28
Dez 12

 

 

 

Não tinha certeza se tinha acontecido algum imprevisto com Kate, mas sabia que estava na hora do meu encontro com os Volturi. Coisa que tal como um namorada ciumenta, não permitia atrasos. Ao sair, senti uma pontada de alívio, pois mesmo em frente ao portão principal, estava Kate. Acocorada com a sua máquina profissional gigantesca, apontada para a fachada da minha casa. Não podia parecer mais turista. Aproximei-me:

- Bongiorno Ragazza!- cumprimentei com o meu mais aprimorado Italiano.

Ela voltou-se sobressaltada a com a minha voz:

- Fred que susto! Procuraste toda a manhã? – Informou-me.

- Não tenho culpa que tenhas sonos leve, e que não sofras de jet lag como eu. – Justifiquei-me.

-Menino.- Troçou. Antes de continuar a sua expedição fotográfica, perguntou:

- Explica-me só uma coisa, como é que consegues estar de gabardine, neste calor? – Devia calcular isto, uma característica dos fotógrafos é sem dúvida a sua capacidade de observação.

- Não me gozes, eu sou um moço friorento. – Acrescentei um tom embaraçado ao meu argumento.

- Mas és também americano. Estão 25º, em Forks íamos para praia. – Ela tinha razão.

- Certo, apanhaste-me! Sou um acompanhante de luxo e estou todo nu por baixo disto.

Brinquei, piscando o olho.

- Ora aí está uma explicação convincente. Para teres um casarão deste, só podes mesmo dar “o corpo ao manifesto”- Replicou ela - a miúda tinha piada. Depois levantou-se e disse-lhe:

- Fora de brincadeiras, eu vou estar fora umas horas. Podes continuar a tua expedição, escolhes um restaurante agradável e eu vou lá – convidei-a.

- Certíssimo chefe. Vai lá acabar o “serviço” que eu vou continuar a tirar fotos de “protecção de ecrã”.

Sorri.

-Tomei a liberdade de comprar este telemóvel. Assim se precisares de alguma coisa basta enviares um sms. Para o primeiro número da lista.

- Okay. Obrigada. – Sorri olhando para o telemóvel novo.

- Se precisares de ir a casa, a chave está debaixo do tapete.

- Katie?- Chamei ainda receoso da sua reacção á nova alcunha.

- Diz…

Aproximei-me rodei os meus braços nos dela e suspirei:

- Veste qualquer coisa tão bonita quanto tu.

Dirigi-me então á reunião. Nada de novo a mesma formalidade empertigada. Avisaram-me que tinha dois dias para decidir se queria pertencer á guarda Volturi caso contrário perderia a minha hipótese. Contra argumentei dizendo que não ia lutar com os Cullen e que ainda podia resolver o caso do suposto caçador de vampiros. Disseram-me que tinha até ao fim daquela semana para apresentar provas e que depois disso tomariam uma decisão.

Após este breve encontro dirigi-me ao restaurante escolhido pela Kate: Rialto. Este restaurante requeria um código de roupa rígido, pelo que antes passei pela Dior para comprar um novo fato, aproveitando para lhe comprar um colar – arrancar-lhe a informação que queria ía me sair caro.

Quando cheguei ao restaurante, nem a reconheci. Estava sentada numa mesa ao canto, onde a única iluminação que tinha chegava através das velas que estavam espalhadas por todo o lado. E ela estava linda. Com o cabelo preso por uma trança que nunca antes tinha visto, deixando os seus olhos sobressaírem com ajuda da leve maquilhagem que trazia. O vestido era preto, de renda, tapando apenas o que era necessário, mas transmitindo uma elegância que já não via à tempos.

Quando me viu, ela levantou-se para me cumprimentar.

-                   Se a menina me permite dizer, a sua beleza hoje ofusca a de todas as outras nesta sala

-                   Obrigada Fred, tu também não estás mal – disse ela a sorrir. Nunca me tinha apercebido do quão bonito o sorriso dela era

-                   Comprei-te uma coisa. E combina com o vestido, por isso não podes recusar. Disse eu enquanto me levantava e tirava o colar de pérolas da caixa, para lhe colocar.

-                   Wow é lindo. Demasiado lindo. O que é que vais pedir?

-                   Impressionante! As senhoras pensam logo o pior de mim! Estava a comprar o fato e vi o colar. Lembrei-me logo de ti e comprei, juro que não vou pedir nada!

-                   Sendo assim, só me resta agradecer! A sério Fred, é lindo

-                   O prazer é todo meu Katie

-                   Já decidiram o que vão escolher senhores? – perguntou o empregado num inglês perfeito

Depois de pedir-mos os pratos, Kate foi à casa de banho. O que me deu tempo para pensar na minha próxima técnica, para lhe arrancar a informação que precisava. Porem ela voltou antes de eu ter pensado em alguma coisa de jeito, pelo que fiquei dependente da minha capacidade de improvisação.

-                   Brindamos à nossa ultima noite em Itália? – perguntei

-                   E ao inicio desta amizade – acrescentou ela

-                   Brindemos a isso

-                   Fazes-me lembrar um rapaz que conheci em tempos

Ri-me e olhei para ela, pronto para fazer uma piada qualquer, mas percebi que ela estava a tentar esconder alguma coisa. E fiquei intrigado com isso.

-                   Foi esse rapaz que te fez isso?

-                   Isso? – brincou ela

-                   Tornou-te tão fria e distante. É difícil entender o que estás a pensar.

-                   Não foi necessariamente ele. Mas é isso que a dor faz às pessoas. Muda-as

-                   Eu deveria saber isso melhor que ninguém. Mas como é que foi? A vossa história, quero dizer.

-                   Foi no liceu, é um cliché. Duvido que estejas interessado

-                   Na realidade estou muito interessado – e estava. Era a primeira vez que ela se ia abrir minimamente e contar alguma coisa acerca da vida dela

-                   Bem, todas as minhas amigas disseram que foi amor à primeira vista. Mas eu não acredito muito nesse suposto amor. Até porque já estávamos na mesma escola desde o 10 ano e este romance começou só no 12. Começamos a namorar, o meu pai adorava-o, dizia que era um bom partido. Mas o décimo segundo ano não dura para sempre e chega um momento em que temos que tomar as nossas decisões e seguir os nossos caminhos. Ele foi para Oxford estudar, mas continuamos a namorar. Pelo menos até um Natal, em que eu estava na casa dele e ele recebe uma mensagem a dizer “Bom Natal meu amor. Fico aqui à tua espera, para repetirmos a última noite”. Foi o fim, deste amor dito épico, é claro.

Ela dizia tudo isto com um relativo á vontade, mas conseguia perceber que ela ainda não tinha ultrapassado esta relação.

-                   Ele partiu o teu coração – disse eu

-                   Um cliché como já tinha dito – disse ela a esforçar um sorriso

-                   Tens que esquecer o que te esqueceu Kate.

-                   Eu sei. Todos me dizem isso. Mas não é assim tão simples

-                   Um novo brinde – disse eu, servindo-lhe mais um copo – Que todas as dores, passadas ou futuras, virem sorrisos

-                   A minha mãe dizia isso – disse ela a sorrir – O meu pai sempre me disse que isso foi a melhor coisa que ela lhe ensinou

-                   Ela... Morreu?

-                   Um ataque de animal. É o que dizem ao menos, eu tenho as minhas duvidas

-                   Vampiros outra vez? – perguntei a brincar

-                   Segundo o meu pai. Mas ele é louco, por isso quem sabe – disse ela a brincar

O jantar prolongou-se até à uma da manhã, e surpreendentemente, contei-lhe também parte da minha vida tanto familiar como amorosa. Tinha baixado a guarda com ela e isso soube bem, porque já não o fazia à imenso tempo. Fiquei também a conhecer muito melhor a história dela, e o seu passado. O que justifica por completo quem ela é agora.

Estava a chover imenso por isso fomos a correr para o carro, quando entramos estava a rir como já não ria à tempos, porque ela tinha escorregado nos saltos de 10 cm e eu tive que correr para a apanhar.

-                   Estraguei o meu melhor vestido por causa de ti – disse ela

-                   Terei todo o gosto em comprar-te um novo – disse eu enquanto fingia recuperar o fôlego

-                   Vou ser exigente – disse ela enquanto pousava a cabeça no meu ombro

-                   Mudei de ideias – disse eu virando-me para ela – afinal vou pedir uma coisa pelo colar

E beijei-a. Não porque queria saber mais coisas da família, ou porque queria mais informações. Mas porque com ela, tinha-me feito sentir novamente como um humano. E à séculos que não sentia isso, literalmente.

Chegamos a casa muito rapidamente, e em menos de nada ela estava no meu quarto, já com o vestido desabotoado.

-                   É horrível estragar este vestido. É mesmo bonito – disse enquanto o tirava rapidamente

-                   Isto é tão errado – disse ela, enquanto recuperava o fôlego, afastando-se um pouco

-                   Nada é errado se te faz feliz Kate. E é tempo de o voltares a ser

 

Opções:

A – Kate afasta-se de Fred e diz que não pode continuar porque ainda não está pronta

B – Eles prosseguem e têm relações, seguindo no dia seguinte para Florida

publicado por Twihistorias às 21:44

4 comentários:
Opção b.A propósito,é muito bom ver a fic de volta!
Marcela Thomé a 28 de Dezembro de 2012 às 22:09

B
Leticia a 29 de Dezembro de 2012 às 01:40

B
Bella Cullen a 30 de Dezembro de 2012 às 13:57

B.
tixxa a 30 de Dezembro de 2012 às 15:26

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