30
Ago 12

Capítulo 4

"Festa de Horrores"

Ponto de vista do Edward

Passou mais uma semana, meu amor, mais uma semana sem notícias tuas. Viver sem ti é excruciante. Pensei enquanto estacionava o meu automóvel naquela chuvosa tarde de domingo.

Estávamos em Outubro por isso tinha levado ao pequenos adormecidos no banco de trás a escolher abóboras para o dia das bruxas. Mal estacionei, Esme correu ao meu auxílio.

- Filho queres que leve os meninos para a nossa casa? Pareces Cansado…

- Isso é literalmente impossível Esme – Respondi com um vago sorriso.

- Seja como for … Vai espairecer um pouco Edward. Estás prestes a explodir…

Sorri ao concordar. Como sempre Esme conhecia mais de mim do que eu me dispunha a revelar.

- Tu és mesmo a minha mãe para todos os efeitos e propósitos!

Exclamei concluindo assim em voz alta o raciocínio anterior.

- Ficas com eles então?

Reassegurei-me fazendo contas ao tempo que pretendia demorar.

- Estou de volta ás 20:30.

- Certo quando quiseres.

Retirei-me e comecei a correr em direção á floresta. Todos os dias seguia o rasto de Bella. Na esperança de encontrar alguma coisa. Na manhã seguinte Charlie e Jacob iriam juntar-se a mim.

Mas por enquanto ia passar pela enésima vez aquela maldita clareira a pente fino.

Desde aquela noite que não tinha mais pistas, apesar dos gémeos terem visto um sujeito ruivo, sabia que não era a Victoria. Essa hipótese excluíra no primeiro dia quando o seu odor não surgiu na floresta.

Nunca a esquecera mas também nunca mais voltara a senti-la.

Ainda me lembro do que todos diziam: “Talvez fosse uma criminosa desesperada que agira sem pensar e que escondera o corpo em algum lado.” “ Ou alguém que a Bella apanhou em flagrante delito mas que fugira”. Teorias que queria relutantemente esquecer.

Uma hora depois de rodear todo o perímetro do desaparecimento de Bella recebi uma mensagem de texto de Alice:

“Maninho desculpa incomodar. Mas precisas de comprar os fatos de Halloween dos pequenos Fashionistas. Sê rápido e criativo a loja fecha às sete”

Suspirei ao reler a mensagem, precisava de tempo para planear estratégias, mas por outro lado a constante chuva no meu corpo ensopado começava a ser desagradável.

Corri de volta ao meu automóvel e dirigi-me a Seattle, respondi á mensagem de Alice afirmando que sim que ia e que precisava da morada. Pouco depois inseri na memória do GPS a loja “Vem fazer uma festa”.

Estacionei o meu automóvel no pequeno parque privado. Suspirei, a loja estava a abarrotar de gente, parecia que todos os paizinhos e mãezinhas da cidade tinham decidido aparecer todos á mesma hora.

Ao fim de cinco minutos á espera consegui entrar. O som ensurdecedor de pensamentos e vozes atarefadas sufocava-me. Concentrei-me por um pouco e escolhi um pequeno fato de “Darth Vader” para o Anthony e um fato de “Katniss Everdeen” para a minha pequena fã do “Hunger Games”. Dirigi-me á caixa, paguei e apressei-me a chegar ao meu carro.

Guardei o saco no porta-bagagens mas quando fechei a porta algo despertou a minha atenção. Um odor. Uma essência que conhecia não precisei de me esforçar para descobrir de onde o conhecia, era o mesmo do dia do desaparecimento da minha Bella. Era bastante pungente como se estivesse literalmente em frente ao meu nariz. E estava. Junto ao meu carro o seu portador uma jovem ruiva que remexia o porta bagagens de um monovolume.

Reuni toda a frieza que conseguia para os próximos momentos, aproximei-me e aproveitando as caixas pesadas aos seus pés, sugeri.

- Posso ajuda-la menina… - Pedi assim o seu nome. Usando o meu melhor sorriso.

- Evlyn, o meu nome é Evlyn – Respondeu a jovem gaguejante.

Estranho. A sua corrente de pensamentos concentrara-se na forma pouco elegante como me abordara. Concretamente na falta de apelo romântico. Com a minha vasta experiencia nestes casos não me parecia que Evlyn fosse uma criminosa. Mas resolvi tentar outra vez.

- Lindo nome Evlyn, o que fazes por estas bandas?

Se tratasse de uma criminosa iria pensar em várias respostas ou dizer maquinalmente uma resposta planeada. Mas ela limitou-se a pensar na minha falta de cavalheirismo ao falhar na minha suposta ajuda. Levantou-as ela mesmo. Queixou-se interiormente de acreditar logo em romances de cordel e respondeu.

- Eu… Eu trabalho para a “Berços de Anjo” uma organização que protege crianças de lares violentos, e estas caixas enormes são as doações da loja para a nossa festa de “Halloween”

Respondeu descontraidamente Evlyn. Nada de suspeito a sua mente vagueava na lista de tarefas de coisas a fazer na instituição. Notei noutros aspetos a sua Inocência, era uma mulher simples. Vestia apenas umas calças de gangas velhas uma camisola da instituição vermelha e o cabelo estava despretensiosamente apanhado num rabo-de-cavalo.

A face roliça apesar de bonita não tinha um pingo de maquilhagem. Em tudo Evlyn era simples e pura. Algo não batia certo. Enquanto refletia ela tinha atendido o telemóvel. Era a pequena Mary de 4 anos que insistia na sua rápida chegada e ela recordara-se que chegara apenas há dois dias há instituição e que por ela já sentia afeto.

Assim que acabou telefonema fiz uma última investida. Sentei-me no largo porta-bagagens olhei-a nos olhos e desabafei:

- Sabes Evlyn a minha esposa está desaparecida… - Rodei a aliança no dedo enquanto ouvia o seu pensamento.

Nada. Quer dizer para além de pensar na razão por que lhe estaria a dizer isto e se eu precisava de ajuda.

- Ela era linda, tinha longos cabelos castanhos pele de porcelana e os seus grandes olhos de chocolate.

Descrevi-a tentando sentir uma reação á suposta descrição da vítima, mais uma vez nada.

Apenas comentou a paixão no meu olhar e a beleza de Bella.

- Porque é que me estás a contar isso agora… - Perguntou curiosa/desconfiada.

Boa pergunta. Refleti meio segundo e respondi.

- Desculpa… pareces tão simpática que abusei da tua caridade…

- Não faz mal. Não me disseste o teu nome.

- Edward – Sorri timidamente.

- Muito “Jane Austen” mas gostei. Vê-mo nos por ai?

Convidou sagazmente. Sorri e respondi delicadamente.

- Sim por aí..

Ela pensou que não havia hipótese neste milénio de ficar comigo e eu pensei na alegria que tinha em não ter de mata-la.

Entrei no carro e fiz uma nota mental para procurar se ela tinha uma irmã gémea, por vezes confundia essências era raro, mas acontecia.

Cheguei a casa, com um enorme sorriso nos lábios. Cumprimentei os pequenos arruaceiros e o resto da família. Na televisão plana a jornalista gritava.

“ O Halloween ainda não começou mas o horror chegou á cidade. Encontro-me á porta da loja “Vem fazer uma festa” onde o corpo degolado exsangue  de Evlyn Grace descansa. O crime horrendo contra a famosa benemérita foi descoberto quando há 30 minutos a proprietária da loja a encontrou.”

O olhar gélido que todos me lançaram fez crer que acabaram de eleger o suspeito errado.

publicado por Twihistorias às 18:38

2 comentários:
hum...evlyn não é edward?
marcela thomé a 31 de Agosto de 2012 às 00:36

Ola marcela ;)

Eu percebo a confusao,a Evlyn e a rapriga do odor do dia em que a Bella desapareceu. E uma suspeita do desaparecimento.
Ana Filipa Alves - uop a 31 de Agosto de 2012 às 15:07

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