26
Dez 12

 

 

 

Cap.25 – Surpresas e Sustos

- E então? Achas que ele acreditou?

- Acho que sim, embora eu continue a não achar muito boa ideia fazermos isto!

- Ah não te preocupes! Correu melhor do que esperava! Ai o meu maninho anda tão super protector! Bem, agora é só deixarmos a minha mãe fazer a parte dela, enquanto tu trocas de vestido... Quando estivermos prontas, mando-lhe uma sms a avisar e pronto! Confia em mim... A minha mãe vai fazê-lo chegar até nós sem problemas! Não te preocupes!

- Isto não vai dar certo! Que ideia mais doida! Tu sabes como ele é... Ainda vais fazê-lo perder a cabeça! Acho melhor desistirmos... Posso fazer-lhe a surpresa na mesma sem nada disto!

- Nada disso! Assim é mais emocionante! Vá lá troca de roupa! Depressa!!

- Ok, ok! Mas se ele perder a cabeça, vais pagar por isto Lizzie...

- Tudo bem...

 

- Está tudo bem filho?

- Hã? O quê, mãe?

- Perguntei se estava tudo bem...

- Ah sim...

- Falaste com a tua irmã? Cruzei-me há pouco com ela e estava a chorar... Mas não me quis dizer o que se passava e saiu a correr... Sabes alguma coisa?

- Não, mas a Anna foi atrás dela... – Tentei não dar a entender a minha irritação.

- E por estás tão irritado?

- Por nada mãe, por nada! – Respondi, já meio contrariado.

Ela fitou-me, de sobrancelha franzida.

- Robert Thomas Pattinson! Que tom é esse comigo?

Odiava quando ela me chamava assim. Sempre que a minha mãe me chamava pelo meu nome completo e naquele tom, era sempre sinónimo de bronca.

- Desculpe mãe... Eu não quis...

- Foste tu que puseste a tua irmã assim, não foste?

Talvez fosse verdade...

- Mãe, eu...

Eu estava tão empenhado em que ninguém incomodasse a minha linda e grávida esposa que talvez tivesse exagerado na forma como falei com a minha irmã... Esposa, a minha esposa, a minha mulher... Ainda estava a habituar-me à palavra.

- Tu nada! Tu é que devias ter ido atrás da tua irmã e não a Anna! Quem sabe onde elas se terão metido! No estado em que ela estava, sabe Deus do que ela se irá lembrar!

Eu estava a ouvir, mas já não estava a prestar atenção a nada do que a minha mãe estava a dizer... Ela às vezes era tão exagerada.

- Robert! Estás a ouvir-me? Eu não acredito que as deixaste sair as duas assim! Ah e tira esse sorriso da cara! Estás a ouvir? A tua mulher, grávida, e a tua irmã desapareceram e tu estás com essa cara?

- Mãe, acalme-se! Está a exagerar. Vai ver, não tarda nada, elas estão de volta!

- Bem, eu não sei quanto a ti, mas eu não consigo ficar aqui! Eu vou procurá-las! Já acho tempo demais sem elas aparecerem! Pode não ser nada, mas também pode ter acontecido alguma coisa... – E levantou-se, caminhando em direcção à saída.

Decididamente as mulheres da minha família andavam muito estranhas! E já era a terceira vez que me viravam as costas hoje...E se ela tivesse razão?

- Espere mãe! Eu vou consigo!

Apanhei-a quando atravessava a porta lateral que dava para o jardim e começámos a procurar e a chamar por elas.

- Bem, talvez seja melhor separarmo-nos. Vai pela esquerda, que eu vou pela direita e encontramo-nos junto ao repuxo. Quem as encontrar primeiro telefona, está bem?

Ainda não tinha avançado muito, quando ouvi a minha mãe gritar o meu nome e corri de novo para junto dela.

- Que foi mãe? Magoou-se?

- Não filho! A Lizzie mandou-me uma mensagem e parece que aconteceu mesmo alguma coisa...

- O que se passa?

- Elas estão no salão, ao pé da estufa-fria!

Quando olhei para ela, a minha mãe parecia tão aflita. Aquela quinta era enorme e eu não tinha bem a noção para que lado ficava esse salão.

- Anda filho! Por aqui! – Pegou na minha mão e começou a correr pelo jardim fora, arrastando-me com ela. Já não me lembrava da última vez que tinha visto a minha mãe a correr assim tão depressa. Devia mesmo ter acontecido alguma coisa grave!

Já se tinham formado milhares de imagens na minha cabeça sobre o que poderia ter acontecido, quando parámos em frente à entrada de um pequeno salão, mas a porta estava fechada.

- Tem a certeza que foi aqui que a Lizzie disse que estavam? – Ela anuiu, tentando recuperar o fôlego. – Lizzie! – Chamei.

- Talvez seja melhor entrarmos. – Disse, ainda ofegante.

Tomei a dianteira e rodei a maçaneta da porta, entrando para o escuro salão, sendo seguido pela minha mãe, que curiosamente fechou a porta atrás de si. As janelas deviam estar bem fechadas, pois estávamos a meio da tarde e não havia luz nenhuma na sala.

- Lizzie? Anna? – Chamei baixinho, enquanto tentava descobrir onde se ligava a luz.

- Robert, se calhar elas não estão aqui! Talvez devêssemos sair e ligar-lhes.

Quando nos voltámos de novo para a saída, todas as luzes do salão se acenderam deixando-nos encandeados e comecei a ouvir aplausos e assobios, ao mesmo tempo que me voltava de novo e tentava perceber o que se estava ali a passar.

Anna, sã e salva, estava do outro lado da sala, em cima de um pequeno estrado onde se encontrava um piano de cauda. Os nossos amigos e família enchiam o salão e ainda batiam palmas como se estivessem a assistir a um espectáculo. Ela sentou-se ao piano e alguém apagou algumas luzes.

Olhei para a minha mãe, completamente confuso e ela sorriu-me, desculpando-se com um encolher de ombros.

Assim que Anna começou a tocar, começaram a aparecer as primeiras letras, na tela gigante, na parede ao fundo da sala.

Nem a mil milhas de distância...

Saíste do meu pensamento!

Com as primeiras imagens em pano de fundo, a sua voz preencheu a sala.

Eu nem queria acreditar! Tanto quanto eu sabia, ela nunca tinha aprendido a tocar piano, embora adorasse o som daquele instrumento. Mas estava ali a tocar e a cantar... para mim.

No ecrã surgiam imagens do que percebi serem momentos da sua vida sem mim. Do tempo em que estivemos separados.

Quadros que eu nunca tinha visto e fotos que nem sonhara que existiam... Fotos de quando ela estava grávida do nosso primeiro filho, retratos meus, e mais fotos dela, o nosso filho a andar na praia de mão dada com o Alex...

Ainda estava de boca aberta quando a música deixou de se ouvir. Ela levantou-se e agradeceu e só nesse momento reparei que tinha mudado de vestido.

Já não trazia o seu vestido de princesa branco e rosa, mas um vestido mais leve e todo branco.

Amo-te Rob...

Agora e para sempre!

Podia ver-se projectado por detrás dela, enquanto todos aplaudiam. Os meus olhos estavam húmidos.

Ela sorriu-me e eu correspondi. Já nem me lembrava do susto que tinha apanhado há minutos atrás. Esta era a melhor surpresa que poderia ter tido! E aquela música fazia-me lembrar alguma coisa. A minha mãe deu-me um pequeno empurrão em direcção ao palco, impelindo-me a avançar pela sala.

Os seus olhos estavam fixos nos meus, convidando-me a juntar-me a ela. Quando já estava perto, esticou a sua mão, que aceitei com carinho sem dizer nada. Eu estava sem palavras...

Então ela começou por pedir desculpas.

- Oh Rob, desculpa o susto. Não queria assustar-te, foi inteiramente ideia da Lizzie. Mas espero que tenhas gostado. Não sei se te lembras da música e sei que não é das tuas preferidas, mas não arranjei uma melhor para o que te queria mostrar.

- Foi perfeita... Onde é que aprendeste a tocar?

- Bem, na verdade só tive tempo para aprender a tocar esta...

- Quando é que tu...

- A tua irmã... Porque é que achas que ela me tem roubado de ti no último mês? Eu precisava de praticar... – Justificou-se com um encolher de ombros.

Abracei-a. E, por momentos, pensei que gostaria de ficar nos seus braços o resto da minha vida, até me lembrar que ainda não tinha visto a minha irmã. Onde é que ela andaria?

Afastei-me e procurei-a com o olhar. Os presentes já tinham começado a dispersar-se.

- A tua irmã está bem...O Alex e a Kristen vieram buscá-la, alguns minutos antes de chegares... Não me perguntes o que foram fazer porque não sei, mas parecia ser alguma combinação entre padrinhos.

- Tudo bem...

- Vamos?

- Não. Espera...

Levei-a novamente até ao piano e sentámo-nos.

- Seria pedir muito, se te pedisse para tocares só para mim?

- Oh Rob... Estás mesmo empenhado em que eu estrague a música! Eu enganei-me pelo menos umas três vezes há bocado e tu queres que eu toque outra vez?

- Não precisas de cantar. Nem precisas de tocar a música toda, se não quiseres. Só gostava de ver... Por favor. – Implorei com o olhar mais convincente e a cara mais séria que consegui fazer sem me desmanchar a rir da careta que ela estava a fazer.

- Está bem, está bem... Eu toco. Mas só um bocadinho!

A sala continuava na penumbra e já só lá estávamos os dois, quando os seus dedos começaram a percorrer o teclado daquele magnífico piano.

- Amor? Tens muito jeito, sabias? – Disse, assim que ela parou de tocar.

- Ai não digas isso! A tua irmã fartou-se de reclamar comigo pela maneira como eu ponho os polegares em cima das teclas...

- Quantas vezes mais, vou ter de te dizer, para não acreditares em tudo o que ela te diz? Não há nada de errado com os teus polegares! És perfeita...linda...especial... – Marquei cada uma das palavras com um beijo e acariciei-lhe a barriga, que quase passava despercebida por baixo daquele vestido.

- Ainda estás a falar dos meus polegares?

- Não... Estava só aqui a pensar na sorte que tenho por estares a meu lado e em como esse vestido fica lindo em ti.

Ela sorriu, envergonhada.

- Gostas? Eu já não me estava a sentir bem com o outro, por isso troquei...E mudei de sapatos também.

- Quem me dera a mim poder fazê-lo também... – Disse com uma careta.

- É. Devíamos mesmo ir vestir um fato de treino e calçar uns ténis! Talvez pudéssemos passar despercebidos no nosso próprio casamento! – Exclamou, desatando a rir à gargalhada em seguida.

publicado por Twihistorias às 21:30

Dezembro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14

16
17
18
19
20
21
22

23
27
29

30
31


mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
O nosso facebook
facebook.com/twihistorias
Obrigatório visitar
summercullen.blogs.sapo.pt silvercullen.blogs.sapo.pt burymeinyourheart.blogs.sapo.pt debbieoliveiradiary.blogs.sapo.pt midnighthowl.blogs.sapo.pt blog-da-margarida.blogs.sapo.pt unbreakablelove.blogs.sapo.pt dailydreaming.blogs.sapo.pt/ http://twiwords.blogs.sapo.pt/
Contador
Free counter and web stats
blogs SAPO