01
Nov 12

Despedidas

 

 

 Capítulo 5

Despedidas

 

Ponto de vista do Jacob Black

Dois dias depois.

 

A conversa não podia ter corrido pior. Charlotte não compreendeu a minha situação. E quem a podia julgar? Eu próprio fugiria a sete pés caso estivesse na sua situação. Aliás se alguém me tivesse dito há cinco anos que a minha vida seria esta, seria o primeiro a procurar ajuda psicológica para o lunático.

 

Agora aceito que pertenço a esta tribo e que esta é a minha vida, mas não sei o que fazer sem ela. Pensei que Bella seria o meu único amor, a história triste do rapaz que se apaixonou pela cara metade de outro. E contentava-me com isso, nunca esperei conhecer alguém que fizesse tanto sentido tão rapidamente.

 

Como se sempre pertencera á minha vida. Doía agora saber que tinha partido sendo a sua repulsa a nossa única ligação. Mas não era altura para devaneios. Era altura de deixar o coração em "stand-by".

 

E voltar a ser o Alpha Quiluete. Forks estava agora em sinal de alerta, um animal descontrolado matara dois caçadores no parque florestal. A minha tribo pronta a tomar medidas não fosse esse "animal" o Edward Cullen. Alice Cullen tinha sido a ultima pessoa a ver o irmão e o próprio confessara ao lado dos corpos degolados.

 

Desde então que lhe perderam o rasto. Tudo aconteceu a seguir á partida de Charlotte. Charlie e Edward bateram á minha porta lembrando-me da missão de reconhecimento na mata para encontrar pistas ou o corpo da Bella. Apesar de sensível á ideia alinhei. Vasculhamos durante horas aquela maldita floresta e nada.

 

Edward e Charlie mantiveram uma conversa metódica e por vezes amigável. Até que quando combinamos ir e,borá e oferecer a Charlie uma refeição quente Edward perdera o controlo. Tão depressa como sorrira e revira os seus apontamentos, começou a cavar com as mãos nuas o chão lamacento e a gritar o nome dela.

 

Charlie não ficou indiferente ao seu sofrimento, acocorou-se junto dele e abraçou-o como se do seu filho se tratasse. Edward grunhiu em resposta. Foi aí que percebi que aquele já não era o Edward e antes que o magoasse sem querer retirei Charlie dali para fora e relatei a Alice o que tinha passado.

 

E agora encontrava-me a escrever tudo isto num estúpido caderno. Por que o Sam acha que ajuda a tomar a minha decisão. Essa que todos estão a espera que tome e que eu não faço ideia como.

 

Até que o meu telemóvel tocou.

- Jacob?! 

 

- Perguntou Alice na sua voz inconfundível.

 

- Sim, Alice. Novidades? - Não era altura para conversa fiada.

 

- Não exatamente, mais uma pista, por assim dizer...

 

- Certo. De que é que precisas?

 

- Vem cá ter a casa e digo-te. Acho que sei onde é que ele está.

 

- Ok. Estou aí em 15 minutos.

 

Desliguei e preparei-me para sair do quarto de Sam onde me escondera por duas horas. Antecipando a reacção da minha matilha preparei o meu discurso de líder. Coisa que detestava fazer. Abri a porta e fui inundado por milhares de perguntas da jovem matilha.

 

Calei-os.

- Rapazes - Disse num tom autoritário.

- Recebi agora uma noticia que pode alterar a minha decisão, estarei de volta dentro de algumas horas. Até lá ninguém se mexe.

Ordenei ainda surpreendido com o meu próprio tom de voz. Do canto do olho vi o sorriso orgulhoso de Sam.

 

- Desde quando és tão pacífico Jake?!

 

 

"Tás" armado em sanguessuga?! Provocou Quill.

 

- Alguém mais, para além do Quill quer sair desta?

 

- A sério Jake?! És mesmo vendido!

 

- Quill não piores a tua situação. Nem envergonhes os teus irmãos.

 

Não tinha bem a certeza se o "irmãos" fosse colar. Mas soava a coisa de líder. 

 

O Jake tem razão Quill, temos que ver o que se passa antes de agir. Não podemos partir para violência sem ter a certeza de que é o melhor a fazer.

- Defendeu-me Seth.

 

- Mas ele matou humanos?! Isso não chega?! Oh grande

Líder! - Ripostou Leah. 

 

Seth, Leah! Sou o Alpha desta tribo, o representante dos nossos antepassados. É minha função honrar o tratado com os Cullen. E com isto calaram-se.

 

Quando estava a sair Sam chamou-me:

- Jake?!

 

- Sim, Sam?!

 

- Estiveste bem puto!

 

- Obrigada meu!

 

Sorri-lhe e corri para a casa dos Cullen. Quando lá cheguei já estava Alice no alpendre.

 

- Não convém entrares o ambiente está de cortar á faca.

 

- Justificou-se. - Compreendo. Então o que é que viste?

 

- Não foi bem uma visão porque não me estou a conseguir concentrar. O afecto que sinto pelo meu irmão dificulta o meu poder. Entendes?

 

 Anuí.

 

 - Mas vi qualquer coisa. O Edward dirigia-se para uma clareira. Deduzo que era a clareira dele e da Bella e deduzo que seja ele.

 

- Isso parece pouco concreto... Mas neste momento...

 

-É tudo o que temos.- Atalhou ela.

 

- Certo. Onde é que eu entro nisso tudo?

 

- Eu preciso que lá vás e que confirmes a minha suspeita.

 

- Afirmou Calmamente.

 

- O quê?!Porquê eu?!

 

- Mais baixo Jacob!

 

Gritou arreliada. Depois respirou fundo e respondeu:

 

- É fácil, se eu for a minha família vai achar que lhes escondo alguma coisa e tu és neutro o suficiente para resultar. -

 

E como é que achas que resulta se lá for eu?! Afinal sou tudo menos família!

Argumentei desconfiado.

 

Alice aproximou-se colocou a mão no meu braço e fixou-se nos meus olhos.

 

- Por que sabes o que ele está a sentir.Ninguém mais do que vocês amou tanto a Bella. Também tu quiseste cometer loucuras. E caso a Charlotte não te tivesse salvo estarias igual ou pior que ele.Mesmo agora partilham a mesma dor da perda.Para além do mais o meu irmão gosta muito de ti Jacob. Ele vê te como um amigo e não rival, observou o teu crescimento e viu quándo te tornaste num grande líder para a tua tribo. Ele admira-te.

Permaneci em silêncio enquanto processava todas aquelas palavras. É claro que eram estranhas de ouvir. No entanto não podia duvidar da sua sinceridade. -

 

São argumentos suficientes para ti, casmurro?

 

- Brincou com um sorriso triste.

 

- Acho que sim.- Respondi pensativo.

 

- Então põe te andar, antes que ele cruze a fronteira!

 

Ela deu-me a localização da clareira e despediu-se. Ainda ficara a pensar naquelas palavras seriam verdade.Pensaria ele isso de mim. Fosse o que fosse usaria isso a meu favor.

 

Cheguei á clareira já escurecia. As cores verdes do que parecia um ambiente encantador, estavam desbotadas pela chuva. E mesmo no meio da relva estava Edward. De joelhos com a camisa clara suja de sangue e detritos. Os seus olhos fixados no chão e o cabelo colado à cabeça pela precipitação. Aproveitei-me

 

. - Estás um nojo!

 

Ele resfolegou e sem tirar os olhos do chão disse:

 

- Jacob.Estás aqui para acabar comigo? Dava-me mesmo jeito que o fizesses

 

. A sua voz arrepiou-me. Nem um pingo de medo ou tristeza.Puro e suicida alívio.

 

- Estás cheio de azar, não venho dar-te o golpe de misericórdia

 

- Aí não?Então porque é que aqui estás? Perguntou no mesmo tom desprendido.

 

- Aparentemente sou o teu melhor amigo.

 

Mais um resfolegar, desta vez quase humorístico.

 

Continuei: - E como tal venho lembrar-te para cresceres uns tomates! E saíres dessa! Eu sei que estás feito num farrapo e que te dava um gozo do caraças se eu te arrancasse a cabeça à dentada. Mas não. És pai Edward, os teus filhos amam-te e precisam de ti. Não estás autorizado a armares-te em Dracula. Não queres que a barbie loira e o Mr. Músculos te substituam pois não? Durante algum tempo só ouvi o vento a sibilar nas árvores, até que Edward se dignou a responder.

 

- Aí é que te enganas. Já tenho tudo planeado, não vou deixar a Rosalie com os meus filhos.

 

- Aí não? - Interrompi-o.

 

- Não - respondeu pacientemente.

 

- Os meus filhos merecem muito mais que isto Jacob! Um palhaço sem vontade de viver a arrastar-se por aí. Achas que alguma criança merece viver neste ambiente?!

 

- Achas que era isto que a Bella queria para ti?!

 

- Desafiei o. Consegui uma reacção.

 

Levantou-se esmurrou-me e gritou: - Isso agora já não interessa muito, pois não!!

 

Seguiu-se um momento inexplicável de silêncio, percebi que já nao mudaria a sua decisão:

 

- Já não há nada a fazer pois não?

 

A sua expressão desolada disse tudo. Ofereci-lhe boleia

 

. Edward passou a viagem em silêncio no final agradeceu por tudo e despediu-se com um "até um dia".

 

 

Ponto de vista do Edward Cullen

 

Entrei relutantemente em casa e antes que perdesse a coragem, gritei os nomes da família como estava habituado.

 

Quando chegaram comecei:

 

- Sei que estão preocupados e alguns até desiludidos.Fico-vos agradecido. Vocês são sem excepção a minha família, e por muito que não vos pareça amo-vos.

Contudo não posso continuar com esta farsa. Perdi o controlo e a vontade de fingir e por isso não estou a ser o pai que os meus filhos gémeos merecem.

Respondendo desde já aos vossos pensamentos, não não me vou matar. Matar-me-iam se o fizesse.

 

- Disse olhando para a minha irmã Alice.

 

- Contudo pretendo sim deixar Forks por um período de Dez anos. Durante o qual o Carlisle e a Esme serão os UNÍCOS responsáveis diretos para a educação dos gémeos. Ser-lhes á concedida a entrada nas melhores escolas, e caso não voltar a tempo da maioridade aberta o fundo monetário da minha família.

Quero que acima de tudo, todos se encarreguem pelo bem estar e felicidade dos meus maravilhosos filhos. Durante os fins de semana os meus filhos estão autorizados a visitar a reserva. Ou a viajar com alguém desta família, especialmente para visitar a avó materna.

Durante a minha ausência quero um relatório semanal do que acabo de dizer. E visitarei Forks quantas vezes me aprouver sem o conhecimento dos meus filhos. Apenas não os quero educar enquanto não retomar o controlo dos meus instintos.

Mas caso alguma destas regras seja quebrada. Estou disposto a voltar imeadiatamente para cá.

 

Todos comentaram o meu discurso dizendo que compreendiam e seria cumprido escrupulosamente.

 

Mas a pior parte viria a seguir.

 

Subi a escadas até ao berçário. A dor deste ato era física, mas sabia que era o melhor. Enquanto o fazia reparei que da minha garganta saia o som do soluçar típico de Esme. E soube finalmente perceber a sua dor.

 

Abri devagar a porta. Olhei para os meus filhos de longe, depois abracei-os,beijei-os, aconcheguei nas suas camas. Quando deixei as cartas que escrevera na sua comóda, sai pela janela.

 

Como há tantos anos havia feito com a sua mãe. Desejando voltar no segundo em que aterrei no chão.

publicado por Twihistorias às 18:30

2 comentários:
Own,que triste...
Marcela Thomé a 1 de Novembro de 2012 às 21:40

Ai ai...Edward Edward...não é a fugir que resolvemos os nossos problemas. Tu tens é que encontrar a bela da vampira psicologa e falar com ela...ou melhor procura a Caroline do Vampire Diaries e ela ajuda-te no controle. Ela é bastante boa. Ou então procura o damon, de certeza que ele te mostra outro lado da vida vampiresca...eheh

Enfim..muito bom o cap, fiquei com pena dos putos, mas pronto! De certeza que se vão tornar grandes "homens"....ou não!!

Bejo**
Letícia a 4 de Novembro de 2012 às 01:56

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