06
Fev 13

Cap. 28 – Lua de mel (emoção, amor e festa)

O dia amanheceu connosco ainda entrelaçados um no outro.

A claridade que passava entre a fresta dos cortinados, despertou-me. Isso, e uma respiração mais profunda de Rob, enquanto me apertava mais de encontro ao seu peito.

Reparei que um dos braços dele estava debaixo de mim e o outro ainda apertava a minha cintura, numa atitude protectora. Exactamente a mesma posição na qual me lembrava de ter adormecido. O que me levou a pensar que o braço dele, que estava debaixo de mim, lhe daria problemas ao acordar.

Tentei mover-me, o que só serviu para que ele me tentasse aconchegar ainda mais, tal qual uma mamã Koala.

Tentei não me rir, mas não fui capaz de me conter. O que fez com que acabasse por o acordar.

Depois dos cumprimentos matinais e de lhe explicar o motivo de estar a rir que nem uma perdida, Rob viu as horas no telemóvel e apercebeu-se que teríamos mesmo de apressar-nos, se não quiséssemos perder o avião.

A viagem de avião foi óptima, mas a aterragem em St Martin não podia ter sido mais pavorosa! Porque é que ninguém nos explicou que o avião iria pousar numa pista minúscula, junto a uma praia cheia de pessoas?!

Eram quatro da tarde quando encontrámos o nosso guia que, depois de nos conduzir para fora do confuso aeroporto, nos aconselhou, num inglês ainda mais confuso, a mudarmos de roupa, face ao calor abrasador. Depois meteu-nos num barco, juntamente com outros turistas e deu-nos o contacto de alguém chamado Sophie Martinez, que deveríamos encontrar à chegada.

Ao contrário do que seria de esperar, misturámo-nos facilmente entre os turistas. Talvez tenham sido as nossas roupas descontraídas e os colares de flores que tínhamos ao pescoço, ou o facto de todos estarem mais interessados em ver os golfinhos que brincaram perto do barco durante toda a viagem, em dançar com o animador ou em conversar junto do balcão do bar. O que é certo é que ninguém reparou em nós, o que foi espectacular!

Passámos a viagem encostados à amurada do barco, abraçados e de cabelos ao vento, sentindo na cara os salpicos da água salgada.

Já estávamos completamente integrados no ambiente e de sorriso nos lábios, quando o barco finalmente aportou em St Lúcia.

Sophie Martinez era uma senhora de cerca de cinquenta anos, simpática e de sorriso fácil, que nos cumprimentou tão efusivamente à chegada, como se já nos conhecêssemos há décadas. Percebi, através do seu inglês com um cerrado sotaque francês, que era a dona da casa onde iríamos ficar, bem no sopé do Soufrière, o vulcão que dava nome à cidade. Era filha de um Venezuelano, mas a mãe era Francesa e, embora tivesse nascido e passado parte da infância nesta ilha, aos 9 anos tinha partido para Paris com a mãe e só regressara dois anos antes. Levou-nos até à sua carrinha, onde já se encontravam as nossas malas e, antes de iniciar o caminho até casa, tratou de nos dar a conhecer um pouco da cidade.

As casas tinham sido construídas em diversos estilos, não havendo duas iguais na mesma rua, o que demonstrava bem as raízes multiculturais daquele local. Havia inclusive uma igreja ao estilo francês no centro, que trazia um toque de romantismo à animada cidade.

Assim que a vegetação começou a dominar a paisagem, Sophie informou-nos que faríamos uma breve paragem no caminho para comprar café, antes de chegarmos à sua Villa particular.

E quando chegámos finalmente ao nosso destino, fez questão de nos mostrar a sua bela mansão, que tinha sido transformada numa espécie de hotel familiar e que ficava junto a uma pequena plantação de cana-de-açúcar.

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- Uuf... Finalmente chegámos! – Desabafou, com um sorriso nos lábios. E em seguida deixou-se cair em cima da cama, atirando com uma sandália para cada lado e ficou estendida de braços abertos. – Gosto disto aqui!

- Hum... Sim, o sítio é bonito! – Disse, distraído, ainda a tentar pôr alguma ordem nas malas.

- Gostei muito da plantação de café! Quando a Sophie disse que íamos comprar café, não imaginei que íamos a uma plantação! Pensei que íamos passar num supermercado ou algo assim... Era capaz de me esquecer de tudo e ficar a viver aqui para sempre...

Deixei cair o que tinha na mão e deixei de pensar no que estava a fazer, quando ela abafou um grito...

Abeirei-me da cama, onde ela agora se encontrava sentada e tentei perceber o que tinha acontecido...

- O que se passa amor?

Ela levantou-se de um salto e foi em direcção ao canto do quarto onde eu tinha pousado as malas e começou a remexer na minha mochila...

Observei-a intrigado...

- Robert? Onde guardaste o meu telemóvel? Precisamos ligar para casa...

- Humhum...

Continuei a observá-la a vasculhar a mochila, já mais calmo... Por momentos tinha pensado que ela tivesse sentido alguma dor. Que fosse alguma coisa com o bebé, sei lá... A minha cabeça anda a mil, sempre que algo me faz pensar que ela ou o bebé não estão bem...

Farta de procurar, parou e voltou-se para me encarar...

- Vá lá, dá-me o telemóvel amor...

- Podes-me dizer qual é a pressa? Não achas melhor tomarmos primeiro um duche, e pormo-nos mais à vontade?

Ela não me respondeu, mas aproximou-se e abraçou-me... Correspondi agradado com o seu carinho, até me aperceber que ela estava a tentar tirar-me o telemóvel do bolso!

- Ah! Nem penses! – Exclamei. Peguei-lhe ao colo e levei-a em direcção à casa de banho, enquanto ela protestava. – Agora vais pagar por isso!

- Não! Robert! A sério, precisamos saber se está tudo bem em casa! Já te esqueceste que a “nossa peste” ficou na casa da tua irmã? Ai!! E pára de me fazer cócegas! Não vai resultar!

- Ok... – Acabava de fechar a porta da casa de banho, atrás de mim. Pousei-a no chão, encostando-a à parede. – Eu sei, mas isso pode esperar...

Ela fitou-me, arqueando uma sobrancelha e preparava-se para ripostar, quando rocei o meu rosto no seu e me aproximei do seu ouvido.

- Desculpa, mas eu já não consigo esperar nem mais um minuto... – Senti-a estremecer nos meus braços, no momento em que o meu bafo quente atingiu em cheio a sua orelha e fiz a única coisa possível... enlacei a sua cintura, puxando-a para um beijo.

- Robert, pára... – Pediu debilmente, quase num murmúrio, assim que nos apartámos.

- Sabes que não vou fazer isso... – Ela ainda tinha os olhos fechados e tentava normalizar a respiração, com a testa colada à minha.

- Oh Rob, és indecente!

- Eu sei, querida. Obrigada. - Comecei a brincar com os botões da sua blusa, percebendo que tinha ganho, quando ela não fez menção de me afastar.

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Eram quase horas de jantar e ainda estávamos estendidos na cama a conversar.

- Devias ter-me deixado ligar para casa...

- Relaxa, amor... Se houver algum problema, acredita que vamos ser os primeiros a quem a minha irmã vai ligar!

- Eu sei, mas mesmo assim... Parece que não nos importamos! É tão irresponsável...

- Não é não... Amanhã, assim que acordarmos, ligamos. Prometo... Vai ser a primeira coisa que vamos fazer amanhã... Vá lá, anima-te! Eu estou tão preocupado quanto tu, mas temos de aproveitar a nossa lua-de-mel... Já pensaste que daqui a seis meses já não vamos ter descanso? Vai ser o Miguel e mais um bebé...

- Por falar em bebé... Porque não quiseste saber o sexo do bebé? – Ele sorriu com a minha pergunta.

- Não sei, acho que é mais emocionante ficar na expectativa...

- Mas o que gostavas mais? Menino ou menina?

- Tanto faz. O meu único desejo é que venha com saúde... – Rob acariciava a minha barriga.

- Sim. Mas deves ter uma preferência... – Disse, cobrindo a sua mão com a minha.

- Eu sempre quis ter um rapaz, mas já temos o Miguel... Por isso talvez fosse giro se agora viesse uma menina, mas é como te digo, só quero que tanto tu como o bebé estejam bem, o resto não importa...

- Bem, temos é de começar a pensar em nomes...

- Não. Temos é de começar a pensar em ir jantar! Estás há horas sem comer...

- Robert! Pára de fugir do assunto! Quero que me ajudes a escolher nomes para o bebé!

- Ok. Mas não podemos fazer isso noutra altura? Ainda faltam seis meses...

- Tu nem imaginas o quão rápido esses seis meses vão passar... Mas, tudo bem, vamos despachar-nos e descer para jantar...

O jantar foi animado e o serão prolongou-se pela noite dentro. A sala de convívio era bastante acolhedora e decorada com peças dos mais variados cantos do mundo, muitas delas oferecidas pelos hóspedes que por ali tinham passado. Havia ainda um piano onde, após minha insistência e de Sophie, Robert aceitou tocar de improviso.

E a nossa lua-de-mel foi-se passando entre as mais variadas actividades. Subimos até ao Soufrière, com as suas caldeiras de água borbulhante e explorámos a sua magnífica floresta circundante, rica nas mais variadas flores de todas as cores. Tomámos banho na pequena queda de água, da nascente próxima à casa e deliciámo-nos a ver o sol a pôr-se da varanda.

Sophie acompanhou-nos até à cidade algumas vezes e acabou por sugerir que aproveitássemos algumas das suas frequentes festas nocturnas. Deixámo-nos envolver pelo ambiente quente e acolhedor da cidade e embrenhámo-nos na sua cultura.

publicado por Twihistorias às 23:30

comentário:
lua de mel romantica!!!
marcela thomé a 8 de Fevereiro de 2013 às 00:57

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