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Nov 12

Parte 3

O ensaio geral correu na boa. As musicas estavam alinhadas, tínhamos adicionado uma nova musica que ainda ninguém tinha ouvido. Tudo estava preparado.

-Nervosos? – perguntei à minha banda.

-Um bocado. – confessaram eles.

No entanto sabia que isso iria desaparecer no momento em que subíssemos ao palco. Apesar de todos estarmos com algum receio da reacção do publico. Será que viria alguém? Que conheciam alguma musica? Que tinham, no mínimo, ouvido o cd?

Tudo eram algumas das muitas preocupações que giravam na minha cabeça, isso e o facto de a minha família estar ali presente.

Iria ser a primeira vez que eles iriam ouvir grande parte daquelas musicas e que me iriam ver actuar.

Senti um monte de borboletas no meu estomago.

O plano com o Dio e o Marcello estava discutido, era só subir ao palco e dar o melhor show desta cidade.

Iriamos virar Forks de cabeça para baixo.

-Telemóvel. – gritou Carter enquanto agitava o meu aparelho no ar.

Agarrei-o e atendi.

-Nahuel. – comprimentei o meu amigo. – Como estás?

-A chegar a Forks. – consegui ouvi o sorriso dele.

-Fixe, então ainda vou ter o prazer de voltar a ter a tua presença no meu concerto? – o meu entusiasmo era contagiante.

Apesar de raramente estarmos juntos, continuávamos a manter o contacto um com o outro.

-A que horas é? – ouvi do outro lado da linha.

Avisei o horário e o local onde seria o mesmo concerto e como se chegava ao local.

E assim o tempo foi passando, com demasiada conversa, algumas cervejas e musica. Faltava meia hora para subirmos ao palco quando me fui arranjar.

Conseguia ouvir as pessoas a chegar, a falar. Pelo barulho seria casa cheia.

-A tua família, os Quilleutes e o Nahuel já chegaram. – disse o Dio entrando na pequena sala das traseiras do bar. Dirigiu-se a mim e deu-me um beijo.

Depois afastou-se um pouco para analisar a minha indumentária.

-A tua tia vai adorar, não há duvida. Melhor, toda a tua família. – disse ele com um sorriso. – Bem vinda Renesmee. – terminou com um sorriso seguido de um beijo quente e sensual. As mãos dele seguravam o meu corpo de forma provocadora.

-Arranjem um quarto. – ironizou Justin referindo-se a nós os dois.

-Fuck you! – disse sem nunca largar o Dio.

-Ainda temos tempo para um sexo vampírico. – disse Dio num sussurro, que só eu consegui ouvir, ao meu ouvido.

-Há vampiros no edifício. – a minha voz tinha um tom de desilusão. – Não te quero ver sem cabeça. Mais tarde. – terminei com um beijo e com alguma relutância afastei-me dele.

-Sobem dentro de 5 minutos. – disse um rapaz de cabelo encaracolado, enquanto me dirigia um olhar intenso e um sorriso.

Ouvi o Dio a soltar um pequeno sorriso irónico enquanto se apercebia do interesse do humano por mim.

Tenho que admitir que o humano não era feio de todo, aliás eu conhecia-o. Era o Liam, o ex-namorado da Silver, uma das minhas melhores amigas em tempos.

E quem sabe ainda me poderia divertir com aquele humano um pouco.

Por isso antes de sair da sala atrás da restante banda fiz-lhe um pequeno sorriso.

Fiquei surpreendida com a recepção calorosa que tivemos. A maioria da audiência era alunos da escola de Forks, outros eram ex-alunos da escola, que me conheciam pelo tempo que lá frequentei e estavam curiosos para me ver. Para saber se os rumores da minha mudança radical eram verdade.

Pela face deles e alguns comentários, eles estavam de facto espantados pelo meu aspecto.

O meu cabelo estava preso por duas tranças, uma de cada lado. A camisola tinha sido cortada em vários locais, incluindo a parte da frente, dava para ver o soutien preto rendado. Uma espécie de saia tinha sido cosida à mesma camisola. E claro, não podia deixar de faltar as minhas meias ligas em rede.

Isto tudo com a maquilhagem preta carregada e o cabelo loiro platinado ao invés daquela cor cobre que herdei do meu pai.

Sim estava completamente diferente.

Consegui ver nos olhos da minha família o choque na minha escolha de roupa, principalmente da tia Alice. Essa conseguiu prolongar o choque por muito tempo, ao contrário dos outros que tentaram ao máximo mostrar-se felizes por mim. Mesmo eu sabendo o quanto odiavam a forma como eu me vestia.

Nahuel estava ali, como é óbvio, no meio da multidão com um sorriso de orelha a orelha. Ignorando todos os vampiros, humanos e lobisomens presentes. Ele estava ali para curtir um concerto e nada mais. E pelos vistos acompanhado por uma rapariga de cabelos pretos com olhos azuis.

Começou a musica, e todos nos começaram a acompanhar o que nos fez sorrir. Todos tinham ouvido o nosso CD e acompanhavam-nos.

A minha família ficou espantada, aparentemente tinha conseguido que o CD passasse despercebido a eles. Era estranho, mas com isto da Maria, era normal. Todos tínhamos desligado do meio que nos rodeava, apenas nos focávamos na luta que se aproximava.

-Obrigado Forks por nos receberem, apoiarem e cantarem connosco. – disse ao fim da primeira musica. -  A próxima música é a “Zombie”, se souberem a letra adoraríamos que cantassem connosco.

E assim foi, nas músicas seguintes lá todos nos acompanharam.

Toda a gente parecia se estar a divertir.

-Uau pessoal. – disse enquanto bebia um pouco de água. – Nós pensávamos que isto seria louco, mas nunca pensamos que seria assim. – os clamores ensurdecedores fizeram-se ouvir. – A próxima música é sobre fazer amor com um padre, espero que gostem e podem cantar.

Estava na hora de provocar um pouquinho os Cullen, agora iriam ter um preview do que era realmente a Renesmee Cullen.

“Hey there, Father
I don't wanna bother you
But I've got a sin to confess
I'm just 16 if you know what I mean
Do you mind if I take off my dress?”

Quando terminei esta estrofe o meu vestido subiu expondo a minha barriga e as minhas cuecas pretas rendadas. Foi apenas por uns segundos rápidos, mas os suficientes para levar todos à loucura.

Principalmente os Cullen e o Jacob.

O tio Emmett e o tio Jasper tiveram que agarrar o meu pai, sendo que o tio Jasper ainda usou o seu poder no Edward.

O meu sorriso apareceu, parte do meu objectivo estava pronto.

Já quase no final do concerto estava na hora de colocar o meu plano a decorrer com a ajuda do Dio e do Marcello.

O Marcello iria incidir o seu poder em mim, para desta forma eu conseguir transmitir os meus pensamentos a todos os que eu quisesse sem a necessidade de toques. Já o Dio, iria deixar de exercer o poder dele ao meu pai, podendo ele “ouvir/ver” todos os meus pensamentos.

-Obrigado pessoal. Muito obrigado. – consumi mais um pouco da minha água. Apesar de não necessitar de tanta água, necessitava de manter as aparências. – Esta próxima musica foi escrita à algum tempo por mim num momento menos bom.

Nesse momento os meus olhos repousaram sobre o meu pai, estava na hora de ele ouvir a sua música. A música que tinha escrito para ele.

“I had everything

Opportunities for eternity

And I could belong to the night

Your eyes, your eyes

I can see in your eyes

Your eyes

You make me wanna die

I'll never be good enough

You make me wanna die”

 

À medida que cantava a musica ia transmitindo as imagens da noite em que o meu pai me atacou à dois anos atrás, a fúria no seu olhar. A dor que senti quando li aqueles diários que ele dizia que me queria ver morta, a cena de à uns dias atrás em que ele quase me agrediu novamente quando soube do vídeo da musica “You” e por fim, a conversa que ouvi naquela manha com o Dio.

Toda a minha dor era demonstrada a cada palavra.

Toda a dor do meu pai era visível agora a cada palavra minha.

Apesar de ver o que cada um deles sentia, e de eles verem o quanto eu me sentia magoada ainda não tinha terminado.

Foi então que tínhamos finalmente chegado à última música ao fim de 42 minutos de concerto.

-Obrigado por tudo Forks. Esta é a nossa ultima musica e é completamente nova. Por isso para vocês, “Under the watter”.

Esta tinha sido a musica que escrevi após o episodio com o meu pai, dias atrás, que originou o meu castigo, quando eu apenas me queria defender dele. Porque me assustei e pensei que ele me ia atacar. No entanto aos olhos dos outros, aquele gesto significou que eu o queria atacar.

“And if I cried unto my mother
No she wasn't there, she wasn't there for me
Don't let the water drag you down”

A dor da minha mãe era visível com o som daquelas palavras. Mas eu queria que eles soubessem como é que eu me sentia, e a melhor forma que eu o conseguia fazer era através da música.

And though I screamed and I screamed, well no one came running
No I wasn't saved, I wasn't safe from you”

Jacob parecia derrotado, ele também teve a sua cota de músicas naquela noite. Não estava a ser fácil para ninguém, mas eu também nunca disse que o ia ser.

“Lay my head, under the water
Alone I pray, for calmer seas
And when I wake from this dream, with chains all around me
No, I've never been, I've never been free.”

E com isto terminou. Apesar de sorrir a toda a gente ali presente, a minha atenção apenas se centrava “nos meus”.

 

 

Nota: Não se esqueçam de visitar o blog da Renesmee onde ela coloca outras novidades. http://that_girl.blogs.sapo.pt/

publicado por Twihistorias às 23:39
Fanfics:

3 comentários:
adorei o que fez...quero ver msm são as reações da sua familia depois do show!
marcela thomé a 13 de Novembro de 2012 às 00:26

Esta miúda escreve como tudo! Adorei como sempre Letícia :)
Mascarada a 13 de Novembro de 2012 às 14:51

adorei *o*
agora os cullen vão saber como nessie sempre se sentiu. ansiosa para o proximo capitulo ;)
bjs
jess a 17 de Novembro de 2012 às 22:27

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