04
Fev 13

 

N/A: Peço imensa desculpa a todos os leitores da Uma Outra Perspectiva II por tão comprido e irritante hiatus. A verdade é que não há propriamente uma justificação para vos  ter deixado tanto tempo sozinhos. O meu desaparecimento deve-se a uma falta de inspiração para continuar a UOP e por consequinte acaba-la.  Espero que á semelhança da Elisabeth vocês também me possam perdoar. Como sempre qualquer feedback é aceite e bemvindo :)

 

POV de Elisabeth Carlie Swan Cullen 

 

O meu pai chegara. Era constrangedor dizer isto: "o meu pai". Sempre pensei que voltaria, ainda assim era desconfortável tê-lo cá em casa. Sintia-me como se estivessemos a receber um qualquer estranho. E nem eu, nem o meu irmão sabiamos ao certo como conviver com ele. Anthony já tinha arranjado uma estratégia para passar o máximo de tempo fora de casa. Mas como podia eu julga-lo se também a mim apetecia fugir. Bateram á porta. Era a minha tia/mãe/melhor amiga Rosalie. Vejo pelo seu sorriso que esperava encontrar-me em pior estado. Traz um tabuleiro pousa o na minha cama perguntou com a sua voz doce:

- Então princesa? Como estás a reagir a isto tudo?

Tranquilizei-a:

- Bem, tia - Chamo tia á rosalie, mas é sempre uma formalidade. Ela é a minha mãe para todos os efeitos. - Só não sei se isso é bom ou mau. Estou contente por ele, quer dizer, o meu pai estar em casa. Mas sinceramente sinto-me a receber um primo de Denali. Fico feliz por ele mas não o reconheço.

Fui sincera. Por duas grandes razões: Nunca sinto vontade de mentir á tia Rose e já estava cansada de dizer que estava tudo bem comigo. Ela puxou-me para o seu colo, e foi como se nada se tivesse passado, sou outra vez a sua pequenina que brinca com longos cabelos loiros de princesa. O seu aroma traz-me paz e conforto.

- "Liz"... - Respirou suavemente - O que sentes é natural é tudo muito novo. Mas tens mesmo de dar uma oportunidade ao teu pai, tu e o teu imrão são tudo par ele. Nunca te esqueças que ele vos ama e foi só por isso que arranjou forças para tomar a decisão de deixar-vos por uns tempos.

Não gostei do que me disse, se ele quer assim tanto saber de nós, porque se apresenta daquela forma. Parece um morto vivo de olhos postos no chão, sem brilho, não sorri, não movimenta um musculo facial, nem perde o tom monocórdico na sua voz. Não me parece estar a fazer um esforço assim tão grande. Decidi verbalizar as minhas dúvidas:

- Mas se ele gosta assim tanto de nós, porquê é que está sempre tão - Esforcei-me para descrevê-lo - sombrio?

- O teu pai ainda hoje sofre muito com aquilo que aconteceu á tua mãe. Ele nunca conseguiu avançar. Podes acreditarr quando te digo que é só por vocês os dois que ele está vivo.

Torçi o nariz a tanto sentimento, a mãe Rose continua:

- Ele não foi sempre assim tão triste. Quando vocês eram bébés ele brincava convosco até adormecerem. Costumavam rir tão alto que até o tio jasper descia do quarto para se juntar á brincadeira.

-Aliás... -diz segurando num dos pequenos bolinhos que só naquele momento reparava estar no tabuleiro á nossa frente.  - É por causa do teu pai que  és viciada nestes cupakes de veludo vermelho. A primeira vez que ele tos fez tu gostaste tanto que nem deixaste o teu irmão provar.

Sorri num misto emocional de fofice e vergonha. Mas a dúvida permanecia então perguntei-lhe:

- Mas então o que é suposto eu e o Anthony fazermos? 

- Não é suposto fazerem nada - Corrigiu - Mas peço-te que dês ao teu pai uma hipotése. Sei que tu e o Ant. são mais do que capazes de o fazer voltar ao que era.

- Então e qual é a ideia? Como é que eu faço isso? Nem sequer sei o que falar com ele...

- Hoje ao jantar, faz-lhe perguntar... todas as que quiseres. Ou então se não sentires vontade fala-lhe da tua escola dos teus amigos do que quiseres. Vais gostar de ouvir a sua resposta.

Por vezes a minha tia Rose parecia saida de um filme da Disney.

- Foste sempre assim? - Desafiei

- Assim como?

- Assim tão apaziguadora

- Apaziguadora... que palavrão! - Exclamou - Merece um cupcake, minha senhora... - Atalhou com reverência.

 

Continuamos o resto da tarde a palrear sobre coisa mais leves e a comer bolinhos. Estava mais calma quando no fim de tarde desci para praticar o meu hobbie favorito. Tocar piano e cantar para a minha Avó Esme e tia Rose enquanto faziam o jantar.  Absorvi-me no mundo das melodias e harmonias quando uma voz masculina soou atrás de mim sobressaltando-me. 

 

- Desculpa... não te quis assustar. - Disse o meu pai. Virei-me de modo a encara-lo e respondi algo nervosa.

- Não faz mal... precisa de alguma coisa?

Ele sorriu. Ainda não tinha visto sorrir, se tinha não me lembrava. Tinha um belo sorriso.

- Precisas - Corrigiu divertido - Não... precisar não preciso, mas gostava de saber se posso ficar a ouvir-te tocar. Estava no escritório quando ouvi alguem executar tão bem Bach e fiquei curioso. Mas quando te ouvi cantar, não resisti espreitar. Ninguém mais canta assim. A tua voz é lindissima filha. 

- Obrigada. -  agradeci timidamente. A palavra filha ainda a ressoar estranhamente nos meus ouvidos. Despois lembrei-me e respondi:

- Pode. - Fez um ar teatral de desagrado ri-me e corrigi - Podes claro.

Voltei de novo para as teclas. Toquei as minhas musicas de recital,para causar boa impressão e depois toquei e cantei todas as que me divertiam e que mais gosttava. Quando parei, já o jantar estava na mesa. Arrumei as partituras, numa tentativa de ganhar tempo para pensar no que lhe ia dizer a seguir. Decidi-me pelo humor:

- Bom, peço desculpa por tremenda seca lhe acabaste de apanhar... Ninguém merece, duas horas de "Liz" o rádio humano"

Ele sorriu mais uma vez e com a cortesia de um cavalheiro, esclareceu:

- Não digas isso, é um prazer ouvir-te princesa. Tenho pena de não ter sido eu quem te ensinou a tocar tão bem. Mas prometo qualquer dia tocar-mos  uma peça a quatro mãos. 

Não sabia se quer que ele tocava e não sabia bem porquê. Mas a ideia de tocar com o meu pai. Deixara-me feliz e entusiasmada. 

- Claro, quando quiseres.

Mais um sorriso desta vez, mutuo.

- Posso pedir-te um favor? - Perguntou subitamente com uma expressão mais séria. 

- Sim, sim podes - Respondi receosa.

- Dás-me um abraço? - Pediu. Numa fração de segundo pareceu-me triste ou amendrontado. 

Não respondi. Atravessei apenas a sala. Ainda estava a decidir se o fazia ou o encaminhava para a mesa de jantar. Quando vi o seu ar feliz ao me aproximar.  Racionalizei que dar um abraço não era nada de outro mundo e o mesmo o faria se estivesse ali presente a prima Carmen. Quando os meus braços se enconstaram ao seu torso , não foi bizzarro ou desconfortável. Mas sim familiar, senti-me uma formiga ao seu lado mas ainda assim segura. Depois ouvi-o sussurrar ao meu ouvido:

- Eu sei que isto é tudo muito estranho pequenina. E eu peço imensa desculpa por vos ter abandonado. Mas eu prometo que vou fazer com que tudo fique bem. Acredita Liz vai mesmo tudo ficar bem.

Estava pronta a discutir mas por mais estranho que pareça senti-me reconfortada. Algo nas suas palavras fazia sentido e sem me ter apercebido, acreditei nele.

publicado por Twihistorias às 17:30

10 comentários:
Ai que saudades que tinha da UOP!

Ainda bem que voltou e como sempre som um capítulo muito bom. Gostei imenso da cumplicidade do Edward e da Liz.
Beijinho e continua ;D
Bárbara M. a 4 de Fevereiro de 2013 às 22:06

Muito Obrigada Bárbara :D

Sabe mesmo muito bem, saber que já tinhas saudades da UOP e que ainda por cima gostaste do capítulo.

Espero continuar a surpreender pela positiva :)

Já sabes, qualquer comentário é bemvindo
Ana Filipa Alves (autora uop) a 4 de Fevereiro de 2013 às 22:16

Fico feliz por ter voltado!Espero ansiosa o próximo capitlo...
Marcela Thomé a 4 de Fevereiro de 2013 às 22:44

Fala pra liz que no português brasileiro ela falou correto.Não sei explicar porquê mas falamos desse jeito.Bjos!!
Marcela Thomé a 4 de Fevereiro de 2013 às 23:04

Muito obrigada pelos comentários Marcela

Fico muito feliz por teres gostado do meu capítulo.

E tens toda a razão Marcela, no Brasil não há destes problemas do "tu" e "você" e ainda bem ;)


Ana Filipa Alves (autora uop) a 5 de Fevereiro de 2013 às 10:24

Continuo super curiosa sobre o que terá acontecido à Bella! Por favor, levanta um pouco o véu sobre isso...
tixxa a 5 de Fevereiro de 2013 às 12:15

O próximo capítulo vai com certeza desfazer algumas dúvidas ;)


Muito Obrigada pelo comentário Tixxa, espero que consiga continuar a surpreender-te pela positiva :)


Ana Filipa Alves (autora uop) a 5 de Fevereiro de 2013 às 15:02

FINALMENTEEEEEE
Já estava a morrrer enquanto esprava pelo capitulo!!
Vá, vamos lá ver se não demoramos muito com o próximo senão vai haver porrada!!

Enfim, ansiosa para conhecer a relaçao Anthony e Edward...afinal de contas ele é que é o gêmeo "mau"...e foi o que sofreu mais com esta historia toda....o rapaz ficou com sérios problema...como será que o Edward vai reagir ao seu filho garanhão?? XD
Leticia a 5 de Fevereiro de 2013 às 13:17

Muito Obrigada pelo comentário Letícia, espero que te continue a surpreender pela positiva
Ana Filipa Alves (autora uop) a 5 de Fevereiro de 2013 às 16:38

Tenho uma ligeira ideia que sim....principalmente o proximo capitulo!!! XD
Letícia a 5 de Fevereiro de 2013 às 17:35

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