09
Jan 13

POV Edward

Encarámo-nos sem saber muito bem o que dizer um ao outro. Os olhos dela voltaram a prender-me. Passou um bom bocado até eu me desviar da porta de entrada e a deixar entrar. Ela passou por mim de forma hesitante e pousou o seu saco em cima do banco que estava junto ao armário de parede. Olhou para todo o lado, tirou os sapatos e colocou-os de baixo do banco. De seguida pegou novamente no saco e enfiou-se na casa de banho. Eu fechei a porta e voltei para dentro do quarto.
Sentado na cama de mãos na cabeça, sentia-me completamente perdido. Esta rapariga era demasiado estranha para meu gosto. Era completamente diferente de todas as outras que eu conhecia ou com quem tinha estado. No bar, tinha-me sentido tão mal ao vê-la entrar que mandei a porcaria da aposta para o espaço e disse aos meus irmãos que desistia da aposta. Contudo, o Emmett não me deixou desistir. Já a Alice teve um comportamento um pouco diferente. Para além de não ter gostado que eu tivesse desistido exigiu que pelo menos eu tentasse conversar com a rapariga fantasiada de freira.
A muito custo, acabei por ir ter com a esquisitona e ofereci-me para lhe pagar uma bebida. Ela pediu uma coca-cola e calou-se. De repente, num rasgo de sensatez, contei-lhe a verdade. Falei-lhe da aposta dos meus irmãos e pedi-lhe desculpa por a estar a incomodar. Ela não fez qualquer comentário. De cabeça baixa, tudo o que conseguia ver do seu rosto era a sua pele corada pelo embaraço que devia estar a sentir. Porém, quando me ia a levantar ela fez-me a pergunta que não voltou a sair da minha cabeça.
– Sou assim tão pouco mulher para ti?
– Desculpa. Não queria fazer-te sentir mal. Eu Nós não nos conhecemos. Talvez
– Já tiveste muitas mulheres. Não era uma pergunta, era uma afirmação.
– Conhecia-las todas?
– Não, mas era diferente. Tu és diferente.
– Ah. Não sou suficientemente mulher para ti. Respirou fundo visivelmente incomodada. - Talvez se fosse mais magra mais bonita se tivesse mais peito.
– O aspeto físico não é tudo, - disse eu esperando que a minha irmã não estivesse a ouvir. - Além disso tu não és gorda. Só não sei se és bonita porque não olhas para mim.
– Se eu olhar para ti aceitas-me por uma noite?
Engoli em seco perante a coragem dela ao dizer-me aquilo. O que havia eu de responder? "Não, obrigada, nem assim?" Eu estava apanhado.
– Se for essa a tua vontade, aceito, - respondi, desejando interiormente que ela não me olhasse.
Então, de forma lenta mas segura, ela ergueu o rosto e fixou o olhar no meu. Na minha cabeça circulavam ideias a alta velocidade de forma aleatória e desconexa. O meu coração falhou uma batida e a minha respiração parou. Aqueles gigantes discos acastanhados trespassaram-me o corpo e foram até à alma. Ela não podia ser freira, o seu olhar era de feiticeira. Eu estava perdido. "Socorro", gritei mentalmente.
Depois ela voltou novamente a baixar o rosto e eu fiquei liberto daquela magia. Trocámos os números de telefone e eu abandonei o local ao lado dela e o bar. Precisava muito de estar sozinho.
Não tínhamos voltado a falar depois disso. Tudo o resto foi combinado por SMS. E ali estava eu, sem saber o que esperar dela.
A determinada altura pareceu-me ouvi-la chorar. Aproximei-me da casa de banho e bati na porta.
– Estás bem? Precisas de alguma coisa? - Que raio de pergunta eu fui fazer. Sou tão parvo.
Nada. Sem resposta. O único som vinha do seu choro. Encostei-me à parede junto à porta.
– Escuta, Isabella. Não tenhas medo. Não temos que fazer nada. Dizemos aos meus irmãos que aconteceu e pronto. Ninguém precisa de saber.
– A aposta é o mais importante para ti? - perguntou ela de voz embargada.
– Não, desculpa - pedi, sentindo-me culpado pelo sofrimento dela. - Dizemos que não fui capaz. Eles vão acreditar em ti. No final das contas a verdade é mesmo essa, - acrescentei mais baixo.
Ouviu-se o som de roupa a mexer e da porta a ser destrancada.
– Não sou suficientemente mulher para ti, Edward?
– Isabella, eu...
– Bella. Prefiro que me tratem por Bella.
– Bella - repeti eu em voz baixa.
– Não sou bonita o suficiente para ti, Edward? - Vendo que eu não respondia, ela saiu da casa de banho e dirigiu-se para o meio do quarto.
– Não gostas do que vês? Olha para mim, Edward, - disse ela de voz sofrida.
Eu virei-me para ela mas mantive-me encostado à parede da casa de banho. Foi a minha sorte, porque se eu não estivesse encostado muito provavelmente teria caído com o que se passou a seguir.
– As aparências não são assim tão importantes - disse ela enquanto desapertava atabalhoadamente o nó do roupão.
Por baixo tinha vestida uma lingerie preta muito feminina. O seu corpo era esbelto e bem torneado. Fiquei completamente vidrado naquela imagem perfeita.
– Responde-me, Edward. Não gostas do que vês?
– És perfeita, Bella - admiti a custo.
Como era possível aquela joia estar escondida debaixo de camadas de roupa de má qualidade?
– Eu sou pobre, Edward. Não tenho dinheiro para roupas de marca. Se estou aqui é porque ganhei uma bolsa. Sempre trabalhei bastante para conseguir isto. Desde pequena que o meu sonho era conseguir entrar numa universidade da Ivy league. Fui aceite graças ao meu esforço e dedicação ao saber.
Fez-se um silêncio enorme. Eu não sabia o que pensar de tudo aquilo. Estava desorientado.
– Continuas a gostar do que vês? - perguntou ela.
– Muito, - respondi com voz rouca.
– A roupa faz assim tanta diferença? Eu sou a mesma pessoa de há meia hora atrás. A mesma pessoa que te serviu no teu aniversário. - A voz dela começou a subir e a tremer. As lágrimas acumulavam-se perigosamente naquelas esferas feiticeiras. - Sou assim tão diferente, agora? O papel de embrulho é mais importante que a prenda que está no seu interior? Porque é que não consegues olhar para as pessoas e ver o que elas são e não o que elas vestem? Porque é que não consegues ver-me? Tu olhas-me mas não me vês. Eu também sou mulher, - disse ela entre uma torrente de lágrimas.
O seu choro era tão intenso que ela vacilou e tombou no chão do quarto. Ainda pensei em sair dali e ir embora mas não fui capaz de a deixar naquele estado. Peguei no roupão que estava caído no chão e cuidadosamente, cobri-a com ele. Sentei-me ao seu lado e puxei-a para o meu colo amparando-a.
Havia alguma coisa muito errada ali. Que raio estava eu a fazer? Que raio estava eu a sentir?
Foi um erro ter ficado com ela porque impossibilitou qualquer hipótese de fuga. O seu cheiro era demasiado atraente e o seu corpo demasiado perfeito. Bella era demasiado intrigante para eu me conseguir afastar.
Com o tempo o choro foi diminuindo e ela acabou por adormecer. Pude finalmente olhar para ela sem ter medo de me prender mais nos seus olhos. O seu rosto era de uma beleza seráfica. Cheguei a pensar que ela era um anjo bom.
Não conseguindo resistir à liberdade que o seu sono me tinha concedido, aproximei o meu rosto da curvatura do seu pescoço e inalei o seu odor profundamente. Foi um bálsamo. Senti-me estranhamente em paz. Ela arrepiou-se e encostou-se mais a mim. Devia estar com frio. Peguei nela ao colo e deitei-a na cama aconchegando o lençol e o cobertor. Depois fiquei sem saber o que fazer. Sentava-me na beira da cama depois levantava-me e ia até à janela para regressar à cama logo a seguir.
Como já era demasiado tarde para me ir embora deitei-me a seu lado e deixei-me ficar a olhar para aquele ser intrigante que estava a revolucionar a minha vida. Desde aquele dia no bar que não saía com mulher alguma. A minha rotina foi drasticamente alterada. Na minha cabeça só existia Isabella Swan, não havia espaço para mais nada. Felizmente já estávamos em período de férias, pelo que a minha ocupação na escola médica era mais reduzida.
– Edward?
Sobressaltei-me ao ouvi-la. Pensava que ela estava a dormir. Não tinha notado qualquer alteração no seu rosto. Sem dar qualquer resposta aproximei-me mais dela para que ela sentisse a minha presença.
– Podes abraçar-me?
Continuando sem lhe responder, levantei ligeiramente a roupa da cama e aproximei-me mais dela. Ela encostou-se a mim e eu, sem saber bem como fazer, abracei-a. Ela pareceu ficar agradada mas não disse nada. Intimamente, desejei que ela começasse a falar para não me sentir tão perdido.
– Fala-me de ti - acabei por dizer.
E ela falou. Contou-me coisas da sua infância, da sua família, dos problemas que teve na escola por não se enquadrar, dos seus sonhos e das suas ideias para o futuro. Foi muito agradável ouvi-la falar; a cadência e o tom da sua voz eram muito tranquilizadores. Com o tempo acabei também por falar de mim e da minha vida. Falei-lhe também do meu sonho de ser médico para poder salvar a vida das pessoas. A conversa acabou por ir parar à vida sentimental.
– Porque é tão estranho eu nunca ter tido uma namorada? Tu própria disseste que nunca namoraste - resmunguei um pouco incomodado.
– Mas eu sou o patinho feio da história. Tu és mais o príncipe encantado.
– Gosto pouco de contos de fadas. Mas compreendo onde queres chegar. Compreendo e não concordo. Até porque nessas histórias o patinho feio acaba por transformar-se num belo cisne e os príncipes nem sempre ficam com as princesas. Há príncipes fúteis por aí, sabes? É mais que óbvio que eu não sou um bom príncipe.
– Mas podes ser, se quiseres e então poderás ser feliz para sempre... - afirmou ela a rir.
Ri-me também. A sua expressão fez-me rir.
– Bella, Bella. Faz muito mal acreditar nessas coisas. Afinal o que é isso de ser feliz para sempre? Ninguém é feliz para sempre.
– Claro que sim, pelo menos podem sê-lo a maior parte do tempo, - respondeu ela com meiguice. - As pessoas é que não sabem o que é ser feliz nem o que é o verdadeiro amor.
– Pois, pois.
– Não sejas assim, - disse ela ainda a rir. - Se pensares que o contrário de ser infeliz é ser feliz, então sempre que não estiveres infeliz só podes estar feliz. Por exemplo, neste momento sentes-te infeliz?
– Não, - respondi admirado por perceber isso.
– Então, estás feliz. Parabéns.
– Porquê? Por estar feliz, aqui contigo?
– Por estares feliz agora, mas fico contente por estares feliz, estando comigo. Nunca pensei que fosse possível.
– Nem eu - respondi com sinceridade.
– Achas que agora já era possível olhares para mim como olhas para as outras mulheres?
– Não, - respondi sem pensar. Senti-a contrair-se. - Desculpa, não era isso que queria dizer, não nesse sentido. Não sei bem como explicar isto porque nem eu mesmo entendo, mas sei que és diferente das outras mulheres. A ti eu sinto que tenho que respeitar. Entendes?
– Obrigada por me respeitares - murmurou. - Não me achas atraente?
– Sim - respondi baixinho.
– Muito ou pouco?
– Tu és a mulher ideal para qualquer homem, Bella.
– Mas não para ti. Nem para uma só noite - acrescentou ela mais baixinho.
– Para qualquer homem, incluindo-me a mim.
– Queres-me esta noite?
– Não sei se sou capaz.
– Podes tentar?
– Bella! - censurei, sentindo-me novamente perdido.
– Tenta, por favor.
Não aguentei a pressão e levantei-me. O meu corpo estava começar a dar sinais que eu não queria que ela sentisse. A brincadeira começava a ficar demasiado perigosa. Eu tinha que resistir. Pelo menos uma vez na vida eu tinha que fazer a coisa certa.
– É melhor eu ir-me embora, Bella. Se continuarmos nisto sabemos bem o que vai acontecer. Hoje podes querer mas amanhã vais arrepender-te e vais sentir ódio de mim. Não quero que me odeies.
– Porquê?
– Não sei. Acho que podemos ser amigos. Se fizermos...
– amor - acrescentou ela.
– Se isso acontecer não me vais perdoar. Eu já admiti que sinto respeito por ti. Não sei o que fizeste nem como aconteceu mas essa é a verdade. Eu tenho que te respeitar. Eu não posso estragar tudo.
– E se eu quiser?
– Bella, tu acreditas em contos de fadas, em príncipes e no poder do amor. Eu não. Não sou capaz.
– Eu acredito no poder do amor e do respeito. Para mim, estares comigo aqui e saber que não te sentes infeliz, já é o meu conto de fadas. Nesta história tu és o meu príncipe.
– Eu não posso, Bella. Tu não mereces Eu não te mereço.
Então ela levantou-se da cama, caminhou até mim e encostou as costas dela às minhas. Fiquei ainda mais desorientado. Aquela posição era completamente anormal.
– Não te mexas e ouve com atenção o que te vou dizer. Se não quiseres nada comigo, sais porta fora e esquecemos tudo o que se passou aqui hoje. Estás de acordo?
– Ok. - A minha resposta foi tão baixa que por momentos pensei que ela não tinha ouvido.
– Amo-te.
Fiquei paralisado. Tudo o que sentia era medo. Como é que era possível?
– Apaixonei-me por ti na primeira vez que te vi. Pura e simplesmente tu és o homem mais bonito que eu alguma vez vi. Ao passares por mim o teu cheiro inebriou-me e eu percebi que tu eras o meu príncipe. Podes ter muitos defeitos, tal como eu tenho, mas o amor não acontece por escolhas ou por razões. A minha ideia de conto de fadas é encontrar alguém que nos faça sentir o que eu sinto por ti. Há quem diga que o amor não passa de reações químicas, eu prefiro encará-lo como um encontro de sentidos. Sentir é bom, muito bom. Não estou à espera que sintas por mim o que eu sinto por ti. Não tenho ilusões nenhumas a esse respeito. Mas este momento é o meu momento, sabes? - perguntou ela retoricamente. - No fundo, eu não sou melhor do que tu. Esta noite tu fizeste-me perceber isso. Tu gostas de aparências. Quem sou eu para te recriminar quando me apaixonei apenas pela tua imagem e pelo teu cheiro?
– Esta noite, tu fizeste-me ver que há muitas coisas mais além das aparências.
– Estás a ver? Ensinámos e aprendemos os dois com esta experiência. Tu tens medo que eu te odeie amanhã por fazeres amor comigo. Eu sei que me vou odiar se não fizer amor contigo, agora. Este é o meu momento. Se não for hoje, neste tipo de limbo em que nos encontramos, dificilmente vai acontecer. - Calou-se por momentos para respirar, dando-me a perceber que a respiração dela estava muito alterada. Curiosamente, a minha também. - Porque amanhã, talvez sejas tu a arrepender-te de ter ido para a cama com uma mulher como eu.
Instalou-se um silêncio entre nós. Aquele também era o meu momento. Eu podia simplesmente sair porta fora e esquecer tudo aquilo. Ou podia ficar e fazer amor com ela. Estremeci só de pensar nisso.
– Este é o momento certo para tomares uma decisão - disse ela nervosamente.
– Promete-me que não me vais odiar. Promete-me que podemos tentar ser amigos. Promete-me que se eu não for a pessoa que tu achas que eu sou, não vais guardar ressentimentos. Promete-me...
– Shhhhh. Isso é válido para os dois, certo? Vamos fazer de conta que estamos em Las Vegas. O que se passa em Vegas fica em Vegas.
– Sem consequências, é isso que queres?
– Quero ficar com memórias de ti. Eu sei que não vai haver mais ninguém para mim. Já que não posso ter uma vida contigo, prefiro ter uma noite.
– E se fosse possível ficarmos juntos mesmo a sério? Para sempre?
– Tu não acreditas nisso, lembras-te? Vamos tentar. É só o que te peço.
– Não te importas que eu não te ame?
– Tu respeitas-me. Prefiro respeito sem amor do que amor sem respeito.
Ainda de costas, procurei a sua mão esquerda e apertei-a levemente. Puxei-a para que ficássemos frente a frente mas ela encostou-se imediatamente a mim, apoiando a sua cabeça no meu peito. A fragância do seu champô inundou-me os sentidos, fazendo-me fechar os olhos.
– Perdoa-me por não ter forças para me ir embora. Se te magoar nunca me vou perdoar.
Eu precisava ter a certeza que era mesmo aquilo que ela queria. Sabendo que me ia perder, fiz-lhe o derradeiro pedido.
– Olha para mim, Bella, e diz-me se é mesmo isto que tu queres.
– Eu quero-te, hoje, aqui, nesta cama - disse ela compassadamente e sem hesitações.
Sentindo-me enfeitiçado por ela e pelo seu olhar, fechei os olhos e aproximei a minha boca da dela.
"A culpa é das circunstâncias. A culpa é das circunstâncias."
No exato momento em que a maciez dos seus lábios tocou os meus, esqueci tudo. O feitiço era demasiado potente para lhe resistir. Estávamos desgraçados.
Depois foi a descoberta de sentidos. Nunca tinha sentido com outra mulher o que senti ao beijar Bella. Primeiro devagar, com cuidado, de forma receosa, talvez. À medida que nos íamos libertando do sentimento de culpa, o beijo foi ficando mais profundo e íntimo. As mãos iam ganhando espaço aos poucos. Inicialmente só lhe tocava nas costas mas a lingerie dela estava a levar a melhor sobre mim e eu fui deslizando o toque para baixo. As suas mãos revolviam incessantemente o meu cabelo o que me punha ainda mais louco. A determinada altura, de mãos a tremer, ela pegou na minha T-shirt e tirou-a, deixando-me em tronco nu. Peguei-lhe nas mãos e beijei-as o que a fez arfar. Como é que é possível alguém ficar assim com um simples gesto daqueles? Involuntária e incompreensivelmente gemi.
Num gesto rápido peguei nela ao colo e levei-a para a cama. Deitei-a de costas para não ver os seus olhos e comecei a distribuir beijos pelas suas costas. Maravilhei-me. A cada beijo, a cada carícia, ela estremecia e soltava pequenos gemidos. Bella era genuína, muito diferente de todas as outras mulheres.
Quando lhe beijei o ombro direito e o pescoço, ela torceu-se e puxou-me para a sua boca e ficámos abraçados, deitados de lado, embevecidos um com o outro. O toque das suas mãos no meu peito era carinhoso e muito agradável. Quase perdi o controlo ao sentir as suas mãos a descerem pelo meu abdómen e tactearem as minhas calças, para as desabotoar. Com a minha ajuda ela tirou-as e, contrariamente ao que esperava que acontecesse, não regressou para o meu lado. Sentou-se no fundo da cama. Quando levantei a cabeça para ver o que ela estava a fazer, só a vi inclinar-se sobre os meus pés e começar a beijar-me a pele. Completamente apanhado de surpresa, assisti à sua subida pelas minhas pernas, cada vez mais próxima dos meus boxers e da minha loucura.
Se ela continuasse daquela forma eu não sei se me iria aguentar. Com ela todas as sensações pareciam potenciadas ao máximo. Eu queria senti-la em mim mas sabia que ainda não podia ser. Tinha que tentar abrandar o nosso estado de excitação. Puxei-a para cima de mim e beijei-a lentamente, sendo prontamente correspondido. No entanto, em pouco tempo estávamos a beijar-nos avidamente e mais uma vez num pico de excitação.
– Preciso de ter calma, - falei com dificuldade.
– Desculpa. Deixei-me levar. Eu nunca...
Era agora que ela me ia dizer que era virgem. "Estúpido. Porque é que estás espantado com isso? Por acaso ela não te disse que nunca teve namorado? Querias que ela não fosse virgem como? Parvo."
– Talvez não devêssemos continuar - afirmei, consciente de que o meu corpo me dizia o oposto. - Talvez este não seja o momento nem o lugar certo para nós.
– Não vamos voltar a viver esta magia, Edward. Eu faço o que for preciso. Ensina-me a agradar-te.
Meus Deus! O que é que ela estava para ali a dizer? Que loucura.
– Ah, Bella. Tu agradas-me tanto, querida. - Só ao ouvir-me dizê-lo percebi como a tinha tratado.
– Então não tenhas medo, - disse ela como se não se tivesse passado nada de estranho. - Sê forte por nós dois. Eu preciso que sejas forte por mim.
– Desejo-te muito e não quero magoar-te. Preciso que me ajudes. Eu nunca tive nada com... - uma virgem, ia dizendo.
– Abraça-me. Gosto do teu cheiro. Beija-me. Gosto do sabor da tua boca. Toca-me. Gosto da suavidade da tua pele.
Não foi necessário dizer mais nada. Voltámos a mergulhar no sentir das nossas bocas e no toque das nossas mãos. Aproveitando tê-la por cima de mim, soltei-lhe cuidadosamente o soutien, atento a qualquer reação de desconforto que ela pudesse evidenciar. Nada. A minha situação estava complicada. Com qualquer outra eu sabia bem o que fazer e como, mas com Bella eu parecia um inexperiente. Sempre com medo de fazer alguma coisa que destruísse aquele clima de entrega ou que a fizesse perceber que estávamos a cometer um erro. No fundo, a verdade era essa: eu não queria parar. Naquele momento só ela era importante.
Quanto mais percebia que a desejava, mais excitado ficava. Impulsivamente, inverti as nossas posições e olhei-a com volúpia. Procurei sofregamente e sua boca e, num ato continuado, fui descendo pelo pescoço até chegar aos seus seios. Ouvi-a gemer quando passei a língua no mamilo esquerdo. A medo procurei os seus olhos mas tudo o que vi foi uma expressão de prazer. Bella estava de olhos fechados com a cabeça meia inclinada para trás e respirava com dificuldade. Satisfeito, continuei nos seus seios e os seus gemidos tornaram-se mais constantes.
Perdido por dez, perdido por mil, certo? Já que ia para o inferno mais valia aproveitar. Ousadamente, desci um pouco mais fazendo-a estremecer. Olhei para cima e vi-a, de cabeça levantada, a olhar para mim com interesse e desejo. Sem deixar de a olhar beijei o limite da barriga junto às suas calcinhas. Ela corou mas não fez nada para me impedir de continuar. Assim, retirei aquela última peça e continuei a beijar a sua pela macia.
Sabia que estava a ir longe demais mas eu estava a adorar ver as suas reações às minhas carícias. Além de que, nesta situação, eu conseguia controlar-me melhor. Afastei um pouco mais as suas pernas e toquei-a enquanto beijava a parte interna da coxa. Bella soltou um urro e levou as mãos ao meu cabelo. Encorajado pelos seus gemidos, continuei a estimulá-la enquanto beijava cada vez mais próximo da sua intimidade até acabar por tocá-la com a minha língua. O corpo dela torcia-se e estremecia na loucura do desejo. O meu coração batia descompassadamente com o meu atrevimento e com o prazer que eu via nela. Os gemidos, cada vez mais próximos, culminaram num grito forte acompanhado pelo arquear do seu corpo. Senti o seu orgasmo na minha boca.
Fiquei a olhar para ela, para receber alguma indicação de continuar ou parar. Ela relaxou um pouco e olhou-me com deleite. Mordeu o lábio inferior e tentou puxar-me para cima. Subi por ela até ficar à altura da sua cara e esperei para ver o que acontecia. Iria procurar a minha boca, agora que tinha o seu sabor? Os seus olhos brilharam, ela deu uma gargalhada baixa e beijou-me sem pudor. Aquilo era um sinal verde. O sinal verde que eu esperava.
Num movimento ágil, retirei os meus boxers e coloquei um preservativo. Voltei para os seus braços e continuei a beijá-la. Agora não havia retorno. Ela, entendendo o momento, afastou as pernas e dobrou ligeiramente os joelhos, ficando completamente exposta para mim. Sempre sem deixar de a beijar, apoiei-me no braço esquerdo e, com a outra mão procurei os seus seios e comecei a estimulá-la novamente. Mordisquei o seu lábio, lambi o seu rosto e a sua orelha para que ela ficasse pronta para mim. A sua respiração acelerou e o seu coração ficou tão rápido como o meu. Estávamos à beira do abismo ou do paraíso. A impaciência dela fê-la arquear-se contra mim numa tentativa de me procurar. Tentei retardar o mais possível para que ela estivesse mesmo muito excitada mas eu tinha que contar comigo também e aquela dança estava a aproximar-me demasiado do fim. Não dava para adiar mais.
Fiz um pouco de pressão para imobilizar o seu corpo e, num movimento algo lento mas firme, impulsionei-me para o seu interior. Gememos os dois, eu de prazer e ela de dor.
– Shhhhhh. Relaxa, querida, - sussurrei. Querendo distraí-la um pouco e incentivá-la, voltei a sussurrar está tudo bem, amor lindo. Beija-me, Bella.

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

5 comentários:
uuuhh hot...
marcela thomé a 12 de Janeiro de 2013 às 01:15

É verdade.
Embora não tenha uma linguagem agressiva ou obscena o capítulo é muito quente.
Creio que isso afastou algumas leitoras.
Ella Fitz a 12 de Janeiro de 2013 às 15:51

não vejo porque...tem alguma criancinha lendo?kkkkk continue,esta ótima!
marcela thomé a 13 de Janeiro de 2013 às 16:45

Uau intenso!

Gostei imenso, continua!
P.S: quando postam o próximo?
Bárbara M. a 12 de Janeiro de 2013 às 18:35

Obrigada, Bárbara.
Ainda bem que gostaste. Começava a pensar que esta história era demasiado intensa. rsrsrsrsrsrs

Quem está a postar a minha fic é a Letycia.
A pedido dela eu aceitei a postagem neste site, por isso ela irá postar os capítulos que faltam quando achar que é o momento mais correto.
(São apenas 6 capítulos.)
Mas posso assegurar-te que ela está a fazer um excelente acompanhamento.
Foi ela quem fez a capa da fic e eu estou-lhe profundamente agradecida por isso.

Espero que continues a acompanhar, Bárbara.
Bjs

Ella Fitz
Ella Fitz a 13 de Janeiro de 2013 às 14:58

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