30
Jan 13


POV Bella

Deixei Edward a falar com o empregado que tinha vindo recolher o carrinho da comida e enfiei-me na casa de banho. Enchi a banheira de água, despejei uma quantidade grande de gel para fazer espuma e, deleitando-me no calor da água, esperei por Edward. Ele não tardou muito tempo. Despiu-se e juntou-se a mim nas minhas costas, fazendo-me encostar a ele. Ouvi-o suspirar ao relaxar na água.

– És um belíssimo cisne, Bella.

– Obrigada, meu príncipe, - respondi tentando aparentar uma leveza que não sentia.

– Acho que vamos ter que escrever a nossa história. Não há nenhuma outra que junte um cisne e um príncipe.

– Boa ideia, - respondi a rir. – Eu gosto de escrever.

– Como é que achas que deve ser o fim?

Aquela pergunta apanhou-me desprevenida. Eu também gostaria de saber como iriamos ficar depois de tudo o que tínhamos vivido naquele quarto de hotel.

– Não sei… - respondi reticentemente. - Gostaria que tivesse um final feliz, - acabei por confessar.

– Também eu, Bella.

– Em todo o caso, mesmo sem saber como vai ser o final, eu tenho que te agradecer por tudo, pela tua gentileza, pelo teu carinho e pela tua compreensão.

– Achas mesmo que há necessidade de agradecer o que quer que seja? Se há alguém que tem alguma coisa a agradecer sou eu, por me teres dado a oportunidade de te conhecer. O que se passou entre nós foi lindo e muito bom. Eu…

Remexi nervosamente a espuma da água enquanto aguardava que ele dissesse o que pensava.

– Sim? – Ansiosamente, incentivei-o a continuar.

– Eu não quero que acabe, Bella.

– Ficamos como, então? – O meu coração batia como um louco.

– Não sei. Mas sei que não quero que saias da minha vida.

– Hummmm. – Foi o único som que consegui dizer. A minha agitação interior era enorme.

– E tu, que pensas disto, querida?

– Eu amo-te, Edward. Que mais poderia desejar? O que me dás é mais do que alguma vez pensei ter.

– Eu quero dar-te mais. Eu quero dar-te tudo.

– Neste momento tenho tudo o que quero, - murmurei, respirando com dificuldade.

– Que é o quê?

– Ter-te junto a mim e sentir-te feliz.

– Eu estou feliz e estranhamente em paz. Suspeito que tu sejas uma feiticeira. – Ri-me do seu comentário. – Os teus olhos enfeitiçam-me. Não sei porquê mas contigo sinto-me bem comigo mesmo. É como se ficasse completo. Percebes?

Ah sim, eu percebia aquilo melhor do que ele pensava. Eu sentia exatamente a mesma coisa. O meu medo era que no dia seguinte, quando ele fosse para casa e me deixasse sozinha, as coisas mudassem e ele visse que afinal não sentia nada de especial por mim.

– Sim, eu também me sinto assim. É por isso que temos que aproveitar estes momentos ao máximo.

– Estes momentos chegam-te? – perguntou ele enquanto desenhava linhas curvas na minha coxa.

– Estes momentos são a minha ilusão transformada em realidade. Estou muitíssimo feliz e ao mesmo tempo tenho um medo terrível de acordar e perceber que foi apenas um sonho. Pior, tenho medo que este encantamento se quebre e que vejas que afinal eu continuo a ser um patinho feio.

– Não digas isso, querida, - disse ele abraçando-me mais forte. - Para que o encantamento não se quebre só é preciso que não desapareças da minha vida. E, para que saibas que isto não é um sonho, - continuou ele, beijando-me o pescoço, - vou amar-te novamente. Alguma vez sonhaste que fazias amor comigo?

Não respondi e ele acabou por se rir e morder-me o lóbulo da orelha. Soltei um gemido sem querer.

– A tua pele é uma delícia, tão macia e sedosa, - retomou ele. – Minha querida, tu podes já ter sonhado comigo mas aposto que nunca sonhaste em fazer amor comigo nesta banheira nem imaginaste tudo o que eu pretendo fazer contigo.

O meu corpo estremeceu com as suas palavras e com o seu significado. Ou talvez fosse das suas mãos que incendiavam o meu corpo e me carregavam de desejo.

– Gosto da forma como dizes querida, - murmurei.

– A única pessoa que eu costumo tratar por querida é a minha mãe, embora às vezes também o faça com a minha irmã.

– Oh, Edward.

– Acho que estou a apaixonar-me por ti, Bella.

O meu coração quase parou antes de recomeçar a bater com toda a força e rapidez. Procurei a sua boca e comecei a beijá-lo desesperadamente. O mundo podia parar porque para mim não havia mais nada a não ser nós os dois e o quase amor que Edward sentia por mim.

A água do banho e a superfície lisa da banheira dificultavam os nossos movimentos e a nossa pressa, pelo que acabámos por escorregar e mergulhar na água quente. Voltámos a sentar-nos e, ao olharmos para as nossas figuras cheias de espuma, desatámos a rir à gargalhada.

– Acho que não é o lugar ideal para fazer amor, - disse ele ainda a rir. – No entanto, agora podes ter a certeza que não estás a sonhar.

Rimo-nos novamente e fomos retirando a espuma do rosto um do outro. Por incrível que pareça este episódio divertido acabou por estreitar ainda mais os laços entre nós. Edward chamou-me com um dedo e eu voltei a encostar-me de costas a ele e ficámos por ali a aproveitar o resto do banho.

A nossa excitação ficou em estado latente. Eu sentia a ereção de Edward e ele certamente que percebia a forma como eu me arrepiava quando ele aproximava as mãos dos meus pontos mais sensíveis.

– Quero-te, Edward, - sussurrei, algum tempo depois, não suportando mais o desejo que sentia.

Ele saiu com ligeireza da banheira, pegou numa toalha enrolando-a à cintura, e ajudou-me a sair também. Com outra toalha começou a enxugar-me mas eu tinha pressa. Libertei-o das duas toalhas e encostei o meu corpo nu ao corpo dele.

– Agora. Quero-te agora, - murmurei tentando passar a minha perna esquerda à volta do seu quadril.

Neste movimento, os nossos sexos tocaram-se e ele gemeu. Levantou-me com facilidade, segurando-me nas costas e nas nádegas o que me deu a possibilidade de cruzar as minhas pernas à volta do seu corpo.

– Não sei se o quarto está livre. Pedi que trocassem os lençóis enquanto tomávamos banho, - disse ele num tom baixo e rouco.

– Mudar os lençóis? – Perguntei sem entender, mas logo percebi o porquê. Corei até ao nível máximo, quer pela vergonha quer pela deceção. – Ah! Pois.

Nesse momento ouviu-se um barulho leve que nos indicou que efetivamente estava alguém no quarto.

– Bolas! – sussurrámos os dois em simultâneo o que nos fez fixar o olhar um no outro.

Estabeleceu-se um diálogo mudo entre nós que definiu a nossa vontade. Com este acordo tácito caímos na boca um do outro e estreitámos ainda mais o nosso abraço. Remexi-me no seu colo, procurando um contacto mais íntimo com o seu membro. Eu queria sentir Edward novamente dentro de mim. Queria senti-lo meu mais uma vez. O meu desejo não tinha fim e o dele revelou-se impaciente como o meu porque num impulso preciso, mergulhou no meu interior. As nossas bocas pararam coladas uma à outra, engolindo os sons do nosso prazer. Permanecemos assim alguns segundos, como se verificássemos que o desejo de um era o desejo do outro, e retomámos os beijos e o movimento lento de penetração. Desta vez não doeu tanto e o prazer foi substancialmente maior.

Tentei controlar os meus gemidos mas se não fosse a boca de Edward, sempre ávida da minha, a abafá-los, eu ter-nos-ia denunciado. Com ele a minha capacidade de controlo desfazia-se como um castelo de areia ao sol. O fortíssimo poder da atração que nos unia associado ao meu desejo de querer vivenciar o amor que tinha por Edward, faziam-me sentir tudo no limite máximo. Agia como nunca pensei que poderia agir, fazendo e desejando coisas que até ali não me sabia capaz de fazer ou de desejar.

Impeli o meu corpo contra o dele sem cessar, sendo travada pelas mãos fortes de Edward que me continham, numa tentativa de conduzir a situação no sentido certo. O enorme esforço despendido por ele estava patente na sua respiração acelerada e nos gemidos roucos que se misturavam com os meus.

A determinada altura, ouvi o barulho de coisas a cair no chão e, logo a seguir, senti uma superfície fria nas minhas costas. Edward prendeu-me contra a parede da casa de banho, bloqueando mais os meus movimentos, e intensificando os seus. Pela primeira vez a sua boca deixou a minha e deslizou pelo meu pescoço mordendo e beijando a minha pele, ao mesmo tempo em que começou a estimular o meu seio esquerdo. A nossa urgência chegou ao rubro, catapultando-nos para a espiral de prazer tão pretendida. Atingi o auge num orgasmo ainda mais forte e longo que os dois anteriores.

Quando me apercebi da realidade novamente, estava apoiada no armário do lavatório ainda enlaçada em Edward. Ele tinha a cabeça encostada no meu pescoço e uma mão na parede ao lado do espelho. Aos poucos a sua respiração foi acalmando, tal como a minha.

Queria dizer alguma coisa mas não encontrava nada que fosse adequado naquele momento. Embora gostasse de repetir que o amava e que tinha adorado fazer amor com ele não tive coragem. À falta de melhor mantive-me calada, inalando o seu cheiro e sentindo-o ainda meu.

Impulsivamente, passei a minha língua pelo seu ombro. Este gesto pareceu despertá-lo da sua abstração, pois, afastou-se de mim e retirou o preservativo que eu não o tinha visto colocar.

– Acho que estamos a precisar de um banho senhorita Swan.

Ainda sem saber o que dizer e um pouco perdida com o comentário dele, limitei-me a concordar com um ligeiro aceno. Quando tentei saltar do armário, ele impediu-me e, puxando as minhas pernas para as suas costas, voltou a pegar-me ao colo.

– Gosto do teu sorriso.

Procurei os seus olhos para ver se ele estava a brincar comigo e ele pareceu-me sincero o que me surpreendeu. Eu nem me tinha apercebido que estava a sorrir.

– O teu sorriso também é muito bonito. – Ele sorriu de través o que me fez corar. – Esse sorriso é o que mais gosto.

– Este? Tenho diferentes sorrisos? – Perguntou-me ele colocando-me no chão e virando-se para a banheira.

– Sim, eu… Meus Deus! Fui eu que fiz isso? - Edward tinha vários arranhões nas costas. – Desculpa, Edward, eu… nem acredito que te magoei. Porque é que não disseste nada? – Perguntei-lhe ao passar a mão pela sua pele maltratada.

– Não é nada de sério, linda. São feridas de amor.

– Desculpa, eu…

– Ouve-me, Bella, - disse ele com as mãos a envolver-me as faces, - não é nada sério. Acredita em mim. Não te disse nada porque o que estava a sentir era muito mais forte e potente.

– Mas eu magoei-te.

– Shhhhhh. Eu também te magoei.

Eu corei violentamente e virei a cara para baixo mas nesse percurso passei os olhos pela sua região púbica o que me fez corar mais. Controla-te, Bella. Controla-te. Por favor controla-te.

– O príncipe vai levar o belo cisne ao banho. Vamos lá, - disse ele colocando-me dentro da banheira e abrindo a água.

– Ah! Está fria. – Refilei, afastando-me da água.

– Para podermos tomar banho juntos sem que aconteça mais nada, só mesmo de água fria. Tu não tens noção do poder que exerces sobre mim.

– É capaz de não adiantar nada, – sussurrei. Ele olhou para mim inquiridoramente. – Somos os dois adultos. Não vai acontecer nada que não queiramos.

– Ok. Vamos à água quente, - disse ele regulando a temperatura da água novamente. – Prometi-te falar da minha família. Ainda estás interessada em ouvir?

– Sim.

– Já conheces a Alice. É a mais nova e a mais doida, - afirmou ele puxando-me para baixo da água. - O mais parvo é o Emmett e também o mais alegre.

– E tu? És o quê?

– Não queiras saber.

– Quero saber.

– Bem, os meus irmãos chamam-me de irresponsável e mulherengo, - confessou envergonhado.

– É mentira? – Perguntei cuspindo a espuma do champô.

– Bom, não sou assim tão irresponsável. Nunca fui de dar preocupações aos meus pais.

– O teu problema é não resistir a mulheres. No entanto nunca namoraste.

– Pois não.

– Ainda não surgiu a mulher certa. Quando ela aparecer não vais conseguir largá-la.

Ele olhou para mim com atenção enquanto se esfregava o que me fez voltar a corar. A visão do seu corpo coberto de espuma deu-me vontade de o lavar. Virei-me de frente para o chuveiro para não ter que olhar para ele. Não conseguia acreditar que, passado tão pouco tempo de termos feito amor, eu já sentia desejo por ele novamente.

– Queres que te lave as costas?

– Vamos escorregar outra vez, - respondi a meia voz.

Ele riu-se e começou a esfregar-me as costas com suavidade. Estremeci com este contacto. Envergonhada por me mostrar tão disponível e fácil, afastei-me um pouco.

– Desculpa, Bella, - disse ele tirando as mãos.

O seu pedido de desculpa magoou-me. Não por me sentir ofendida mas porque percebi que o erro era meu. Ele só estava a sentir o mesmo que eu: excitação. Voltei novamente a pensar no que me fez aceitar a proposta dele e, principalmente, no que me fez ir até àquele quarto de hotel. É o teu momento, Bella. Aproveita-o o mais possível. No meio daquele turbilhão de emoções, uma ideia surgiu, forte e, ao mesmo tempo, interessante. Ri-me. Iria ser muito interessante.

publicado por Twihistorias às 22:28
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5 comentários:
Trilha sonora para este capítulo:Luxury da Azealia Banks!!!
Marcela Thomé a 30 de Janeiro de 2013 às 23:07

Boa escolha, Marcela.
Ella Fitz a 31 de Janeiro de 2013 às 20:53

Trilha sonora para este capítulo:Luxury da Azealia Banks!!!
Marcela Thomé a 30 de Janeiro de 2013 às 23:08

AI, deve ter sido uma ideia marota :P
beijinhos
inescullen a 1 de Fevereiro de 2013 às 21:19

Olá, Inês.

Foi uma ideia e tanto.
Acho que vais gostar.

Obrigada por leres e comentares.
Ella Fitz a 6 de Fevereiro de 2013 às 16:01

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