17
Dez 13

 

Capítulo 17

Lutando pelo meu futuro

Eu não havia percebido que o sol tinha nascido eu estava tão ansiosa para começar os planos para o meu futuro. Eu queria me casar logo com Edward e iniciar ao lado de Edward o futuro que eu sempre quis.

Eu havia me vestido depressa, e descido para encontrar meus pais. Eu me sentei-me à mesa, e meus pais estavam sentados, sem trocar palavras e nem olhares; eram apenas dois estranhos dividindo uma refeição.

Eu me sentei da forma mais silenciosa possível, coloquei o guardanapo sobre meu colo e me servi.

-Bom dia. -minha mãe disse e sorriu. Eu sorri de volta, não podendo controlar os meus sorriso de felicidade.

Meu pai não me dirigiu a palavra e eu já estava acostumada com isso. Ele não me amava e eu era apenas um fardo em sua vida. E sabia disso.

Comi rapidamente e sai em direção do parque onde eu me encontraria Edward. Peguei o cavalo e cavalguei, me sentindo como um anjo que poderia voar.

Edward já estava esperando por mim, sobre o nosso carvalho. Eu corri para seus braços, encurtando a distancia que me separava do meu amado. Eu o abracei e respirei fundo, aspirando o seu cheiro, um cheiro que me tranquilizava, um cheiro que tinha o dom de me fazer esquecer de tudo.

Eu fitei seus olhos verdes-que parecia ter um brilho fora do normal desde que eu tinha o beijado- e eu me perdi naquele meu pequeno paraíso. Eu pude ver sua alma e seu coração, como se ele fosse transparente para mim da mesma forma que eu era para ele.

Eu me aproximei lentamente, percorrendo cada centímetro que distanciava nossos lábios. Eu podia sentir sua respiração quente em meu rosto e então, a corrente elétrica percorreu meu corpo quando eu toquei nossos lábios. Eu passei as mãos em seu pescoço, e movi meus lábios com os deles.Eu não tinha medo, eu tinha desejo.Eu queria beija-lo até faltar ar em meus pulmões e além disso eu queria beija-lo para sempre.

Eu me distanciei dele, e senti meu rosto corar.

-Bom dia. -eu finalmente o cumprimentei.

-Bom dia.

- Eu irei falar com o Padre hoje ao final da tarde. - eu queria ter feito isso pela manha, mas era perigoso. Pela manha, as senhoras iam a igreja rezar e isso dificultava o que eu gostaria de pedir ao Padre.

-Você tem falar com seus pais também, Bella, você me prometeu. -ele exigiu.

-Eu falarei. -respondi a contra gosto e cruzei os braços no peito.

-Ei!Eu não quero você triste, e nem aborrecida. -ele pegou meus braços e descruzou de meu peito. Ele sorriu para mim, um sorriso contagiante, eu sorri para ele.Eu não fiquei aborrecida com ele, eu não queria falar com meus pais apenas.

-Você me ama?-ele me perguntou, me prendendo com os olhos.

-Eu te amo, muito. Mais do que tudo nesta vida. -eu respondi, sem nem se quer pensar.

Ele pegou uma pequena caixa no bolso da calça e abriu para mim. Eu perdi as palavras.

-Case-se comigo, Bella. - não foi uma pergunta, era algo extremamente concreto para que ele tivesse que me perguntar.

Eu fitei o anel de ouro, com uma pequena pedra de diamante no centro. Era simples e belo, parecia tão perfeito e delicado.

-Sim. -eu disse, jogando meus braços ao seu redor, a felicidade que eu sentia parecia irradiar de meu corpo. -Eu me casarei com você.- eu o beijei.

-Eu lhe prometo fazer feliz, prometo ser tudo o que você desejar e se for necessário lhe darei minha vida. -ele disse enquanto colocava o anel em meu dedo anular.

Eu peguei seu rosto em minhas mãos, o olhei profundamente e disse:

-Eu lhe prometo fazer feliz, prometo ser tudo o que você desejar e se for necessário lhe darei minha vida. - eu o beijei de leve. -Eu o amo tanto Edward, tanto.Eu farei tudo como combinamos, falarei com o Padre, falarei com os meus pais, quem sabe ele nos abençoe para que sejamos felizes? Mesmo que eles não nos abençoem, eu serei feliz, eles deixaram de serem meus pais quando eu deixei de ser a filha deles e passei a ser aquela que faria o melhor acordo financeiro. Iremos nós casar e fugir, e seremos felizes.

-Isso parece perfeito. -ele disse.

-Só será perfeito quando estiver concreto.

E passamos as próximas horas planejando cada passo. Edward havia providenciado as alianças e a certidão de casamento. Se pudéssemos nós casaríamos no outro dia no final da tarde, passaríamos a noite em uma pequena cabana que tinha no meio da floresta-que tanto eu quanto Edward conhecíamos- e depois partiríamos para a França.

O tempo passou e eu tinha que ir para casa, almoçar e depois tentar me distrair com algo enquanto os ponteiros do relógio se moveriam lentamente. Eu fiquei de pé, o puxando pelas mãos.

-Eu tenho que ir. -anuncie.

-Eu não quero te deixar ir. - ele me disse, passando a mão pela minha cintura e chocando nossos corpos.

-Eu gostaria de passar todo o meu tempo com você, cada hora, cada minuto e cada segundo. - eu deitei minha cabeça em seu ombro e circundei seu corpo com meus braços. -Eu te amo.- eu sussurrei.

-Eu te amo. - ele acariciou meu rosto, seus dedos criaram um pequeno rastro de fogo que eu estranhei.

Eu em soltei de seu corpo dei um passo para trás e toquei seus lábios. Ele pegou minha cintura e aprofundou o beijo, seus lábios se movendo de forma urgente sobre os meus. Meu coração batia acelerado e minha respiração estava ofegante, quando eu finalmente o soltei.

-Eu tenho que ir. -disse novamente, e lhe dei um beijo leve. Corri em direção ao cavalo e montei, correndo em direção a minha casa. Eu estava pensando na minha manha com Edward quando eu cheguei a minha casa, entreguei meu cavalo a Luccas e andei em passos lentos até a grande porta de madeira. Eu não havia percebido o quanto a casa era triste, o quanto ela era apenas alguns tijolos montados para serem uma casa.

Eu entrei e encontrei minha mãe comendo sozinha e em silencio, em pai não estava em casa-o que era muito comum. Eu em sentei ao seu lado e comi, sem trocar nenhuma palavra com ela. Eu amava em minha mãe-apesar de ela não me dar motivos para isso- era mais como um extinto, ela havia minha dado a vida por nove meses e cabia mim apenas ama-la.

Mas o fato de eu ama-la não mudava o fato de que eu sentia pena dela. Ela amava um homem que só sabia pensar no seu trabalho, cuidava para manter uma faixada de mulher feliz. Era como se ele vivesse em uma eterna peça de teatro. Eu gostaria de poder dar forçar para ela mudar tudo em sua vida e encontrar alguém que ela amasse.

Eu comi o mais rápido que pude, joguei o guardanapo sobre a mesa e subi para o meu quarto. Eu lia um livro qualquer, contando os minutos para chegar a hora próxima ao pôr-do-sol, quando eu poderia sair.

Eu tomei um banho rápido, e vesti um roupão felpudo. Abri meu guarda-roupa e passava os cabides de um lado para o outro, procurando uma roupa para usar. Eu escutei um baque surdo, um pacote havia caído no chão, eu abaixei e peguei. E senti meus olhos marejarem ao constatar o que ela. Eu soltei a fita e peguei o vestido azul que Jacob havia me dado. Uma lagrima despencou de meus olhos, e eu a sequei com as pontas dos dedos.

Eu me sentei na cama e abracei o vestido, sentindo como se Jacob me abraçasse. Eu estava mentindo para mim mesma. Eu amava Edward, e esse amor preenchia a maior parte do vazio de meu peito;mas havia uma parte que Edward não conseguia preencher.Eu sentia falta do seu calor, do seu carinho, do seu amor, um amor de irmão e de amigo.

Eu dobrei o vestido novamente, e tomei a decisão de me casar com ele. Seria uma prova de cumprir a promessa que havia feito a Jacob.

Eu vesti meu vestido negro e me sentei na penteadeira, eu desfiz a trança, deixando meu cabelo ondulado. Eu o escovei e me fitei no espelho; eu estava feliz. Existia em meus olhos castanhos um brilho de felicidade, minha pele parecia mais macia e meu sorriso mais espontâneo.

Eu coloquei um véu sobre os cabelos, vesti minhas luvas e peguei minha bolsa, calçando meus sapatos. Eu desci, e minha estava no fim da escada me esperando.

-Aonde você vai, Bella?- minha me perguntou, enquanto eu desci as escadas.

-Para a igreja. - eu respondi.

-Há esta hora?-ela perguntou espantada.

-Eu prefiro. -respondi e não esperei que ela disse-se mais nenhuma palavra e sai pela porta. Fui andando, pela distancia ser curta. Eu via as arvores que ladeavam a estrada de terra. A brisa batia em meu rosto e acariciava a minha pele.Eu sorri, vendo que tudo parecia mais belo quando se amava.

Eu entrei na pequena igreja que ficava isolada do centro da pequena cidade Italiana, e pude ver o silencio tranquilizador. As paredes eram escuras e eu pude fitar a imagem de cristo na cruz iluminada por vela. Fiz o sinal da cruz ao entrar na igreja e me ajoelhei, rezando como há muito tempo não rezava. Depois me levantei, andando em direção à sala onde o padre ficava a maior parte do tempo.

Eu entre lá, e fitei o senhor vestido de batina sentado em frente à mesa de carvalho escura. Ele tinha a pele morena, os cabelos grisalhos e olhos escuros. Era um homem bondoso e que diferente da maior parte do clero da igreja era o que um padre deveria ser. Um líder religioso, alguém que levaria a palavra de Deus aos seus fieis. Ele olhou para cima e sorriu, eu sorri de volta, um sorriso doce. Ele afastou a cadeira e se levantou, andando alguns passos para minha direção.

-Sua benção, padre. -eu disse com a voz tranquila e doce.Eu me sentia em paz, como a muito tempo não em sentia.Eu podia sentir a áurea de paz que o envolvia, algo tão bom, tão tranquilizante.

-Deus te abençoe, minha filha. -ele disse, com a voz grossa e estrondosa, mas ainda assim calma e baixa.

-Eu precisava tanto falar com o senhor, padre. -minha voz estava desesperada pelo medo.

- Em que posso ajuda-la?-ele pergunta tranquilo, com uma paz imaculada.

- Lembra-se de quando eu era casada com Jacob?-eu perguntei, esperando que essa fosse a melhor forma de começar essa conversa.

-Claro que me lembro, você e o senhor Black vinha à missa todos os domingos. -e sua lembrança se tornou a minha lembrança.

Todos os domingos era a mesma rotina, acordávamos antes do sol raiar, nós arrumávamos lentamente e descíamos as escadas de mármore para tomarmos o nosso dejejum, ele pegava a minha mão e eu sentia o calor que irradiava no seu corpo.

Ele pegava meu braço e andávamos lentamente em direção à igreja, conversando sobre situações da vida e momentos da nossa infância.

-Lembra quando você subiu naquele muro do vizinho?-ele perguntou, entre risos. E eu me lembrei.

Eu era pequena, e ainda me lembro do sol irradiando em meu vestido amarelo de algodão, enquanto eu ria por estar vencendo uma corrida contra Jacob. Eu pulei o muro do vizinho, mas ele nem sequer se importava-já estando acostumado com as minhas invasões em seu quintal e o roubo de algumas frutas de sua arvore- eu escalei o muro e corri para cima de uma macieira.

Jacob chegou minutos depois, esbaforido e eu estava sentada em cima de um longo e grosso tronco da arvore, eu mordi minha maça e balancei meus pés, como se estivesse cansada de espera-lo. Peguei mais algumas maças e usei a saia de meu vestido como cesta, eu desci da arvore sem me preocupar com o fato de que eu estava completamente suja.

Nós sentamos sobre o muro e comíamos nossa maça, sem me preocupar com o tempo e com absolutamente nada.

-Lembro. -eu disse e sorri com a lembrança.

Chegamos finalmente à igreja e nós sentamos nos primeiros bancos. Nós íamos à missa todos os domingos, ouvíamos a palavra de Deus e comungávamos. E eu rezava. Pedindo para que eu pudesse amar Jacob como ele me amava, ou se não mais. Pedia para que eu pudesse fazê-lo feliz como ele me fazia feliz. Eu pedia para que um dia em pudesse fazer com Jacob o pacto que marido e mulher faziam  no ápice do amor.Eu pedia para que meu ventre rendesse frutos do mais puro amor.

Depois da missa voltamos para casa e almoçávamos, e logo após o almoço íamos ao parque. Às vezes íamos de carruagem, mas na maioria das vezes e íamos galopam. Jacob e eu cavalgávamos juntos desde que eu tinha meus treze anos de idade.

Certa vez, viajamos para a Toscana e não fazíamos outra coisa lá a não ser cavalgar pelas colinas verdejantes.

Quando chegamos ao parque, nós prendíamos os nossos cavalos e nos sentávamos sobre o carvalho. Ele fitou meus olhos e eu me vi presa aos seus olhos castanhos. Eu toquei seu rosto com a ponta nos dedos, criando um caminho da sua têmpora ate o seu queixo.

-Quando você vai se enjoar de mim?-eu perguntei minha voz tranquila e sem nenhuma intenção. Eu amava Jacob, mas esse amor não era o suficiente para nos fazer feliz. E eu em odiava por isso.

-Quando a terra deixar de existir. -ele respondeu, tocando em meu rosto e fazendo o meu rosto se aquecer com aquilo. Jacob parecia sempre que o normal, ou talvez meu coração fosse frio demais. Ele continuou a me olhar mais dessa vez algo diferente brotou em seus olhos, algo que eu não pude destinguir. Ele abaixou o rosto e seus lábios roçaram em minha pele, seu toque era suave demais, de uma forma que eu não podia sentir seus lábios traçando um caminho até o meu queixo. Ele beijou minha bochecha, quase alcançando meus lábios.

Ele iria me beijar, e eu não queria que ele fizesse isso. Se ele me beijasse, eu retribuiria e isso seria como dizer a ele que eu realmente o amava-da única forma que meu coração idiota teimava em não amar- e eu não iria cometer esse erro.

Eu virei à cabeça, e ele beijou o canto dos meus lábios.

-Eu não posso fazer isso. -eu sussurrei para ele.

-Eu não faria anda que você não quisesse. -ele disse e eu sabia que era verdade. Jacob só queria o meu bem. -Eu te amo.-ele disse para mim, sua voz cheia de emoção.

-Você sabe que eu faria tudo para que isso fosse o suficiente?- eu o questionei.

-Eu sei. -ele beijou meu pescoço e me abraçou.

E eu, naquela época, não desejava mais da minha vida do que manter aquela rotina.

Uma lagrima solitária caiu de meus olhos-o que sempre acontecia quando eu me lembrava de Jacob- e eu a sequei com a ponta dos olhos.

-Lembro, e sobre isso e que precisamos conversar. -eu me sentei na mesa, e ele me acompanho.

-Eu estarei te ouvindo e esse será um segredo de confissão. -ele disse, entrelaçou seus dedos e os pôs sobre a mesa, voltando sua atenção toda para mim.

Eu contei para ele todos os fatos da minha vida, sem poupar nem um detalhe: contei sobre a forma que vivia com os meus pais, sobre o que Jacob significava realmente para mim, como era o nosso casamento, o quanto sofri após a sua morte, como conheci Edward, a forma que eu tinha me apaixonado por Edward e os nossos planos de nos casarmos e sermos felizes.

-Você tem certeza disso?- padre perguntou, após eu contar os últimos detalhas do nosso plano.

-Eu tenho a mais plena certeza, eu tenho o direito de ser feliz. Eu devo isso a mim mesma.- eu falei decidida.

-Deus não pode separar aqueles se amam de verdade, aqueles que querem se unir em seu nome. -ele disse.-Eu darei a benção de Deus a vocês e vocês poderão ser felizes, mas lembre-se de que o que Deus uniu homem nenhum separa.

-Eu sei padre. -eu respondi, rapidamente.-Obrigada por me entender.-eu disse me levantando e arrumando o véu sobre meus cabelos.

-Não foi nada, me encontre no pôr-do-sol amanha tudo bem?-ele perguntou.

-Estaremos aqui. -eu disse antes de me despedir do padre, e partir.Eu praticamente corri até a minha casa, sabendo que meus pais estariam lá e eu não gostaria de  dar explicações.

Eu entrei em casa e respirei fundo, sabendo que precisaria disso, tirei o véu negro de meus cabelos e as luvas. Subi rapidamente as escadas até o meu quarto e joguei tudo sobre a cama. Fui até a penteadeira, e prendi meus cabelos soltos em um coque alto, coloquei um xale sobre os ombros e desci para jantar.

Meus pais estavam sentados, meu pai na ponta da longa mesa de carvalho, sentado em sua cadeira em uma postura que poderia ser considerada um rei. Ele não era novo, mas não era o que poderia ser considerado velho. Tinha os cabelos negros e alguns fios brancos no meio de seus grossos fios negros e sedosos. Ele tinha a pele branca e enrugada, seu rosto tinha algumas rugas e fortes linhas de expressão. Seu rosto parecia sempre ser o mesmo, duro, frio e calculista. Eu ouso dizer que Charlie nunca deu um sorriso, eu as vezes tinha a impressão de que ele não gostava de mim.Eu busco imagens da minha infância, e não me lembro de nenhuma lembrança onde meu pai me sentava em suas pernas e contava para mim alguma historia, eu não me lembro de rir e pedir por mais. Porque não eu não poderia me lembrar de algo que não aconteceu.

Minha estava seu lado direito, ela era tranquila e completamente apaixonada pelo meu pai. Ela tinha os cabelos arruivados, os olhos castanhos chocolate como os meus, ela tinha a pele branca e parecia incrivelmente jovem para ser minha mae. Ela nunca foi minha mãe, ela vivia apenas para o meu pai-e eu não podia culpa-la. Eles se conheceram muito jovens e minha mãe se viu perdida por um homem tão rico, e belo, eles se casaram e minha mãe ficou gravida de mim. Minha mãe me contava que meu queria um menino e eu o decepcionei por ser uma menina, minha mãe ficou doente algum tempo e a ela acabou se tornando estéril. Ela fazia de tudo para ver Charlie feliz, como isso fosse capaz de reparar a dor que Charlie sentiu por ela não poder ter lhe dado um filho homem, um homem para levar o sobrenome Swan adiante.

Eu me sentei à esquerda de meu pai e ele fingiu não perceber minha presença. Eu peguei o guardanapo e o abri sobre meu colo.

-Boa noite. -eu disse, como se com aquilo eu pudesse quebrar aquele silencio perturbador.

Eles não me responderam.

O jantar foi servido e comemos em silencio. No meio da nossa refeição, minha me olhou rapidamente sem desviar muita a sua atenção do prato.

-Você me parece mais feliz. -minha mãe disse.

-Eu estou feliz. -eu respondi, sem olha-la.

-Eu tenho uma noticia para lhe dar. -ele não esperou que eu disse nada.-Charlie Volturi deseja se casar com você.-ela soltou essa noticia.

Eu engasguei, e bebi um pouco de agua para que eu conseguisse engolir a comida e a noticia. Como eu me casaria com Demetri Volturi? E por quê?

-Eu não irie me casar com ele. - eu tentei responder calmamente, mas a minha voz tinha me traído.

-E por que não?-meu pai explodiu, levantou num rompante, movimentando a louça na mesa. -O que a impede? Você é viúva, e Jacob está morto e enterrado a tempo demais. Demetri a fará feliz e você me dará algum orgulho por tê-la como filha.

Eu respirei fundo, me controlando para não levantar minha voz.

-Eu não o amo. -tentei usar essa palavras para argumentar algo.

-Você não precisa ama-la, esquece que o amor existe. - sua voz estava mais fria do que eu me lembrava.-Case-se com ele, tenha filhos e retome sua honra. Faça isso para o meu bem e o de sua mãe. - e o seu orgulho falou mais alto.

Eu senti meus olhos se encherem de agua, de raiva. Por que eu teria de fazer algo pelo meu pai que não me amava, porque eu deveria arriscar todo o meu futuro?Eu sabia que não deveria fazer isso, que eu não deveria dar as costas para minha família. Mas não valia apena eu arriscar meus planos e meu amor por Edward por uma honra idiota que não em pertencia.

Eu respirei fundo e olhei para meu pai, sem medo e hesitação.

-Eu amo outro homem. - eu disse firme.

-Quem?- perguntou minha mãe, ansiosa para que fosse algum candidato bom o suficiente, na opinião deles.

-Edward Cullen. - eu disse simplesmente, bebendo um gole de vinho.

-O que?- eles perguntaram juntos, completamente surpresos. Eu sabia o porque.

Edward Cullen era o filho mais novo dos Cullens. Esme e Carlisle Cullen não eram  ricos, pelo menos não de dinheiro. A mãe de Carlisle morreu no seu parto e seu pai tinha um impresa. A empresa acabou falindo quando seu pai envelheceu e Carlisle acabou abandonando tudo para ser aquilo que sempre sonhou:medico.Esme foi uma de suas pacientes, após ele salva-la de um pneumonia que a levaria a morte. Eles se casaram e tiveram três filhos: Emmett, Alice e Edward. Emmett e Alice se casaram na mesma época com os gêmeos Hale.Carlisle não era rico-apesar de muitas pessoas se consultarem com ele- o motivo de sua situação financeira era devida ao fato de que ele cuidava de pessoas pobres que não podiam paga-lo. Ele vivia bem e não passava por dificuldades, mas não possuía muitas ações e uma vasta conta bancaria. Eu não ligava para isto, por mim ele era o melhor dos homens apenas por ter o melhor coração que eu conheci.

-Eu não acredito que você ama um Cullen. -meu pai disse, mesmo não tendo digerido a noticia.

-Por quê?Eu só posso amar alguém rico como Jacob?-eu perguntei, e eles silenciaram. -Eu acho que preciso lhe dizer algo antes que seja tarde demais.Eu não amava Jacob.-eu pude ver em seus rostos o quanto aquela noticia os abalara.-Não da forma que eu deveria ama-lo, ele era apenas o meu porto seguro, ele era tudo aquilo que vocês não puderam ser para mim.Ele era meu pai, minha mãe, meu irmão e meu melhor amigo. Ele foi à única pessoa que eu amei por muito tempo. E quando ele se foi eu morri com ele, eu me vi presa a uma dor insurpotavel. Eu criei um casulo para tentar fazer a todos felizes e eu só em vi mais infeliz.Edwrad foi a pessoa que me resgatou.- eu chorei e minha voz saiu engasgada.-Eu não devo nada a vocês, vocês não são nada de mim.Eu vou escrever a minha felicidade e vocês não vão fazer parte dela.- eu disse cada palavra de forma pausada. E eu me senti mais triste por ver que minhas palavras significaram nada para eles, meu pai continuava com a mesma expressão fia e calculista. E minha mãe estava com uma expressão decepcionada.

-Belo discurso. -meu pai finalmente disse.-Mas não muda o fato de que você se casara com Demetri.

Eu levantei da mesa com cuidado, em terminar minha refeição, joguei o guardanapo na mesa e virei às costas, andando em direção ao meu quarto.

-Volte aqui. -Charlie exigiu aos berros.

Eu me virei e os fitei.

-Eu não sou mais sua filha, Charlie. -eu disse, o que de alguma forma era verdade, em minha mente a única coisa que nos ligava era o sangue.-Eu não sou mais uma Swan, em breve eu serei uma Cullen.

Eu andei em direção as escadas, os saltos de meus sapatos bateram no chão de madeira.

-Volte aqui. -Charlie gritou novamente, mas eu estava longe demais para ouvir.Eu tranquei a porta atrás de mim e me joguei na cama.

Eu sorri vitoriosa e leve por ter dito tudo que sonhei aos meus pais, eu me senti tão corajosa e tão feliz. Eu me deitei e tentei dormir, sabendo que amanha eu começaria a traçar a minha felicidade, a minha felicidade eterna.

publicado por Twihistorias às 18:00

Dezembro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
13
14

15
16
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
O nosso facebook
facebook.com/twihistorias
Obrigatório visitar
summercullen.blogs.sapo.pt silvercullen.blogs.sapo.pt burymeinyourheart.blogs.sapo.pt debbieoliveiradiary.blogs.sapo.pt midnighthowl.blogs.sapo.pt blog-da-margarida.blogs.sapo.pt unbreakablelove.blogs.sapo.pt dailydreaming.blogs.sapo.pt/ http://twiwords.blogs.sapo.pt/
Contador
Free counter and web stats
blogs SAPO