27
Ago 12

Capítulo 17

Parte 1

Imaginei milhares de desculpas, milhares de frases bonitas para dizer perante o comentário da minha mãe.

-E é. – foi o que saiu da minha boca com uma dicção perfeita sem margem para erros.

E era aqui que eu me repreendia sempre que a minha boca se antecipava aos meus pensamentos. Dizia a verdade sem sequer pensar nas consequências.

O embaraço do Dio era visível, diria que quase palpável.

Em contrapartida os olhares de confusão e censura também eram visíveis.

-Grande maluca! – começou o tio Emmett, que acabou por ser interrompido com um pequeno toque da tia Rosalie.

Podia não ler os pensamentos como o meu pai, mas conseguia ver as cabecinhas deles a trabalhar, o mais certo seria a julgar-me novamente. Mas a verdade é que eu queria lá saber, a minha estadia ali era por pouco tempo e pouco me importava a impressão que eles tinham acerca de mim.

-Então quem é esse rapaz? – perguntou a minha mãe de uma forma educada, mas eu sentia a decepção na sua voz.

-Podem chamar-me Dio. – antecipou-se o meu vampirinho preferido.

Agora que ele tinha dito aquilo, relembrava-me, ele nunca me tinha revelado o seu nome completo. Eram poucos que o sabiam.

Nota mental: perguntar o nome verdadeiro ao Dio.

-O Dio é meu amigo – acrescentei – e irmão do Marcello.

-E cumprimentas assim todos os teus amigos? – o tio Emmett parecia divertido. Quer dizer, eu sabia que ele estava a divertir-se imenso com o constrangimento do resto da família e do meu “à vontade” fictício.

-Só os mais especiais – respondi-lhe retribuído o sorriso. – Acho que é de família! – acrescentei fazendo referencia ao facto de a minha mãe também o fazer com o Jacob quando ainda era namorada do Edward.

Não dando tempo para a família reagir ao meu comentário, o avó Carlisle apressou-se para o centro da sala de forma a ficar visível por todos nós.

-O Dio e o Marcello foram os amigos da Rennesme que estiveram infiltrados no tal exército. A vinda deles aqui irá ser-nos muito útil de forma a nós conhecermos um pouco melhor os nossos inimigos.

Todos ficaram um pouco mais sérios agora, o assunto era outro, tratava-se da nossa sobrevivência, da guerra que se aproximava.

Todos estávamos atentos ao que eles relatavam, inclusive eu. Teria que estar preparada para enfrentar o que se aproximava.

O Marcello e o Dio expuseram o exército ao máximo, desde os poderes que lá se encontravam, até à idade de certos vampiros e com isso a experiencia dos mesmos em combate.

No entanto, nada sabiam sobre o cabecilha do plano todo, nem da real razão para o ataque e muito menos quem seria a tal Maria.

-Espera-nos uma batalha complicada. Eles têm vampiros seriamente experientes e os poderes de alguns deles são bastante bons. Atrevo-me mesmo a dizer aterradores. – dizia Carlisle levando a ponta dos dedos à cana do nariz.

-Sim, mas eles não tem o Dio nem o Marcello do lado deles. – declarei com um sorriso.

O meu sorriso alargou-se aos dois irmãos recém-chegados.

-E todos eles desconhecem os nossos poderes, o que joga a nosso favor. – acrescentou o Marcello.

Toda a família olhou para nós de forma interrogativa.

Olhei para o Marcello, ainda a sorrir, e transmiti-lhe mentalmente que ele devia demonstrar o seu poder ao meu pai primeiro e depois ir “varrendo” o resto da família.

Assim foi, Marcello fixou os olhos no meu pai e subitamente as mãos do meu pai voaram até aos ouvidos como se tentasse abafar o som que ia dentro da cabeça dele.

A minha mãe foi a primeira a avançar na direcção do meu pai, colocando-lhe o escudo.

-Calma mãe, não foi nada de grave. Apenas o pai não deve estar habituado a ter tantas vozes na cabeça dele. – disse com um sorriso.

O olhar do meu pai oscilava entre mim e o Marcello.

-O que foi aquilo? Era como se eu conseguisse ouvir tudo. – tentava explicar o meu pai, ainda atordoado com o tinha acontecido.

-E foi isso que aconteceu. Eu tenho a capacidade de elevar qualquer poder ao seu nível máximo. O mais provável é tu nunca o conseguires fazer sozinho, pelo menos não conheço ninguém que o tenha feito sem a minha ajuda. – explicava o Marcello – o mais certo é teres escutado os pensamentos de toda a gente do planeta terra ao mesmo tempo.

Todos olhavam para ele incrédulos e boquiabertos. Por esta não esperavam eles.

-Interessante… - sussurrava o avó Carlisle. – E tu meu jovem? – perguntou na direcção do Dio.

-Eu tenho exactamente o poder oposto ao meu irmão. – depois focou o meu pai.

-Como assim? – perguntou a tia Rosalie.

-Ele tem a capacidade de anular o poder de qualquer um. – concluiu o meu pai – pelo menos eu deixei de ouvir pensamentos.

O sorriso na face do meu pai era irradiante. Devia ser bom por momentos estar rodeado de pessoas e ser livre de pensamentos alheios.

-O silêncio é encantador – disse numa voz radiante

-Curioso, muito curioso. Irmãos com poderes completamente opostos. – comentava o avó. - Quantas pessoas consegues bloquear ao mesmo tempo?

-Com a ajuda do meu irmão, apenas quatro sem ser necessário contacto visual, apenas tenho que conhecer o vampiro em questão. Sem a ajuda dele, apenas um e tenho que ter contacto visual. – explicou ele.

 -Consegues bloquear o poder da Bella? – perguntou o meu pai, acrescentando muito rápido – e desbloqueia por favor, quero ver se consegues.

O sorriso do meu pai era irradiante, saber que a qualquer altura poderia ouvir a minha mãe, bastaria ter a ajuda do Dio.

Como eu já esperava, o poder da minha mãe tinha acabado de deixar de funcionar.

Os momentos que se seguiram foi com o Marcello e o Dio a demonstrar os seus poderes com cada membro da família.

Quem nos surpreendeu foi a tia Rosalie, assim que o Marcello usou o seu poder nela, todos ficamos género hipnotizados pela sua beleza. Era como se nada à nossa volta deixasse de fazer sentido, apenas a tia Rose e a sua beleza.

E ela que pensava que não tinha nenhum poder, afinal a beleza sempre era o seu ponto forte, pena é ela não saber usar isso no seu total poder.

 -Bem, é melhor voltar para o meu quarto, ainda estou de castigo. – disse ao fim de alguns minutos. Obviamente que transmiti ao Dio que assim que conseguisse deveria ir ao meu encontro.

-E relação ao castigo – avançou o meu pai – não tivemos a oportunidade de te dizer, mas foi retirado logo de seguida. Infelizmente fugiste antes que te conseguisse informar disso.

Fiquei surpreendida, porquê que retiraram o castigo?

-Antes do Jasper ter partido com a Alice, explicou aquilo que realmente sentiste naquela situação que te levou ao castigo. Revelou que estavas mais assustada do que outra coisa, por isso é que reagiste daquela forma.

Uau, se tivessem perguntado eu teria respondido da mesma forma. Não era necessário o tio Jasper me ter defendido. Aliás, achei que os meus pais me conhecessem um pouco melhor, mesmo eu ter mudado muito, ainda seria incapaz de atacar os meus pais assim.

-Desculpa filha, não sabes o quanto lamentamos aquela situação.  – a voz do meu pai era pesarosa.

Também não percebo porque demoraram tanto tempo a informar que eu estava fora do castigo. Quer dizer o tio Jacob partiu há alguns dias, mas tudo bem.

Como queiram.

-Não informamos antes porque estávamos preocupados contigo, achamos melhor falar sobre isso depois. – continuou o meu pai.

-Por falar nisso, como estás querida? – a minha mãe aproximou-se de mim. – Bem pareces quase curada, hoje de manhã estavas…

-Eu estou óptima mãe. – disse afastando-me.

Foi um gesto um pouco frio, mas eu não me podia dar ao luxo de parecer tão frágil perante tantos vampiros fora da família. Mesmo que esses vampiros fossem meus amigos.

Uma das coisas que tinha aprendido desde cedo, é que por mais amigo que um vampiro seja, se for necessário por qualquer motivo usar os teus pontos fracos contra ti para seu benefício, ele irá usar. Estava no nosso instinto.

O meu pai percebeu e segurou a minha mãe deixando-me partir em direcção à casa, provavelmente iria explicar esse ponto à Bella, apenas para ela não cometer o mesmo erro.

Agarrei na mão do Dio e sai em direcção à casa de campo.

-Estava com saudades tuas. – disse assim que estávamos longe o suficiente da família.

Dio beijou-me intensamente, mostrando assim que o sentimento provavelmente era mútuo.

Esqueci os meus pais, a minha família, as poucas dores que ainda sentia. Agora tinha ali o meu vampiro preferido!

 

 

Nota:

Não se esqueçam de visitar o blog da Renesmee ;)

http://that_girl.blogs.sapo.pt/

publicado por Twihistorias às 19:00
Fanfics:

2 comentários:
Que bom que o Dio chegou,a relação(quente!) dele com Renesmee está mexendo com a cabeça dos cullen!
Marcela Thomé a 27 de Agosto de 2012 às 20:27

E agora, eles vão matar saudades (: ?
Sofia a 30 de Agosto de 2012 às 15:58

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