16
Fev 13

Capitulo 20

Estavam todos reunidos no jardim da casa branca. Os treinos de luta eram cada vez mais e mais intensos.

A cada treino com a minha família, ou mesmo com outro qualquer vampiro começava a levar a melhor de mim. Estava cansada, dorida, derrotada ainda antes da verdadeira luta começar.

Afastei-me um pouco de forma a tentar recuperar um pouco as minhas forças.

Olhava para a tia Alice.

Não parecia a mesma desde que o tio Jasper partira. Parecia vazia, como se apenas lutasse por lutar. Estava constantemente a tentar ver o futuro, a ver se alguma coisa alterava.

Mas nada! Tudo continuava igual.

Ou seja, ou o tio Jasper ainda não tinha chegado perto da Maria, ou então a presença dele em nada tinha alterado o futuro e a guerra iria continuar.

-Então? – perguntou-me Serena – Está tudo bem?

Olhei para ela, enquanto a mesma se acomodava ao meu lado com um sorriso.

Encolhi os ombros e voltei a olhar para todos os vampiros que ali estavam reunidos a lutar.

-É incrível como apesar de tudo eles aqui ainda estão, mesmo sabendo que podem morrer.

Jennifer e Nahuel juntaram-se a nós, sendo que o ultimo trazia consigo um pequeno lanche para todos nós. Ninguêm falou, apenas observávamos os vampiros a fazer uma dança violenta. Todos nós estávamos cansados, tentávamos parecer fortes aos olhos dos outros, mas apenas os quatro sabíamos como nos estávamos a sentir por dentro.

-Vamos ter que nos alimentar em condições antes da batalha. – disse Nahuel enquanto olhava para os sumos e as sandes que estavam nas nossas mãos. – Não que a comida seja mal. Mas necessitamos da nossa força, de estar recuperados. – depois olhou para mim nos olhos. – Tu também Renesmee. Não aguentas uma luta sem sangue humano.

Ele tinha razão, eu iria ter que me alimentar com eles, caso contrário iria ser das primeiras a morrer.

Um arrepio trepou pela minha coluna com tal pensamento.

-Fico contente por vocês estarem aqui, mas não vos iria recriminar se partissem, quer dizer, vocês sabem que podemos sofrer mais que qualquer outro vampiro nesta guerra. Se eles descobrem. – disse olhando para cada um deles.

-Nem penses, nós somos uma família, somos únicos. Temos que nos apoiar quando é necessário. Não te vamos deixar aqui sozinha. Temos que nos ajudar uns aos outros lembras-te? O nosso pacto é esse, proteger-nos uns aos outros.

Apenas consegui sorrir em retribuição às palavras de Jennifer.

-A Maysun pode aqui não estar, mas nós estamos e não te vamos abandonar. – terminou Serena.

Nahuel olhou para a irmã mais velha e sorriu-lhe. Eles podiam não ser os melhores amigos do mundo, nem ter a relação chegada como a Jenny e o Nahuel, mas afinal de contas eram irmãos e apoiavam-se.

-Sim, mas tenho medo. Se apanham um de nós e calham de descobrir que nós somos mais humanos do que aquilo que parecemos, eles…- não consegui terminar. Imaginar o que seria de nós era demasiado doloroso.

-Podem-nos torturar. – terminou Nahuel – Por isso é que temos que estar juntos. Não os podemos deixar saber essa fraqueza.

A verdade é que nós como meios vampiros não iriamos morrer nem envelhecer, assim como todos os outros vampiros. Mas o nosso lado humano também estava presente, por isso, além da fome, da necessidade de dormir, também tínhamos sentimentos e dor física. O que significava que eles podiam infligir-nos todo o tipo de dor sem nós morrer-mos. Conseguem imaginar o que é estarmos horas debaixo de água a implorar por um pouco de ar e não a ter? Tem noção da tortura que é? A dor que sentimos?

Estávamos habituados a engolir a dor, a não deixar que esta transparecesse nunca. Mas nunca o fizemos por longos períodos de tempo, nem em situações deste tipo. Nunca nenhum dos quatro esteve numa guerra destas.

E por mais que tentássemos parecer fortes, nós os quatros estávamos apavorados, e apenas deixávamos escapar um pouco desse pavor quando estávamos só nós.

Este era o segredo dos híbridos, ninguém o sabia, nem o pai deles, nem os meus.

Era uma coisa nossa, a nossa fraqueza, o nosso segredo.

-Mudando de assunto, já conseguiste falar com a tua amiga?

-Não. – sussurrei enquanto ingeria um pouco do meu sumo. – Tenho a certeza que alguma coisa não está bem, o Marcello e o Dio são da mesma opinião, só ainda não sei bem o que se passa. – fiz uma pausa, olhei para o Marcello que treinava com o irmão.

Apesar de ambos estarem ali, sabia que estavam a pensar na Aria. Afinal de contas, antes de eu aparecer eles eram um clã, os três. Não conseguia deixar de os admirar, eles estavam ali comigo e não atrás dela.

-Só espero que não seja tarde de mais para ela. – disse com toda a minha sinceridade.

Não me iria perdoar se alguma coisa lhe acontecesse. Afinal de contas, ela infiltrou-se naquele exercito por minha causa. Além de que era a minha melhor amiga.

Uma lágrima ameaçou escapar, mas foi travada a tempo pelo dedo do Nahuel.

-Ela vai estar bem, vais ver. – disse ele.

Subitamente todos pararam de lutar, uns fitavam uma zona da floresta que rodeava a casa, outros olhavam para a Alice.

Nós os quatro olhamos uns para os outros, não sabíamos o que se passava, ate que o barulho de alguém a aproximar-se chegou aos nossos ouvidos.

Era vampiro, a forma de correr, a velocidade tudo denunciava o ser que se aproximava. Mais atrás um pouco era possível ouvir o barulho de patas a bater no chão. Fosse qual fosse o vampiro, estava a ser seguido pelos lobos.

Nós híbridos corremos ao encontro dos outros preparando-nos para o que vinha, deixando para trás todo o nosso lanche a repousar no chão!

«Oh meu Deus, é agora.» era só o que eu conseguia pensar.

A troca de olhares entre mim, o Nahuel, a Jenny e a Serena era intensa. Todos nós pensávamos no mesmo. Nenhum dos quatro se alimentava de humanos à bastante tempo.

-Renesmee, fica atrás de mim! – disse o meu pai, colocando-se à minha frente de forma protectora.

Perguntei-me até onde é que ele saberia do meu segredo e dos meus amigos.

Edward fez um ligeiro rodar de cabeça e olhou-me nos olhos e fez um pequeno sorriso. Não foi necessário falar, a resposta estava ali. Ele sabia tudo, ele sabia do nosso segredo.

«Por favor não contes nada!» até o som dos meus pensamentos tinham um ligeiro timbre de pânico.

O meu pai voltou a encarar o lugar de onde o som se aproximava. A tenção ali era alta.

-Elas não vem lutar! – disse por fim a tia Alice. A sua voz era vazia, faltava aquele timbre cantante nela. Ela estava desprovida de qualquer tipo de alegria.

-Elas?!? – ouvi alguém dizer de forma confusa.

A verdade é que só ouvíamos os passos de um vampiro.

-A vampira transporta alguém gravemente ferido no colo. – informou a tia Alice.

O meu pai depois confirmou o facto.

O avó Carlisle correu rapidamente para o local de onde não tardaria vampira e humana iriam aparecer.

Meu Deus, era incrível um outro vampiro não “vegetariano” ajudar um humano. Toda a minha família tentou alcança-las para ajudar, assim como os Denali.

Os restantes recuaram com o medo do que o cheiro do sangue pudesse desencadear.

Foi então que o cheiro nos atingiu, não era o cheiro de sangue humano.

Nahuel, Serena e a Jennifer foram os primeiros a arrancar assim que nos apercebemos que o cheiro era de um hibrido. Eu segui-os.

Só existia mais um hibrido, Maysun.

O medo tomou conta de nós. O que lhe terá acontecido?

E quem seria a vampiro que a ajudava? Como iriamos explicar o que lhe estava a acontecer?

Como se houvesse uma ligação entre os híbridos, os quatro corremos o máximo que conseguíamos. Ultrapassamos toda a minha família.

-Maysun. – brandava Serena enquanto tentava alcançar a sua irmã.

Nahuel saltava agora de árvore em árvore, como se sentia melhor e se deslocava de forma mais rápida.

De forma surpreendente, o cansaço de à momentos desapareceu. Um dos nossos necessitava de nós.

Segundos depois estávamos perante a tal vampira que trazia nos braços a Maysun bastante debilitada, com sangue.

Sem prestar demasiada ateção às mesmas saltei colocando-me entre elas e os lobos que as seguiam.

-Elas estão connosco. – disse levantando a mão em sinal para eles pararem.

Todos pararam brutamente. O lobo castanho, o Jacob, avançou na minha direcção e curvou a cabeça, como se tivesse entendido a ordem. Depois, claro, como se não pudesse deixar de ser o Jacob lambeu-me a cara.

Se fosse qualquer outro que me fizesse aquilo estava agora a guinchar de dores, mas era o Jacob, não me conseguia chatear com ele. E assim, mesmo naquele local, um pequeno sorriso apareceu nos meus lábios.

-Para a próxima és um lobo morto Jacob. – disse num sussurro enquanto lhe massajava o flanco.

-Obrigado. – disse a Serena à vampira. – Podes deixar, agora tratamos nós dela.

Virei-me na direcção deles a tempo de ver o Nahuel retirar a irmã dos braços da vampira. Os Cullen chegaram nesse momento, Carlisle precipitou-se para Maysun para a observar. O meu pai, assim como o tio Emmett foram falar com os lobos.

Só então é que me dei ao trabalho de olhar para a tal vampira.

Aquele cabelo comprido cor de chocolate.

O meu coração acelerou o batimento.

-Aria. – disse lançando-me nos braços dela.

-Como…o que aconteceu? Porque não ligas-te? Estás bem? – bombardeava eu.

A pequena vampira de olhos vermelhos sorria para mim. Estava tão feliz por a ver novamente.

-Eles descobriram quem eu era, que estava a dar informações. E tinham esta hibrida presa perto da Maria. Acho que ela tem um poder qualquer que lhes é útil.

Claro! Só agora me apercebi o porquê de a tia Alice não conseguir ver o futuro. A Maria deve ter descoberto que se tivesse híbridos com ela a tia Alice estaria bloqueada. Mas porquê híbridos? Poderia ter um lobisomem.

«Talvez fosse mais complicado de o transportar» pensei.

Mas então porquê que ela estava toda machucada? Tão fraca?

-Eles estavam a tortura-la. – disse-me Aria de forma quase inaudível. Apenas nós conseguimos ouvir. – Tu podes ser torturada Renesmee. Os híbridos, todos vocês sofrem como os humanos, tem a dor humana. Eu ouvi-a gritar Renesmee. O que eles lhe estavam a fazer era….era…

O olhar de Aria transmitia nojo, repugnância. Já o meu transmitia pânico.

Eles sabiam! A Aria sabia, a Maria sabia, o exercito completo da Maria sabia.

O que iria fazer agora? Esta guerra não era segura para nenhum hibrido.  

 

NOTA da autora:
Peço desculpa pela demora...prometi que sairia mais cedo. Não vou dizer que foi por falta de tempo, não foi isso. Foi mesmo falta de inspiração!
Espero que a espera tenha compensado.
Não se esqueçam de comentar...ideias são bem vindas ;)
Não se esqueçam também de visitar o blog da nossa Renesmee, comentem os posts dela. http://that_girl.blogs.sapo.pt/

 

Twikisses*

publicado por Twihistorias às 20:26
Fanfics:

4 comentários:
Omg,está me deixando mais ansiosa!espero que vc consiga inspiração logo.se eu pensar em algo deixo aqui meu comentario!
Marcela Thomé a 16 de Fevereiro de 2013 às 21:05

Já pensou em fazer um pov do jake?Talvez o reencontro dele com a rachel ou o q ele acha desta relacão renesmeeXdio...
Marcela Thomé a 16 de Fevereiro de 2013 às 22:52

A maysun poderia contar o que sofreu nas mãos de maria...
Marcela Thomé a 16 de Fevereiro de 2013 às 22:56

Gostei mesmo muito deste capítulo, a luta aproxima-se cada vez mais de perto.

Ansiosa pelo próximo :))
Ana Filipa a 17 de Fevereiro de 2013 às 11:08

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