Rosalie vai parar de dar palpite na vida do Ryan!
marcela thomé a 18 de Agosto de 2012 às 23:08

Agora a Rosalie vai parar de dar palpite na vida do Ryan!
marcela thomé a 18 de Agosto de 2012 às 23:10

Obrigada pelo teu comentário!


Bjs
Jaqueline a 20 de Agosto de 2012 às 20:35

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