16
Abr 11

Capítulo 20 - parte 2

 

Os nossos corações batiam freneticamente como se fossem explodir, a respiração era pesada e acelerada, os nossos corpos escaldantes estavam colados um no outro.

 

David percorria-me as costas com a ponta dos dedos o que me fazia estremecer levemente.

 

Deixei os seus lábios de fogo e comecei a percorrer lhe o corpo com eles, descendo lentamente beijando e mordiscando o seu peito nu até chegar à linha da cintura onde me demorei um pouco enquanto lhe desabotoava os calções.

 

Explorava cada centímetro do seu corpo desejando-o com todas as minhas forças.

 

Assim que voltei a beijar-lhe os lábios, David desapertou-me o sutiã e continuou a explorar as minhas costas, passando pelos meus braços, acariciando o meu peito e o ventre até me segurar na cintura e deitar-me sobre a cama, tomando assim o controlo.

 

Gemi em modo de protesto, não gostava que fosse ele a ter controlo sobre mim, mas o seu toque suave e os seus beijos cada vez mais ardentes fizeram-me esquecer de tudo.

 

Apenas sentia o seu corpo suado contra o meu, que me enlouquecia e fazia-me soltar pequenos gemidos.

 

Queria ser completamente dele, e esse momento aproximava-se a toda a velocidade.

 

Ele acariciava-me as coxas que o envolviam, puxei-o para mim, apertando o seu peito contra os meus seios e comecei a mordiscar-lhe o pescoço.

 

David subiu uma das suas mãos até chegar ao meu seio onde se demorou um pouco, acariciando-me. Continuou depois o seu percurso detendo-se na minha face.

 

Passou os seus dedos pelos meus lábios entreabertos que pediam mais beijos, mais amor, mais prazer, mais David.

 

- Amo-te. – Ele olhava-me nos olhos como um artista a apreciar a sua melhor obra de arte. – Tens a certeza que queres fazer isto, amor? – A sua voz não passava de um sussurro, ele continuava em cima de mim, com uma mão na minha coxa e a outra a acariciar-me o rosto.

 

- Tu não queres? – Perguntei-lhe hesitante. Tinha medo que a resposta dele fosse um “não”. Mas os olhos dele, os seus lábios diziam que me desejavam tanto quanto eu o desejava.

 

- Claro que quero, amor, mas não te quero forçar a…

 

- Shiu… cala-te! - Interrompi-o e colei os meus lábios aos dele que faziam um pequeno sorriso.

 

As suas mãos voltaram-me a acariciar as coxas mas desta vez mais ferozes. Por vezes afastava-me um pouco dele à procura de ar, os seus beijos frenéticos quase me abafavam.

 

Contraí o meu corpo e soltei um leve gemido ao sentir o corpo dele encaixado no meu, explorando se mutuamente.

 

Movíamo-nos como um só corpo, lentamente ao princípio, mas aumentando a velocidade gradualmente.

 

Agora era inteiramente de David, nada mais nos separaria.

 

Não queria que aquele momento acaba-se.

 

O meu amor movia-se cada vez mais depressa fazendo o meu corpo estremecer levemente, as minhas pernas apertavam-no com mais força assim que o êxtase se aproximava por entre espasmos e respirações ofegantes.

 

As horas iam passando e nossos corpos suados continuavam-se a mover como um só.

 

David afastou-se de mim provocando-me um pequeno gemido de protesto.

 

- Amo-te imenso, Maggie. – Os seus lábios formavam um sorriso de completa felicidade como nunca lhe tinha visto.

 

Deitou-se ao meu lado acariciando o meu corpo suavemente, abracei-o pondo a minha cabeça no seu peito suado e ficamos assim até adormecer-mos já de madrugada.

 

****

 

Acordei com o sol a bater-me na cara, estendi os braços à procura de David, mas apenas encontrei um bilhete em cima da almofada do meu namorado.

 

Peguei nele, esforçando os meus olhos a abrirem para poder lê-lo.

 

«Amor, desculpa ter-te deixado sozinha depois de tudo que passamos juntos. Não quero que penses que te abandonei, ou coisa parecida. Portanto peço desculpa, mas acho que assim que vires a surpresa que te estou a preparar vais me perdoar. Espero que gostes. Amo-te, David!»

 

- Surpresa?! Qual surpresa? – Interroguei pensativa.

 

- Estás a falar sozinha prima? – Leah pôs a cabeça dentro do quarto para depois entrar e deitar-se na minha cama.

 

Apreço-me a tapar-me com os lençóis, pois ainda estou nua depois da noite escaldante que tive com David.

 

- Tiveste uma noite divertida, hein. – Leah pisca-me o olho com um grande sorriso que me faz corar.

 

- Não precisas contar nada, maggie. – A minha prima processe. – Não vim aqui para falar disso. Preciso dos teus conselhos.

 

- Então que aconteceu? – Pergunto já preocupada, Leah consegue sempre deixar-me nervosa quando quer conselhos… é que habitualmente quer ouvir coisas que não concordo.

 

- Bem… não sei por onde começar. – Leah ajeita algumas mechas do cabelo, enquanto eu a fito ansiosa por saber o que tem para me contar. – É sobre o Alec. – Acaba por dizer num ápice.

 

- O quê?! – A minha boca abre-se de espanto. O que será que Leah quer do vampiro que sempre odiou?

 

- Tem calma, Maggie. Eu não sei bem como dizer isto, e deves estar a pensar que eu não estou bem… mas a verdade é que passei a noite toda a pesar na conversa que tive com ele ontem e ele até me parece simpático… não sei… - Leah desvia-me o olhar parecendo envergonhada.

 

- Então isso é tudo remorsos por andares sempre a dizer mal dele e agora descobris-te que ele até não é má pessoa? É isso? – Pergunto ainda sem perceber onde ela quer chegar.

 

- Não é exactamente isso. – Responde-me com um levantar de ombros.

 

- Então? Explica tudo Leah! – digo ansiosa por perceber o que se passa com a minha prima.

publicado por Twihistorias às 18:00

09
Mar 11

Durante o resto da tarde as alcateias, um vampiro e dois semi-vampiros (David e Rennesme) correram e divertiram-se na grande floresta entre Forks e La push.

                  

Entretanto, o meu namorado e Nessy ficaram bastante amigos, penso que se dava ao facto de serem da mesma espécie, mas mesmo assim não consegui evitar morrer de ciúmes.

 

Sabia que Nessy era impressão de Jacob, e tal como David tinha compreendido a minha amizade com Alec, eu também estava disposta a fazê-lo, pelo bem-estar da minha relação com o amor da minha vida.

 

Mas era sempre complicado esquecer os ciúmes sempre que o meu namorado sorria para Rennesme, que era especialmente bonita, o que me deixava ainda mais insegura.

 

- És mesmo divertida, Nessy! – David exclamou mostrando o seu sorriso mais belo à semi-vampira.

 

Aproximei-me deles e entrelacei o meu braço no de David, na tentativa de por bem claro que somos namorados.

 

A raiva começava a dominar cada vez mais o meu corpo enquanto fulminava Rennesme com um olhar ameaçador.

 

Mas ela não parecia ter o mínimo receio de mim, apenas me sorria amavelmente.

 

- Bem acho melhor deixar-vos a sós. Até mais logo David. – A sua voz extremamente melodiosa e bela zumbia na minha mente sem parar, o seu sorriso ofuscava-me os olhos, ela parecia tão perfeita, que só me dava vontade de a afastar de uma vez por todas antes que perdesse o meu namorado.

 

- Podes ficar, Nessy! – Exclamou o meu namorado. – Não incomodas.

 

“Ai incomodas sim!” estas palavras não me saiam da cabeça, mas consegui-me conter para não as dizer em voz alta.

 

- Amor, eu preciso falar contigo. – Virei-me para David. – e o Jacob andava à tua procura Nessy, é melhor ires. – Quase lhe ordenei.

 

- Até amanha! – A semi-vampira atirou por cima do ombro enquanto se afastava rapidamente.

 

- Crise de ciúmes novamente? – David nem me deixou falar colando imediatamente os seus lábios quentes aos meus.

 

- Nunca tenho nenhuma crise de ciúmes, David! – Protestei assim que ele se afastou um pouco de mim, e rodeou as minhas ancas com os seus braços.

 

- Vou fingir que acredito nisso. – Sorriu-me. – Eu conheço-te Maggie, sei que odeias quando me aproximo de alguma rapariga. Mas sabes que nunca, nunca mesmo te vou deixar. Não tens motivos para isso, linda.

 

- Também sabes que sou muito parva, e tenho ciúmes por tudo e por nada. – Resmunguei chateada comigo mesma por ser tão ciumenta e controladora.

 

- Amo os teus ciúmes. – Sorriu-me e depois deu-me um longo beijo mordiscando-me levemente os lábios e depois passando a língua pela minha garganta, fiquei louca de desejos por David com aquele beijo tão indiscreto no meio da floresta.

 

Nunca tinha sentido aquela necessidade de unir o meu corpo ao de David, mas agora sinto que chegou o momento.

 

Estava pronta para dar mais um passo na nossa relação, só não sabia se ele queria o mesmo. “Com beijos destes de certeza que quer o mesmo que eu” - dizia para mim mesma.

 

- Vamos minha gatinha ciumenta? – David tinha um grande sorriso rasgado na face e os seus olhos brilhavam mais que nunca.

 

- Vamos! – Exclamei e começamos a caminhar lentamente de mãos dadas. Olhava sorridente à minha volta, e sentia-me em casa ao ver a magnifica floresta verdejante cheia de animais. – Foi a melhor decisão que tomei na vida. – Sussurrei.

 

- De que estás a falar? – Ri-me sozinha, ainda não estava acostumada que David ouvisse os mais pequenos sussurros que dizia.

 

- Da nossa vinda para La push. De não te ter afastado do meu mundo assustador. – Disse.

 

David pôs o seu braço por cima do meu ombro e aconchegou-me junto ao peito dele.

 

- Linda, eu já estava habituado a este mundo, só não sabia que também pertencias a ele, se soubesse já te tinha falado sobre os meus pais. E sim, também acho que fizemos muito bem em vir para aqui. – Beijou-me na testa e depois prosseguiu. – Mas Maggie, sabes que não vou puder ficar aqui contigo durante muito tempo.

 

- Porquê? – Interroguei indignada colocando-me à frente do meu namorado.

 

- Porque tenho os meus pais em Volterra, tenho de acabar a escola… não posso abandonar tudo assim de repente. – David falava calmamente o que contrastava com os meus suspiros e gritinhos de desespero.

 

- Não! Não! David, eu preciso de ti ao meu lado! – Desatei a chorar descontroladamente. David envolveu me nos seus braços.

 

- Oh linda desculpa! Não te queria por assim. Nunca te vou deixar, sabes disso. – Pegou na minha face obrigando-me a olhar para os seus olhos sinceros e beijou os meus lábios, conseguindo assim acalmar-me.

 

- Temos a eternidade a nossa frente, amor. a escola pode esperar. – Sussurrei.

 

O meu namorado abanou a cabeça concordando comigo e colou os seus lábios aos meus dando assim a conversa como terminada.

 

O resto das alcateias já se tinha ido embora, e eu e David também fomos para casa da tia Sue.

 

*****

 

- Finalmente estamos juntas, tinha tantas saudades das minhas melhores amigas! – Exclama Leah visivelmente feliz com a nossa vinda para La push.

 

Talvez, eu e Andreia íamos conseguir curar a grande ferida que tanto magoava Leah, e a tornava naquele ser frio e cruel. Com as melhores amigas juntas novamente a velha Leah também iria voltar com certeza.

 

- Temos tanto que falar, Leah. – Disse a Andreia. – Nem sabes como a minha vida é deprimente sem ti. Tenho saudades daquelas noites que passávamos acordadas a cuscar a vida dos outros.

 

Riram-se as duas alegremente, mas eu estava alheia à sua conversa.

 

Apesar de estar muito feliz por estarmos as três juntas neste momento o meu corpo ansiava por David que estava na sala a discutir futebol com Seth.

 

- Maggie, estás a ouvir-nos? – Perguntou Andreia a abanar as mãos no ar.

 

- Desculpa, o que vocês estavam a falar? – Perguntei atrapalhada.

 

- Quero saber pormenores sobre o teu namoro com David. – Disse Leah. – Conta-me tudo!

 

- Desculpem-me, mas eu estou muito cansada. Conto-vos isso noutro dia, pode ser?

 

- Cansada? Conta-me histórias Maggie. – Andreia piscou-me o olho. – Vai lá ter com o teu amado.

 

Despedi-me delas e sai do quarto de Leah com um enorme sorriso.

 

David estava agora deitado na cama, o quarto estava escuro. Fui até à janela e puxei um pouco as cortinas para o lado fazendo com que a luz da enorme lua brilhante entrasse para o quarto.

 

Despi-me, ficando apenas com uma langerie azul-turquesa.

 

- Estou a sonhar, ou está uma linda anjinha no meu quarto? – David sorria atrevidamente. Retribui-lhe o sorriso e aproximei-me da cama com um andar felino.

 

Sentei-me no fundo da sua barriga envolvendo o seu corpo com as minhas pernas.

 

Comecei por beija-lo no pescoço até chegar à orelha ode lhe sussurrei.

 

- Esta anjinha não tem asas, mas pode-te levar ao céu. – Mordisquei-o levemente.

 

Ambos sorrimos, o meu amor puxou-me para ele e começou a beijar-me apaixonadamente enquanto sussurrava juras de amor.

publicado por Twihistorias às 18:59

20
Fev 11

Acho que já entendi o motivo de me ter arrepiado quando aquele vampiro prendeu os seus olhos nos meus. Ele estava a invadir toda a minha privacidade.

 

Sempre pensei que o meu melhor refúgio era a minha mente, mas agora mudei profundamente de opinião. Não estamos seguros em lado nenhum.

 

Estava a ficar com o coração apertadinho contra o peito, queria dar uma segunda oportunidade a Alec, mas ao mesmo tempo não queria voltar a cair no mesmo erro. Já lhe tinha dado uma segunda oportunidade quando descobri que ele era a minha impressão natural e ele não a soube aproveitar.

 

- Desta vez ele não te vai desapontar. Acredita em mim. – Disse-me o leitor de mentes.

 

Olhei para Alec que estava com olhinhos de cão abandonado e nesse momento tive pena dele.

 

- Alec, podemos falar melhor noutro sítio? – Perguntei-lhe.

 

Alec assentiu com a cabeça. Caminhei na direcção dele e David seguiu-me.

 

- A sós, por favor. – Lancei um olhar a David que dizia "confia em mim".

 

Ele hesitou mas acabou por deixar-me ir.

 

Jacob também me pareceu perturbado com o facto de me deixar sozinha com o vampiro, mas não me impediu de o fazer.

 

Caminhamos em silêncio até chegarmos a um rio que corria não muito longe da casa dos Cullens.

 

- Maggie, desculpa. – Alec quebrou o gelo, virou-se de maneira a ficar de frente para mim. – Já te expliquei que só não tentei sugar o veneno a David porque o mais provável era não resistir e matá-lo ainda mais depressa. Desculpa! Sempre "morri" de ciúmes dele. Desde o primeiro dia que te vi que tudo o que mais desejo é poder te amar, cuidar de ti, ter-te só minha, mas nunca consegui isso porque sou um monstro, fui treinado durante séculos para matar humanos e não amá-los. – Alec suplicava o meu perdão.

 

Não sabia o que dizer, fez-se silêncio apenas por dois segundos e Alec voltou às explicações.

 

- Sabes linda, eu andava a caçar na floresta quando senti o teu cheiro, estava pronto para te atacar, mas quando vi o teu rosto pela primeira vez, quando vi os teus olhos doces, os teus lábios carnudos, quando vi o teu sangue correr nas veias, quando senti o calor e o cheiro do teu corpo, tudo mudou! Apaixonei-me! Nunca tinha sentido nada assim antes, o que fez com que não soubesse lidar com a situação. Tu eras o centro do meu mundo, a minha vida ganhou uma razão de existir, queria te proteger e não atacar como tinha planeado...

 

- Alec, pára! – Ordenei-lhe interrompendo-o. – Não quero ouvir mais nada do passado... só o futuro é que interessa.

 

- Estou perdoado? – Ele estava pasmado a olhar para mim, mas quando lhe respondi com um "sim" um enorme sorriso rompeu-se na sua cara angelical.

 

De imediato tirou um saquinho de veludo preto do bolso das suas calças e aproximou-se com ele estendido para mim.

 

Abri o saquinho com cuidado e de lá caiu-me na palma da mão uma pulseira de anilhas banhadas a ouro branco com três pingentes, um coração, um "M" e um "A".

 

- Sabes o que significam as letras? – Perguntou-me sorrindo.

 

Estava tão surpreendida com aquele presente que demorei alguns segundos a conseguir responder-lhe.

 

- O "M" de Maggie e o "A" de Alec? – Perguntei.

 

- Sim, mas também pode ter outro significado... - um sorriso atrevido apareceu na sua face o que me deixou com algum receio de que ele disse-se que poderia significar "meu amor" ou algo do género que envolvesse a palavra ´amor'.

 

Não sabia se Alec já teria percebido isso, mas só o queria como amigo, o meu único e verdadeiro amor é David.

 

- Melhor amigo... aceitas? – Perguntou ele com um enorme sorriso.

 

A minha boca abriu-se levemente soltando um pequeno "oh" de admiração. Alec cada vez me surpreendia mais, e desta vez pela positiva.

 

- Já que não pudemos ser mais que isso... - continuou Alec que ficou um bocado desanimado com a minha reacção.

 

Saltei para ele de braços abertos abraçando-o e sussurrei-lhe ao ouvido "melhores amigos para sempre".

 

Alec sorriso alegremente, mas quando disse que tinha uma condição o seu sorriso desvaneceu-se.

 

- Não podes de jeito nenhum matar ou magoar alguém, se tal acontecer... vais obrigar-me a cortar relações contigo para sempre. Depois não há perdão.

 

- Prometo que não te vou desiludir, maggie.

 

Alec colocou-me a pulseira no pulso e fomos de mão dada ter com os Cullens e as alcateias.

 

Depois de uma longa explicação todos passaram a aceitar Alec, apenas Jacob, que parecia ser o cabeça-dura da alcateia, é que teve alguns problemas em aceitar o meu melhor amigo, mas acabou por faze-lo.

 

David também não gostou propriamente da ideia, mas tentou entender. Ele sabia que nunca o iria trocar.

publicado por Twihistorias às 20:00

17
Fev 11

Capítulo 19 (parte 1)

 

Era de manhã bem cedo, despedi-me dos meus pais e fui ter com David.

 

Entretanto a minha prima chegou e fomos de táxi para o aeroporto de Volterra.

 

A viagem correu calmamente, estava sentada no meio do meu namorado e da minha prima.

 

Íamos falando e muitas vezes ambos me interrompiam para falar um para o outro sem me deixar entrar na conversa deles.

 

Parece que afinal até se estavam a entender bem, bem de mais aliás.

 

Tinha de ter cuidado por este andar ainda ficava sem namorado.

 

- Hei! Eu estou aqui, ok. – Pus uma mão no peito de cada um e empurrei-os para os seus lugares ganhando finalmente espaço para mim.

 

- Nós sabemos que estás aí, maggie. – Andreia revirou os olhos, sorriu para o meu namorado e este retribui-lhe o sorriso.

 

- Parece que vocês até se dão muito bem… - retorqui.

 

- Eu estava enganada prima. O David não é nenhuma sanguessuga nojenta, até é divertido.

 

Voltou a haver sorrisos entre os dois.

 

Virei-me para David ficando de costas para Andreia para que esta não ouvisse a nossa conversa, o que era um bocado inútil, visto que ela tinha a audição bastante apurada.

 

- Não te estás a esquecer de nada? – Sussurrei já furiosa com a cumplicidade entre aqueles dois.

 

- Como assim, amor? – David fez uma careta como quem não sabe do que se está a falar.

 

- Desde que entramos no avião só falas com a minha prima. Andas esquecido da namorada, é?

 

- Oh minha princesa! Não digas asneiras. Só te amo a ti! Sabes muito bem disso. E posso ter amigas, ou não?

 

- Podes, desde que não te esqueças da namorada. – Encostei as costas no banco, cruzei os braços e fiz beicinho mostrando desagrado.

 

David pegou no meu queixo e fez o meu rosto rodar para ficar de frente ao dele. Aproximou os seus lábios dos meus e assim que se tocaram esqueci tudo.

 

Só existíamos nós os dois naquele avião. Dois seres sobrenaturais e incondicionalmente apaixonados. Não tinha motivos para ter ciúmes da minha prima, afinal eu e o David fazemos um casal perfeito.

 

- Já te passou o amuo? – David sorriu para mim. Mas não lhe respondi, em vez disso fiquei muito séria e voltei a cruzar os braços.

 

Ele riu-se da minha figura mas assim consegui mais um beijo.

 

Fiquei de mão dada com o meu namorado durante o resto da viagem.

 

Os três divertimo-nos muito. Estava ansiosa por voltar a estar com a Leah e o Seth.

 

Assim que aterramos fomos para casa da tia Sue que estava sentada numa velha cadeira de madeira no alpendre da sua casa.

 

Eu e Andreia corremos de braços abertos para a nossa tia que estava muito surpreendida.

 

- O que é que estas duas princesas andam aqui a fazer? – Sue abraçava-nos alegremente.

 

- Eu disse que ia voltar tia. – Respondi-lhe sorrindo.

 

- Eu vim visitá-la. Tinha saudades disto. – Andreia olhava à sua volta maravilhada. Desde muito nova que nós as duas tínhamos ido para Volterra e nunca mais voltamos.

 

- Fazem muito bem. Esta é a vossa casa, nem sei como conseguiram ficar tantos anos sem virem aqui. – O olhar de Sue de repente voou até David que estava mais atrás muito sossegado. – Quem é aquele rapaz?

 

Acenei ao meu namorado para ele se aproximar de nós.

 

- Tia este é o meu namorado David. David é a minha tia Sue.

 

Cumprimentaram-se, mas Sue olhava desconfiada para David, talvez tivesse percebido que ele era diferente.

 

- Tia, pudemos ficar aqui durante uns tempos? – Perguntou Andreia.

 

- Sempre que quiserem, a Leah anda sempre a perguntar quando é que vocês voltam, não pensei que viessem tão cedo.

 

- Onde é que ela e o Seth estão? – Interroguei enquanto o meu namorado punha o seu braço por cima do meu ombro.

 

- Eles saíram com o Jake. Foram até Forks, acho que houve lá uns problemas.

 

- Problemas? Que tipo de problemas? – Andreia ficou assustada e começou a tremer. Ela ainda tinha alguns problemas com o auto-controle.

 

Sue olhou para David, ela devia pensar que ele não sabia o que nós somos.

 

- Tia, o David sabe que nós somos lobos.

 

Ela respirou fundo parecendo mais aliviada e ficou mais à vontade para falar sobre o assunto.

 

- Eu conto-vos tudo mas primeiro entrem. – Fomos para a sala onde eu e David nos instalamos confortavelmente no sofá e a sue e a Andreia ficaram numas poltronas.

 

- Bem, a Leah não gosta muito de me contar o que se passa na alcateia, mas pelo que percebi um vampiro anda a tentar entrar para a família Cullen que é nossa aliada. Eu ouvi o Jacob dizer que o tal vampiro quer matar a Rennesme. Não sei mais nada.

 

- Quem é a Rennesme? – Perguntou a minha prima.

 

- É uma semi-vampira filha de Edward e Bella Cullen. O Jacob teve a impressão natural por ela, e faz tudo para a proteger mas às vezes até exagera.

 

- Eu lembro-me que quando vim aqui com o Alec ele falou nessa tal semi-vampira. Andreia eu acho melhor irmos investigar esta história, a alcateia pode estar a precisar de nós.

 

Andreia concordou.

 

Eu e David levamos as nossas malas para o quarto de hóspedes. Nem sei como, mas Sue deixou-nos ficar no mesmo quarto. Enquanto Andreia ficava no quarto com Leah.

 

Assim que nos instalamos corremos pela floresta já transformadas e com David a acompanhar-nos.

 

“ O vampiro que está com os Cullens é o mesmo que veio com a Maggie.” – Era Sam que estava a falar.

 

“O que? O Alec está com os Cullens?” – a minha visão começou a ficar turva com toda a raiva que sentia por aquele vampiro. O que ele queria agora?

 

“ Maggie?! Que fazes aqui?” – o nosso líder interrogava-me enquanto se apercebia que Andreia também tinha vindo comigo.

 

“ Sam, eu posso resolver isto. Diz-me onde o Alec está e eu acabo com esta confusão toda. Não é preciso ir mais ninguém comigo. Isto é entre mim e o Alec.”

 

“ Maggie, não te podemos abandonar. Somos uma alcateia vamos todos juntos.”

 

“Seja, mas eu trato do assunto, vocês só ficam atrás para caso corra alguma coisa mal.”- Ordenei.

 

Chegamos à casa dos Cullens e já lá estava a outra alcateia.

 

Vi Jacob a rosnar para Alec que estava à sua frente.

 

Transformei-me e enverguei um vestido amarelo que me ficava pelo joelho.

 

Corri colocando-me no meio de Alec e de Jake.

 

- Jacob, eu resolvo isto. Afasta-te. Vai ficar tudo bem. – O grande lobo cor de chocolate recuou alguns passos mas continuou a rosnar para Alec.

 

Virei-me para o vampiro assassino, este parecia surpreendido por me ver.

 

- Estás a proteger-me, linda? Já me perdoas-te?

 

Não queria acreditar no que ele tinha acabado de dizer… perdoar? Proteger? Nunca na vida faria tal coisa.

 

- Alec pensa um bocado naquilo que acabas-te de dizer… achas mesmo que eu algum dia te vou perdoar?

 

- Estou a fazer tudo para que tal aconteça, maggie. – Alec encurtou o espaço que nos separava, reparei então que os seus olhos estavam amarelados tal como os dos pais de David mas um tom mais leve.

 

- Achas que arranjar problemas com a minha alcateia vai ajudar-te em alguma coisa? – Interroguei já furiosa.

 

Alec riu-se mas rapidamente voltou a ficar sério.

 

- Maggie, eu vim para aqui para aprender a ser vegetariano tal como os Cullens. Só quero deixar de ser um assassino, que tu tanto odeias. Estou a fazer isto por nós.

 

- Não existe nenhum “nós”. Apenas existe uma loba que teve a impressão natural pela pessoa errada… ou melhor por um assassino sugador de vidas. – Gritei-lhe.

 

- Linda, confia em mim, eu separei-me dos Volturi. O Alec que conhecias morreu, eu mudei. E fico à espera que me perdoes. – Notava-se arrependimento na voz dele, mas não ia baixar a guarda tão facilmente.

 

- Isso nunca vai acontecer. Não percas tempo a tentar mudar-te por mim, faz isso por ti. Eu nunca conheci o verdadeiro Alec, sempre me encheste de mentiras. Como queres que confie em ti agora? – Alec ia se aproximando de mim enquanto eu o bombardeava com acusações.

 

- Tu vais deixar a Maggie em paz duma vez por todas. – David colocou-se à minha frente a rosnar para Alec.

 

- David?! Tu estás vivo? Como? – a expressão de espanto cobriu a face de Alec.

 

- Isso não importa. Deixa-nos em paz.

 

O ambiente entre os dois estava a ficar pesado, parecia que a qualquer momento se iam matar um ao outro.

 

Um dos vampiros de olhos dourados aproximou-se de nós.

 

- Não me queria meter na conversa. Mas maggie, - os seus olhos dourados fixaram-se nos meus, o que me causou alguns arrepios. – O Alec está a dizer a verdade. Confia em mim, eu consigo ler mentes. E sei exactamente o que ele está a pensar. Também sei que te ama muito e está a fazer tudo isto para te conquistar, tal como ele já disse.

publicado por Twihistorias às 18:16

09
Fev 11

Capítulo 18 

 

Nunca gostei muito de coisas que me fizessem a cabeça andar a roda… mas estava sempre a debater-me com esses pequenos/grandes problemas.

 

- O Francesco convidou-me para ir a casa dele, disse que me podia dar comida e um tecto onde viver. – Giovanna continuou afastando os meus pensamentos. – Ao inicio tive medo dele, tinha medo que ele me quisesse fazer mal. Ainda estava traumatizada por causa do meu ex-marido. Mas assim que vi os olhos do Francesco senti-me tão segura e reconfortada que resolvi aceitar o convite sem hesitar.

 

- Viemos para Volterra no dia a seguir, eu prometi cuidar da criança de Giovanna como se fosse meu filho biológico. O parto foi complicado… não tivemos tempo de ir ao hospital e por isso tive de ser eu a faze-lo. Mas o cheiro do sangue estava-me a enlouquecer. Quase matei as coisas mais preciosas da minha vida, apenas porque era um mostro sugador de vidas. – A tristeza invadiu a face de Francesco. – Arranjei forças não sei onde, acho que foi em Deus, ou então foi quando me lembrei do sorriso lindo do amor da minha vida. Fiz o parto sem magoar a criança, mas Giovanna estava muito fraca e eu também, tão fraco que não consegui utilizar o meu dom para a curar. A única hipótese de a salvar foi transforma-la e assim foi. Durante três dias David só conviveu comigo. Assim que a transformação de Giovanna estava completa prometi-lhe que nunca mais mataria nenhum ser humano e passamos a alimentar-nos a penas de sangue animal. Dei-lhes sempre tudo o que pude, principalmente amor e carinho.

 

Estava mesmo comovida pela história deles.

 

Parece que os vampiros podem mesmo amar… mas talvez nem todos.

 

O casal de vampiros deixou-me sozinha com o David.

 

Entrelacei os meus dedos no cabelo loiro do meu lindo menino… tinha de falar com o David e dizer-lhe tudo o que sinto.

 

Mas, e se ele já não me quisesse de volta? Já o tinha magoado muito.

 

- Olá minha princesa. - David tinha acordado, mas continuou com a cabeça pousada nas minhas pernas.

 

Toda a minha coragem desapareceu, a garganta começou a doer-me como se tivesse lá um gato a arranhar-me. As lágrimas vieram-me aos olhos e apenas consegui sorrir.

 

David levantou-se e com os dedos percorreu-me a face limpando-me as lágrimas.

 

- Amorzinho, porque estás a chorar?

 

Clareei a garganta e consegui finalmente falar.

 

- Não ligues, sabes como eu sou uma parva que chora por tudo e por nada. – Sorri-lhe e David beijou-me durante longos segundos.

 

Os ponteiros do relógio pararam quando aqueles lábios perfeitos tocaram nos meus, com tanto amor, tanto carinho, tanta ternura como nunca tinha sentido.

 

Nada mais existia para além de nós. David era o amor da minha vida, e agora tinha mesmo a certeza disso.

 

Nem a impressão natural me tinha feito sentir-me assim… tão amada.

 

David pressionou com força os seus lábios contra os meus e depois afastou-se.

 

- Amo-te para sempre. Nunca mais te deixo.

 

- Mas David não estás chateado comigo? – Ele acenou a cabeça como que diz “não”. – Eu deixei-te e nem te expliquei direito porque. Deixei que a Jane te fizesse aquilo.

 

- Shiu. Não digas nada. – Encostou o seu dedo indicador nos meus lábios e voltou a beijar-me.

 

Nunca mais ia largar o David. Amava-o para o resto da minha vida… e ela ia ser bem longa.

 

****

 

Despedi-me de David e dos seus pais e fui para casa.

 

Não me transformei, já tinha estragado algumas roupas hoje e a minha mochila já estava a ficar sem roupa que pudesse trocar.

 

Estava escuro e ainda estava longe de casa.

 

Senti um cheiro que me era muito familiar.

 

Algo caiu levemente atrás de mim, virei-me e lá estava Alec a sorrir para mim.

 

- Maggie, não te esperava ver-te por aqui.

 

Alec aproximava-se de mim. Será que ele não tinha percebido a parte de que eu não queria mais olhar para a cara dele? O que ele queria agora?

 

- Linda, desculpa. Eu não tenho culpa do que aconteceu com o David. Não pode fazer nada.

 

Não ia ter de ouvir aquilo novamente.

 

Afastei-me dele e pousei a minha mochila no chão.

 

- Vê se percebes uma coisa… não há mais nada entre nós, nem vai haver. Não me procures. Não quero mais olhar para ti.

 

Virei-lhe costas e transformei-me, peguei na minha mochila com a boca e corri até casa sem parar enquanto Alec chamava por mim. E dizia que me amava muito.

 

Fui para debaixo de uma grande árvore que tinha no jardim de minha casa e voltei À forma humana. Peguei nuns calções e numa t-shirt que tinha na mochila e vesti-me.

 

Abri a porta de casa, os meus pais estavam na sala.

 

Sentados no sofá de mãos dadas, a minha mãe chorava e o mau pai percorria os dedos pela sua face para tentar consola-la.

 

- Estou aqui. Não precisam se preocupar.

 

Ambos se viraram velozmente para mim e correram para me abraçar.

 

Era bom estar de volta a casa. Não é que tivesse estado muito tempo longe. Mas com toda esta confusão quase que pareceu que tinha estado fora um ano.

 

- Porque não atendes-te as nossas chamadas? Fartamo-nos de te ligar? Qual foi a tua ideia filha? – O meu pai interrogava-me enquanto a minha mãe me sufocava de me abraçar com tanta força.

 

- Calma. Eu já vos explico tudo.

 

Sentámo-nos no sofá e contei-lhes tudo sem dar muitos pormenores.

 

Não falei do Alec, nem do meu dom, nem da história da vida dos pais de David.

 

Os meus pais não gostaram muito da ideia do meu namorado ser um semi-vampiro e os pais dele serem vampiros. Mas acabaram por se convencer que não é assim tão mau.

 

Fui para o meu quarto e deixei-me cair pesadamente em cima da cama.

 

Estava de rastos o que fez com que conseguisse adormecer em segundos.

 

***

 

Assim, que acordei telefonei ao meu namorado para o convidar a ir comigo para La push.

 

Ele ficou muito entusiasmado e aceitou ir conhecer as minhas origens.

 

- Filha, tens uma visita. – A minha mãe espreitava pela porta do meu quarto.

 

- Quem?

 

- É a Andreia.

 

A minha prima entrou no meu quarto e assim que a minha mãe já estava longe o suficiente para não nos ouvir ela começou a falar.

 

- Pensei que os vampiros te tinham matado.

 

- O quê? Não sejas trenga. Eles são de confiança a credita. - Andreia revirou os olhos enquanto soltou entre dentes um “pois pois… são todos bonzinhos”. Fingi que não o tinha ouvido. – Tu ainda não sabes da maior prima.

 

- Conta… conta. – Andreia sentou-se na minha cama e eu fui para a beira dela. Notava-se o entusiasmo da minha prima. Já não a via assim desde que falávamos as duas com a nossa prima Leah pelo telemóvel ou pela internet.

 

- O pai do David tem o puder de curar e trazer pessoas à vida, e fez com que o David voltasse. Só que ele agora é um semi-vampiro.

 

- Ah? Tu… tu… só gostas de vampiros e semi-vampiros e essas coisas. Apaixonas-te sempre pelo inimigo. – Andreia estava furiosa comigo.

 

- Calma prima. Ele não é nosso inimigo. Ele não se vai alimentar de humanos e os pais dele também não o fazem.

 

- Olha, eu já estive com ele quando ainda era humano e lembro-me que era muito simpático e fixe. Mas se ele me der algum motivo para deixar de confiar nele vai haver problemas. Só te estou a avisar. – Andreia espetava o dedo indicador na minha direcção.

 

- Ok… ok. Como queiras. – Respondi-lhe. – Andreia amanhã eu vou para La push com o meu namorado. Eu tinha dito à alcateia que tu também ias. Vais ou não?

 

- Sim. Claro que vou. – Ela deixou a sua cara de irritada para me dar um sorriso amável. - Agora tenho de ir embora. Tem cuidado com os vampiros. Piscou-me o olho e foi embora.

publicado por Twihistorias às 18:00

01
Fev 11

- Ah! Desculpa a minha indelicadeza. Eu sou o Francesco, o pai do David e esta é a minha mulher, Giovanna.

 

O vampiro esticou-me a mão para me cumprimentar, mas não me mexi. Não queria sentir a pele de um assassino.

 

Quando se apercebeu que não o ia cumprimentar recuou a mão.

 

- Tudo bem, eu compreendo. – Sorriu. – Gostava de falar melhor contigo, se quiseres terei muito gosto em levar-te a minha casa. Sempre disse ao David para te levar lá, mas ele tinha medo de tua reacção.

 

Francesco era muito simpático para um vampiro, e algo me dizia que podia confiar nele, não sei se era o facto de terem os olhos num estranho tom dourado, ou se fosse por tratarem um humano como filho.

 

Ganhei coragem e respondi-lhe pela primeira vez.

 

- Teria muito gosto em conhecer a sua casa. Mas o David… você não quer ir vê-lo?

 

Não entendia o facto de o casal ainda não se ter importado em ir ver o que chamavam de filho. Qualquer outros pais estariam agora a chorar a sua morte.

 

- Não te preocupes com o David, ele fica já bom.

 

O quê? Será que ele não entendia? David estava morto! Morto! Não podia ficar bem.

 

- Confia em mim… - acrescentou o vampiro.

 

Despedi-me de Andreia que foi preocupada e contrariada para casa.

 

Entrei no carro do casal de vampiros e fui para casa deles.

 

Quando entrei na magnífica casa nem queria acreditar.

 

Era tudo muito requintado, antigo e deslumbrante. Parecia um museu com peças raras dos castelos e palácios de Itália.

 

- Fica à vontade, querida. – Disse a mãe de David enquanto o deitava no fabuloso sofá de pele preta da sala de estar.

 

- Então maggie, que tipo de criatura és? – Perguntou Francesco.

 

- Que quer dizer com isso? – Tentei fazer-me de desentendida, mas não resultou.

 

- Vá lá maggie. Pode confiar em mim. Tu sabes o que nós somos, certo. Podes dizer o que tu és… é que sinceramente nunca vi nenhuma criatura com um cheiro como o teu. – Sorriu piscando-me o olho. – Podes confiar em nós.

 

A mãe do David tinha entrado novamente na sala com bocados de tecido húmidos, começou a limpar as feridas e o sangue do corpo de David.

 

Voltei o olhar para Francesco, e resolvi ser sincera, não valia de nada mentir-lhe sobre a minha espécie.

 

- Eu sou um lobisomem. Pertenço a uma tribo que descende dos lobos.

 

- Nos meus 600 anos nunca vi nenhum ser como tu e a rapariga que estava contigo. - Fez uma pequena pausa com ar pensativo e distante. – Podes nos falar da tua tribo. Tenho curiosidade em saber como e ser um lobo.

 

- É fantástico, eu nasci no meio deles. Mas mudei-me muito nova para Volterra.

 

- Ah! Mas de onde vens?

 

- La push em Washington.

 

- E vocês lobos também tem puderes extras, como ler mentes, detectar mentiras, etc?

 

- Não, não temos. Pelo menos não conheço nenhum com esse tipo de capacidades. Mas todos nós conseguimos ler a mente um dos outros quando estamos transformados.

 

- Hum… sabes que tenho um dom… um dom que vai trazer o David de volta.

 

- Mas… como? Não se pode ressuscitar pessoas.

 

Olhei para David muito pálido e quieto no sofá. Na sala apenas se ouvia um coração a bater, o meu.

 

Queria muito que David voltasse a viver, mas não conseguia acreditar que Francesco o conseguisse fazer.

 

- Acredita maggie. Eu posso curar ou trazer as pessoas novamente ao mundo se não tiverem morrido à mais de 24 horas. E David vai voltar. Só tem um pequeno senão e nós queremos saber se tu estas disposta a isso…

 

- A quê? – Interroguei.

 

- Se eu usar o meu dom com David ele vai-se transformar num ser estranho… é na mesma humano, mas melhorado. Digamos que fica mais veloz, ágil e forte. Acho que posso chamar-lhe de semi-vampiro. Estás disposta a ter um amigo assim? Visto que és uma loba…

 

- Sim, claro. – Respondi sem hesitar. O que mais queria era ter o David de volta. Não importava se humano., vampiro, lobo, semi-vampiro, ou ate fada… queria-o de volta e só isso importava.

 

Francesco aproximou-se de David tocou-lhe no peito com as duas mãos e passado uns minutos já haviam dois corações a bater naquela sala.

 

Francesco acenou-me para eu me aproximar de David, levantei-me e debrucei-me sobre ele vendo o meu amigo que a minutos atrás estava morto agora tinha os olhos ainda com o seu tom cinzento bem abertos a olhar incrédulos para mim.

 

- Maggie?! Que fazes aqui? O que aconteceu?

 

- Shiu… - sussurrei-lhe colocando o dedo indicador nos lábios. – É melhor descansares, depois explico-te tudo.

 

- Maggie uma rapariga disse-me que tu nunca me amas-te.

 

- David, a Jane é uma mentirosa… ela só queria que ficasses zangado comigo e me matasses… mas isso agora não importa. Tu sabes que te amo muito.

 

- Filho, ela está dizer a verdade. Podes confiar na menina. – Giovanna sorria-me amavelmente, será que ela tinha o dom de detectar mentiras ou assim qualquer coisa?

 

- Eu sei mãe. – David tocou-me na face e eu aproximei-me dele e beijei-lhe a testa como ele me fazia sempre que não estava muito bem.

 

David adormeceu.

 

Sentei-me num dos braços do sofá onde David estava deitado, e enquanto falava com os pais dele ia acariciando-lhe a face.

 

David, fica completamente magnifico a dormir, estar assim com ele fez-me lembrar uma das tardes que passei com ele em minha casa, a namorar ate adormecermos agarrados.

 

- Tu já não namoravas com o meu filho pois não? – Perguntou Giovanna que estava sentada com o seu marido numa poltrona em frente ao sofá.

 

Respirei fundo, mas não gostei da sensação do nariz a picar, pois isto fez com que os meus instintos de caçadora de vampiros despertassem. Acalmei-me e respondi.

 

- Eu tive de acabar com o David quando me transformei… não lhe podia contar a verdade e também não lhe queria estar sempre a mentir. Achei que seria melhor acabarmos, ate porque eu fui para lá push. Tinha de me mentaliza com esta nova vida. – O casal olhava atentamente para mim com um sorriso nos lábios, parecia que gostavam muito de mim. Eles não pareciam nada maus como a minha tribo sempre disser que eram.

 

Talvez estes vampiros fossem diferentes, mas com eles não sentia necessidade de me proteger, de os atacar ate serem aniquilados.

 

- Não querias levar o nosso filho para um mundo monstruoso não é? – Tinha sido Francesco a interrogar-me agora.

 

Acenei-lhe com a cabeça com as lágrimas a invadirem-me os olhos.

 

- Pensei que seria melhor esquecer o David e seguir em frente, mas a verdade é que não conseguia ser feliz sem ele e passei muito pouco tempo longe dele. Só tive um dia em La push. Quando tive lá tive um sonho com a morte do vosso filho. – Desviei o olhar do casal para olhar para o meu menino que estava novamente vivo. Ia entrelaçando os dedos no seu cabelo curto e loiro enquanto revivia o pior pesadelo da minha vida. Não queria pensar mais naquilo.

 

- Maggie, tu disses-te que sonhas-te com o que aconteceu? – O casal estava com os olhos arregalados de admiração.

 

Acenei-lhes com a cabeça levemente.

 

- Isso não será um dom? Já aconteceu noutras vezes ou foi só nesta? – Perguntou Giovanna.

 

- Já tinha acontecido antes… - respondi-lhe. – Mas eu ainda era humana.

 

- Os dons já nascem connosco maggie, com a transformação apenas ficam mais apurados.

 

Ela podia ter razão, desde pequena que tinha sonhos que se tornavam realidade… mas ultimamente tinha com mais frequência.

 

- Sabes eu antes de me transformar dizia que ninguém me podia mentir, eu descobriria a verdade. – Riu-se. – Claro que dizia isso apenas na brincadeira, mas era raro alguém conseguir mentir-me facilmente. E quando o Francesco disse-me que era um vampiro, acreditei imediatamente nisso sem por em causa. – Giovanna virou-se para Francesco e deram as mãos. O amor que emanava daquele casal era totalmente visível, ninguém poderia por em causa o que eles sentem um pelo outro.

 

- Você conheceu o Francesco quando ainda era humana? – Interroguei, fazendo com que o casal se voltasse novamente para mim.

 

- Sim. – Fez uma pausa e o seu olhar ficou distante, talvez a reviver o que me ia contar em seguida. - Eu era de uma família muito pobre mas agarrada as tradições e crenças religiosas. Fui forçada a casar com um homem que não amava, ele batia-me e tratava-me como uma escrava. Engravidei várias vezes dele mas como não queria que o meu filho tivesse um pai assim abortava, sem que ninguém soube-se. Mas um dia recebi a notícia de que tinha ficado viúva, o meu marido trabalhava na construção civil e morreu lá num acidente. Dias depois descobri que estava grávida, a minha família queria obrigar-me a casar novamente mas eu fugi para Veneza. Desta vez não queria abortar, ia ser mãe solteira. Dormia nas ruas e pedia esmola, como deves calcular foi difícil sobreviver nestas condições ainda por cima com uma criança na barriga.

 

- Eu tinha ido passar umas férias a Veneza, já morava aqui nesta casa. – Francesco continuou a contar a história. – Quando vi o rosto amargurado, mas mesmo assim belo da Giovanna percebi que ela era o amor da minha vida. Maggie, se não acreditas no amor a primeira vista devias, porque ele existe mesmo. - Eu acreditava no amor a primeira vista… mas não conseguia crer que os vampiros amassem.

 

Eles são seres frios, sem alma, sem sentimentos.

 

Os olhos de Alec sempre me disseram que ele não sentia nada por mim, que só me queria usar… mas o que sentia por ele era tão forte que não queria acreditar nisso.

 

A sua irmã Jane, nem sei o que diga, Jane é a prova viva de que os vampiros não amam, não tem compaixão, não sentem nada… absolutamente nada a não ser dor na garganta por causa do sangue que anseiam.

 

Mas por outro lado tinha os pais de David, não podia negar que sempre que eles se olhavam, se tocavam conseguia-se sentir todo o amor e felicidade que sentiam.

publicado por Twihistorias às 18:35

23
Jan 11

David não tinha sido o meu primeiro amor, mas sim o meu primeiro namorado.

 

Com ele aprendi a amar, a saber aproveitar o melhor da vida e saber ultrapassar as dificuldades quando o mundo nos trama, com ele aprendi a ser feliz. David tinha-me ajudado a tentar esquecer quem tentava matar-me a cada momento que passávamos juntos, Alec foi quem mais amei na vida, mas ele só me fazia sofrer. E David ajudou-me a perceber que ele só me fazia mal, mas mesmo assim cometi o maior erro da minha vida, deixei o David para cair nas garras do que eu pensava ser o amor da minha vida. E este sem piedade deixou que David morresse.

 

Não sabia o que fazer, tinha de levar o corpo de David aos pais, mas não lhes podia dizer que foi uma vampira louca que o matou.

 

Teria de mentir, mas também que dificuldade isso tinha? Afina a minha vida é uma mistura de disfarce e mentiras. 

 

Não podia continuar a lamentar-me e a pensar como seria se nada disto tivesse acontecido, não conseguia ignorar a hipótese de eu ter sido realmente maldosa com alguém ou com algo noutra vida, para estar a ser castigada desta maneira.

 

Se o destino estivesse escrito num grande livro, como as vezes imaginava, porque teria reservado este final para mim? É que não tinha sido apenas David a morrer… a minha vida também tinha acabado.

 

****

 

Peguei no corpo já sem vida de David e corri pela floresta sem pensar para onde ir.

 

Ouvi uns barulhos estranhos vindos detrás de uns grandes arbustos e pousei o corpo do meu amigo no chão pronta para me transformar caso fosse necessário.

 

Foi nessa altura que vi a forma de um enorme lobo aparecer diante de mim, um lobo com pêlo castanho-avelã que eu conhecia bem.

 

Descontrai os músculos deixado a minha posição de ataque.

 

Ajoelhei-me junto ao corpo sem vida, enquanto Andreia voltava à forma humana.

 

- O que aconteceu? Ele está…? – Andreia fez uma pausa e os olhos arregalaram-se chocados com o que viam. – Maggie… ele está mor…?

 

- Sim. – Interrompi-a, não queria ouvir aquela palavra tão horrível.

 

- O que vais fazer agora? Os pais dele… já sabem? – Andreia interrogava-me fazendo com que não conseguisse pensar no que fazer.

 

Tinha de contar aos pais dele, mas eu nem sequer os conhecia.

 

David tinha-me dito onde morava, mas não disse qual era a casa, nem como se chamavam os pais. Não sabia como os encontrar.

 

- Maggie, sabes a causa da morte dele?

 

Não queria falar naquilo, não queria mesmo, mas talvez até fosse melhor. A Andreia podia-me ajudar a encontrar uma solução.

 

- Prima, o David… pronto… ele morr… - não queria ter de dizer aquela palavra, Andreia acenou com e cabeça e eu prossegui. – Ele foi morto porque a irmã do Alec, aquele vampiro que eu gostava, … ela tentou transformar o David, mas ele não aguentou e morreu.

 

- Eu sempre te avisei que esse Alec não e de confiança. Consenti envergonhada. - Devias levar o David aos pais.

 

- Esse é um dos problemas, nãos os conhece, nem sei onde os encontrar.

 

- Então, vamos levar o corpo à esquadra e eles tratam do resto.

 

- Pois, mas eles vão investigar a causa da mor… - detive-me naquela palavra. – E não podemos por o nosso nem o disfarce dos vampiros em causa.

 

- Maggie mentimos aos polícias, simulamos um acidente, ou sei lá outra coisa qualquer, isso não importa.

 

Andreia foi buscar uma mota velha que tinha em casa e levou-a para uma estrada pouco movimentada, colocamos o corpo de David debaixo da mota e com a cabeça encostada a uma grande pedra. Parecia mesmo que tinha acontecido ali um acidente.

 

Ligamos para a polícia que apareceu de imediato no local do falso acidente.

 

Um dos polícias, que parecia ser o chefe dirigiu-se para mim e para a minha prima.

 

- Ora boa tarde. Vocês assistiram ao acidente?

 

- Não. – Respondeu a minha prima. Preferia que fosse ela a responder ao interrogatório, eu não estava em condições de o fazer.

 

- E o que estavam a fazer por aqui? Como encontraram o corpo do jovem e a que horas?

 

- Nós estávamos com o David, mas ele queria andar de mota e nós as duas ficamos perto do café “Passione”. Ele estava a demorar muito a voltar e não atendia as nossas chamadas, e ai resolvemos vir andando para ver se o encontrava-mos. E quando chegamos aqui deparamo-nos com isto.

 

O polícia ia escrevendo num pequeno bloco de notas à medida que Andreia falava.

 

- Hum, e a que horas foi isso?

 

- Foi à uns vinte minutos atrás.

 

- Ok, escrevam aqui o vosso nome. – Apontou para o bloco onde escrevera. – Podem ir embora, a partir de agora é connosco. Se precisarmos de alguma informação entramos em contacto convosco.

 

O polícia virou-nos costas e dirigiu-se ao local do acidente.

 

Estávamos a preparar-nos para sair dali quando chega um carro com um casal muito bem vestido que se aproximou de nós.

 

O nariz e a garganta começaram-me a arder e quando percebi o que o casal era já Andreia estava a tremer, pronta para a transformação.

 

Agarrei-a pelo braço para se lembrar que estávamos rodeados de polícias, resultou, Andreia recompôs-se imediatamente.

 

- Olá. – Saudou o homem vampiro, ele estava claramente a falar para mim mas não lhe respondi. – Tu deves ser a maggie, o nosso filho falou-nos muito de ti. – Largou um belo sorriso que mostrou um pouco os seus caninos afiados de assassino. - Pensei que ele exagerava quando dizia que eras linda, mas ele tem toda a razão.

 

Não estava a perceber… eles não podiam ser pais do David, ele não era vampiro.

publicado por Twihistorias às 23:25

19
Jan 11

Capítulo 15

 

- Alec?! O que se passa?

 

- Linda, não te posso explicar isto por telemóvel… só te posso dizer para vires para aqui o mais rápido possível. E linda… - fez uma pausa. – Não te preocupes, vai ficar tudo bem.

 

- Alec, Alec… - ele não respondeu, já só ouvia “pi pi pi”… Alec tinha desligado.

 

Apressei-me a por só o essencial numa mochila, saí do quarto e fui ter com a tia Sue que estava a ver televisão na sala.

 

- Tia, eu vou a Volterra. Não se preocupe, está tudo bem. Mas tenho de ir agora.

 

- Mas o que se passa, filha?

 

- Depois explico-lhe. Não se preocupe comigo, eu fico bem.

 

Abracei-a e de seguida corri a toda a velocidade para o aeroporto.

 

Quando lá cheguei dirigi-me imediatamente ao balcão das informações, onde estava uma rapariga da reserva quileute que costumava brincar quando era criança.

 

Assim que me viu reconheceu-me, lembrou-se dos nossos momentos passados juntas.

 

A rapariga ao perceber que tinha urgência em viajar arranjou-me um bilhete barato no voo mais próximo para Volterra.

 

Passei a viagem toda a pensar no que teria acontecido.

 

A única coisa que me ocorreu era a tragédia do meu sonho, mas não queria acreditar na hipótese de Jane ter transformado David. O que ela ganharia com isso? Jane queria-me destruir, mas David nunca faria isso. Pelo menos, acho que não o faria, a não ser que tal como no meu sonho, a vampira maléfica acha-se o meu amigo de mentiras que fariam com que ele me odiasse… e tenta-se me matar.

 

Não! Não! Não! Isso não pode nem vai acontecer.

 

De certeza que David esta óptimo e Alec tinha-me chamado por outra razão. Só não consegui perceber qual.

 

Enquanto olhava pela janela do avião e via o vasto oceano que atravessava o sonho tomava conta da minha mente… alguns dos meus sonhos já se tinham concretizado… mas outros não passaram de sonhos. E desejava poder agrupar este na “gavetinha” dos que não passam de sonhos.

 

Fazia um esforço enorme para parar de pensar nem que fosse por um segundo no assunto… mas eu tinha um grande defeito… não conseguia descansar enquanto não resolvesse as coisas.

 

O avião aterrou e assim que entrei no aeroporto vi Alec.

 

Estava com os olhos negros e distantes… este era o vampiro frio que mal conhecia mas com quem convivera bastante. Ele nem me viu chegar, só quando me aproximei e agarrei-lhe a mão é que Alec, gelado como sempre, olhou levemente para mim.

 

- Temos de ir! – Alec estava visivelmente amargurado. O que elevava a hipótese do meu sonho estar certo para 80%.

 

Não disse nada, limitando a segui-lo ate ao carro.

 

Tentava desligar o meu cérebro, mas como sempre sem obter qualquer resultado.

 

Alec estava mesmo estranho, e isso fazia-me pensar ainda mais no que não devo.

 

O sonho… Jane… David transformado em vampiro… ou talvez até…. MORTO!!

 

Arrepiava-me só de pensar nessa hipótese. Custava-me respirar.

 

Alec parou o carro perto da floresta onde o tinha visto pela primeira vez… e onde o sonho se passava. Tudo começava a fazer sentido… tinha a certeza que David estava…

 

 

Obriguei a minha mente a ficar em branco, não queria pensar, não queria respirar, não queria ver, não queria viver.

 

Alec agarrou-me a mão e levou-me até uma pequena clareira.

 

Era de madrugada e se não tivesse uma visão apurada não conseguiria ver nada. Ouvia gritos furiosos de dor… não conseguia ver, mas sabia que eram de David.

 

Aproximei-me mais os gritos e vi-o estendido no chão a contorcer-se e a gritar de dor sem parar.

 

 Cai a chorar junto ao corpo que se estava a transformar num monstro.

 

Podia ser egoísta da minha arte., porque eu era um mostro, as minhas melhores amigas eram monstros, o meu namorado era um monstro, a minha família, a minha tribo… estava habituada a viver com isto… mas não queria que David tivesse de passar pelo mesmo… pelo menos não assim.

 

Ela já não ia ter um coração a bater, nem sangue a correr nas veias, ia ser um caçador não o meu melhor amigo. Se ele não tivesse opção de escolha eu até compreendia e aceitava como aceito o Alec, mas assim não. David não merecia isto.

 

Não queria que David fosse um vampiro, ia deixar de ser o meu amigo para passar a ser meu inimigo MORTAL.

 

- Desculpa maggie. Não pude evitar. Cheguei tarde de mais. – Alec agarrou-me no ombro, sacudi-o agressivamente. A raiva e a mágoa tomavam conta de cada pedacinho do meu corpo, estava a tentar não me transformar.

 

- A tua irmã é um mostro sem piedade! Porque ela fez isto? Porque?

 

- Como sabes que foi ela?

 

- Isso não importa. Eu quero o meu David de volta. Tu... tu podes tirar-lhe o veneno do sangue não podes? – Cuspia-lhe cada palavra para que ele percebesse que estava mesmo chateada não só com Jane mas também com ele.

 

- Agora já não posso fazer nada. Se lhe tenta-se sugar o veneno ele iria morrer… esta numa fase já avançada da transformação.

 

- Mas ele está muito ferido… não vai aguentar a transformação.

 

- Jane partiu-lhe muitos ossos… mas pode sobreviver.

 

- És horrível tal como a tua irmã. Ela fez-lhe isto, mas tu também não fazes nada para o salvar.

 

- Maggie, não posso mesmo fazer nada. – Alec aproximava-se de mim para tentar me acalmar. O que só piorou as coisas pois tive de fazer um esforço maior para não me transformar e arrancar-lhe a cabeça.

 

- Sai da minha beira! – Gritei-lhe - não te quero ver mais! Odeio-te!

 

Cada vez chorava mais, começava a ter dificuldades em falar.

 

- Linda, a culpa não foi minha… tenta compreender.

 

- Linda?! Nunca mais me chames isso. Se me amasses de verdade tentavas pelo menos salva-lo. Agora desaparece! Nunca mais te quero ver.

 

- Maggie, eu vou. Mas não penses que vou desistir de ti. Vou-te mostrar que não sou um monstro como pensas. Amo-te! – Alec foi embora.

 

Na floresta apenas restava o corpo frio e branco de David, e eu, ajoelhada ao lado dele a chorar e gritar de desespero.

publicado por Twihistorias às 18:00

11
Jan 11

Havia tantas coisas diferentes em La push, mas ao mesmo tempo tudo estava igual... o povo continuava unido e a manter as tradições bem vivas.

 

A casa dos clearwater estava igual, assim que lá cheguei voltei a forma humana e fui invadida por uma onda de memórias de quando era criança.

 

Todos aqueles momentos que passei com os meus primos e tios naquela casa.

 

Eu a Leah e a Andreia éramos as melhores amigas e ainda somos, mesmo depois de nos separamos continuamos a partilhar os melhores e os piores momentos da nossa vida. E agora, depois de tantos anos longe fui parar ali.

 

Entrei na casa e vi a minha tia que ficou de boca aberta ao ver-me.

 

- Olá tia Sue!

 

- Maggie?! És mesmo tu? – A minha tia abraçou-me ainda boquiaberta.

 

- Sim tia, sou eu. Vim fazer-te uma visita. E se não te importares… posso ficar aqui uns tempos?

 

- Oh minha querida, isso nem se pergunta. Claro que podes. Ficas aqui o tempo que quiseres.

 

- Obrigado tia. Olha eu vou-te pedir mais um favor… posso telefonar aos meus pais só para eles saberem onde estou?

 

- Estás a vontade. Mas, os teus pais não sabem que vieste para La push, não sabem?

 

- Não tia sue. Eu “fugi” de casa. Precisava mesmo de vir. Eles ainda não sabem que me transformei.

 

- Não devias ter feito isso queria. - A minha tia olhava-me com um ar de reprovação. – Eles devem estar muito preocupados… e isso não é notícia fácil de dar a toda a gente, pelo telefone ainda pior. – Sentia a amargura na voz da minha tia, se a Andreia estivesse certa o meu tio Harry teria morrido por causa da transformação dos seus dois filhos. Mas não toquei nesse assunto.

 

Limitei-me a acenar com a cabeça concordando com sue.

 

Dirigi-me ao telefone que estava numa pequena mesa de madeira ao lado do sofá da sala dos clearwater.

 

Instalei-me no sofá e respirei fundo enquanto marcava o número de telefone da minha casa. Tinha a certeza que a conversa com os meus pais ia ser complicada.

 

Tocou uma vez e a minha mãe atendeu de imediato o telefone com tom de emergência. Ela devia estar sentada no sofá à horas a fazer telefonemas para a policia e para todos os hospitais de Volterra para tentar me encontrar.

 

- Estou! Quem fala?

 

- Mãe… - Só consegui proferir essa única palavra, engoli em saco para tentar clarear a garganta. Senti que a minha mãe foi inundada por uma onda de felicidade ao ouvir a minha voz, mas ao mesmo tempo tinha vontade de me bater por ter desaparecido.

 

- Maggie onde estas? Porque me fizeste isto?

 

- Mãe… mãe tem calma. Eu estou óptima. Estou na casa da tia sue.

 

-Estas em La push?! O que foste ai fazer? Como é que foste para ai? Maggie? – A minha mãe não parava de me bombardear com perguntas, a preocupação dominava-a.

 

- Mãe calma… deixa-me explicar. Eu vim para aqui porque herdei os genes de lobisomem, e transformei-me à pouco tempo. Tive de vir aqui para puder aprender a conviver com tudo isto.

 

- Filha, devias ter-nos contado. Como foste para aí?

 

- Vim com um amigo. Mas agora estou com os primos e a tia sue.

 

- Deixa-me falar com a tia. – A minha mãe pediu já mais calma.

 

- Ta bem, mãe. – Hesitei não sabendo se devia perguntar pelo pai. Afinal não queria que ele fica-se preocupado por perceber que andam vampiros à solta em Volterra. - Mãe, como está o pai?

 

- Ele depois do trabalho foi pelas ruas tentar saber se alguém te tinha visto, ainda não chegou. Vou-lhe já ligar para dizer que estas bem, querida.

 

A minha mãe falava nu tom amável, toda a raiva que sentia por eu ter fugido parecia já não existir.

 

- Mãe tem cuidado com a forma como contas isto ao pai. Já sabes como ele é nestes assuntos.

 

- Não te preocupes filha. Olha deixa-me falar com a tia sue. Toma cuidado por ai querida. Beijo. Depois falamos melhor.

 

Chamei Sue para vir ao telefone.

 

- Adeus mãe. Beijo. Adoro-te.

 

Sue agarrou no telefone enquanto me acariciava a cabeça.

 

Leah chamou por mime levou-me a conhecer o meu novo quarto.

 

A noite foi calma, jantamos todos juntos e depois de ter tudo arrumado Leah e Seth saíram para fazer uma ronda à qual eu estava dispensada. De qualquer maneira não pertencia à alcateia dos meus primos.

 

A viagem tinha sido longa e cansativa, e então deitei-me na minha nova cama e sem ter tempo para mais nada, adormeci.

 

****

 

David estava na floresta onde eu tinha conhecido Alec. Ele não estava sozinho, havia um pequeno vulto à sua frente com um manto negro vestido. Esse vulto era-me familiar, mas não conseguia ver o seu rosto nem saber quem era.

 

- David meu querido, quando é que deixas de ser burro? Achas mesmo que a história que a maggie te contou é verdade? Acreditavas em tudo o que aquela falsa te dizia… - ouve uma pausa onde se ouviu um suspiro, e o vulto tornou a falar. - Era tudo um jogo, ela nunca gostou de ti. Agora fugiu com o meu irmão e deixou-te aqui triste, sozinho, indefeso… - reconhecia aquela voz, era de Jane a irmã malvada de Alec. Não entendia porque ela estava a mentir ao David.

 

Queria falar, explicar toda a verdade ao meu amigo, mas a voz falhou-me.

 

Jane deu uns passos que encurtou o espaço que os separava. Enquanto isso a vampira loira revelava o rosto a David tirando o capuz.

 

David recuou assustado, talvez ao ver os olhos vermelhos de sangue da “rapariga”.

 

- Calma lindo. Não te faço mal. – Ela sorriu levemente e David caiu na terra a contorcer-se e a gritar de dor.

 

Também tive vontade de gritar, mas mais uma vez não consegui. Parecia que só podia assistir à tortura do meu amigo sem puder fazer nada para impedir.

 

A vampira loira aproximou-se mais de David que estava agora estendido no chão imóvel, diria que estava morto se não o seu coração que parecia que lhe queria sair do peito enquanto ele tinha sérias dificuldades em respirar.

 

- Há uma maneira de te puderes vingar da Maggie. Eu posso ajudar-te a acabar com ela. – Jane aproximou-se de David e suavemente cravou os seus dentes pela pele fina do pescoço dele. Ouvi um grito de desespero e dor que me fez cortar a respiração.

 

Ouvi um telemóvel tocar, era o meu. Acordei com as lágrimas a escorrerem-me pela cara. A minha respiração estava ofegante e o meu coração batia a uma velocidade tremenda, tinha um no na garganta e enquanto pegava no telemóvel tentava obstrui-lo para conseguir falar.

 

- Estou! – Disse com alguma dificuldade e a soluçar.

 

- Maggie, tens de vir imediatamente para Volterra.

 

publicado por Twihistorias às 20:00

08
Jan 11

Capítulo 13

 

Estava numa floresta enorme rodeada de lobos, deviam ser uns dez…

Eles entreolhavam-se como se estivessem a comunicar, e talvez estivessem mesmo, tal como eu e Andreia fizéramos no outro dia.

Alec está ao meu lado a segurar-me na mão amavelmente.

Pareciam haver dois chefes nesta alcateia, ou então seria mais que uma. Dois dos lobos, que supôs serem os alfas, aproximaram-se lentamente. Tão lentamente que conseguia ouvir cada garra a enterrar-se na terra húmida, cada respirar lupino, cada batimento dos seus corações.

Alec estava ao meu lado completamente imóvel, não o ouvia sequer a respirar, talvez ele não estivesse mesmo a faze-lo para evitar o cheiro a lobo.

Sabia que ele se controlava bem ao meu lado, mas no meio de tantos lobos com certeza seria mais complicado manter o seu auto-controlo.

Enquanto os dois lobos continuavam a sua marcha lenta um outro mais pequeno e de pêlo cor de areia desapareceu por entre a vegetação.

Comecei a ouvir alguns rosnidos, que fizeram Alec se agitar a meu lado. Olhei para ele assustada.

- Calma, Maggie. Está tudo bem. Eu já conheço a tua família, embora não tenha sido por razões muito boas. – A sua voz era suave e transmitiu-me alguma calma e conforto.

Embora esta calma se dissipou depressa com um dos lobos a rosnar fortemente enquanto fixava os olhos de Alec.

- Alec, é melhor irmos embora. – Disse quase a tremer, mas ele ignorou-me largando-me a mão e dirigindo-se ao lobo enorme e castanho que estava a escassos metros de distância.

- Eu vim em paz, estou aqui por causa da Maggie. Caso ainda não tenhas reparado ela é um de vós. Já não pertenço aos Volturi, acho que deves ficar feliz por isso. – Alec tinha os braços no ar em forma de rendição, o lobo deu um passo em frente batendo as patas com força na terra húmida coberta de musgo. A distância entre os dois passou de metros para poucos centímetros mas Alec não se importou com o movimento brusco do lobo. – Não venho para lutar, nem sacar informações, ou seja o que for… só vim por causa da Maggie, ela queria voltar às origens e então trouxe-a até aqui.

Enquanto Alec tentava amansar a situação com a alcateia eu retirei-me até umas árvores para puder transformar-me.

A transformação cada vez era mais fácil, rápida e menos dolorosa.

Quando entrei na rede de comunicação da grande alcateia de lobos gigantes todos eles ficaram admirados e começaram a exclamar expressões como “O que é isto?”; “Quem é que se transformou?”; “estávamos todos transformados… quem é o novo membro da família?”; etc.

Saí detrás da árvore onde me tinha transformado e fui em direcção à clareira onde Alec ainda tentava convencer os enormes lobos sem grande sucesso.

 “O Alec está a dizer a verdade. Eu sou uma de vós!” – Disse ainda um pouco com medo da reacção da alcateia.

“Quem és tu?” - perguntou o lobo castanho, que ao que parece dá -se pelo nome de Jacob.

“Prima, estás aqui! Tenho tantas saudades tuas!” - Leah correu para mim, se estivéssemos na forma humana quase que aposto que ela corria com os braços abertos, como uma criança corre para o colo da mãe.

“Mas que vem a ser isto? Prima?! Quem és tu afinal?” – Jacob estava a perder a paciência com tudo isto.

“Hei calma meu! A Maggie é minha prima e da Leah…” – Seth tentava acalmar as coisas enquanto se aproximava de mim e da sua irmã histérica.

“Maggie?! Bons olhos te vejam! Cresceste muito desde a ultima vez que te vi… estás muito bonita… quase que não te reconhecia.” – Sabia que era Sam quem falara, na sua mente apareciam imagens desfocadas de quando eu era criança e ainda vivia em La push… já não me lembrava muito bem de como ele era em criança e certamente agora estava muito diferente.

“Obrigado pelos elogios, Sam.” – Agradeci-lhe amavelmente, não estava à espera que ele ainda se lembra-se de mim e muito menos que tivesse imagens minhas gravadas na sua memoria.

“Jake, a Maggie saiu daqui para ir viver para Volterra já à muitos anos, é normal que não te lembres… mas temos de a aceitar na alcateia. Ela é uma de nós, tem o nosso sangue…” – Sam foi interrompido por um rosnido forte vindo do peito de Jacob.

“ Ela é uma de nós? Se fosse não trazia esta sanguessuga nojenta para aqui. Não podemos confiar nela! E se eles estão aqui só para informar os Volturi… isto pode ser uma armadilha para destruir a Bella e… e a Nessie.” - Jake disse este último nome com tanto carinho que até pareceu que essa tal de Nessie era filha dele, ou talvez namorada. – “Não vou deixar que uma intrusa entre na nossa alcateia!”

“ Muito bem.” – Recomeçou Sam calmamente. “ Tu até podes ter uma certa razão… mas não acredito que a Maggie nos trairia. Podes não aceitá-la na tua alcateia…” – fez uma pequena pausa como quem tem algo importante mas difícil a anunciar e depois prosseguiu. – “Mas, maggie, tu és um membro da família!”

Jacob rosnou de descontentamento quase ameaçando-me e começou a andar em círculos furiosamente enquanto que os meus primos pulavam e guinchavam de alegria por me ter na alcateia.

“ Sam obrigado mas eu não quero arranjar problemas. Vim em paz, tal como o Alec já disse. A única coisa que quero é voltar às minhas origens, e obter algumas respostas. E a Andreia transformou-se pouco antes de mim e certamente também quer vir para La push brevemente…”

“Ah! Boa! Mais uma intrusa a caminho.” – Jacob interrompeu-me mas não lhe dei importância.

“ Jake, só para esclarecer as tuas suspeitas… o Alec veio porque eu tive a impressão natural por ele. O Alec não veio para informar ninguém e muito menos destruir algo.”

“Ui! Ui! Isto está cada vez melhor!” – Jacob falava de modo trocista. – “Uma loba e uma sanguessuga juntas… que casal giro.” – E ouvi gargalhadas soltarem-se vindas da mente dele.

“ Não percebi essa piada Jake! Não és tu que tens a impressão natural por uma semi-vampira, ou estou enganada?” – A minha prima Leah tentava me defender.

“Leah, nem compares… é muito diferente. A Nessie não é uma sanguessuga nojenta como esse aí!”

“Jacob, não entendo o que tens contra mim, mas um dia gostava de perceber.” – Tentava manter o meu auto-controlo bem alto para demonstrar ao Jacob que não queria arranjar problemas nem magoar ninguém.

“Jake, já chega!” - ordenou Sam. – “Já percebemos que a Maggie não está aqui para causar problemas. Pára de a atacar!”

Todos os lobos se encolheram ligeiramente por causa do tom de alfa que Sam usava.

Dirigi-me então até ao local onde tinha deixado a roupa para me transformar.

Assim que ganhei a forma humana fui ter com Alec, que esperava pacientemente por mim sentado num tronco de uma das muitas árvores enormes que lá havia.

Ele certamente tinha percebido que a alcateia estava a comunicar de forma silenciosa aos ouvidos dele.

“Então, como correu?” – perguntou Alec, mas os meus primos não me deram tempo para lhe responder pois vieram conversar comigo já na forma humana.

Depois de ter estado a falar com eles durante alguns minutos, voltei para junto de Alec.

- Desculpa a demora.

- Não tem mal minha linda. Mas, então, como é que correram as coisas?

- Ao que parece existe duas alcateias, eu fiquei na do Sam. O Jacob não me quer aqui, diz que nós só viemos para destruir uma tal de Bella e uma Nessie… ou algo parecido. Conhece-las?

- Sim linda. Eu já te tinha falado na família Cullen, na Bella e numa semi-vampira… lembras-te? - Agora que Alec falava naquilo lembrei-me da conversa que tinha tido com ele sobre os Volturi e os Cullen.

- Mas Alec, tu não vais fazer mal nenhum a essas “pessoas”, pois não?

- Claro que não Maggs. Eu agora estou do teu lado. Mas primeiro tenho de deixar os Volturi se não eles vão querer fazer o que o Jacob tanto teme.

- Tu podes deixar assim a tua família? – Alec surpreendia-me e ao mesmo tempo assustava-me com a sua frieza.

- Linda, os Volturi não são a minha família. Eu chamo-os de família mas nós somos apenas um clã onde quando se perde um membro só se “chora” porque ficamos sem um guerreiro não porque perdemos alguém que amamos.

Arrepiei-me ao ouvir aquilo, mas percebi que Alec estava-me a poupar, a realidade é ainda mais cruel.

- Maggie, vou ter de voltar para Volterra. Prometo que fico por lá pouco tempo. Apenas o tempo necessário para deixar todos os assuntos resolvidos. – Aproximou-se de mim e beijou-me os lábios apaixonadamente, apesar dos meus breves protestos.

- Amo-te minha loba. Toma cuidado por aqui. Eu volto rápido.

- Alec, não me deixes! – Implorei mas o rosto dele ficou duro e inexpressivo, apenas me beijou novamente e desapareceu pelas árvores ignorando qualquer suplica que tenha feito.

Leah e Seth eram os únicos que ainda estavam no prado para além de mim.

- Hey Maggs! – Seth chamou por mim. – Já tens casa onde ficar?

- Não! – Exclamei, mas fui imediatamente interrompida por Leah.

- Claro que tens. Vais ficar na nossa casa… e nem tentes negar, a Sue vai adorar voltar a ver-te.

- Pois, é melhor aceitar, não quero preocupar muito os meus pais.

- Óptimo! Então vamos miúdas. – Disse Seth ao mesmo tempo que o seu corpo mudava de forma.

publicado por Twihistorias às 18:00

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