11
Ago 11

 

Capítulo44

Próxima Paragem: Felicidade

 

Uma semana mais tarde...

- Chega Robert! Pára! Tens de te despachar! Não! Isso faz cócegas! Robert, o avião não espera por ti!

- Oh Amor, mas eu quero tanto ficar aqui contigo...

- A sério, já são quase 9h e o avião é as 11h! Vais acabar por perdê-lo!

Ele parou de me tentar fazer cócegas e deitou-se de barriga para cima.

- Vou ligar ao Tom...a avisá-lo que afinal não vou hoje. Ah... nem nos próximos meses! Talvez nem devesse voltar. Ficava aqui e...

- Claro! Isso é tão... IRRESPONSÁVEL! Vá Robert, levanta-te!

Tentei fazê-lo cair da cama mas ele foi mais rápido, puxou-me e acabámos por cair os dois no chão.

- Vem comigo!

- Sabes que não posso.

- Então eu fico.

- Robert...

- Não quero ficar longe de vocês outra vez...

- Mas tens compromissos em Londres. Tens de ir. Anda levanta-te.

Ele suspirou.

- Vá, sem resmungos! Ainda temos de ir ao hotel ajudar a tua irmã.

- Ok, ok meu general!

Robert despachou-se a custo, fomos buscar a Lizzie e as suas 4malas ao hotel (Como é que alguém consegue viajar com tanta coisa?) e seguimos para o aeroporto.

- Vocês deviam ir. É melhor não esperar pela última chamada.

- Sim, Robert é melhor irmos. Obrigada Alex pela ajuda com as malas.

- Não foi nada. Façam boa viagem.

- Miguel, despede-te do pai que ele tem de ir pró avião.

Robert pegou-lhe ao colo e beijou-o na testa, antes de o pousar novamente.

- Vou sentir tanto a vossa falta. – Abraçou-me, ainda de mão dada com o nosso filho.

- Nós também vamos sentir a tua falta. – Beijei-o uma última vez.

- Volto assim que puder.

- Liga quando chegares.

- Mas vocês vão largar-se, ou não? – Lizzie olhava-nos impaciente.

- O que foi? Se estás assim com tanta pressa, podes ir andando.

- Podes largar a minha cunhadinha, pra me poder despedir?

Robert encolheu os ombros e afastou-se de mão dada com o Miguel, que não parecia disposto a largá-lo.

Lizzie abraçou-me, acabando por deixar cair o bilhete no processo. Baixei-me para o apanhar.

- Lizzie, deixaste cair o teu... – de repente reparei no nome que estava no bilhete. – O que é isto?

- Ah isso? É o teu bilhete...ou pensavas que te deixávamos cá ficar?

- É verdade, devias ir. Tenho aqui o bilhete do Miguel também. – Alex tinha-se aproximado sem que eu notasse.

- Oh mas eu não posso. Não preparei nada e tenho a galeria. Eu gostava, mas não dá.

- Não sejas tonta! As tuas malas já estão no avião, ou achavas que eu ia viajar com 4malas? Eu e o Alex preparámos tudo.

Fitei Alex, vendo-o sorrir.

- Como é que tu foste capaz? Como é que foste capaz de me fazer isto? – Abracei-o. – Aguentas a galeria, enquanto eu não estiver?

- Claro! Vai antes que percam o avião. Mas promete-me que vais ser feliz.

- Obrigada Alex. Já te disse que te adoro?

ÚLTIMA CHAMADA PARA O VOO NºBA482 DA BRITISH AIRWAYS COM DESTINO A LONDRES. POR FAVOR SENHORES PASSAGEIROS, QUEIRAM DIRIGIR-SE À PORTA DE EMBARQUE Nº35

- Adeus. Despacha-te e faz boa viagem.

Dei-lhe um beijo na face e desatei a correr com a Lizzie. Robert levantara-se quando ouviu o aviso em inglês.

- Bem amor, tenho de correr se não quiser perder o avião.

- Vamos! – Peguei no meu filho ao colo e comecei a correr novamente, esperando que Robert me acompanhasse.

- Anda Robert, se não corrermos vamos acabar por perder aquele avião.

- Mas o que...

- Não há tempo para explicações. Corre!

Finalmente chegámos à porta de embarque, completamente sem fôlego e de seguida entrámos no avião. Achámos os nossos lugares e sentámo-nos.

- Então agora podes explicar-me como estás aqui?

- Ainda não sei muito bem. Foi a tua irmã e o Alex que planearam isto tudo.

- Lizzie! Obrigada mana. Obrigada! Já te disse que te adoro? Nem tenho palavras para te agradecer!

- Robert, estás a sufocar-me. Pára! Larga-me. Deixa-me respirar!

- Oh...desculpa! É que fiquei tão feliz!

- Ah sim ok, já agradeceste! Não preciso de mais abraços.

- Ahahah. Realmente há coisas que nunca mudam! Quando é que vocês vão parar de implicar um com o outro?

Acabámos todos a rir à gargalhada. E assim passámos as duas horas seguintes na galhofa.

- Olha Anna, já se vê Londres!

Espreitei a janela e percebi finalmente as saudades que tinha de Londres. Não era só das pessoas que sentia falta. Sentia falta daquela cidade. A minha cidade.

- Não percebo como pude alguma vez sair daqui.

- Tenho essa mesma sensação, sempre que parto ou chego a Londres.

- É uma cidade mágica.

- Sim. A mais bela de todas.

- Também gosto de Lisboa.

- Podemos sempre ir lá passar férias. Sim, porque depois de casarmos e assim que o Miguel entre na escola, acho que já não vai ser tão fácil deixares Londres durante tanto tempo.

- Não quero separar-me de ti nunca mais.

- Não terás de o fazer. Vamos ficar juntos, os três. Sempre.

Beijámo-nos e em seguida encostei a cabeça no seu ombro. Dé-mos as mãos e ficámos a apreciar a paisagem.

Londres ia ficando cada vez mais perto, assim como a minha nova vida. O nosso novo começo. Juntos. Depois de tantos desencontros quem julgaria que ainda seria possível?

Suspirei ao imaginar tudo o que me esperava quando o mundo finalmente descobrisse. Mas estava segura. Tinha Robert, o meu filho e uma dúzia de pessoas que nos amavam. A partir de agora já nada nos poderia separar.

 

FIM

 

Olá Twilighters, mais uma fic que chegou ao fim.

Mas temos uma surpresa para vocês, a Ana diz que vai ter continuação :D

Será que vamos saber as aventuras do Miguel com o Robert? Ou se o casamento do Robert com a Anna vai dar certo? Por isso fiquem atentos, pois ainda teremos mais desta fic de encontros e desencontros. ;)

 

Twikisses**

publicado por Twihistorias às 18:00
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06
Ago 11

Cap.43 – Unidos para Sempre

 

A campainha soou. Era Alex que chegava. Conversámos um pouco e acabava de prometer-lhe que nunca iria magoar a Anna, quando a campainha voltou a ouvir-se.

- Mano! Onde está ele? Onde está o meu sobrinho. Ah, olá Alex!

- Está ali no quarto.

Apresentei Tom a Alex e ficámos os três a conversar até se ouvir um grito da minha irmã.

- Lizzie? O que se passa?

- Mano, tens de ver isto!

Fui até ao quarto, sendo seguido de Alex e Tom. Encontrei-os estendidos no chão, cheios de tinta.

- O que é que se passou aqui?

- Estamos a pintar! O miúdo tem jeito! Nem sei como é que tu não descobriste logo... Vocês são iguaizinhos. Espera só até eu contar à mãe! Ela vai ficar tão contente quando souber que lhe deste um neto.

A Anna chegou, cumprimentou toda a gente e proibiu-nos de entrar na cozinha, até o jantar estar servido.

O jantar foi muito animado. Rimos, comemos, bebemos e contámos piadas até tarde.

Já era uma da manhã quando Tom e Alex se despediram e saíram, juntamente com a minha irmã.

- Então e nós? Vamos deitar o belo adormecido?

O meu filho tinha acabado por adormecer no meu colo, depois de se ter esforçado ao máximo por ficar acordado.

- Olha pra ele. Está tão calminho.

Ela sentou-se ao meu lado.

- Agora tenho pena que não tenhas estado presente, desde que ele nasceu.

- Hei. Eu estou aqui agora. E vou estar sempre aqui.

- Tens a noção de que isso não é possível? E o teu trabalho?

- Vocês são mais importantes que um papel num filme qualquer.

- Mas isso é a tua vida.

- Filmes, eu já fiz muitos. Mas a mulher que eu amo e o meu filho são únicos. São a minha família. Se tiver de escolher entre uma das duas coisas, nem preciso pensar 2vezes. Vocês são a minha vida agora.

Libertei uma das mãos com cuidado e aproximei-me beijando-a.

- Nem sei como consegui estar tanto tempo longe de ti. Eu devia ter voltado quando soube...

- Vamos deitá-lo?

Levámo-lo ao quarto, deitei-o na caminha com cuidado e tapei-o com o lençol.

- É o menino mais lindo do mundo. Obrigada por me dares um filho tão bonito e inteligente. Ainda nem consigo acreditar que ele é mesmo meu.

- Sim. Ele é nosso. – Ajoelhou-se ao meu lado e acariciou o meu rosto. – Agora que me lembro de tudo, percebo que sempre te quis da mesma forma.

- E eu amei-te sempre, mesmo à distância.

Aproximámos os nossos rostos até os nossos lábios se unirem. Como é possível que ainda consigamos amar assim, depois de tudo o que passámos? Sinto que a amo cada vez mais.

Deixei-me levar pelos meus sentimentos à medida que o beijo se ia tornando mais intenso.

Ouvi o meu filho suspirar e afastei-me a custo.

- É melhor irmos para outro sítio se não queremos acordá-lo. – Disse ainda de olhos fechados.

Tomei-a nos meus braços e levei-a para o quarto.

- Onde é que nós íamos?

Beijei-a.

- Isso quer dizer que vais ficar?

- Sempre.

publicado por Twihistorias às 18:21
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30
Jul 11

Cap.42 – Miguel

 

Às 13h em ponto, acabava de sair do táxi e tocava à campainha. Ela abriu e subi.

- Olá. Tudo bem? Entra...

- Tudo bem. Obrigada pelo convite.

- Mamã, mamã! – Fomos interrompidos pelo filho dela.

Ela pegou-lhe ao colo e respondeu-lhe em português. Falaram durante um bocado. O miúdo olhava pra mim e ria-se. Fiz-lhe uma festa na cabeça, despenteando-o.

- O teu filho é muito bonito.

- Obrigada.

Ele olhou-me com curiosidade e perguntou alguma coisa. Continuaram a falar em português até que ela o pousou no chão e ele correu para o quarto, fechando a porta.

- Desculpa. Ele ficou curioso. Bem, tenho o rolo de carne no forno. Ainda gostas de rolo de carne?

- Sim.

- Senta-te. Fica à vontade. Vou só pôr a mesa.

- Não, já cozinhaste. Deixa-me ajudar. Diz-me só onde estão as coisas, que eu ponho a mesa.

Pus a mesa enquanto ela tirava a comida do forno e a servia.

- Então, o teu filho não vai almoçar connosco?

- Não. Ele já comeu.

Almoçámos enquanto ela me contava a sua aventura atribulada para chegar a Portugal.

- A conversa está a ser muito divertida, mas estou curioso para saber o que tinhas de importante pra falar comigo.

- Bem, não é assim tão fácil.

- Podes contar-me. Seja o que for...

- Não tens a mais pequena ideia do que seja?

Ela avaliava-me, tentando decifrar a minha expressão.

- Não. Não faço ideia.

Ela suspirou enquanto se levantava e levava os pratos da mesa para o lava-loiça. Virou-se e ficou encostada à bancada da cozinha, olhando-me directamente nos olhos.

- Robert, eu... eu estava grávida quando saí de Londres. Eu só soube depois...

O quê? Não estou a perceber. O que é que ela me está a tentar dizer. Não, ela não me que está a tentar dizer que...

- Anna, o que estás a tentar dizer-me...

- Bem, suponho que não há uma maneira certa de o dizer. Robert, o Miguel é teu filho.

- O quê? – Disse levantando-me.

Passei a mão pelo cabelo, nervoso. Calma Robert, ela não acabou de dizer que... sim, ela acabou de dizê-lo. Eu não acredito. Eu tenho um filho?

Ela continuava encostada ao balcão, esperando uma reacção coerente da minha parte.

- Tu acabaste de dizer que... eu tenho um filho? Ele é nosso filho?

Ela acenou com a cabeça timidamente.

- Desculpa. Compreendo que fiques chateado.

Dei a volta à mesa e aproximei-me. Ela encolheu-se por reflexo. E  eu abracei-a.

- Não estás chateado? – Perguntou a medo, quando a larguei.

- Como poderia ficar chateado? Vocês são a melhor coisa da minha vida! Ele é a melhor coisa que me podias ter dado! Amo-te! Amo-vos aos dois!

Comecei a beijá-la por todo o lado, não contendo a minha felicidade.

- Mamã! Não! Mamã! – Senti que alguma coisa me puxava pela perna das calças, até por fim me abraçar a perna. – Larga a minha mamã!

Afastei-me e vi o meu filho com um ar muito zangado. Anna ria à gargalhada.

- Ele acha que me estavas a fazer mal. Estava a defender-me! Se eu fosse a ti largava-me, porque ele às vezes morde!

- Ok, já a larguei! – Pus as mãos no ar como se me estivessem a apontar uma arma. – Não vais ajudar-me? Ele parece perigoso!

- Ah não, vocês que se entendam! Tenho loiça pra lavar.

Baixei-me e estiquei a mão.

- Olá Miguel. O meu nome é Robert e sou o teu pai. – Ele olhou pra mim desconfiado.

- Ele só fala português...

- Hum... Havemos de arranjar uma maneira! – Despenteei-lhe o cabelo e comecei a fazer-lhe cócegas. Peguei nele por baixo dos braços e atirei-o ao ar. Ele ria divertido.

A Anna ia falando com ele em português. Depois de o atirar ao ar novamente, pousei-o no chão e ele começou a correr para fora da cozinha.

- Ele quer que vás atrás dele. Quer mostrar-te os brinquedos.

- Anna eu...

- Vai lá ter com ele. Divirtam-se!

Fui ter ao quarto dele. Fez-me ver todos os carrinhos e a colecção de bonecos do Spiderman e sentámo-nos a brincar. Brincámos juntos durante quase toda a tarde.

- Meu homenzinho! – Disse, sentando-o no meu colo.

Quando me ouvia falar, olhava pra mim e ria-se. Às vezes dizia alguma coisa, mas eu não conseguia entender.

Tenho de aprender português.

Comecei a perceber que ele pegava nas coisas e dizia-me o nome. Parecia uma espécie de jogo.

- Estou a ver que se entendem sem a minha ajuda!

Anna observava-nos da porta com um ar entre o divertido e comovido.

- Carro azul. – Miguel passava-me outro carrinho para a mão.

- Sim, meu filho. Carro azul. Blue Car.

- Miúdo esperto! – Dei-lhe um beijinho na testa.

- Carro verde.

- Sim. Carro verde. – Esforcei-me por dizer em português.

E fui imitando o que ele dizia até ele me começar a perguntar a mim de que cor era.

Ouvi o meu telemóvel tocar algures, mas não queria sair dali, fosse por que motivo fosse.

- Lizzie? Sim. Não. Está tudo bem. Não. Ele está aqui. Está um pouco ocupado. Não sei, vou ver. Espera... Robert, é a tua irmã. Acho que devias falar com ela.

- Diz-lhe que está tudo bem. Depois falo com ela.

- Já disse isso. Acho que devias ser tu a contar-lhe... Vá Miguel, deixa o pai falar ao telefone!

Ele levantou-se e pousou um carrinho em cima da cama.

- Pai. Pai. Pai. – Ouvi-o cantarolar baixinho.

Levantei-me e peguei no telemóvel.

- Oi Lizzie. O que se passa?

-Isso, digo eu! São 19h, vais mudar-te para aí? Estamos à tua espera para jantar. A Anna disse que estava tudo bem, mas eu sei que se passa alguma coisa que ela não quis contar!

- Hã... já são 19h mesmo? Nem dei pelo tempo passar...

- Vens jantar connosco ou não?

- Desculpa Lizzie, mas eu acho que não vou.

- Ah sim. Está bem. Mas não vais dizer-me o que se está a passar?

- Lizzie, está tudo bem. Não há problema nenhum. Logo quando chegar falamos.

- Ok. Agora já estás ao pé da tua namorada, já não precisas de mim pra nada. Já não me contas nada. Que bom. Grande irmão me saíste! Felizmente o Tom ainda pode ir jantar comigo hoje, antes de ir embora amanhã.

- Ok Lizzie. Eu conto se me prometeres que não fazes mais perguntas!

- Prometo. Conta!

- Tens um sobrinho. Ele é meu filho.

- O quê? Não estás a falar a sério! É mesmo verdade... vou para aí agora!

- Não Lizzie, não vens nada para aqui! E o jantar com o Tom?

- O Tom compreende...vou jantar com ele a L.A. depois se for preciso...

Anna tocou-me levemente no braço, chamando a minha atenção.

- Porque não os convidas para jantar aqui?

- Tens certeza?

- Claro! Vai ser bom, jantarmos todos juntos. Convido o Alex também.

- Er... Lizzie? A Anna está a convidar-vos aos dois para jantar. Aqui na casa dela.

- Ok. Vamos para aí. Até já.

Pousei o telemóvel em cima da cama.

- Então? Eles vêm?

- Sim. Lá se vai o nosso jantar descansado!

- Deixa. Assim vai ser mais divertido! Tenho saudades daqueles jantares!

- Sério?

- Hum, hum. Ficas bem? Vou ter de sair...

- Onde vais?

- Ao supermercado. Já que eles vêm, vou ter de ir comprar umas coisas.

- Não vás. Podemos encomendar qualquer coisa...

- Nem pensar! Eu é que vou cozinhar.

- Ok. Pronto não te zangues! – Abracei-a e beijei-a.

- Pai não! Deixa a mamã! Não faz dódoi na minha mamã!

- Bom, já percebi que não vou conseguir beijar-te, sem interrupção.

Notei subitamente que os seus olhos estavam marejados de lágrimas.

- Pai. Pai. Pai. – Ele cantarolava novamente. – Faz um desenho pa mim, pai.

- É melhor dares-lhe atenção, ele não vai desistir de te puxar.

- Estás bem? Pareces triste...

- Ah não é nada. É só que... vocês entenderam-se tão bem. Sabes, eu conversei com ele e tentei explicar-lhe, mas não estava à espera que ele aceitasse tão bem.

- Queres dizer que ele não costuma dar-se bem com estranhos?

- Não é isso. – Sorriu-me. – Estou tão habituada ao português que até me esqueço que tu não entendes. Ele tem estado a chamar-te pai. “Pai” significa ”Dad”.

- A sério?

- Sim. Bem, vou sair. No caminho passo pelo Alex e digo pra vir pra cá.

Ela saiu e fiquei a ver o meu filho fazer um desenho.

O meu filho! Não consigo imaginar que algum dia possa vir a estar mais feliz do que hoje. Estou finalmente junto da mulher que amo e ela deu-me um filho! É mais do que eu poderia pedir. E eu que nunca tinha pensado a sério em ter filhos.

publicado por Twihistorias às 20:27
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24
Jul 11

 Cap.41 – Felicidade

 

Fechei a porta do prédio e senti a brisa fresca na minha cara.

O momento pelo qual esperava há 3 longos anos chegara e ainda me custava acreditar que tivesse mesmo acontecido. Apetecia-me correr pela rua fora. Apetecia-me gritar.

Tive a sensação que caminhava como um louco. O meu telemóvel vibrava no bolso do meu casaco e eu sem me importar com nada. Sorria a todos os que cruzavam caminho comigo. Simplesmente sorria, mostrando a todos a minha felicidade.

Acabava de chegar a uma praça iluminada, quando senti as primeiras gotas de chuva. Não passava de um chuvisco, mas fiquei ali parado no meio do caminho, vendo as pequenas gotas caírem do céu e tocarem a terra. Saboreei o seu toque fresco na minha cara, até me aperceber que a chuva engrossara.

Vi como algumas pessoas com roupas frescas corriam a abrigar-se. Era Verão e estava calor, apesar da chuva. Mas era insano ficar ali no meio da praça, sozinho. Encaminhei-me lentamente para uma rua próxima e fiz sinal a um táxi que passava.

Cheguei ao hotel e encontrei a minha irmã no Hall sentada, virando as páginas de uma revista.

Aproximei-me e quando me viu, deixou cair a revista e abraçou-me.

- Ah mano, estava tão preocupada! – Libertou-me e começou a observar-me. – Estás bem... mas estás todo molhado. – Sorri-lhe em resposta. – Eu liguei-te. O que é que se passou? Porque não me atendeste?

- Desculpa. Eu estava... ocupado.

- Queres matar-me do coração, Robert? Pensei que tinha acontecido alguma coisa! Correu bem? Anda lá conta-me tudo!

- Ela aceitou falar comigo!

- E então? Quando vais falar com ela?

- Já falei. Foi com ela que estive!

- Estiveste com ela este tempo todo?

- Sim. Mas não comeces a pensar coisas, ok? Estivemos a conversar.

- Hum... sim, pois, só a conversar. Pelo teu sorrisinho de tonto, já percebi que essa conversa correu muito bem. Mas vais ter de me contar tudo!

Fomos para o meu quarto e contei-lhe.

- Então ela afinal não é casada! E vocês entenderam-se... oh Robert isso é tão bom! Estou tão feliz!

- Ainda não sei muito bem como é que ficámos...

- Mas vão voltar a encontrar-se, certo?

- Sim. Fiquei de lhe ligar.

- Hum. Óptimo. Estou aqui a pensar numa coisa...

- O que é que irá sair daí...

- É só uma coisa que não encaixa nesta história toda.

Será que eu fiz alguma coisa que não devia?

- O que é que não encaixa?

- Ela tem um filho, certo?

- Sim.

- Se ela não é casada com o Alex e nunca teve nada com ele... de quem é a criança? Tu viste-o.

- Vi. Quando fui à galeria pela 1ªvez, porquê?

- Ah por nada, é estranho. Devias perguntar-lhe.

- Nem penses! Eu não tenho nada a ver com isso! Se ela me quiser contar, conta-me.

- Tu é que sabes. É que... não deixa, esquece. Se ela quiser, conta-te.

A Lizzie despediu-se e saiu.

Fiquei estendido na cama a sonhar acordado.

Como tinha sido bom voltar a tocá-la, a sentir o seu cheiro, poder ver de novo o seu sorriso e sentir os seus lábios nos meus. Era mais do que eu poderia pedir.

Custei a adormecer pois estava demasiado ansioso pelo dia seguinte.

Acordei tão bem disposto na manhã seguinte, que até compus uma música no chuveiro. Bem, pelo menos a ideia principal foi no chuveiro, depois sequei-me, peguei na viola e meia hora mais tarde, já tinha a letra e a música prontas. As saudades que eu já tinha de tocar a sério.

Ouvi bater à porta.

- Está aberta!

- Bom dia! Já sei da boa nova! Não te vou perguntar se estás feliz porque, pela cantoria logo de manhã, é obvio que estás. Dá cá um abraço! Eu sabia que ia dar certo!

- Obrigado Tom.

- Gosto de te ver assim. De sorrisinho parvo na cara. É bom ter-te de volta!

- Robert, Robert estás aí? Posso entrar?

- Entra Lizzie!

- Toma. Telefone pra ti!

- Sim?

- Bom dia Robert. Podes vir almoçar comigo? É que tenho uma coisa importante para falar contigo.

- Anna? Sim, claro! Onde queres almoçar?

- Pode ser na minha casa? Consegues cá chegar?

- Ok. Acho que sim.

- Dei a morada à tua irmã. Vens cá ter às 13h?

- Ok. Às 13h estou aí.

Ela desligou e olhei para a minha irmã.

- Então o que é que ela queria falar contigo?

- Não sei. Vou almoçar com ela.

publicado por Twihistorias às 22:46
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18
Jul 11

 

Cap.40 – A Conversa

 

Conduzi em silêncio até casa. Subimos as escadas até ao meu apartamento. Ele parecia hesitar em passar da porta.

- Que se passa? Não vais entrar?

- Talvez não devesse. Afinal, é aqui que vives com a tua família...

De repente pareceu-me ver alguém muito mais velho e cansado. Parecia estar em sofrimento. Mas no instante seguinte essa sensação desfez-se e fiquei a pensar se teria imaginado.

- Queres ficar a conversar à porta? Anda, preciso de um café...

Ele entrou e seguiu-me até à cozinha. Pus água a aquecer.

- Chá ou café?

- Tanto faz...importaste que fume?

- Na varanda, por favor. No corredor, em frente.

- Ok.

O que é que eu estou a fazer? Suspirei. De onde me veio esta coragem toda? Bem, é só ouvi-lo e depois posso mandá-lo embora...

Acabei de fazer o chá e fui até ao meu antigo ateliê, chamá-lo à varanda.

Robert parecia muito nervoso. Vi-o acabar um cigarro e acender outro em seguida.

- Não perdeste esse vício. Sabes que isso faz mal?

Ele sobressaltou-se e deixou cair o cigarro. Apanhou-o e apagou-o.

- Não tinha percebido... que estavas aí.

- O chá está servido na cozinha.

Sentámo-nos à mesa. Não sabia se devia puxar o assunto ou esperar que ele falasse.

- Disseste que querias explicar-me. O que tanto me queres explicar?

- Ah bem sim. Eu... trouxe-te uma coisa.

Pegou no casaco que tinha colocado nas costas da cadeira e retirou um embrulho de um bolso interior, colocando-o em cima da mesa.

- Não é nada de especial. A minha irmã disse-me que talvez quisesses ver.

Peguei no pacote e abri-o. Lá dentro estavam 2 caixas de DVD e uma caixa de CD. Tirei-os do pacote.

- Obrigada, não era preciso... – disse, sem prestar grande atenção às capas.

- Dois, são filmes que fizeste. O outro é o meu último filme. Ainda não saiu em DVD.

- Ok... – afastei os DVD’s para o lado. – Mas não foi só isso que te fez vir à minha procura. Querias explicar-te. Explica-te.

- Desapareceste...

- Não estamos aqui para falar do que eu fiz, ou estamos?

Levantei-me e levei a caneca para o lava-loiça.

- Não. Eu só queria saber se estavas bem.

- Bom, agora já sabes. Há mais alguma coisa que te incomoda ou já acabaste?

- Eu...perdoa-me. Por favor.

Não consegui conter o riso e olhei-o com desprezo.

- Nem tens a noção do quão ridículo estás a ser, pois não? Como é que tu podes supor que alguma vez te possa perdoar? Tu destruíste a minha vida! Como é que tu... Como é que tu tens coragem de me pedir isso?

- Eu...desculpa se te fiz assim tanto mal. Mas também já me fizeste pagar por isso.

- Eu fiz-te pagar?! Eu?! Essa é boa! Agora eu é que sou a má da fita!

Ele também se levantou, mas mantinha o tom de voz controlado, enquanto eu já discutia abertamente.

- Podias ter-me dito. Não precisavas ter fugido...

- Ah e tu ias deixar, claro! Ias deixar-me fugir ao teu controlo?

- Controlo? Eu destrui a tua vida... tu nem falavas comigo sequer! Eu já não sabia mais o que fazer. Estava desesperado. Queria ajudar-te mas nem me deixavas aproximar.

- Querias ajudar-me? E como tencionavas fazê-lo? À pancada?

- Não. Eu estava irritado. Eu não queria magoar-te...

- Eu não consigo continuar a ouvir isto! Tu estavas sempre irritado! Tudo era desculpa para me dares uma lição, não era?

- O quê? Não! Espera... tu lembraste-te.

- Claro que me lembrei! Achavas que nunca ia lembrar-me daquilo que me fizeste? De como me tratavas?

Ele aproximou-se de mim.

- Não! Afasta-te de mim!

Ele ignorou-me e pegou num dos DVD’s.

- Por favor. Tens de ver isto.

- Eu não quero ver coisa nenhuma!

- Por favor. Deixa-me mostrar-te! Depois se quiseres nunca mais me tornas a ver.

Fomos para a sala. Ele tentava em vão tirar o plástico da caixa do DVD, enquanto ligava a televisão.

- Raios. Onde está uma abertura fácil, quando se precisa?

- Posso?

Ele passou-me a caixa e finalmente reparei na capa. Havia uma foto nossa.

Devolvi-lhe o DVD, ele colocou-o de imediato no leitor e premiu o Play. Seleccionou uma cena específica e deixou-se cair no sofá.

No ecrã, eu e Rob discutíamos. Ele parecia bastante alterado. Numa fracção de segundo já estava em cima de mim e eu chorava, gritando-lhe que parasse. Parecia bater-me com todas as forças. Só parou quando fiquei estendida no chão sem me mexer. Pegou numa garrafa e saiu do quarto.

Não conseguia acreditar no que estava a ver. Recuei, encostando-me à parede ao pé da porta.

Na cena seguinte estava a ver-me ao espelho. Estava cheia de negras e arranhões e chorava.

Não podia ser verdade. Deixei-me cair no chão, escondi a cara entre as mãos e chorei.

- O meu pai. Era o meu pai. Eu sinto muito...

Do nada, algumas memórias voltaram.

Estava à porta do quarto e via um homem bater numa mulher. Os meus pais. De repente ele voltou-se e percebeu que eu tinha visto. Gritou comigo, agarrou-me e arrastou-me pelo chão.

- Estás bem? Precisas que chame alguém?

- Não. Desculpa. Eu...

- Não preciso de explicações agora. Entendo que estejas confusa. Só queria mostrar-te. Desculpa...

- Não. Não peças desculpa. Eu é que devia pedir desculpa...

- Schhh. Queres que ligue ao teu marido?

- Não.

- Devias ligar-lhe. Ele deve estar preocupado.

- Não. O Alex não é meu marido. Nós não somos casados.

- Isso não interessa. É a pessoa com quem vives. É normal que ele esteja preocupado.

- Não estás a perceber. Eu e o Alex...

- Não precisas de me dar justificações. Seguiste com a tua vida e eu também devia ter feito o mesmo. Só preciso que fiques bem para poder voltar para Londres em paz.

- Fica comigo...

Rob sentou-se ao meu lado no chão e eu encostei a cabeça no seu ombro.

- Sabes, eu não fazia ideia. – Disse, passando os dedos pelo meu cabelo.

- Do quê? – Perguntei, momentos depois.

- Não cheguei a conhecer o teu pai. E só vi a tua mãe algumas vezes. Nunca me falaste sobre isso. Agora percebo porque é que andavas tão em baixo quando fizemos aquele filme.

Limpei as lágrimas com as mãos, desencostei a cabeça do seu ombro e olhei-o nos olhos pela primeira vez.

- Desculpa pelo que te fiz passar. Eu devia ter falado. Devia ter aceite a tua ajuda, mas eu estava tão confusa. Eu não conseguia confiar em ninguém.

- Eu procurei-te por todo o lado...

- Eu sei. Tive de mudar por causa disso.

- Cortaste o teu cabelo.

- Sim. Cortei-os no dia em que vim embora... devias ter encontrado alguém.

- Não. Eu estou bem assim...

A pouco e pouco estávamos mais próximos. A sua mão ainda acariciava os meus cabelos e parou na minha nuca. Senti um pequeno arrepio.

- Porque não procuraste alguém?

- Porque para mim já havia alguém. Para mim só existia uma pessoa certa e eu escolhi ficar à espera dela.

- Tu ainda...

Não terminei, ao ver que os seus lindos olhos cintilavam como se estivesse prestes a chorar.

Aproximei-me e toquei-lhe a face. Doeu-me ver como sofria por um erro meu. Só queria apagar o que tinha feito. Ele fechou os olhos ao sentir o meu toque e uma lágrima deslizou pelo seu rosto. Não queria que sofresse mais. Aproximei-me mais e beijei-o.

Senti-o estremecer quando os nossos lábios se tocaram, mas aconchegou-me nos seus braços e percebi como ainda me amava.

As nossas lágrimas misturaram-se naquele beijo, até que muito lentamente nos fomos separando.

Olhei-o directamente nos olhos. O meu medo tinha desaparecido e estava pronta a dar-lhe tudo o que ele quisesse de mim. Ele não era aquele monstro que eu tinha criado na minha cabeça.

Ainda sentia o seu aroma nos meus lábios, quando percebi que o olhar que me retribuía não era de felicidade, mas sim de preocupação.

Baixei o olhar e levantei-me. Não sabia o que perguntar, mas também não aguentava o silêncio.

Atravessei a sala e liguei a aparelhagem. Os primeiros acordes da música, preencheram o vazio e sentei-me, escutando o meu fado preferido. Nem era preciso entender Português, para perceber a dimensão do sentimento que era cantado.

Percebi que Robert continuava a fitar-me, ainda encostado à parede.

- Está tudo bem...

Ele não respondeu e não consegui ver a sua expressão. Entretanto a noite caíra e a pouca claridade que entrava na sala, projectava sombras nas paredes.

Levantei-me e fui ao seu encontro, ajoelhando-me a seu lado.

- Estás bem? Estás tão calado...

Pousei-lhe as mãos no rosto.

- Estou preocupado contigo...

- Preocupado comigo? Porquê?

- O que vais fazer daqui para a frente?

- Não sei. Ainda há muita coisa para esclarecer.

- Devia ir-me embora. A mim não me deves explicações, mas o teu marido deve estar a chegar e talvez queiras falar com ele.

- Escuta Robert. Eu não vivo com o Alex. A verdade, é que nós somos só amigos.

- Sim, mas ele disse...

- Nós nunca tivemos nada. Ele ajudou-me muito quando cheguei aqui, somos sócios, vizinhos e ele dá-me uma ajuda com o meu filho, mas nunca passou disso.

- Hum...compreendo.

- Será que algum dia me poderás perdoar pelo que te fiz passar?

- Anna, não há nada para perdoar. Estamos aqui os dois, não estamos? Acho que já sofremos os dois em igual medida. Talvez possamos recomeçar a partir daqui.

Uma lágrima rolou pelo meu rosto. Aquilo que ele me estava a oferecer era mais do que eu merecia.

- Não chores. Não gosto de te ver chorar.

- Eu não mereço isso...

- Hei, anda daí.

Ajudou-me a levantar e levou-me até à varanda.

- O que vês?

- A cidade.

- Diz-me tudo o que consegues ver daqui.

- Vejo casas, prédios, luzes, pessoas, o céu,...

- Eu vejo-te a ti... – arrepiei-me ao ouvi-lo sussurrar-me ao ouvido e não consegui continuar.

Engoli em seco.

- Sabes, deves ter algum problema na vista!

Robert respondeu-me com uma sonora gargalhada e foi impossível não rir também.

- Há muito tempo que não me ria assim. Tu és impossível!

- Obrigada. É bom saber.

- Já está a ficar tarde. Queres ir jantar a qualquer lado?

O ambiente entre nós ficara muito mais descontraído, mas já estava na hora de voltar à vida real. Estávamos juntos há horas, a noite tinha caído e Alex já devia estar em casa há muito tempo.

- Sabes, devia falar com o Alex. E a tua irmã sabe que ias falar com ele e talvez esteja preocupada.

- Compreendo. Hora de voltarmos à vida real.

- É. Acho que sim.

- Tudo bem. A Lizzie vai encher-me de perguntas.

- Sim. Se bem a conheço, é isso mesmo que deves esperar.

Peguei no telemóvel, enquanto o acompanhava à porta e reparei nas chamadas não tendidas. Alex devia estar super preocupado. Reparei que Robert também olhava o telemóvel.

- Estou a ver que já estás a ser bombardeado. – Comentei rindo.

- É verdade. E tu também, né?

- Eles só estão preocupados...

Despedimo-nos um pouco atabalhoadamente, pois nenhum de nós sabia onde deveria beijar.

- Vamos voltar a ver-nos...

- Claro, ainda existem coisas que precisamos de esclarecer. Liga-me...

- Ok. Adeus.

Fiquei à porta até que os seus passos deixaram de se ouvir e a porta de entrada se fechou, após a sua passagem. Saí e fui bater à porta de Alex.

- Patrícia, estás bem? Ele magoou-te?

- Não, não está tudo bem!

- Não imaginas como eu estava preocupado. Liguei-te várias vezes! Mas também não sabia se devia ir lá bater à porta ou não.

- O Miguel portou-se bem?

- Assustou-se com o que aconteceu na galeria, mas depois portou-se bem. Comeu tudo e já está a dormir.

- Obrigada por teres ficado com ele.

- Não custou nada. Agora conta-me o que aconteceu. Pareces diferente...

publicado por Twihistorias às 19:01
Fanfics:

13
Jul 11

 

 

 

Cap.39 – De volta à Galeria

 

- Robert, eu tentei, mas acho que ela não vai querer falar contigo.

- Ok. Obrigada na mesma. – Disse desanimado.

- Mas...

- Mas...?

- Mas o marido dela quer falar contigo.

- O marido? Para quê?

- Não sei. Foi ele que pediu para falar contigo. Parecia importante.

- Já imagino o que seja. Melhor levar um dos seguranças... – disse ironicamente.

- Não sejas cobarde. Ele não me pareceu o tipo de pessoa...

- Pois não. Ele não tem medo que tu lhe tentes levar a mulher...

- Ahahah. Mas podia tê-lo feito! Vai lá e fala com ele! Amanhã às 15h na galeria.

- Ok, ok. Sem problema. Vê se tens as ligaduras preparadas pra quando eu chegar!

- Eu não me esqueço.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

No dia seguinte:

- Ele deve estar a chegar. Queres ir dar uma volta com o Miguel, enquanto nós conversamos?

- Não. Acho que se sair daqui, vou acabar por fazer a mesma idiotice que ontem.

- Foste um pouco precipitada, mas já passou! Vais ficar aqui?

- Sim. O Miguel está entretido e assim não temos de fechar a galeria. O que é que vais falar com ele?

- Nada demais. Vou só conversar, confia em mim.

- Não acho nada boa ideia.

- Podes ficar descansada, vai correr tudo bem. Bem, devias ir lá para dentro. Ele deve estar mesmo a chegar e já que ficas aqui, vamos conversar no café.

- Ok.

Fui para o ateliê, mas estava demasiado nervosa e fiquei na ombreira da porta a espreitar.

Passado alguns instantes vi-o entrar na galeria. Dirigiu-se a Alex e cumprimentou-o. Respirei fundo, encostando-me à parede.

- Olá Patrícia, como está?

Olhei para o lado, surpresa. Não me tinha apercebido da chegada do Sr. Francis.

- Hã... desculpe, estava distraída. Estou bem obrigada e o senhor? Como vão os negócios? E a família?

- Ah está tudo bem. Tenho andado em viagem, mas já tinha saudades daqui.

- Hum... ah ainda bem.

- Está com má cara hoje! Passa-se alguma coisa?

- Não, não, está tudo bem Sr. Francis.

- Então venha daí mostrar-me as novidades!

Olhei novamente para o balcão e constatei que Alex ainda estava ao balcão. E falava com um cliente, enquanto Robert aguardava.

Como é que eu vou sair daqui? Ele vai ver-me. Mas também não posso deixar de atender o Sr. Francis.

Respirei fundo duas vezes e dei um passo em frente.

- Você está bem? Está doente?

- Não. Estou só um pouco cansada. Vamos ver as novidades, Sr. Francis?

- Vamos, claro!

Estava a mostrar as novas esculturas ao Sr. Francis, quando senti que alguém me tocava no braço.

- Anna...

Virei-me assustada, partindo uma das esculturas. Robert estava a menos de dois metros de mim e senti-me congelar.

- Sr. Pattinson, vamos embora. – Alex meteu-me entre nós os dois.

- Não...

- Sr. Pattinson, será melhor que a deixe em paz.

- Preciso de falar com ela. Preciso de explicar. Não posso ir embora sem lhe explicar.

Robert parecia realmente desesperado. Alex, que era quase tão alto como ele, começou a obrigá-lo a recuar, mas ele resistia.

- Anna, por favor! Deixa-me explicar. Por favor.

Ele implorava e, de repente, senti que parte do medo que sentia, se transformara em pena.

- Alex!

- Não te preocupes. Ele vai sair da tua vida, nem que seja à força! – Respondeu Alex, sem me olhar.

Aproximei-me deles e pousei a mão no ombro de Alex.

- Espera Alex. Eu falo com ele...

- Mas Patrícia... – voltou-se e encarou o meu olhar decidido. – Tens certeza... que ficas bem com ele? – Voltou a olhar Rob e encarou-me novamente.

- Já está na altura... – respondi, acenando afirmativamente.

- Se tu achas mesmo. – Virou-se para Rob. – Ouve-me bem! Se lhe acontecer alguma coisa, não me interessa quem tu és. Dou cabo de ti! Lembra-te disto.

- Alex. Acho que ele percebeu a mensagem. Tomas conta do Miguel, por favor?

- É claro que sim! Qualquer coisa liga-me, sim?

- Não te preocupes. Obrigada.

Voltei-me para trás e percebi que éramos observados por uma dezena de clientes espantados.

- Bem, Sr. Francis, não se importa de continuar a ver o resto das novidades com o Alex?

- Não minha querida. Claro que não! Tome cuidado, sim?

- Não se preocupe. Obrigada.

- Obrigada Alex. Agora vou resolver isto.

Passei por um Robert quase tão boquiaberto, quanto as restantes pessoas que presenciaram a cena.

- Então? Vens ou não?

- Oh... claro! Vamos...

Saímos da galeria e dirigi-me ao meu carro, convidando-o a entrar.

- Onde vamos?

- A minha casa...

- Ok...

 

Nota da autora:

A FIC está a poucos caítulos de terminar e gostava imenso de saber o que estão a achar. Existe a possibilidade de continuar a história, mas gostava de saber a vossa opinião, pois ele é muito importante para mim. Obrigada a toda a familia Twihistórias. Twikissses :) ass:Ana Carneiro

publicado por Twihistorias às 19:43
Fanfics:

09
Jul 11

 

Cap.38 – A Fuga

 

Estava na galeria quando o telemóvel tocou.

- Estou sim?

- Hello. Anna?

- Oh Lizzie, és tu! Então, tudo bem?

- Sim. E contigo?

- Está tudo bem.

- Ouve, estou a ligar por causa daquilo que combinámos. O Tom acha que podes conversar como meu irmão sem problemas. Eles estiveram a conversar. Vai correr tudo bem.

- Pois...

- Bem, não mudaste de ideias, pois não?

- Bem eu...acho que não.

- Quando é que te dá jeito? Amanhã?

- Eu não sei...

- Mas amanhã estás livre, certo? Precisas de resolver isto, não achas?

- Bem, eu vou ver. Ligo-te mais tarde, ok?

- Ok. Anna?

- Sim?

- Não tenhas medo! Eu e Tom andaremos por perto e acredito que o teu marido também! Ou um de nós pode estar presente. É como quiseres. Tu escolhes o sítio. Não precisas de estar sozinha com ele, se não quiseres.

- Ok. Obrigada.

- Então até logo. Beijo.

- Adeus.

Desliguei. O meu coração batia com tanta força que parecia querer sair do peito. Procurei Alex mas estava com um cliente. Entrei no ateliê, peguei no Miguel e saí da galeria.

- Mamã? Mamã, onde vamos? Mamã?

- Vamos só dar um passeio filho.

Guardei algumas roupas numa mala, os documentos, alguma comida, água, dinheiro e as coisas preferidas do Miguel. Peguei no saco com uma mão e agarrei o meu filho com a outra.

- Vamos passear onde, mamã?

- Anda cá ao colo da mãe! – Disse, enquanto o puxava para perto de mim. – Vamos só dar um passeio. Não queres dar um passeio com a mãe?

- Sim!

- Então não faças perguntas. É uma surpresa!

- Surpresa? Pa mim? É o quê mamã?

- É... surpresa! Não posso dizer, até lá chegarmos.

Descemos as escadas e sentei-o no carro.

Já conduzia há cerca de duas horas. Lisboa ficara para trás e ainda não sabia bem para onde iria. O Miguel tinha finalmente adormecido, depois de perguntar vezes sem fim se faltava muito para chegarmos à surpresa.

Parei numa estação de serviço à beira da estrada.

O que é que eu vou fazer? Não posso voltar para trás. Ele já sabe onde é a minha casa.

Eu tinha tentado ficar, mas sentia que as coisas não iam correr bem e o medo apoderou-se de mim.

- Desculpa meu filho. – Disse, acariciando-o enquanto dormia. – Não posso perder-te. E ver o teu pai, é arriscar-me a que isso aconteça. Espero que me possas perdoar, um dia.

Peguei no telemóvel, pensando em tudo o que deixara para trás. Inconscientemente liguei-o.

Assustei-me, deixando-o cair, assim que começou a vibrar na minha mão.

Baixei-me e apanhei-o. Era Alex.

Ele deve estar preocupado. Mas eu não posso atender. Não posso arrastá-lo para isto. Isto é um problema só meu.

O telemóvel parou de tocar. Devia ligar-lhe. Não posso deixá-lo assim sem uma explicação. Ele sempre esteve do meu lado.

Estava quase a desligá-lo, quando o senti vibrar novamente.

- Sim.

- Onde estás Patrícia? Estás bem? Fui a tua casa e está tudo virado do avesso e faltam coisas. O que estás a pensar fazer?

Não respondi e dei por mim a chorar em desespero, enquanto me sentava no chão encostada ao carro.

- O que se passa? Não vais fugir outra vez, pois não? Ouve-me... tu não estás sozinha! Tens amigos, tens-me a mim! E juro que farei tudo para te ajudar. Mas tens de me deixar ajudar-te. Por favor Patrícia. Onde estás?

- Tu não percebes... – disse tentando recuperar o fôlego.

- Percebo perfeitamente! Eu não vou deixar que ele leve o meu sobrinho para lado algum. Amo-o como se ele fosse meu filho.

- Alex. Eu não posso voltar.

- Ao menos já tens para onde ir? Lembra-te que levas uma criança contigo. Não vai ser tão fácil como da última vez.

- O que é que eu vou fazer?

Sentia o meu corpo tremer e soluçava descontroladamente, tentando respirar.

- Diz-me onde estás. Eu vou ter aí contigo!

Expliquei-lhe o melhor que consegui, qual era a estação de serviço onde tinha parado.

- Não saias daí, por favor. Chego aí o mais depressa que conseguir.

Não sei quanto tempo passou até perceber que Alex tinha chegado.

- Pronto, eu estou aqui. Vai correr tudo bem.

- Tenho medo.

- Eu sei, eu sei. Schhh, calma. Vai correr tudo bem. Vou levar-te para casa.

- Não! Eu não posso...

- Patrícia! O teu filho precisa de descansar e tu também. Já é tarde. Amanhã pensamos no que fazer.

- Mas amanhã ele vai lá estar.

- E eu vou lá estar contigo. Não vai acontecer nada.

O meu telemóvel tocava novamente. Alex atendeu.

- Sim... Lizzy? Não, ela não pode falar agora. Não, é pouco provável que ela possa amanhã. Espere... Patrícia, espera aqui, venho já.

Deu a volta ao carro, tirou as chaves da ignição e afastou-se continuando a falar ao telemóvel.

Instantes depois voltou.

- Ele não te vai importunar mais, podes ficar descansada... vamos pra casa.

- O que fizeste?

- Vou falar com ele amanhã.

Alex conduziu em silêncio durante o resto do tempo e eu adormeci antes de chegar ao destino.

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

03
Jul 11

Cap.37 – Tom Intervém

 

- Robert! Robert, estás aí? Posso entrar?

- Tom, és um chato! Deixa-me dormir!

- Vou entrar! Então Rob ainda estás deitado? Já são horas de almoço. Não vais almoçar comigo?

- Deixa-me em paz. Dói-me a cabeça!

- Vá lá levanta-te! Gostava que almoçasses comigo!

- Vai almoçar com a minha irmã! Ontem não saíram os dois sozinhos?

- Robert, a tua irmã saiu.

- És mesmo chato, sabias?

- Sim. Vá levanta-te lá e vamos almoçar!

- Não percebo qual é a pressa pra ir almoçar lá abaixo!

- Hoje não vamos almoçar no hotel. Precisamos de falar.

- Estou a ver que ontem devem ter falado muito de mim.

- Deixa-te de ironias e levanta-te! – Disse-me atirando-me uma almofada.

- Vais ficar pra me ajudar a vestir é? – Respondi, atirando-lhe a almofada.

- Isso querias tu! Mas não. Espero lá fora.

- Podes sempre esperar aqui. Não precisas de ficar à porta feito cachorro.

Levantei-me, tomei um duche rápido e vesti-me.

- Já estás pronto?

- Sim. Podemos ir.

Já no restaurante.

- Afinal o que tanto querias falar comigo?

- Era sobre a Anna.

- Sobre a... Anna? – Disse, engasgando-me.

- Sim. Já decidiste se vais falar com ela?

- Porquê?

- Por nada. Queria só saber.

- Hum...

- Aconteceu alguma coisa no dia que ela desapareceu, não foi?

- O quê? Não...

- Oh Rob tem de se ter passado alguma coisa! Ela nunca me pareceu cobarde...

- Eu já te contei tudo!

- Irritaste-te com ela e bateste-lhe.

- Eu não lhe bati!

- A tua irmã contou-me em que estado estava a tua casa, quando lá foi depois disso! Coisas partidas por todos os lados. Nunca falei contigo sobre isso, mas agora chegou a altura.

- A sério, tu conheces-me Tom!

- Conheço?

- A minha irmã foi falar com ela, não foi?

- Não sei, acho que não. – Encolheu os ombros, desinteressado.

- Ouve, eu estava irritado e usei um pouco de força a mais. Apertei-lhe os braços com força e abanei-a. Estava só a tentar trazê-la à realidade! Foi só isso! Fui eu sozinho que fiz os estragos, depois de ela sair.

- Tens certeza que foi só isso?

- Por favor Tom, já revi a cena vezes e vezes sem conta! Eu estava irritado porque já não sabia o que havia de fazer. Há uma semana que não conseguia falar direito com ela. Fiquei com a sensação que ela se tinha recordado de qualquer coisa, antes de sair porta fora.

- Já tinha acontecido alguma situação parecida, entre vocês?

- Não. Quer dizer, talvez uma vez. Na noite do acidente.

- O que aconteceu?

- Ela viu a Catherine beijar-me.

- Sim, isso eu sei!

- Irritei-me da mesma maneira, antes de a deixar entrar naquele maldito carro! Mas ela não estava a ouvir-me! Percebes Tom? Não queria deixá-la ir sem explicar!

- Hei Rob acalma-te! Estou do teu lado, meu amigo!

- Desculpa. É só que me custa tanto falar sobre isso...

- Eu sei, eu sei...só estava a tentar ver se conseguia perceber. O que vais fazer se ela não te quiser ouvir?

- Nada. Vou embora para Londres. Se ela não me quiser, eu não posso fazer mais nada...

- Tens de tentar, mano. Tens de tentar falar com ela...

- Não sei...

- É claro que sabes! Desculpa, tenho de ir à casa de banho, já volto!

Sentia-me tão confuso. Porque é que Tom parecia ter achado que lhe tinha batido? Ok, eu próprio achava que tinha sido bruto demais, mas eu não seria capaz de a magoar intencionalmente. Quando começaram as primeiras investigações, eu fui o primeiro a ser dado como suspeito, exactamente por causa do estado em que estava a minha casa. Se não tem aparecido aquela gravação das câmaras de segurança do banco e se a minha irmã não me ligasse naquela tarde, acho que nunca mais me tinham deixado em paz.

- Hei, estou de volta! Então já escolheste a sobremesa? Doce ou fruta?

- Er... fruta.

publicado por Twihistorias às 20:41
Fanfics:

29
Jun 11

Cap.36 – O Sonho

 

- Ele é meu filho, não é? Porque me escondeste o meu filho? Não tinhas o direito! Não tinhas... – ele entrou na galeria e gritava comigo à frente de toda a gente.

- Eu não sabia. Eu juro que não sabia! Robert por favor, estás a magoar-me o braço! Pára com isso por favor!

- Eu vou levá-lo comigo. Nunca mais vais vê-lo! Tu não o mereces!

- Não! Por favor...

- Onde está ele?

- Por favor pára, o Alex deve estar a chegar! Pára!

- Não quero saber do teu marido pra nada! Onde está o meu filho? Onde está ele?

- Alex não é meu marido!

- O quê? Mas ele disse...

- Ele disse isso só para te afastar de nós...

- E porque te queres afastar de mim? Diz-me... porque te afastaste de mim? Porque te afastaste de mim?

Ouvia a voz cada vez mais ao longe e o Miguel afastava-se de mim.

- Não, não, por favor! Miguel!

Levantei-me de repente e olhei em volta. Estava no meu quarto. Inspirei fundo. Tinha sido só um sonho. Era só um sonho.

publicado por Twihistorias às 19:27
Fanfics:

24
Jun 11

 

 

Cap.35

Em Busca de Conselho

 

- Ufa. O Miguel já está a dormir. Finalmente! Não sei onde ele vai buscar tanta energia. Canso-me só de olhar para ele!

- Não digas isso! Ele é tão engraçado quando faz aquelas carinhas cómicas. Nem tu consegues resistir!

- É verdade. O meu reguila...ainda me lembro quando o vi pela primeira vez. Parece que foi há tão pouco tempo...

- É. E qualquer dia dás por ti e já estás a casá-lo...

- Ai não! Calma...há muito ainda pela frente antes disso...

- Ahahah! Ficaste tão séria...Estava só a brincar...

- Ainda quero tê-lo só pra mim durante muitos anos. Quero poder vê-lo crescer...

- É claro que vais poder vê-lo crescer! Ficaste preocupada com a visita desta tarde, não foi?

- Fiquei. Quando ele foi à galeria falaste bem inglês e hoje praticamente só falaste português. Basta eles conversarem sobre isso e vão perceber. Mas foi uma boa ideia.

- Bom, não me ocorreu mais nada. Já tens alguma ideia do que vais fazer?

- Não sei Alex... a Lizzie acha que se eu falar com ele, ele me deixa em paz, mas eu não sei...

- Queres saber a minha opinião?

- Quero...

- Sinceramente, acho que devias falar com ele. O que é que tens a perder? Ele já sabe onde estás. Podia já ter feito alguma coisa se quisesse, mas nunca mais apareceu. Pareceu-me tão atrapalhado como tu naquele dia. E, pelo que me dizes, a irmã acreditou em ti. Pensa... nem sequer precisas de lhe contar nada do Miguel! Ele viu-o, e depois? Podes sempre inventar uma história, se ele perguntar.

- Pois, só te esqueceste de uma coisa. Já olhaste bem para o Miguel?

- Se ele tivesse reparado, de certeza que a irmã te tinha falado nisso! Se ela é mesmo como tu dizes, perguntava logo.

- Lá nisso tens razão, mas não sei se devo confiar totalmente nela. Eles são irmãos!

- Espera que ela te ligue. Ela não disse que ligava?

- Disse. Sabes, ela pareceu-me realmente chocada, quando lhe contei...

- Talvez ela tenha sido mesmo sincera. Bem, na minha opinião, devias falar com ele, esclarecer as coisas e ver como ele reage. Dizes-lhe na cara tudo o que tens a dizer e pronto.

- Não é assim tão fácil...

- Posso fazer-te uma pergunta pessoal?

- Podes...

- Nunca o esqueceste, pois não?

- Como é que eu poderia esquecer? Ele é pai do meu filho!

- Não é nesse sentido... quer dizer, não existiram só momentos maus.

- Não podia voltar pra ele mesmo que quisesse, depois de tudo o que me fez...

- Parece que tens medo de ti própria...

- Estou confusa...

- Compreendo...decide com calma.

- Obrigada Alex.

- Ah... não foi nada!

- Foi sim. Tens estado sempre ao meu lado. Sempre que eu e o meu filho precisámos, estiveste sempre pronto a ajudar.

- Os amigos são para todas as ocasiões.

- Tens sido um bom amigo.

- Ah obrigada, não tens de quê! És boa de aturar...Ahahah

- És tão parvo. Bem já está tarde, tenho de dormir.

- Porque é que eu falei! Eu esforço me tanto para que estejas feliz e tu pões-me na rua! A vida não é justa!

- Não sejas tonto. O teu apartamento é já aí ao lado! – Disse rindo-me. – Vá boa noite!

- Boa noite. Amanhã devo bater à porta? Ou vais atirar-me coisas se te acordar?

- Bate à porta. Dorme bem.

Depois de Alex ter ido pra casa, tomei um banho, vesti a camisa de dormir e deitei-me.

Fiquei acordada durante bastante tempo a tentar decidir o que fazer, até que finalmente me deixei dormir.

publicado por Twihistorias às 18:21
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