16
Set 12

Capítulo 17

Parte 2

Não queria abrir os olhos, tinha medo que se o fizesse tudo não passasse de um sonho e eu voltasse a estar ali sozinha com os Cullen.

-Bom dia. – ouvi a voz do Dio ao meu lado.

Os meus olhos rapidamente se abriram e encontraram aquele sorriso torto e os olhos negros a olhar para mim.

Eu não conseguia resistir aquele sorriso, o sorriso sedutor do Dio era algo que quebrava qualquer tipo de barreiras, por isso a única coisa que fiz foi retribuir-lhe o sorriso e lancei-me para cima dele de forma a beija-lo novamente.

Meu Deus, com tinha saudades daquele toque, daquele beijo, daquele desejo.

Foi necessário apenas alguns segundos para os nossos corpos começarem a ganhar faísca novamente. Rapidamente Dio rodou sobre mim com toda a ferocidade de um vampiro e ficou sobre mim.

-Au. – queixei-me assim que senti algo entre as minhas costas e o chão. Agilmente o Dio retirou aquilo que seria um pequeno ramo de uma das arvores. – Para a próxima lembra-me de fazer isto numa cama fofinha. – disse enquanto o puxava para mais um beijo.

Não posso dizer que amava o Dio, mas também não podia dizer o contrário. A nossa relação era tão complexa, mas ao mesmo tempo tão simples. Ele era sem duvida alguma o meu melhor amigo, sabia todos os meus problemas com a minha família, com o Jake, sabia do Florent. Ele estava sempre ao meu lado para me apoiar e para me desafiar a ser sempre melhor.

Com ele eu vivia a vida sempre no limite, ele puxava por mim de formas que ninguém o fazia. Bastava eu dizer alguma fantasia ou desejo que ele tentava realizar, a menos que fosse suicida.

O sexo com ele era apenas um bónus. Um bónus demasiado bom para abdicar dele.

No dia anterior, quando abandonamos a casa branca para irmos para a casa de campo dos meus pais, acabamos por desviar o nosso caminho e a luxuria levou a melhor de nós.

Aparentemente, o mesmo se repetia nesta manhã.

Entre carinhos e abraços, o meu estomago humano fez-se ouvir denunciando assim a mina fome.

Já mencionei que era nestas alturas que odiava ser meia humana??

O Dio afastou-se uns centímetros de mim, apenas para me mostrar o seu sorriso torto.

-Tens a certeza que queres comer agora? – perguntava-me ele.

Aqueles olhos, aquele sorriso e principalmente aquele corpo em contacto com o meu, como é que eu conseguia dizer não aquilo??

-Sabes que eu posso resolver esse problema das necessidades humanas num instante. – sussurrou-me ao ouvido numa voz sedutora.

Seguidamente senti-a a sua respiração a descer pelo meu pescoço provocando-me arrepios.

Sabia do que ele estava a falar, ele tinha a teoria de que se me mordesse eu ficaria inteiramente vampira. Isto podia ser real, como não. A verdade é que não estava de todo disposta a arriscar.

-Eu estou bem assim, gosto de ser diferente, já sabes disso. Além disso, não sou apenas eu que tenho que comer. – disse-lhe referindo-me aos seus olhos negros.

-És capaz de ter razão. – Dio já estava em pé a recolher as nossas roupas espalhadas. – Vou ter com o Marcello para irmos jantar fora.

Imitei-o, e comecei a vestir as minhas roupas também.

-É verdade – continuou ele, chegando-se perto de mim para me dar apenas mais um beijo. – Trouxemos uma prenda para ti.

Depois da revelação apenas começou a correr, obrigando-me a correr atrás dele com toda a minha velocidade para o alcançar e saber qual era essa prenda.

O Dio facilmente chegou à casa branca ainda comigo a correr atrás dele. Entre sorrisos e brincadeiras dos dois entramos na casa. Toda a família olhava para nós.

-Bem, vou fazer uns ovos mexidos, com bacon e tudo a que tenho direito, alguém é servido? – perguntei de forma a desviar o constrangimento e dirigi-me à cozinha.

Ouvi o Marcello e o Dio a combinar ir caçar e as instruções do avó Carlisle para o fazerem fora de Forks. O tio Emmett e a tia Rosalie acompanharam-nos.

Ainda tentei chegar à sala para perguntar pela minha prenda, mas eles já tinham partido. Fiquei um pouco desiludida, não estava habituada a este tipo de surpresas. Aliás, odiava isto. A ansiedade matava-me.

-Como estás? – perguntou a minha mãe assim que entrou na cozinha.

Como de costume, a Bella afastou-me do fogão e tomou as rédeas do meu pequeno almoço.

-Bem. – respondi apenas.

-Renesmee, por favor, não te voltes a fechar. Perdoa-me.

Ela referia-se ao meu castigo, foi o que originou novamente o meu afastamento da minha família. Sabia que não tinha sido por mal, que eles pensaram que eu ia atacar o meu pai. Mas como é que eles poderiam ter pensado isso? Como puderam pensar que eu era capaz de tal coisa?

As desculpas estavam ali, eu podia passar uma borracha em cima, mas a verdade é que tinha medo de confiar novamente e me magoar.

Antes que a minha mae dissesse alguma coisa mais, fui salva pelo telemóvel.

O nome do Florent aparecia no ecrã.

Com a emoção de ter o Dio aqui, tinha-me esquecido completamente da chamada de praxe antes de adormecer. Nem mensagem tinha mandado.

Afastei-me da cozinha, para um pouco de privacidade e desculpei-me com o meu namorado. Por vezes sentia um pouco de culpa por tudo aquilo que se estava a passar. Mas o que iria fazer agora? Acabar com ele a milhares de quilómetros de distância com um simples telefonema? Não.

Prometi que iria ligar com mais frequência.

Regressei à cozinha para terminar com o meu apetite, não respondi à minha mãe e ela também não voltou a tocar no assunto. No entanto sabia que aquela conversa mais cedo ou mais tarde teria que ser travada. Aliás não entendia o porquê de a querer atrasar.

-Temos uma visita. – ouvi a Tanya Denalli falar da sala.

Quem seria agora? Provavelmente mais algum vampiro para se juntar a nós na luta que se aproximava.

Deixei-me estar a comer, enquanto a minha mãe se dirigiu para a entrada.

-Renesmee, é a Annie. – ouvi a voz da Bella.

Corri para a entrada, fui ter imediatamente com a minha amiga, não era bom ter uma humana naquela casa, quando a qualquer momento poderia aparecer um vampiro não vegetariano.

-Annie, o que estás aqui a fazer? – perguntei surpresa e cumprimentando-a com um abraço.

Era tão diferente a forma como se cumprimentavam as pessoas na américa e na europa. Aqui era sempre com um abraço, um beijo era algo demasiado íntimo. Já na europa era exactamente o contrário. Quando se via alguém dava-se dois ou mais beijos, um abraço era algo demasiado sentimental.

-Estava com saudades, há dias que não falamos. Acho que anda não estivemos realmente juntas desde que voltas-te. Quer dizer, juntas no sentido de sozinhas. Temos que colocar a conversa em dia, e com os rapazes por perto acho que fica complicado de o fazer. – depois sorriu-me de forma tímida. – E o Jake disse-me que tinhas estado doente. Mas se não quiseres ir eu compreendo completamente.

-Tás parva, claro que vamos. Podíamos ir a um cafezito ou assim. Ver algum do pessoal, ou assim. E aproveitávamos e falávamos, até porque tens que me contar isso sobre ti e o Seth.

Annie sorriu, e eu consegui sem a magoar tirar do território dos Cullen, que começava a abarrotar de vampiros.

-O Seth sabe que estás aqui? – perguntei enquanto nos dirigíamos à garagem da família.

Olhei em volta e acabei por escolher o carro mais vistoso que lá estava. O ferrari da minha mãe.

-Não. – disse timidamente.

-Eu logo vi. – ela olhou para mim inigmética.

-Ele é meu namorado, não é meu pai. Eu ainda posso ir aonde quiser sem pedir autorização. – Annie parecia um pouco chateada. Acho que entendeu mal as minhas palavras.

-Não, não. Não foi isso que eu quis dizer. – apressei-me a corrigir enquanto arrancava a toda a velocidade dali. – É só que este não é o local mais seguro para uma humana. Muitos vampiros de olhos vermelhos estão a entrar no radar dos Cullen nos próximos tempos.

O pânico instalou-se nos olhos dela.

-Não te preocupes, eles estão proibidos de caças nas redondezas, mas quer dizer, o isco ir ter com eles, nunca se sabe. – disse com um sorriso.

Fomos a um bar local, que admito que ainda não conhecia, devia ser recente. Mas o ambiente era bastante porreiro, tinha aquele aspecto hard-rock que me agrado. Aparentemente era ali que parava grande parte do pessoal que andou connosco na escola.

Vi alguns dos rapazes que tinham sido da minha turma, incluindo o Liam, que vim a saber depois que ele e a Silver já não estavam mais juntos.

Sentamo-nos numa das mesas, a Annie pediu um sumo e eu uma cerveja e lá estávamos nós a contar as nossas aventuras e desaventuras.

A Annie relatou-me como conheceu o Seth, numa fatídica tarde em que ele foi à escola procurar informações sobre mim. Ao chegar perto dela pumba, parecia que não sabia falar, esqueceu-se do motivo que o levava ali, tudo. Relatado por ela teve imensa piada. Contou-me também o susto que apanhou quando ele lhe contou a verdade sobre os lobos e vampiros e ela pensou que ele era louco ou que estava simplesmente a gozar com ela, até que ele se transformou à frente dela.

Por minha vez, falei da minha banda, dos meus trabalhos, de como era viver em França, do Florent, do Dio e tudo mais. Até falei dos meus problemas com os meus pais.

-Meu Deus Nessie, quer dizer Renesmee. Eu não sei se conseguia fazer um terço do que tu fizeste.

-Se apanhasses com um balde de água fria como eu apanhei, conseguias. – expliquei dando mais um trago na minha cerveja.

-Talvez, mas tu mudas-te muito. Ficas-te mais fria. – sorri perante as palavras sinceras dela.

-Eu simplesmente cobri o meu coração e deitei fora alguns dos meus sentimentos antes que eles me trouxessem mais alguma dor ou duvida. – disse em voz alta em tom de desabafo, não tanto para a Annie, mas mais para mim.

-Então estás a dizer que perdeste a tua capacidade de amar? – perguntou incrédula, mas a voz não transmitia confiança. – Porque Renesmee, eu bem vi como olhas-te para o Jacob e como estás comigo agora, tu continuas aí, a tua capacidade de amar está ai. É notória a qualquer pessoa que te conheça minimamente. Podes tentar esconder, negar, mas ela está ai.

Sorri com as palavras dela. Claro que eu não tinha deixado de amar, isso era simplesmente impossível. Ser uma pessoa tão fria, insensível a esse ponto só se eu fosse alguma psicopata ou coisa do género. Mesmo que quisesse, não havia nenhum tipo de interruptor que tornasse isso possível, desligar assim certo tipo de emoções, sentimentos.

Se houvesse eu gostava que me informassem. Por vezes dava jeito.

-Não, claro que não. – comecei a esclarecer. – Simplesmente a definição de amor, para mim, hoje sofreu algumas transformações. No entanto, eu não me tornei um ser independente de calor, de carinhos, daquilo que possa parecer romântico, eu simplesmente deixei de o fazer com tanta devoção.

Annie olhava para mim num misto de pena e admiração.

Fiz um pequeno sorriso, com o objectivo de mostrar que eu estava bem, eu iria ficar bem. Agora aquela era eu, e estava bem assim.

Ouvi a porta a abrir e instintivamente olhei para lá e percebi qual q surpresa que o Dio se tinha referido.

A minha prenda estava ali e um sorriso enorme abriu-se nos meus lábios.

 

Nota da autora:
Não se esqueçam de visitar o blog da Renesmee.
http://that_girl.blogs.sapo.pt/

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

8 comentários:
Mais uma vez adorei o capitulo... Continuo a achar que já era hora da Nessie se deixar levar por aquilo que continua a sentir pelo Jack.

Agora com o aparecimento desse marmelo do Florent (porque só pode ser ele a surpresa) e a aproximaçao do Dio vai ficar tudo mais quente. Acho que o Jake nao vai conseguir controlar os ciumes que vai sentir desses 2 e ter mais uma discussao acesa com a Renesmee.

Estarei aqui para ler mais um capitulo e esperar pelo resto dos acontecimentos
laurabms a 16 de Setembro de 2012 às 18:32

Será que o Dio iria trazer a concorrencia????

hmmm...não sei...talvez sim...talvez não....eis a questão!! eheheh

Só no proximo capitulo se saberá...eheheheheh

brigado por continuares a acompanhar!!eheheh

ai, ai, ai! Não se acaba assim o capitulo.
Mas que coisa... ahah
eu quero saber o que era *-*

Eu acho que alguem vai morrer de ciumes ..
inescullen a 16 de Setembro de 2012 às 21:19

A surpresa será revelada no proximo capitulo...eheheh

Quanto aos ciumes, sim, acho que muita gente vai ficar com ciumes da minha ligação com o Dio...ehehhe e não vai ser apenas o Jacob, acho que a minha familia também...

Acho que já sei qual é a surpresa! Que malvada você é de não nos contar.não demore pra postar por favor!
Marcela Thomé a 16 de Setembro de 2012 às 21:24

já sabes a surpresa???hmmmm...no proximo capitulo dizes-me se tinhas razao...eheheh

bgd pelo apoio ao longo de todos estes capitulos**

AMEEEEEEEEI *.*
Cada vez fico mais curiosa com o enredo da história (:
Continua assim (;
Sofia a 17 de Setembro de 2012 às 16:07

ó isto tá muito bom , pff nao demores tanto tempo a escrever como agora , eu fico demasiado ansiosa isto cada vez está melhor (:
Mixii a 17 de Setembro de 2012 às 18:56

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