23
Jul 13

Capítulo 15

O primeiro beijo

Eu cavalguei em direção ao parque, logo após eu ter acordado e me arrumado. Eu precisava dizer todas as respostas a Edward.

Quando lá cheguei, Edward estava sobre o carvalho, o mesmo de ontem, eu desci do cavalo e ele se levantou me ajudando a descer.

- Oi. - eu disse, o sorriso estampado em meu rosto.

-Oi. - ele respondeu, sorrindo.- Eu senti sua falta.- ele confessou.

- Eu tambem senti sua falta. - como é possível estar longe de alguém por apenas algumas horas e sentir saudade?

-Eu tenho respostas para as suas perguntas. - eu disse, indo direto ao assunto.

- Fale e eu estarei lhe ouvindo. - ele disse, com seriedade.

- Eu não vou enrolar, já perdi tempo demais da minha vida, o que eu lhe disser agora parece tão impulsivo, mas é a verdade. - eu dei uma pausa e respirei fundo.- Eu sinto que eu amo, eu sei o que eu amo.Eu sei que não o conheço a tanto tempo, mas é como me sinto.Mas eu não posso enganar a mim mesma.O que sente por mim?Você me ama?- eu lhe dei um ultimato.

- Se eu a amo?Eu te amo, Isabella Swan. Como poderia não amá-la?Sua pele é branca como a neve, e macia como as penas de uma ave exótica, seus cabelos são como seda, como se cada fio foi cuidadosamente desenhado, sua voz é como um canto de um pássaro, hipnótico, sua beleza causa inveja até mesmo em Afrodite. Seus olhos são escuros, e igualmente claros a minha visão, por que através deles eu posso ver um coração, que acima de tudo é puro. Como poderia não amá-la?Sou humano demais para não amar um anjo.

Suas palavras foram as mais belas que alguém já me disse, eu me joguei em seus braços e o abracei e ele me abraçou em resposta. Eu senti o amor que irradiava dele, me esquenta, esquentar meu coração.

- Eu tenho de ser honesta com você, Edward. Eu não sou um coração moldável, eu sou um coração ferido, um coração que não poderá apagar o passado para viver um futuro pleno.

- Eu não me importo. Desde que era pequeno, eu sonhava com o dia em que casaríamos, teríamos filhos, seriamos uma família, viveríamos juntos até a hora de nossa morte.- o seu sonho, durante alguns segundos, passou a ser o meu sonho.

- Eu não posso lhe proporcionar isso, eu sou viúva Edward, não vou poder me casar com você, não poderemos viver juntos para sempre. Eu só lhe disse que te amo para que soubesse, mas não existe futuro para nós.

- Porque não existe futuro?Somos jovens e nós amamos nada poderá ser contra nós.

- Eu não posso fazer isso, Edward. Eu não posso te prometer algo que não posso cumprir.Eu não lhe posso prometer um futuro feliz, quando o meu destino é ser infeliz.- eu coloquei a mão no seu rosto, tentando lhe reconfortar.Eu pensei que ele teria raiva de mim e tiraria a minha Mao de seu rosto.Era o certo que ele fizesse, eu estava destruindo o seu futuro.

Ele colocou a Mao no meu rosto, meu quente se aqueceu com esse pequeno ato, ele abaixou a cabeça no intuito de beijar.

- Não podemos fazer isso, Edward. - eu sussurrei.

- Shhhh. - ele me silenciou, seu lábios tocaram os meus e meu corpo ferveu.Seus lábios eram macios e mornos.Eu movi meus lábios, temerosa, ele me acompanhou.

Uma de suas mãos foram em direção aos meus cabelos soltos e a outra foi para minha cintura, aproximando nossos corpos. Eu coloquei minhas mãos em seu pescoço, mantendo nossos corpos ainda mais juntos, como se eu quisesse que nos fundíssemos.

Eu movia meus lábios de forma lenta, sem saber o certo o que fazer. Aquele era o primeiro beijo perfeito, com o mais perfeito dos homens.Eu esqueci de tudo ao meu redor me concentrando apenas em nós.

Eu entreabri meus lábios, sentindo seu gosto em minha língua, ele passou a língua pelos meus lábios entre abertos e eu me afastei, não permitindo que aquilo fosse longe demais.

Eu estava arfando quando disse:

- O que fizemos é errado.

- Por que é errado?Nós amamos e estamos demonstrando isto um ao outro. - ele se defendeu.

E eu sabia que ele estava certo. Nada do que fizemos é errado, se olharmos pela ótica do amor.

- Edward você é jovem, deveria estar procurando uma esposa para construir sua família, já eu estou destinada a viver uma vida triste e solitária. Eu estou destruindo o seu futuro.- eu disse, chorando, eu era idiota, eu estava dando adeus a minha felicidade.

Ele me abraçou, seu abraço era reconfortante. Ele sussurrou em meu ouvido:

- Você não está destruindo meu futuro, você o está construindo. - ele me puxou em seus braços e eu me sentei, sobre o carvalho, no meio de suas pernas.Seus braços em torno do meu corpo.

E pelas próximas horas eu esqueci que o que estava fazendo era errado. Eu esqueci do mundo ao meu redor.Tudo era apenas eu e Edward.Eu esqueci que tinha uma vida infeliz, esqueci que Jacob morreu e deixou meu coração sangrando.

Minha mente se concentrou apenas em mim e em Edward e naquele pequeno momento de felicidade, entre tantos momentos de tristeza.

Capítulo 16

Vivendo um amor, sentindo a felicidade

Eu estava vivendo um momento de felicidade. Um momento, onde o resquício de esperança existente em meu peito parecia existir, como nunca existiu.Eu sabia que toda essa mudança repentina, tinha um nome:Edward.

Ele foi capaz de me transformar em poucos dias, e capaz de deixar em mim a felicidade que eu sempre sonhei viver ao lado de Jacob.

E era esse o problema. Jacob ainda parecia ter uma grande parte de minha  mente, uma grande parte do meu coração.Eu queria por um momento esquecer todos os planos que construí com Jacob.O futuro estava ai, sobre meus olhos, e eu queria viver esse futuro ao lado de Edward.

Mas algo em impedia de seguir esse futuro. Algo em mantinha presa aos sonhos com Jacob, as pessoas que não se importavam comigo, algo me mantinha presa a Isabella fria que eu fui.Era os resquícios da barreira que eu havia construído a quase um ano atrás.

Eu queria me livrar da barreira. A barreira que eu havia construído para me livrar da dor, eu não precisava mais dela.Daqui pra frente, eu construiria um novo futuro, o futuro que eu mereço.

Eu deixava que esses pensamentos preocupantes invadissem minha mente, quando eu não estava perto de Edward. Eu não estragaria os pequenos momentos que víamos juntos com isso.Sempre nos encontrávamos no parque, as escondidas- e eu odiava isso. Trocávamos juras de amor, juras eternas a tudo. Juras inquebráveis. Edward me beijava, beijos castos, mas que tinham o poder de fazer meu corpo ferver.

Com o tempo, os dias se passando, eu percebi que não nutria apenas amor e carinho por Edward. Existia uma paixão, uma paixão avassaladora, que fazia meu corpo desejar o corpo dele de formas que me eram desconhecidas.

Era tarde, o céu estava azul e com poucas nuvens, o sol brilhava glorioso, e o vento soprava na primavera. Estávamos sobre os galhos do carvalho, eu estava no meio das pernas de Edward e seus braços me abraçavam. Não falamos nada, apenas fitávamos o horizonte, e desfrutávamos do calor de nossos corpos próximos.

- Eu te amo. - ele sussurrou em meu ouvido, a sua voz de anjo pareceu aquecer meu corpo.Eu me sentia protegida e amada.

- Eu te amo. - eu sussurrei, fitando seu rosto.Seus olhos verdes brilhantes me olhavam como se eu fosse a coisa mais preciosa em seu mundo.

-Sabe com o que eu sonho todos os dias?- ele perguntou.

- Não. O que você sonha?- eu perguntei, de volta, curiosa.

- Eu quero que um dia nos mudemos daqui, nos casemos, tenhamos muitos filhos e envelheceremos juntos. - ele disse, simplesmente. Sua voz calma e tranquila.

Eu pude sonhar o mesmo que ele e desejei que esse sonho se concretizasse. Que um dia nós pudéssemos nos casar viver juntos cercados de filhos. E eu envelheceria ao seu lado, nossos dedos enrugados entrelaçados sobre uma cama, e daríamos nosso ultimo suspiro, dando adeus à vida.

Mas como eu faria isso, se eu não podia me casar novamente?

E então de repente, num flash de memória, eu me lembrei. Eu tinha me casado com Jacob, de acordo com as leis dos homens e de acordo com as leis de Deus,mas nós não consumamos o nosso casamento; nos vivíamos juntos, deitávamos no mesmo leito, mas não trocamos nem se quer um beijo, quanto mais nos entregarmos aos desejos do nossos corpos.

Uma esperança surgiu em meu peito, se houvesse uma possibilidade de eu e Edward estarmos juntos, para sempre. Eu faria tudo que estivesse ao meu alcance para que isso acontecesse.

- E se eu lhe disser que existe uma possibilidade disso acontecer. - eu disse, a minha voz estava esperançosa.

- Como você vai fazer isso? Você já foi casada, e não poderá se casar novamente. - eu podia perceber um pouco da felicidade que estava surgindo nele, apenas na idéia de se casar comigo.

-Eu não lhe contei toda a historia da minha vida. Não é uma historia bela, eu sofri muito Edward, apesar de tão jovem. -eu fiz uma pausa e respirei fundo.-Eu nunca tive uma família, minha mãe mal cuidava de mim. Ela só tinha olhos para meu pai, toda a sua atenção e o seu tempo para ele. Meu pai vivia para os negócios, eu só tinha a Jacob e a Isabel. Jacob era meu vizinho, eu pulava o muro para vê-lo. Eu o amava tanto, Edward. - eu suspirei, lembrando dos momentos felizes que vivi. Quando eu fiquei com dezesseis anos, meus resolveram que eu tinha que me casar. Eu conheci alguns rapazes, mas nenhum deles me chamava atenção. Um dia, Jacob resolve se casar comigo, como uma forma de me salvar da pressão que meus pais faziam sobre mim. Nós nos casamos e eu sabia que Jacob era apaixonado por mim, mas mesmo assim, ele me respeitou, não trocávamos nenhum um beijo se quer. E acabou que ele se foi, e eu não tive tempo de ama-lo.

- Eu sinto muito. - ele disse com a voz sentida.

E eu não retruquei, sabendo que suas palavras eram verdadeiras. Eu sabia que Edward não sentia ciúme de mim com Jacob-apesar de ter sido a muito tempo. Ele sabia que Jacob era uma parte do meu passado e que sempre faria parte da minha vida.

-Eu tenho um plano. - eu disse, voltando sua atenção ao inicio da conversa.-Eu irei falar com o padre, e pedir que ele nós abençoe e iremos fugir para qualquer lugar. E viveremos finalmente a nossa vida juntos.

- Você tem certeza disso?- ele me perguntou, me dando a ultima chance de mudar de ideia.

-Tenho. Eu não posso viver mais um segundo que seja sem você, minha família não significa nada para mim. - eu disse, fitando seus olhos verdes.

- Eu não valho tudo isso. - ele disse, me olhando enquanto seus dedos passavam suavemente em meu rosto.

- Você valhe muito mais. Você é minha vida, Edward. - eu disse.

Ele me beijou, fitou meus olhos e disse:

-Isabella Swan, você aceita se casar comigo?- ele perguntou, serio.

-Aceito. - eu respondi, sem hesitar. Ele pegou minha mão, e beijo a ponta de cada um dos meus dedos. Então ele me beijou, seus lábios se moviam lentamente sobre os meus.

-Me prometa algo?- ele me pediu contra os meus lábios.

-Tudo o que você quiser.

-Tente conversar com seus pais, tenho certeza que eles irão te entender. - ele pediu gentilmente, sua voz serena e tranquila.

-Não, eles não se importam comigo, Edward. Eu já tomei minha decisão, irei falar com o Padre logo amanha, irei pedir a benção dele para nós e iremos fugir, para vivermos em paz.

-Espero que não se arrependa. - ele disse.

-Nunca. – eu respondi, selando com aquela palavra outro momento da minha vida.

publicado por Twihistorias às 18:00

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