01
Abr 13

Capítulo 39

Não me lembrava de acordar com a claridade a ferir-me os olhos.

Estranhamente, fazia Sol no dia de hoje. O dia do meu julgamento.

Abri os olhos com alguma dificuldade devido à claridade.

À medida que o fiz tudo o que aconteceu naquela noite assaltou a minha mente.

Bentley.

Rapidamente, mesmo sendo encadeada pela luz solar, percorri toda a área do meu quarto para encontrar um Bentley brilhante a desfolhar um livro.

O meu sorriso abriu-se à medida que os meus olhos se acostumavam à luz do quarto. Meu Deus, aquilo não podia ser um vampiro, um ser mortífero. Aquilo estava mais para um Deus grego vindo directamente da Grécia para o meu quarto.

Bentley usava apenas as suas jeans descaídas, deixando o restante do seu corpo definido ser banhado pelo sol, conferindo ao quarto um efeito como se tivesse milhares de espelhos a reflectir a luz.

Levantei-me para me dirigir a ele.

Os nossos olhos encontraram-se e fizeram com que ele pousasse o livro e me brindasse com um sorriso.

- “Shine bright like a Diamond…shine bright like a Diamond…” – cantarolei aquela musica tão antiga da Rihanna, mas que me pareceu tão própria para aquele cenário.

Bentley sorriu com a analogia da música com aquela situação.

Continuei a cantarolar, num ritmo só nosso, enquanto os nossos braços se enrolavam à nossa volta, e começamos a fazer uma espécie de dança.

-“…When you hold me, I’m alive…we’re like diamonds in the sky…” - nesta parte da musica fui substituída por um cantor muito melhor do que eu.

Consegui sentir o peso daquelas palavras.

Bentley depositou um beijo na minha testa, apenas para depois unirmos os nossos lábios. Mesmo sem música, continuamos com aquela espécie de dança.

Infelizmente fomos interrompidos pela minha mãe. E mesmo antes de ela abrir a porta já eu me encontrava ali sozinha.

Por vezes indagava-me onde será que ele se escondia, ou como é que ele desaparecia assim?

Dava-me bastante jeito. Principalmente num dia como hoje.

O tribunal iria estar cheio, todos os olhos em mim, e meu Deus, como eu odiava isso.

-Bom dia filha. – cumprimentou a minha mãe. Depois olhou para a minha cama completamente desfeita da minha noite com o Bentley.

-Não consegui dormir direito. – disse em forma de desculpa.

Os seus olhos voltaram a incidir em mim e na t-shirt do Bentley que eu ainda vestia como pijama. Não comentei sobre isso, achei que seria mais constrangedor.

-Vejo-te lá em baixo para o pequeno almoço? – perguntou ela, ignorando a camisola.

Provavelmente associou que eu já a teria à bastante tempo e simplesmente não se lembrava dela.

-Gostava de tomar o pequeno almoço contigo, visto que talvez… - ela não conseguiu terminar a frase.

-…talvez eu seja condenada e este seja o ultimo pequeno almoço juntas. – terminei eu por ela.

Os seus olhos incidiram no meu e eu vi toda a tristeza patente neles.

-Não…não era isso que eu queria dizer. – apressou-se ela a dizer.

Claro que era. Apenas dito em voz alta fazia com que aquilo se tornasse mais real.

Fiz um pequeno sorriso à minha mãe e encaminhei-me para ela.

-Tudo bem mãe, não te preocupes. Vai tudo correr bem. – fiz um esforço para não chorar. Ainda agora, era eu que acalmava a minha mãe.

Ela saiu do quarto deixando-me sozinha para me arranja.

Assim que a porta fechou tinha os braços do Bentley à volta da minha cintura.

Uma lágrima escapou pelo meu olho. A minha felicidade matinal tinha durado tão pouco, aquele mundo de magia que vivi esta noite e ainda acordei nele, tinha simplesmente desaparecido.

Isto era a realidade, e não era bonita.

-Lamento. – sussurrou o Bentley ao meu ouvido.

Rodei o meu corpo nos braços dele, de forma a ficar virada de frente para ele e encostei a cabeça no seu peito desnudo.

Tentei inspirar ao máximo o cheiro que dele imanava. Não me conseguia cansar de o sentir. Cheirava para mais tarde recordar dele, principalmente quando estivesse na minha cela.

Cheirei até me sentir tonta.

-E agora? – perguntei – Como é que nós vamos ficar? Eu vou para uma prisão de alta segurança, com camaras lá. Não vou poder ficar contigo.

Ele continuou sem pronunciar uma palavra, apenas me segurava para eu me manter em pé.

-Tu não vais poder lá ir sem apareceres nas camaras, todos vão perceber que não envelheces. Vão começar a fazer perguntas. – eu continuava a divagar em voz alta.

Bentley continuava sem pronunciar uma palavra.

Ele sabia de tudo isto, apenas não teve coragem de o dizer em voz alta. E lá no fundo eu também o sabia.

-Tu não me vais ver, pois não? – finalmente olhei-o nos olhos.

Os seus olhos estavam tristes, os meus derramavam lagrimas e o pouco que ainda restava do meu coração parecia desfazer-se a cada minuto.

Ele nada disse, não era necessário. A resposta era “não”.

-Posso visitar-te por uns meses, mas depois disso tenho que parar. – disse por fim. – Como disses-te, lá à camaras por todo o lado, e eu não envelheço. Mas posso escrever-te todos os dias.

Sim, eu queria as cartas dele.

Segurei-o mais forte contra o peito, não sabia quando o iria voltar a ter assim comigo.

-Agora tens que tomar banho, vestir-te e passares algum tempo de qualidade com a tua mãe.

Não discuti com ele, afinal de contas, o Bentley tinha razão. Eu tinha que aproveitar todos os minutinhos co aqueles que me amavam.

-Vi-o desaparecer pela janela o quarto.

O sol ainda brilhava, por isso ele teve que tapar a maio área de pele que conseguia por causa dos raios solares.

 

Faltava menos de uma hora para começar a audiência. A minha casa estava agora cheia.

A Emily, o Sam e o Ethan estavam ali, assim como outros lobos da matilha do Sam.

Estranhei a presença do Jacob ali, mas reconheci-o no momento em que ele entrou pela soleira da porta. Ao lado dele estava a rapariga mais bonita alguma vez vista. Os seus cabelos longos acobreados estavam impecavelmente modelados numa trança e os seus olhos castanhos sobressaiam. Ali estava a famosa Renesmee, meia vampira, meia humana.

O seu sorriso transmitia confiança e tranquilidade.

-Olá Kelsi. – disse ela numa voz extremamente melodiosa. – É um prazer voltar a rever-te, mesmo que nestas condições.

Estávamos as duas um pouco afastadas do resto do reboliço que ali se encontrava.

-Vai correr tudo bem, vais ver. – tentei sorrir às suas palavras confiantes, apesar de não acreditar nelas. – O Bentley falou connosco sobre o teu caso, colocou-nos a par de tudo. O meu tio está a ajudar o teu advogado no caso. Apesar de se intitular como um estagiário, o tio Jasper é o melhor advogado que poderias ter.

-Obrigado. – disse, desta vez com toda a sinceridade.

Será que ainda havia alguma luz ao final do túnel?

publicado por Twihistorias às 19:11
Fanfics:

3 comentários:
assim me mata de curiosidade!
marcela thomé a 3 de Abril de 2013 às 01:15

Mesmo! por favor, posta outro capítulo rápido!
tixxa a 3 de Abril de 2013 às 16:39

Oi.
Tenho andado desaparecida por causa de uns problemas pessoais mas agora tirei um tempinho para vir aqui.
Adorei ter mais um capítulo dos teus para ler.
É claro que soube a pouco. Da tua fic eu quero sempre mais.
Tenho que terminar dizendo que adoro a Kelsi com o Bentley.
rsrsrsrsrs
Bjs
Ella Fitz a 3 de Abril de 2013 às 19:40

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