19
Set 12

 

 

 

Capítulo 15

 

Acordei e tudo parecia diferente. Esta manhã está diferente, houve uma mudança, consigo percebe-la e senti-la. Pela primeira vez em muito tempo sinto-me bem, não estou a lamentar o dia antes dele começar. Agradeço pelo dia porque sei que vou voltar a vê-lo. Pela primeira vez desde que cá cheguei sinto-me feliz, livre e sem me preocupar com os problemas.

(…)

Estava no carro da Robecca a contar-lhe o que tinha acontecido ontem enquanto ela estacionava o carro. Ela não parecia muito feliz por mim.

- Não estou a dizer para não andares com ele, só estou a dizer para ires com calma. – disse ela saindo do carro.

- Mas tu incentivaste-me! – disse-lhe eu saindo também do carro.

- Mas agora estou a dizer para parares.

- Porquê que estás com essa cara de preocupação? – eu quis saber.

- Não é cara de preocupação. É a primeira vez que estás a viver como uma adolescente normal, tu própria já o disseste, então porque não aproveitar isso?

- Becca é o que eu estou a fazer. Agora a sério, o quê que estás a esconder?

- É um disparate.

- Becca.

- O que é?

- Conta-me!

- Ontem estive a falar com o Tom e ele disse-me para ter cuidado com o Ryan porque ele não é boa pessoa.

- Só isso?

- Eu acredito no Tom. Estou preocupada. Só estou a demonstrar preocupação com a minha amiga e o seu namorado.

- E eu agradeço-te por isso. Mas eu sinto-me bem, a minha vida tem sido difícil e eu estou a sentir que finalmente ela está a endireitar-se e o Ryan é o responsável por uma boa parte disso.

- Bom dia Emilie. – disse o Ryan aproximando-se de nós. – Bom dia Robecca.

- Olha eu preciso encontrar a Mia, ela não atende o telefone. Por isso vemo-nos por ai. – disse ela a olhar para mim e depois foi-se embora.

- Acho que ela não gosta de mim. – disse o Ryan.

- Ela não te conhece. – disse eu. – Ela é minha amiga e só está a tentar cuidar de mim, mas quando ela te conhecer vai gostar de ti.

Nós começamos a andar para dentro da escola.

- Tive uma ideia! – disse eu parando de repente. – Estás livre esta noite?

- Sim. – respondeu ele.

- Boa! Jantar em minha casa às 20h, eu tu e a Becca passaremos um bom tempo juntos e assim ela vai perceber que tu és fixe! Missão cumprida.

Continuamos andar até chegarmos aos cacifos.

- Agora mudando de assunto. Vais entrar para a equipa de futebol? – perguntei-lhe.

- Eu acho que não. – respondeu.

- Tu não gostas de futebol. – conclui.

- Não é isso. Eu adoro futebol, acho que é um desporto bastante divertido. Mas neste caso acho que o futebol não gosta muito de mim. Nós os dois sabemos como o Justin e o Evaristo gostam de mim.

- Eles não te conhecem. Para eles tu és apenas um rapaz misterioso e solitário. Já te disse para tentares fazer alguns amigos.

Ele apenas riu-se. Quando tocou fomos para a aula. A aula estava a ser uma seca por isso virei-me para trás para conversar com o Ryan.

- Devias mesmo entrar para a equipa de futebol. A Mia disse-me que eles são péssimos. – disse-lhe eu.

- Lamento, mas sou o rapaz solitário. – respondeu ele e eu comecei a rir-me.

- Sr. Cullen e Sr. Montez estou atrapalhar a conversa? – perguntou o professor.

- Não. Desculpe. – disse o Ryan.

O professor continuou a aula. Quando tocou a Becca veio ter comigo.

- É agora que vais tirar o gesso, certo? – perguntou ela.

- Sim.

- Queres que eu te leve?

- Não é preciso. O meu pai vem buscar-me, mas obrigada por perguntares. – disse eu.

- Olha, pensa em vir fazer os testes para a claque esta tarde. – disse a sorrir.

- Ok. Vou pensar.

Depois de dizer isto fui para o parque de estacionamento, onde o meu pai já estava a minha espera.

(…)

Depois de finalmente tirar o gesso pedi ao meu pai para me levar de volta para a escola, eu vou arriscar e fazer os testes para a claque.

- Milie, vieste! – gritou a Becca abraçando-me.

- Eu disse-te que ia pensar. – disse eu. – Está na hora de aproveitar o liceu. E hoje tu vais jantar a minha casa.

- Vou?

- Sim. Eu, tu e o Ryan. – Ela fez uma careta quando eu disse Ryan. – Tens de lhe dar uma oportunidade.

- Sim pois, mas hoje não dá. Já viste a Mia hoje? Eu já lhe mandei uns 100 sms e ela não responde.

- Não mudes de assunto. – disse eu. – Tu vais e pronto.

- Está bem.

- Perfeito! – exclamei.

- Agora a sério, onde está a Mia? – perguntou ela.

- Não faço a mínima ideia.

- Ela não costuma desaparecer assim. Vou ligar-lhe outra vez.

E no preciso momento em que a Becca pega no telemóvel a Mia aparece com o primo do Ryan, dá-lhe um beijo e sai do carro.

- Aquele deve ser o tipo misterioso que ela conheceu. – disse a Becca.

- Ele não é misterioso. É Chuck Cullen. – disse eu.

- Cullen? – perguntou a Becca confusa.

- Fiquei com outro Cullen. Espero que não te importes. – disse a Mia passando por nós.

Olhei para o Chuck e ele piscou-me o olho e depois foi-se embora.

- Meninas peço desculpa pelo atraso, tive coisas para resolver! Vamos começar. – disse a Mia. – Milie, é melhor fazeres as provas para a semana, afinal acabaste de tirar o gesso, não queremos acidentes.

Então eu fui sentar-me nas bancadas.

 

Ryan

Estava em casa no meu quarto a tentar arranjar-me quando o Chuck entra.

- Hum… estás bonito. Vias onde? – perguntou com o seu sorriso torto.

- Não tens nada haver com isso.

- Uh… estás muito nervosinho.

- Não tens nada para fazer? – perguntei-lhe.

- Na verdade até tenho. Tenho um encontro, tenho de me despachar porque já estou atrasado. Deseja-me sorte.

Despois disto virou as costas e foi-se embora e entrou o Edward.

- Ryan, não acho este jantar boa ideia. – disse ele.

- Edward vai correr tudo bem. Eu consigo ver. – Tranquilizei-o. – Emprestas-me o teu carro?

Ele deu-me as chaves do seu carro.

- Olha já tenho o dinheiro da peça. – disse ele.

- Obrigada. Depois falamos, agora tenho de ir.

Conduzi até à casa da Emilie e quando lá cheguei parei em frente à porta, o cheiro do sangue da Emilie estava muito intenso mas tudo parecia estar bem, conseguia ouvir a conversa dela com a Becca, as duas davam grandes gargalhadas. Resolvi tocar à campainha.

- Tenta ser simpática. – ouvi a Milie dizer antes de me abrir a porta.

(…)

Estávamos os três à mesa e estava um silêncio bastante constrangedor, até que resolvi quebrar o silêncio para aliviar um pouco a tensão.

- Então Becca, como está o bebé? – perguntei sem pensar.

- Tu contaste-lhe! – disse ela com um olhar acusador para a Emilie.

- Não. Eu juro que não disse nada. – disse a Milie.

- Foi o Carlisle que me contou.

Ela olhou para mim em pânico.

- Não te preocupes, eu não vou contar a ninguém. – tranquilizei-a.

- Porquê? – ela quis saber.

- Porque não é um assunto meu, não tenho nada que contar. E para quem é que achas que eu ia contar? Sou o rapaz solitário da escola.

- Obrigada Ryan. É muito simpático da tua parte.

- Becca não achas perigoso para o bebé continuares na claque? – perguntou a Milie.

Ela encolheu os ombros.

- Tu vais ter que contar a verdade Becca, a tua barriga vai crescer e todos vão notar. – disse ela.

- Eu depois penso nisso. – disse a Becca.

Tocaram a campainha.

- Quem será? – perguntou a Emilie levantando-se.

- Surpresa! – gritou a Mia quando a Milie abriu a porta. – A Becca disse que estavas a fazer um jantar por isso eu trouxe a sobremesa.

- ah… - foi o que a Milie disse.

- Espero que não te importes. – ouvi a voz do Chuck.

Mas que raio faz ele aqui? levantei-me e fui até à porta.

- O que estás aqui a fazer? – perguntei-lhe furioso.

- Vim trazer a sobremesa. Posso entrar Milie? – disse ele com um sorriso torto.

- Claro…

- Não, não podes… - interrompi-a. – Vai – te embora Chuck.

- Ryan não tem problema. Eles podem ficar se quiserem. – disse a Milie.

- Mas nós já estávamos a terminar, certo? – perguntei.

- De certeza que vão querer provar a sobremesa. – disse a Mia.

Então eles entraram. Juro que se não estivesse rodeado de humanos teria arrancado o pescoço do Chuck ali mesmo. Começo a ficar farto deste jogo dele, já lhe pedi desculpa pelo que lhe fiz, quando é que ele vai parar de me castigar?

- Tens uma casa linda Milie. – disse o Chuck sentando-se no sofá.

- Obrigada. – Agradeceu ela.

- O quê que eu perdi? – perguntou a Becca saindo da cozinha.

- Nada. – disse a Mia. – Senta-te.

Todos nos sentamos na sala a conversar.

- Milie fico contente por teres tentado entrar na claque. – disse a Mia. – É uma boa maneira de te integrares nas actividades da escola.

- É o que eu digo a toda a hora: Temos que correr atrás daquilo que queremos. Não podemos ficar sentados à espera que a vida passe. – disse o Chuck com o seu olhar falso.

- Pois. – disse a Mia. – Mas Milie mesmo que entres agora na claque como pensas aprender todos os passos em tão pouco tempo?

- Eu posso ajuda-la. – disse a Becca.

- Tenho reparado que estás um pouco mais gorda. Tem cuidado com isso ou qualquer dia não entras no uniforme. – disse a Mia para a Becca.

Todos ficamos a olhar. Acho que às vezes esta Mia fala de mais.

- E afinal os teus pais ainda andam a discutir? – perguntou a Mia mudando de assunto.

Conseguia ver as lembranças de uma noite em que elas dormiram na casa da Becca e a Milie contou-lhes que os pais andavam a discutir e ela não sabia porquê.

- Mia… acho que esta não é altura para falar disso. – disse a Becca.

- Eu tive a pensar e se calhar o teu pai tem uma amante ou a tua mãe tem um amante. Traições são sempre os principais motivos das discussões. – disse a Mia.

Todos ficamos a olhar para ela.

- Ups… - disse ela. – Estou a dizer isto com insensibilidade.

- Não te preocupes Milie, eu sei como é ser traído por alguém que se ama. – disse o Chuck olhando para mim.

- Não temos que entrar nesse assunto agora. – disse eu, já a prever onde iria o rumo desta conversa.

- Tens razão Ryan. – disse o Chuck. – Peço desculpa, a ultima coisa que quero é falar da Georgina.

A Emilie olhou para mim quando ele disse Georgina.

- Pessoal, nem o meu pai tem uma amante, nem a minha mãe tem um amante, ok? – disse a Emilie levantando-se, pegando nos pratos e dirigindo-se para a cozinha.

- Ela está em negação. – disse a Mia. – Pobrezinha

Passado algum tempo o Chuck levantou-se e foi para a cozinha ajudar a Milie, eu apenas fiquei a ouvir a conversa deles.

- Eu gostei de ti, sabes? – disse ele. – Tu sabes rir. E sabes fazer o Ryan rir, ele é muito intenso.

- O quê que aconteceu com a Georgina? – perguntou ela.

Já sabia que ela ia perguntar isso.

- Acho que é melhor perguntares ao Ryan. Ele de certeza que tem uma versão da história diferente da minha. – disse ele.

Por um momento senti um alivio. Pensei que quando a Milie perguntasse alguma coisa sobre a Georgina ao Chuck ele fosse logo contar o que aconteceu só para me deixar mal.

- Ela morreu? – a Milie quis saber.

- Não. Ela anda por aí algures no mundo.

- Como é que ela era?

- Linda. – disse o Chuck. – Também era bastante egoísta, desagradável, manipuladora, sensual e bastante sedutora.

Enquanto ouvia a conversa na cozinha reparei num lenço que a Mia tinha ao pescoço. Que estranho nunca a tinha visto de lenços.

- Que lenço bonito Mia. Nunca te tinha visto a usar lenços. – disse eu.

- Talvez porque eu não gosto de lenços. – disse ela.

- Então porquê que estás a usa-lo? – perguntei.

- Porque foi o Chuck que me ofereceu.

- Podes tira-lo para eu ver melhor?

- Não. – disse ela.

- Porquê?

- Sinceramente não sei. Só sei que não posso tira-lo.

Bingo! Foi exactamente o que eu pensei. O Chuck usou o seu dom nela. Ele está a esconder alguma coisa.

- Andas muito estranha Mia. – disse a Becca levantando-se e indo para a cozinha.

Entretanto o Chuck deve ter ouvido a nossa conversa porque veio logo juntar-se a nós.

- As duas crianças conversavam sobre o quê? – perguntou ele sentando-se ao lado da Mia.

- Estava apenas a comentar sobre o lenço da Mia. – Disse eu lançando um olhar acusador ao Chuck.

- Mia, vai ajudar a Milie e a Becca na cozinha. – disse o Chuck para a Mia.

Ela deu uma gargalhada.

- Tenho cara de quem lava pratos? – perguntou ela a rir-se.

- Por mim? – pediu o Chuck e ela voltou a rir-se.

Então ele agarrou no queixo dela, fixou os seus olhos nos olhos dela e hipnotizou-a.

- Já te disse para ires ajudar a Becca e a Emilie. – disse ele hipnotizando-a.

Ela levantou-se e foi para a cozinha.

- Tu andas a alimentar-te dela. – acusei-o.

- Qual é o problema? – perguntou ele com um ar bastante descontraído.

- São pessoas Chuck, não são brinquedos! Ela não existe só para satisfazer os teus desejos.

- Claro que sim. Eles são o que eu quiser que eles sejam, todos eles. E para mim eles não passam de comida, e não faz muito tempo tu pensavas como eu.

- Eu já não sou assim. – disse eu.

- Claro que és. Eu sei que aquele monstro ainda está ai, não negues aquilo que és. Às vezes sinto saudades da Georgina, ele conseguiria trazer o Ryan de volta.

- Achas engraçado? Usares a Mia para te aproximares de mim e da Milie e vingares-te. Boa, conseguiste, agora já podes ir-te embora.

- Eu não vou a lado nenhum Ryan. E eu brinco e alimento-me de quem eu quiser até mesmo da tua querida Milie, porque isso é que é o normal para mim.

Ouvi um carro estacionar do lado de fora da casa e as vozes dos pais da Emilie. Eles já tinham chegado a casa. Quando eles entraram em casa as primeiras pessoas que viram foram eu e o Chuck.

- O quê que vocês estão aqui a fazer? – perguntou o pai dela.

E depois apareceram da cozinha Milie, a Becca e a Mia.

- Pai? Mãe? – disse a Milie surpresa por vê-los.

publicado por Twihistorias às 23:03
Fanfics:

2 comentários:
Bem me parecia que esta fic não me era estranha! É muito parecida com o vampire diaries! Baseaste-te na serie certo?
Anónimo a 20 de Setembro de 2012 às 20:21

Sim, baseei-me na série para esta fanfic. O Chuck é baseado no Damon, a diferença é que o Damon no fundo até tem bom coração, o Chuck é mesmo vazio, e ele não vai apaixonar-se pela Milie. A fic é mais focada no Ryan, na Milie, no Tom, no Edward e na Bella. Os próximos capítulos vão ser um pouco mais sobre o Edward e a Bella.

Jaqueline a 21 de Setembro de 2012 às 11:04

Setembro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
11
13
14

18
21
22

25
28
29



mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
O nosso facebook
facebook.com/twihistorias
Obrigatório visitar
summercullen.blogs.sapo.pt silvercullen.blogs.sapo.pt burymeinyourheart.blogs.sapo.pt debbieoliveiradiary.blogs.sapo.pt midnighthowl.blogs.sapo.pt blog-da-margarida.blogs.sapo.pt unbreakablelove.blogs.sapo.pt dailydreaming.blogs.sapo.pt/ http://twiwords.blogs.sapo.pt/
Contador
Free counter and web stats
blogs SAPO