01
Jan 13

POV Edward

Eu não queria acreditar na minha sorte. Com tanta mulher bonita na cidade e tinha logo que aparecer aquela branquela minorca de aspeto de pãozinho sem sal. Já a tinha visto no campus universitário; ela chamava a atenção pela roupa fora de moda e antiquada que usava. Mas a culpa era minha. Quem é que me tinha obrigado a aceitar aquela aposta estúpida com os meus irmãos? Agora tinha que me aguentar à bronca.

Muito maldisposto e com vontade de bater em mim próprio, saí da residência universitária e entrei no meu carro. A viagem até ao Hanover in foi demasiado curta para meu gosto. Cada vez mais mal-humorado, fiz o check-in e segui para o quarto reservado. Respirei fundo antes de entrar e dei um pontapé na porta para a fechar. Confirmei que tinha preservativos no bolso e voltei a bufar de raiva. Olhei para o relógio e desejei que o dia de hoje já tivesse passado.

– Isto é um pesadelo. Ninguém merece, - resmunguei ao pensar no que me esperava.

Como se tivesse ouvido o meu desabafo, o meu telefone vibrou. Era o parvo do meu irmão, muito provavelmente queria certificar-se que eu cumpria a aposta.

– O que queres? – Perguntei asperamente.

– Preparado para a farra, maninho? Não vais saltar fora à última da hora, pois não?

– Está calado, Emmett. Sabes bem que não. Ligaste para gozar com a minha cara?

– Ui! Que medo. Até parece que estás no corredor da morte. Qual é tua, pá? Mudaste de lado, foi?

– Eu mato-te, Emmett. De certeza que isto foi armação tua.

– Qual é, Edward? Uma menina é uma menina. Talvez ela esqueça a bíblia em casa, - disse o palerma a rir à gargalhada.

Eu vociferei ininteligivelmente o que o fez rir ainda mais alto.

Não aguentando mais a pressão da zombaria dele, desliguei a chamada e atirei o telefone para cima da cama. Passado menos de um minuto o telefone voltou a tocar. Primeiro ignorei mas depois, ao verificar quem era, atendi.

– Oi Alice. Também queres ter a certeza que eu não vou desistir?

– Então, Edward? Não sejas assim tão rezingão. Sou a tua irmãzinha querida, estás lembrado?

– Então não estou? Esta situação toda faz-me lembrar de ti. Foi por tua causa e por causa do Emmett que me meti nisto.

– Estás arrependido?

– Claro que estou. Não se nota?

– Acalma-te que ela deve estar quase a chegar. Trata-a bem. Não te esqueças que ela não tem grande experiência nestas coisas.

De repente lembrei-me de um ponto que me fez arregalar os olhos.

– Achas que é a sua primeira vez… Ai, não. Isso não.

– Pois… não sei. Mas não deve ser. Porque aceitaria ela uma coisa destas se fosse?

Gemi audivelmente só com a ideia da moça ser virgem.

– Eu não posso fazer uma coisa destas, Alice, - acabei por dizer. - Eu pago-vos o que for preciso mas vou-me embora. Vou embora e é já.

– Edward, espera – ainda a ouvi dizer antes de desligar o telefone.

Peguei no meu casaco e nas chaves do carro e dirigi-me à porta. Assim que escancarei a porta dei de caras com um par de olhos castanhos inundados de medo e apreensão.

Tarde de mais. Ela tinha chegado.

 

POV Isabella

Eu estava agoniada com a minha ousadia. Quem é que me tinha mandado envolver com aquela gente? Eu devia internar-me a mim mesma porque a única explicação para eu estar a colocar aquelas peças de roupa minúsculas com a finalidade de… de… de atrair o… alguém, era a minha insanidade mental.

–Por que raio é que me fui meter nisto?

É uma boa pergunta que infelizmente tem uma resposta pouco longa: amor e uma dose tremenda de estupidez natural.

Tudo começou quando fui para a Universidade de Dartmouth. O que para os meus pais foi um enorme orgulho e para mim uma conquista difícil, tornou-se também o meu pesadelo. Apaixonei-me por um desconhecido.

A primeira vez que o vi passar por mim, junto à Dana Biomedical library, foi como se me tivessem reprogramado o sistema. Vi-o a caminhar na minha direção e só essa imagem foi suficientemente forte para me fazer suster a respiração. Nunca tinha visto um homem tão bonito. Quando ele passou rente a mim, tocando levemente no meu casaco, senti um calafrio. O cheiro que dele emanou foi devastador. Poder-se-ia dizer que tinha sido o golpe de misericórdia, mas não foi, antes pelo contrário. Foi apenas o princípio da minha perdição.

Não o voltei a ver nessa semana, porém nunca mais me esqueci dos traços do seu rosto nem do seu cheiro. Não imaginava que seria possível sentir uma atração tão forte por alguém de forma tão repentina. Inicialmente, fantasiei com uma paixão à primeira vista, porém, com o tempo, percebi que tal não era possível. Deveria ser mais um anjo mau que se tinha atravessado no meu caminho para me fazer desviar dos meus objetivos.

Eu tinha trabalhado muito para chegar ali. Vinda de uma família pobre da costa oeste e sem conhecer ninguém influente, ter ganho uma bolsa de estudo em Dartmouth era realmente uma vitória como poucas. É lógico que as minhas notas eram as melhores mas os trabalhos desenvolvidos no âmbito do jornal da escola e as cartas de recomendação de alguns dos meus professores constituíram uma mais-valia preciosa. Não podia deixar ficar mal as pessoas que tinham acreditado em mim e no meu valor. Assim, foi com muita preocupação que assumi para mim mesma o meu tão profundo envolvimento sentimental. O primeiro sinal de alarme aconteceu nesse mesmo dia ao ter dificuldades em concentrar-me nas aulas. Depois seguiram-se semanas de luta para aniquilar esse sentimento, coisa que se revelou impossível, até concluir que tinha que aprender a viver com aquilo. E foi isso que fiz ou que tentei fazer.

No final do primeiro ano esse sentir já fazia parte daquilo que eu era. Sabia que ele estudava medicina, que tinha 23 anos e que se chamava Edward Cullen. Era um menino rico, mimado e mulherengo. Uma antítese da minha própria pessoa. Eu sempre fui muito ligada aos estudo, passando muito do meu tempo a ler, fora e dentro de bibliotecas, pelo que não tinha grandes amizades e nunca tive um namorado. Para ser completamente sincera, nunca senti atração física por ninguém.

O meu primeiro contacto com a família Cullen deu-se no meu local de trabalho. Para não sobrecarregar mais os meus pais, consegui um trabalho em part-time num restaurante próximo ao College Green. Foi lá que, num fim de tarde a poucos dias das aulas acabarem, conheci a Alice. Eu estava sentada num canto, à espera da chegada de um grupo que vinha para um jantar comemorativo, quando a vejo entrar com uma caixa grande na mão. Apressei-me a ajudá-la e ela, muito resoluta, foi dando ordens, que inicialmente não entendi, até ela olhar para mim como se eu fosse parva e me informar que tinha feito uma reserva para uma festa de aniversário. Na caixa estava o bolo e o aniversariante era o seu irmão. Por indicação do meu chefe, fui fazendo as alterações que ela ia dizendo até estar tudo como ela queria. Pouco tempo depois começaram a chegar as restantes pessoas.

Por azar do destino, o irmão aniversariante de Alice era o meu anjo mau. É claro que a minha atrapalhação deve ter sido bem evidente porque, no final do jantar, Alice disse que precisava de falar comigo. Eu fiquei obviamente ainda mais atrapalhada mas tive que aceder. Marcámos para o dia seguinte.

Passei a noite em claro a pensar em Edward e na conversa que iria ter com a irmã dele. Ter tido a oportunidade de estar tão perto de Edward, “conhecer” a sua família e de, discretamente, lhe cantar os parabéns tinha sido o ponto alto do meu dia. Detestei-me por me sentir tão feliz.

Embora estando bastante apreensiva relativamente a Alice, fui ao seu encontro. É claro que ela chegou atrasada. A parva era eu, certo?

– Boa tarde, Isabella, - disse ela antes de ter chegado ao pé de mim.

– Boa tarde, - respondi espantada com a velocidade com que ela tinha aparecido.

– Eu não gosto de rodeios por isso vou diretamente ao assunto. Pode ser?

– Sim, claro.

– O que é que existe entre ti e o meu irmão Edward?

Fiquei em choque. O que é que ela queria com aquilo?

– Nada, - gaguejei confusa. – Ele nem me conhece.

– Mas tu conhece-lo.

– Eu…

– Sim ou não?

– Nunca fomos apresentados. Só o conheço de vista.

– Ele não presta para ti, Isabella.

– Bella. Prefiro que me tratem por Bella.

– E então Bella?

Eu começava a recuperar do choque da impetuosidade de Alice e não estava a gostar nada do rumo que a conversa estava a levar.

–Não sei onde queres chegar, Alice. Posso tratar-te por Alice ou ontem disseste isso só para me ludibriar?

– Alice é o meu nome, é claro que deves tratar-me por Alice.

– Tal como já disse, eu não tenho nada com o teu irmão. As tuas preocupações são infundadas. Não te preocupes que percebi muito bem a tua mensagem. Não sou do vosso nível mas sei pensar. – Curiosamente Alice riu-se e mostrou uma postura mais descontraída. – Sei bem que eu não sou bem-vinda no vosso grupo. Podes ficar descansada que não tenho qualquer pretensão de me atirar ao teu irmão.

– Podias ser bem-vinda. Porque é que não te queres atirar ao meu irmão?

– Como? Não estou a perceber. – Eu estava completamente aturdida.

– Não te sentes atraída por ele? Não o achas bonito e charmoso?

– Sim, claro que sim. Quer dizer…

– Gostavas que ele se atirasse a ti?

– Pára. Estás a deixar-me completamente confusa. Afinal o que queres que te diga? Que estou apaixonada por ele? É verdade, mas isso não muda nada. Não quero dar o golpe do baú, nem tenho ilusões nenhumas relativamente a um futuro com ele. Sei bem que ele está completamente acima da minha esfera. Eu nunca falei para ele, nem ontem ao servi-lo. Ele nem sabe que eu existo. Não represento qualquer perigo para a vossa distinta família. – Respirei fundo e passado um pouco levantei-me para ir embora. – Agora que já me humilhei o suficiente, vou embora. Adeus, Alice.

– Ok, vai lá. Não deves gostar muito dele, -disse ela fazendo-me parar e virar novamente parar ela. - Ele também não seria uma escolha sensata da tua parte. É meu irmão mas não presta, - acrescentou.

– Não digas isso. É feio dizer isso das pessoas, principalmente sendo da família. Ele matou alguém? Roubou? – Perguntei, abespinhada.

– Não, nada disso. Está a passar uma fase complicada e precisa de uma lição de vida. Ontem pensei que me podias ajudar nessa tarefa e acabar ajudando-o a ele também.

– Não estou a compreender.

– O que é que eras capaz de fazer por ele?

– Ele precisa de alguma coisa? – Perguntei, agoniada com a pergunta dela. - A vossa família parece ser rica, vocês têm tudo. Há alguma coisa que eu possa fazer? Eu faço tudo o que estiver ao meu alcance.

– Fazes mesmo? Prometes? É tão bom ouvir isso, Bella. Sinto que vamos ser as melhores amigas. Posso dar-te um abraço? – Perguntou ela enquanto avançava para mim e me abraçava.

– Claro. O que é que é necessário fazer? – Perguntei cada vez mais aturdida.

– Depois falamos nisso. Estou muito contente por poder contar com a tua ajuda. Não queres vir comigo às compras?

– Não tenho muito dinheiro para gastar, Alice.

– E depois? – Perguntou, encolhendo os ombros e fazendo uma expressão de pura inocência. - Fazes-me companhia e como somos amigas posso oferecer-te uma prenda. Vá, vamos lá.

Foi assim que o furacão Alice entrou na minha vida e ganhou a minha amizade. É claro que quando, passado uns dias, ela me contou o que eu tinha que fazer quase me apeteceu bater-lhe.

Primeiro neguei categoricamente, contudo, ela tem uma forma muito particular de expor as coisas e cobrar promessas feitas. Mesmo não acreditando no que ela me dizia a semente da dúvida e da esperança foi germinando e eu comecei a sentir-me tentada. E porque não? Eu era uma “mulher inteligente e independente que estava escondida atrás da busca do conhecimento”… Pois. Alice tramou-me bem tramada e de inteligente eu passei ao cúmulo da estupidez.

A proposta dela era seduzir Edward.

 

POV Alice

A minha estratégia estava montada. A Bella tinha caído que nem um patinho e iria fazer o meu querido irmão cair de rabo no chão. No final ganhava uma cunhada inteligente e deixava de ter um irmão mulherengo sempre a tentar desencaminhar o Emmett e o meu Jasper. A Rosalie tinha gostado do plano mas não gostou nada do aspeto de Bella. Ok. A rapariga não primava pelo bom gosto no que diz respeito a modas mas tinha um corpo interessante, era bonita e, acima de tudo, era muito inteligente. A minha intuição dizia-me que era a mulher ideal para Edward e a minha intuição nunca falhava. Se por acaso não desse certo… Bem, depois pensava nisso.

Faltava apenas pôr em prática a última parte do plano. Para isso contava com a ajuda involuntária do meu irmão grandalhão, o Emmett. Foi mais fácil que tirar um doce a uma criança.

Estávamos todos reunidos num bar, eu, Emmett e, é claro, o Edward. A Rosalie tinha ficado a entreter o Jasper por alguns minutos e a ver quando é que a Bella chegava.

– Estás à procura de alguma coisa, Edward? Pronto para entrar em modo de ação por uma barbie loura estupidamente burra?

– Lá estás tu. Só estou a ver as pessoas que entram, - resmungou ele.

– É isso mesmo, mano – disse o Emmett. – Há cada avião por aqui.

– Vocês são uns tristes. Não eram capazes de conquistar uma mulher sem silicone nas… - fiz um gesto a apontar o peito.

– Que é isso, Alice? Hoje estás mais chata que o normal, - respondeu o Emmett. – Sabes bem que desde que estou com a Rose não há mais nada com ninguém. Já aqui o nosso maninho é um papão, - disse ele dando uma palmada nas costas de Edward.

– Estás enganado. Ele era incapaz de ter um encontro às escuras. Para ele só o aspeto físico importa. Pode conhecer uma mulher inteligentíssima mas se não tiver o corpo modelado por um bom cirurgião plástico não serve. Só é capaz de ter mulheres fúteis e burras.

–Eu aposto que ele era capaz de ter qualquer uma.

– Achas? Pois eu não acredito. Pagava para ver.

Tal como esperava o Emmett ficou logo em pulgas. Ela adora apostas.

– Quanto?

– Vocês esqueceram-se que eu estou aqui? – Perguntou Edward.

– Como sei que não vou perder, aposto 500 dólares, - disse eu, ignorando a pergunta de Edward. - Mas tem que haver envolvimento físico, - acrescentei.

– Estás apostado, - respondeu o Emmett todo entusiasmado. - Edward vais ter que trabalhar, mano.

– Eu não me quero envolver nas vossas coisas, - disse ele olhando para a porta.

Ele bem que podia olhar. Eu sabia bem do que ele estava à espera. Eu tinha-lhe mandado uma mensagem em nome da Tânia para se encontrarem ali.

Senti o telemóvel a vibrar. Bella estava a chegar.

– Vá lá, mano, - insistiu o Emmett. - O que é que te custa? Tu fazes isso sem aposta nenhuma.

– O que é que vocês querem, afinal?

– Tens que ir para a cama com uma mulher, - disse-lhe Emmett. - Escolhemos uma feia, Alice?

– Que tal escolhermos a primeira mulher a entrar?

– Está apostado. Aposto em ti, Edward. Ah, garanhão!

– Pufff. Pois, pois. Nenhuma mulher inteligente cai nas boas graças dele. Só as burras, claro, – falei com convicção.

– Não, mana. Todas as mulheres que aqui estão já olharam para ele. Vamos ganhar, garanhão, - acrescentou o Emmett dando uma palmada nas costas do Edward.

– Elas gostam de mim. O que é que eu hei-de fazer? – Perguntou ele a sorrir. - Ok. Eu faço isso. A próxima a entrar no bar? É isso?

Mandei uma mensagem a Bella.

– Pode ser, mas só se quiseres. Vais perder. Tu não és homem para encontros às escuras.

– Vais ver mana. Está no papo, - disse Edward muito confiante.

Eu estava exultante comigo mesma. Tinha corrido tudo muito bem. Só de ver a cor com que Edward ficou quando Bella entrou vestida quase de freira, já tinha valido a pena. Ainda me ia rir muito de tudo isto.

publicado por Twihistorias às 18:00
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11 comentários:
Adorei! Continua pfv
Joana a 1 de Janeiro de 2013 às 18:29

Obrigada pelo comentário, Joana.
Ainda bem que gostaste.
Vai continuar embora por pouco tempo já que é uma fic pequena.
Ella Fitz a 3 de Janeiro de 2013 às 17:37

Gostei imenso e estou ansiosa para o próximo...
Bjs
Bárbara M. a 1 de Janeiro de 2013 às 20:25

Oi, Bárbara.
Fico muito feliz por teres gostado.
Bjs
Ella Fitz a 3 de Janeiro de 2013 às 17:38

Gostei muito.. continua :D
inescullen a 1 de Janeiro de 2013 às 21:53

Obrigada, Inês.
Fico feliz por estares a gostar.
Espero não desiludir.
Ella Fitz a 3 de Janeiro de 2013 às 17:41

Estou aqui colada para o próximo capitulo :D
gostei mesmo muito
beijo
inescullen a 3 de Janeiro de 2013 às 20:07

gostei
Bella Cullen a 2 de Janeiro de 2013 às 18:08

Obrigada, Bella.
Ella Fitz a 3 de Janeiro de 2013 às 17:42

que legal,bem diferente.adorei!
marcela thomé a 2 de Janeiro de 2013 às 20:12

Oi, Marcela.
Que bom que estás a gostar.
Fiquei feliz ao ler o comentário.
Obrigada.
Ella Fitz a 3 de Janeiro de 2013 às 17:45

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