08
Fev 13

POV Edward

 

Nunca antes uma mulher tinha mexido comigo de forma tão intensa. Constatar que estava a apaixonar-me por Bella foi uma surpresa que me deixou aturdido e deslumbrado. Ter a sorte de me apaixonar por alguém tão maravilhoso e ser correspondido era o cúmulo da felicidade. Desde pequeno que ouvia o meu pai dizer que devíamos estar atentos para não deixarmos passar ao lado as coisas importantes. Naquele momento, esta máxima do meu pai fez todo o sentido. Não tinha deixado passar Bella ao lado porque o destino me abriu os olhos. Eu não tinha estado suficientemente atento. Porém, alguma fada de bom coração teve pena de mim e colocou Bella na porta daquele bar, naquele dia, àquela hora.

Nunca me tinha envolvido emocionalmente com ninguém. A minha família e dois ou três amigos eram as únicas pessoas a quem eu me permitia mostrar, dando e recebendo afeto e mesmo assim não lhes dizia tudo. A minha mãe e a minha irmã diziam-me que eu tinha construído uma muralha à volta do coração para impedir que me magoassem. Visão tipicamente feminina; daquelas que não compreendem a mente de um homem. Na realidade não era nada disso. Eu gostava apenas de preservar o meu espaço e o meu direito à privacidade. A quem poderia falar de Bella, por exemplo? A minha mãe, como romântica que é, iria começar a ver corações em todo o lado. Se calhar até choraria. O Emmett iria gozar comigo até ao fim dos meus dias. A Alice… bem, a minha irmã diria qualquer coisa inesperada, como sempre. O meu pai faria um discurso sobre crescimento interior e responsabilidade numa relação a dois. Jasper. Só o meu amigo (e quase cunhado) Jasper me ouvia sem me julgar ou tecer comentários inapropriados. Sim, a ele eu poderia falar de Bella. Ficaria surpreendido ao saber que eu estava tão envolvido mas não iria estranhar, afinal ele apaixonou-se pela minha irmã assim que a viu. De certa forma era isso que estava a acontecer comigo. Só que eu precisei que Bella me ensinasse a olhar para si mesma.

Olhando para ela, com a água a cair por cima da sua cabeça, eu via a perfeição. Bella mexia profundamente comigo. Havia algo nela que me cativava, mental e fisicamente. Ah! Fisicamente ela mexia demasiado. Bastava olhar o seu corpo ou sentir uma carícia sua para despertar o meu desejo por ela. O que me deixava ainda mais agradado era verificar que ela sentia o mesmo relativamente a mim. Não tínhamos conseguido fazer amor na banheira devido à nossa impetuosidade e premência.

Semicerrei os olhos lembrando-me da loucura que tínhamos acabado de viver. Olhei para o chão da casa de banho para confirmar que tinha mesmo acontecido e que não era um desvario da minha cabeça. Os objetos que eu tinha atirado para o chão, com a intensão de afugentar as empregadas da limpeza, estavam realmente no chão. Que loucura! Arrependi-me de ter feito as coisas daquela maneira. Deveria ter sido menos bruto e mais gentil com ela. Mas ela estava tão quente que foi como acender um rastilho de pólvora. Não me foi possível parar.

Voltei a olhar para ela. Ela tinha fugido ao contacto da minha mão. O que é que eu deveria fazer? Insistir ou respeitar? Queria voltar a fazer amor com ela. Porra, Edward. Controla-te, pá. Pareces um tarado. Engoli um gemido de frustração.

– Tenho um desafio para te propor, - afirmou ela arrancando-me dos meus pensamentos.

– Gosto de desafios, - disse eu, lembrando-me que a nossa situação tinha começado com um.

– Eu sei, - disse ela a rir. – Bom, o que eu proponho é tentarmos resistir um ao outro.

– Como? – Arqueei as sobrancelhas sem perceber onde ela queria chegar.

Ela riu-se mais alto, ainda virada de costas.

– Parece óbvio que existe uma atração física considerável entre nós, - continuou ela cautelosamente.

– Sim. Enorme, - respondi satisfeito mas cheio de curiosidade.

– Então, vamos ver qual de nós dois consegue resistir mais tempo ao outro.

– Não nos podemos tocar? – Perguntei tentando perceber o alcance do desafio.

– Só não podemos… Sem penetração, - acrescentou ela mais baixinho.

Estava tramado. Só de a ouvir falar em penetração eu já estava a ponto de subir pelas paredes…

– Quem resistir mais tempo ganha o quê?

– Pode pedir o que quiser.

– Ok. Estou nessa. Já sei que vou perder mas não interessa. Vou gostar de saber o que me vais pedir.

– Não sejas batoteiro. E se eu pedir para ir embora ou para ficares comigo neste quarto uma semana?

– Vou tentar resistir, - afiancei. Eu não queria de maneira nenhuma que ela fosse embora. Se soubesse que o pedido dela era o segundo desistia já mas… Não, eu ia resistir e quem pediria para ficar ali uma semana seria eu. – Se ganhar posso pedir qualquer coisa? Qualquer coisa, mesmo?

– Bem… - engasgou-se ela. – Dentro do que é normal. Sem humilhações, por favor.

Fiquei triste com as suas palavras. Puxei-a por um braço e virei-a para mim, obrigando-a a olhar-me. Vi medo nos seus olhos.

– Eu prometi que nunca te faria mal. Eu cumpro sempre o que prometo. – Ela desviou o olhar. – Bella, confia em mim. Há pouco, fui um tanto ou quanto bruto contigo mas não era minha intenção magoar-te.

– Bruto? – Ela parecia confusa.

– Na parede.

– Ah. Isso. Não. Eu… gostei. – Estava extremamente enrubescida.

–Isto vai ser difícil, - resmunguei. – Como vou conseguir resistir-te? Tu enfeitiças-me.

Ela riu-se novamente e, encostando-se a mim, começou a beijar o meu peito. A minha pele arrepiou-se e eu mordi o meu lábio para não gemer. Ela continuou. A tortura só estava a começar. Eu ia morrer ali.

– Ah, Bella. Se eu ganhar isto, não te vou deixar sair deste quarto tão cedo.

– Boa ideia, - sussurrou ela ao meu ouvido, fazendo-me arrepiar e gemer.

Não sei bem como nem quanto demorou, mas acabámos o banho. Eu precisava de ficar uns momentos sozinho pelo que lhe estendi uma toalha e fiz-lhe sinal para ela ir para o quarto. Senti-me novamente um adolescente ao sentir necessidade de me masturbar para aguentar os ataques de Bella.

Quando regressei ao quarto ela tinha voltado a vestir a lingerie preta. Suspirei e tentei manter a calma. Juntei-me a ela na cama e ela aproximou-se de mim enroscando o seu belo corpo no meu e começou a passar os seus lábios nos meus. Sem pensar pousei a minha mão na sua anca e ainda a encostei mais a mim, o que a fez gemer. Fiquei satisfeito por ver que ela também estava em modo de ação.

Ficámos ali a atormentar um ao outro, até eu atingir o meu limite de resistência, com a mão dela a aproximar-se demasiado da minha ereção. Então, num vislumbre de lucidez, tive uma ideia para virar o jogo. Ri-me ao pensar no que iria fazer-lhe. Eu ia ganhar este jogo. Ah se ia.

– Só não vale penetração, Bella. Prepara-te para te renderes, - sussurrei-lhe ao ouvido.

Ela estremeceu e ficou em sentido de alerta. Manhoso, virei-a de costas e comecei a beijar-lhe a pele desde o pescoço até às coxas, fazendo-a estremecer vezes sem conta e deixando-a arrepiada. Tirei-lhe a roupa interior e continuei no meu rumo. Voltei a virá-la, desta vez de frente para mim, e ataquei a sua boca, sendo avidamente correspondido. Depois fui descendo até aos seus seios. Ela soltou um gemido alto quando prendi suavemente o mamilo entre os meus dentes e depois o suguei. O seu corpo arqueou e eu vi a minha vitória mais perto. Cada vez que percebia que ela estava próxima do orgasmo abrandava as carícias, voltando à sua boca e retomando a descida, deixando-a cada vez mais louca de desejo. Ela estava completamente desesperada, gemendo e contorcendo-se, quando a minha língua chegou ao centro do seu ardor.

– Por favor… - ouvi- a suplicar. – Por favor… Desisto… Edward?

– Diz, amor. – Eu estava em júbilo ao vê-la tão entregue.

– Quero-te. Preciso…

– De quê, querida? – Eu estava a ser muito sacana e estava a adorar.

– De ti, Edward. Agora, - clamou.

– Agora? – Perguntei, enquanto colocava um preservativo numa velocidade recorde.

– Agora, - disse ela com exasperação, fazendo-me sorrir.

Voltei para os seus braços, também desejoso de a possuir novamente. Ela agarrou-me com força e procurou a minha boca com sofreguidão. Não a fiz esperar mais. À primeira investida, ela arqueou o corpo com tanta força que conseguiu afastar-me da sua boca, fazendo com que o seu grito rouco saísse livre e forte. Estremeci com a violência do orgasmo dela.

– Amo-te, Edward, - murmurou ela entre respirações ofegantes.

Senti-me um afortunado. Era a primeira vez que uma mulher me dizia aquilo no auge do prazer, especialmente, naquele tom e de forma tão verdadeira. Foi impossível não me envaidecer. Ela já me tinha dito antes o que sentia mas naquele momento foi como se eu tivesse realmente interiorizado o seu significado. Ela amava-me.

Abrandei ainda mais os meus movimentos. Eu queria fazer durar a nossa união. Senti-la tão próxima e tão minha era demasiado forte e inebriante. Eu estava enfeitiçado por aquela mulher. Como se soubesse o que me ia na cabeça, as suas mãos procuraram os meus cabelos e puxaram-me para a sua boca. O nosso ritmo intensificou-se e ela murmurou qualquer coisa que eu não entendi.

– Queres alguma coisa, querida? – perguntei, beijando-lhe a pele rumo à sua orelha.

– Provar-te.

– O quê? – Perguntei sem perceber. – Uh, não. Agora não.

Ela queria matar-me, só podia. Só a ideia de sentir os seus lábios na minha ereção punha-me maluco.

– Porquê? Tu já o fizeste comigo, - insistiu.

– Ah, Bella. Se o fizesses eu não iria aguentar um minuto.

– Isso é mau?

– Shhhh. Não digas nada.

– Acho que irias gostar se eu o fizesse.

– Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh, - chiei. Porra, porra, porra. Aguenta-te, Edward.

Para desviar a atenção dela daquela ideia, procurei o seu seio esquerdo e comecei a lambe-lo e a sugá-lo. Ela gemeu e agarrou-se ao meu cabelo, murmurando silabas cujo nexo eu não encontrei. Depois, puxei-lhe a perna para cima, dobrando-lhe o joelho e prendendo-o, mas ela fez um som esquisito e moveu-se, levando-me a soltá-la. Empurrou-me para o lado e, vendo a minha incompreensão, sorriu. Posicionou-se em cima de mim e esfregou-se no meu corpo.

Escorregando cada vez mais para baixo, foi beijando e lambuzando a minha pele, deixando-me pensar no que faria a seguir. Gemi quando percebi que ela ia fazer precisamente o que tinha dito que queria. Pensei em impedi-la mas o meu desejo de a sentir era enorme.

As suas mãos entraram em ação e tocaram-me, primeiro um pouco trémulas mas depois mais seguras. Eu pulsava nas mãos dela desejando mais. Quando a sua boca chegou perto e ela tentou retirar o preservativo, reagi. Sentei-me, puxando-a para o meu colo e fazendo-a passar as pernas para as minhas costas. Ergui-a um pouco para a encaixar em mim e beijei-a furiosamente. Ela gemeu na minha boca, talvez estranhando aquela posição, e deixou-se guiar pelos meus movimentos. Pelo menos por algum tempo.

Voltou a empurrar-me, desta vez para traz, obrigando-me a deitar, ficando ela no comando da situação. Deixei-a marcar o seu ritmo e deixei-me maravilhar com os seus movimentos. Esta era uma situação nova para mim. Normalmente, eu não me deixava dirigir; gostava mais de estar numa posição dominante. Ali eu era o dominado e, contrariamente ao que imaginara, sentia-me seguro.

Quando a senti próxima do orgasmo, inverti as nossas posições e investi com força. Beijámo-nos com paixão e explodimos numa apoteose de sentidos. Murmurando palavras de afeto, deitei-me a seu lado, puxando-a para o meu peito.

– Adoro a forma como fazemos amor, - sussurrei ainda extasiado.

Ela suspirou mas não disse nada.

– A forma como os nossos corpos reagem um ao outro é extraordinária, - continuei. - Nunca tinha sentido isto antes.

– Não? – Perguntou ela encarando-me.

– Não. Nunca. Contigo é completamente diferente, - disse-lhe, passando um dedo pelo seu rosto. - É mais… Não sei explicar. É mais intenso, mais profundo. Deve ser da forte atração química que temos.

– Pois, - sussurrou ela, afastando o olhar.

– Pois? – Não consegui perceber o significado da sua entoação.

– Não tens fome? – Perguntou ela, claramente para desviar a conversa. – Talvez pudéssemos pedir o jantar.

– Também poderíamos ir jantar a outro sítio, - sugeri atento à sua expressão.

– Pois, podíamos, - disse ela fazendo uma careta.

– Não gostaste da ideia. Porquê? – Eu queria saber o que lhe ia na cabeça.

– Ainda não me disseste o que vais pedir por teres ganho o nosso jogo. – Voltou novamente a desviar o assunto o que me irritou um pouco.

– Mas eu já te disse. Quero mais tempo contigo.

– Quanto tempo?

– O máximo possível. – Eu não era capaz de quantificar o quanto a queria, mas sabia que a queria muito mais do que o razoável.

– Mais uma noite? Um dia? Uma semana? – A voz dela mal se ouvia.

– Um mês, um ano, uma vida. Não sei, Bella. Só sei que quero mais tempo, - resmunguei. – Quando cheguei a este quarto só me apetecia ir embora. Há bocado, quando propuseste este desafio eu pensei que, caso ganhasse, iria pedir para ficares comigo uma semana. No entanto, agora sei que quero mais que isso.

– Não podemos ficar neste quarto, fechados para sempre.

– Eu sei. Podemos começar por sair para ir jantar e depois voltamos.

Ela pareceu descontrair-se um pouco e sorriu.

– Vamos lá então.

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

8 comentários:
Hahaha!Será que eles vão conseguir sair deste quarto mesmo?
Marcela Thomé a 8 de Fevereiro de 2013 às 21:07

É uma pena mas vão mesmo dair do quarto. rsrsrsrsrsrs
O próximo capítulo será o último.
Espero que gostes.
Estou um pouco triste por ter poucos comentários mas o mais importante é saber que alguém gostou.
Obrigada por leres e comentares sempre.
Ella Fitz a 9 de Fevereiro de 2013 às 22:08

Gostei msm da fic e espero ter a oportunidade de ler outras fics da sua autoria!
Marcela Thomé a 9 de Fevereiro de 2013 às 22:40

Obrigada pelo carinho, Marcela.
Pelo voto de confiança também.
Bjs
Ella Fitz a 13 de Fevereiro de 2013 às 23:32

Olá ! Acompanho a historia desde o principio. E apesar de não comentar tanto como devia gosto muito da historia e da maneira que é escrita.
Fico triste por ja estar a acabar !!! Tem mesmo que acabar ?!
Beijinhos
Angela a 13 de Fevereiro de 2013 às 19:13

Oi Angela.
Esta fic tem apenas 6 capítulos.
Quando eu a escrevi foi com a ideia de uma one shot.
No entanto, comecei a escrever e quando cheguei ao fim percebi que eram demasiadas páginas para um único capítulo.
Tive que dividir por partes. Por isso há capítulos que estão maiores que outros. Não deu para dividir de outra maneira e eu não achei necessário alterar o que tinha escrito para diminuir o número de páginas ou aumentá-lo.
Tenho outra fic com muito mais capítulos mas essa tem uma história completamente diferente.
Beijos
Ella Fitz a 13 de Fevereiro de 2013 às 23:31

Oh devias publicar essa tambem !
Angela a 15 de Fevereiro de 2013 às 02:04

Oi Angela.
Pode ser que seja possível.
Só falando com a Letycia que é a pessoa responsável pela postagem d' A Aposta neste site.
Em todo o caso, obrigada pelo apoio e pela confiança em mim.
Bjs

Ella
Ella Fitz a 15 de Fevereiro de 2013 às 11:31

Fevereiro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

11
12
14

17
18
19
21
23

25
26
28


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

32 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O nosso facebook
facebook.com/twihistorias
Obrigatório visitar
summercullen.blogs.sapo.pt silvercullen.blogs.sapo.pt burymeinyourheart.blogs.sapo.pt debbieoliveiradiary.blogs.sapo.pt midnighthowl.blogs.sapo.pt blog-da-margarida.blogs.sapo.pt unbreakablelove.blogs.sapo.pt dailydreaming.blogs.sapo.pt/ http://twiwords.blogs.sapo.pt/
Contador
Free counter and web stats
blogs SAPO