03
Set 12

Cap. 12 - Padrinhos

 Robert estava de pé a tentar manter uma conversa com Peter, Jackson e Ashley, ao mesmo tempo que o nosso filho, que estava no seu colo, exigia atenção e lhe puxava o maxilar com uma das mãos e segurava o Spiderman na outra. Lizzie estava perto dele e conversava com Kristen, Kellan e Tom, quando os nossos olhos se cruzaram e ela de repente se encolheu.

Atravessei a sala, passando por Taylor que pediu licença a Catherine e me cumprimentou efusivamente. Correspondi ao cumprimento e ele desculpou-se por chegar atrasado. Falámos mais um pouco, até que Rob deu pela minha presença. Sorri-lhe ao ver que me observava. Pedi licença a Taylor, e contornei a sala, até chegar perto de Lizzie.

- Desculpa. Está tudo bem cunhadinha. – Disse ao seu ouvido, enquanto a abraçava.

- A sério? – Perguntou-me, ainda abraçada a mim.

- A sério. Ah e obrigada pela surpresa!

- Não foi nada. Ainda bem que gostaste.

- Vou ter de te deixar agora. O teu irmão está à minha espera. Há um casamento para anunciar.

- Ok. Ok. Vai. Adoro-te cunhadinha. Desculpa.

Separámo-nos e ao virar-me quase tropecei em Rob que estava mesmo atrás de mim.

- Ai Robert! Que susto!

- Desculpa amor. Onde é que tens estado?

- Hã... Bem, Alex chegou e eu não sabia que ele vinha. Estivemos a falar sobre... a galeria.

- Amor, estamos numa festa! É suposto divertires-te e não pensares em trabalho! Bem, mas vamos oficializar este noivado ou não?

- Claro que sim! Agora?

Robert baixou a música e alguém baixou o som da televisão também. As conversas foram baixando de volume e cessaram por completo, quando o meu amor chamou a atenção da assistência.

- Meus amigos. Em primeiro lugar queria agradecer-vos o facto de terem partilhado esta noite connosco. Foi óptimo podermos rever muitos de vocês, antes de seguirmos para o Canadá em trabalho. E é bom contar com o vosso apoio. No entanto, esse não foi o único motivo pelo qual vos convidámos a vir à nossa casa. – Gerou-se algum burburinho entre os presentes. – Bem, como a maior parte de vocês já sabem, eu não estava a par deste jantar. Foi a Anna que decidiu preparar tudo e tenho de agradecer-lhe por isso. – Corei um pouco, enquanto todos os olhares se voltavam na minha direcção. Robert sorriu, apertou-me mais contra si e beijou carinhosamente a minha testa. – Queremos aproveitar o facto de estarmos rodeados dos nossos amigos e família para fazer um anúncio. Eu e Anna iremos casar em breve. Pedi-a em casamento e, felizmente, tive a sorte de ela me aceitar, portanto muito em breve seremos marido e mulher.

Surgiram comentários e felicitações por toda a sala e toda a gente aplaudiu entusiasticamente a boa notícia.

Rob tocou subtilmente o meu anel e alisou ligeiramente o meu vestido da barriga até à anca, acabando por entrelaçar as suas mãos nas minhas costas, enquanto me puxava para um beijo.

Logo em seguida a mãe dele veio felicitar-nos.

- Vocês têm certeza que é mesmo só isto, que nos querem anunciar? Eu já vi a maneira como o meu filho olha pra ti e percebi o toque na barriga. Há mais alguma coisa? – Disse ela, enquanto continuava-mos abraçadas.

- Oh Dona Clare! Não, nada disso! Não, que não quiséssemos, mas eu não estou grávida. – Fiquei um pouco envergonhada ao perceber a sua dúvida.

Mal cessaram as felicitações, Robert tomou a palavra.

- Obrigado mais uma vez a todos. Em especial aos que vieram de mais longe: mãe, pai, Lizzie, Vicky - As minhas manas. - E ao Alex, que acaba de chegar de Portugal. Agora falta apenas anunciar a data. Queria, em meu nome e da Anna, convidar-vos em primeira mão para o nosso casamento que será em Londres a 27 de Junho do próximo ano. Esperamos que possam estar presentes, nesse dia tão importante para nós e que possam compartilhar da nossa felicidade.

Ia interrompê-lo para protestar, uma vez que estávamos no início de Novembro e Junho era daqui a mais de 6meses, mas depois lembrei-me do significado da data. Era precisamente o dia em que nos tínhamos conhecido. Só consegui sorrir-lhe e ele piscou-me o olho.

Alguém propôs um brinde aos noivos e brindámos animadamente. Entretanto, o nosso filho, que tinha andado pela sala a meter-se com os convidados e já tinha passado de colo em colo, estava a cair de sono. Peguei nele e ele agarrou-se ao meu pescoço, adormecendo quase de imediato.

Preparava-me para o ir deitar, quando me lembrei que ainda faltava anunciar quem seriam os padrinhos. Chamei a atenção de Rob para esse facto e pedi a palavra.

- Eu vou ser breve, uma vez que este rapazola já está a ficar muito pesado. Queria apenas agradecer a todos, pelo apoio nesta nova etapa. Não só pelo facto de estarem aqui presentes, mas também por todas as mensagens de encorajamento em relação aos próximos meses de trabalho que se avizinham. Sem a vossa força, não seria possível embarcar nesta aventura. Agora, vamos aos aspectos práticos. Vamos agora anunciar quem serão os nossos padrinhos! – Deixei que os comentários cessassem e continuei. – Da minha parte quero convidar duas pessoas muito importantes para mim, dois grandes amigos, sem os quais eu não estaria hoje onde estou agora. Lizzie, Alex, querem dar-me a honra de serem os padrinhos da noiva?

- Oh meu Deus! Claro! – Lizzie veio abraçar-me.

- Claro que sim, miúda! Isso nem se pergunta! Fico muito feliz.

- Obrigada aos dois. Agora deixo-vos com o meu noivo e vou deitar este reguila.

- Espera, não demoro. E falto eu. Como não poderia deixar de ser, a minha escolha vai para duas pessoas que sempre me apoiaram e que me obrigaram a não desistir, mesmo quando o futuro parecia negro. São duas pessoas que, mesmo estando distantes fisicamente, estiveram sempre lá quando mais precisei: Kris, Tom, sem vocês não teria sido possível acreditar que tudo isto poderia realmente acontecer.

Depois dos abraços da praxe, fomos deitar o Miguel.

- O que foi aquilo com a minha irmã?

- Aquilo, o quê?

- Sabes muito bem. Porque é que ela te arrastou para a cozinha assim de repente?

- Rob, por favor, agora não. Podemos conversar mais tarde?

Ele acenou.

- Mas estás bem?

- Acho que sim. Falamos depois de todos se irem embora, ok?

- Ok. Sabes que estarei sempre do teu lado no que quer que seja, certo?

- Sim, eu sei. Vamos voltar?

O serão prolongou-se de tal forma, que já só faltavam algumas horas para o amanhecer. Já estávamos roucos de tanto cantar e meio tontos devido a tantas bebidas, quando finalmente convencemos a Lizzie e o Tom de que já eram horas de ir dormir e os metemos num táxi, dando instruções ao motorista para a levar ao hotel e o deixar em casa.

publicado por Twihistorias às 19:33

comentário:
boa escolha...
marcela thomé a 3 de Setembro de 2012 às 22:27

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