03
Abr 13

 

Capítulo 4

A Lua-de-mel fracassada

A viagem foi silenciosa, a tal ponto que era possível escutar o vento passando por entre as folhas das arvores. Nos não nos olhávamos nos olhos, nenhuma vez se quer. O silencio pairou. A casa era distante da dos meus pais, o que era bom.Conseguiria paz.Enfim chegamos, a casa era grande e elegante.Completamente branca e dourada, um jardim magnífico o cercava, e três andares ela contia.Descemos da carruagem, ele me auxiliou.A noite era escura, poucas estrelas continha e casa do lado de fora era o que iluminava.Andamos em direção da casa, sem trocar palavras, olhares,nada.Eu já havia me decidido, não iria me tornar sua mulher somente esposa.Mas como contar isso a ele?Era a grande questão. A casa por dentro era magnífica, sua maior parte era de mármore branco, uma longa escada de corrimões dourados nos guiava até os andares a cima. O criado deixou as nossas bagagem, no hall de entrada e partiu. Eu estava maravilhada com a casa, era mais linda do que sonhara.Subi lentamente as escadas, e me deparei com um enorme corredor de cada lado meu.Parti para leste e encontrei um enorme quarto, que possuía uma linda varanda que dava para a lua.Desci novamente as escadas, a procura de minha bagagem, precisa me despir deste longo vestido.Jacob tinha sumido, mas não ousei procurá-lo, talvez ele precisava ficar com seus pensamentos.Peguei a minha bagagem e subi em direção ao meu quarto.Coloquei tudo no chão do quarto, e coloquei a menor de todas as bagagens na cama.Tirei as coisas e coloquei cobre minha penteadeira, que ficava ao lado da janela.Peguei minha camisola, dentro das malas e fui em direção do banheiro.Tranquei a porta, precisava de um tempo para mim.Me despi lentamente de meu vestido de noiva, e o deixei cair sobre o chão do banheiro.Tirei de meu cabelo o véu, e ele caiu sobre o vestido.Lavei o meu rosto com água, não estava em condições de tomar um banho.Seria capaz de me afogar de propósito.Coloquei minha camisola de seda branca, e parti descalça para o quarto.Quando cheguei eu não estava sozinha, Jacob estava sentado na cama, fui até a penteadeira e desfiz o penteado de meus cabelos e os escovei, tentando em vão me acalmar.Teria que ser forte, e manter minha decisão.Me sentei na cama a sua frente, meu coração palpitava como as asas de um colibri.Respirei fundo.

- Tem certeza que quer fazer isso?- ele me perguntou, num tom doce e delicado.

- Eu não vou fazer não me sinto pronta. - respondi, sem graça.

- Por quê? Não precisas temer. - ele me disse ainda doce como mel.

- Eu não temo. Eu só não farei isso, por que seria como trair a minha mesma. -não queria dar mais explicações.

- Como queira. Lembre-se sempre estarei aqui, para o que precisar. - ele me deu um longo beijo na testa. Eu me levantei e fui até o outro lado da cama me deitar

- Boa noite. - disse num sussurro.

- Boa noite. - ele me disse.

Lagrimas silenciosa escaparam de meus olhos, eu me sentia triste, por magoá-lo. Deus é testemunha que eu jamais quis isso. Mas lagrimas escapavam de meus olhos e eu não podia conte-las. De tanto chorar acabei por adormecer.

Capítulo 5

O parque do Jacob

Fazia uma semana que eu estava casada, e estava relativamente feliz. Jacob era um maravilhoso marido, extremamente atencioso. Conversamos por horas, todos os dias e isso já havia se tornado rotineiro. Eu não toquei mais no assunto da nossa fracassada noite de núpcias, era delicado demais para mim.Não era que eu não quisesse, era como se eu não pudesse, como se algo me impedisse.

As manhas, Jacob saía para passear e eu ficava nos jardins da enorme casa, os criados eram muito gentis conosco, o que era agradável. Era uma manha comum, o sol brilhava através das janelas, o dia estava claro e belo, como sempre. Jacob estava dando uma de suas caminhadas matinais e eu já havia me recolhido a casa, após cuidar de meu jardim.

- Bella, minha querida!- esbravejava Jacob, desde que nós casamos, ele me chamava sempre de Bella. - Amanha eu quero te levar a um lugar.

- Que lugar?- perguntei, com curiosidade ardendo em minha voz.

- Um lugar tão belo, quanto você.

- Ora, de que lugar se trata?- eu estava impaciente

- Um parque, e não falarei mais no assunto até amanha pela manha.

- Como queira.

Eu estava curiosa para ir a esse lugar, eu precisava sair dessa casa, estava me sentindo sufocada e respirar um ar puro e aberto me fará todo bem.

Era de manha, estávamos prestes a sair para um parque desconhecido, pelo menos desconhecido para mim, Jacob estava animado e eu também sentia a necessidade de me sentir assim também. Ela falará disso, ontem, o dia inteiro. Havia me arrumado e preparado uma cesta com comidas, passaríamos o dia inteiro no parque.

- Vamos?- ele me perguntou.

- Vamos.

Nós saímos da casa e nos dirigimos a uma carruagem, o caminho foi tranqüilo, nos fomos conversando e de mãos dadas. A viajem foi curta, mas agradável.

Jacob, como um bom cavaleiro me ajudou a descer, o lugar era absolutamente lindo, era como um quadro parecia que cada mínimo detalhe havia sido desenhado. A grama era de um verde forte, mas tranqüilizante formava uma cobertura por toda terra molhada, as arvores eram grandes com todas as suas folhas verdes, suas sombras eram agradáveis e acolhedoras. A brisa soprava fraco mais refrescante, pequenos animais corriam pelo parque.Poucas pessoas se encontravam, mas mesmo assim o lugar era fantástico.

Nós sentamos sobre a sombra de um carvalho, nada falamos nossos olhos corriam por aquele lugar, apreciando cada parte, nos respirávamos fundo como se quisesse guardar para sempre aquele delicioso perfume, nós ouvíamos com atenção cada som como uma melodia, a melodia da natureza.

- Posso lhe perguntar algo?- ele quebrou o silencio.

Nossos olhares sem encontraram, eu me senti aquecida como sempre sentia perto dele.

- O que quiser.

- Por que não quer se tornar minha mulher?- sua voz era doce.

Eu não queria responder isso, mais seria necessário, então que seja agora.

- Eu conheço você desde criança- tentei manter minha voz sobre controle- sempre vi você como um amigo, um irmão, um confidente. - eu fechei meus olhos, eu não queria perder as forças. -Mas quando eu me vi obrigada a me casar com você, eu me vi em um dilema, mais eu decidi me tornar somente sua esposa, eu o amo mais não como homem que mereces ser amado, eu trairia meus sentimentos dormindo com você.

- Eu compreendo, - ele pegou meu rosto em suas mãos e eu abri os olhos, seus olhos me passavam confiança. - Daremos tempo ao tempo, um dia seu amor por mim mudará, e eu respeitarei isso, um dia seremos capazes de gerar filhos que nos darão netos, e teremos herdeiros e mais herdeiros. - sua mão foi parar no meu ventre, como se esperasse que algo existisse ali.

- Daremos tempo ao tempo. - prometi.

- Eu lhe juro, sempre estarei ao seu lado. - ele me prometeu.

- Sempre. - eu confiava cegamente nele.

Ele pegou minha mão, e voltamos a conversar normalmente, apesar dele dizer que esse lugar era belo como eu, era muito parecido com ele de alguma forma. Era aconchegante e acolhedor, como ele. Eu me senti leve como uma pluma, parecia que eu vivia num pequeno paraíso, onde o mundo era somente meu e dele.Onde eu teria sempre a certeza de que era protegida e amada, e eu esperava com todas as forças do meu ser um dia podermos nos amar mutuamente.

publicado por Twihistorias às 22:47

comentário:
que bom que o jake é compreensível!
marcela thomé a 5 de Abril de 2013 às 01:28

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