22
Jul 11

Boa Tarde Twilighters!

 

Vimos por este meio comunicar que a fic da escritora Maria Inês está dada como terminada.

Deveriamos ter um novo capitulo hoje para publicar mas a escritora não nos mandou nada.

 

Todos os escritores das fics que estão a ser publicadas neste blog estão avisados que se se passarem 2 semanas sem nos mandarem um novo capitulo das suas fics ou pelo menos não derem nenhuma justificação para o sucedido a sua fic será dada como terminada.

 

Esperemos que compreendam a situação das administradoras deste blog para tomarem tal iniciativa, se não tivermos capitulo novo para publicar é um dia em branco para o Twihistórias e a credibilidade do blog estará em causa.

 

Não queremos desapontar ou aborrecer ninguém com este comunicado, serve apenas como justificação para que todos os leitores entendam o que se passa.

 

Sem mais nada a acrescentar,

Twihistórias

publicado por Twihistorias às 12:58

02
Jul 11

Capitulo 18

 

-O que se passa Esme?

-É o Jacob, está armar confusão outra vez. Ajudas-me com os convidados ou vais ter com eles ?

-Vou ter com eles.

-Elizabeth? Esteve aqui outro vampiro contigo, não esteve?

-Explico mais tarde Esme.

Passei pelos convidados com calma, afinal não os queríamos alarmar, mas era quase impossível pois os berros de Jacob ouviam-se. Longe da vista dos convidados, dirigi-me rapidamente para perto de Edward, Jasper e Emmentt. Edward tinha um olhar duro e gélido, Bella aninhava-se atrás de Edward, mas rapidamente veio para perto de mim. Jacob assim que me viu chegar, começou a recuar e a dar ouvidos a Sam. Tinha percebido de vez que já estava a chamar muito à atenção e a pôr em perigo terceiros. Edward tinha pensamentos obscuros, era mesmo capaz de saltar para matar Jacob. Depois de os lobos se perderem na floresta, Edward e Bella foram deixados a sós. No caminho Emmentt queixava-se por não ter havido acção, Jasper soltou um suspiro profundo e começamo-nos a rir de Emmentt, mas ambos pararam e olharam para mim com um olhar de raiva.

-Ele esteve cá. Tresandas a Volturi! – Disse Emmentt de forma brusca.

-O cheiro dele é inconfundível! – Concordou Jasper.

-Esteve, mas já foi. O que queria? – era a pergunta que ecoava nas suas cabeças – Queria saber de Bella mais nada. Acabou e foi-se embora. Por isso esqueçam o assunto e eu é que falo com o Carlisle e nem uma palavra a Edward. Agora acho que as vossas namoradas querem dançar. Vá, vão.

-Tu não te safas assim! Logo falamos. – Disse Emmentt.

Só acenei com o rosto e segui-o por entre os convidados. Passei o resto do serão com os Denali, afinal eram família. Depois de um casamento memorável vinha a parte da lua de mel linda, a maior surpresa para Bella, ela iria adorar a Ilha de Esme. Ajudei Edward com as malas e a mete-las no carro. Bella corroía-se por dentro, já a conhecia, aquela cara.

-Diz para onde ele me leva. Por favor. O Edward nem a Alice me dizem. Não me falhes.

-Lamento Bells, só te posso dizer que vais gostar imenso e que vais aproveitar ao máximo. Divirtam-se e adoro-te.

-Oh … Esta bem. Também te adoro, apesar de não me dizeres nada.

-Deixa de ser teimosa, faltam poucas horas para saberes. – Entreviu Edward 

-Adeus! – Gritamos todos, quando o carro já desaparecia por entre as árvores.

Despedi-me dos convidamos e apressei-me a subir para o quarto, antes que Carlisle, ou Alice me viessem procurar. A caixa continuava intacta, o cheiro dele dominava o quarto. Sentei-me no sofá castanho, e coloquei o pacote em cima dos joelhos, abri me devagar o pacote, coloquei a tampa do meu lado direito e retirei o colar. Era o colar que me tinha dado antes da nossa primeira noite juntos. Com a pressa de sair do castelo no dia em que descobri que me menti-a nem tive tempo de voltar ao meu quarto, e trazer as minhas coisas. O colar era tão belo, os rubis vermelhos brilhavam com a luz do candeeiro, não resisti e coloquei-o. Foi como se estivesse naquele baile outra vez, naquela noite. Debaixo do colar havia um envelope bege que tinha escrito “Elizabeth”. Apresei-me a abrir a carta, os meus olhos começaram a correr o papel, senti-me encantada por o que ele tinha escrito.

 

Querida Elizabeth,


Não fiques surpresa por receber esta carta, sabes que não sou muito dado a escrever. Mas não aguentava mais, tinha a necessidade de confessar o quanto é bom amar-te, o quanto me faz bem essa ternura que nos cerca, mesmo quando tu não estás ao meu lado.  
Amar e me sentir amado por ti, é a melhor de todas as sensações que já experimentei na vida. Contigo sentia-me feliz e poderoso. Era livre no sentido de poder tomar qualquer atitude, qualquer rumo, sabendo ou pensava que sabia que estava actuando em busca do melhor para nós os dois.  
Tenho sempre muitas saudades tuas, mas é uma saudade dolorosa, uma saudade que me faz querer morrer. Uma saudade dolorosa, pois sei que não sentes saudades minhas. Assim que te vi em Volterra, depois de tanto tempo, fez-me perceber o idiota que fui por ter aceitado os concelhos de Aro e Marcus e não procurar o teu perdão. Como Napoleão disse á sua amada:

“Não passo um dia sem te desejar, nem uma noite sem te apertar, nos meus braços; não tomo uma chávena de chá sem amaldiçoar a glória e a ambição que me mantêm afastado da vida da minha vida. No meio das mais sérias tarefas, enquanto percorro o campo à frente das tropas, só a minha adorada Josefina me ocupa o espírito e coração, absorvendo-o por completo o pensamento. Se me afasto de ti com a rapidez da torrente de Ródano, é para tornar a ver-te o mais cedo possível. Se me levanto a meio da noite para trabalhar, é no intuito de abreviar a tua vinda, minha amada.”. Faço dele as minhas palavras, tu és a única razão da minha vida, tu és quem me dá a energia, a vontade de viver. Não devia ter continuado nos Volturi, não devia ter-te mentido, não devia ter-te deixado ir. E o meu maior erro de todos foi pensar só no poder, e não pensar em procurar-te, e não pensar que me podias perdoar. Tu deste-me tudo, entregaste-te de alma e coração, e no fim magoei-te. Não foi por querer, porque eu amo-te tanto que dói, fui cobarde em não ter lutado por ti. E errei repetidamente quando me deixei manipular por Aro novamente, foi ele que fez com que me casasse novamente, eu não queria, mas pensava que te tinha perdido para sempre. Tu serás para sempre a única mulher que amei, serás para sempre a mulher a quem jurei amor eterno, apesar de ter a tua aliança comigo, nunca tirei a minha, sempre senti que tu eras a minha metade por isso não fazia sentido retira-la. Tentei, voltar a ser como era, mas não consegui, tu mudaste-me, tu marcaste-me, desde o primeiro dia. Por tudo o que te disse nesta carta e por outras infindas razões vou fazer de tudo para voltares para mim, não quero abdicar deste amor. Houve sempre algo que me disse que a nossa relação não tinha acabado, e que continua sem acabar até ao dia que voltares a ser minha. Tu és a única razão de toda a felicidade que alguma fez senti, foste a única que trouxe paz à minha alma.


Abraços e beijos, teu para sempre,

Caius Volturi

 

 

O que deveria fazer? Depois de uma carta que diz tudo aquilo que alguma vez sonhei ouvir, amei cada palavra. Queria correr atrás dele, queria toma-lo nos meus braços e ama-lo. Mas por outro lado, algo me impedia de o fazer. Algo me condicionava. Deite-me no sofá e deixei a minha cabeça a navegar por aquele mar de confusão.

 

publicado por Twihistorias às 18:19

23
Jun 11

Capítulo 17 - parte 2

 

Tentei abolir esses pensamentos inúteis da minha cabeça. Hoje era o dia da Bella e do Edward. Mal cheguei à casa de banho, que tinha sido transformada num salão de beleza, Renée e Esme rodeavam Bella tal como Alice, era impossível não sorrir ao ver aquele frenesim de felicidade em redor de uma pessoa só. Encostei-me á ombreira da porta a rir-me da imagem que via. Todos os olhos se viraram para mim e acompanharam-me no meu riso. Depois de uma troca de beijos e desejos, a Bella agarrou o braço do pai e esperou que nós descêssemos primeiro, Rosalie tocava o piano, Edward sorria , e a Bella descia levemente e elegantemente as escadas, seguida por Alice que flutuava através do seu vestido prateado marcando o passo com o de Bella, eu estava um pouco atrás de Edward acompanhada por Emmentt, este não parava de me sussurrar aos ouvidos, este meu irmão era mesmo uma personagem. O ambiente envolvente era lindo, realmente de sonho, o branco predominava, as flores e floresta estavam ligadas de uma maneira inexplicável ou talvez explicável, mas só através de Alice , pois tinha sido ela a responsável por este conto de fadas. Enquanto a Bella caminhava para o altar, senti uma pontinha de inveja, queria tanto ter alguém como eles se tinham, gostava tanto de ter o amor deles, a esperança que tinham de felicidade, sem duvida alguma podia afirmar que eram feitos um para o outro. Outro pormenor que me deixou comovida foi o facto de terem substituído a frase “até que a morte nos separe” por “enquanto vivermos”. Após os sins e a declaração de que eram oficialmente marido e mulher, surgiu o beijo que foi acompanhado por pétalas brancas que os cobriam, assim que o beijo meigo terminou, a multidão levantou-se em simultâneo e fez despontar aplausos que diria que eram quase sincronizados. A passagem para o copo de água foi quase imediata, todos os convidados esperavam ansiosos por cumprimentar os noivos, eu a pedido de Alice dirigi-me ao meu quarto para ir buscar a pasta com tudo o que dizia respeito quanto à organização dos casamentos, poderia ter ido ela, mas não, estava demasiado ocupada em verificar se os empregados faziam tudo da maneira mais correcta.

Queria-me despachar, por isso olhei em volta, e não vi ninguém por isso decidi apressar o passo através do uso das minhas capacidades, quando cheguei á porta dos meu quarto, algo me fez parar, aquele cheiro era me familiar, mas não podia, não podia ser quem eu pensava. Hesitei por um segundo antes de abrir a porta, pois sabia e sentia que alguém estava lá.

Ao abrir, viu-o sentado no meu cadeirão branco, vestia um fato preto, com uma camisa branca levemente desabotoada que fazia com que o peito se revelasse, os cabelos flutuavam como sempre, mas a sua posse era confortável e descontraída. A minha voz tinha desaparecido, o ar tinha deixado de circular no meu corpo. Antes que pudesse falar, ele levantou-se, caminhou vagarosamente até mim. Olhou-me nos olhos. Parecia que me queria hipnotizar, algo em mim me fez despertar.

-QUE RAIO FAZES AQUI! – Gritei afastando-me dele.

-Recebi um convite lembraste? – Disse docemente, sorrindo.

-O convite era para o casamento. Não para o meu quarto. Por isso se fazes o favor, sai. E faz com que ninguém te veja, não quero arranjar confusões que estraguem o dia do meu irmão.

-Tem calma, vou ser rápido. – Disse levantando as mãos em forma de rendição – Só te quero dar uma coisa.

-Eu não quero nada teu! Dá-o á tua mulher. Agora sai.

-Espera. Ouve-me.

-Tens 1 minuto.

-Antes que tudo tenho de te dizer que estás linda, como sempre. Deves ultrapassar qualquer uma mulher que tenha visto em toda a minha vida.

-Também dizes isso à tua mulher?

-Estou a dize-lo agora. Tu és a minha mulher.

- Athenodora é quem é a tua mulher, não eu. E antes que fales mais, vai direito ao assunto.

-Toma isto é teu, ofereci-te. É melhor ir. Amo-te Elizabeth.

-Não quero nada teu! SAI!

-Fica aqui na mesma. Caso queiras ver depois de te acalmares.

 

E saiu pela janela, deixando para trás um pacote roxo, meticulosamente embrulhado com um enorme laço lilás. Sentei-me, deixei-me cair. Porque agora? Porque insiste? Teve mais que 70 anos para me procurar, porquê agora? Olhei de relance para a caixa. Algo me dizia que iria gostar do interior, que iria gostar daquilo. Quando me senti tentada a abri-lo aparece Esme aflita pelo quarto dentro. Levantei-me com um movimento rápido e fluido.

publicado por Twihistorias às 18:00

18
Jun 11

Capítulo 17 - parte 1

 

Houveram pontos altos e baixos nos últimos meses, a luta com os recém-nascidos, o triangulo amoroso de Edward, Bella e Jacob.
Mas agora finalmente tudo voltou a fazer sentido, Edward e Bella iam-se casar, e Alice era a que mais agradecia esse sucedido.
Flores, músicos, comida, luzes, convites, tudo começava a ganhar forma, o jardim estava maravilhoso, tal como a Bella, apesar de ela não o achar. Ela duvidava sempre da sua beleza. Depois de deixar Bella com Rosalie, fui até ao quarto do Edward. Queria ver como é que ele estava, como é que ele se sentia.
Mal entrei, virou-se para mim com um sorriso nervoso, o cabelo despenteado deu lugar a um penteado organizado, o terno realçava-lhe as formas do corpo de forma elegante, tornando aquela imagem e ocasião mais bela.
-Não estejas nervoso. Só te vais casar com a mulher que amas. – disse enquanto lhe concertava o casaco.
-Nervoso? Eu ? Claro que não. Mas se calhar vou casar-me contigo, estás linda.
-Muda de conversa muda. Tinha de me arranjar afinal é o casamento do meu irmão, mas garanto-te que a noiva está lindíssima.
-Ela é linda!
-Agora olha para mim, sabes que te adoro, não sabes? Apesar de a mãe não estar entre nós, vou desempenhar o papel de mãe/irmã neste casamento, pois ela sempre te quis ver casado com alguém que amasses de verdade. Por isso desejo-te o melhor do mundo, desejo que a vossa paixão nunca acabe tal como a vossa felicidade. Amo-te e a ela também. Só quero que sejam felizes.
Abracei-o com tanta força que pareceu que ele tinha cedido por um instante, Edward era tudo para mim.
-Sabes que ela também te queria ver casada com alguém que amasses, sabes que devias fazer aquilo que te disse. E também sabes que amo a Bella mais que tudo, que ela é a minha vida. Agradeço-te tudo o que fizeste por mim e fazes, e tudo o que me desejas , te desejo em dobro, pois mereces. Amo-te.
-Estragas tudo parvo! Já te disse que o meu casamento não aconteceu, e que não vou tentar arranjar mais ninguém, não quero mais ninguém, serei feliz a vosso lado. E isso basta agora é o teu dia e está na hora de descer.
-Hoje não te vou contrariar, vamos que eu não devo chegar atrasado.
Dei o braço a Edward e juntos descemos as escadas, Edward foi directo para o altar, eu voltei para cima, para ver como estava a Bella. Mas aquilo que Edward me tinha dito não me saia da cabeça. Seria possível encontrar outro alguém? Outra pessoa que me completasse?

publicado por Twihistorias às 18:00

08
Jun 11

Capitulo 16

 

Meses passaram desde que estava com os Denali, falava quase todos os dias com Alice, mas não tinha notícias de Edward desde que tinha saído de Forks. Sabia que algo de errado se passava. Por isso decidi ir logo para o aeroporto quando o meu telefone tocou.

-Elizabeth, Por favor vem para volterra. É urgente!

-Alice que se passa? É o Edward?

-É. Eu e Bella já vamos a caminho! Vem o mais rápido que puderes. Tens de chegar antes do meio dia.

-Eu vou chegar a tempo.

Algo no meu peito se contorceu, de tal maneira que a dor era insuportável. Deixei as malas para trás e comecei a correr, chegaria mais depressa assim do que avião. Nunca parei, nunca parei para pensar no que se passava, já estava em França quando eram quase onze e meia da manha. Tentava correr cada vez mais rápido mas parecia que o tempo era meu inimigo. Já era meio dia, e ainda me faltava tanto caminho, parei, senti-me completamente impotente. Até que o telemóvel tocou.

-Alice onde estas?

-Vou entrar agora para o castelo, despacha-te vamos precisar de ti. O Edward está a salvo, por agora.

-Não façam nada sem eu chegar.

Comecei a correr praticamente sem tocar no chão, em menos de 10 minutos já estava junto do palácio. Conhecia-o melhor que a mim própria, mas optei por entrar pela aporta que tinha a fechadura danificada, obra de Alice. Caminhei aceleradamente, passei pela recepção ignorando a recepcionista. Só houve uma coisa que me deteu, aquelas enormes portas que se erguiam à minha frente. Estagnei. Uma dormência e um medo começaram a percorrer o meu corpo. Caius, era o que me detia. Mas quem era ele? Quem era ele, para me impedir de salvar aqueles que amo? Quem era ele para acabar com aqueles que me deram uma nova vontade de viver! Ele não era ninguém!

Respirei e entrei de rompante! Olhei em volta, toda o salão se calou com a minha entrada, todos ficaram surpresos. Bella estava presa pelas mãos de Alec, Demetri prendia o pescoço de Alice e Edward era imobilizado por Felix. Olhei para os tronos, Caius, como eu esperava tirou-me a força, mas ao ver Felix com as mãos em volta de Edward deu-me a coragem necessária para avançar sobre ele.

Felix ripostou, mas avancei novamente sobre ele, caímos os dois, ele ganhou vantagem e ficou por cima, mas de seguida consegui imobilizar o braço esquerdo dele, forçando-o a ajoelhar-se enquanto rodeava o crânio dele com ambas as mãos. Ele tentava libertar-se, mas eu aplicava toda minha força.

-Podes fazer a força que quiseres daqui não sais!

-Sua criatura inútil!

-Cala-te estupor.

A típica risada de Aro invadiu a sala.

-Minha querida, há quanto tempo! Lamento, encontramo-nos nesta situação.

-Aro! Como pode sequer pensar em matar alguém dos Cullen?

-Minha querida regras foram infringidas. Alguém tem de sofrer as consequências.

-Segundo me consta, o único entrave é o Edward não aceitar transforma-la.

-Um deles.

-A solução é clara, eu transformarei a Bella.

-Eu já previ Aro, pode verificar.

-Minha querida Alice, permite-me ? 

-Sim.

-De facto verificasse. Assim podereis ir em paz, têm imensas coisas para preparar.

-Obrigada pela vossa gentil visita.

-Vamos, Edward, Bella.

-Eu vou já.

-Elizabeth, anda!

-Vão andado.

Ele nunca olhou para mim, olhou sempre para os outros. Nem uma única vez. Caminhei para o centro do salão e olhei-o nos olhos. Ele levantou-se e caminhou até mim, ficamos a poucos centímetros de distância. Não conseguia falar, mas conseguia ler os olhos dele, e ele os meus. Saudades. Era o que dizíamos. Amor. Era o que sentíamos. Quando ia falar, algo me fez suster a palavra sinto a tua falta na minha garganta, Athenodora apareceu através da porta lateral esquerda, recuei para trás, coloquei a mão no pescoço e puxei a pequena corrente prateada que continha a nossa aliança, e estendia-a a Caius.

-Isto pertence-te, ou pertence a ela. Não sei, mas ela tua. Não é mais minha, nunca o foi.

Ele olhou-me como se visse o meu sofrimento e quebrasse a minha expressão de gelo, estendeu a mão e aceitou-a. Só o facto de a ter aceitado significa que me esqueceu.

-Eu sabia.

Virei costas e caminhei até à entrada.

-Espera, Elizabeth, não vás.

Ignorei a voz dele e continuei.

-Espera.

Caius sacudiu o meu corpo para trás, agarrando no meu braço.

-Que queres? Acho que já está tudo muito claro entre nós. Mais do que claro.

-Isto é teu. Só teu. E ela não é o que parece. Eu preciso de ti.

-Se me quisesses, se me amasses tinhas vindo atrás de mim.

As minhas palavras fizeram-no largar o meu braço. Caminhei o mais rápido que pude, queria lutar contra o desejo que tinha de o beijar, de o abraçar.

Edward beijava a testa de Bella, que dormia aninhada nos seus braços. Eu, olhava para o vazio, através da janela do avião. Alice tal como uma descarga eléctrica, apertou a minha mão e deitou a sua pequena cabeça no meu ombro. Não queria consolo. Nem sabia o que queria.

-Alice acho que chegou a hora de finalmente olhar em frente, viver neste sofrimento só me faz pior.

-FINALMENTE- Gritou, soltando um som estridente que ecoou por todo o avião.

-Tem calma, sim? Ainda não sei o que fazer para esquecer aquilo que sinto. Só sei que já chega.

-Eu vou-te ajudar nisso, prometo.

E assim foi o último dia em que pensei em Caius, tentei de tudo por tudo para o esquecer, e finalmente consegui voltar a sorrir sem ter fantasmas atrás de mim. Finalmente podia dizer que poderia ser genuinamente feliz, sem ele.

publicado por Twihistorias às 18:00

04
Jun 11

Capitulo 15

 

Meses, anos passaram sem uma única noticia dele. Ele nunca me procurou. O tempo foi passando naturalmente e acabei por deixa-lo  num canto sombrio na minha memoria. Novos membros se juntaram à nossa amada família. Podia dizer que era feliz, mesmo sem ele.

Passamos o verão de forma tranquila, nada que fosse relevante contar. Bella e Edward passavam vinte e quatro sob vinte e quatro horas juntos, literalmente. A bella tinha sido a melhor coisa que podia ter acontecido a Edward. Nunca o vira tão feliz, ela era a tal pessoa, aquela que nos enche de calor por dentro, aquela que nós faz viver. Sabia bem o que ele sentia, já o senti. Já vivi para uma pessoa apenas. Mas isso já se tinha passado à anos, agora já não me sentia assim. Só sentia um vazio, como se faltasse uma grande parte de mim. Tentei colocar um ar contente e entusiasmado quando vi a minha família toda a descer as escadas. Emmentt e Rosalie acenaram-me com a mão e foram em direcção ao jardim, Esme e Carlisle, sentaram-se junto a mim, sem proferir uma única palavra. Olhei para Esme, mostrava uma expressão carregada, triste e Carlisle uma cara de preocupação.

-Que se passa? Qual o motivo dessas caras?

Ambos olharam para mim, e rapidamente desviaram o olhar, tentei perceber o que  pensavam, mas nada. Ambos controlavam ao máximo os pensamentos. Respirei fundo e estava prestes a tentar de novo quando Alice apareceu de mão dada com Jasper.

-Podes-me explicar qual é o motivo deles para estarem assim?

Alice nem me olhou nos olhos, apertou com mais força a mão de Jasper. Este começou a tentar acalmar-me.

-O que viste Alice? O que aconteceu? Digam-me.

Estava a começara a ficar nervosa quando Alice me deixou ler o que se passava “ Vi Caius a casar-se com uma recém-nascida”. Desfaleci, perdi a força nas pernas, parecia que tinha levado com todo o peso do mundo naquele momento. Nada fazia sentido. Imagina-lo com outra pessoa não fazia sentido! Doía-me a alma, tornando impossível a vontade de chorar, de gritar. Algo de bom que eu tinha comigo tinha-me sido tirado. A fantasia que tinha de nós os dois, os momentos que eram apenas nossos, já não eram meus. Eram dela e dele. O vazio no meu peito, parecia um buraco que me sugava toda a energia que me restava. Tentei-me acalmar, mas nada fazia aquilo passar, aquela dor, aquela tristeza só crescia. Senti umas mãos nos meus ombros que faziam força para me manter sentada. Só podia ser Jasper,que me tentava alcamar atravês do seu dom. Não resultava. Nada resultava. Dor. Nojo. Tristesa. Impotência. Era tudo aquilo que sentia.

-Por favor, tem calma.

-Elizabeth olha para mim. Por favor, e respira.

Ignorei a voz de Alice e de Carlisle. Sacudi Jasper dos meus ombros e fui directa à porta. Precisava de estar sozinha. De pensar. Começei a correr cada vez mais rápido, na esperança de que a velocidade fizesse o tempo passar mais depressa.

Nada conseguia apagar as palavras de Alice, nem a imagem que me tinha transmitido. Caius vestia um smoking e esperava no alto das escadas do salão decorado com flores e velas brancas, enquanto uma rapariga de pele clara, com longos cabelos negros caminhava ao som de uma melodia harmoniosa, na direcção dele. As palavras de Marcus ao os declarar marido e mulher e o beijo que finalizava a cerimonia. Parei junto a uma falésia, o mar batia com toda a violencia nas rochas, olhei para aquela confusão azul escura e branca como um paraiso que conseguisse apagar o meu sofrimento. Saltei, e deixei-me embalar pelas ondas violentas. Fiquei sempre com os olhos fechados, enquanto batia inumeras vezes contra as rochas. Não sei quanto tempo fiquei dentro de água, mas quando sai já estava a anoitecer.

Não me apetecia ir para casa, mas tambem não me apetecia ficar sozinha. Não queria ficar sozinha tendo o sofrimento e a dor como companhia. Precisava de ver os meus irmãos. Por isso resolvi ir para casa. Mal cheguei Alice correu até mim, e abraçou-me.

-Voltaste! Lamento tanto, mas tanto.

-Tudo bem Alice. Agora deixa-me só ir um pouco para o meu quarto.

-Claro.

Todos me deram passagem, olhavam-me com medo de me magoar, como se eu fosse delicada como uma folha de papel. Sentei-me no sofâ, mas não conseguia estar quieta! Algo me passou pelo pensamento, e se eu fizesse o mesmo que Edward fez, e se eu fosse ter com os Denali? Afinal eram como uma segunda familia, e eu precisava de sair daqui. Fugir para outro lugar. Peguei no telemovel e procurei o numero de Tanya, e esperei que chamasse…

-Estou? Tanya?

-Elizabeth! Á quanto tempo! Tudo bem?

-Nem por isso. Posso te pedir um favor?

-Claro!

-Posso ficar convosco durante um tempo?

-Isso não se pergunta. Não vou perguntar o porquê. Quando chegas?

-Amanhã, por volta das onze da manha.

-Até amanha.

-Obrigada Tanya.

-És família.

Desliguei, e corri em direcção do armário, retirei a minha mala de viagem vermelha, coloquei praticamente a roupa toda amachucada, não queria saber, só queria sair dali.

Depois de olhar em volta, fechei a porta do meu quarto e comecei a descer as escadas com a grande mala atrás.

Tinha todos os olhos postos em mim, desci calmamente, até ver Edward que me olhava com dúvida e fúria.

-Onde pensas que vais?!

-Vou-me embora, vou ter com os Denali.

Bella mantinha-se ao lado de Edward com uma expressão de confusão, larguei a mala e dirigi-me até ela.

-Bella, vens comigo até à cozinha?

-Claro.

-Onde vais Elizabeth? Ainda não acabamos!

-Tem calma Edward, já voltamos.

Bella seguiu-me até à cozinha, sentei-me na bancada de pedra e ela na ponta da mesa.

-Esta situação deve estar a ser um pouco confusa.

-Sim, um pouco.

-Sabes que vivi longe do Edward, não sabes? No inicio.

-Sim, sei. Ele fala pouco sobre isso, mas sei que te apaixonaste pela pessoa errada, e depois voltaste para os Cullen.

-É mais ou menos assim, e essa pessoa é responsável pela minha partida. O que te queria dizer é que lamento profundamente não estar cá no teu dia de anos. Por isso, queria dar-te esta lembrança antes de partir.

-Sabes que não ligo a essas festividades. Só quero que estejas bem.

- Vou ficar.

publicado por Twihistorias às 15:16

06
Mai 11

Capitulo 14

Nova vida

 

O quarto que Esme me tinha arranjado era de sonhos, não por ser grande, mas pelo pormenor da decoração, parecia que tinha sido feito especialmente para mim. Os tons das quatro paredes não mudava muito do resto dos tons pastel da casa, as duas grandes janelas brancas deixavam entrar a luz de uma forma delicada e graciosa. A decoração era minuciosa, desde os quatros que tinham influência do realismo, tal como sempre adorei e admirei, desde os livros, que eram imensos e eram sobre tudo o que gostava de ler, mas o que me fez querer gritar de entusiasmo, foi o piano de cauda, colocado propositadamente perto da janela mais próxima das estantes, a luz do dia desenhava perfeitamente as formas do grande piano no chão de madeira clara. Uma pequena arca encontrava-se junto do guarda-vestidos branco com grandes detalhes em madeira, aquela arca não era mais um acessório da maravilhosa decoração, já tinha sido minha, noutra vida.

Baixei-me sobre a arca e abri-a delicadamente, um grito silencioso soltou-se na minha garganta. Eram coisas minhas, memórias de um passado que parecia cada vez mais distante, retirei rapidamente alguns objectos e coloquei-os no chão perto de mim. Comecei por pegar num babete de pano que tinha bordado a rosa “Elizabeth Mary”,  uma espécie de roca de brincar, mas o que me chamou à atenção foi uma foto, uma pequena foto cuja a qualidade estava ameaçada, devido ao tempo que passará desde o dia em que a tirámos, Edward e eu sorriamos verdadeiramente junto dos nossos pais, até mesmo o meu pai que estava sempre sério, sorria de felicidade. Lembrava-me daquele dia perfeitamente, tinha sido umas semanas antes de termos ficado doentes, a câmara da cidade decidiu fazer um almoço ao ar livre e juntar todos os cidadãos locais no Promontory Point Park, oferecendo comida e bebida e actividades em família. O meu pai foi contrariado mas acabou por se divertir. Aquela foto transmitiu-me saudades da vida que tinha deixado para trás. O fluxo de emoções foi interrompido pelo bater de uma porta. Era Edward encostado à porta que se fechara atrás de si à poucos segundos atrás, apresentava um sorriso malicioso.

-Posso entrar?

-Já entraste. – Disse sorrindo de forma apressada.

-Que engraçada. Já vi que encontraste a arca. – Disse, enquanto se sentava ao meu lado.

-Sim… Como é que conseguiste tudo isto?

-Depois de transformado, voltei à nossa casa e trouxe as coisas mais importantes.

-Quem me dera ter podido ir contigo. Lembraste desta foto?

-Claro! Como me podia esquecer? Mas as coisas mais especiais, que guardei para ti estão nesta caixa. 

Mergulhou com as mãos dentro da arca e retirou um pequeno guarda-jóias de madeira escura.

-Eu sei que são poucas coisas e que não trazem de volta o que perdemos mas achei que ias gostar. Trouxe-te o anel e o colar da mãe.

Edward tinha na mão esquerda dois pequenos objectos, o anel tinha sido o anel de noivado que o meu pai tinha dado à minha mãe, e o pequeno colar , era apenas um pendente , mas que para mim trazia imensas memorias.

-O colar aceito, agora o anel fica tu com ele. Guarda-o para quando encontrares a pessoa que amas, aquela com que escolheres passar o resto da vida.

-Mas Elizabeth? Fica tu com ambos, o anel nunca me servirá de nada.

-Já sou casada lembraste? Não preciso de anéis de noivado. – Encarou-me com uma expressão de raiva – Era uma piada, tem calma. Mas como estava a dizer, o anel a mim não me serve de nada, e é teu por direito, por isso aceita.

-Já sabes que não gostes que fales do facto de estares casada. Pronto, eu aceito, guarda-lo.

-Quando queres és sensato. Diz-me uma coisa, como é que a Esme soube que sei tocar piano ou que adoro ler?

-Posso ter tido alguma influência nisso, mas só dei uma ajuda.

-Só te posso agradecer.

-Não tens de agradecer nada, és minha irmã. Fazia qualquer coisa por ti.

-E eu por ti. Mas tu já me deste a melhor coisa que me podia acontecer agora, uma nova vida. Uma possibilidade de esquecer o passado e construir algo novo, sem a sombra dele.

-“O passado é uma lição para reflectir, não para repetir.". Algo que espero que leves a serio, porque enquanto te tiver a meu lado, vou fazer de tudo para que sejas feliz.

publicado por Twihistorias às 21:51

28
Abr 11

Capitulo 13

Explicações


Ainda estava um pouco chocada, no mínimo amedrontada, por tantas mudanças em tão pouco tempo. Deixar os Volturi, encontrar o meu irmão, juntar-me a uma nova família, tudo isto me assustava ainda, apesar de saber que tinha mudado para melhor. Eram estes os meus pensamentos, enquanto esperava pacientemente e solitariamente pela chegada de Carlisle. Os restantes membros da família, incluído Edward decidiram ir caçar e trazer algo para mim, visto que não me alimentava à dias.

Eram quase seis e meia, comecei a ficar cada vez mais ansiosa. Levantei-me do grande sofá castanho e comecei a olhar em volta, reparei que havia imensos artefactos que apelavam ao cristianismo, cruzes, imagens de episódios da bíblia. Achei curioso o facto de possuírem tanto gosto pela religião cristã. Ouvi passos, só poderia ser Carlisle, sentei-me rapidamente no sofá, numa posse muito rígida. Ao abrir a porta, pousou uma pequena mala de pele preta no chão, fechou a porta e dirigiu-se na minha direcção. Possuía um ar amigável, que me fez relaxar instantaneamente, foi como se a calma se apoderasse do meu corpo. Os seus pensamentos eram claros, tentava obter a cronologia dos acontecimentos. Esboçou um sorriso e disse:

-Olá Elizabeth. Vejo que já estas melhor. Segue-me até ao escritório, gostaria de falar contigo.

-Boa tarde, Sr. Cullen. Com certeza. – Levantei-me gentilmente, e segui-o.

Carlisle estava sentado numa grande cadeira castanha escura, de traços direitos. Atrás dele, quatro estantes revestiam a parede creme, cheias de variadíssimos livros. Carlisle indicou-me com a mão, para me sentar numa das duas poltronas que se encontravam à frente da secretaria de pinho. Acedi ao seu pedido.

-Peço já desculpa pela demora Elizabeth, mas encontrei Edward e os outros, e acabei por conversar com eles. Queria saber como te encontravas.

-Oh não há problema Sr. Cullen.

-Trata-me por tu, afinal fazes parte da família.

-Desculpe. Obrigada por me fazerem sentir tão bem vinda.

-Não tens de agradecer nada. Vou directo ao assunto que queria falar contigo sobre como é que Caius te levou? Como ficaste nos Volturi?

-No dia do meu desaparecimento, fui levada do hospital por Caius. Ofereceu-me uma hipótese para sobreviver à doença e aceitei, mesmo desconhecendo qual a cura. Perguntei por Edward, ele garantiu-me que o iria buscar dentro de poucos dias. Mas nunca o fez, o tempo passou e acabou por me dizer que o meu irmão tinha falecido. Devido aos meus dons, e graças a Caius se responsabilizar por mim, fiquei como membro activo da guarda.

-Não devia ter permitido que ele tivesse ido ao hospital naquele dia. Esme disse-me que eras uma excepção à nossa espécie, tal como Edward que me disse que possuías o mesmo dom que ele.

-Ninguém teve culpa do que aconteceu Carlisle. Acho que a Esme se referia ao facto de precisar de comer e beber sangue para sobreviver. E possuo o mesmo dom que Edward, sem qualquer explicação.

-Comida? Impressionante. Quem te transformou? Ocorreu alguma coisa de diferente? Quanto a terem o mesmo dom, talvez se deva ao facto de serem da mesma família.

-Eu sei que parece surreal, mas é verdade. Sempre precisei de comida, o sangue nunca me saciava por completo. A minha transformação, segundo Caius, foi um pouco surpreendente e resistente, tive de levar mais veneno para que a transformação ocorresse.

-Talvez seja alguma particularidade do teu corpo, do teu sangue que não fez  o teu corpo processar devidamente o veneno, deixando-te assim digamos, de uma forma popular, um pouco humana.

-Talvez, é uma boa hipótese.

-Se não te importares gostaria de fazer alguns estudos contigo. Concordas?

-Claro que sim.

-Deixando para trás esta parte a aborrecida, queria saber como é que te encontras a nível emocional, pelo que me apercebi sofreste um grande desgosto. Só falas se quiseres.

-Devo dizer que não estava á espera, de todo. Pensava que aquilo que tínhamos era diferente, pensava que ele era uma pessoa diferente, mudada. Pensava que o tinha mudado. Não passou de um engano. Mas estou a tentar esquecer isso por agora, talvez consiga deixar o sofrimento para outra altura.

-Tu és uma rapariga inteligente, sabes que os sentimentos não se adiam, nem se ultrapassam facilmente. Tive alguns anos com os Volturi, e pelo que sei sobre a personalidade de Caius, acho que nunca te faria apaixonar por ele, por isso alguma mudança deve ter ocorrido. Naquele dia no hospital eu reparei num certo fascínio por parte de Caius por ti, não achei que passaria da atracção sedenta e sanguinária dele pelos humanos. Mas pelos vistos enganei-me. Não te posso oferecer maneira de te tirar a dor, nem fazer apagar o que se passou, mas posso prometer-te que iremos estar sempre a teu lado.

-Carlisle, eu conforto-me tanto por saber isso. A única coisa que me tem salvo deste inferno foi vocês. Isto que estou a sentir é demasiado doloroso para ser descrito, mas com vocês acho que conseguirei minimizar a dor. A palavra obrigada não chega para agradecer o que fizeram por mim.

-Tal eu, como Edward nunca paramos de te procurar. Depois de teres desaparecido, o Edward vasculhou Chicago, tentamos perceber como é que tinhas desaparecido sem rasto. Pensamos que poderias ter saído do hospital devido à febre que tinhas, e que tivesses sido mais um dos corpos que tinha morrido nas ruas da cidade. Edward passou cerca de dez anos bastantes difíceis, sem ti, transtornado com a transformação, andou sozinho. Mas isso já passou, agora temos de nos concentrar no presente.

-Edward não está satisfeito com a transformação pois não? Conheço-o melhor que a mim própria, e apesar de tantos anos separados, acho que o continuo a conhecer. Para ele ser um vampiro, implica ser uma espécie de monstro, de ser algo sem alma. Um assino de sangue frio criado para acabar com as vidas humanas, sem sentir pena ou compaixão. Julgo que até agora possa estar mais conformado, mas mesmo assim todos os dias trava uma guerra interior sobre o quê e o que gostaria de ser.

-Admirável, sim é assim que ele se sente. E tu? Elizabeth, como lidaste e como lidas com a tua nova condição?

-Não reagi mal, acho que ao inicio fiquei um pouco apática, mas quando tomei consciência que tinha escapado à morte, senti-me agradecida. Mas não nego, que partilho em parte, a opinião com Edward. Apesar de me alimentar de sangue de animais e de comida, nunca fico completamente saciada, e quando o sangue humano apela demasiado, faz-nos perder a noção dos nossos actos. Arrependo-me todos os dias, da única vez que cedi à tentação, mas o apelo era insuportável, tinha de acabar com ele.  

-Todos erram Elizabeth, todos. Tenho uma coisa para ti, os teus documentos. Como Esme já te deve ter dito, passamos por uma família tipicamente humana, o Edward e a Rosalie são meus filhos, apesar de parecemos um pouco novos de mais, Esme é a minha mulher, Emmentt é o marido da Rosalie, e tu serás a sobrinha de Esme, Elizabeth Masen Cullen. Irás ter o nosso nome porque te adoptamos como filha, depois do terrível acidente ferroviário que os teus pais sofreram.

-Muito obrigado.

-Ora essa, ah a Esme e a Rosalie têm andado a arranjar um quarto para ti, todos nós temos o nosso espaço.

-Não era preciso Carlisle, mas Obrigado. Do fundo do coração.

-Era preciso sim, não posso deixar que o mais recente membro da nossa família, fique mal instalado.

-Nunca ficaria mal instalada.

-Claro que não. – Assentiu Carlisle com um sorriso terno.

De repente o escritório foi invadido pelos outros Cullen. Edward sorriu-me e através de pensamento disse-me para me ir alimentar e que algo esperava por mim lá fora, assenti com a cabeça e segui até ao alpendre. Atrás de um grande pinheiro, podia ver-se um  corpo inerte, um veado surgia através do tronco, inspirei bem fundo o odor a sangue quente, fez com que o meu corpo tremesse de ansiedade. Coloquei-me perto do corpo e comecei a alimentar-me. Aqueles minutos fizeram com que o meu corpo ficasse ligeiramente mais quente e saciado.

publicado por Twihistorias às 20:00

23
Abr 11

Capitulo 12

Estabelecer laços

 

Fiquei sentada no sofá a folhear um livro, á espera que Edward chegasse. Esme tinha acabado de me arranjar o cabelo, acho que foi um esforço para me sentir melhor e sinceramente acho que resultou um pouco. Quando pensava que era ele a chegar, era Esme a descer as escadas.

-Ele ainda vai demorar um pouco, a escola só acaba ás quatro e o Carlisle só sai do hospital ás seis.

-Escola? Como assim?

-Desculpa, não tivemos tempo de te explicar, como tens estado tão triste, achamos melhor deixar-te sozinha. Nós não vivemos como os Volturi, nós vivemos como os humanos, uma vida normal. Para não levantarmos suspeitas, integrarmo-nos na sociedade. Alimentamo-nos de animais, consideramo-nos vegetarianos, nós respeitamos a vida humana. Mas se for difícil para ti nós arranjaremos sacos de sangue do hospital.

-Então quer dizer que vivem como se fossem humanos, isso agrada-me. Eu nunca gostei da forma como o clã tratava a vida humana, eu era a única a sobreviver de animais e comida. Só houve uma vez em que cedi á tentação, e ainda carrego essa culpa comigo, mas tentei esquecer esse momento de fraqueza.

Agora que já não estava tão concentrada na dor que sentia, conseguia ler claramente os pensamentos. Esme ecoou na sua mente várias vezes a palavra comida, achei melhor não falar já sobre os meus dons, era melhor esperar.

-Comida? Como assim Elizabeth? – Questionou manifestando um expressão de surpresa.

-Sim, tem calma Esme, eu explico… Bem, quer dizer na verdade não há uma explicação clara, o que sei é que durante a minha transformação ocorreram anomalias e quando acordei não desejava sangue mas sim comida, o ardor da garganta só ficou intolerável muito mais tarde. E através de tentativas que tenho vindo a fazer ao longo destes anos indicaram-me que não consigo passar sem comida e sem sangue, apesar de não exercer qualquer diferença no meu físico.

-O Carlisle vai ficar impressionado, tal como eu estou. És uma excepção, sem dúvida. Gostava de te explicar uma coisa, como os nossos laços familiares funcionam, eu sou a mulher de Carlisle, Rosalie e Edward são nossos filhos e Emmentt é o marido da Rosalie. Bem na verdade isto até corresponde á verdade.

-Quer dizer que o meu papel é? Ser? … Só Edward é que não tem companheira?

-Tens uma incrível semelhança com Edward por isso vamos dizer que és minha sobrinha, filha do meu irmão. Sim, a Rosalie supostamente era para ser a sua companheira, mas não resultou.

-Ela não é muito simpática, pois não?

-Tem um feitio especial. Vais-te habituar.

De repente ouvi a porta a bater, só podiam ser eles. Virei ligeiramente o corpo , para ficar de frente para a porta. Eram eles, FINALMENTE, era agora ou nunca, tinha de falar, mas mal me estava a preparar para falar, Emmentt correu até mim e lançou-me ao ar. Fiquei sem reacção, aquela situação era demasiado peculiar, tentei suster o que vinha ai, mas foi inevitável, uma gargalhada pura acabou por surgir.

-Finalmente estás acordada para a vida! Se te visse assim mais um dia que fosse passava-me! Estás-te a rir de mim? – Perguntou exibindo-me no ar.

-Baixa-a Emmentt, ainda a assustas! Ouviste? – Disse Rosalie no tom de preocupação.

-AHAHAHAHA! Não faz mal Rosalie. Já me podes baixar Emmentt. – Exclamei impulsionando a força do meu corpo para baixo.

Olhei para o rosto de Edward, estava carregado de tristeza e de inquietação tal e qual como os seus pensamentos. Só pensava em mim e no meu estado. Tentei aproveitar o bom humor de Emmentt e de Rosalie (que me deixou completamente espantada) e apresentei-me formalmente, só depois fugiria para um canto com o meu irmão.

-Bem, como não fomos apresentados formalmente, Olá, sou a Elizabeth. – Confesso que me senti um pouco estúpida, já me conheciam, principalmente depois daquele espectáculo deprimente, Emmentt pensava que era bom ter mais uma pessoa na família, enquanto Rosalie pensava claramente “ É bonita, parecida com Edward. Que terá visto em Caius?”, engoli em seco e abstrai-me.

-Bem vinda Elizabeth, eu sou a Rosalie, este é o Emmentt um verdadeiro palhaço de circo!

-Não sejas mazinha Rose! O que é que ela vai pensar de mim? Mais uma maninha! Já me viste esses olhos? Metem medo á morte. – disse agarrando Rose pela cintura.

-Emmentt está descansado, que a tua abordagem não foi a esperada mas foi muito divertida. Prazer em conhece-los, Rosalie não faz mal a Esme me ter emprestado roupa tua pois não? Edward posso falar contigo a sós?

- Claro que não faz mal. Eu e Emmentt temos que fazer…

-Eu também vou, fiquem á vontade. – Proferiu Esme, caminhando atrás dos outros.

-Agora que estamos sozinhos, podes falar comigo?

Pensou apenas “Segue-me” e sai porta fora, sentando-se no banco que se encontrava no alpendre virado para o vasto bosque. Era diferente ver o mundo sem ser por uma janela, os cheiros eram mais puros, a paisagem ganhava outra dimensão. Caminhei na direcção do pequeno banco , sentei-me junto dele, ficamos rendidos ao silencio durante algum tempo, mas ele decidiu falar primeiro:

-Elizabeth… Eu nem sei por onde começar, todos estes anos sem saber onde estavas, pensar que estavas morta e afinal foste transformada como eu, tiveste á mercê daquele patife e eu não pude fazer nada para te proteger… Tu não sabes a dor que sinto e sentia todos os dias quando te vi ali naquele canto a pensar nele, a reviver cada momento! Ele privou-me de estar contigo.

-Edward por favor não quero que te sintas assim, não estava nas minhas mãos nem nas tuas, fomos ambos enganados. Só nos resta esquecer e avançar, aproveitar que agora estamos juntos. E quanto a Caius, vou simplesmente fingir que nunca aconteceu , que nunca o conheci e esquecer tudo o que sinto por ele… - pensei por um momento como sabia daquilo em que pensava? Eu sabia que não era a única a ter um dom, mas ler mentes? Pensava que era apenas meu. – Espera tu leste os meus pensamentos? Também é esse o teu dom?

Olhou-me fixamente, estava a pensar como não se tinha apercebido, em tom de brincadeira transmiti-lhe um olá.

-“Olá”? É só isso que me tens para dizer? – Soltou uma gargalhada.

-Já tinha saudades desse riso…

-Diz-me uma coisa, não leves a mal, mas até que nível é que foi a tua relação com Caius? O que sentes por ele? É que já reparei na tua aliança… - Afirmou inquieto.

Suspirei profundamente

-Vou dizer isto rápido para não te passares, casei-me com ele… - Começou a sussurrar e a soltar pequenos rugidos. - Tem calma, e deixa-me acabar, em relação aos meus sentimentos, não posso negar que são muito profundos, mas a desilusão e a raiva ainda são maiores. “Toda desilusão é um aviso e qualquer forma de desânimo é um veneno subtil.” Irei esquece-lo. Garanto-te.

-Casaste-te? Ainda não acredito. Quanto ao que sentes por ele, eu irei ajudar-te a esquece-lo. Agora anda dai que o Carlisle deve estar quase a chegar e quer muito falar contigo… - Parou de falar e olhou-me com um ar de raiva. – Olha-me para os teus olhos, não deves comer á dias, esse é o resultado por perderes tempo a pensar nele!

-Edward já te disse para teres calma! Eu sinto-me bem, e logo vou caçar por isso não te preocupes, já não sou uma criança, cresci nestes trinta anos! Dá-me mas é um abraço, tinha tantas saudades tuas mano, Amo-te.

-E eu tuas, tantas. Amo-te.

publicado por Twihistorias às 18:48

13
Abr 11

Capitulo 11

Recuperação


Passaram-se dias desde que saíra de Itália, mal falara com Edward e os outros, sentia uma dor tão grande que nem tinha tempo para pensar em outra coisa, sem ser a desilusão que tinha tido. A viagem para América foi muito longa, mais especificamente Filadélfia, Pensilvânia. Atravessamos o Oceano a nado e corremos o resto dos território até lá chegar, nem uma única palavra troquei , mal chegamos a casa de Carlisle, encontrei um canto isolado entre a janela e uma estante de livros, sentei-me e fiquei assim durante dias.

Hoje o tempo estava especialmente nublado, prefeito para poder ir caçar. Sentia o ardor a crescer já algum tempo, quase que apostava que tinha os olhos negros, não queria saber estava ocupada a brincar com a aliança que tinha no dedo e a pensar no porque de ter ficado com ela, até que Esme, a mulher de cabelo cor de caramelo se aproximou:

-Elizabeth, minha querida? Como estas? – Perguntou ao colocar a mão no meu cabelo

Estava tão exausta que nem conseguia ler pensamentos, não lhes prestava atenção para os absorver, mal surgiam na minha, cabeça desapareciam.

-Bom dia Esme. Estou bem dentro do possível. – Respondi, virando imediatamente a cara para a janela.

-Tu estás assim á dias, eu percebo que doa, mas o Edward e nós estamos a dar em alienados com tanta preocupação e tens de te alimentar. Tens de ser forte.

-Esme, eu agradeço, profundamente, a preocupação. Mas eu não me consigo concentrar em nada, só penso naquilo que ele me fez e isso causa uma dor que consome e me suga a energia toda.

-Logo á noite vamos caçar, espero que venhas, sim? Não digas já não. Pensa nisso. – Disse, dando-me um beijo na testa e afastou-se em direcção ao escritório. Aquele gesto fez-me lembrar a minha mãe, senti como se Esme tivesse sido naquele momento uma espécie de mãe para mim. E sem duvida que precisava.

-Prometo. – Sussurrei, mesmo sabendo que ela não ouviria.

Passei o resto da manha a brincar com a aliança, a pô-la e a tira-la do dedo anular,  e a pensar que estava a deixar que a dor que Caius causou, estava a assumir o controlo sobre mim, isso não podia aceitar, por isso pela a primeira em vez ,em dias , levantei-me e dirigi-me ao escritório onde Esme se encontrava a ler.

-Elizabeth?! Estas levantada, isso deve ser bom sinal! – Exclamou ao posar o livro.

-Acho que sim… Esme poderia tomar um banho? E vestir outras roupas?

-Claro que sim, segue-me. – Disse saindo escritório e subindo uma escadaria, que levava ao 1 andar.

Só agora reparava no tamanho da casa, era enorme, as linhas das paredes pareciam pertencer a um estilo perdido no século XVIII, a palete de cores não variava muito, situava-se entre o caqui e o bege, não era uma casa construída recentemente, mas devia ter sofrido uma grande remodelação, pois a decoração tinha um aspecto recente. Agora fazia por me lembrar como era a casa por fora, mas não me recordava, só sabia que era envolvida por um imenso bosque, deveria ser longe da cidade. A escadaria estava ligada a uma parede que ao longo da subida encontrava-se repleta de magnificas pinturas, mas houve um quadro que me fez sentir uma pontada de dor tão aguda que me deixei abater-me sobre o chão. Reconheceria aquele fundo em qualquer lado, era o salão principal no palácio em Volterra, o quadro tinha como protagonistas Aro, Marcus, Caius e mais atrás Carlisle, ignorei o facto de Carlisle se encontrar no quadro, os meus olhos fugiam para o belo e refinado rosto de Caius, relembrando a dor que sentia dentro de mim. Aquele rosto perseguia-me, foi como se nunca tivesse saído daquele lugar, como a mágoa me tivesse encontrado de novo. Esme colocava as mãos em meu redor, para me consolar.

-Que insensata que fui, esqueci-me da existência do quadro. Desculpa!

-Não faz mal, isto já passa, foi só uma recaída. Acho que já tenho forças para me levantar. Ainda quero tomar um banho. Obrigada por tudo Esme.

-A casa de banho é mesmo aqui, é a terceira porta. Eu já te levo algumas roupas da Rosalie, és da altura dela, talvez um pouco mais alta. Não tens de agradecer Elizabeth, tu agora fazes parte da família.

Aquela palavra soou tão bem na minha cabeça. Acenei com a cabeça em sinal de agradecimento e entrei para a casa de banho, despi-me rapidamente e enfiei-me na banheira, a água estava quente, não que me afectasse mas a lembrança que tinha do efeito da água quente sobre mim, relaxava-me. Se calhar não precisava de tomar banho, mas lavar-me seria como se a agua levasse os meus problemas, como se levasse a minha dor. Durante vinte minutos consegui esquecer Caius e pensar única exclusivamente em mim e na minha nova família. Onde estariam? Só tinha visto Esme por casa durante a manha, mas também não estava atenta às saídas e entradas. O sabonete com que me lavei cheirava a jasmim e mel, que combinado com a água quente, libertava um odor espantoso. Esme entrou sorrateiramente e colocou as roupas e os sapatos sobre uma mesinha de madeira, saindo sem me dizer nada. Mergulhei mais uma vez na banheira para retirar o resto do sabonete, torci o meu longo cabelo e enrolei-me logo na tolha. Limpei-me muito depressa e peguei nas roupas deixadas por Esme, ela deixara-me roupa interior, umas collans pretas e um vestido vermelho que provavelmente me daria por baixo do joelho, de mangas compridas, o vestido perto da anca fazia um bonito franzido, vesti-o rapidamente e apressei-me a calçar os sapatos vermelhos. Olhei-me ao espelho e fiquei admirada, nunca tinha vestido outro tipo de roupas sem ser sombrias silhuetas pretas que me davam até aos pés, gostava de como a cor ficava no meu tom de pele, só agora reparava nos meus olhos, estavam negros como ébano, estavam aterradores, depois contracenavam com os meus longos cabelos cor de bronze que me davam um pouco mais acima da cintura, criavam uma imagem que eu própria não reconhecia, era uma nova Elizabeth, era um recomeço.

publicado por Twihistorias às 21:39

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