08
Mar 13

Nota da autora:
Oi pessoal. Esta passagem foi cortada da versão final quando dividi o que tinha escrito em capítulos. Este pedaço é da Alice e das suas maquinações.

 

 

 

 

A Aposta

Extra 2

 

POV Alice

Segui a Bella até ao Hanover in. Vi-a entrar e mantive-me no mesmo lugar durante mais cinco minutos. Eu tinha que me certificar que nem ela nem o meu irmão desistiam.

Esta era a parte mais complicada. Eu detestava ter que observar de forma não participativa o desenrolar dos meus planos. Neste caso ainda era pior porque eu não podia observar nada. Restava-me esperar que eles se entendessem e que ficassem presos um ao outro. A minha intuição dizia-me que tudo iria dar certo e eu sempre tive muita confiança nos meus rasgos intuitivos.

Tirei da minha bolsa a chave suplente do carro do Edward e sentei-me no banco da frente enquanto esperava a hora de pôr em prática o passo seguinte. Sim, porque a minha condição de “espera” admitia certos tipos de atuação e eu sabia muito bem o que tinha a fazer.

Antes mesmo de ter chegado até ali já tinha conversado com o patrão de Bella para o informar que ela precisava de uma semana de férias por motivos de força maior. Também tinha tratado da situação do Edward. Ele podia ser desmiolado mas tinha um desempenho no curso acima da média o que permitiu dispensá-lo até ao início do ano letivo seguinte. Não tinha sido muito fácil mas quando eu insinuei que era um pedido do grande e honorabilíssimo Carlisle Cullen, o reitor não hesitou.

O passo seguinte tinha sido forjar um encontro casual com a parva da Tânia, onde eu tinha deixado inocentemente escapar que o Edward tinha apresentado uma menina aos nossos pais e que a coisa parecia séria.

– Alice, Bom dia – tinha dito ela ao passar por mim.

– Ah, desculpe, Tânia, estava distraída. Ia agora beber um café. Quer vir?

– Sim, claro – afirmou ela toda contente.

Entrámos numa pastelaria e fizemos os nossos pedidos. Eu mantive-me calada; conhecia a Tânia o suficiente para saber que ele iria começar a fazer perguntas.

– Parece um pouco cansada, Alice. Houve alguma festa ontem à noite?

O espetáculo ia começar. Fingindo um acanhamento que não era natural em mim torci o nariz.

– Bem... Houve um jantar importante lá em casa.

– A sério? Não ouvi falar de nada. O Edward não me disse nada mas também não tenho conseguido falar com ele. Passa-se alguma coisa com ele?

– Vocês não tinham nada um com o outro, pois não? – perguntei com falsa preocupação. - Ele sempre disse que não havia nada entre vocês.

– Pois. Saímos apenas duas ou três vezes.

– Ah, que alívio. Não queria nada que tivéssemos outra cena daquelas.

– Que cena, Alice?

– Vou ser direta, Tânia. A verdade é que o jantar de ontem foi uma apresentação oficial da namorada do Edward. Foi muito lindo.

Tânia estava tão aparvalhada com a novidade que eu lhe estava a dar que não foi capaz de dizer nada. Quase não me aguentei de tanta vontade de rir ao vê-la mudar de cor. Aproveitei o seu silêncio para continuar a cavar na mente dela.

– Os meus pais estão cá a passar uns dias e o Edward não quis esperar mais tempo. Os meus pais adoraram a menina e eu também – afirmei toda empolgada. – Fiquei muito feliz pelo meu irmão; sabemos bem o difícil que é para os meus pais aprovarem uma namorada do meu irmão mais novo.

– Namorada? O Edward tem namorada?

– É que eu estou dizendo. Sei que parece mentira mas é mesmo verdade. Edward está finalmente a tornar-se um homem adulto e responsável. Já estava mais que na hora de ele deixar de andar com todas as vagabundas oferecidas que lhe apareciam à frente.

– Mas...

– Estamos todos muito felizes - continuei sem ligar à sua perplexidade. - O único problema é uma ex-namorada dele que ficou possessa ao saber que ele está noivo e...

– Noivo? – gritou ela. Finalmente a burra acordou da sua hipnose.

– Já falei demais. Porque é que eu tenho uma boca grande? – Fingi estar desgostosa comigo mesma e levei a mão à boca num gesto de arrependimento por falar mais do que devia.

Tânia engoliu em seco várias vezes e começou a fazer perguntas umas atrás das outras sobre o relacionamento de Edward e sobre a identidade da noiva. Eu fui dizendo que não podia dizer nada de concreto por causa da psicopata que andava a persegui-los.

– Ai meu Deus. Isso é horrível. Eu tenho que falar com ele.

– Não se preocupe tanto Tânia. O meu pai está a tratar de tudo com a Polícia. Imagine que até confiscaram o telemóvel dele.

– Tente compreender, Alice. O Edward é meu amigo e os amigos devem apoiar-se uns aos outros. É mesmo importante.

– O máximo que posso fazer é transmitir a sua preocupação e o seu apoio ao meu irmão.

Não tinha sido nada difícil fazer com que a Tânia acreditasse em todas aquelas coisas. O desespero dela era tão grande que aceitou tudo o que disse. Prometi-lhe que lhe daria notícias quando pudesse e esse momento tinha chegado.

Peguei no meu telemóvel e liguei ao Emmett.

– O que deseja a minorca que a minha mãe diz ser minha irmã?

– Olá, Emmett. Também gosto muito de ti embora acredite que os meus pais te adotaram porque foram ameaçados de morte.

Emmett riu-se à gargalhada durante muito tempo. Nunca percebi onde via ele tanta graça. Eu até sabia que tinha humor mas ele exagerava. Esperei pacientemente que ele me desse atenção.

– Ui! Se continuas calada ou queres pedir-me alguma coisa que eu não devo dar-te ou há algum problema cabeludo na história.

– Há um problema, mano.

– O que foi que aconteceu? Se o Jasper avançou demasiado contigo eu acabo com ele.

– É o Edward, Emmett.

– O que foi que ele fez? – Não lhe respondei, deixando-o pensar por algum tempo. - Ele brochou! – gritou Emmett um pouco depois. - Perdi a aposta. Que banana! Devia ter-lhe dado um venda. Se ele não visse a cara da freira não tinha brrrrrr – disse ele enquanto fazia um gesto de baixar os dedos lentamente.

– Não é nada disso mas se não fizermos alguma coisa pode vir a acontecer.

– O que é que eu tenho que fazer? – perguntou ele imediatamente.

Quase soltei uma gargalhada; o meu irmão grandão sempre foi maleável nas minhas mãos.

– Tens que telefonar para o hotel onde ele está com a Bella.

– Porquê?

– A Tânia ouviu-me a falar ao telefone e ficou a pensar que o Edward e a Bella estão noivos e quer fazer de tudo para os separar. Acho que ela vai correr os hotéis todos até o encontrar.

– Ela é muito boa mas é ainda mais chata.

– Acho que ela só vai largar o Edward quando ele casar.

– Porque é que não lhe dizes que ele casou com a irmã-Bella?

– Achas que devo fazer isso? É capaz de resultar.

– Claro que resulta. As minhas ideias resultam sempre.

– Claro que sim, mano. Ouve, tu podias telefonar para o hotel e pedir para eles não deixarem entrar a Tânia. Sei lá, podias dizer que ela anda a persegui-lo por causa de ele não querer namorar com ela.

– Vou dizer que ele está em Lua-de-mel, assim se ela lá for eles confirmam e ela vai-se embora.

– Boa ideia. Obrigada, Emmett.

– De nada, anã. Eu sou o máximo.

Desliguei o telemóvel e ri-me a valer. Eu sou o máximo.

Esperei dez minutos, saí do carro e dirigi-me ao hotel.

– Seja bem-vinda ao Hanover in, senhorita.

– Olá. O meu irmão, Edward Cullen, está cá em lua-de-mel...

– Não posso dar qualquer informação sobre os hóspedes. Desculpe.

– Ah, sim. Eu compreendo e agradeço. Eu só queria deixar uma mensagem ao meu irmão e à minha cunhada, Bella. Eu sei que ele está aqui porque fui eu que fiz a reserva. Ele anda um bocado nervoso por causa de uma maluca que o anda a perseguir mas o nosso pai resolveu dar queixa na polícia e ele precisa saber para ficar mais descansado.

– Eu sei qual é a situação. O Sr. Carlisle Cullen telefonou há pouco e deu instruções precisas quanto ao que fazer. Mas ele não me falou de nada da Polícia. Se a Polícia aparecer por aqui o que faço?

– O que eles pedirem, claro. Eles irão ficar de vigia no exterior. Só virão cá dentro se for mesmo necessário.

– Com certeza.

– Será que posso subir para deixar esta mensagem com ele? – perguntei mostrando um pequeno envelope.

– Faça o favor de se identificar primeiro, menina. Desculpe.

– Obviamente. É muito profissionalismo da sua parte. Vou falar bem de si ao papá – respondi-lhe mostrando a minha identificação.

Com um sorriso cúmplice, ele indicou-me o elevador. Mais uma vez fiquei espantada com a facilidade com que os homens são enganados.

Quando o elevador parou, saí devagar e dirigi-me à porta do quarto. Não ouvi barulho nenhum, por isso tentei mais uma vez ligar para ele. Nada. Empurrei o envelope por baixo da porta e voltei ao elevador. Já tinha feito o que tinha a fazer ali. Estava na hora do passo seguinte. A vagabunda da Tânia esperava um telefonema meu.

De novo no carro do Edward liguei-lhe; ela atendeu ao segundo toque.

– Alice?

– Olá, Tânia. Como vai?

– Bem, obrigada. O Edward não chegou a ligar-me.

– É mesmo por causa disso que lhe estou a ligar. Ele tem andado muito ocupado. Ele casou hoje numa cerimónia...

– Ele o quê?

– Ele casou hoje numa cerimónia reservada. O meu irmão Emmett recebeu uma proposta de trabalho na europa e o Edward queria que ele fosse o seu padrinho, por isso teve que ser tudo apressado.

– Ele casou mesmo? Não acredito.

– Acredite e fique feliz por ele porque ele está nas nuvens.

– Mas... Eu devia felicitá-lo... pessoalmente.

– Não acredito que isso seja possível. Acabei se falar com ele, eles vão sair em lua-de-mel amanhã de manhã. O Emmett é que os vai levar ao destino.

Ouvi-a a resmungar.

– Ela deu-lhe o golpe de barriga? – perguntou ela passado um pouco como se aquela realidade a chocasse.

Aquilo deu-me uma ideia. Ai ela pensava que havia gravidez? Porque não?

– Claro que não! Ela é uma mulher direita. Se engravidou foi porque eles os dois não tiveram cuidado suficiente mas o Edward não consegue resistir-lhe.

– Então ela está mesmo grávida?

– Estamos todos muito contentes. O Edward, então, está satisfeitíssimo. Há muito tempo que não via o meu maninho tão feliz.

– Então é mesmo sério!

– Claro.

– Eu preciso falar com ele. Tem que me dizer o número novo dele, Alice.

– É melhor não, Tânia. Neste momento ele pensa que todas as mulheres com quem esteve no passado são umas aproveitadoras.

– Eu não. Quero apenas felicitá-lo.

– Não posso ir contra o meu pai – afirmei eu fazendo-me de difícil. – Esta noite eles vão ficar num hotel aqui mesmo mas aquilo vai estar completamente vigiado pelo Polícia e amanhã o Emmett vai buscá-los ao Hanover in e levá-los direto ao aeroporto. Como vê, ele não vai ter tempo para falar consigo, Tânia. Se estivesse na sua posição esperava que eles voltassem da lua-de-mel.

– É isso mesmo que vou fazer. Obrigada por tudo, Alice.

– Fique bem, Tânia.

Assim que desliguei a chamada, voltei a premir o número do Emmett.

– A maluca da Tânia vai para o hotel agora, Emmett. Podes vir cá? Ela é louca. Não sei o que ela é capaz de fazer.

– Estou a caminho. Eu digo-lhe umas coisas.

Desliguei o telefone e esperei mais um pouco. Em menos de quinze minutos a Tânia apareceu. Corri para ela.

– Tânia – chamei-a antes de ela entrar no hotel.

Ela virou-se para mim e, envergonhada, caminhou até mim.

– Oi, Alice.

– Assim que desliguei o telefone percebi que tinha falado mais do que devia. A Tânia não devia estar aqui. Se respeita o meu irmão devia afastar-se e deixá-lo viver a felicidade dele.

– Ele não sabe o que quer. Se eu também ficar grávida ele fica comigo.

– Como? Não está a ser coerente. Não há qualquer hipótese de isso acontecer. Ele é um homem casado, agora.

– Eu tenho que falar com ele.

– Quem é que tu pensas que és para arruinar a vida do meu irmão? Sua vagabunda! Eu não vou permitir que lhe estragues a lua-de-mel. Ouviste bem?

Estremeci de contentamento ao ouvir os berros do Emmett. Ele vinha com cara de poucos amigos e parecia com vontade de bater em alguém.

– Emmett, a Tânia quer falar com o Edward. Ela não aceita que ele casou e que a Bella está grávida.

O Emmett olhou para mim com curiosidade mas rapidamente começou a rir.

– O que ela quer não interessa, mana. – Virou-se para a Tânia e aproximou-se com passos fortes e intimidantes até quase tocar nela. – Se tentares entrar no hotel eu mando prender-te por perseguição. Olha bem para mim. Eu dou cabo de ti se te aproximares de alguém da minha família. Desaparece siliconada.

Tânia ficou apavorada ao ouvir o Emmett. Mal ele acabou de falar murmurou qualquer coisa e desatou a correr de ali para fora.

Eu e o tonto do meu irmão grandão desatámos a rir à gargalhada.

Foi uma lição e tanto.

 

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

4 comentários:
Olá! Já me ri um bom bocado com a Alice!!
Enfim os esquemas dela são fantásticos e resultam sempre !
Beijinho

P.S:.Demorei imenso para comentar pois o PC está doido!!
Bárbara M. a 13 de Março de 2013 às 20:29

Oi, Bárbara.
Obrigada por mais um comentário.
Nem imaginas o quanto fico feliz por ver que alguém comenta.
Obrigada mais uma vez.
Beijos
Ella Fitz a 14 de Março de 2013 às 20:54

Por favor não deixes de postar por causa disso, cá eu leio sempre e sempre que posso comento.

De nada beijinho
Bárbara M. a 14 de Março de 2013 às 21:00

Olá, Bárbara.
Obrigada plelas tuas palavras simpáticas.
Esta fic acabou mas estou a pensar iniciar a postagem de outra que eu tenho. Preciso só de luz verde dos gestores do site.
Beijinhos
Ella Fitz a 15 de Março de 2013 às 19:05

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