25
Nov 12

Olá...peço desculpa pela demora!

Mas não me foi possivel escrever antes. Mas tentei compensar com um capitulo grande e diferente. Desta vez temos uma versao do Ethan!

Fico à espera dos vossos comentarios ;)
Twikisses**

Capitulo 34

Versão do Ethan

-Filho, está tudo bem? – perguntava a minha mãe, estranhando o facto de ainda não ter tocado na comida que estava na mesa.

Não tardaria a desaparecer se não me despacha-se, no entanto, o nó que tinha no estomago impedia que a mesma lá entrasse.

Faltava menos de uma semana para o final daquele julgamento estupido. Ou seja, daqui a nada iria ficar sem ela para sempre.

Tremia só de pensar nessa possibilidade.

Tinhamos tudo a nosso favor para que a pena não fosse muito grande, ou até mesmo para ela ser inocentada. Mas ainda temia a decisão do júri.

Já tinha sido provado que o Chester violou a Kelsi, entre outras raparigas. O facto de ele ter cortado uma madeixa de todas as suas vítimas e ter guardado as mesmas, ajudou um pouco. Numa das buscas ao seu quarto, foi encontrado uma caixa cheia de madeixas de cabelo. Não sei ao certo quantas, mas continha umas tantas.

Claro, que com isto algumas das suas vitimas concordaram em depor a favor da Kelsi.

Agora era aguardar e rezar.

Em contrapartida não era isso que me incomodava.

Quer dizer, também era, mas não era só por isso!

O que me estava a incomodar era o que a Kelsi estava a fazer.

Toda a gente sabia que ela estava a tentar ao máximo ser normal, mas eu conhecia-a bem, e sabia que alguma coisa se passava. Tinha as minhas desconfianças, mas não tinha certezas.

Até agora tinha deixado andar e não tinha feito qualquer tipo de comentário. Mas agora estava a começar a passar dos limites. Provavelmente daqui a uma semana não iria estar perto dela para a proteger, mesmo que a pessoa que a estava a magoar era a própria Kelsi.

-Já venho! – disse ignorando todos os olhares dos presentes na sala, peguei num casaco e sai porta fora.

Não me agradava o que estava prestes a fazer, mas tinha que ser.

Optei por não me transformar, conhecia demasiado bem a minha querida matilha para saber que um deles a esta altura já estaria em forma de lobo apenas para saber o que se passava comigo.

Corri o mais rápido que conseguia.

Finalmente tinha chegado ao meu destino.

Não foi necessário andar muito antes de Bentley aparecer à minha frente.

-Precisas de alguma coisa? – perguntou de forma amistosa. – Aconteceu alguma coisa à Kelsi?

-Não, acho que não. Pelo menos que eu saiba, está tudo igual.

Não podia dizer que estava tudo bem com ela, porque não era inteiramente verdade. E era exactamente isso que me levava ali.

Bentley continuava a olhar para mim À espera que eu revelasse a razão da minha presença no seu território.

-Preciso falar contigo. – reparei eu ainda me fitava, provavelmente à espera que eu dissesse o que ali estava a fazer. –É sobre o que se está a passar com a Kelsi.

Ele relaxou um pouco à minha frente. Fez-me sinal para eu o acompanhar e desta forma embrenhei-me no território do inimigo.

-O que se passa? – perguntou-me ele assim que nos sentamos num sofá branco que estava dentro da casa deles.

Era a primeira vez que ali estava, e apesar de a casa ser um sonho de qualquer pessoa, tresandava a vampiro.

Uma mulher alta, loira e de olhos cor do ouro, de uma beleza vampírica extraordinário, ofereceu-me um copo de água.

Como era óbvio, não havia nada mais para oferecer ali na casa.

Aceitei e a vampira de nome Kate afastou-se deixando-me a sós com aquele que se intitulava seu irmão.

-Com certeza que sabes tão bem quanto eu o que a Kelsi anda a fazer a ela própria. – Bentley baixou o olhar e esboçou um sorriso torto. Claro que ele também sabia.

-O cheiro a sangue seco não me passou despercebido Ethan. Apercebi-me disso no primeiro dia em que ela se começou a cortar. – disse ele encarando-me.

Claro que sim. Ele era vampiro, o sangue nunca lhe ia passar despercebido.

Não sabia se estava mais zangado por ela se magoar daquela forma a ela, ou se pela estupidez de o fazer quando convivia diariamente com um vampiro. Estaria ela com tentativas suicidas um pouco mais macabras.

É que era a única coisa que me ocorria.

-E não lhe disseste nada? Não a fizeste parar? – perguntei indignado.

-Tu fizeste? – limitou-se a dizer.

O que poderia dizer perante aquilo, era verdade. Nenhum dos dois teve a coragem de dizer fosse o que fosse. Ao invés disso limitamo-nos a aceitar.

-Temos que fazer alguma coisa. – disse num sussurro.

Parecia estranho, mas sabia que neste assunto teríamos que reunir forças. Se queríamos ajudar a Kelsi e salvá-la tínhamos que nos unir.

-Eu sei. – admitiu ele.

-Eu não a consigo perder. – acabei por confessar ao fim de uma longa pausa. – Eu amo-a.

-Eu sei, e eu também a amo Ethan.

Também sabia disso.

E por mais que me custasse não podia proibir a Kelsi de estar com ele, nem de lhe pedir para se afastar.

Para mim, o mais importante era vê-la feliz, mesmo que fosse com o meu maior inimigo. Era isso mesmo a impressão natural.

-Eu sei. E sei que ela também se sente bem por isso. Por isso é que ainda não te matei! – admiti com um sorriso trocista, que foi gentilmente retribuído pelo Bentley.

-O sentimento é reciproco! – disse num tom de brincadeira, mas consegui denotar aquele tom que ele dizia a verdade.

-Então o que fazemos? – perguntei. – Em relação à Kelsi?

-Vamos falar com ela, em último caso tiramos-lhe tudo de casa que dê para cortar. – disse Bentley com um encolher de ombros.

-Ok. Eu vou falar agora, depois tentas tu. Caso não resulte. Falamos os dois e escondemos tudo daquela casa.

Bentley concordou.

A minha visita por ali estava terminada. Teria o apoio do
Bentley para chamar Kelsi à atenção.

Pelo menos iriamos tentar “cura-la” antes do veredicto do tribunal.

 

Minutos mais tarde estava com Kelsi à minha frente.

Ela estava agora num quarto preparado especialmente para ela, era o género de pequeno ginásio onde uma das paredes er coberta de espelhos, tinha colchoes e claro, a sua barra de ginástica.

Era fantástico voltar a vê-la a fazer os exercícios que ela tanto amava. Parecia que nunca tinha parado de praticar, todo o seu corpo se torcia perante tais façanhas na barra.

Ela envergava um fato de treino que lhe cobria todo o corpo. Era a forma de ela cobrir os cortes de automutilação, na esperança que ninguém se apercebesse.

-Podemos falar? – disse ao fim de uns minutos a admira-la co um sorriso.

Ela sorriu para mim e desceu da barra com um mortal à retaguarda. Pegou na garrafa de água que repousava no chão e deu um trago na mesma enquanto se dirigia a mim.

-Exibicionista! – brinquei, referindo-me ao mortal que ela tinha acabado de executar na perfeição.

Kelsi apenas sorriu e dirigiu-se para o seu quarto comigo a segui-la.

Apesar do sorriso que me exibiu, mais uma vez apercebi-me que o sorriso não lhe chegava aos olhos. Era como se ela tentasse interpretar uma personagem.

-Então, que me querias contar? – perguntou ela assim que se sentou em cima da sua cama.

Dirigi-me ao puff que ela tinha no quarto e deixei-me cair em cima dele.

-Nada de mais, queria falar contigo, para saber como estás e tal. – comecei como senão fosse nada de mais.

Vá admito, não sabia como abordar o assunto. Era bem mais fácil na minha cabeça, ou à momentos atrás, enquanto me dirigia a casa dela. Agora ali, na presença dela, era como se as palavras tivessem fugido de mim.

-Estou em. – conseguia ver na cara dela o quanto estava a estranhar aquilo e também o quanto queria evitar aquela conversa.

Tudo em mim alertava para que parasse com aquilo e mudasse de assunto, era o que a impressão natural exigia. Eu sabia que aquilo a aborrecia. No entanto, a impressão natural era fazer com que ela se sentisse bem. E se ela se magoava por opção própria é porque algo não estava de todo bem.

-Sim, mas com tudo o que se passou, o julgamento à porta, não sei….- fiz uma pausa. – Nunca falamos sobre isto, queria saber como estás.

-Já te disse que estou bem. – a sua voz subiu uma décima.

A Kelsi levantou-se e dirigiu-se à janela, recusava-se a olhar para mim.

-Tens a certeza? – insisti eu mais uma vez.

Queria dar-lhe a oportunidade de ela falar comigo. De forma a ela se sentir bem para falar. Queria que ela soubesse que eu estava ali para ela.

Ainda assim ela não me respondia.

-Kelsi. – tentei novamente, mas ela não se mexia nem falava, parecia tensa do lugar onde eu me encontrava.

Lentamente levantei-me e dirigi-me a ela.

-Eu conheço-te Kelsi, o que se passa? – perguntei atrás dela.

Ela assustou-se, provavelmente não me esperava tão próximo dela.

-Já disse que não se passa nada! – disse por fim de uma forma mais exaltada. Rodeou-me de forma a se afastar de mim.

-Não é o que parece. Eu conheço-te melhor do que ninguém, e eu sei que há algo que se passa. Confia em mim Kelsi, eu posso tentar ajudar-te.

Apesar da minha voz soar calma, cá dentro eu estava tudo menos isso. Será que ela ainda não se tinha apercebido que tanto eu como o Bentley conseguíamos sentir o cheiro do sangue seco nas feridas dela? Principalmente, quando nós chegávamos e ela ainda estava a sair da casa de banho e os mesmos cortes ainda não estavam cicatrizados.

Não sei como é que ela ainda respirava ao fazer aquilo com um vampiro tão presente na vida dela.

-Não há nada para confiar Ethan. Não se passa nada. – exaltada e nervosa ela tentou escapar do quarto.

Não sei o que me deu, mas com um salto coloquei-me À frente dela impedindo-a de sair do quarto. Fechei a porta!

-Sai da minha frente Ethan. – além da raiva, a sua voz denunciava o seu nervosismo.

Kelsi começou a afastar-se de mim.

-Não até me explicares o que se passa.

Eu sabia que a estava a assustar com aquilo, mas bolas, eu tamém estava assustado. Tinha medo do que lhe poderia acontecer. Ela ainda iria acabar morta.

E eu morria no momento a seguir.

Não conseguia imaginar-me num mundo sem ela.

-Confia em mim Kelsi. – pedi mais calmamente.

-Confiar em ti? – agora não tinha mais que esconder, ela estava furiosa e gritava comigo. – Confiar em ti?

Kelsi parecia queria vir ao meu encontro para me magoar, mas alguma coisa a impedia dentro dela, fazendo-a recuar. Isto fazia com que ela andasse de um lado para o outro devido aos nervos em que se encontrava.

Ela tinha sido descoberta, e sabia-o melhor que ninguém.

-Como tu confiaste em mim? É isso? Como confias-te na minha fidelidade? Como confias-te em mim face aqueles rumores todos? Como confias-te em mim nos últimos anos? É assim que queres que confie em ti? – o seu rosto era de puro rancor.

Tudo aquilo era verdade, como é que eu lhe podia pedir pra confiar em mim se eu não confiei nela quando ela mais necessitou?

Claro que ela não o iria fazer!

Ela confiava mais no vampiro amigo dela do que em mim. Pior do que isso, eu não a conseguia censurar por isso.

-Desculpa. – foi tudo que lhe consegui dizer, a bola na minha garganta era demasiado grande para deixar mais sons saírem.

Esperava que ela dissesse mais qualquer coisa, mas ela apenas continuava a andar de um lado para o outro. Os pesados passos dela denunciavam a cólera que ela sentia.

-Mas as coisas são diferentes agora. Era seria incapaz de te magoar, de te fazer sofrer. Eu só te quero ajudar, mas para isso tens que falar comigo. – continuei ao fim de alguns minutos.

Quando ela olhou para mim, apercebi-me das lágrimas nos seus olhos.

-Onde é que eu já ouvi essas palavras? Ah, espera, já sei…foi antes de me traíres com a minha melhor amiga, de me virares a cara quando eu mais precisei de ti e antes de eu ter um filho teu ao qual criei sozinha. – atirou ela.

Não sei porquê, mas as ultimas palavras magoaram muito. Não, pior! O facto de dizer que criou o filho sozinha por minha culpa irritou-me. Eu nunca soube que ela estava gravida. Ela ocultou-me aquilo, porque se mo tivesse contado eu teria sido um pai presente. Mesmo pensando que tudo aquilo que se dizia era verdade.

-E pelos visto não fizeste um bom serviço! – disse num acesso de fúria.

Assim que pronunciei aquelas palavras arrependi-me. Ela não tinha culpa do Jackson estar morto. Assim, como eu também não.

-Desculpa. – apressei-me a dizer.

Mas já era tarde, ela já estava à minha frente para me desferir um estalo.

Para além da raiva por mim, agora a face dela exibia a dor.

Agarrada à mão Kelsi queixou-se.

Ainda tentei segurar a mão dela, mas ela afastou-se de mim. As lágrimas corriam pela cara dela.

-Não devia ter dito aquilo, desculpa. Foi sem intenção.

-Mas disses-te. A culpa não foi minha e não há um dia em que não deseje que fosse eu no lugar dele. Eu não fui uma má mãe. – cada palavra era pronunciada com uma dose de ódio e raiva maior que a outra.

Boa Ethan!

Se querias que a conversa fosse fácil e acessível parabéns! Iria ser tudo, menos isso. Agora é que a Kelsi não confiava em mim!

-Também disseste que eu o rejeitei e isso é mentira. Eu seria incapaz de rejeitar o meu filho. Tu ocultaste-o de mim, criaste-o sozinha porque quiseste Kelsi!

Era a primeira vez que ambos estávamos a dizer aquilo que realmente sentíamos, toda a magoa dentro de nós.

-Tu foste uma boa mãe. Tenho a certeza disso, é visível nos teus olhos, nas histórias e nas fotografias, estives-te sempre lá presente. Eu nunca tive a oportunidade de sequer  o conhecer, e não foi por opção minha. Por isso quando insinuas-te isso eu fiquei furioso e disse aquilo que não sinto realmente e peço desculpa por isso.

Kelsi permaneceu no mesmo local, longe de mim. Ainda conseguia ver a furia que emanava dela.

-Sai Etahn, por favor. – disse calmamente. – Quero estar sozinha.

Respirei fundo!

Apesar de tudo ela parecia estar um pouco mais calma.

A conversa não estava de todo a seguir o rumo que eu tinha previsto.

-Desculpa Kelsi, mas não o vou fazer. – Ela olhou para mim com as lagrimas nos olhos.

Aqueles olhos já não continham a mesma quantidade de ódio.

-Não vou cometer o mesmo erro de à três anos atrás. Não te vou abandonar quando mais necessitas de mim. Eu não deixo que te magoes mais.

Kelsi continuava a olhar para mim, a sua cara ficou demasiado vermelha assim que disse as ultimas palavras. Ali estava a confirmação de que eu sabia sobre os cortes.

Devagar aproximei-me dela e consegui abraça-la.

Desta vez ela não me afastou, invés disso aninhou-se nos meus braços e começou a chorar.

-Desculpa Ethan. – disse entre soluços. – Eu não estou bem! – admitiu por fim.

publicado por Twihistorias às 22:46
Fanfics:

3 comentários:
muito bom! continua rapidamente, por favor!
tixxa a 26 de Novembro de 2012 às 15:42

tomara que o ethan consiga curar a kelsi...
marcela thomé a 27 de Novembro de 2012 às 16:33

mas, que capitulo... até me vieram as lágrimas aos olhos :c
ela vai finalmente desabafar com alguém... (espero que o final represente isso)
mais um capitulo muito bom!
beijinhos*
Ana a 28 de Novembro de 2012 às 18:04

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