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Out 12

Capítulo 18

Parte 1

-Terminamos por hoje. – disse enquanto pousava a guitarra no chão. – Não se esqueçam que amanhã às 16 horas temos o ensaio geral com o teste de som no bar.

Iriamos dar o nosso primeiro concerto em Forks, ainda não sabíamos como seria o ambiente, se iriamos ter adesão ou não. O certo é que várias pessoas, principalmente os alunos da escola, tinham aderido ao CD e pelo menos uma vez já o tinham ouvido. Agora era esperar para ver.

Jacob estava à minha espera do lado de fora da garagem que a minha família alugou para os ensaios da banda. Era impossível fazê-lo na minha enorme casa, pois na última semana, começaram a chegar vampiros de todos os locais. Alguns já conhecia, outros eram-me completos estranhos.

Até o Jacob estava proibido de ir até à propriedade dos Cullen. Apenas para não haver desentendimentos entre tantos olhos vermelhos.

Como tal, a única forma de estarmos juntos era ele acompanhar-me a casa depois de um dia de ensaios com a banda.

-Como estão todos? – perguntou ele quando já íamos a caminho.

-Estão bem, o tio Jasper e a tia Alice chegaram ontem. O tio Jasper está bastante abatido com a historia da Maria.

-Acredito. Mas ele não disse que ela já estava morta? – era perfeito como o Jacob fazia todas aquelas perguntas que ninguém se atrevia a fazer lá em casa, apenas por ser uma resposta demasiado obvia. Mas a verdade, é que era algo que eu adorava, fazia-me lembrar o meu lado humano, o lado que eu tinha na maioria em França.

O meu coração apertou assim que me lembrei de França. Tinha terminado com o Florent no dia anterior, da pior forma possível, devo acrescentar, com uma chamada. O problema é que me estava a sentir mal por estar e Forks com o Dio todos os dias, enquanto o Florent estava em França sozinho, ou não. A verdade é que era injusto para ele, por isso achei melhor terminar e não dar mais desilusões ao meu pai.

-Aparentemente não. – respondi assim que me apercebi que Jacob abrandou e olhava para mim apercebendo-se que algo se passava.

-Está tudo bem? – perguntou. Meu Deus, não necessitava do poder do meu pai para adivinhar aquela pergunta dele. Era incrível como conseguia esconder tanta coisa de toda a gente, menos dele.

Acenei que sim com a cabeça, mas não falei no Florent. Apesar de ter acabado com ele, doía-me o coração ao pensar nele. Eu amava-o!

Mas uma guerra aproximava-se, não sabia se iria sair dela viva. Tinha que terminar com ele, mais cedo ou mais tarde!

-E como andam as coisas lá em casa? Já ouve alguma morte ou assim? Tem tudo conseguido comportar-se? – Assim que se apercebeu que eu não queria falar do que me incomodava, Jacob mudou de assunto.

-Nada que não se recomponha, mas nada de mais. Basicamente discute-se estratégias de guerra e tal. O tio Jasper como um antigo general que controla as emoções, tem tudo sobre controlo.

A conversa continuou pelo restante caminho, apesar de tudo gostava de ter o meu amigo de volta. Por mais que me quisesse afastar, acabava sempre ou por lhe ligar, ou por tocar à campainha de casa dele.

«Como é que conseguiste estar dois anos sem lhe falar e agora nem um dia consegues ficar sem ouvir a sua voz?» era o que me perguntava sempre antes de premir a tecla verde do telefone.

A minha teoria é que o facto de o ter ali tão perto exercia qualquer coisa sobre mim, isso e o facto de já não estar tão magoada como estava na altura.

Ainda assim, o Jacob era só meu amigo, não estava preparada para nada mais entre nós. Nem preparada e também não queria.

Eu era dona do meu próprio destino, não uma simples impressão natural. Eu decretava quem seria o meu namorado, não ela!

Rápido de mais chegamos a minha casa. Jacob estacionou o carro antes de entrar na propriedade, algo que a minha família tinha solicitado, evitando assim confrontos entre vampiros e lobisomens.

«Meu Deus, tens que te começar a afastar dele Renesmee Cullen, senão vais voltar a apaixonar-te por ele.» pensei face à vontade que tinha de continuar a falar com ele.

Despedi-me, alegando que tinha algo para fazer em casa. O que não era de todo mentira, mas também não era tão urgente como demonstrei.

Jesus, como detestava o facto de ser tão fácil estar com o Jacob.

Assim que fechei a porta do carro corri para a casa dos Cullen ao encontro da minha família. Era dia de o tio Emmett e outros vampiros me ensinarem a lutar.

Dio estava incluído nesse role de vampiros, e assim que cheguei perto dele fui brindada com o seu sorriso.

Estava pronta para o que se aproximava, umas boas horas de luta com vampiros. Iria ser duro para mim, mas não deixava que nenhum deles fosse brando comigo, nem mesmo quando estava a sangrar.

Os meus pais tentavam sempre estar longe quando isso acontecia. A minha mãe por que dizia ser demasiado para ela ver a filha lutar, magoar-se e não poder fazer nada. O meu pai queria ajudar, mas sempre que lutávamos os dois ele era demasiado brando. Então acabámos por decidir que eles iriam caçar nessa altura, sendo assim mais fácil para os outros ensinar-me sem ter os olhares recriminadores deles.

Aliás, eles só concordaram com isto porque sabiam que era importante para mim saber defender-me. A guerra iria ser feia, tanto para um lado como para o outro. Iria, certamente, haver baixas em ambas as equipas, só esperávamos que fosse mais baixas na equipa deles que na nossa.

Ao fim de três horas de treino e sem dizer nenhum “Ai” tínhamos terminado, e eu só queria ir para casa descansar um pouco. Estava de facto bastante magoada, afinal de contas, eu era meia humana.

Ainda na casa branca, dirigi-me ao antigo quarto do meu pai para um bom banho e trar toda aquela quantidade exorbitante de terra que se tinha acumulado no meu corpo durante o treino.

-Queres companhia? Posso lavar-te as costas – perguntou o Dio antes de eu trespassar a porta o quarto.

-É uma proposta tentadora. – disse com um sorriso malandro. Aproximei-me dele envolvendo os meus braços ao redor do seu pescoço.

Arrastei-o para dentro do quarto enquanto lhe depositava um beijo nos lábios.

Com o pé Dio fechou a porta e estava agora a puxar-me contra si.

-Mas a proposta do banho vou ter que recusar. – disse entre beijos. – Espera aqui por mim.

Dio afastou-se de mim, apenas para me lançar um olhar ameaçador, pena é que já o conhecia o suficiente para aquilo não me intimidar.

Dirigi-me à casa de banho com um sorriso e assim que comecei a retirar a roupa esse sorriso desapareceu, em vez disso apareceu a verdadeira razão por ter feito Dio esperar do lado de fora.

Todo o meu corpo estava pisado, com alguns arranhões que teimavam em não sarar imediatamente. As minhas lágrimas irromperam pelos meus olhos assim que fiz alguns movimentos apercebendo-me de mais uma costela partida.

Respirei fundo e entrei para o banho. Assim como todos os dias, no dia seguinte já estaria definitivamente melhor.

Conseguia ouvir o Dio de um lado para o outro no quarto, a mexer na grande quantidade de CDs que ali se encontrava, parecia aborrecido com a minha demora.

Finalmente vesti uma roupa lavada e sai da casa de banho, deixando lá as minhas lágrimas e qualquer demonstração de dor.

Dio começou a agarrar-me e a beijar-me. Sabia onde aquilo iria acabar, e não me importava, a verdade é que gostava daqueles meus momentos com o Dio. Aliás, adorava! Mas devido às minhas condições corporais iria ter mais dor que prazer.

-Aqui não, a casa está cheia de vampiros, nos quais alguns são a minha família. – sussurrei ao ouvido dele.

-Não estou habituado a ver uma Renesmee assim, tao politicamente correcta. – disse enquanto ainda me beijava.

Ele tinha razão, se eu não estivesse assim magoada queria lá saber de que a família ou alguém estivesse ali. Mas eu estava magoada e não podia permitir que alguém soubesse da gravidade da coisa.

-Pois, e não costumo ser, mas há uma coisa chamada de respeito familiar. – disse afastando-me dele.

Vendo que nada de mais iria acontecer, Dio ficou ali comigo, apenas a abraçar-me e a fazer cafunes no meu cabelo.

-Então como foi o teu dia? Está tudo ensaiado para amanhã? – perguntou ele.

-Sim. – respondi enquanto inalava o aroma que provinha do seu corpo. Encostei a cabeça ao peito dele e permiti que me abraçasse.

Ficamos assim durante imenso tempo, apenas a falar do dia de amanhã, do meu concerto.

Informei que não iria cantar nenhuma das músicas que tinha relacionadas com os meus pais. Não os queria magoar, ainda por cima agora, que estávamos a tentar aproximar-nos e até estava a começar a correr bem novamente.

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

comentário:
Essa metade humana da renesmee é mesmo um problema...
Marcela Thomé a 28 de Outubro de 2012 às 20:17

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