21
Ago 12

Cap. 10 - Surpresas

Tocaram à campainha e fui abrir. Tom e Kristen tinham-se encontrado na entrada. E Kristen logo se juntou na cozinha à comunidade de mulheres conspiradoras, acompanhada das suas tartes caseiras.

Quando me levantei do sofá, para atender a porta pela terceira vez, decidi passar pela cozinha.

- Amor, importas-te de me dizer o que andaste a preparar? Quantas pessoas mais, convidaste para o jantar?

- Só algumas pessoas...

- Algumas pessoas? Por amor de Deus... vocês passaram a tarde, aqui enfiadas!

- Amorzinho, não te preocupes com isso! Sabes como eu gosto de cozinhar! Além disso, temos de festejar, divertir-nos, sabes? Estar com os nossos amigos, a nossa família... – Pendurou-se no meu pescoço. – Vá, promete-me que te vais divertir!

- Ok. Mas continuo a achar que não devias ter tido este trabalho todo. Não quero que a minha noiva fique exausta! – Afastei-lhe o cabelo da cara e beijei-lhe a face.

- Ajudas-me a levar umas travessas para a sala?

- Claro!

E ao sair da cozinha, quase tropecei na minha irmã.

- Lizzie! O que fazes aqui? Não devias estar em Espanha?

- Bem. Não! Na verdade isto foi uma ideia conjunta. Juntar a malta toda para vos dar uma força antes de irem embora. Mas afinal, quando é que me vais dar um abraço?

Depois de pousar a travessa e de lhe dar um abraço, fiquei a saber que tinha o resto da família à espera na nossa sala.

A nossa casa estava agora apinhada, não só com a minha família, mas também com boa parte dos antigos colegas e amigos que tinha feito ao longo dos anos. Havia muita gente com quem eu não estava há anos e foi bom reencontrá-los a todos. E a minha mãe estava ali com o meu filho ao colo.

- Oh mãe, não devia ter feito esta viagem só por causa de um jantar!

- Não é só um jantar. É “O jantar”! Ou achavas que eu não viria? Ainda para mais vocês vão para o Canadá na próxima semana. Tínhamos que vos vir dar uma força!

- Espere mãe. Não estou a perceber...

- A tua mãe viu aquele anel, filho... muito bem miúdo! Estava a ver que nunca mais te decidias...

- Oh, mas a Anna contou-vos? Tínhamos combinado que vos íamos contar juntos.

- Não, ela não disse nada! Mas o anel é lindo, meu amor! Quando a tua irmã nos falou em virmos cá, percebi logo que tinha de ser algo mais do que a vossa viagem.

- Amor! Vem comer e deixa os teus pais jantarem também! – Anna puxou-me pela mão, em direcção à mesa.

- Anna. Como é que tu e a Lizzie conseguiram armar isto tudo?

- Bem, o Tom e a Kris também deram uma mãozinha...

- Sabes, a minha mãe já percebeu. Está absolutamente apaixonada pelo teu anel.

- Hum... ainda bem. Eu também o adoro! Mas gosto ainda mais do meu noivo!

Ouvimos a nossa assistência assobiar e aplaudir, enquanto nos beijávamos.

- Talvez devesses anunciar isto logo! Não sei durante quanto tempo vou aguentar sem contar a novidade.

Puxei-a discretamente para um canto da sala.

- Concordo. Mas só depois de me explicares porque é que os meus pais pensam que vamos os dois para o Canadá, na semana que vem. Tem a ver com este jantar surpresa?

- Não. Começas os ensaios para o novo filme na semana que vem, lembraste?

- Ah, pois isso! Não sei se vai para a frente...

- É claro que vai! Nem que eu tenha de te obrigar!

- Mas...

- Sem mas! Tu vais, e nós também. Vamos tentar e depois logo se vê!

- O quê? Vamos tentar... que queres dizer? Tu estás a tentar dizer, o que eu penso que estás a tentar dizer? A sério?

- A sério. Eu disse que tinha boas notícias, não disse?

- Sim, mas...

- Eu sei exactamente o que disse, Robert! Mas isso agora não interessa. Eu estou feliz e quero fazer isto contigo. Nós somos uma família e o que mais quero é agarrar todas as oportunidades que temos para estar juntos. Isso é o mais importante agora.

Nem consigo descrever a felicidade que senti. Era provável que ela já andasse a preparar isto nas minhas costas há algum tempo, mas não me importei. Ela gostava de me surpreender e em relação a ela, eu adorava ser surpreendido.

- Só tu me consegues surpreender assim. Obrigada por isto. – Disse, abraçando-a e referindo-me, não só ao que ela estava a fazer por nós, como também à própria festa.

- Não vale agradecer. Sabes que eu adoro ver esse sorrisinho no canto dos lábios e o brilhozinho no fundo dos teus olhos. – Passou a sua mão suave no meu rosto. - Essa será sempre a minha melhor recompensa! Mas vamos deixar-nos de conversa e aproveitar a festa. – E puxou-me de novo para o meio dos convidados.

- Tens razão! Temos muita coisa para festejar, mas antes vamos ter de clarificar todos os motivos desta festa, não achas?

- Oh... sim, claro! Sinceramente, eu só espero que já tenhas escolhido os padrinhos...

- Porquê? – Ela lançou-me um olhar sugestivo. – Espera! Tu já... Tu já escolheste a data?

- Bem, eu pensei que talvez pudéssemos casar quando voltássemos do Canadá. O Tom assegurou-me que vamos conseguir concluir tudo dentro do prazo e daqui a 5meses estamos de volta a casa.

- Quer dizer que pensas casar aqui? Em L.A.?

- Claro que não! Londres continua a ser a nossa casa. Eu não me consigo imaginar a casar noutro lugar. Mas, querias casar aqui?

- Não. Mas estou preocupado em relação a uma coisa. Achas que dá para preparar tudo até lá?

- É obvio que eu e tu não vamos poder preparar nada, mas até acho melhor assim!

- Então quem vai preparar?

- Oh Rob, por favor! Em que século vives? Hoje já há pessoas especializadas nessas coisas e para além disso as famílias dos noivos costumam encarregar-se de algumas coisas.

- Sim, eu sei. Mas vais deixar tudo nas mãos de outras pessoas? Anna, estamos a falar do nosso casamento!

- Tudo não! Mas não estou minimamente interessada, no que vou comer nesse dia ou de que cores vão ser as toalhas do copo de água, ou que flores vão estar na igreja. Não quero ficar louca, enquanto me fazem milhões de perguntas sobre pormenores sem importância. Quero casar-me contigo e não me importa se a decoração for horrível e os convidados estiverem mal vestidos, embora não me pareça que a tua irmã vá permitir uma coisa dessas! – Sorriu. - Descontrai amor. Vais ver que vai ser perfeito!

- Bem, se é mesmo assim que queres, para mim está tudo bem! – Respondi, encolhendo os ombros.

- Hei pombinhos! Vão ficar aí na conversa? Anna, preciso que venhas comigo à cozinha agora. – Lizzie estava muito séria e levou-a pelo braço, deixando-me sem qualquer explicação.

Nem tive tempo de pensar no que a expressão da minha irmã significava, uma vez que Tom me arrastou consigo de volta para o cento da festa, falando sem parar.

publicado por Twihistorias às 23:48

comentário:
Oh... Como eu gostei deste capítulo!!

Tanto amor no ar
Sarah a 22 de Agosto de 2012 às 01:38

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