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Out 12

Cap. 18 - Desentendimentos

Eram 3 e meia da manhã, quando me apercebi que a luz do candeeiro do lado dela estava acesa e que ela não estava no quarto. Ouvi água a correr na casa de banho e, momentos depois, ela entrava no quarto. Tinha vestido a camisa de noite e apanhado o cabelo.

- Está tudo bem? – Perguntei.

- Sim. Porquê?

- Nada. Só perguntei.

Ela voltou a deitar-se e apagou a luz. Fechei os olhos e estava quase a cair no sono, quando a ouvi.

- Rob?

- Sim amor? – Disse, ainda de olhos fechados.

- Já estás a dormir?

- Estava quase. Porquê?

- Nada. Deixa estar.

Abri os olhos de imediato e voltei-me para ela, perguntando o que se passava.

- Oh não é nada. É só... que não consigo dormir.

- Mas, falta-te alguma coisa?

- Não. Quer dizer, mais ou menos.

Fiquei à espera que ela continuasse, mas ela não o fez.

- O que se passa Anna? Tens mesmo a certeza que está tudo bem?

Ela continuou sem me responder, mas aproximou-se e beijou-me intensamente.

Deixei-me levar até ficar sem fôlego, altura em que precisei de me afastar ligeiramente. No entanto, ela não parecia disposta a deixar-me afastar e já todo o seu corpo estava colado ao meu, como se fosse a última vez que estaríamos juntos.

Quando afastei os meus lábios dos seus, ela deslizou-os até ao meu pescoço e cobriu de suaves beijos cada centímetro de pele, desde a clavícula até à orelha, deixando-me completamente arrepiado. Fechei os olhos e engoli em seco, ao sentir o toque molhado da sua língua no lóbulo da minha orelha e quando ela finalmente decidiu mordiscá-la suavemente, foi como se um formigueiro acabasse de percorrer todo o meu corpo, fazendo-me estremecer. Perdi o controlo, no momento em que senti a sua respiração ofegante na minha orelha e, sem conseguir conter um gemido, acariciei a parte lateral do seu corpo, enquanto procurava os seus lábios.

- Saudades? – Sussurrei entre beijos.

Ela aproximou-se do meu ouvido e disse “Ainda não viste nada.” Deslizou a língua novamente pelo lóbulo da minha orelha e aproveitou o facto de já estar debruçada para, no mesmo movimento, ficar completamente deitada sobre mim.

Concentrei-me por momentos em retribuir as maldades que ela já me fizera, até que ela se apoiou num dos cotovelos e acabou de despir a sua pequena camisa de noite, que já tinha subido tanto, que apenas lhe cobria os seios. Toquei-os levemente, enquanto ela tentava chegar ao elástico dos meus boxers. Decidi fingir que não me tinha apercebido e não fiz qualquer movimento no sentido de lhe facilitar a tarefa.

Após alguns momentos, ouvi-a suspirar de frustração, que era exactamente aquilo que pretendia e não consegui deixar de sorrir no seu ouvido, enquanto ela tentava mover-me sem sucesso. Mas dei-me mal, ela apercebeu-se, olhou-me nos olhos fazendo uma careta e beliscou-me o lado direito da barriga, fazendo com que eu me encolhesse e ficássemos virados de lado, frente a frente. Mas, ainda ela sorria em triunfo, já eu a pressionava contra o colchão, tomando o controlo da situação e impedindo-a de concretizar o objectivo.

Tentou libertar-se por instantes, até que comecei a percorrer com suaves carícias todo o seu corpo, fazendo com que parasse de se debater. E, quando estava prestes a deixar-me de jogos e a permitir que terminássemos o que tínhamos começado, ela pegou na minha mão e fez-me tocar na sua barriga.

Não senti nada de diferente ao tocar-lhe, mas esse simples toque fez-me recordar a breve conversa que tinha tido com o Dr. Welch e, no segundo seguinte, tinha perdido toda a vontade. Afastei-me e deitei-me de barriga para cima, fitando o tecto.

Ela veio atrás de mim e voltou a tentar provocar-me. Mas eu não ia voltar a deixar-me levar. O Dr. tinha sido muito claro:

- Eu já percebi que a sua noiva é uma pessoa com muita energia, Sr. Pattinson. Não vai ser nada fácil obrigá-la a ficar em repouso, mas pelo menos até aos três meses de gravidez ela deve descansar o mais possível. À partida parece estar tudo bem, mas ela ainda está muito frágil e continua a correr o risco de perder o bebé.

- Doutor, diga-me só o que devemos evitar. – Ele esboçou um sorriso.

- Não leve a mal que lhe diga isto, mas gosto da sua atitude. Era bom que todos os pais se envolvessem e se preocupassem assim. Bem, mas vamos ao que interessa. Em primeiro lugar, 12h a trabalhar, nem pensar! Ok, ela quer trabalhar, deixe-a fazê-lo, mas com moderação. Cinco ou seis horas por dia no máximo. Pegar em pesos ou fazer esforços, também não é boa ideia. E quando falo em esforços, estou a incluir todos os tipos de esforço, exercício físico e relações sexuais incluídas. Atenção, isto não é uma proibição, mas convém que os esforços sejam moderados. O meu conselho é: dê-lhe espaço, deixe-a fazer aquilo que ela quiser, mas fique de olho nela e não a deixe abusar. Se tentar prendê-la demasiado, ela vai acabar por fazer tudo às escondidas.

- Ok Doutor, fique descansado, eu bem sei a peça que tenho em casa. Bem, eu hei-de arranjar uma maneira de a fazer abrandar.

- Se tiver alguma dúvida, tem aqui o meu cartão com os meus contactos.

- Obrigado doutor. Bem, se é tudo, vou andando antes que ela vá sem mim. Mulheres. – Brinquei.

- Pois. E ainda por cima grávidas. Boa sorte.

- Obrigado. – Disse, enquanto saía.

Eu continuava deitado na cama a fitar o tecto, enquanto ela me tentava trazer de novo ao presente.

- Amor, importas-te de parar com isso? – Pedi.

Ela afastou-se.

- O que aconteceu meu amor? Porque ficaste assim? – Perguntou com surpresa na voz.

- Não consigo fazer isto.

- O quê?

- Não tenho a certeza se devíamos fazer isto. Talvez não seja boa ideia, por causa do bebé.

- Oh óptimo! Agora é que não vou poder fazer mesmo nada! Fantástico! – Disse, enquanto se virava de costas para mim.

- Hei! Amor? Não fiques assim, por favor! Eu só não quero que nada de mal vos aconteça.

- Boa noite, Rob! – Foi a sua resposta seca.

Voltei-me e deixei-me ficar no meu canto, de costas voltadas para ela. Lindo! Agora ela vai ficar chateada comigo por causa disto.

Minutos depois ouvi-a fungar ao meu lado.

- Anna, por favor. Não fiques assim. Só quero esperar para termos a certeza que não vai fazer mal ao bebé.

- Deixa-me em paz Rob! Isto não tem nada a ver contigo!

- É claro que tem! Estás a chorar por minha causa...

- Não, não estou! Vais deixar-me em paz ou não?

Tentei abraçá-la, mas ela afastou-me. Boa! Agora é que ela ficou mesmo magoada comigo. Fantástico Robert! Pior era impossível! – Recriminei-me mentalmente. Talvez tivesse sido melhor ter parado de pensar e deixar-me levar.

Fiquei tenso o resto da noite, deitado no meu canto à espera que a manhã chegasse. Anna tinha adormecido, mas estava inquieta e mudava constantemente de posição.

publicado por Twihistorias às 21:40

comentário:
Nossa,gravidez é mesmo uma coisa complicada....
Marcela Thomé a 24 de Outubro de 2012 às 01:05

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