03
Nov 12

Capítulo 18

Parte 2

Ficamos deitados naquele quarto por horas, sentia-me a curar a cada minuto que passava. No entanto necessitava alimentar-me com uma certa urgência.

Dio andava agora a admirar alguns dos items existentes no quarto do meu pai, pegou num objecto branco e olhou para mim.

-É um género de walkie talkei de bebe. – esclareci eu.

-Eu sei o que é isto, mas para quê que o tem? Só moram aqui vampiros, supostamente ouvem todos demasiado bem para necessitar disto.

-Eu sei. Mas a minha tia mexeu aí nuns fiozinhos e agora isso abrange uma grande área, o que significa que os meus pais na cabana deles conseguiam ouvir-me quando eu ficava aqui a dormir. Sabes como é, eu era um “bebé” e eles não adoravam quando eu ficava fora da beira deles, por isso optaram por esse pequeno aparelho. – explicava eu enquanto lhe tirava o pequeno aparelho, no qual Dio cismava em mexer nos botões todos. – Aparentemente deixava a minha mãe mais descansada por me ouvir respirar.

Depositei um beijo nos lábios do Dio enquanto enrolava os meus braços ao pescoço dele.

-Tenho que ir caçar, não posso dar um concerto amanhã mal alimentada, sabes o que pode acontecer. – disse num sussurro ao ouvido dele.

Claro que ele sabia, podia acabar por atacar alguém, mas pior que isso. Poderia não sarar todas as lesões até amanhã. E eu queria estar a 100% para o primeiro concerto da minha banda em Forks.

Saimos pela janela e embrenhamo-nos no bosque. Normalmente o Dio não me acompanhava, ou quando o fazia era apenas para me fazer companhia. Ele não gostava daquele tipo de alimentação, no entanto, por vezes fazia um sacrifício e alimentava-se de animais.

Hoje acabara de ser um desses dias.

-Tenho pena do Bambi que acabei de comer. Como é que o tambor vai sobreviver sem o seu melhor amigo. – brincava ele fazendo analogia ao filme da Disney.

-Arranja um amigo do seu tamanho e da espécie dele. – disse enquanto o abraçava.

Caminhamos pela floresta até casa dos meus pais. Enquanto isso íamos falando das mais variadas e estupidas coisas que surgia na nossa mente.

-Quando me vais divulgar o teu verdadeiro nome? – inquiria eu enquanto entrava na minha casa.

-Tu sabes o meu nome. – a sua cara era demasiado seria para alguém suspeitar que ele estava a mentir. Mas o Marcello uma vez descaira-se e eu ficara a saber que Dio era apenas um diminutivo para um outro nome.

-Vá lá. Dio é apenas o diminutivo de algo. – exibia um beicinho que normalmente chegava para o convencer a “dar-me” aquilo que eu tanto queria.

Dio sorriu para mim e abraçou-me, fazendo que os nossos corpos ficassem colados frente a frente.

-Estamos sozinhos em casa, sabias? – a voz, os movimentos, tudo era sedutor naquele momento.

-Hum-hum, por isso podes dizer-me o teu nome que ninguém vai ouvir. – tentei mais uma vez, mas sem grande efeito. Já estava a entrar no espirito da coisa e as nossas roupas já estavam a descolar-se do nosso corpo enquanto nos dirigíamos ao meu quarto.

Dio não me respondeu e rapidamente esqueci-me daquele pedido.

Já alguma vez disse que adorava o sexo vampírico? Sem interrupções, sem cansaços, sem nada. Era apenas dar e receber prazer.

Já o sol estava a brilhar novamente quando ouvimos barulhos, o que me fez sobressaltar e afastar-me do Dio.

Mas não ouvíamos ninguém chegar, nem sentíamos o odor de ninguém.

Levantei-me, vestindo a t-shirt do Dio e movimentei-me pela casa para descobrir de onde vinham as vozes.

Ali estava, no topo da prateleira da sala. O aparelho igual ao que , ontem, o Dio tinha na mão.

Conseguia ouvir a família a falar.

-Deixas-te aquilo ligado. – adverti o Dio.

Preparava-me para desligar aquilo e regressar aos braços do meu vampiro favorito quando a voz dos meus pais e da tia Alice ressoaram na perfeição naquele aparelho.

-Alice deixa a Renesmee em paz. – ouvi-a o meu pai.

Subitamente o corpo do Dio deixou de ter qualquer tipo de interesse. Toda a minha atenção centrou-se no aparelho.

-Edward, já viste o que ela veste por vezes? E aquela maquilhagem nos olhos! Por favor. – a voz da tia Alice suava repugnada.

-Alice, ela é que sabe. – dizia a minha mãe.

Não consegui evitar o sorriso, os meus pais estavam a defender-me.

-Nós também não gostamos aquilo que ela veste e como se arranja, mas ela está numa fase que quer vestir-se a agir daquela forma. Contrariá-la agora só irá piorar as coisas entre nós. Só a vai afastar. – continuava a minha mãe, ao qual o meu pai apoiou.

O meu sorriso desapareceu.

Mais uma vez lá estavam eles desiludidos comigo.

Como sempre!

Num movimento brusco desliguei aquilo e passei pelo Dio com demasiada força ignorando-o.

-Hei…- chamou-me ele.

Dio seguiu-me até ao quarto, onde eu já estava com o guarda fatos aberto a olhar para a minha roupa.

-Vais fugir novamente? – perguntou ele entrelaçando os braços à minha volta.

-Não. – disse secamente. – Ainda não.

Dio permaneceu ali apenas a segurar-me, como se me estivesse a dar apoio. Agradeci o facto de ele nada dizer. Afinal de contas, não era necessário, ele compreendia-me.

Não sei o porquê de estar tão irritada.

Sabia melhor que ninguém que a tia Alice detestava  as minhas roupas, nunca o escondeu. Aliás, toda a gente olhava para mim de lado ali em Forks sempre que eu passava.

Nunca me tinha ralado, até ter ouvido os meus pais. Aquilo magoou-me tanto. Era como se a opinião deles valesse mais do que tudo, no entanto, queria que eles me aceitassem como eu era.

Não sabia explicar.

Mas peguei numa das minhas camisolas e numa tesoura.

Comecei a preparar o meu guarda-roupa para aquela noite.

-Diotiguardi. – disse o vampiro atrás de mim do nada.

Olhei para o Dio sem perceber o que ele tinha dito.

-Diotiguardi é o meu nome. – disse ele por fim como se tivesse sido derrotado.

Juro que tentei segurar a gargalhada que insistia em sair, infelizmente esta saiu como um vómito inevitável.

-Desculpa, desculpa. – disse entre risos e numa tentativa inútil de parar.

-Sim, podes gozar. – dizia ele. – Vês porquê que não conto a ninguém?

Claro que sim, mas ele não tinha culpa do nome que lhe tinham atribuído em criança. Eramos ambos infelizes dos nossos nomes. No entanto tenho que admitir que o meu era milhares de vezes melhor que o dele.

Larguei as minhas ferramentas de costura e dirigi-me a ele. Sentei-me no seu colo e abracei-o.

-É lindo. – disse ainda com um sorriso. Depois depositei-lhe um beijo. – Obrigado.

Dio só tinha revelado o seu verdadeiro nome porque me estava a ver em baixo e queria animar-me um pouco. Admito que teve efeito imediato, naqueles segundos foi suficiente para esquecer tudo que tinha ouvido.

Cada vez estava mais contente por ser uma rapariga solteira, e sentia-me bastante tentada para assumir algo mais seria com o Dio, mas a verdade é que temia estragar a nossa relação. Com Jacob e ali, nunca se sabia. O melhor era continuar como estávamos, quem sabe um dia.

Agora, queria apenas aproveitar as coisas boas desta amizade um pouco mais colorida.

O tempo foi passando e a hora de sair de casa aproximando-se.

Coloquei a roupa que iria vestir numa mochila e vesti qualquer coisa. Estava a começar a ficar atrasada para o sound check.

Passamos na casa branca apenas para perguntar ao Marcello se queria acompanhar-nos.

-Minha querida sobrinha – começou a tia Alice. – Tenho umas coisinhas giras para usares no teu primeiro concerto.

O seu sorriso era contagiante, e se não tivesse ouvido tudo aquilo horas antes, não teria antecipado aquilo. Provavelmente iria com ela e teria que colocar um sorriso e tentar educadamente recusar fosse o que fosse que me apresentasse. Em contrapartida, já esperava aquilo, por isso é que na minha mochila já se encontrava tudo o que necessitava.

-Obrigado tia, mas eu já tenho tudo que necessito. – disse apontando para a mochila com um sorriso um pouco falso. – Marcello, vamos!

Não era boa a mentir, nunca o tinha sido. Não iria ser agora que iria ganhar o premio para melhor atriz.

-Bem, quando estás chateada, não consegues mesmo disfarçar. – disse o Marcello assim que entramos no carro e o Dio arrancou.

Não lhe respondi, mas ele viu a minha ira a sair pelos meus olhos, por isso não se atreveu a pronunciar mais uma palavra.

-A Aria ligou-te ontem? – perguntou o Marcello de forma a mudar de assunto.

-Não. – respondi secamente.

-Não olhes para mim. – apressou-se o Dio a dizer também, assim que o Marcello nada dizia apenas o fitava. – Ela nunca liga para mim.

Como mais nada foi dito pelo Marcello, estranhei aquela pergunta.

-Ela não te ligou? – perguntei de forma preocupada e esquecendo a minha fúria de minutos atrás.

Marcello limitou-se a abanar a cabeça e a olhar pela janela.

Não necessitava do poder do tio Jasper para sentir a tensão e a preocupação presente dentro do carro. Todos os dias a Aria ligava, nem que fosse só para dizer “olá”. Era a forma que tínhamos de saber que ela estava bem.

-Preciso de um favor dos dois. – disse ao fim de alguns minutos.

Ambos olharam para mim e eu coloquei-os a par do que queria que eles fizessem naquela noite durante o concerto.

 

Nota:
Não se esqueçam de visitar o blog da Renesmee onde ela coloca outras novidades. http://that_girl.blogs.sapo.pt/

publicado por Twihistorias às 20:26
Fanfics:

comentário:
Coitado do Dio!que nome esquisito...
Marcela Thomé a 3 de Novembro de 2012 às 20:51

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