03
Jun 13

Capítulo 12

Um anjo

- Com licença?- eu ouvi a voz de um anjo, e tive medo de abrir os olhos e ver que era apenas um sonho, um lindo sonho.

Eu abri meus olhos lentamente, e eu vi pela primeira vez o meu anjo, ele era lindo, e parecia ser tão angelical. Sua pele era branca  e parecia ser sedosa, seus cabelos acobreados dançavam com a brisa leve que soprava, seus olhos verdes parecia duas portas para um paraíso, dois tesouros.

- Toda. -e eu estranhei por minha voz ter soada tão doce, eu não era assim com pessoa alguma,o que está acontecendo comigo?

- Posso me sentar ao seu lado?- ele pediu como a voz tão tranqüila.

- Pode. - e eu tentei lutar contra esse sentimento que ele me fazia sentir, eu não podia ser doce, eu não podia ser meiga, eu tinha de ser forte e imparcial.Eu não deveria sentir nada por pessoa alguma, mas porque isso estava difícil?Por que perto dele eu me sentia aquela menina que eu era com Jake?Por quê?Por quê?

- O que uma senhorita faz sozinha?- ele perguntou, preocupado.

- Senhora. - o corrigi- Eu gosto de pensar, por que algum problema?E acima de tudo isso te interessa?- eu disse irritada, mas comigo mesma. Ele não merecia perder seu tempo comigo, alguém perdida.

-Boa Pergunta. - ele disse, mas parecia que falava consigo mesmo.- Estou te incomandando?- e tudo aquilo que consegui arrumar novamente, se esvaiu, como areia no vento. Eu senti meu coração se apertar, com a possibilidade de magoá-lo.

- Não. - deixei minha voz  o mais doce que pude , como forma de corrigir.- Eu estou irritada comigo mesma, não se preocupe.

- Poderia saber o motivo, se não for lhe incomodar.

Eu olhei em seus olhos, e vi que ele não queria ser intrometido, ele estava apenas preocupado.Aquele anjo estava preocupado comigo, um caso perdido, e depois de muito tempo eu me senti feliz, por alguém que nem sequer me conhece, que não sabe que eu sou se preocupa comigo.

- Eu estou irritada um pouco irritada, porque você, um anjo, - ele sorriu ao ver como eu o classificava- se preocuparia comigo alguém que não vale nada, que tem o coração ferido e magoado, que não serve para mais nada. E acima de tudo, eu não confio na pessoas, em ninguém.

- Se eu sou um anjo, como dissesses  que sou eu estou aqui para curar o seu coração, para fazê-la sorrir novamente e confiaras em mim, como já confia. - eu sabia que era verdade, por algum motivo eu confiava nesse anjo, nesse estranho.

- E como fará isso?- o desafiei, eu dei um singelo sorriso.

- Eu tenho minhas armas. - ele sorriu de forma linda.- Eu preciso ir, adeus.- ele se levantou e eu me levantei juntou.

- Eu não sei seu nome. - eu o segurei pelo pulso.

- Você saberá se for necessário. - ele disse e partiu.Eu me senti novamente fria, ele parecia me aquecer, eu subi na minha égua e parti.

Eu iria para casa e minha vida voltaria a ser o que era antes, mas minha mente conservaria viva as lembranças desses poucos minutos que eu tive com meu anjo.

Capítulo 13

Um jantar interresante

Eu voltei cavalgando para casa, e durante algum tempo eu fique absorta do mundo que me cercava. Minha mente estava cheia de perguntas e nenhuma resposta.Quem era aquele ser?Que parecia ser tão humano, mas ao mesmo tempo tão surreal.

Quem era aquela pessoa que parecia tão humano, mas tão angelical?Eu guardei todos os traços de sua beleza, seus cabelos acobreados e desgrenhados, sua pele que me parecia ser tão macia, e seus olhos verdes. Aquele ser não me parecia estranho, mas de onde eu conhecia ele?

Apesar de ele ser completamente lindo, tão belo, não era isso que mais me chamava atenção. Era o fato de que ao seu lado meu coração inflava de alegria, de esperança, meu coração batia acelerado a ponto de querer sair pela boca.Porque ao seu lado eu me sentia assim tão...tão...feliz?

Eu não conseguia responder nenhuma dessas perguntas.

Eu havia chegado a casa, e Luccas havia aparecido para pegar o meu cavalo.

- Obrigada. - eu agradeci e fui para casa.

Isabel, minha mãe de criação, apareceu na porta, para me receber.

- Parece feliz, minha criança?- ele disse, quando viu o sorrido em meu rosto.

- Um pouco. - fui imparcial, para os outros eu ainda tinha de ser fria, por mais que não gostasse disso.Eu não suportava a idéia de ter alguém me controlando.Eu odiava ser essa Isabella, eu queria poder ser aquela Isabella que fui um dia, doce, meiga, mas eu não podia, eu não suportaria a dor de ver meu coração despedaçado.

Alem disso qualquer um naquela casa poderia saber da minha vida, e eu não tenho que dar satisfações a ninguém.

- Vamos subir, eu tenho de arrumá-la para o jantar. - ela disse, pegando minha mão e me puxando escada acima.

- Isso é necessário?- eu perguntei meio irritada, meio aborrecida. Porque eu tinha que participar de algo que eu não queria?

- Vamos, Isabella, faça esse favor para mim, sim?- ela pediu, subindo as escadas comigo.

No quarto, eu tirei minhas roupas, e coloquei um roupão e fui até o meu guarda-roupa. Peguei um vestido preto, longo, mas, de alguma forma,elegante.Fui a minha penteadeira e Isabel apareceu atrás de mim, escovando meus cabelos.

- Posso saber o motivo de tanta felicidade?- ela perguntou, enquanto prendia meu cabelo em um coque alto.

- Eu conheci um anjo. - eu respondi, sorrindo.

- Isso é bom, espero que ele ilumine sua e a faça feliz. Você merece.- ela colocou um arranjo feito de prata com pequenas esmeraldas em meu cabelo.

- Isso é impossível. -respondi irritada.- Eu sou viúva, e  estou amaldiçoada a isso para sempre.

- Você é viúva, mas não está morta. Tenho certeza que o senhor de Jacob- que Deus o tenha- gostaria que a senhora fosse feliz.

- Mas eu não posso. - eu persisti.

- Porque não?Você é jovem, linda e tem saúde, o que a impede?

- O fato de eu não ter um coração que possa amar a ninguém, nem mesmo uma planta. - eu gritei.Me levantei e coloquei meu vestido, negro e longo,um conjunto de brincos e um colar de esmeralda.Borrifei perfume, e respirei fundo, como forma de me preparar para aquele jantar.

Não havia me dado conta de que tinha demorado tanto, o jantar não era grande, apenas duas famílias, os Volturis e os Cullens.

Eu não gostava muito da família Volturi. Basicamente a família era forma de três irmãos, Aro, Caius e Marcus.Todos eles moravam em um único terreno, seus pais eram mortos e eles comandavam suas industrias com mãos de ferro.

Aro era casado com Sulpicia, e juntos tinham dois filhos Alec e Jane, eram muito pequenos e tinha ambos um rosto angelical, mas eles não em enganavam eram umas víboras.

Caius era casado com Athenodora e tinha três filhos, Afron, Heidi e Renata. E por algum motivo Caius me dava medo, seus olhos pareciam estar sempre recheados de ódio.

Marcus era viúvo, e tinha dois filhos muito educados Felix e Demetri. Marcus era muito quieto.

A família Cullen era um exemplo de família. Era uma família muito educada e culta, era o Dr.Cullen e sua esposa, Esme.Eles tinha três filhos, Rosalie, Jasper e o mais novo, cujo o nome não me recordo.Ambos muito belos e muito tranqüilos.

Eu desci as escadas e fui à sala de recepções.

E não pude acreditar em quem vi o meu anjo, reunida a família Cullen.

Ele estava lindo, suas roupas eram negras que em contraste a sua pele, o deixava ainda mais belo, seus cabelos penteados e seus olhos verdes brilhando com intensidade.

Seria ele um Cullen?

Demetri apareceu ao meu lado, com um sorriso lindo.

- Está incrivelmente bela essa noite, Isabella. - ele disse, e beijou minha mão num gesto Cortez.

- Obrigada. - eu sorri para ele e tentei soar verdadeira.

- Vinho?- ele me perguntou, oferecendo uma taça.

- Aceito. - apesar de estar falando com ele, eu estava olhando para o meu anjo, quando ele me viu ele sorriu, um sorriso lindo e eu só pude sorrir em resposta.

- Com licença. - eu disse, andando em direção aos Cullens.

Eu cheguei à pequena reunião da família, todos conversavam de forma animada.

- Isabella. - disse Esme, ela era a matriarca da família, sua pele branca, seus cabelos castanhos e seus olhos castanhos era uma beleza frágil, como se ele fosse uma linda boneca.

- É um prazer revê-la. - eu a abracei.

- Conhece o nosso filho Edward. Edward estava na Espanha a alguns anos.- então esse era o nome do meu anjo.Edward.

-É um prazer conhecê-lo, Edward. - eu disse, com um pouco de raiva, porque ele não me disse seu nome antes?

-Digo o mesmo, Isabella. - ele disse, e sorriu, um sorriso cheio de significados, eu sabia que ele jogaria comigo, o que ele não sabia era que eu era uma excelente jogadora.

- O jantar está servido. - anunciou minha mãe.

Eu fui até a mesa e me sentei, de frente para ele. E durante todo o jantar me manda olhares com significados, olhos que eram quase sedutores, olhares enigmático.

E cada vez que Le me olhava, eu sentia meu corpo ferver, o ar faltar em meus pulmões, por que isso está acontecendo comigo?

Depois os casais foram dançar.

- Me daria à honra?- ele pediu, como um perfeito cavalheiro, como se ele não fosse perfeito em todos os sentidos.

- Com todo o prazer. - eu disse e sorri.Ele pegou minha mão e me guiou até o centro do salão.E quando sua mão tocou a minha, eu me senti em choque.O que deu em mim hoje?

- Então é esse o seu nome?Edward?

- Então é esse o seu nome?Isabella?- ele rebateu maldito seja.

- Porque não me contou?- eu perguntei, irritada.

- Por que não achei necessário. - ele disse, tranqüilo demais, ele queria me irritar e estava conseguindo.

- Eu não sabia que você era um Cullen?- pelo menos não lembrava.

- A muito sobre mim que você não sabe.

- Quando vai me contar?

- Quando confiar em mim. - ele me girou.

- Eu confio. - disse, a mais pura verdade.

- Veremos. -ele disse e riu.Me rodopiando pelo salão.Eu me senti como uma folha ao vento, tão livre.

- Por que você é sempre tão enigmático?-

- Porque eu quero que você me desvende, eu serei aquilo que precisar que eu seja.

- Se eu precisar de um amigo. - eu supus.

- Eu serei o melhor amigo do mundo. - ele sorri.-Mas eu preciso saber o que você realmente deseja?- ele depositou toda a força de seus olhos verdes sobre mim, e minha mente teve seus pensamentos embaralhados. E como sempre, eu acabei falando a verdade.

- Eu preciso de alguém que me ame.

- Por que você precisa disso?- ele perguntou incrédulo. - Você é cercada de pessoas que a admiram.

- Sim, todas elas me admiram, mas ninguém me ama. Quando eu mais precisei dessas pessoas, elas só diziam” meus pêsames” e choravam falsas lagrimas.Eu não preciso disso.

- Isso não é verdade, existem pessoas que te amam.

- Me prove. - eu pedi, irritada.- Me responde uma coisa?Porque você se preocupa comigo?

- Porque sim. - mais uma vez uma resposta incerta.- A quanto tempo eu te conheço?- ele perguntou ainda tranqüilo.

- Tempo suficiente para me irritar. - eu respondi, ma na verdade eu sabia que não estava irritada com ele.Ele apenas me fazia ver coisas que eu escondia de mim mesma.

Ele balançou a cabeça.

- Desde quando eu te conheço?- ele perguntou.

- Desde hoje, à tarde, no parque.

- Mentira, eu a conheço desde que tinha dez anos de idade, e eu não houve um único dia em que não pensei em você.

- O que você quer dizer com isso?- eu perguntei confusa, irritada.

- Eu não quis dizer nada. - e seu tom de voz, pela primeira vez se alterou, se tornou mais nervosa, como se ele tivesse dito o que não deveria.- Eu tenho de ir.- ele me soltou, mantendo nossos corpos distantes.

- Então é assim, você fala e me deixa cada hora mais confusa?- eu perguntei, colocando as mãos na cintura.

- Ache suas respostas, porque eu já tenho a minhas. Adeus, Bella, ou até logo.- ele sorriu, aquele sorriso que fazia meu coração acelerar.E eu não me importei com o fato de ele ter usado meu apelido.

Ele partiu e eu subi as escadas, sem me importar com o fim da festa.

Eu me joguei na cama, e comecei a pensar em tudo o que ele havia me dito. O que eu senti por Edward Cullen?O que ele queria comigo?Porque eu já sentia sua falta?Porque eu queria ter ele me abraçando agora e me dando todas as respostas da minha vida?

Por quê?Por quê?

Eu fechei os olhos, a fim de que eu pudesse dormir, mas nada. Minha mente parecia querer apenas saber dele.Eu não percebi o tempo passar.

Eu me levantei, e andei em direção a varanda. E olhei a noite escura, tudo extremamente silencioso.

Eu escuto os arbustos se mexendo.

- Quem está ai?- eu pergunto, ao vento.

- Sou eu. - eu conheço essa voz.

publicado por Twihistorias às 21:00

3 comentários:
Gostei muito,parabéns!
Marcela Thomé a 4 de Junho de 2013 às 13:46

Gostei muito,parabéns!
Marcela Thomé a 4 de Junho de 2013 às 13:46

Adorei, quando vais voltar a publicar?
Bella a 12 de Junho de 2013 às 20:10

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