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Out 12

Capitulo 27

Os últimos suspiros

 

A confusão instala-se.

 Assim que ataquei Aro, Edward meteu-se á frente. Mas infelizmente Jane e Alec chegaram na hora H. E como é óbvio, ela teve de deixar voar o seu “lindo” dom. Mas como eu não sou afectada, ela atacou Edward.

 Os seus gritos entraram-me pelos ouvidos. Era como se facas estivessem a perfurar-me o cérebro impedindo-me de pensar com clareza.

 Tirei os olhos de cima do meu inimigo para ajudar Edward.

- Para! – Gritei para Jane. Os gritos de Edward apenas de intensificam mais.

 Lembro-me de que tenho o meu escudo. Mas assim que tento usa-lo, os gritos param.

 Olhos para trás e vejo Rosalie a imobilizar Jane apenas com um braço.

- Nunca mais tocas no meu irmão! – Rosnou ela. Não sei o que lhe deu, mas espero que não se desvaneça facilmente. 

- Estás bem? – Perguntei a Edward. O meu tom de preocupação era notório.

 Ele acena com a cabeça. O dom de Jane deixou-o bastante fraco.

- Eu estou bem. Mas isto não vai ficar assim. – Ajudei-o a levantar.

- Vingança nunca é o caminho certo. Tu sabes isso melhor que ninguém. – Alertou Alice.

 Jasper aproximou-se, e pousou suavemente a sua mão direita nas costas da sua companheira.

- Não podemos deixar passar isto em pune. Eles prenderam-nos durante dois anos! Têm de receber o troco.

- Eu concordo. – Disse fitando o chão. Afinal o meu desejo de vingança não era assim tão disparatado. A imagem da cabeça dos Volturi espetadas em forquilhas assaltou-me a mente.

- Bella! Por favor. Tenta olhar para as coisas com clareza. Nós não podemos matar os vampiros mais poderosos do nosso mundo. – A investidas de Alice, de tentar fazer-me ver as coisas “com clareza”, apenas me irritaram mais.

- Ninguém disse nada sobre mata-los. – Remeteu Edward.

 Olhei para ele chocada.

- É o mínimo que lhes podemos fazer Edward!

- Sabem que eu vos posso ouvir, certo? – O humor negro de Aro não me caiu nada bem. – Querem matar-nos? Venham. Estamos á vossa espera. A nossa querida Bella já nos mostrou o que consegue fazer. Mas sem resultados aparentes.

 

Se Edward não me tivesse agarrado o pulso, eu iria me a ele naquele momento. Em vez disso, respirei fundo tentando controlar-me .

- Torturou os meus amigos. Aprisionou-os. Acredite em mim. Mata-lo é o que eu mais desejo.

 Aro tentou esconde-lo… mas mesmo assim ainda consegui ver a sua expressão dura.

- Quem é que tu pensas que és? – Gritou Caius levantando –se do seu trono de ouro. – Não passas de uma submissa. Apenas mais uma na nossa guarda. Um numero. Não tens qualquer direito de nos falares nesse tom!

- Direitos? – Jasper ri-se sem humor. – Queres mesmo falar sobre direitos? Nos fomos teus reféns durante anos. Só porque tinhas inveja da nossa família? O que é que isso vos trouxe? Um motim. Porque é isso que vejo. Se vamos mesmo falar de direitos, comecemos pelo direito que vocês não possuíam de nos prender a todos, obrigar-nos a fazer coisas que nós não queiramos. Que iam contra quem nós somos. Sem falar do direito que vocês também não tinham, de torturar os nossos amigos.

 Caius franziu o sobrolho.

- Esses cães? Somos superiores a eles de todas as formas possíveis. Podemos fazer com eles o que quisermos. São uns animais nojentos que não merecem a nossa atenção. 

 Tudo aconteceu demasiado depressa. Num segundo Paul, Embry e Quil estavam a tremer como varas verdes, e no outro deitavam Caius ao chão.

- Irmão! – Pela primeira vez vemos Marcus a reagir a aquilo tudo.

 Marcus saltou do sítio de onde estava, e correu ao encontro do seu “irmão”. Mas já era tarde demais. Caius jazia no chão. Morto. De vez.

 Aro olhava fixamente para o corpo do irmão. Não sei se não se mexia por causa do choque, ou se os gritos de Caius não o afectavam.

- Seus bastardos! – Pela primeira vez na minha vida vi Marcus irritado. Ou mesmo transparecer algum sentimento.

 Marcus lançou-se para cima dos lobos como um cão enraivecido. Mas Emmett e Jasper foram mais rápidos. Prenderam-no por trás, ignorando as investidas de Marcus.

 Jane e Alec avançaram até Paul, Quil e Embry. Provavelmente para os atacar. Mas foram impedidos por Aro.

- Parem! – Ordenou ele. – Não ataquem mais ninguém. Por favor. Não há necessidade de derramar sangue. Seja ele de quem for.

 Jane e Alec olhavam-se confusos. Eu própria estava á nora. Acabaram de matar um dos seus companheiros mais antigos. Um irmão, como ele lhe chamava. Mas sentimentos não faziam o género de Aro. Nunca fizeram.

- Não vais fazer nada? És só garganta mesmo. – As palavras de Sam eram duras. E cheias de provocações silenciosas.

- Acredite em mim. Nada me deixaria mais satisfeito do que extinguir a vossa espécie aqui e agora. Caius era meu irmão. E eu gostava verdadeiramente dele.

 A respiração de Edward ficou mais pesada ao meu lado.

 Retirei o meu escudo mental, de modo s termos uma conversa um pouco mais silenciosa.

- Que se passa? – Perguntei.

- Renesmee.

 Pela primeira vez, notei que não vejo a minha filha desde que entrei. Percorri o salão com o olhar á procura dela. Dou com Renesmee agarrada ao braço de Jacob. Pelos vistos estes anos separados, e a mudança significativa de Renesmee, em nada mudou a sua relação.

- O que se passa com ela?

 Edward olhou para Aro, confirmando se ele estava mesmo distraído com a conversa de Sam.

- As visões da Alice mudaram. Ela vê-nos a todos numa grande batalha. Mas não consegue prever o seu desfecho. Bella. – Ele pegou nas minhas mãos. De certeza que não vinha ali coisa boa. – Por favor. Leva a Renesmee para longe daqui. E não voltes. Fica com ela á nossa espera. Eu hei de consegui encontrar-vos.

 Não era possível que ele me estivesse a pedir aquilo. Sempre que nos separávamos, algo corre mal.

- Não. – Disse simplesmente. Ele ia começar a discuti comigo, mas eu interrompi. – Não te vou deixar sozinho. Não outra vez. Eu fico.

- Bella… É demasiado perigoso.

- Por isso mesmo é que não te posso deixar aqui.

- Mas a nossa filha não pode ficar.

- Tens razão. – Reflecti durante um momento. Só há uma pessoa em quem eu confio para tomar conta dela. – Jacob!

 Ele veio ter connosco ainda com Renesmee atrás.

- As coisas vão ficar feias não vão? – Concluiu ele de imediato.

 Acenei afirmativamente.

- A Alice prevê um combate. Não podemos deixar a Renesmee ficar.

- Mãe! Eu não me vou embora. – Protestou Renesmee. – Eu quero vingar-me deles.

- Não! Tu vais com o Jacob. – Ordenou Edward. Nunca o tinha visto assim antes.

- Ele tem razão. Não podes ficar aqui. Não te preocupes. Eu protejo-te. – Jacob sorriu-lhe, e surpresa das surpresas. Beijou-a suavemente.

 Renesmee ficou um pouco atordoada. Mas pelos vistos ajudou.

- Eu vou. – Ela virou-se para mim e Edward. – Por favor… tenham cuidado.

 Edward abraçou-a, e eu juntei-me a eles.

- Não te preocupes. Nós ainda vamos ser felizes de novo. Eu prometo. – Apesar das palavras de Edward se dirigirem a Renesmee, também me acalmaram um pouco. As promessas mudas reconfortaram-me.

- Cuida de ti. – Jacob deu-me um beijo na face e afasta-se com Renesmee.

- Pronta? – Perguntou Edward, entrelaçando os seus dedos nos meus.

- Sempre.

 Aro ainda discutia com Sam. Uma discussão que já estava a ficar demasiado acesa.

- Alice. Dá – nos o ponto da situação. Pediu Carlise. – Pediu Carlise. Pelos vistos, quase todos já estavam a par da situação.

- Aviso já que não temos muito tempo.

 E realmente Alice tinha razão. Um segundo depois de Alice nos avisar, Marcus solta-se da prisão de Jasper e Emmett. Ele ataca os méis irmãos, tentando chagar-lhes á garganta. A partir dai não vejo mais nada.

 Viramos – nos todos uns contra os outros. Os lobos devem ter-se transformado, pois um deles passou-me mesmo ao lado. Parecia Seth, mas não posso afirmar com certidão.

- Olá de novo. – A voz de Jane fez-me virar para trás. – Finalmente vou poder dar cabo de ti.

 Ela lançou-se para cima de mim. Com o braço imobilizei-a por uns momentos. O suficiente para responder á sua ameaça:

- Isso é o que vamos ver.

 Torci-lhe o braço, fazendo com que ele urrasse de dor. Para ser sincera, já andava a querer fazer isto a algum tempo.

 Não sei bem com, mas ela conseguiu reverter a situação. Jane empurrou-me em direcção a uma das paredes do salão. Mas com a confusão de corpos, acabo por esbarrar contra Demitri, que corria na direcção contrária á de Rosalie. Aqueles segundos foram cruciais para que Rosalie o alcançasse, e acabasse de vez com a vida do homem que me enganou durante dois anos.

- Obrigada. – Agradeceu ela.

- De nada. Foi bem merecido. – Rosalie lançou-se um leve sorriso antes de procurar outro alvo.

 Sinto um forte pontapé nas costas, que me fez cair para a frente. Jane chegou-se ao pé de mim dando pequenos risos.

- Agra sim. Estamos a chegar a algum lado.

 Ainda ofegante, consegui dizer:

- Não me parece.

 Virei-me, e deitei-a a baixo, posicionando-me r cima dela.

- Sabem. – Comecei. – Nunca fui muito á bola contigo.

 Ela não moveu um músculo. A princípio achava que tinha desistido. Mas essa não seria a Jane que eu conheço.

 Sem aviso prévio, umas mãos ergueram-me, e prenderam-me os braços por trás das costas, de moda a que não me movimentasse. Não foi preciso muito para saber que se tratava de Alec.

 Jane também se levantou, e caminhava na minha direcção.

- Ora vejam bem. O que é que vou fazer contigo? – Jane deu uma gargalhada. – Aviso já que não será uma more fácil.

- Eu não apostaria nisso…

 Emmett soltou-me de Alec, e leva-o para longe. Sei que ele está morto quando a sua cabeça voou, aterrando mesmo aos pés de Jane. Aproveito a distracção para a imobilizar.

- Não te preocupes. Ele estará no inferno a tua espera. – Sussurrei antes de acabar com a sua vida. Aquela foi a vingança por todas as pessoas que ela torturou e matou. Pela Bree.

 Olhei em redor á procura de Edward. Constatei que havia corpos por todo o lado. As baixas pertenciam todos aos Volturi. Pelos vistos, a raiva e fúria tomou conta dos Cullen e dos Quileutes.

 Aproximei-me do monte de gente que concentrado no meio do salão. 

 O único sobrevivente era Aro. Que, naquele momento, estava rodeado por todos os lados.

- O que vão fazer comigo agora? – Perguntou ele cheio de uma coragem que só se adquire depois de mais de mil anos de vivência.

- O que fizemos a todos eles. – Respondeu Quil animado.

 Aro deu uma gargalhada sombria.

- Não vou ser morto pelos meus próprios reféns.

 Ele tirou um isqueiro do bolso (será que ele anda sempre com ele?), e incendiou-se a si próprio. Vimos Aro tornar-se numa tocha “humana”.

 E assim, vimos o último Volturi, a abandonar o mundo.

publicado por Twihistorias às 20:58
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3 comentários:
Omg,a luta do século!To louca pra saber onde está a nessie e o jake!
Marcela Thomé a 16 de Outubro de 2012 às 22:26

ESPECTACULAR!!! ADOREI ADOREI ADOREI!!!!
por favor, continua rápido!
tixxa a 17 de Outubro de 2012 às 12:12

oh, já está a acabar?
ohhhhhhhh
gosto tanto da fic
inescullen a 17 de Outubro de 2012 às 19:23

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