26
Nov 12

Capítulo 6

Gémeo Bom vs Gémeo Mau

14 anos depois

Ponto de Vista de Anthony Cullen.

- Filho, sabes que eu sou um homem paciente. Mas não abuses! São 11:00 da manhã e já só chegas á ultima hora!! Anthony! - Vociferou o meu avô Carlisle, acompanhado com bateres incessantes na porta.

"O que é que ele está a fazer, fechado no quarto a esta hora?" - Pensou confuso.

Ora eu podia explicar o que eu e a simpática Ashley, ou seria Brittanie? Enfim o que eu e esta jovem encantadora estávamos a fazer mas aproximava-se o "gran finale" e não queria perder a concentração. Debaixo de mim a pequena gemeu sem se dar conta da interrupção do meu charmoso avô. Por isso pedi que baixasse o volume.

- Anthony está aí alguém, contigo? - Perguntou, preocupado/aborrecido o desmancha prazeres do outro lado da porta.

Raios. Quebra total de clima. Abortar missão com dignidade.

- Princesa, eu podia ficar assim contigo a manhã toda. Mas não quero ser o causador de más notas.... - Sussurrei, retirando-me. Desenvencilhei-me dos lençóis, beijei-lhe a boca, as pálpebras ainda fechadas e gritei com o som de roupas excessivamente claro.

- "Vô" estou me já a vestir, saio já!

- Pensei que ficava para o pequeno-almoço... - Disse ela fazendo um beicinho e lembrando-me que as diferenças abismais da fisionomia humana da noite para o dia.

- Não pode ser querida, estamos atrasados para a escola. Vemo-nos lá? - Convidei com um piscar de olhos.

Procurei a camisola com aparência mais lavada que tinha no monte e saí.

- Então vamos comer ou não? - Disfarcei sorrindo inocentemente para o meu avô.

- Já passou a hora do pequeno-almoço há muito. Come qualquer coisa em 2 minutos e despacha-te.

Desci apressadamente a escadas até á cozinha e agarrei um iogurte liquido. Pronto a desaparecer dali para fora. Fui bloqueado pelo meu tio Emmett que com um sorriso infantil pensou:

"Quem é esta desta vez?"

- Uma qualquer tio, tenho pressa.

Entrei no Ant.mobile, o meu automóvel desde o mês passado. E dirigi-me ao secundário.

Escolhi como banda sonora um cd dos Oasis. E relaxei.

Hoje é um dia mais ou menos importante.

 O meu pai, Edward, faz/fazia anos. Nem sei como mas já não sentia a dor que sentia ao pensar nele. Já chorara tanto e a habituação fora tão difícil.

-Menino Cullen, ainda bem que nos deu a honra da sua presença. – ironizou o professor Cooper.

-Peço desculpa professor. – fingi uma voz triste. Aproximei-me do mesmo e num sussurro acrescentei. – É que hoje é um dia complicado para mim, é o aniversário do meu pai. – fingi um soluço. – Eu sei que não é uma desculpa mas…

Mais um soluço e já ouvia um “pobrezinho, como é que um pai é capaz de abandonar os seus filhos.”

Bingo e o melhor Oscar vai para…..(som de tambores)…..Anthony Cullen.

-Pronto, vai lá para cima. Hoje tens desculpa, mas que não se volte a repetir.

Todo o meu ser sorria por dentro, no entanto a minha mascara continuava alinhada.

Rodei sobre os meus pés e encaminhei-me para o meu lugar.

Ainda antes de o alcançar cruzei-me com a minha querida irmãzinha que me lançava um olhar de fúria, e claro que a tive que brindar com um sorrisinho cínico.

Aquela aula passou entre conversas discretas com a rapariga que estava ao meu lado, a conversa era sempre a mesma, a minha história de vida.

-É uma altura difícil para mim. A minha mãe morreu demasiado cedo, não tenho muitas lembranças dela e o meu pai abandonou-me logo a seguir. Dizia que eu e a minha irmã lhe fazíamos lembrar muito a minha mãe. Foi horrível, numa manhã eu acordei e corri para o quarto dele. Era os meus anos! E cheguei lá e ele não estava, nem as coisas dele. Simplesmente desapareceu! Deixou-me a mim e à minha irmã sozinhos. – fiz uma pequena pausa da minha historia dramática já muito bem treinada. – Apesar de ter apenas 3 anos tentei ser forte pela Elizabeth, tratei dela o melhor que sabia. Ficamos sozinhos quase dois dias, até que a minha família se apercebeu que alguma coisa estava errada e apareceu lá em casa. Desde aí ficamos com eles. Uma vez o meu pai apareceu e foi como se eu tivesse esquecido tudo. Eu amo tanto o meu pai!

E claro que este final não seria o mesmo se não vertesse uma lágrima de crocodilo e eu não me apressasse a limpar como por vergonha.

-Oh Anthony! – disse ela lançando os braços para me consolar.

Claro que tinha melhorado um pouco a historia, um pouco mais dramática. Mas as raparigas pareciam gostar destas coisas.

A minha irmã voltou a lançar-me um olhar irado.

A campainha tocou e eu já tinha convencido a Lisa a ir almoçar comigo.

-Anthony! – ouvi aquela voz estridente atrás de mim.

Ignorei-a e continuei o meu caminho com Lisa ao meu lado.

-ANTHONY! – um tom demasiado agudo fez com que todas as cabeças rodassem em direcção à minha querida irmã. – Posso falar contigo, a sós? – disse assim que percebeu que tinha a minha atenção.

Sorri delicadamente à Lisa e pedi para ir indo para a cantina que já iria ter com ela.

-É bom que seja importante Liz – disse à minha irmã usando a alcunha que eu usava.

-Qual é o teu problema? A falares da mãe e do pai desta maneira. Pior a dizeres aquelas mentiras todas. O quê que achas que eles vão pensar de ti? – os braços dela dançavam enquanto ela pronunciava aquelas palavras furiosas.

-Não vão pensar nada. A mãe tá morta e o pai quer lá saber de nós! – a minha voz suava fria, já fazia tempo em que não sentia qualquer tipo de emoções ao falar neles.

-Como é que podes falar assim? Parece que não queres saber deles! Não foi esta a educação que nos deram. – a minha irmã estava a tentar ser politicamente correcta, como lhe tinha sido ensinado. No entanto era a “Queen bee” daqui da escola de Forks.

Era chefe da claque, a presidente da associação de estudantes e ainda tratava das festas da escola. Ou seja, era aquela que todas as raparigas desejavam seguir ser amiga. E claro, que a Elizabeth, À semelhança da tia Rosalie, não facilitava o acesso ao seu restrito grupo de amigas.

Virei costas à minha querida irmã e preparava-me para ir ter com a minha “amiga” que me esperava na cantina. Qual era mesmo o nome dela?

“Lisa” lembrei-me ao fim de alguns segundos.

-Porquê que és assim? – perguntou a Elizabeth atrás de mim.

-Porque tem sempre que haver o gémeo bom e o gémeo mau.

E com aquilo deixei a minha irmã sozinha para trás, a resmungar comigo. Fiz questão de a ignorar e seguir o meu caminho para a cantina.

Mal entrei na cantina avistei a mesa dos meus amigos. A sua maioria estava acompanhado por uma rapariga, namorada ou amiga, isso não interessava. Vi-os a acenarem na minha direcção e a indicar o meu lugar guardado.

Sorri e apontei para a menina que estava na fila à minha espera…a Lisa.

Bolas, não me podia esquecer do nom dela.

A caminho da mesma fila fui barrado pela presença de uma pequena rapariga loira. O seu sorriso era enorme assim que me viu.

Era a miúda desta manhã.

-Olá. – disse eu de forma constrangida.

-Vamos almoçar? Guardei lugar para nós ali. – ela apontava para uma mesa onde estavam algumas das suas amigas. Admito que aquilo era tentador, um almoço rodeado de mulheres, umas belas outras nem tanto, mas todas com algum atributo interessante. E ouvia os pensamentos de cada uma a babar-se por mim.

No entanto estava no meu manual de regras, nunca almoçar ou jantar cm nenhuma miúda depois de ter ido para a cama comigo.

-Desculpa miúda! Mas já tenho coisas combinadas. Trabalho de grupo, uma seca. Mas tenho memos que o fazer se não quiser reprovar a inglês.

A rapariga loira olhou na direcção da Lisa que estava já um pouco confusa com o que se estava a passar.

Passei os meus dedos pela linha do queixo da pequena à minha frente e falei num sussurro.

-Vemo-nos mais logo? Eu ligo-te e combinamos.

Era uma boa forma de a despachar, de a convencer que ela era única para mim e quem sabe, poderia vir a ser útil mais tarde.

Dirigi-me a Lisa, pegando num tabuleiro e colocando-me ao seu lado.

-Desculpa a demora, mas sabes como é a minha irmã. Sempre um milhão de planos, depois não tem tempo para fazer tudo. E quem a salva sempre? O irmãozinho que tem que ir levar a roupa angariada aos pobres. – disse com um encolher de ombros como se não fosse nada importante.

Apercebi-me que a Lisa ainda olhava para a rapariga cujo nome não sabia e nos seus pensamentos questionava-se o quê que a miúda queria comigo.

Disfarçadamente, como se não soubesse o que ela estava a olhar, segui o olhar dela.

-O que foi? – perguntei confuso.

-O que queria a Kat contigo? – perguntou ela.

Então “Kat” era o nome da rapariga, pelo menos o diminutivo de algo, olhei novamente para ela, tentando fazer uma nota mental para não me esquecer do seu nome.

-Oh nada de mais. Lembrar-me que tenho um trabalho de espanhol para fazer. Estamos no mesmo grupo de trabalho. – disse sem dar grande importância. – Disse que depois lhe mandava a minha parte para o mail dela.

Lisa sorriu, acreditando naquilo que eu acabei de contar.

Por vezes questionava-me como era possível toda a gente acreditar nesta desculpa, uma vez que usava sempre a mesma.

Assim que enchemos os nossos tabuleiros, Lisa começou a dirigir-se às mesas. Mas eu tinha uma ideia melhor.

-E se fossemos comer noutro local? Mais reservado. – disse com um sorriso. Ouvi as duvidas e o medo nos seus pensamentos.

Ela tinha receio que eu me aproveitasse dela.

-É que está muita gente aqui, e hoje apetecia-me um local mais calmo. Com isto do meu pai… - fiz uma pausa e um desvio de olhar. – Mas não vamos falar mais nisso. Eu prometi-te um almoço, se é aqui que queres comer, vamos.

Comecei a andar à frente dela para escolher uma mesa.

-Espera. – ouvi-a atrás de mim. – Desculpa. Vamos para outro local.

Os cantos dos meus lábios queriam subir, num sorriso. Mas reprimi-os.

-Podiamos ir para o meu carro. – sugeri.

Ainda que apreensiva. A lisa concordou almoçar no meu carro.

Conversa vai conversa vem, lamurias sobre o quão infeliz eu sou por ter sido abandonado pelo meu pai. Finalmente o beijo aconteceu.

Inicialmente era um beijo doce e meigo, mas rapidamente ganhou vida e uma urgência inexplicável.

A minha mão aventurava-se agora por baixo da bainha da camisola da Lisa quando abruptamente ela segurou na minha mão.

-Desculpa Anthony, mas acho melhor irmos com mais calma. – disse num sorriso tímido.

-É tens razão. – disse com um sorriso cínico. – É melhor eu ir embora também.

Vi a Lisa a abandonar o carro e atravessar o parque de estacionamento em direcção à escola. Frustrado carreguei no acelerador do carro e saí daquele local.

publicado por Twihistorias às 22:52

comentário:
Nossa 14 anos! Quero saber logo do jake!
Marcela Thomé a 27 de Novembro de 2012 às 00:27

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