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Out 12

 

 

 

Capitulo 26

Explicações

 

Aro olha para mim surpreso sem nunca abandonar o seu sorrisinho irónico.

- Nunca pensei que fosses do tipo vingativa.

- Raptou a minha família, e amigos. Aprisionou-os mesmo por debaixo do meu nariz. E espera o que? Que lhe agradeça por os manter vivos, lhe dê um abraço e me vá embora como se nada fosse? Não me parece. – A mina paciência já estava a chegar ao fim.

 Só de olhara para a cara do homem que aprisionou as pessoas que mais amo, dava-me vontade de vomitar.

-Bella. Não estou a gostar lá muito do que estou a ver – Informou Alice presa numa das suas visões. Mas nem isso me fez tirar os olhos do meu inimigo.

- Até que nem é assim tão mau.

- Nem digas uma coisa dessas! – Repreendeu ela.

- Porque? É o que eles merecem. – Argumentou Edward.

- Violência não resolve nada.

- Mas ajuda? – Claro que Emmett estará sempre pronto para uma luta, seja lá o motivo que for.

 Respirei fundo e obriguei-me a perguntar:

- O que é que viste Alice?

  Ninguém respondeu. Toda a sala estava num silêncio expectante.

- O que é que viste? – Repeti mais alto.

- Vi-te a ti. – Responde ela finalmente. – Vi-te a matar toda a guarda.

 Não consegui reagir. Quando ameacei Aro, estava a ser conduzida pela fúria. Não havia verdade nas minhas palavras.

- Porque é que não o fazes então? – Perguntou Aro malicioso.

 Na verdade, não sabia como responder a aquela pergunta. Por um lado, o desejo se os ver mortos, era grande. Afinal de contas, mantivera as pessoas que mais amo em cativeiro durante dois anos. E claro que guardava ressentimentos. Por outro, se os matasse, o nosso mundo, ficava sem ninguém que o governasse. E se há coisa que aprendi cm Carlise nas tardes que passamos juntos, é que se isso acontecesse, todo o sistema ia abaixo. Mas também, a Alice só me via a matar os guardas. Isso significaria que os três chefes ficariam vivos. E que provavelmente eu ira para a masmorra, ou aniquilada para sempre.

- Porque ao contrário de certas pessoas, eu não sou um monstro.

 Sem querer, consegui irritar Aro. Ele prendeu-me pelo pescoço, a uma das paredes do salão, tão rapidamente, que nem tive tempo de me defender.

- Quem é que tu pensas que és? Eu ainda sou teu superior. Ainda me deves respeito! – A voz de Aro deixava transparecer to da raiva que lhe devia estás a sentir contra mim naquele momento.

 Dei uma gargalhada sem humor.

- A partir do momento em que me tira as pessoas mais importantes de minha vida, não lhe devo nada.

- Larga-a! - Ordenou Edward, tentando aproximar-se de nós. Mas Félix foi mais rápido, e prendeu-o pelos braços.

- É melhor dizeres ao teu maridinho para estar quieto. Senão é desta que o mato.

- Não se atreva tocar-lhe! – Rosnei. O meu auto controlo já tinha conhecido melhores dias.

- Senão o que? Matas a minha guarda como a Alice viu? – Aro estava claramente a fazer bluff.

- Nem faz ideia do quão apelativa é essa ideia. Mas isso não me irá ajudar em nada.

- Ao menos és inteligente, suficiente para perceber isso. Aro largou-me, e caminhou até ao seu trono como se nada fosse. – Demitri! Vai chamar A Jane e o Alec. Quero-os aqui o mais rapidamente possível!

 Demitri acenou, e foi cumprir as suas ordens, se olhara para trás. O que me fez questionar tudo o que ele me tinha dito ao longo dos anos.

- Porque é que não os matamos, e acabamos já com isto? – Disparou Caius.

- Não os motivemos vivos, para os matarmos ao primeiro acto de rebeldia meu irmão.

- Mas Aro! – Replicou Caius.

- Nada de mas. Eu quero-os vivos. - Ele olhou para nós com um tom ameaçador. – Por enquanto.

 Tudo o que eu queria era chegar-lhe á garganta. Mas não posso. Primeiro, ainda não tenho as minhas respostas. Segundo, não iria desapontar Carlise a esse ponto.

 Era isso! Carlise! Ele com certeza teria uma palavra a dizer sobre isto tudo. E com certeza que ele ira decidir-se pelo caminho mais correcto.

- O que pensa de tudo isto Carlise? – Perguntei virando-me para trás para o encarar. O que não foi boa ideia. Esme estava agarrada ao braço dele. Apesar de passar a imagem de uma mulher forte, eu sabia perfeitamente que ela não estava a gostar nada daquilo. Esme odiava uma luta. E mesmo que o caso ainda não tivesse chegado a tal, ela ainda não se sentia bem por ver os seus filhos a desafiar os mais poderosos da nossa espécie. Ela olhava para Carlise com expectativa. Também ela sabia que ele se decidiria pelo mais correcto. A pergunta era: O que será o melhor para nós?

- Bem. – Começou Carlise, dando uns passos em direcção a Aro, ficando á minha frente. – Eu não gostaria nada de começar uma guerra contigo. Não outra vez. Eu ainda te via como um amigo, que me acudiu quando eu mais precisei. E mesmo depois do incidente com a pequena Nessie, eu ainda te via como tal. Mas isto? Foi demais. O que é que vos passou pela cabeça para atacarem a minha família, e nos aprisionar a todos?

 Carlise foi directamente ao ponto a que eu queira chegar. As respostas. Respostas essa que eu aguardava com expectativa.

 Aro nada dizia. Apenas nos fuzilava com olhar. Até que explodiu.

- Querem saber a verdade? Aqui vai ela! Aquele grupo de vampiros não foi mandado por nós se é isso que estão a pensar. Conseguimos extrair algumas informações dos membros que não morreram naquele dia. Pelos vistos, Carlise, a tua família não é apenas invejada por nós. Conseguiste chamar a atenção de um grupo de vampiros tão ingénuo, que pensava que conseguiria conquistar o nosso mundo, e tirar-nos do poder, se vos tivesse do lado deles. Portanto não vos mataram quando podiam. Então porque não aproveitar? A grande parte dos Cullen e os transmutantes, estendidos no chão. Quase totalmente reconstituídos e confusos Perfeitos para aprisionar. Tentamos que se juntassem a nós, durante todos estes anos. Sem sucesso. E mantivemos ali os lobitos vivos por cortesia.

- Cortesia? – Indignou-se Quil. – Acho que a frase correcta seria. “Mantivemo-los vivos para os torturar”

 A minha boca abriu-se num “O” perfeito. Torturar? Isso passava todos os limites. Ninguém se mete com a mina família e vive para contar a história.

 Por isso não tive problema nenhum em saltar-lhe para o pescoço.

publicado por Twihistorias às 22:32
Fanfics:

2 comentários:
omg,será que vai ter briga?
marcela thomé a 12 de Outubro de 2012 às 01:01

É isso mesmo!
Muito bom. Quando sai o proximo?
inescullen a 12 de Outubro de 2012 às 21:34

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