28
Jun 10

A tia Al tinha-se encarregado de me arranjar um vestido único, e extravagante. Claro que eu disse que não ia levar aqueles tutus coloridos para um encontro na floresta.

-Silver? Porque? Vá lá pequenina.

-Tia Al, por favor eu vou passear para a floresta, não vou propriamente ao novo casamento do Marcus.

-Silver. Não fales disso. É muito difícil para um vampiro arranjar uma nova companheira. E coitadinhos, eles estavam juntos há tanto tempo. O Marcus amava-a. Não fales mais disso, está bem pequenina? – Anui com a cabeça – Nós arranjamos-te uma toilette mais desportiva.

Depois de experimentar umas vinte t-shirts e cinco pares de calças, a tia Alice decidiu-se.

-Estás linda Silver. És linda!

O pai, a mãe, a tia Rose, o tio Emmett e a Nessie vieram ver-me e todos concordaram com a tia Alice. Ela tinha-me vestido umas calças de ganga azul justas, uma camisola lisa roxa, e por cima um pulôver às riscas. Calçou-me umas sabrinas brancas, e pôs-me uma fita roxa na cabeça.

A tia Al esforçava-se para nos manter a todos bonitos e na moda, ela adorava aquele mundo, talvez se ela tivesse continuado humana podia ter sido uma grande estilista. Era talentosa, e graciosa. Eu adorava a tia Al.

Sai para a floresta, depois de todos me terem avisado como Alec era perigoso e que devia ter cuidado. Eu achava que Alec era boa pessoa, talvez precisasse de aprender a ser mais sociável, mas isso aprende-se com o tempo. Quando cheguei à clareira, ele ainda não tinha chegado.

-Psiu! Aqui em cima Silver. – Olhei par cima e ele estava sentado num ramo de uma árvore a ler um livro qualquer. – Sobe!

-Podes descer tu? Tenho medo das alturas.

-Esta bem sai da frente.

Não muito suavemente ele desceu, e caiu mesmo do meu lado.

-Olá Silver! Estás muito bonita.

-Obrigado, a tia Alice é que me vestiu. Ela tem uma queda para a moda e coisas do género.

-Sim, mas sem a roupa dela, tu ficavas linda na mesma.

-Obrigado Alec. Então como vão as coisas? Já soube da Didyme, lamento.

-Sim, a Didyme foi uma perda terrível, a Jane não se sente bem, e o Marcus esta inconsolável. Ela era como uma mãe para nós. Sempre temos a Athenodora e a Sulpicia, mas não é a mesma coisa. A Didyme era muito doce connosco. Vou ter saudades dela.

-Oh, Alec. Lamento imenso. Deve ser difícil perder uma pessoa com quem já vivemos à bastante tempo.

-Sim, há alguns séculos que vivíamos juntos, será difícil mas não há nada que não se supere. E tu miúda, os teus pais e o resto dos Cullen não torceram o nariz por te vires encontrar comigo?

-Alec se lhes desses uma oportunidade verias que não são assim tao maus. Eles são o meu clã, são a minha verdadeira família. E sim torceram o nariz mas é porque se preocupam.

-A tua mãe não gosta da Jane. E também não deve gostar de mim. Tens que aceitar isso, miúda.

-Miúda? Afinal que idade é que tens? Serei assim tão nova para ti?

-Que queres dizer com nova para mim? Comparando idades ou para uma relação? – Quando disse “relação” fez uma cara feia, e depois sorriu.

-Comparando idades. E para uma relação – Imitei a cara dele. – Serei assim tão nova para ti?

-Comparando idades sou um velho caquéctico, com quem tu nunca sairias. E para uma relação estou aberto a excepções, mas tem que ser miúdas mesmo extraordinárias.

-Bom, eu sou extraordinária. – Disse eu balbuciando.

-Silver, tu estás a atirar-te a mim? – Riu-se. – Uma imortal a atirar-se mim, eu sou mesmo bom.

-Oh calma amiguinho. Não estou a atirar-me a ti, porque eu se calhar estou muito longe do teu alcance, mas muito mesmo. – Caminhávamos longe um do outro por dentro da floresta, iluminada com raio de sol. Alec brilhava, e era lindo, tal como o pai. Era lindo vê-lo brilhar. De repente senti a respiração dele por detrás do meu ouvido.

-Isso é um desafio? – Sussurrou.

-Se o levares assim. O que quero dizer é que não és tão bom como pensas. E miúdas extraordinárias como eu talvez não queiram nada com um velho caquéctico, com ar de rapaz de 17 anos, como tu.

-Uhuhuh, o desafio está lançado. Tu miúda extraordinária vais ser minha. Sim deste velho caquéctico, com ar de menino de 17 anos. – Sorriu-me. – Queres ver o que os rapazes que querem miúdas extraordinárias fazem para as conquistar? – Não tive sequer oportunidade de responder à pergunta, e quando dei por mim ele, já me tinha nas costas e estávamos a subir para uma árvore. Ele sentou-se num ramo e pousou-me mesmo ao seu lado. Na sua mão tinha um livro de Shakespeare. “Romeu e Julieta”, o meu preferido.

-Conheces?

-Sei as falas de cor. Fiz de Julieta, no oitavo ano.

-“Senhora, por aquela lua abençoada eu te juro,

Enquanto ela põe prata naqueles ramos de fruto” – Eram as falas de quando Romeu fora visitar Julieta.

-“Oh não faças juras à lua, essa lua inconstante,

Que a cada mês se muda, no circo da sua orbe,

Não vá o teu amor mostrar-se assim tão variável”

-“Que ponho eu na minha jura, então?”

-“Não jures de todo.

E se jurares, jura pelo teu gracioso ser

Que é só ele o deus da minha idolatria,

E é em ti que eu acredito”

 -“Se o amor do meu coração”

-“Enfim, não jures. Embora me dês contentamento,

Não me contenta este contrato de hoje à noite,

É muito apressado, muito imprudente, súbito

Tanto quanto o relâmpago, que deixa de ser

Antes de dizer-se que acende. Meu bem, boa noite.

Este botão de amor, no sopro caloroso do Verão,

Talvez esteja em flor quando voltarmos a ver-nos.

Boa noite, boa noite. Que tenhas tão doce repouso

E paz no coração igual à minha, no meu peito”

-“Oh, vais deixar-me assim, tão insatisfeito?”

-“E que satisfação podes mais ter tu, esta noite?”

-“A troca do teu voto de amor fiel pelo meu”

-“Dei-te o meu voto antes que mo pedisses.

Mas ai, quem me dera que o pudesse voltar a dar.”

-“Eras capaz de retirá-lo? Com que propósito, amor?”

-“Para ser generosa, e poder dar-to mais uma vez.

E, ainda assim, anseio somente por quanto eu tenho.

O meu querer é tão sem conta como é o mar,

E o meu amor tão fundo. Quanto mais eu te der,

Mais eu terei, pois querer e mar são infinitos.” – Dito isto beijou-me. Sim o Alec Volturi. Apressei-me a soltar-me do beijo.

-Então Julieta? O beijo deve demorar pelo menos 9 segundos. Já vamos no nosso sexto encontro a sós acho que merecia.

-Aqui não havia beijo, querido Romeu. É isso que fazes? Citas Shakespeare às pobres humanas e depois chupas-lhes o sangue até à última gota?

-Não, só citei Shakespeare para ti. E também, não te faças de inocente tu ajudas-te.

-Eu sabia as falas. Mas está bem foi romântico teres citado Shakespeare para mim.

-É bom saber, doce bela Julieta. Eu sei mais truques destes. Mas já se esta a fazer tarde, tenho que ir.

-Pousa-me no chão primeiro.

-Claro Julieta. – Sorriu e pegou-me ao colo para descer da árvore.

-Combinamos depois de amanha? No sitio do costume esta bem?

-Esta bem. Até lá “amado Romeu”.

-Até lá “bela Julieta”. – E soltou a minha mão para voltar a casa.

 

 

 

Informação: A Silver tem um facebook, para isso basta procurar por Silver Cullen, ou então o email dela é: silvercullen@live.com.pt

publicado por Twihistorias às 19:06

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