26
Out 12


Esta casa estava aquilo a que eu gostava de chamar uma seca! Tínhamos um bebé na casa, uma nova vampira e parecia que estava num funeral.

OK, a Bella ainda não era propriamente uma vampira, mas para lá caminhava. Já conseguia ver o futuro dela novamente, até as horas em que ela iria acordar. Porquê que estava tudo calado à espera?

Farta de esperar, levantei-me, deixando Rosalie sozinha com Jacob a disputarem a pequena Renesmee.

Entrei no meu closet e comecei a percorre-lo enquanto segurava algumas peças de roupa.

-Estás a brincar! – exclamou o Edward assim que entre naquele quarto de hospital improvisado!

Olhei para ele incrédula. Era claro que eu não estava a brincar e ele conhecia-me o suficiente para saber isso.

-Edward, ela não pode continuar assim. – olhei para Bella coberta com um lençol e ainda com uns vestígios do próprio sangue devido ao parto. – É um ultraje ela acordar assim.

Consegui ver nitidamente os olhos de Edward revirarem sobre si.

Ele melhor do que ninguém sabia que não valia a pena discutir comigo quando o assunto era uma makeover.

-Vai brincar um bocado com a tua filha. Daqui a nada está a chamar mamã à Rosalie e papá ao Jacob de tanto tempo que passa com eles. – disse brincando.

Assim que Edward obedeceu às minhas ordens comecei a minha dura tarefa. Transformar a Bella numa bela vampira.

Faltavam apenas algumas horas para ela acordar, tinha que me despachar.

Primeiro fiz uma selecção de roupa, perdi a conta de vezes que lhe troquei de roupa.

Ainda bem que ela estava num estado vegetal, nem quero imaginar mudar de roupa tantas vezes a um vampiro em transição que só berra e implora por morrer devido às dores.

Mas Bella não era assim, ela era uma menina comportada que me deixou vesti-la com um belo de um vestido azul, penteá-la e por fim maquilha-la.

Assim que terminei o meu trabalho afastei-me um pouco para avaliar a proeza que tinha feito.

Sim, estava sem dúvida um óptimo trabalho.

 

E como prometido anteriormente, aqui está a nossa parceria com a Filipa Rei...ela ensina-te a fazer a maquilhagem que a Alice aplicou na nossa Bella...

 

 

Esperamos que vocês tenham gostado...qualquer duvida consultem a nossa maquilhadora profissional e amiga Filipa em http://filipareimakeup.blogspot.pt/ e ela esclarece qualquer duvida existente.

 

Twikisses ****

publicado por Twihistorias às 21:48

25
Dez 11

Bella POV

1º Capítulo

O sol já ia alto mas nenhum de nós manifestava qualquer vontade de se levantar. Os meus dedos passeavam pelo corpo descontraído e semi-nu de Edward, enquanto ambos contemplávamos a nossa filha adormecida.

- Não a devíamos deixar dormir aqui tão frequentemente. – disse eu sem a mais pequena ponta de convicção.

Edward riu baixinho e respondeu-me com ironia, no tom apaixonado que sempre usava quando Renesmee era o tema.

- Claro, claro. Quero ver quem é que lhe vai dizer não logo à noite. E amanhã. E depois.

Ele tinha razão. Ninguém naquela família ousava contrariar aquela criança. Não porque temêssemos birras ou reacções de fúria, simplesmente Renesmee era tão encantadora que nenhum de nós tinha coragem para não ceder. No entanto, apesar da adoração de que era alvo, ela tratava-se de uma rapariguinha notavelmente bem-educada e nada caprichosa.

- Além disso, tu adoras que ela se esgueire para a nossa cama e adormeça agarrada a ti.

Eu abafei uma gargalhada, não podendo negar. Claro que adorava. Adorava ouvir o colchão do quarto ao lado mexer, os passinhos leves e delicados dela no corredor e, sobretudo, adorava o seu olhar irresistível quando, noite após noite, a minha filha se aproximava da cama e perguntava:

- Mamã, posso dormir aí? Tenho medo dos barulhos. E do escuro.

Depois, trepava para a nossa cama, sem aguardar resposta, aninhava-se entre o meu corpo e o de Edward, sorria e fechava os olhos. Adormecia em pouco tempo e nós os dois passávamos a noite com as suas mãozinhas quentes encostadas às nossas faces, vivendo os sonhos que lhe ocupavam a mente.

- Podia passar a minha vida inteira assim. – murmurou Edward.

Eu concordei e enchi os pulmões de ar, aspirando mil fragrâncias que me eram tão próximas, cheias de significado. Sentia-me preenchida, completa, nos braços do meu marido, com a nossa bebé. Aqueles eram momentos de paz e felicidade e eu sabia que Edward não recorria a hipérboles quando dizia algo daquele género – nós podíamos literalmente viver os três assim.

Olhei em volta, envolvida nos meus pensamentos, e reparei na luz que entrava pela janela, beijando as bochechas coradas de Renesmee.

- Não a devíamos acordar? Já deve passar das dez…

- Deixa-a dormir, Bella. É o primeiro dia de férias e não temos planos para hoje.

- Por acaso temos. Ou melhor, ela tem. Combinou com a Alice irem a Seattle às compras. – fiz uma careta e deixei que o sarcasmo se apoderasse da minha voz. – Pelos vistos a pobrezinha não tem roupa decente para o Natal. E além disso a Esme prometeu-lhe que hoje era o dia das decorações. Havias de a ter visto quando lhe mostrei o pinheiro que puseram na sala, ficou histérica.

Edward sorriu e inclinou-se para me beijar, até que Renesmee começou a abrir os olhos e a espreguiçar-se.

- B’dia.

- Bom dia, princesa. – e pronto Edward já só tinha olhos para ela. – A mãe esteve-me a dizer que hoje é um dia atarefado.

A mais pequena alusão ao tema “Natal” funcionou como uma mola – Nessie pôs-se de pé num salto e desatou aos risinhos enquanto pulava alegremente em cima do colchão.

- Cuidado, amor, ainda cais.

Ela ajoelhou-se, abraçou-me e disse-me:

- Oh mamã o Natal está quase a chegar! E a tia Alice prometeu que me comprava um vestido vermelho! E a avó disse que hoje íamos pôr luzinhas e bolas coloridas no pinheiro e o tio Emmett até disse que se eu me portasse bem podíamos enfeitar as árvores à volta da casa! Ah, e eu ainda não acabei a minha carta para o Pai Natal!

Aquela época tinha, definitivamente, efeitos espantosos em Renesmee. A minha filha era bastante calada, graças à sua peculiar capacidade de comunicação, embora essa característica, tão demarcada nos primeiros meses de vida, se tivesse diluído um pouco quando, ao completar um ano, entrou para o jardim de infância. A minha bebé não devia saber andar, sequer, e ali estava ela do tamanho de uma criança de 4 anos, robusta, com os seus caracóis acobreados a saltitarem-lhe à volta do rosto em forma de coração. Porém, o seu desenvolvimento era notoriamente acelerado sobretudo a nível mental – Renesmee, que balbuciara pela primeira vez com dias de vida e, semanas depois, andava e falava como gente grande, era dotada de uma mente prodigiosa.

Eu estava deliciada com aquele discurso longo e entusiástico. Nem a beleza indiscutível da voz de Edward ultrapassava o timbre da da nossa filha.

- Achas que eu me portei bem desde o ano passado, mamã? Achas que o Pai Natal me vai dar tudo o que eu pedi? Papá, a avó disse que eu tinha que ser uma menina bonita para receber presentes…

Edward abriu-se num sorriso perfeito que me deixou sem ar e de seguida os seus olhos dourados recaíram sobre o rosto de anjo de Renesmee.

- Hum, pensa bem. Foste boazinha para os teus amigos? Obedeceste à mãe? Comeste tudo até ao fim?

- Sim, sim! – Renesmee pulava de novo, e eu dei continuidade à lista de Edward:

- Partilhaste as tuas coisas? Disseste sempre “por favor” e “obrigada”? Dormiste na tua cama?

A nossa filha parou subitamente e os seus olhos ensombraram-se.

- Isso também conta? Mas… eu não sabia. Achas que o Pai Natal sabe que eu durmo aqui? – duas lágrimas redondas ameaçavam transbordar.

- A mãe estava a brincar, amor. – o meu marido lançou-me um olhar reprovador. Meu Deus, ele era mesmo insuportavelmente protector! – Podes dormir aqui sempre que quiseres.

Eu sorri, divertida com todo aquele cenário e com a atitude de Edward.

- Pensa bem. Se achas que foste uma menina bonita, podes ficar descansada. – tranquilizei-a. – E por falar em menina bonita, alguém tem que se ir vestir!

- Aleluia, chegámos ao assunto que interessa! – Alice irrompeu pelo quarto dentro, mas a sua impaciência desfez-se assim que Renesmee se atirou da cama directamente para o seu colo. – Bom dia, sobrinha mais linda do mundo.

- Bom dia, tia mais querida do mundo. – respondeu Nessie. Depois, encostou a mão à cara de Alice e ambas se riram.

Edward apressou-se a traduzir para mim

- Ela contestou o estatuto de sobrinha mais linda do mundo, porque acha que a Alice, além de só ter uma, é demasiado tendenciosa.

Rimo-nos em conjunto e, de seguida, Alice desapareceu com a minha filha nos braços, rumo ao closet. Imediatamente, Edward aproximou-se e beijou-me longa e apaixonadamente.

- Estive a noite toda a reprimir este desejo. – murmurou.

- Hum-hum. – respondi, enquanto o puxava para mais perto de mim.

O beijo evoluiu e passou de um gesto carinhoso a algo progressivamente mais sedutor e poderoso. Mesmo após vários anos, uma lua de mel humana e uma transformação em vampira eu não deixava de me descontrolar quando nos deixávamos levar pela paixão e pelo desejo. Ao fim de alguns seguidos, a minha respiração havia perdido o ritmo e eu ofegava, esmagando-me contra o corpo perfeito do meu marido.

- Por amor de Deus, a criança ouve tão bem como eu, não podem guardar essas cenas para logo à noite?! – uma Alice sentenciosa resmungava na divisão do lado.

Eu ri-me e contrapus baixinho.

- Se estivéssemos à espera da noite, teríamos que nos preocupar com a visão e não com a audição dela.

Edward soltou uma gargalhada e voltou a aproximar os seus lábios dos meus.

- Onde é que nós íamos?

Gentilmente, afastei-me, antes que a minha linha de pensamento se perdesse outra vez.

- Temos a tarde toda, sugeri, à medida que me levantava.

 

2º Capítulo

- Elas devem estar mesmo a chegar… - relembrei, entre os lençóis.

- Achas? – Edward ignorou o meu comentário e beijou-me novamente.

Contra a minha vontade, empurrei-o. Foi quase doloroso, afastar-me dele. Mas tinha que ser.

- Edward. Passámos o dia quase todo na cama. Ainda não fizemos nada hoje.

- Ai não? – o seu sorriso notava-se na voz.

Ri-me da provocação.

- Não. Sabes que não. Vamo-nos vestir e depois vamos à casa grande ver se é preciso alguma coisa. A Alice deve estar quase a chegar com a Renesmee. Vá lá. – rebolei no colchão e levantei-me, decidida a tornar o dia mais produtivo.

Quando entrei no closet, senti o mesmo desconforto que aquela divisão me provocou na primeira vez que lá entrei. Tanta roupa. Vestidinhos escaldantes, camisolas demasiado justas, calções que eu jamais usaria. Com o tempo, habituei-me a procurar o vestuário pelo cheiro dos tecidos e a dirigir-me instintivamente à prateleira das calças de ganga. Só mesmo a minha cunhada para me fazer passar por isto. Embrenhada nos meus pensamentos, agarrei no primeiro par de calças que me apareceu e escolhi a primeira camisola do monte. Depois dirigi-me à casa de banho – estava a lavar os dentes quando Edward surgiu no espelho e assobiou.

- Uau.

Parei a escovagem e levantei uma sobrancelha.

- O que foi?

- Devia ser proibido ser tão atraente.

O que é que ele estava a dizer? Olhei para o meu reflexo – era óbvio que o veneno tivera efeitos milagrosos nas imperfeições do meu rosto, era óbvio que me tratava agora de uma mulher bonita, mas isso não era uma novidade. Concentrada, tentei encontrar algo de novo. A minha pele era linda e os meus olhos tinham finalmente um tom alaranjado muito próximo da cor dourada dos Cullen. O meu cabelo emoldurava-me a face, forte e brilhante. Há um ano. Nada mudara desde a última vez que me vira ao espelho.

Depois, baixei o olhar e percebi. A camisola branca, com alguns folhos à frente, assentava-me como uma luva, realçando as minhas curvas. Soltei uma risadinha.

- Foi a primeira que saiu do armário. – confessei.

- Bem, tenho que agradecer à Alice, então. De certeza que ela a pôs lá de propósito.

Eu virei-me, beijei-o e peguei-lhe na mão.

- Vamos lá.

Mal saímos de casa, a um ritmo estranhamente lento, lembrei-me de algo que me deteve.

- Edward. Ai ai, Edward. – senti-o a contrair-se ao meu lado, pelo que me apressei a explicar. – O Emmett. Passámos o dia enfiados em casa, ele vai ter algo a dizer sobre isso. – a minha vitória no braço de ferro, que prometia o fim dos comentários à minha vida sexual, em nada inibiu o meu cunhado de fazer as piadas mais escandalosas acerca do tema. – Por favor, faz qualquer coisa assim que ele abrir a boca.

O meu marido relaxou, apertou-me a mão e beijou-me a testa.

- Não te preocupes. Comigo estás segura. – assegurou, antes de começarmos a correr.

Senti uma onda de alívio invadir-me quando o porsche amarelo de Alice surgiu no meio das árvores ao mesmo tempo que eu e Edward chegámos à casa. Pelo menos em frente a Renesmee, Emmett tinha a decência de controlar as bocas mais descaradas.

- Estamos safos. – disse.

Renesmee abriu a porta do carro e pôs o pé de fora. Eu não queria acreditar que ela já trazia uns sapatos novos calçados.

- Mamã! – ela correu na minha direcção, atirando-se para o meu colo assim que se aproximou o suficiente, e encostou a mão à minha cara.

Nem imaginas as coisas giras que a tia Alice me comprou! – os seus pensamentos estavam agitados, à medida que me mostrava as montras, os vestidos e o gelado de morango que comera.

- És muito espertinha. – Edward meteu-se com a filha e fez-lhe cócegas. – Quando se trata de gelados quantos mais melhor, de resto, comida humana nem pensar, não é?

Renesmee contorcia-se no meu colo e ria-se, escondendo o rosto corado no meu cabelo.

- Não é melhor virem para dentro? – Rosalie surgira na varanda, resplandecente, naquele crepúsculo de Dezembro. – A Nessie vai ficar com frio.

Sempre preocupada com a sobrinha. E, desta vez, com razão. Seguimos para dentro, Edward carregado de sacos e saquinhos que Alice tirara da mala, e passámos uma hora na sala com a minha filha a fazer uma autêntica passagem de modelos.

- Meu Deus, Alice. – Esme tentou soar reprovadora, mas a diversão ecoava na sua voz. – Ela vai ficar tão vaidosa.

Eu apressei-me a concordar, horrorizada com o número infindável de peças de roupa que se espalhavam pelos sofás. Alice sorriu, dengosa, e contrapôs:

- Não é bem assim. A Renesmee fez um acordo comigo. Por cada peça que comprámos, vamos escolher uma velha e depois vamos entregar tudo a uma instituição em Forks.

- Parece-me muito bem. Se recolherem roupa suficiente, e tenho a certeza que sim, talvez pudéssemos levar alguma para dar no hospital – sugeriu Carlisle.

Por fim, os sacos esvaziaram e Renesmee voltou à indumentária normal. A tarefa “compras” estava encerrada – agora, a minha filha saltitava à volta do pinheiro.

- Oh, avó, podemos pôr uma estrela grande lá em cima?

Esme derretia-se ao ver que a neta herdara o gosto pela decoração. Era espantoso como aquela criança parecia ter captado o melhor de todos os Cullen, mesmo não havendo parentesco real entre eles. Edward envolvia a minha cintura com os braços e ambos sorríamos, enquanto o espírito natalício se apoderava de todos nós. Nessie guinchava, sentada nos ombros de Emmett, e árvore ficava mais bonita e preenchida a cada minuto. A noite caíra lá fora e a sala estava na penumbra, quando ligaram as luzinhas que enfeitavam o pinheiro. Renesmee juntou as mãos ao pé do peito e contemplou o cenário, de lágrimas nos olhos. Conseguia ouvir o seu coraçãozinho aos saltos e a sua emoção era palpável.

- Gostas? – perguntou alguém.

Ela acenou, demasiado deslumbrada para conseguir falar.

- Agora, piolha, veste lá o casaco de pêlo que a louca da Alice te comprou. Ou se calhar é melhor não. Se fores lá para fora vestida assim podes ser confundida e ainda acabas a servir de refeição. – Emmett, igual a si próprio, ria às gargalhadas da sua própria piada. – Vamos. Esquece o pêlo, mas é mesmo melhor agasalhares-te. Isto se ainda quiseres enfeitar as árvores do jardim.

Renesmee enfiou um casaco de lã, calçou umas botas e, radiante, confirmou que estava pronta.

- Desta vez, à velocidade-vampiro, sim? Alguém tem que ir tomar banho e dormir. – Rosalie insistia em controlar os horários da minha filha.

- Que chata, Rose. – o marido deu-lhe uma palmada no rabo, para a provocar. – Deixa-me divertir-me com a minha sobrinha.

 

3º Capítulo

Querido Pai Natal,

Neste Natal gostava muito de receber uma boneca. Eu queria ter um irmãozinho, mas o pai e a mãe já me explicaram que não pode ser, por isso uma boneca está bem.

Também queria uma máquina de fazer gelados que vi noutro dia num anúncio da televisão, achas que pode ser?

E um cão. Quando disse que gostava de ter um, o tio Emmett disse “mas já tens o Jacob!” e riu-se durante meia hora. Não ligues, ele é tolo.

Outra coisa que eu queria muito neste Natal era uma família para a Annie. Ela vive na escola e não tem nem pai nem mãe. Se puderes, arranja alguém que a ame.

Bom Natal,

Renesmee Carlie

A carta estava escrita num papel adornado com renas, com uma letra elegante e direitinha – até nisso a minha filha saíra ao pai – e fora deixada em cima da secretária do quarto de Renesmee.

- Edward, vem ver isto.

Num segundo, ele estava ao pé de mim e, uns momentos mais tarde, sorriu, ao ler a carta da filha.

- Ela é mesmo boazinha, Bella. Com tanto mimo seria natural que se tornasse numa criança mimada e egoísta, mas olha para isto, ela pede uma família para a amiga. – o orgulho de Edward era evidente.

- É, não é? Temos tanta sorte. E agora vamos descobrir onde se compra a tal máquina de fazer gelados.

- Não seria melhor começarmos pela boneca?

- Não, a Rose já tem três embrulhadas, segundo me disse ontem. – informei. – Nós somos responsáveis pela máquina de fazer gelado. E prometi ao Charlie que lhe dava uma ideia para uma prenda, temos que pensar nisso.

Eu estava quase tão entusiasmada como a minha filha. Afinal, este era o primeiro Natal em que ela ia realmente apreciar a festa.

- Oh, isso está resolvido. – Edward passou uma mão pelo meu cabelo enquanto na outra segurava a carta. - Falei com ele há uns dias, quando a Esme lhe telefonou para o convidar oficialmente para a consoada. Ele perguntou o que eu achava de um iPod. Eu disse-lhe que me parecia bem. Ela adora música. Também lhe comprei vários cd’s.

- Óptimo, excelente. Então só nos falta mesmo tratar da máquina dos gelados. Podíamos ir já, o Jacob foi dar um passeio com ela e assim não notava a nossa ausência. – sugeri.

***

Estava tudo pronto. Os presentes amontoavam-se debaixo do pinheiro, as luzes enchiam o jardim e o presépio estava feito. A mesa estava posta, com um serviço simples e bonito, guardanapos e velas vermelhas e umas etiquetas feitas por Renesmee a indicar a quem correspondia o lugar – não pude deixar de sorrir quando constatei que a minha filha pusera “avó” em vez de “Esme”, por exemplo. Um cheiro intenso e enjoativo a peru pairava no ar – eu e Esme passáramos a tarde na cozinha, à lutar contra o tempo e a falta de hábito. No final, o resultado tinha-nos deixado bastante satisfeitas.

- Ora, lá vêem os nossos convidados, Bella. – a minha adorável sogra dirigiu-se à porta. – Achas que eles vão gostar da comida?

- Claro que sim. Os meus sentidos humanos dizem-me que é assim que o peru deve cheirar. E ficou tão tostadinho, claro que vão gostar.

Charlie, Sue, Seth e Jacob entraram na sala em fila. Leah recusara-se a aparecer, apesar da insistência de Esme. O meu pai e Sue cumprimentaram toda a família e elogiaram a decoração, levando Renesmee à loucura. Jacob e Seth, mais descontraídos, comentaram o aroma que se espalhava pela casa.

- Uau, Bella, pela primeira vez, cheira bem cá dentro! – o meu amigo abraçou-me. Quase me esquecera de como ele era quente.

- Tu continuas fedorento. – argumentei. - Tive saudades tuas.

Ele afastou-se e mirou-me de alto abaixo.

- Estrambólica. Não me habituo, pá. Mas podias ter posto um vestido. Olha para elas. – ele fez sinal com o queixo para as minhas cunhadas. – E tu de calças de ganga, como sempre.

- Não me chateies, Jacob. Se te importas com indumentárias, vai contemplar a princesinha. A Alice vestiu-a a rigor.

Jake virou-me as costas e foi ter com Renesmee – que estava, não havia como negar, linda, no seu vestidinho de veludo vermelho, com um laço a prender-lhe os caracóis lustrosos. Edward apareceu e segredou-me:

- Não ligues. Estás linda. E se ele não gosta ainda melhor. Já era tempo de te deixar só para mim.

Eu limitei-me a beijá-lo. Sentia-me tão feliz. Era Natal e toda a minha família estava reunida. A minha filha, agora ao colo do meu pai, sorria incessantemente e os seus olhos castanhos reluziam mais do que as luzes da árvore.

Depois do jantar – que fora um sucesso – reunimo-nos à volta do pinheiro. O monte de prendas, quase todas com o nome Renesmee escrito na etiqueta, crescera desde a chegada dos convidados e Charlie estava tão eufórico como a neta. Um a um, os presentes foram abertos. Edward ofereceu-me uma passagem de avião com destino ao Rio de Janeiro.

- Esta prenda também é um bocadinho da Esme. Ela cedeu qualquer coisinha, se é que me faço entender. E da Rose, que se ofereceu prontamente para ficar com a Renesmee.

Então íamos voltar à Ilha Esme? Eu parecia uma criança, agarrada ao meu marido, repetindo “obrigada” vezes e vezes sem conta.

Carlisle criara uma empresa de decorações para Esme. Esme montara um laboratório para Carlisle, numa divisão vazia do casarão. Jasper ofereceu um par de Louboutins a Alice – pelos vistos, era uma edição especial, aquele era o único exemplar do modelo. Toda a gente parecia feliz, trocando embrulhos com conteúdos entusiasmantes. Nessie foi, de longe, quem mais vibrou com as ofertas. Quase chorou quando viu as bonecas de Rosalie e delirou com o iPod cor de rosa oferecido a meias por Charlie e Jacob. E, ao abrir o embrulho que continha as sapatilhas de ballet oferecidas por Sue, quase desmaiou de alegria. A máquina de fazer gelados foi colocada na cozinha, depois de eu prometer que no dia seguinte experimentaríamos a receita de morango.

A noite ia longa quando a minha filha adormeceu nos braços do pai, com os phones enfiados no ouvido, Claire de Lune a tocar, e uma boneca loira ao colo. Seth ressonava no sofá do canto, deixando Sue embaraçada. Eram quase três da manhã quando levei o meu pai e restantes convidados à porta.

- Obrigado, Bells. – Charlie estava comovido. – Foi uma noite especial, obrigado por me deixares fazer parte da tua família.

- Pai… - eu tinha ainda menos jeito do que ele para estas coisas. – Tu és a minha família!

- Oh, eu sei, mas podias ter simplesmente desaparecido. Ainda bem que não o fizeste. Foi mágico. Este Natal foi tão especial, Bella. A Nessie estava tão linda e tão feliz. Deu gosto ver.

- Eu sei. – sorri, ao pensar na minha filha e na sua alegria radiante. – Foi o melhor deste Natal, ela. Obrigada por teres vindo.

Despedi-me de todos, felicitei Esme e Alice pelo sucesso da festa e dirigi-me à minha casa. Edward já tinha vestido o pijama a Renesmee e agora encontravam-se os dois deitados na nossa cama.

- Ela pediu para dormir connosco? – perguntei, quando entrei no quarto.

- Não… Ela nem acordou, mas eu achei que não te ias importar. Além disso, não queria mesmo perdê-la de vista.

Eu não respondi, mas sorri, enquanto vestia o pijama.

- Obrigada. – agora era a minha vez de agradecer. - Foi uma noite tão bonita, Edward.

- Obrigada? Não tens que me agradecer.

- Claro que tenho. Foste tu que me deste tudo isto. Esta casa, esta família. Essa criança. – trepei para cima da cama e beijei a testa de alabastro de Renesmee.

- Ela é tão bonita. – Edward olhava a filha, embevecido. – E estava tão feliz.

Agarrámos cada um numa mão da nossa bebé.

- Boa noite, amor. – disse Edward. – Até logo.

Eu beijei-o.

- Amo-te.

Encostámos as mãozinhas delicadas às nossas faces e mergulhámos nos sonhos da nossa filha. Naquela noite, Renesmee reflectiu a sua alegria até nos sonhos, e eu senti-me abençoada. Nenhuma quantidade de tempo com eles seria suficiente. Mas aquele era apenas o segundo Natal que passávamos juntos. E, afinal, tínhamos a eternidade à nossa frente.

 

Nota da autora, acerca do prémio:

"Recebi hoje o meu prémio de vencedora do desafio de Natal e faltam-me as palavras. A bola é giríssima e já tem lugar de destaque na minha árvore, como podem ver na foto que vos envio, e o marcador foi uma agradável surpresa, bem como o cartãozinho tão simpático que vocês me enviaram. Muito obrigada pela oportunidade que me deram e pelas lembrancinhas. Adorei!

 

Um beijinho e votos de um feliz Natal,

Constança"

publicado por Twihistorias às 18:00

24
Dez 11

Seth POV

 

Passei os meus 150 anos em LaPush na alcateia de Jacob e felizmente tal nunca me impossibilitou de fazer nada. Mas ultimamente sinto que me falta algo... como a força para continuar a viver.

Já tenho uma certa idade e passei os meus últimos anos a aprender a autocontrolar-me de modo a evitar a transformação e envelhecer como qualquer pessoa normal. Isto era o que eu queria, eram os meus planos, mas por qualquer razão não o consegui fazer, não consegui sujeitar-me voluntariamente ao fim da minha vida sem ter encontrado a minha alma gémea, sem saber o que é o amor.

 

Estava a ir com a Leah em direcção ao centro comercial de Seattle, para começar as compras de Natal.

-    Seth, vamos só a esta loja tenho a certeza que a Charlotte vai adorar estas botas.

-    Leah, já entrei nessa loja 3 vezes, até já tenho o número da empregada, podemos por favor ir para casa?!

-    Só vamos depois de acabar a lista de presentes. Vai andando para a Channel, temos que comprar o presente do Jacob para a Nessie.

-    Mas porque é que não compra ele o presente? Parece que sou o cão dele.

-    Queres mesmo uma resposta a isso maninho?

Fui andando para a Channel, loja que após ver apenas 2 itens percebi ser apenas destinado a pessoas de alta sociedade.

-    Precisa de ajuda? – perguntou-me uma senhora demasiado bem vestida para estar a vender roupas.

-    Alguma ideia para uma prenda de Natal? – e foi apenas aqui que olhei para ela. Tinha os olhas cinzentos, com um brilho que ofuscava e a sua palidez contrastava com os vermelhos dos lábios. Já tinha ouvido os relatos dos outros membros da Alcateia mas vivenciar era diferente, era mais poderoso do que a primeira transformação e a disturbação dos sentimentos é inerente a tudo o que já vivenciei.

-    Precisa de se sentar? Parece um pouco atordoado.

-    Estou bem, obrigada pela preocupação – disse, recompondo-me rapidamente.

-    Emma? O que é que estás aqui a fazer?

-    Leah! Não acredito que és mesmo tu. Que saudades!

-    Já não te via à quanto tempo? Uns dois meses?

-    Desde que acabamos a faculdade.

-    Mulheres – suspirei eu

-    Oh, esqueci-me. Emma, este é o Seth, o meu irmão. Seth, Emma – a minha antiga colega de quarto na faculdade.

-    Então, e que tal irmos todos almoçar? Já estou cheio de fome. Tenho a certeza que a Emma, está na hora de almoço.

-    E assim, podia aconselhar-te a escolheres o presente para a tua namorada, suponho. – disse-me a Emma, com um sorriso forçado.

-    Não! Não é para a minha namorado. Foi um amigo que pediu para comprar... – disse eu a gaguejar.

-    Pois, claro que sim.

-    Vamos? – perguntou a Leah

 

Fomos almoçar a um italiano e foi aí que convidei a Emma para jantar na nossa casa depois do trabalho. Tal significava duas coisas: ficar a fazer compras o resto do dia e cozinhar à noite.

-    Bem, acho o jantar uma óptima ideia mas tenho que ir para casa. Ficas aqui até a Emma sair do trabalho Seth?

-    Obviamente – disse eu lançando o melhor sorriso com todo o carisma que tinha, mas mesmo assim, ela não mostrou intenções de ceder perante mim.

Passaram 3 semanas desde que conheci Emma, e nenhuma rapariga me deu tanto trabalho para conquistar como ela. Os presentes não resultavam, assim como os sorrisos ou o cavalheirismo. Sempre tive jeito para mulheres, sabia como conquista-las e seduzi-las, mas parece que face ao verdadeiro amor eu sou um desastre completo.

-    Leah, a Emma vem cá almoçar?

-    Sim. Já lhe compras-te o presente?

-    Bem, por acaso já tinha comprado à imenso tempo. Comprei no dia em que nos conhece-mos na Channel. Lembras-te?

-    Como podia esquecer? Nunca te tinha visto tão sem jeito, para as mulheres.

-    Foi uma das maiores vergonhas da minha vida. Obrigada por te lembrares.

-    A campainha tocou. Deve ser ela – disse Leah, enquanto se dirigia para a cozinha para acabar o almoço.

-    Eu abro – disse correndo para a porta.

-    Olá. Estás linda, fazes o favor de entrar?

-    Sim, por favor, estou a congelar aqui fora.

Peguei-lhe na mão para a levar para a sala, quando reparei que congelada era um bom, eufemismo para o estado dela.

-    Hei! O que é que se passa, estás mais que gelada – disse abraçando-a, com esperanças que o meu calor passa-se para ela rapidamente.

-    Obrigada – disse ela abraçando-me também

Ficamos assim algum tempo, e quando percebi que ela já estava quente larguei-a delicadamente.

-    Melhor? – perguntei.

-    Muito. Obrigada.

-    Vem para a sala, tenho que te dar o teu presente.

-    Obrigada, adorei Seth, é lindo. Pões? – disse ela, entregando-me o colar para lhe pôr.

-    Claro que sim. Hei, toma – disse, entregando-lhe um papel

Tinha-o feito na noite anterior. Dizia “all I want for Christmas is you”. Era a melhor forma de exprimir o que sentia, de pedir o que queria. Nunca lhe tinha dito directamente, e o Natal é a altura perfeita para pedir o que mais se quer, certo? Então ali estava eu, a pedir a única coisa que me fazia falta no momento.

-    O que mais quero para o Natal também és tu, sabes? Apaixonei-me por ti quando te vi, mas parecia demasiado certo para ser real. Ainda bem que é mutuo Seth.

-    Amo-te e Feliz Natal Emma.

 

publicado por Twihistorias às 22:25

01
Nov 11

 

Noite de Antiguidades

 

Tinham passado 2 anos desde o nascimento da Renesmee… aconteceu tudo tão rápido que ainda havia momentos em  pensava que era um sonho!

-Bella…  -- percebia que tudo era realidade quando olhava para Edward, quando sentia a minha aliança!

- Estava longe, desculpa! Que se passa? – Edward estava demasiado sério…

- Anda comigo, o resto da família está a nossa espera na sala.

Ok, o assunto parecia sério, já há algum tempo que não via Edward tão preocupado e não fazia a mínima ideia do que estava a acontecer. Quando entramos na sala estava já toda a gente sentada, toda a gente com um ar meio curioso, meio preocupado! Toda a gente excepto Alice claro…

- Muito bem – começou Edward por dizer – recebi um telefonema dos volturi… Vão fazer uma festa de Halloween e fazem questão da nossa presença! Querem conhecer melhor a Renesmee…

- Quem é que te ligou? – perguntou Carlile.

- Foi o Aro… Não me deixou transparecer nenhuma má intenção mas não sei até que ponto é boa ideia irmos! – Edward estava preocupado principalmente pela Renesmee.

-Edward  não sei se é assim tão perigoso, os Volturi sabem que apesar de terem a vantagem numérica, não superam os nossos poderes! – não sabia até que ponto isto era verdade mas tinha de o acalmar para podermos pensar correctamente.

- A bella tem razão Edward, além disso não vejo nada planeado para nós, eles estão a fazer os preparativos para a festa. – Alice sempre ficava do meu lado!

- Vamos porque seria quase uma afronta não ir, e como disse a Bella eles não arriscariam fazer nada, principalmente dentro do território deles. – toda a gente assentiu às palavras de Carlisle, Edward também, embora eu soubesse que ele ía estar sempre à defesa!

Em duas horas Alice tinha arranjado mascaras e roupas para todos, a Renesmee, apesar de saber quem eram os Volturi, estava em êxtase com a festa! Foi complicado explicar porque é que o Jacob não podia ir mas ela acabou por se conformar.

Quando chegamos a Volterra um turbilhão de emoções apanhou-me desprevenida! Quase que senti as lágrimas a escorrer pela face… a ultima vez que tinha estado naquela terra pensava que tinha perdido o Edward.

- Bella vai correr tudo bem! – Edward abraçou-me, ele sabia exactamente o que me tinha vindo ao pensamento.

Entramos no castelo, tudo estava exactamente como eu recordava, excepto as decorações de Halloween que se espalhavam por todo o lado deixando assim o castelo ainda mais sombrio e sinistro do que o que já era!

A vampira que nos encaminhava para a sala principal era-me familiar mas não me lembrava quem ela era até que ela falou – Aro está a vossa espera, podem entrar! - era a recepcionista humana que aqui estava na minha primeira visita aos Volturi, afinal sempre conseguiu o que queria.

- Carlisle… - Aro abriu um sorriso quando nos viu, veio directo a nós e abraçou Carlisle. Pareciam vulgares amigos que já não se viam à muito.

Olhei a minha volta e as únicas caras que vi foram as desenhadas nas abóboras, a sala estava vazia.

- Aro uma festa normalmente envolve muita gente, não me digas que fomos os primeiros a chegar… - Carlisle estava com um ar de gozo embora se pressentisse uma certa preocupação nos nossos olhares.

O semblante de Aro mudou ao ouvir as palavras do seu amigo, sem pronunciar uma palavra voltou-se a sentar enquanto todos olhávamos para ele à espera de uma resposta… todos menos a Renesmee que estava deslumbrada com uma Abóbora que era exactamente do seu tamanho! Aro olhou para ela e sorriu, embora o seu sorriso fosse triste…

- Meus amigos não vai haver festa… À poucas horas atrás anunciei a todos que iríamos fazer uma festa de Halloween e todos me disseram que já tinham planos, um a um conseguiram esquivar-se… até o Alec e a Jane se foram… já não há respeito… eles sabem que se falarem comigo de uma certa maneira eu não consigo dizer que não… devia castigá-los… devia mesmo… mas não consigo…

Aro continuou a divagar na sua tristeza enquanto nós estávamos literalmente pasmados a ouvir, nunca tínhamos visto Aro assim, os nossos olhares cruzavam-se sem saber o que fazer! Até que uma vozinha interrompeu a nossa conversa mental e a de Aro.

- Tio Aro como é que arranjaste uma abóbora tão grande? – Renesmee estava com um sorriso na cara, não tinha ouvido uma palavra!

- Minha querida Renesmee essa abóbora já é muito velhinha e tem muitas histórias para contar! – a Renesmee arregalou os olhos de curiosidade!

- Espreita lá dentro e traz-me o que encontrares!

A Renesmee pegou num livro que também era quase do tamanha dela, parecia velho, gasto e notava-se bem que continha nele muitas histórias de terror. Mal lhe entregou o livro, Renesmee sentou-se de pernas cruzadas em frente ao Aro, este sorriu para ela, abriu o livro e começou a contar uma história.

Passaram horas intermináveis, o Emmett já não conseguia esconder o seu tédio, entretanto Alice pôs-se à conversa com um dos poucos guardas que tinha ficado e descobriu que todos os anos, desde à séculos, o Aro todas as noites de Halloween pega neste mesmo livro a lê as histórias a toda a gente. Entretanto este ano todos conseguiram “fugir” desta noite que já mais ninguém aguentava.

Para ser sincera fiquei com pena do velho Aro, esta noite ele não parecia um vampiro, mas sim um avozinho que se delicia a contar histórias aos netos pela noite dentro! Só faltava o leite e as bolachinhas! A nossa sorte foi que ao contrário de todos, a minha filha tem que dormir, chegou aquele momento em que ela não conseguiu resistir mais ao sono, o que nos deu a desculpa perfeita para sair.

Emmett e Jasper fizeram-nos prometer que nos próximos 100 anos não viríamos mais a festas dos Volturi! Não que isso fosse muito tempo… pelo menos para nós!

publicado por Twihistorias às 02:00

Uma festa de Halloween com vampiros e humanos, só podia dar problemas.

 

Como seria de esperar, em Forks era um dia chuvoso, frio e escuro. Ainda que na minha condição de vampira, não conseguia habituar-me aquele tempo. Ainda sentia falta do sol de Phoenix.

-Bella, anda lá. Preciso de ti aqui. – chamava-me a minha querida cunhadinha.

-Já vou Alice.

Voltei a guardar a minha fantasia no guarda fatos do antigo quarto de Edward na casa branca e dirigi-me para o andar de baixo. Aí já se encontrava o Emmett e o Jasper a esculpir a toda a velocidade algumas abóboras. Edward e Carlisle estavam a dependurar alguns esqueletos pela sala, assim como fantasmas. A Renesmee e a Rosalie estavam a tratar das velas e algumas luzes em alguns cantos da casa. Já a Esme e a Alice tratavam da restante decoração das mesas e afins.

-Em que precisas de mim? – perguntei a uma Alice aterefada e entusiasmada.

-Da comida, tu percebes melhor que nós a comida dos humanos.

Acenei e dirigi-me á cozinha com todo o cuidado para não fazer asneiras como era costume.

Depois de confeccionar hambúrgueres vampiros, bolachinhas fantasmas, cupkakes abóboras, tarte de abóbora e todos os tipos de coisas alusivas ao halloween, despedi-me finalmente da cozinha.

Como seria de esperar, o interior da casa estava agora decorado a rigor. E pelos barulhos que ouvia, a decoração já se dirigia a alta velocidade pelo exterior da casa, fazendo com que a maioria dos humanos convidados dessem com a casa.

Horas mais tarde já as primeiras notas musicais saiam das colunas e inundavam toda a casa.

Começava-mos a ouvir os barulhos de carros a começarem a aproximar-se do caminho para a casa.

Edward saiu da casa de banho envergando o seu trajo de Jack Sparrow dos piratas das Caraíbas.

-Só te falta o bronzeado e estás perfeito Jack.– disse eu envolvendo-o nos meus braços e beijando-lhe a ponta do nariz.

-Capitão Jack Sparrow! – imitou Edward depositanto depois um beijo nos meus lábios.

Afastando-se de mim, obrigou-me a dar uma volta, para ele conseguir ver toda a minha endumentária. Não foi necessario muito para o meu disfarce, apenas um vestido preto e uma peruca a condizer, e um pouco de baton vermelho e sombra para os olhos.

-Mortícia Addams? – disse ele quando concluiu qual era o meu disfarce.

Exibi um sorriso mostrando que ele tinha acertado, tentando imitar o andar dela.

Edward agarrou-me pela cintura, puxando-me para ele. Depois beijou-me o pescoço e entrelaçou os seus braços na minha cintura segurando-me junto a ele.

-Vá lá Edward, temos que ir para a festa. Já estão todos à nossa espera. Aliás estou curiosa de ver os disfarces do resto da família.

Edward parou de me beijar o pescoço, no entanto não afrouxou o abraço.

-A Alice está vestida de sininho, o Jasper de Peter pan, a Rosalie de capuchinho vermelho, o Emmett de lobisomem, o Carlisle de Julio Cesar e a Esme de Lady Gaga. A Renesmee está vestida de…

-Não digas…- interrompi-o – assim perde a piada toda. – tentei afastar-me dele.

Não adiantou, por isso sedutoramente coloquei os meus lábios sobre os dele e quando ele menos esperava esquivei-me dos seus braços e corri para fora do quarto.

Como já estava à espera, cada membro exibia o fato que Edward tinha revelado.

-Então maninha? Que tal? – perguntou Emmett quando eu não teci nenhum comentário de surpresa pelos fatos deles.

-O Edward já me tinha dito os vossos fatos, lamento. – disse apontando para o meu marido.

-Edward?! – recriminava Esme ao qual Edward respondeu com um sorriso tímido e um encolher de ombros.

-Oh, então o meu já não vai ter piada. – disse Renesmee atrás de mim.

Olhei na direcção dela e exibi o meu melhor sorriso, de facto ela estava linda.

Estava com uma roupa antiga, como se fosse um vampiro do século passado.

-O teu pai não me revelou o teu. E estás linda filha.

-É a combinar com o do Jake, ele vai ser o Drácula. – a minha filha exibia um grande sorriso.

Renesmee e Jacob, graças a Deus e todos os santinhos, permaneciam ainda como grandes amigos. Afinal de contas, a minha filha ainda só tinha 5 anos, apesar de aparentar ser já da minha idade.

Se dependesse do Edward, eles não iam passar da amizade pelo menos no próximo século.

-Ainda diziam que ele ia ficar chateado comigo. – dizia Emmett – A mim parece-me justo, se ele pode ser um vampiro como o dracula, porque não posso ser um lobisomem??

Lá nisso Emmett tinha razão, mas já era de esperar que fosse haver algumas bocas por parte de ambos.

 

Os convidados começaram a chegar, tínhamos fantasmas, bruxas e feiticeiros, flintstones, entre outros. A música estava a bombar graças ao Dj Edward Cullen.

A festa estava de facto a ser um sucesso.

Subitamente, Edward ficou tenso e resmungou baixinho. Vampiros e lobisomens olharam na sua direcção, mas tarde de mais. Edward já tinha saltado do andar de cima com uma perícia que apenas os vampiros conseguiriam.

Todos os humanos que assistiram à cena pararam de dançar surpreendidos com a cena.

Como se não bastasse, Edward agarra o puxador da porta da casa de banho e furioso arranca a porta com a maior das facilidades. Ouvimos uma exclamação dos presentes, enquanto os Cullen se dirigiam a Edward o mais rápido que nos era permitido aos olhos humanos.

Só quando cheguei perto do meu marido me apercebi qual era o motivo daquela fúria e o porquê ter esquecido a presença de todos aqueles humanos na festa. Renesmee e Jacob estavam atrás da porta, agora na mão de Edward, aos beijos. Eles estavam a namorar e não tinham contado a ninguém.

Sabe-se lá o que Edward teria ouvido na mente deles para ficar daquela forma.

O silencio instalou-se na casa, apenas se ouvia a música, a qual Carlisle se apressou a desligar e a lançar um olhar reprovador na direcção de Edward, Renesmee e Jacob.

Subitamente Emmett começa a bater palmas e todos dirigiram o olhar para ele.

-uh-uh grande Edward. Ele treinou isto a semana toda e conseguiu pregar um susto a toda a gente. Feliz Halloween a toda a gente. – e dito isto continuou a aplaudir a “acrobacia” de Edward. – Já te rias e agradecias. – disse num tom mais furioso e baixo, de forma a que só nós conseguíssemos ouvir.

Edward seguiu as instruções de Emmett e seguidamente todos começaram a aplaudir Edward e a perguntar como é que ele conseguiu fazer aquilo.

-Depois vamos conversar Jacob. – avisou Edward num tom ameaçador antes de virar costas a jake e se dirigir aos aplausos dos muitos humanos da festa.

publicado por Twihistorias às 01:00

31
Out 11

Mais uma festa de halloween na escola de Forks

 

Era o baile de Halloween da escola. Forks continuava igual desde que a minha família tinha abandonado o local: fria e chuvosa, com pessoas que não tinham nada melhor que fazer sem ser decorar cada pormenor da vida dos outros. Por isso quando voltei a esta cidade todos os olhares, todas as conversas recaiam sobre mim. Sobre o facto de a filha da Bella e do Edward Cullen ter voltado passado 16 anos.

Sou a Marrie – filha humana do mais recente casal Cullen. Não sei muito, mas o que sei é que me encontraram numa ilha do Brasil abandonada e resolveram acolher-me como filha deles. Vim com a Nessie e o Jacob de volta para Forks porque não me ambientei na nova cidade onde a família Cullen vivia. Os meus pais imploraram-me para ficar com eles, mas apesar de difícil, não me arrependo de nada do que fiz. Tive uma oportunidade de recomeçar, num novo lugar, onde não me conheciam. E novidade das novidades: ambientei-me facilmente.

Os rapazes metiam-se a qualquer oportunidade mas nenhum me interessou especialmente e as raparigas eram simpáticas apesar de ainda não considerar nenhuma minha amiga.

Estava vestida  e pronta para o baile, só faltava o meu acompanhante chegar. Entre todos os rapazes que me convidaram, aquele pareceu o mais interessante: Nahuel.

Ele chegou à hora combinada como qualquer bom acompanhante e depois conduziu-me à limusina.

- Estás linda Marrie. Esta vai ser uma noite muito interessante – e depois sorriu de uma forma que conseguia fazer qualquer coração humano acelerar ligeiramente.

Sorri educadamente e mantive uma conversa ligeira. Algo nele incomodava-me, parecia que estava a lutar para não dizer algo.

Chegamos ao baile e a primeira coisa em que reparei foi no ambiente. Via-se alunos a colocar álcool nos sumos e havia pouca luz, mantendo-se um ambiente misterioso – o habitual suponho.

-Marrie! Vem para aqui – chamou a Ana

-Importas-te? – perguntei a Nahuel

-Claro que não. A noite hoje é tua – disse ele a sorrir.

Fomos ter com aquele grupo e ficámos a conversar durante algum tempo, mas acabamos por nos separar e ir para uma mesa sozinhos.

Fui a casa de banho, mas quando cheguei a porta estava trancada. Bati duas vezes e a porta abriu-se muito lentamente.

Olhei em volta e não vi ninguém. Achei estranho, mas não dei grande importância à situação. Afinal de contas era Halloween.

No entanto, quando fui retocar a maquilhagem apercebi-me de algo escrito no espelho:

Queres jogar um jogo? Tic Toc – o tempo está a passar

Achei piada aquilo. Tinham de facto levado o tema do Halloween mesmo a sério. Primeiro a porta, agora o espelho. Sorri perante aquelas palavras e peguei no baton. Foi quando me apercebi de um reflexo no espelho.
Algo parecia caído dentro de um compartimentos da casa de banho. Virei-me e aproximei-me e apercebi-me de algo no chão que parecia sangue.
Pensei que seria mais algum truque dos decoradores da festa. Mas quando abri a porta vi um corpo lá caído.

Fiquei aterrorizada a olhar para aquilo e nem um grito saiu.

Baixei-me para ver se ela ainda estava viva, mas quando estava prestes a tocar-lhe, ela agarra-me o tornozelo.

-Tens que o fazer parar Marrie – sussurrou ela antes de perder as forças e fechar os olhos

-ANA?! Oh Meu Deus  - consegui finalmente pronunciar.

Aterrorizada, saí da casa de banho a correr e dirigi-me à festa. Pensei em ir falar com o Nahuel, mas essa ideia depressa dissipou-se da minha mente.

Tudo parecia normal, como se uma pessoa não tivesse acabado de morrer à minha frente na casa de banho. Como se não houvesse um assassino à solta num baile de Halloween da escola.

Fui lá fora e comecei a correr à procura de alguma coisa. Alguma coisa que me fizesse perceber o que deveria fazer. Ouvi um grito vindo do campo de futebol dirigi-me lá o mais depressa possível.

Quando cheguei vi dois vultos. “É um vampiro” pensei.

-Pára – sussurrei, certa que ele me ia ouvir.

-Porquê Marrie? – fiquei surpreendida por me terem respondido e ainda mais por saberem o meu nome. O sotaque do homem era antigo, tinha uma voz calma que de certa forma, conseguia acalmar-me.

-Como é que sabes o meu nome?

-Como é que sabes o que sou? – perguntou ele por sua vez

-Não sabia. Até agora, pelo menos – sussurrei eu e de repente o vulto estava à minha frente com a cara quase a roçar a minha. Ele desviou os meus cabelos e passou a sua mão fria pelo meu pescoço

-Estás a mentir Marrie, e nós odiamos mentiras.

A minha respiração tornou-se muito mais rápida e o meu coração começou a bater mais depressa. Tudo em mim gritava para fugir, para correr, para lutar pela minha vida, mas não sei porque não me conseguia mover.

-Eu conheço-te – disse eu – e nesse momento, as suas mãos ficaram rígidas e ele começou a exercer demasiada força no meu pescoço.

-Estás a aleijar-me – disse eu em pânico

-Tu reconheces-me? Sabes quem eu sou?

-Eu  não sei quem és, só sei que não me és estranho.

-Eu sou a pessoa, se é que se pode chamar isso, que te deixou abandonada na ilha.

-Pai? – disse eu a custo

-Não. O teu pai esta mais perto do que tu julgas. Sou o teu tio, Alec Volturi.

-Já ouvi falar de ti. A tua irmã também é vampira, não pode ter filhos. Estás a mentir-me

-Não estou. Eu e a Jane tínhamos mais uma irmã, Jasmine. Ela morreu durante o teu parto e pediu para cuidar-mos de ti. Mas não podíamos. Eras uma bebé, e é proibido transformar crianças. Por isso deixamos-te numa ilha onde sabíamos que algum dos Cullen te ia encontrar. Afinal, a ilha é deles. Ilha Esme, se não me engano.

-Quem é que é o meu pai? Tu conhece-lo? Ele está vivo?

-Não tenho a certeza de quem é, mas recebi uma informação que estavas a ser seguida. E querendo ou não, prometi à minha irmã que cuidava de ti.

-E resolves-te matar todos os meus amigos?

-Eu não matei ninguém Marrie.

-Eu vi-te em cima daquele corpo! Estavas a sugar-lhe o sangue.

-Não fui eu. Eu senti o cheiro a sangue e vim ver o que era. Fui ver se eras tu, mas quando cheguei ao pé da rapariga ela já estava morta, e depois apareceste tu.

-Então? Tu não matas-te ninguem? Nem me mandas-te aquela mensagem?

-Não faço a mínima do que estás a falar Marrie.

-Não percebo... então quem foi?

Nesse momento o Alec empurrou-me e fez com que eu caísse no chão.

“Mas que raio é que está a acontecer?!” pensei eu já irritada.

Olhei para ele, e vi-o a preparar-se para atacar. No entanto, não era a mim que ele se preparava para atacar, mas sim o Nahuel.

-Como é que ainda estás viva Marrie? – perguntou o Nahuel

-O quê?!

-Eu ataquei-te, aqui mesmo no campo de futebol. Era suposto não teres uma única gota de sangue no teu corpo.

- Não foi a mim que matas-te. E porque é que haverias de me querer magoar?

-Porque matas-te a única pessoa que já me amou. Tiraste-me a única pessoa que conseguiu olhar para mim e amar-me. Sabes o que isso é? Sabes o quão difícil é de encontrar alguém que conheça todas as tuas falhas, e mesmo assim te ame? Tu tiraste-me isso.

-Pai?

-Podes dizer que sim. Mas tu não és minha filha. Nunca vais ser.

-Isso é porque tu vais morrer agora – disse Alec, e no momento seguinte, arrancou a cabeça ao homem que disse ser meu pai.

Foi tudo muito rápido. O Alec disse para eu não olhar e obedeci.

Dramas, Complicações, era algo que não queria no momento.

Ele levou-me para casa e colocou-me na cama. Não me lembro de mais nada ao certo. Lembro-me de ele perguntar se queria que ele ficasse e de eu dizer que sim. Depois ele deu-me um beijo na testa e sussurrou: “Nada dura para sempre. Essa dor vai partir Marrie, apenas tens que lutar”.

Depois partiu.

publicado por Twihistorias às 16:00

24
Dez 10

 

 

 

Observava pela janela a neve a cair, era incrível como cada cristal de gelo que constituía um floco de neve era diferente do outro. Era como nós, vampiros, poderíamos ser todos igualmente belos e atraentes, mas todos éramos diferentes, não havia dois vampiros com o mesmo poder.

-Bella? – Edward com a mesma rapidez que entrou no quarto, estava agora a abraçar-me. – Outra vez a observar a neve? - Desviei o olhar da janela e mirei os olhos dourados do meu marido.

-É incrível como cada floco é diferente do outro, aos olhos humanos parecem todos iguais, mas na realidade não o são. – Retomei a minha atenção para a neve que insistia em cair, e assim permanecemos os dois, agarrados um ao outro, a contemplar o manto branco que cobria Glasgow.

-Sabes, identifico-me com ela…a neve. – Disse apontando para os flocos – É fria e pálida, como nós e, igualmente bela. Também é macia como a tua pele, talvez um pouco mais fofa. – Disse esboçando um sorriso. Edward imitou o meu sorriso e beijou-me.

-Para mim tu és fofa! Houve uma altura que foste mais, mas era demasiado fofo e frágil, prefiro assim, como és agora. – Edward beijou-me novamente e apertou-me nos seus braços, algo que não poderia fazer se eu continua-se tão “fofa” como era na minha vida humana.

Estava tão absorta nos beijos do meu marido que esqueci por completo o mundo fora daquele quarto. Não existia nada mais belo que Edward naquele momento, nem mesmo a neve. Foi então que ouvimos algo, a única coisa, que captava a nossa atenção nestes momentos, Renesmee.

Quase instintivamente desviamos o nosso olhar para a rua, e vimos uma Renesmee bastante risonha, claro que o motivo dessa alegria se chamava Jacob. Estavam ambos a fazer uma batalha de bolas de neve, infelizmente para Jacob este estava a perder, ou talvez ele estivesse apenas a deixar Renesmee ganhar. Conseguia-mos ouvir a nossa filha a ironizar com o facto de acertar sempre em Jacob, o que o fez retaliar, e ela para se desviar daquele torpedo a que Jacob chamava de bola de neve, escorregou e caiu. Algo que me fez dar um passo em direcção à janela para ver se ela estava bem.

-A cada ano que passa fica mais parecida com a mãe, é incrível! De tanta coisa que podia herdar teu Bella, foi logo ser desajeitada como a mãe. – Enquanto Edward dizia isso abanava a cabeça como se fosse algo demasiado grave.

-Pensei que isso era uma das coisas que mais gostavas em mim, que te divertia. – Provoquei eu com um sorriso.

-Bella! – Ouvi Alice chamar do andar de baixo. – O teu pai vai ligar daqui a 5 segundos. – Sorri, era óptimo ter um detector de chamadas em casa. Beijei mais uma vez os lábios de Edward e corri para a sala, onde se encontrava o telefone. Tinha imensas saudades do meu pai, já não o via há algum tempo, Edward afirmava ser melhor assim, começávamos a  desvincular e eu não iria sentir tanto quando ele já não estivesse entre nós. No entanto, sabia bem ouvir uma voz familiar.

-Pai? – O telefone tinha tocado exactamente ao fim de 5 segundos e eu já lá estava para atender ainda o primeiro toque não tinha terminado

-Olá miúda! Isso é que é rapidez a atender um telefone! – Brincou o meu pai.

-É, estava aqui perto! – Disse com um sorriso nos lábios. - E como estás? Já tens o peru no forno? Olha que isso demora a fazer. Eu mandei-te umas coisas pelo correio, lamento não puder passar o natal contigo, mas sabes como é, temos coisas aqui em Glasgow para fazer.

-Está tudo bem, não tem problema, eu percebo. A Sue está a tratar do peru. – Por vezes esquecia-me que o meu pai agora tinha uma mulher para tratar dele. – E como anda a minha neta? Aposto que está enorme, não? – De facto Renesmee tinha crescido mais um pouco desde a última vez que viu o meu pai.

-Está enorme, agora está a brincar com o Jacob na neve. – Lancei um olhar pela janela e vi batalha de bolas de neve, agora com Edward, Emmett e Jasper também na brincadeira.

-Tenho saudades vossas! Quando vens aqui visitar o teu pai? – Desviei o olhar da alegria que se tinha instaurado no nosso jardim e fitei o meu anel de noivado, o destino que eu tinha escolhido para o meu futuro.

-Nas próximas férias pai! – Permiti-me dizer, mesmo sabendo que seria mentira e depois me iria censurar por lhe estar a mentir.

-Está bem filha! Então bom natal!

-Bom natal pai. – E desliguei o telefone sem nunca deixar de focar o meu anel, os meus pensamentos estavam a mil, o dia de natal, as prendas e agora o meu pai.

-Bella? – Chamou Esme, que me fez dirigir para a cozinha onde esta preparava um banquete para quase 100 pessoas de natal. Quando vi tal coisa arregalei os olhos e paralisei.

-Esme, para que é tanta comida? Eu sei que o Jacob come muito, mas nem ele consegue comer isso tudo. – De facto tudo tinha um aspecto delicioso para os olhos humanos, e um cheiro ainda mais agradável.

-Antes sobrar que faltar, também se sobrar muito vamos dar aquela instituição ao fim da rua. – Tanto Esme como Carlisle costumavam contribuir em muita coisa para a tal instituição, Esme com dinheiro e alguns cozinhados, Carlisle com os seus serviços médicos e Alice decidiu remodelar a instituição, dando uma nova decoração.

Encolhi os ombros, e comecei a ajudar Esme. Alice andava com Rosalie a redecorar a casa, não que esta não estivesse já decorada com enfeites natalícios, ela apenas estava constantemente a mudá-los de local.

Jacob, como seria de esperar iria passar o Natal connosco, não queria deixar a Renesmee, ainda me custava acreditar que talvez um dia ele viria a ser meu genro, aliás tal ideia ainda me dava a volta ao estômago. Os restantes lobos que trabalhavam no restaurante de Jacob tinham regressado a Forks no dia anterior.

A tarde passou-se normalmente, ainda tive tempo de ir brincar com a minha família para a neve. Consegui derrubar Jacob e ser derrubada por Emmett, que agora vingava-se por finalmente ser mais forte que eu.

No final da tarde, depois de Alice nos ter praticamente obrigado a todos tomar banho e mudar de roupa, já estávamos sentados na sala perto da lareira acesa a contar histórias de Natal. Não que necessitássemos da lareira, mas era algo que trazia o espírito natalício à casa.

-Mas assim o pai natal vai-se queimar quando descer pela chaminé? – Alegava Emmett, fazendo com que todos os fitássemos incrédulos. Mas será que ele ainda acredita no pai natal?

-Emmett, o pai natal não existe, pensei que já soubesses com essa idade – disse Jacob rindo-se do sonho de criança de Emmett.

-Eu sei, mas conhecendo a Alice, ela vai arranjar um pai natal para entrar pela chaminé! – Argumentou Emmett apontando para Alice, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Todos olhamos para Alice e vimos esta arregalar os olhos e estes a brilhar de entusiasmo.

-Volto já! – Alice mal proferiu aquelas palavras desapareceu da nossa vista.

-Boa Emmett – repreendeu Jasper, acabaste de dar a ideia mais estúpida à Alice, devias ser tu o pai natal, só por causa das coisas.

Enquanto estavam a discutir, a campainha soou, Renesmee saltou do sofá e correu rumo á porta.

-Talvez o pai natal da tia Alice se recuse entrar pela janela e tenha eleito a porta. – Quando Renesmee abriu a porta soltou um pequeno berro e lançou-se à pessoa que se encontrava do outro lado.

-Olá pequena, estás enorme! Feliz natal! – Tinha ouvido aquela voz à horas atrás no telefone, corri para a porta em velocidade sobre-humana.

-Pai? Como..? Ainda á pouco falamos ao telefone, tu estavas em casa. – Perguntava incrédula, não sei se para ele, ou se apenas para mim.

-Oh, olá Bella, ia jurar que não te tinha visto aí. Bom não interessa. Achas que eu ia passar o meu natal longe de ti miúda, nem pensar, saímos ontem de Forks, o Jacob foi buscar-nos ontem ao aeroporto. – Disse apontando para a quantidade de gente que estava atrás dele. Reconheci-os a todos, para além do meu pai e da Sue, encontrava-se também Billy e os lobos com respectivas mulheres e namoradas.

Quando todos se sentaram à mesa, até a Rose se sentou, contrariada, mas a pedido de Renesmee ela aceitou, ali sim, percebi o porquê de tanta comida. Esme sabia que vinha tanta gente, por isso fez comida para 100 pessoas, apesar de serem cerca de 30 pessoas, sabíamos que não iria sobrar comida para dar seja a quem for.

Todos gabaram a comida de Esme, até Leah, que era a que estava mais reticente a comer comida confeccionada por vampiros.

Depois de jantar, e Alice ter finalmente aparecido com um sorriso ainda maior nos lábios, sentamo-nos novamente perto da lareira, desta vez uns ficaram no chão, outros no sofá, outros em pufs, todos apertadinhos, mas lá nos arranja-mos, e ouvimos Billy contar histórias de natal da sua tribo. Parecíamos uma grande família, lobos e vampiros unidos graças á impressão de Jacob pela minha filha.

Já passava da uma da manhã quando Alice mandou toda a gente para a cama, incluindo os lobos, que ela tinha providenciado uns colchões para aquela noite. Ninguém poderia estar na sala, senão o pai natal não iria aparecer. Renesmee colocou as bolachas com pepitas de chocolate e um copo de leite perto da lareira e subiu para o seu quarto, onde eu e Edward lhe desejamos uma boa noite. Edward e eu retiramo-nos para o nosso quarto, onde celebramos a noite de natal à nossa maneira, com muito amor e carinho.

A meio da noite ouvimos barulho vindo da sala, ambos olhamos um para o outro e dissemos “Alice” em uníssono. Vestimos a primeira roupa que nos apareceu e silenciosamente dirigimo-nos para a sala. Lá podemos ver um Jasper barrigudo e com umas roupas vermelhas e um barrete vermelho, nas costas trazia um enorme saco de prendas.

Eu e Edward abafamos o riso perante tal imagem, mas Jasper sabia o que estávamos a sentir, fulminando-nos assim com o olhar.

-Tu não desces-te pela lareira com isso pois não? – Perguntei eu, no entanto vendo a prova na sua roupa que estava um pouco manchada com o fumo da lareira. Edward limitou-se a rir.

-Nem uma palavra sobre o assunto. - Atirou Jasper começando a descarregar as prendas. Quando terminou encaminhou-se para as escadas onde eu e Edward ainda nos encontrávamos com um sorriso na cara, e dirigiu-se para o seu quarto.

-Pai Natal? – Chamou Edward divertido. Jasper lançou um olhar furioso a Edward. – As bolachas e o leite, a minha filha preparou aquilo com tanto carinho, não vai querer desiludi-la pois não?

Jasper estava incrédulo com o que Edward acabara de dizer, no entanto sabia que Alice estaria a ouvir, e se ele não fizesse tudo direito iria ser repreendido. Jasper dirigiu-se às bolachas e ao leite, e lançou um último olhar a Edward, que lhe retribuiu com um movimento de mãos como que a incentivar. Eu apenas me conseguia rir com a situação. Pobre Jasper, o que ele deve passar com a Alice.

Por fim, Jasper conseguiu comer as bolachas e beber o leite, com bastante sacrifício. Era incrível, como algo tão bom de um momento para o outro se torna algo tão repulsivo aos olhos de um vampiro.

A manhã seguinte foi uma correria às prendas que o pai natal tinha deixado. Alice, sempre atenciosa ofereceu-me pela milionésima vez um vestido de gala, diz ela para usar na passagem de ano, mas como todos os anos acontecia, o vestido ficava dependurado no armário. Já Esme e Carlisle ofereceram-me uma pulseira com o brasão dos Cullen do género da de Edward, mas mais fina e mais feminina. Edward ofereceu-me um carro novo, um peugeot RCZ, não tão discreto como queria, mas sempre é mais discreto que um Ferrari. A minha filha ofereceu-me uns brincos, eu tinha um par e ela outro exactamente igual. Em contrapartida eu e Edward decidimos oferecer uma mota à nossa filha, mais segura do que aquela que era minha, para Renesmee puder passear com o seu grande amigo Jacob, a Jacob oferecemos uma playstation, para ele poder jogar e não se esquecer que ainda o víamos como um adolescente, por isso que mantenha as mãos no comando da playstation e longe da minha filha. A Edward dei-lhe uma guitarra acústica, com um desenho, tipo tribal de um leão com uma ovelha. Algo que só nós iremos perceber.

E assim foi o meu primeiro natal na cidade de Glasgow, longe de casa, mas perto da minha família.

publicado por Twihistorias às 16:00

13
Set 10

Mais um dia chuvoso na cidade de Glasgow no Reino Unido, para muitos era um mau presságio, para nós significava um óptimo dia para sair de casa! Tínhamos trocado o verde de Forks pela arquitectura de Glasgow, no entanto ambas as cidades tinham em comum o céu cinzento e a chuva. Carlisle tinha arranjado emprego numa clínica perco de casa enquanto Esme tinha aberto um negocio de decoração de interiores. Os restantes Cullen iriam frequentar a escola de Glasgow. Mantínhamos a mesma historia, todos éramos adoptados, no entanto a Rennesme e o Edward eram irmãos biológicos devido às demasiadas parecenças entre eles!

Tinha acabado de tomar o meu banho quando Edward entrou no quarto cheio de sacos, e mesmo antes de estes conseguirem tocarem no chão, as mãos do meu marido já estavam a passear no meu corpo, fazendo-me soltar um suspiro.

-Edward, vá lá, agora não. Temos que nos despachar, não quero chegar tarde no primeiro dia de aulas. Para que são aquelas sacas? – com relutância Edward tirou as mãos do meu corpo e dirigiu-se novamente para junto dos sacos encolhendo os ombros quando olhou para os mesmos.

-A Alice achou que necessitávamos de nova roupa para o começo das aulas. Na sala também temos mochilas e tudo. Quer que sejamos alunos de mochilas este ano, «para ser diferente» diz ela! – Edward torcia o nariz enquanto falava nas mochilas, não entendia o porquê, eu quando andava na escola usava sempre a minha mochila com os meus livros e cadernos. Era mais prático, no entanto, a verdade é que nunca tinha visto os Cullen com mochilas ou livros.

-Eu gosto de mochilas! – disse esboçando um sorriso enquanto me dirigi a Edward, retirando-lhe uma saca e dando-lhe um beijo! – Vamos lá ver o que a Alice reservou para mim desta vez.

Umas calças de ganga “slim fit” com uma camisola azul e um casaco preto de pele, para calçado a Alice tinha escolhido umas botas de cano alto com um tacão de 7 cm, o qual troquei pelas minhas queridas sapatilhas.

-Nervosa? – apesar de não conseguir ouvir os meus pensamentos, Edward conhecia-me melhor que ninguém.

Eu estava nervosa, mas não apenas por começar um novo ano lectivo numa cidade nova. Estava nervosa porque desta vez não iria ser apenas eu e os restantes Cullen como estava habituada, desta vez iria ter a minha filha a frequentar as aulas connosco. Filha essa que agora aparentava mais ser minha irmã do que propriamente minha filha.

-Sim, ela ainda é tão pequena Edward. Podíamos esperar mais uns anos. E se ela continua a crescer? Se alguém percebe? E se ela não for aceite? - ambos tínhamos tentado persuadi-la de frequentar este ano a escola, mas a Rennesmee quando queria uma coisa não descansava enquanto não a alcançasse. Não a podia censurar, nisso ela saía a mim! – Passou tão rápido, em seis anos e ela já aparenta ter a idade dos próprios pais, isso não é justo. Ela devia estar a brincar com barbies, a pedir coisas da Hannah Montana, ou pedir para irmos todos à Disneyland com ela. Não ir para a escola!

Edward abraçou-me, sabia que ele sentia o mesmo! Ambos queríamos que a nossa filha aparentasse os seus 6 anos e não 17. Queríamos poder segura-la no nosso colo quando ela tinha algum pesadelo, ou uma dor de barriga!

-Mãe, posso entrar? – Rennesmee batia na porta enquanto colocava a cabeça dentro do quarto a espreitar!

-Claro filha! Já estás pronta?

-Sim. – esboçou um grande sorriso e avançou para dentro do quarto com um saltinho afastando os braços do corpo e rodando sobre os pés, para mostrar a sua roupa.

-Estás linda filha! – envergava também umas calças justas e uma camisa ao xadrez vermelha e azul com um sinto, aposto que a Alice também lhe oferecera umas botas do género das minhas, as quais a minha filha tinha substituído pelas suas sapatilhas “velhas”, como dizia a Alice. – A tua tia sabe que vais levar essas sapatilhas?

-Não, mas aposto que também não sabe que vais levar as tuas. – apontando para as minhas.

-Estão as duas lindas, e se a Alice disser alguma coisa eu mesmo faço questão de lhe comprar um espelho maior para ela por aqui em casa! – Edward segurou na minha mão puxando-me e encaminhando-se na direcção da Rennesmee e da porta. – Agora vamos que já estamos atrasados. Já tomas-te o pequeno-almoço?

-Sim, a tia Rose preparou para mim.

 

Tínhamos acabado de estacionar os carros em frente à escola, e já ouvíamos todos ali presentes a comentar sobre os nossos carros, o Porche amarelo da Alice e o meu Ferrari vermelho que eu tinha “emprestadado” ao Edward por ser demasiado vistoso para mim!

Se já estava a ser um alvoroço em volta dos carros, imagine-se quando nós saímos deles. Eu sentia-me super desconfortável, conseguia ouvir uns “uau, quem são aqueles?”, ou então “aquele de cabelos cor de cobre é mesmo lindo!”, rugi levemente o que fez o Edward esboçar um pequeno sorriso, abraçar-me e dar-me um beijo na nuca. No entanto ambos ouvimos um “E aquela ruiva ali, aquilo é que é uma mulher!”, o que fez a Rennesmee corar e o Edward soltar um rugido um pouco mais forte que o meu, fui obrigada a segurar-lhe no braço para ele não arrancar a cabeça ao pobre rapaz loiro que ali estava!

-Porquê que os loiros tem sempre a mania de se meter com as mulheres da minha vida? – Edward serrava os lábios e fulminava o pobre rapaz com o olhar. Este tremeu da cabeça aos pés quando passamos por ele.

-P…Edward, não me faças passar vergonhas logo no meu primeiro dia de escola! Eu ainda não fiz amigos e já os estás a espantar! – disse Rennesmee enquanto se afastava.

-Onde vais? – será que ela tinha vergonha de vir connosco para a escola? Se fosse eu era capaz de ter um pouco, vir com os meus pais para a escola, mas também não aparentávamos ser pais dela.

-Para as aulas. Ou qualquer outro sitio que ninguém se assuste do Edward. – proferiu enquanto se afastava cada vez mais de nós a passo de corrida.

-Andamos nós a criar uma criança para isto, para nos virar as costas. – comentou Emmett atrás de nós – MIÚDA DESNATURADA! – gritou a Rennesmee, que como resposta apenas olhou para trás e colocou a língua de fora.

-Deixa-a estar, é normal de não querer estar com uma cambada de cotas, se eu estivesse no lugar dela também não queria! – Rosalie sempre em defesa da minha filha – Se bem que somos uns cotas bem conservados!

-Como é bom estar de volta às aulas – ironizou Alice – Vamos ter bastantes surpresas hoje, ou melhor, vocês vão ter, eu vou só fazer o meu melhor ar de surpreendida. – Edward sorriu, sabia que ele também sabia o que se passava, no entanto não esclareceu nada.

Todos nos dividimos, eu, o Edward e a Alice tínhamos aulas juntos, enquanto Jasper, Emmett e Rosalie tinham juntos. A Rennesmee é que ficou sozinha numa turma, argumentou que queria ter a experiencia completa, logo, nenhuma criança ia com os pais ou os tios para a mesma turma.

As aulas da parte da manhã terminaram, não tinha acontecido nada de mais, apenas apresentações dos professores, em algumas aulas tivemos que nos apresentar oralmente, ou seja, nenhuma novidade. Estava era ansiosa por saber como tinha corrido a manhã de aulas da minha filha, estava sempre a perguntar ao Edward como ela estava.

-Está tudo bem, adaptou-se bem. Já fez duas amigas a Alison e a Ivy. No entanto, há um monte de rapazes a tentar ser simpáticos com ela.

-Ainda bem que o Jacob está lá em Forks. Ainda não sei como ele aceitou tão facilmente se separar dela. Que raio de impressão natural é esta! – Edward encolheu os ombros e continuou a mirar o vazio. Não me intrometi nos seus pensamentos.

Alice e eu fomos tagarelando até a um café em frente à escola que tinha acabado de abrir denominado “Wolf team”, achei engraçado o nome, supôs que a Rennesmee iria almoçar ali, pois o nome iria lembrar-lhe o Jacob. Já lá dentro este era verde e castanho, nas paredes encontravam-se alguns apanhadores de sonhos, fotos de algumas praias, florestas e assim, e uma grande imagem de uma matilha de lobos gigantes, lobos esses muito familiares.

-Bells, finalmente, eu sabia que vinhas almoçar ao meu restaurante novo. – aquela voz…

-Jacob?!?! – estava incrédula, como é que ele conseguiu? Ele é louco, abrir aqui um restaurante no Reino Unido, tão longe de La Push.

-Que tal? Gostas? Diz lá se não te faz lembrar Forks, La Push. Trouxemos um pouquinho de casa para aqui. – olhei para Alice e para Edward, ambos estavam com um sorriso nos lábios, no entanto não tinham nenhuma feição de surpresa no rosto.

-Trouxemos, o que queres dizer com trouxemos Jacob Black? Quem veio contigo? – tentava a todo o custo erguer o pescoço para visualizar além do grande corpo do Jacob.

-O Seth, já que tirou gestão de empresas há que começar a trabalhar no ramo, na nossa empresa, a Leah e o Embry, os restantes preferiram ficar por La Push. – consegui finalmente ver Seth ao balcão , Leah na cozinha e Embry assim como Jacob a servir às mesas. – Suponho que querem uma mesa, para 7 não é? A Nessie?

-A Rennesmee – fiz questão de frizar bem o nome da minha filha ao qual obtive um rodar de olhos por parte do Jacob – deve estar com as novas amigas, não sei se ela vem almoçar aqui.

-Aposto que vem, o nome é chamativo, para além que nós distribuímos flayers pelos alunos do ano da Nessie – Jacob falava enquanto nos indicava uma mesa que já estava com o cartão a dizer “Reservado” – Desculpem, mas tomei a liberdade de só colocar este pratinho com entradas, visto ser só para a Nessie. – esboçou um sorriso e retirou-se para continuar a servir os seus clientes.

Alice contou que já sabia, como não conseguia ver-nos a almoçar deduziu que fosse o Jacob, e o nome do restaurante esclareceu qualquer dúvida. A Rosalie lá concordou ficar ali, com muita relutância, mas só porque todos queríamos estar ali e principalmente a Rennesmee.

-JACOB! – ouvimos um grito e quando olhamos para trás já a Rennesmee estava abraçada ao meu melhor amigo, e agora melhor amigo dela.

-Então, muita fome? Suponho que perfiras aquela mesa para ti e as tuas amigas ou vais para a mesa dos teus irmãos? – estás a brincar, certo? Ela não ia recusar sentar-se perto de mim.

-Nós ficamos ali as três – apontou para uma mesa diferente e olhou para mim como quem pede desculpa. Edward colocou a sua mão na minha e disse para ter calma que era normal, ela estava a crescer. Almoçamos, ou melhor, fingimos que almoçamos, e regressamos para as aulas, mais uma carrada de apresentações e estaria livre.

Toda a tarde não me saiu da cabeça a situação da Rennesmee no restaurante, no entanto parte de mim sabia que era uma reacção normal, ela estava a crescer e tinha as amigas dela.

Cheagamos a casa antes da Rennesmee, ela ainda foi ter com o Jacob e a restante alcatei, depois viria para casa.

Preparei o jantar para ela e todos nos sentamos à mesa com ela, como fazíamos todas as noites.

-Foi altamente, os da minha turma são espetaculares. Os rapazes estão sempre a falar da tia Rose, da tia Alice, da mãe e dos nossos carros, as meninas falam de outras coisas, de como vocês são lindas – apontando para mim, a Rose e a Alice – querem saber onde compramos todas as nossas roupas, não falaram noutra coisa. E em como os meus “irmãos” são lindos, e como queriam conhecer-vos e essas coisas. – riu-se baixinho e encolheu os ombros. – As aulas é que são uma seca, já sei mais de metade do que eles ensinam, mas gostei bastante, é igualzinho ao que se via nos filmes, melhor ainda. Nada a ver com o que o tio Emmett e o tio Jasper contavam – olhou para eles como que a condená-los por lhe terem dito que a escola não prestava e que ela se ia arrepender.

-Ainda bem que gostas-te filha. – Edward estava deliciado a olhar para Rennesmee, o digno pai babado.

-Se gostei, adorei. Estou ansiosa por começar a usar os livros, os cadernos, fazer os trabalhos de casa, estudar. Tudo! – os olhos dela brilhavam, nisto ela não saia à mãe, eu acho que nunca me entusiasmei tanto com a escola, talvez saísse ao pai! – Estou impaciente para voltar lá amanhã!

Rennesme estava cansada nesse dia, há meses que não a via deitar-se tão cedo e adormecer. Eu e Edward ficamos a ver a nossa filha adormecer, enquanto Edward cantava a sua canção de embalar. Depois pegou em mim ao colo e levou-me para o nosso quarto onde me deitou na cama e onde nos ama-mos mais uma vez.

E este foi o meu regresso ás aulas e o primeiro dia de aulas da minha filha!

publicado por Twihistorias às 22:20

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