21
Mar 13

Capítulo 2

O noivado

Desci as escadas, lentamente, todos daquela casa direcionavam seus olhares a mim. Meu pai me esperava no final da escada, os homens me olhavam com olhares de cobiça.A casa estava decorada com vasos de flores, e lustres iluminados com velas.Meu pai pegou minha mão e aplausos ecoaram pelo hall de entrada.Esbocei um sorriso, e vi sorrisos de respostas.Nos direcionamos até a sala de jantar.Meu pai puxou a cadeira para mim e eu sentei.Jacob me olhava a cada poucos minutos, um olhar diferente, um olhar de felicidade e não de desejo.Fiquei feliz, sempre considerei Jacob o meu melhor amigo, a única pessoa capaz de me compreender nessa terra.

O jantar era formado por quatro famílias, os Swan, os Black, os Volturis e os Cullens. Era um jantar bem intimo em relação aos que tinha aqui. Começamos a jantar e pequenas conversas começaram a fluir na mesa. Meu pai se levantou e ergueu sua taca de vinho seria anunciado meu noivado.

- Como todos os senhores sabem, minha filha, Isabella, está na idade de se casar e por esse motivo estamos reunidos, aqui nesta noite. E com imenso orgulho e prazer que anuncio o noivado de minha filha com Jacob Black.- anunciou meu pai, com um voz gloriosa.

Jacob se levantou e tirou de seu paletó, uma pequena caixinha de veludo a abriu e retirou um pequeno anel delicado. Estendi minha mãos direita a ele, ele a pegou e colocou o anel em meu dedo anelar e beijou a minha mao.

- Um brinde aos noivos. - disse meu pai.

- Aos noivos. - dissemos em uníssono e levantamos as tacas.

Voltamos ao jantar, e as conversas se iniciaram novamente. O jantar terminou e uma musica suava começou a tocar, os casais foram saindo para valsar.Jacob chegou a meu lado e estendeu sua mao.

-Me daria à honra?- ele me perguntou, com uma voz sedutora.

- Com todo o prazer. - disse, com um sorriso.

Ele me guiou até o meio do hall de entrada, no meio dos demais casais. Começamos a valsar lentamente pelo salão, Jacob dançava extremamente bem.

- Ficou extremamente feliz em te-la como minha noiva. - comentou ele.

- Igualmente. - respondi.

- Serei o homem mais sortudo de toda a Itália, consegui a melhor esposa. - comentou ele, como se acaba-se de ganhar um premio.

- Conseguiste também um dos tesouros italianos, não poderia descobrir quantos homens desejariam estar em seu lugar.

- Mas eu tive a honra de ganhar o premio final- disse mais uma vez num tom vitorioso

- Meus parabéns!- exclamei.

Continuamos a dançar e logo o noivado terminou. Meu casamento se aproxima.

Capítulo 3

O casamento

Os dias e semanas viam se arrastando como moribundos. Cada hora é uma pequena eternidade. Com o passar dos dias, meu casamento estava se aproximando. Eu saia quase todos os dias, vestido, flores, orquestra, tudo tinha que estar impecável para um dos casamentos mais esperado de todos os tempos. Eu estava feliz, me casaria com quem meus pais me escolheram e viveria ao seu lado por todos os dias que a vida me proporcionasse.

O tão sonhado dia chegou, minha casa estava uma euforia, o jantar de festa seria aqui e isso estava matando os criados. Passei o dia em meu quarto, Isabel cuidou de mim como uma princesa é cuidada, ela me banhou com uma água morna que fez todos os músculos de meu corpo relaxarem. Ela escovou por um longo tempo meus cabelos e o prendeu em um coque sofisticado. Enfeitou meu cabelos com flores.Meu vestido era de cetim e seda, branco como a neve no tempo do inverno, meu corpo era totalmente coberto, uma longa calda totalmente enfeitada de renda francesa, um véu longo  e simples que se arrastava ao chão.Luvas cobriam meus braços e meu rosto era coberto também,seria impossível ver meu rosto.Eu estava pronta e linda, como jamais estive.Peguei meu buque de flores do campo e desci com toda delicadeza as escadas de minha casa.Meus pais me aguardavam no hall de entrada.Eles me ajudaram a subir na carruagem e partimos para a Igreja matriz.Levaria algum tempo para chegarmos em Roma.Eu tentei imaginar meu futuro.

Eu conseguia me ver esposa, mas não sua mulher. Eu conseguia-me ver cuidando dele, mas não o amando como homem. Jacob sempre seria meu melhor amigo, meu confidente, metade da minha família. Ele sempre teve uma participação na minha vida, nossos pais eram amigos e viviam juntos.Ele era a única pessoa que eu confiava.Se eu tivesse triste, eu compartilhava com ele.Se eu estivesse feliz, eu compartilharia também.

Eu nunca tive uma família. Meu pai só sabia trabalhar, trabalhar, trabalhar, comia trabalho, respirava trabalho e tempo para mim?Nenhum. Minha mãe em conseqüência disso andava sempre ocupada, jantares, casa, roupas e eu?Nada. Isabel era minha mãe, foi ela que me ensinou tudo que sei bordar, andar, me arrumar, a falar, tudo. Ele sim merecia ser chamada de mãe. Minha família é formada de duas pessoas Isabel e Jacob.

Eles eram as pessoas que eu mais amava na terra e que eu teria uma divida eterna. Por esses motivos, eu não conseguiria amá-lo como o homem que ele merece ser amado. Eu o amo, mais como o amigo confidente ou o irmão que nunca tive. Seria como trair a minha mesma permitindo que ele me fizesse sua mulher.Mesmo assim, Jacob seria o melhor marido que eu poderia ter.

Eu estava cansada. Os anos viam passando e os olhares de desejo dos homens aparecendo, sempre recebia flores e presente. Nenhum deles seria capaz de me dar o que preciso: amor  e carinho.

Chegamos à igreja, enorme, clássica e bela. Meu pai me ajudou a descer, me preparei para entrar na igreja, puxei o véu sob meu rosto, e esbocei um sorriso leve nos lábios. A porta estava fechada mais eu conseguia ouvir baixo  a marcha nupcial de Mendelssohn. Respirei fundo e a porta se abriu em minha frente.A musica se tornou mais alta, e eu percebi que centenas de olhares me encaravam.Alguns de admiração, outros raiva, outros de ódio, outros de luxuria.Apesar de estar preste a me casar, olhares de desejo me cercavam.Ri internamente, seria assim para sempre.Continue a dar passos lentos em direção ao altar, o corredor era longo parecia não possuir fim.A igreja estava brilhantemente enfeitada com flores do campo.Depois de tanto caminhar, finalmente cheguei ao altar.Meu pai me entregou para Jacob, as pessoas se sentaram e a cerimônia se iniciou.

- Estamos aqui reunidos para celebrar a união dessas duas almas no sagrado matrimonio... - disse o padre num tom mais alto do que o necessário.

- Você, Jacob aceita Isabella como sua legitima esposa, para amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?- perguntou a padre.

- Sim. - respondeu ele, firme e sem hesitar.

- Você, Isabella aceita Jacob como seu legitimo esposo, para amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?- perguntou o padre novamente.

Olhei nos olhos de Jacob, por sobre o véu e ele tinha um sorriso confiante e lindo. Deu-me forcas para responder.

- Sim. - respondi olhando pelo canto dos olhos.

- Se tem alguém que é contra esse casamento, fale agora ou cale-se para sempre. - falou o padre.

O silencio pairou, não existia ninguém para falar nada. Trocamos as alianças.

- Se não tem ninguém que impeça esse matrimonio e pelo poder concedido a mim. Eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Jacob tirou o véu de meu rosto, nos olhamos por algum tempo e ele me deu um longo beijo na testa. Ele pegou a minha mão e recebemos uma salva de palmas. Andamos até o fim da igreja e recebemos uma chuva de arroz. Subimos na carruagem e partimos em direção a minha casa.

A viagem foi silenciosa, um silencio desconfortável, mais que não foi quebrado.

Quando chegamos à casa de meus pais, ele me ajudou a descer, mais o silencio continuava. Teríamos um jantar para mais de dois mil talheres, com pessoas de toda Europa, a maioria eu não conhecia, pouco me importava também. O jantar foi tranqüilo cheio de brindes, dança e conversas. Foi melhor no que eu imaginava.Eu e Jacob nos falamos algumas vezes durante o jantar, dançamos, tínhamos esquecido o silencio da nossa viagem.Cortamos o bolo e partimos para nossa casa, ou para nossa lua de mel como pensava as pessoas.

publicado por Twihistorias às 18:48

2 comentários:
Dois capitulos,adorei!
Marcela Thomé a 22 de Março de 2013 às 02:38

comecei a ler a tua história e gostei :)
DS. a 22 de Março de 2013 às 21:09

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