11
Dez 11

 

Capítulo 60

Epilogo

200 anos mais tarde.

Aguardava sentada na sala pelo táxi que nunca mais chegava. A televisão estava ligada apenas para fazer barulho, a minha atenção estava virada para a cómoda das memórias, onde repousava milhares de fotografias de familiares e amigos, alguns que víamos de longe a longe, outros que já não se encontravam entre nós.

Uma saudade abateu-se sobre mim quando olhava a foto onde estava eu acompanhada por Angel. O nosso sorriso era tão alegre e verdadeiro, que a dor no meu peito voltou. Não havia um dia em que não sentisse falta dele.

Ao lado da minha foto com Angel repousava as fotos de William e da sua família. Levantei-me e passei os dedos pelas mesmas fotos recordando o último dia que os tinha visto.

Como Jayden me tinha pedido, ao fim de um ano despedi-me de todos eles, claro que sem eles saberem, e modifiquei um pouco a memória de William, para este não se recordar mais de mim, e não vir posteriormente a pintar-me. No entanto, mesmo de longe assisti ao casamento de William, ao baptizado da sua primeira filha, e posteriormente ao seu funeral. Ainda tenho debaixo de olho os seus descendentes, o que resta da minha família. Protegia-os sem nunca ser vista, e conhecida. Ainda com a foto na mão, dirigi-me a uma pequena sala que se encontrava ao lado de onde me encontrava. Abri as portas e lá tinha uma árvore genealógica da família do David. Cada vez estava maior, o que me deixava bastante feliz, significava que uma pequena parte de David ainda estava comigo naquele mundo.

Edward entrou na pequena sala e enlaçou os seus braços à minha cintura. Beijou-me o pescoço e permaneceu ali abraçado em mim um pouco.

Apesar de me ter custado recusar a proposta de Angel de voltar a ser humana, e assim, poder ficar com William e o resto da minha família, tinha feito a escolha certa. Estar com Edward estes anos tinha sido, sem dúvida alguma os melhores de toda a minha vida.

Depois da minha escolha, Edward e eu mudamo-nos para Illinois para a casa que este tinha herdado dos pais. Com o passar dos anos, fomos comprando os terrenos que circundavam a pequena casa e agora tínhamos construído ali uma casa completamente isolada com muros e árvores altas, impossibilitando que as pessoas da zona conseguissem ver para o interior, permitindo assim uma maior privacidade.

A casa dos pais de Edward mantinha-se exactamente igual, adaptamo-la como uma pequena casa de hóspedes, mas foi construída uma muito maior, permitindo-nos uma maior comodidade e diversões no interior do nosso terreno.

-Vamos querida? O táxi já chegou e não podemos perder o avião. A Alice ou a Renesmee matam-nos se isso acontece.

Rodei nos braços dele e depositei-lhe um longo e apaixonado beijo, depois com o braço de Edward ao redor da minha anca dirigimo-nos à saída, pegando nas malas quando por elas passamos.

 

Estávamos já no avião em direcção a Paris. Edward continuava ao meu lado nervoso. Ao menos já não estava enfurecido com o prepósito da nossa ida a Paris.

-Edward, é bom que comeces a sorrir, acho que não te ficará bem esse ar carrancudo. – sussurrei sorrindo na sua direcção.

Edward desviou o olhar do céu escuro que se encontrava fora do avião e fitou-me.

-Mas ela ainda é tão pequena. Ainda é muito cedo, eu acho que eles se estão a precipitar. – defendia-se Edward.

-Edward, dois séculos, que eu saiba eras bem mais novo que ela quando te casas-te – disse eu advertindo-o para a realidade. – Ela já é crescidinha, tá na idade. É responsável, tem um namoro fixo, tá na idade. Aliás, eles amam-se.

Era impossível fazer Edward ver a sua filha como uma mulher adulta, para ele a Renesmee iria ser sempre uma bebé. Desde que ela e Jacob tinham ido a Illinois com o convite de casamento que Edward tinha ficado transtornado. Tinha arranjado mil e um motivos para eles esperarem mais uns séculos para casarem.

-Meu Deus, depois de amanhã a minha filha vai deixar de ser uma menina e passa a ser mulher. – os olhos de Edward arregalaram-se ao constatar um facto que não era totalmente verdade.

-Ela já é mulher a 100% Edward – informei eu com cuidado. Os olhos de Edward arregalaram-se, ele imanava cólera por todos os poros. – Edward, lembra-te que estás num avião. – Informei baixinho antes que ele cometesse alguma loucura.

Edward não falava, estava apenas tenso, as mãos estavam cerradas em punho.

-Precisam de alguma coisa? – perguntou uma hospedeira ao passar por nós.

-Não obrigado. – respondi-lhe com um sorriso. Quando esta se retirou voltei a minha atenção para Edward novamente.

-Edward, não tavas à espera que eles esperassem mais de 100 anos para perder a virgindade. Se o achas-te foste demasiado ingénuo. Até parece que não conheces as hormonas de um corpo de 17 anos.

Edward estava a começar a relaxar, mas não o suficiente.

-Como sabes isso? – perguntou entre dentes.

-Ela contou-me. – informei-o com um encolher de ombros. O seu olhar espantado fitou-me. – Não estavas à espera que te fosse contar a ti, pois não?

A sua reacção aquela pergunta confirmava que sim, que estava à espera que ela lhe contasse.

-Eu sei que és pai dela, mas há coisas que não se conta ao pai. Mas lembra-te, o Jacob gosta mesmo dela, eles foram feitos um para o outro. – o seu olhar de fúria voltou. – E nem penses em dizer ou fazer alguma coisa por causa disso. É o casamento da tua filha, devias ficar orgulhoso.

O resto da viagem foi tranquila, não voltamos a tocar no assunto da Nessie com o Jacob. Falamos sobre os nossos planos para o futuro, pois o Verão em Illinois começava a aproximar-se, o que significava termos que mudar de casa, a menos que quiséssemos ficar presos em casa todo o verão.

Chegamos finalmente ao aeroporto Charles de Gaulle em Paris, à nossa espera estava Emmett e Jasper. Como sempre que os visitávamos, o reencontro foi emotivo à maneira dos vampiros, as saudades eram muitas.

-Vamos lá cunhadinha, e prepara-te, porque aquilo lá em casa está a loucura.

Não era necessário Emmett fazer referência a isso, eu já o sabia. Conhecia demasiado bem Alice e Rosalie para saber que aquilo ia ser o casamento do ano.

Quando chegamos finalmente ao local onde se iria realizar o casamento, era de facto o caus, Emmett não tinha sido feito jus à loucura, aquilo estava 100000 vezes pior do que o que ele tinha descrito. Alice dava ordens a toda a gente, mudava de ideias a cada 5 segundos, ou porque via o vestido de Renesmee a ficar preso naquele baco caso aquela mesa ficasse ali, ou porque Jacob iria derramar o copo de champagne no chão, ou porque algo de mal iria acontecer se a mobília ficasse naquela posição.

Passado horas em redor dos preparativos para o casamento, finalmente tudo estava perfeito. Agora só faltava os convidados e os noivos.

-Renesmee despacha-te a comer isso, ainda tenho que te maquilhar e pentear. – ordenava uma Alice inquieta.

Finalmente todos estavam prontos, sentados nos seus devidos lugares à espera que Edward entrasse com a noiva.

O vestido de Renesmee era lindo, era a fugir para o antigo. Para a era em que ela tinha nascido, era branco, com um pouco de renda e rodado.

Bella apoiou-se em Edward no momento em que Renesmee disse que sim a Jacob. Estavam ambos emocionados, apesar de Edward tentar disfarçar tais emoções.

O copo de água foi divertido, até porque alguns vampiros estavam um pouco desconfortáveis com alguns lobos e vice-versa.

-Caroline! – ouvi uma voz conhecida atrás de mim.

Virei-me e vi aquele par de olhos vermelhos a olhar para mim.

-Jayden! – exclamei lançando-me para os seus braços.

Apesar de estar na maioria do seu tempo, Jayden sorriu e retribuiu o abraço.

-Com que então a tua enteada sempre casou com o lobo. – Afirmou ele divertido.

Jane e Alec surgiram atrás de Jayden.

-Então esponja, nós também não recebemos abraços? – perguntou Alec usando a alcunha que Demitri me tinha atribuído quando fui transformada devido ao meu poder de vampira.

Corri na direcção dos meus amigos e abracei-os aos dois. De repente senti um choque, o que fez com que o meu muro subisse rapidamente.

-Não gosto que me apertem com tanta força. – disse Jane com o seu olhar superior e com um encolher de ombros, depois sorriu-me.

Tinha sido difícil para ela quando Angel regressou ao mundo dos Anjos, por muitos anos culpou-me por ele ter aceite de novo as asas. Acho que ainda hoje, lá no fundo me culpava.

Não admirava, ela era completamente apaixonada por ele, e quando vê finalmente a possibilidade de eles realmente ficarem juntos, ele vai embora. É como se lhe tirassem a razão da imortalidade.

Durante muito tempo, Jane andou desaparecida, deixando para trás os Volturi e Alec. Apesar de sabermos onde ela estava, todos respeitamos a sua vontade de estar sozinha, quando quisesse voltar, sabia que seria bem-vinda. E como seria de esperar, ela voltou.

Carlisle aproximou-se de Jayden para o cumprimentar e conversarem. Apesar de Carlisle ter recusado a oferta de se juntar aos Volturi, era ele quem aconselhava Jayden em quase todas as decisões importantes. Era como se Carlisle fosse o braço direito de Jayden, o seu conselheiro particular.

Ao longe conseguia ver a companheira de Jayden, era uma bela vampira, de cabelos castanho escuros ondulados, esguia e alta. O mais interessante era a particularidade dos seus olhos, ambos eram vermelhos, mas tinham diferentes tonalidades de vermelho, um era mais escuro que o outro. Sabia que se chamava Brooke e foi transformada pouco depois de me ter casado com Edward. Segundo o que me tinha contado Alec, Brooke era o amor da vida de Jayden antes de este se ter transformado, quando foi numa viagem para resolver uns assuntos dos Volturi reencontrou-a, transformando-a. Desde esse dia que tinham ficado juntos, eram marido e mulher. Brooke tinha um poder interessante, conseguia ver as verdadeiras cores das pessoas, conseguia dizer se estas estavam a dizer a verdade, se eram interesseiras, essas coisas.

Brooke olhou para mim e sorriu, depois colocou-se ao lado de Jayden, que lhe segurou o ombro com o braço em seu redor.

Renesmee e Jacob levantaram-se para fazer um brinde de agradecimento a todos os presentes, e em especial aos membros das suas famílias.

Jacob agradeceu aos únicos lobos presentes que ainda o acompanhavam para todo o lado, Seth e Leah. Todos os outros já tinham falecido à alguns anos. Muitos porque desejaram morrer com as suas impressões naturais, outros com as suas famílias.

Renesmee agradeceu aos seus pais, tios e avós, e a mim, a sua “boadrasta” porque eu não sou má. Não consegui deixar de sorrir á alcunha que ela me tinha colocado. Mesmo tendo ficado triste por os pais se terem divorciado, Renesmee sempre se deu bastante bem comigo, o que me fez ficar feliz, principalmente Edward e Bella.

No fim do casamento, era tradição a mãe ir ajudar a filha a trocar de roupa para a viagem de lua-de-mel, para minha surpresa Bella e Renesmee chamaram-me e lá fomos as três ajudar a nossa pequena no início desta nova fase da sua vida.

Podia não ser a melhor amiga da Bella, mas conhecia-a o suficiente para saber que ela estava diferente. Após Renesmee partir de carro com Jacob, fui ter com Bella e perguntei-lhe o que se passava, ela estava demasiado alegre e não era apenas pelo casamento da sua filha.

-Incrível como a intuição de mulher nunca falha – disse sorrindo. Bella olhou para ambos os lados, como verificando se poderia ou não falar, como estava muita gente, apenas disse – baixa os poderes para poder colocar à tua volta o meu para ninguém ouvir e depois ouve os meus.

Assim fiz, Bella colocou o poder dela à minha volta, impedindo assim que Edward ouvisse e eu usei o poder do mesmo para ouvir os pensamentos dela.

Bella estava apaixonada, ao fim de quase dois séculos, ela tinha voltado a sorrir verdadeiramente, chamava-se Will e era um dos nómadas que tinha visitado os Cullen recentemente com o objectivo de adoptar a alimentação dos mesmos. Ainda se mantinham em contacto, e agora que Renesmee tinha casado, Bella ponderava tirar umas férias e ir ter com Will à Irlanda.

-Uau – disse depois de ela me ter mostrado a imagem de Will mentalmente – ele é sem duvida alguma bonito, vai em frente miúda. Faz pela vida – disse-lhe eu sorrindo.

Bela sorriu envergonhada, exactamente como quando a conheci, ainda não tinha mudado nada.

-Posso saber o que as meninas tanto cochicham por aqui? – perguntou Edward segurando-me na cintura.

-Não – respondemos ambas em uníssono e sorrindo uma para a outra.

Edward ficou chocado, ele odiava segredos e nós eramos peritas em guarda-los.

-Coisas de mulheres Edward, que por sinal não diz respeito a nenhum homem. Nem a ti, que estás habituado a saber sempre de tudo. – disse Bella sorrindo e dando-lhe um beijo na bochecha.

Antes de se afastar Bella olhou para mim sorriu e levou o dedo à boca em sinal de silêncio. Edward ainda fitava Bella um pouco chateado por ela não lhe ter confessado o motivo de tal felicidade.

 

-O que se passa com a Bella? – perguntou Edward quando já estávamos de regresso a casa em Illinois uns dias depois.

-Está apaixonada. – confessei-lhe sorrindo – não é obvio.

Edward ficou incomodado com aquilo. Olhei para ele com uma expressão séria.

-Estás com ciúmes? – perguntei admirada.

-Obviamente. Não me disseram nada, guardaram segredo só para vocês as duas. – disse retribuindo-me o olhar sério.

-Estás com ciúmes por termos conversado as duas e não te termos contado? – estava com vontade de rir, só Edward para ter ciúmes de uma conversa de mulheres.

-Claro! – disse indignado.

-És mesmo mimado. – disse por fim. – Estás tao habituado a saber tudo que quando eu e a Bella decidimos guardar algo para nós ficas assim. – o meu olhar era divertido.

Edward deitou-me a língua de fora antes de me segurar e puxar de encontro a ele.

Docemente Edward beijou-me e pegando em mim levou-me para a nossa cama.

-Oh meu Deus, e se eles tem filhos? Eu ainda sou muito novo para ser avô. – a voz de Edward transmitia um pouco de pânico.

-Edward, eles tem a eternidade pela frente, acho que a Nessie não está a pensar nisso para já. – tranquilizei-o.

Edward assentiu voltando a beijar-me. O resto da minha roupa desapareceu do meu corpo.

-Como serão os filhos deles? Quer dizer, nenhum deles é completamente humano, são raças diferentes. – voltou edward a falar interrompendo, mais uma vez, o clima que estava naquele quarto.

-Edward, eu estou aqui, e estou nua neste momento. Temos a eternidade para falar, agora podes concentrar-te em mim? – implorei-lhe.

Edward parecia chocado com as minhas palavras, depois sorriu e beijou-me.

-Desculpa meu amor. Tens razão, temos o resto da eternidade para falar, vamos aproveitar agora.

FIM

 

 

Nota do Twihistórias:

Agradecemos a todos os leitores por tornarem possivel este projecto, sem vocês não seria possivel escrever a história da Caroline.

Gostariamos de saber as vossas opiniões sobre a fic num geral, se gostaram do final, o que teriam talvez mudado, etc.

Gostariamos, também, de saber o que achariam de uma nova fic interactiva e que tema gostariam agora de ver abordado.

Twikisses e boas leituras***

publicado por Twihistorias às 21:41

05
Dez 11

E como prometido, cá está a 3ª e última parte com as devidas opções. Boas leituras e divirtam-se.

Não se esqueçam de votar. A decisão de hoje define o final da fic. Podem também escrever em frente à opção escolhida o que gostariam que acontecesse no próximo, e ultimo, capitulo ;)

Twikisses**

Capítulo 59

Decisões!

Parte 3

-Olá. – disse Bella calmamente.

-Olá – respondi eu constrangida.

-Não precisas ficar assim comigo Caroline. Sabes o amor tem coisas estranhas, leva-nos à loucura, até chegamos a crer que nada mais existe sem ele. No entanto, quando vi a tua ligação com o Edward, senti que nada do que eu acreditava ser amor o era verdadeiramente. O que quero dizer com esta divagação toda é que por muito que me custe admiti-lo, o Edward é, e sempre foi, teu!

Não conseguíamos olhar uma para a outra, eu observava o chão e ela os convidados que se encontravam no piso inferior.

-Vistas bem as coisas, fui eu que to roubei, não o contrário! – concluiu Bella ao fim de uns segundos.

Abanei a cabeça em negação. Ela não mo roubou, pelo menos não propositadamente, da mesma forma que eu não o roubei a ela propositadamente. Foi algo que simplesmente aconteceu, foi o caminho que traçamos que nos levou uns aos outros.

-Não quero que me interpretes mal – disse Bella encarando-me com um sorriso - o que eu sinto por ele nunca vai mudar, ele fez-me a pessoa mais feliz, deu-me a coisa mais preciosa que eu tenho, a Renesmee. E por tudo isso vou estar-lhe eternamente grata. Infelizmente não vou dividir certas alegrias com ele, ao seu lado, mas valeu a pena. Agora é a vossa vez de viveram aquilo tudo que vos foi privado no último século.

Entretanto ouvimos um barulho, alguém se aproximava, os Cullen tinham tomado a decisão. Ambas nos levantamos e dirigimo-nos para perto dos restantes vampiros que aguardavam a volta de Carlisle para saber a decisão dele.

Como seria de esperar, Carlisle não revelou a ninguém a sua decisão, aguardou apenas que os Volturi regressassem para divulgar o que tinham decidido. Alice tinha previsto que Jayden e a guarda estariam ali no espaço de uma hora, por isso a maioria dos presentes na sala começou a dispersar.

Edward chamou a minha atenção e pediu para eu o seguir.

Dirigimo-nos a um baloiço que se encontrava no exterior da casa. Ao chegar lá Edward pegou em mim pela cintura fazendo-me girar no ar, e em seguida depositou um beijo delicado nos meus lábios.

Quando os nossos lábios se separaram ambos exibíamos um grande sorriso.

-Tens a certeza que é isto que queres? – perguntei apenas para me assegurar de que aquilo era real.

-Não estaria aqui a beijar-te se não quisesse ficar contigo. – disse com o seu sorriso torto. – Pensei bastante, e é a ti quem eu quero Caroline, é contigo que quero passar o resto da minha existência. Vamos viver aquilo que prometemos um ao outro em Illinois, ou quase tudo. Vamos partilhar esta vida juntos. Não pode ter sido uma coincidência o facto de ambos termos sido transformados.

Sorri-lhe, não conseguia evitar, a minha mão entrelaçou-se na dele. Apesar de querer muito estar com Edward naquele momento, ainda não me sentia confortável fazê-lo ali, à frente de tanta gente, da família dele, da filha dele e principalmente em frente a Bella. Se fosse ao contrário também iria apreciar que tivessem respeito por mim naquela hora.

Assim sendo, afastei-me um pouco de Edward, ele pareceu compreender e respeitar a minha decisão. Ambos nos sentamos nos baloiços e começamos a baloiçar devagar.

-Então – começou Edward – para onde vamos a seguir?

Olhei para ele, não sabia para onde queria ir, qualquer sítio me parecia bem ao lado dele.

-Eu estava a pensar em voltarmos a Illinois, sabes onde tudo começou, onde tudo ficou pendente também. Eu ainda mantenho a casa dos meus pais, podemos reformula-la e ficar lá por uns tempos, é inverno, o sol não brilha muito. Aliás, a igreja ainda continua no mesmo local, o padre mudou, mas acho que é melhor assim. Pensei, que talvez, quisesses recomeçar a partir do momento onde ficamos da outra vez, o casamento.

-Parece-me bem, mas para recomeçar do mesmo sitio tens que sair primeiro do hospital pelo teu próprio pé, saudável e forte. – brinquei eu com o facto de termos parado exactamente na altura em que ele “morreu” no hospital da febre espanhola.

Estava a adorar os planos que Edward tinha para o nosso futuro. Renesmee iria visitar-nos várias vezes, como seria óbvio. Edward e Bella ainda estavam a discutir como seria a guarda partilhada de Renesmee.

Apesar de amar Renesmee do fundo do coração, achei melhor ficar de fora, não queria que Bella sentisse que eu estava também a tentar “roubar-lhe” a filha. A filha era deles, por isso o assunto devia ser tratado apenas por eles. Eu iria concordar com qualquer que fosse o plano.

-Podemos também comprar uma casa em Bristol, para estares perto da tua família, que dizes?

Quando Edward falou na minha família, o meu humor mudou. Não os iria ter durante muito tempo. Teria apenas um ano para os voltar a ver e juntar o maior número de memórias possíveis, a menos que aceitasse a proposta de Angel, mas isso significaria ficar sem o Edward.

-Caroline, o que se passa? – perguntou Edward preocupado.

-Nada! – menti. Ele olhou para mim e incidiu o seu poder sobre mim, claro que aquilo apenas me fez cocegas, e ele nada ouviu dos meus pensamentos. – Edward sabes que não gosto que faças isso. Todos temos direito à nossa privacidade.

-Eu sei, mas tu estás a esconder-me algo, eu conheço-te. Algo que te põe triste, é mais forte do que eu, desculpa! – o olhar estava triste, mas intenso.

Ele não o tinha feito por mal, e eu sabia-o. Estava apenas preocupado.

-Tenho que me afastar deles Edward. – disse por fim – A senhora Caroline desconfia que eu sou a tia-avó desaparecida. Diz que somos iguais, ou pelo menos descendente dessa tia-avó. Quer fazer analises ao sangue e assim. Não posso dar-me ao luxo que isso ocorra, é quebrar as regras. Eu fui uma volturi, está-me no sangue cumprir as regras.

Admito que omiti a parte do Jayden me ter dado apenas um ano para tratar do assunto. Se o tivesse revelado Edward iria levar aquilo como uma ofensa, mas eu sabia-o que não o era. Os Volturi não dão segundas oportunidades e o Jayden tinha-ma dado.

-Compreendo. É difícil estar perto deles e ao mesmo tempo longe. Então esquecemos Bristol, podemos ir para onde quiseres. Estaremos juntos, é o que interessa.

-E a Bella? Ela vai ficar sozinha? – a curiosidade falou mais alto e antes que me pudesse impedir, a pergunta já pairava no ar.

-Não – respondeu o Edward – a minha família nunca o permitiria. Eu não o permitiria. A culpa de ela agora ser vampira foi minha, eu transformei-a. Ela apenas aceitou ser uma de nós porque acreditou, assim como eu, que a eternidade ia ser nossa. Isso não aconteceu, mas ela estará sempre no meu coração, ela é especial para mim, parte de mim vai sempre amar a Bella, a mãe da minha filha.

Eu sabia que ele não ia deixar a Bella desprotegida, Edward era assim, sempre preocupado com aqueles que amava. Era isso que eu mais gostava nele. Foi aquilo que me fez apaixonar por ele enquanto humana, e era aquilo que continuava a amar nele enquanto vampiro.

-Acho que está na hora de irmos – disse quando escutei o reboliço dentro da casa devido à chegada próxima dos Volturi.

Edward acenou e segurou na minha mão enquanto nos encaminhávamos para a frente da casa.

Na frente, tomamos os nossos lugares, Edward perto dos Cullen e eu ao lado de Angel.

Mais uma vez Jayden vinha à frente ladeado por Jane e Alec.

O andar de Jayden era absolutamente mortífero. Em todos os sentidos! Era predatório e mortal. Não conseguia parar de pensar na forma como ele estava diferente.

-Carlisle. – cumprimentou Jayden calmamente, fazendo uma vénia coma cabeça. Carlisle imitou-o. – Presumo que já tenham tomado uma decisão. – continuava Jayden.

Carlisle acenou, mas antes de responder olhou de relance para cada um dos Cullen, que lhe responderam com um aceno de cabeça em forma de incentivo e mostrando, assim, que ninguém tinha mudado de ideias.

-Antes de mais queremos agradecer pelo convite e pelo vosso voto de confiança em nós. – começou Carlisle. – É uma honra para mim e para a minha família, saber que somos desejados por tantos para ingressar nos Volturi, no entanto, teremos que recusar.

Começou a ouvir-se um tumulto, ainda que fraco, mas muitos não receberam a notícia muito bem. Uns porque achavam um ultraje ele recusar aquele convite, outros porque agora temiam a pessoa que fosse ocupar o lugar que estava disponível para Carlisle.

-Pedimos imensa desculpa. – continuou Carlisle – Não nos interpretem mal. Não queremos desrespeitar ninguém, apenas achamos que não é o melhor para a nossa família. – depois de dizer isto olhou para os lobos, principalmente para Jacob e Renesmee que permaneciam um ao lado do outro.

Era de esperar que Carlisle não iria permitir afastar-se da sua neta, ou que esta sofresse por se afastar de Jacob. Como Edward tinha dito, a família dele nunca permitiria que Bella ficasse sozinha. Ela era uma Cullen agora.

Alice afastou-se um pouco de Jasper e colocou-se ao lado de Bella com um braço em seu redor, depois segredou qualquer coisa ao ouvido dela, o que fez com que Bella exibisse um sorriso, mesmo que tímido, era um sorriso.

O motim ainda continuava, apesar da explicação de Carlisle. Ninguém sabia o que iria acontecer a seguir, e todos os estavam a temer o pior, mesmo não querendo admitir. Daí todos estarem a revoltarem-se perante a decisão de Carlisle.

Jasper tentou mandar uma onda de calma, começou a surtir algum efeito, mas não um imediato.

-Silêncio. – falou Jayden num tom de comando. Como seria de esperar, todos obedeceram. O silêncio reinava naquela zona.

-Nós compreende-mos Carlisle. É de facto uma pena, os Volturi necessitavam de um líder como tu, mas é compreensível, a família está em primeiro lugar. – Jayden conseguiu surpreender-me mais uma vez. – Estima-a bem, não há muitas famílias como a tua.

-Irei fazê-lo. Obrigado Jayden. – Agradeceu Carlisle. – Alguma coisa que necessites de nós não hesites em pedir. Iremos ajudar, se estiver ao nosso alcance.

-Obrigado Carlisle, irei fazê-lo.

Jayden preparava para se retirar, quando subitamente parou e voltou para olhar para nós.

-Caroline. – disse Jayden incidindo o seu olhar no meu.

Admito que fiquei feliz, estava a ver que o meu amigo iria embora, novamente, sem se despedir.

Dei um passo em frente, não me queria despedir apenas de Jayden, mas de todos eles, Jane, Alec, Demitri, Felix e todos os outros membros da guarda meus amigos.

Jane, Alec, Demitri e Felix sorriram quando Jayden deu um passo na minha direcção. O sorriso de Jayden também apareceu, parecia divertido, um tanto perverso. Fez com que todo o meu muro subisse e que temesse o que dali vinha. Conhecia-os demasiado bem, a todos eles, para saber que algo estava para acontecer.

-Gambe in modo che si desidera! – sussurrou Jayden quando chegou perto de mim.

Segundos depois Jayden estava a 1 quilómetro de distância de mim. Não consegui evitar sorrir e corri atrás dele.

Aquilo era um jogo que nós costumávamos fazer, era mais uma forma de treino/ brincadeira. Basicamente o jogo consistia em um fugir e o outro caçá-lo. Claro que nenhum podia facilitar a vida ao outro e aquilo poderia durar horas, senão mesmo dias ou semanas.

Jayden e eu já estávamos no jogo à cerca de 2 horas, ainda não compreendia o porquê de ele se ter lembrado daquilo. Mas gostava de um bom desafio, o problema é que nem um nem o outro poderíamos usar os nossos poderes para obrigar o outro a desistir.

No entanto, queria regressar para perto do Edward e do Angel. Queria aproveitar o tempo que me restava para usufruir da companhia de Angel. Ainda não conseguia acreditar que ele tinha ganho novamente as suas asas.

Sem pensar duas vezes usei a bruma de Alec para bloquear os sentidos de Jayden.

-Isso é batota. – acusou-me ele.

Ri-me enquanto cheguei perto dele e o imobilizei, tirando em seguida a bruma de cima dele.

-Também o fizeste no momento em que começas-te a correr sem aviso prévio. Aliás, parece-me que hoje não temos árbitro para decidir quem ganha, ou desqualificar alguém – falei desafiando Jayden.

-Ok, ok eu rendo-me. – disse tentando elevar as mãos á altura da face.

Larguei Jayden e permiti que este se sentasse em cima de um troco tombado no meio daquele mato.

-Então, o que te fez trazer-me aqui? – perguntei enquanto me equilibrava numa pequena pedra apenas com um pé assente nela.

-Queria falar contigo. – revelou ele, algo que eu já estava à espera, confesso.

Olhei para ele em forma de o incentivar a falar, mas não estava a resultar. Abandonei a pequena pedra e sentei-me perto dele.

-Fala Jayden – incentivei-o.

-O Carlisle recusou a proposta de ingressar nos Volturi, e sem ele ficamos à deriva, não sei mais quem chamar para tomar o lugar de Aro. – confidenciou Jayden.

-A mim parece-me que não precisas procurar mais, tens feito um óptimo trabalho pelo que vi. Todos te respeitam, e tens tomado as decisões certas, com calma e de cabeça fria. – disse a verdade. Jayden estava diferente, estava a fazer um óptimo trabalho nos Volturi, e tinha convicções fortes, aliás estava bem mais maduro agora que há uns meses atrás.

Ele riu-se, como que troçando da minha ideia. Não parecia acreditar no que eu tinha dito.

-Sou muito novo Caroline, ainda tenho muito que aprender, não me parece que vá tomar sempre as decisões acertadas. Foi por isso que me lembrei, tu és perfeita para o lugar, tens um século de vida, tens bom coração, e tomas as decisões acertadas.

Nem sempre as tomava acertadas, e por vezes era um pouco egoísta, pensava apenas em mim. Por exemplo, se tomasse o lugar de Jayden, nunca me iria afastar da minha família, ou tão pouco tratar do assunto, apesar de saber que o tinha que fazer, não seria capaz. Ia jogar muito com o coração.

-Por favor Caroline, os Volturi necessitam de alguém como tu. Eu nunca serei aceite pelos mais velhos, os Volturi não terão a mesma credibilidade comigo no poder. Seremos a chacota do mundo dos vampiros. Para sermos aquilo que eramos, e os restantes vampiros obedecerem às regras teremos que ter alguém poderoso como tu no poder. Alguém justo.

 O que Jayden me estava a pedir era demasiado difícil, tinha acabado de ter a oportunidade de ter uma vida feliz e sossegada com Edward. Ele nunca iria concordar ir para os Volturi. Sempre foi contra, ele quer ser livre, não ter que ficar num castelo apenas a dar ordens e decidir a vida de outros vampiros.

E tinha também a proposta de Angel, de ficar humana, onde assim, poderia viver sempre com os descendentes de David, a minha família. E quem sabe construir uma família minha, um sonho á muito enterrado.

-Tenho que pensar Jayden. Há muito a acontecer neste momento. – expliquei-lhe.

-Entendo – replicou ele levantou-se e aproximou-se de mim. Passou os seus dedos na minha face, um sorriso formou-se nos seus lábios. Depois encurtou o espaço que nos separava e depositou um beijo na minha testa. – Espero por ti na casa dos Cullen. Até já!

Vi Jayden desaparecer por entre o verde da floresta e fiquei ali, peguei no telemóvel e fui á secção da galeria, lá comecei a ver as recordações fotográficas que tinha captado. Era uma tentativa de me ajudar na decisão que tinha que tomar.

Uma das foto que tinha era lado de Angel, numa gelataria, onde ele se deliciava com o gelado e me sujava o nariz com o mesmo. Outra com o Edward, num jardim qualquer, uma outra com a Jane e outros membros em Volterra. Terminei a ver as últimas fotos que tinha tirado com o telemóvel, as de Bristol, com William e a sua família, a minha família.

E agora? O que fazia?

Opções:

A – Caroline opta por ficar com Edward e ter uma vida feliz ao lado de seu grande amor.

B – Caroline ouve o conselho de Jayden de “a família está em primeiro lugar” e opta por virar humana e ficar com a sua família verdadeira.

C – Caroline desiste do grande amor e da família e segue aquilo que deve ser feito por um mundo melhor, ficar com os Volturi.

 

Nota Twihistórias:

Pedimos encarecidamente para não fazerem batota nas votações. Apenas porque a fic acaba por perder toda a piada, como nós conseguimos quase sempre apanhar quando acontece.

Tentem não comentar mais que uma vez, porque nos comentários (para o staff do twihistórias, apenas) aparece os IP, que é quase como o bilhete de identidade da vossa net. Por isso, nós sabemos sempre quem comenta mais do que uma vez.

Twikisses e boas leituras.

publicado por Twihistorias às 19:21

04
Dez 11

Boa tarde twilighters, as noticias não são as melhores, ainda não é hoje o final deste enorme capitulo. Amanhã sairá a 3ª parte com as opções. O capitulo está a sair um pouco maior do que esperavamos. Pedimos imensa desculpa.

twikisses e boas leituras!!

 

 

 

Capítulo 59

Decisões!

Parte 2

Apressei-me na sua direcção, quando apareci à sua frente, Angel pareceu surpreendido com a minha presença ali tão perto dele.

-Caroline! – disse surpreso – Não estava a contar contigo aqui assim tão rápido.

Aquilo chocou-me, Angel conseguia acompanhar sempre a velocidade dos vampiros, ele estava demasiado absorto nos seus pensamentos, para não se aperceber que eu me aproximava.

-O que se passa Angel? Desde o teu regresso que estás diferente. Onde está a Jane?

-A Jane regressou ao ponto de encontro dos Volturi. Ordens do Jayden, eles não conseguem contestar, lembras-te? – tentou sorrir com algumas lembranças das coisas que Jayden aprontava quando estávamos no castelo.

-O que se passou Angel? O que queriam os Anjos contigo? – perguntei finalmente. Ele ainda não me tinha revelado nada do seu desaparecimento.

-Anda – disse por fim indicando-me a saída da casa.

Silenciosamente segui-o para o exterior, onde nos afastamos o suficiente para saber que estaríamos sozinhos e que ninguém nos iria conseguir ouvir.

-Eu estive lá em cima – disse apontando para o céu. – Na minha outra casa, com a minha família.

-A sério? E foi muito estranho estar de volta? – perguntei curiosa.

Angel cingiu-se ao silêncio, voltou a olhar para o céu. Parecia estar a pensar em algo, como se tentasse entender a sensação que tinha sentido lá em cima.

-Foi óptima, não sei explicar. – o sorriso e o brilho dos seus olhos não o deixavam mentir.

Foi então que me ocorreu algo, e irreflectidamente já estava atrás dele a tentar tocar-lhe nas costas, agora sem as suas cicatrizes.

Ao contrário do acontecia sempre que alguém tentava tocar-lhe nas cicatrizes, Angel permaneceu no mesmo local. Consegui ouvir uma gargalhada quando lhe alcancei o local onde agora nada tinha, a sua pele era lisa.

-O que aconteceu? – perguntei curiosa.

-Eu fui lá porque eles queriam falar comigo. – disse ele por fim, agora um pouco mais sério.

Voltei a sentar-me á sua frente, um pouco confusa. Porquê que eles queriam falar com Angel? Ele não tinha feito nada de errado. Aliás, porque de o levar para aquele local quando o poderiam ter feito aqui na terra.

-E raptaram-te apenas para falar contigo? – perguntei confusa.

-Eles não me raptaram, eles chamaram-me mais do que uma vez, por isso é que tive que te tirar dali. Sabia que eles viriam ter comigo.

-Chamaram-te? – Eu não ouvi o nome dele, aliás, a única coisa que sentia era o vento intenso que se fez no local e uma palavra que nem eu sabia o significado, “Laoviah” se não me engano.

-Sim, pelo meu verdadeiro nome. Tu ouviste-o, apenas não o conheces. – revelou Angel com um sorriso. – Laoviah é o meu verdadeiro nome Caroline.

O meu espanto era visível, desde os olhos esbugalhados, até a boca aberta. Era incrível como ao fim daqueles anos eu não saber que Angel não era realmente o seu nome.

Tenho que admitir, que Angel era um pouco inocente, visto querer apenas significar anjo. Certamente não seria aquele o nome dele, no entanto nunca me tinha ocorrido perguntar-lhe se aquele seria realmente o seu verdadeiro nome.

-Laoviah? – repeti, sempre pensei que aquilo fosse algum código de anjos, nunca o nome de Angel.

-Sim. Os seres protegidos por mim enfrentarão grandes desafios, tanto na vida sentimental, quanto na vida profissional.

-Então está tudo explicado – repliquei interrompendo-o.

Angel sorriu e encolheu os ombros.

-É peço desculpa, pensei que me tivesse sido tirado essa parte, mas pelos vistos, acho que ainda ficou um pouco dessa minha influência. – disse sorrindo.

-Então é por tua causa que estou neste triângulo amoroso todo? E a minha vida nos Volturi não foi facilitada por tua causa? Devias ajudar, não é o que os Anjos fazem? – admiti eu na brincadeira.

-Pois, mas também quem é protegido por mim, consegue obter vitórias, e tem uma grande capacidade para amar, e como está sempre disposto a trabalhar e é alegre, tem uma vida financeira estável. – Angel parecia orgulhoso com aquilo que ele conseguia fazer.

-Está bem, mas tenho que descordar da vida financeira estável. Todos os vampiros a têm, isso não foi por influência tua. Mas obrigado por tudo meu anjinho querido. – agradeci a Angel com um abraço e um grande beijo na sua bochecha rosadinha.

-É verdade, como estão as coisas com o Edward e o Jayden? – perguntou o meu anjinho curioso.

Enquanto me deleitei no seu colo, ocorreu-me uma coisa.

-Agora como queres que te chame? Angel ou Laoviah? – perguntei olhando para ele.

-Angel por favor. O Laoviah fica apenas entre nós, pode ser? – pediu sorrindo e dando-me um beijo na testa. – Mas não respondes-te à minha pergunta.

Relatei a minha estadia com Edward enquanto esperávamos pelo avião de regresso a Forks, a conversa com Jayden no dia de hoje e por fim a visão da Alice.

-Será que significa que iremos realmente ficar juntos? – perguntei a Angel. – Será que ele me escolhe a mim? Não quero pensar isso, mas também não consigo tirá-lo da cabeça.

Angel concordou comigo, seria melhor não ter muitas expectativas, podia significar que a Bella e o Edward acabassem por optar viver noutro local longe dos Cullen. Como, por exemplo, se eles se juntassem aos Volturi, não acreditávamos que Bella fosse capaz de separar Nessie de Jacob. Por isso, talvez eles optassem por morar os três num local onde Jacob pudesse estar, e não acreditava que em Volterra isso fosse possível.

-Tens razão. Talvez nada tenha a ver comigo. – não quis admitir a Angel, mas ainda tinha esperança que tivesse.

O tempo tinha passado, e foi realmente bom poder matar saudades do meu melhor amigo, mas estava na hora de voltar e saber a decisão dos Cullen.

-É verdade, disseste que os Anjos queriam falar contigo – falei enquanto nos colocávamos a pé para nos dirigirmos à casa branca. – O que queriam eles afinal?

-Oferecer-me as asas de volta.

Fui surpreendida por aquelas palavras, atrevo-me mesmo a dizer chocada. O Angel ia voltar a ser anjo? Isso significava que nunca mais iria voltar a estar comigo. Aquilo doeu-me mais do que tudo, mais do que a dor insuportável que a Jane conseguia transmitir.

Foi quase como se me retirassem o chão, como se os meus pés já não tivessem qualquer apoio.

-Vais voltar para eles? – consegui dizer a custo. O meu corpo não se movia, estava paralisada com a notícia. Parecia estar em choque.

Angel apercebendo-se do meu estado segurou-me com um abraço, tentando consolar-me.

-Sim Caroline, vou voltar, eu pertenço lá. É a minha casa, a minha família. E eu sinto falta de voar, muita falta. – confessou-me ele.

-E a Jane? Lutas-te tanto por ela, e agora por fim conseguiram ficar juntos. Vais deixa-la? – perguntei com uma voz sufocada.

-Eu amo muito a Jane, e vai doer quando a deixar, mas há coisas que nascem connosco. Vai doer muito deixa-la, acredita, mas é por um bem maior.

-Ela já sabe? – pela hesitação dele, percebi que ela ainda não sabia.

-Não tive coragem, ela tem tantos planos para os nós os dois em Volterra, que ouvi-los partiu-me o coração ouvir e perdi a coragem.

-Oh Angel, lamento. – disse intensificando o abraço - Mas ela tem que saber, não podes simplesmente desaparecer.

-Eu sei, tenho um mês para ficar aqui na terra, acho que o vou aproveitar ao máximo com ela, depois, antes de partir conto-lhe a verdade. Ela irá ficar bem, o Alec vai apoia-la, como sempre tem feito.

Sim, o Alec e todos os amigos dela iriam apoia-la, inclusive eu. Sabemos que ela se faz de demasiado forte, mas no fundo ela é uma menina frágil.

-Eu também a vou apoiar – prometi-lhe, foi então que me ocorreu, e eu? Angel também me ia deixar sozinha. Afastei-me dele e vi as lágrimas que agora habitavam os seus olhos. – E eu? O que vai ser de mim sem ti? O meu melhor amigo? Quem me vai dar os bons concelhos? – disse quando me apercebi que eu ia ficar sozinha.

Angel abraçou-me e juntou os lábios ao meu ouvido depositando lá um beijo.

-Não princesinha, nunca te vou abandonar. Eles disseram que foste tu quem me salvou dum caminho menos correcto nos Volturi, por isso, como presente, tens a possibilidade de voltar à tua forma humana e ter uma vida curta e feliz como uma humana. Se assim o desejares, claro.

A primeira coisa que me ocorreu naquele momento foi o William, poderia viver com eles, ser feliz com a minha família, crescer com eles. Viver com aqueles que me lembravam do David todos os dias.

Queria dizer sim à proposta de Angel, mas subitamente Edward apareceu na minha cabeça. O amor da minha vida, não seria capaz de viver sem ele.

Jayden, apesar de tudo, de ele não ser o amor da minha vida, também sentiria saudades dele, no fundo eu gostava dele. Ele era o meu protegido, o meu aluno.

Até de Jane, Alec, Felix e Demitri eu ia sentir falta. Como humana seria impensável visitá-los, a menos que quisesse cometer suicídio virando almoço de vampiros.

Os Cullen, também iria sentir falta deles.

Mas será que tudo compensaria perder a oportunidade de voltar a ser humana? De poder estar coma  minha família, não apenas por um ano, mas para o resto da minha vida?

E quem sabe construir família? Não, não o conseguia imaginar sem o Edward Massen, o meu noivo que morreu em Illinois à um século atrás. Só com esse rapaz fazia sentido.

Senti o anel de noivado no bolso, e retirei-o, observando-o. Iria sair daquele bolso no dia em que Edward decidisse o que fazer. Se ficasse comigo, o anel voltaria para o meu dedo, se ficasse com a Bella, iria devolve-lo a Edward.

-Se não quiseres, eu compreendo. Acredita em mim que compreendo. – Angel também teve esta difícil decisão, escolher entre Jane e o reino dos Anjos. Ele escolheu os Anjos, deveria eu escolher a humanidade?

Tinha cerca de um mês para tomar tal decisão, por isso fiquei de pensar e depois dar-lhe uma resposta, sem pressas nem pressões.

Regressamos para a casa branca, ainda todos esperavam pelos Cullen. Aparentemente estes ainda não tinham escolhido o futuro deles. Se seria nos Volturi ou fora deles.

Surpreendentemente encontrei a Bella sentada ao cimo das escadas sozinha e seguia-me com o seu olhar. Não sei o que mais me surpreendia, o facto de ela estar ali sem os restantes Cullen ou o facto de me sorrir quando o nosso olhar se cruzou.

O sorriso dela era suave, um pouco tímido, como quando apanhamos uma criança a olhar para nós. Dei por mim a dirigir-me a ela.

publicado por Twihistorias às 18:21

03
Dez 11

Olá Twilighters, tudo bem?

Bem como sabem a  fic interactiva está a chegar ao fim, e como tal, é np fim que acontece muita coisa, por isso este capitulo ficou demasiado grande, para não ser chato vocês lerem tudo amanhã e para tornar as coisas mais softs de ler, decidimos dividir o capitulo em partes, hoje irá sair uma e amahã o resto com as devidas opções no final, pode ser?

Twikisses e boas leituras ;)

PS - podem sempre deixar na mesma a vossa opiniao no final do capitulo ;)

 

 

 

Capitulo 59

Decisões!

Parte 1

Jayden mandou a guarda retirar-se para dar espaço e tempo aos Cullen para conferenciarem.

Sem pensar duas vezes, segui aqueles que por quase um século chamei de família. Sabia bem rever alguns daqueles por quem eu nutria uma amizade.

Senti o olhar de Edward nas minhas costas, enquanto eu me afastei. Porém não me seguiu, decidiu dar-me algum espaço.

-Ei, esperem! – pedi eu.

Todos olharam para Jayden à espera de alguma ordem. Este fez-lhes sinal para pararem e olhou para mim.

-É assim, já nem se cumprimenta os amigos? – indaguei eu fingindo-me magoada.

-Vocês tinham aqui uma cavalaria para nos receber Caroline, pelo que sei estavas também disposta a lutar connosco. – falou um Jayden seguro de si, atrevo-me a dizer que parecia frio. Só quem o conhecesse o suficiente sentia a mágoa dele naquelas palavras.

-Digamos que tiveste o cuidado de omitir o porquê de vir aqui, ficamos com receio. Da última vez que cá estivemos a coisa não ia correr muito bem. Eu só cá estava para evitar que algo de pior acontecesse. – justifiquei-me.

-Omitimos porque se vocês soubessem antes do tempo, não ia ter piada. – Félix falou com um sorriso trocista.

Angel apareceu atrás de mim, o que fez com que o olhar de Jane brilha-se. Contudo, antes de ir ter com o meu melhor amigo, Jane pediu autorização ao seu superior para se retirar da guarda e poder falar com Angel. Como seria de esperar, Jayden deu permissão.

Jane e Angel afastaram-se. Por momentos, fiquei aliviada por Angel ali estar, evitou assim que eu tivesse que contar do seu desaparecimento e todos beneficiamos disso, pois ninguém sofreu na pele a fúria da Jane.

Assim que Jane e Angel ficaram fora do alcance da nossa visão, Jayden voltou as costas a ordenou à guarda que o seguissem. Como era de esperar, toda a guarda obedeceu sem contestar. Podia sentir que Jayden estava mais poderoso, desde que deixou Portugal, desenvolveu o seu poder.

-Será que podes parar de me virar as costas e fingir que eu não existo e no mínimo dizer um “Olá”? – repreendi-o eu.

A atitude dele magoava-me, até à uns tempos era perdidamente apaixonado por mim, e agora ignorava-me. Quer dizer, qualquer pessoa fica magoada com aquilo, eu não lhe fiz nada para ele me tratar assim.

-Olá! – atirou ele por cima do ombro, no entanto sem nunca abrandar a sua marcha.

Aquela atitude começou a irritar-me profundamente. Por isso com um salto fiquei em frente a ele, barrando-lhe assim o caminho.

Um formigueiro começou a apoderar-se de mim, senti que toda a guarda me tentava atacar, para proteger o seu mestre. Como seria de esperar, nada fez efeito em mim, por isso houve um dos membros mais novos da guarda que decidiu atacar-me fisicamente. No entanto, antes que este me conseguisse atacar, caiu no chão a contorcer-se de dores. Detestava usar o poder da Jane, mas tinha que admitir que o mesmo resultava sempre.

-Sabes Jayden, estás muito presunçoso para o meu gosto. Não gosto. Não te fiz mal nenhum para ser tratada assim. – disse-lhe eu já demasiado irritada. – Já agora podes pedir para a tua guarda parar de me atacar? Faz cocegas!

-Párem! – ordenou Jayden, no entanto sem desviar o olhar do meu. – Querias o quê Caroline? Tu escolhes-te os Cullen, não estás á espera de teres um tratamento especial dos restantes vampiros, pois não?

-Eu não escolhi ninguém. Eu estou sozinha! – informei eu. No entanto Jayden sorriu perante a minha afirmação, parecia não ter acreditado naquilo. – E não, não quero um tratamento especial quando estou a ser julgada. De resto, gostava de ter um tratamento de uma amiga, acho que não fiz nada para o deixar de ser. – a minha voz transmitia irritação, e o meu dedo apontado ao nariz de Jayden acentuava essa mesma irritação.

Jayden ficou a olhar para mim, parecia querer ler os meus pensamentos através do meu olhar. Ele estava diferente.

-Continuem caminho, podem ir caçar, mas nada de ser em Forks. Irei ter convosco à fronteira de Seatle daqui a cinco horas. – ordenou Jayden à sua guarda.

Fiquei radiante por ele se recordar que não devia caçar em Forks para o bem dos Cullen. Apesar de relutantes, por deixarem ali o seu mestre desprotegido, a guarda retirou-se daquele local deixando-nos sozinhos.

-Pronto, amiga, já estámos sozinhos. O que queres fazer para “matar” saudades? – agora sim, parecia o meu Jayden com o seu maravilhos sentido de humor.

“O meu Jayden?” fiquei surpreendida com o que tinha pensado. Mas apercebi-me que o dizia com carinho, ele era o meu aluno, mesmo que por pouco tempo, ele iria ser sempre o meu aluno.

-Podemos começar por passear e me contares como te tornas-te O volturi? – Jayden sorriu mas concordou revelar-me como tinha sido nomeado.

Fiquei a  saber, que quando ele saiu de Portugal, os outros treinaram-no incessantemente para ele conseguir dar ordena a mais do que um vampiro, fazendo assim com que fosse possível controlar tantos vampiros. Obviamente ele teria que ser o mestre, pois só ele iria conseguir ter todos os vampiros sobre as suas ordens.

-Além do que tive uma professora com princípios, o que fez com que eles confiassem em mim, pois sabiam que eu não a ia querer desiludir. – terminou sorrindo.

-Obrigado. – agradeci-lhe.

-Sabes que podes voltar se quiseres. Eu ia gostar muito. – o olhar dele ficou mais intenso, aquilo fez-me tremer.

Sabia o que vinha a seguir.

Jayden começou a  aproximar-se de mim.

Senti-me ficar paralisada.

Os seus lábios estavam cada vez mais próximos dos meus.

O toque do meu telemóvel soou, embaraçada retirei-o do bolso e agradeci inaudivelmente à pessoa que me ligava por me ter impedido de cometer um erro.

Era William, o meu sorriso abriu-se quando lhe atendi.

-William! – exclamei entusiasmada com o seu telefonema. – Como estás?

-Bem, e tu? – ouvi do outro lado. – Quando me vens visitar? Já voltei para a faculdade, por isso podes vir aqui para a praia quando quiseres, tiramos umas fotos e tal.

Sorri, ao lembrar a altura em que conheci William na praia, onde ele teve o seu monólogo comigo. Estava eternamente agradecida por ele ter insistido em falar comigo e não fazer o que a maioria faria que era virar costas e ir embora.

-Um dia destes passo por ai, e matamos saudades um do outro, pode ser? E como está a tua família? A tua avó está bem?

Quando a conheci ela tinha ficado deveras impressionada comigo, por eu ser muito parecida com a irmã desaparecida do avô dela. Bem, no fundo eu era, e ela não estava a ficar maluquinha, mas não lhe podia revelar isso.

Jayden olhava para mim confuso. Conseguia ouvir os pensamentos dele, oscilavam por ciúmes do William, por confusão da parte da avó, o que fez com que concluísse que William era humano.

-Ela está bem, continua a alegar que tu tens que ser o meu antepassado desaparecido - riu-se da suposta loucura da avó, imitei-o.

O semblante de Jayden alterou-se quando se apercebeu mais ou menos do que se passava.

-William, posso ligar-te mais tarde? Estou com um pequeno problema deste lado. – disse eu já antecipando o pior por parte do Jayden.

Após me ter despedido de William e desligado o telemóvel, dirigi toda a minha atenção a Jayden.

-Quem era o William? – perguntou Jayden num tom calmo, igual aquele que usou com Carlisle.

-Um amigo – apressei-me a dizer.

-Caroline… - disse ele em tom de aviso para que não lhe mentisse.

Detestava aquilo no Jayden, ele conhecia-me bem de mais para eu lhe conseguir mentir.

-Está bem, conheci o William naqueles seis meses que estive sozinha pelo mundo… - relatei-lhe tudo o que me tinha acontecido desde que tinha encontrado William. De como o conheci, como ele era um óptimo artista e como acidentalmente descobri que ele era descendente do meu irmão David. Que a avó dele, a senhora Caroline, me reconheceu das fotografias antigas que eu tinha tirado com David, mas que eu lhe tinha dito que era impossível.

-Não podes contar isto a ninguém Caroline, sabes disso, não sabes? – avisou-me Jayden, o seu olhar transmitia tristeza. Temia o que podia acontecer se alguém descobrisse.

Eu tinha infringido as regras, tinh-mea relacionado com alguém que me podia reconhecer, que foi o caso da senhora Caroline. Além de que estava agora demasiado ligada a eles emocionalmente, iria ser difícil desvincular-me e estes iriam começar a notar com o tempo que eu não mudava fisicamente. Já para não falar de todas as vezes que William me desenhava. Tinha quebrado as regras, e ambos o sabíamos.

Acenei a Jayden, como concordando com o que ele me estava a dizer, mas não consegui pronunciar uma única palavra.

-Alguém sabe disto? – perguntou curioso.

No momento em que ele me colocou aquela pergunta, soube que não ia correr bem.

-Tu, eu, o Angel e o Edward. – quando pronunciei o último nome, olhei para Jayden, apenas para ver a sua reacção e como que a pedir desculpa, por algo que ele não me podia repreender. No entanto, não deixava de ser desconfortável estar ali a falar o nome de Edward com Jayden.

Como eu esperava, o rosto de Jayden alterou-se para o estado Volturi.

-Tens um ano para tratar do assunto, senão trato eu. – declarou com um olhar frio.

Ele ainda sentia ciúmes por mim, o que significava que ele ainda não me tinha esquecido.

-Jayden… – supliquei.

-Não Caroline, eu não posso dar-te benefícios, agora sou um Volturi. Não vou cometer os erros do Aro. Tu quebras-te as regras, tens um ano. – o olhar dele era frio, no entanto triste.

Ele tinha razão, eu tinha quebrado as regras, tinha que sofrer as consequências antes que aquilo tomasse proporções mais catastróficas. Aliás, eu tinha pedido para não ter um tratamento diferente quando estivesse a ser julgada.

No entanto, ele tinha quebrado a sua regra, eu estava a ser beneficiada. Qualquer outro teria semanas, senão mesmo dias, para tratar do assunto, nunca um ano.

Ele estava diferente do Jayden que eu conheci. Até à um tempo atrás ele ou teria esquecido aquilo, apenas para não me ver triste, ou teria mandado a guarda aniquilar a minha família apenas para se vingar por causa do assunto Edward. Em contrapartida, ele reagiu como uma pessoa madura, deu-me a oportunidade de ser eu a tratar do assunto no espaço de um ano.

Jayden voltou-me as costas e afastou-se, seguro de si, como um verdadeiro mestre, um Volturi.

Jane, Alec, Felix e Demitri tinham feito mais por ele em alguns pares de meses do que eu em um ano. Eles eram óptimos professores, tinham-no feito crescer, amadurecer.

Não o segui, dirigi-me antes à casa branca, onde estavam os Cullen a discutir o futuro da família.

Lá dentro, todos davam a sua opinião, os Cullen e as restantes testemunhas que estavam do lado dos mesmos. A maioria era a favor que Carlisle aceitasse, pois poderiam voltar a confiar novamente nos Volturi. No entanto, outros tinham medo do que pudesse acontecer caso ele aceita-se, não fosse Carlisle corromper os seus ideais e acabasse como Aro.

Subitamente Alice ficou hirta e Edward mais uma vez desviou o olhar.

-O que vês Alice? – perguntou Carlisle.

Alice dirigiu o olhar a Edward, este levantou-se do sofá onde estava e dirigiu-me o olhar, no entanto dirigiu-se para perto de uma janela, longe da família.

-Vai oscilando Carlisle, dependendo com as tuas decisões interiores. – disse Alice olhando finalmente para o membro mais velho dos Cullen. – Ou estamos todos em Volterra ou aqui em Forks. No entanto, - Alice dirigiu agora o seu olhar para Bella – a Bella não está connosco, seja qual for a tua decisão.

Aqueles que estavam a par da minha situação com Edward dirigiram o olhar para Edward, ele não devolveu o olhar a ninguém, a não ser a Bella.

Bella saiu da casa e Edward seguiu-a, fazendo assim que os olhares se centrassem em mim. Estava a ficar constrangida, demasiado constrangida com aquilo.

-Muito bem, mas isso nada tem a ver connosco, não é uma decisão que nos compete a nós. – falou Carlisle, conseguindo assim desviar a maioria dos olhares de mim.

Passado algumas horas, Carlisle reuniu-se apenas com os Cullen para tomar uma decisão, a decisão que poderia alterar a vida de todos eles.

Todo aquele tempo, eu só conseguia pensar nas palavras da Alice, no olhar de Edward e no possível significado daquilo tudo.

Angel inesperadamente apareceu na sala, onde todos aguardávamos o regresso dos Cullen. Vinha sozinho e parecia tenso, como se algo tivesse acontecido!

publicado por Twihistorias às 21:19

27
Nov 11

Capítulo 58

A volta dos Volturi

 

Segundo a previsão da Alice, hoje seria o dia em que os Volturi chegariam a Forks.

Estávamos numa clareira à espera deles, apenas como precaução, não fosse ali se desenvolver uma guerra. Afinal de contas, ninguém queria chamar a atenção dos habitantes daquela pequena cidade.

Carlisle e a sua família, á semelhança do que tinha acontecido á cerca de um ano, quando os Volturi se deslocaram aquela cidade por causa da criança imortal, tinham reunido alguns dos seus amigos, apenas como testemunha do que realmente iria acontecer ali, caso fossemos atacados.

-Caroline – chamava Nessie enquanto girava sobre os seus pés vezes sem conta.

Continuei a disparar com a minha Canonna tentativa de conseguir a melhor foto da sua beleza.

Edward do outro lado da clareira mirava-me disfarçadamente, no entanto, não lhe retribui o olhar. Tanto eu como Bella permanecíamos afastadas dele, dando-lhe assim a possibilidade de ele fazer a sua escolha.

Apesar de tudo, admirava Bella. Poucas eram as mulheres que conseguiam manter a postura com a mágoa que ela sentia por Edward e por mim. Qualquer outra, mulher ou vampira, já teria travado ali uma luta selvagem para conservar o seu companheiro. Bella, não era de todo, uma vampira normal.

-Deixa ver! – Nessie corria na minha direcção para eu lhe mostrar as fotos que lhe tinha tirado.

Após ter visto aquelas e eliminado as que não gostava Nessie voltou para perto do Jacob, que permanecia na sua forma de lobo.

Para passar o tempo, comecei a clicar no botão da Canon para captar algumas imagens. Quando estava a fotografar do topo de uma arvore a paisagem que nos cercava vi uma luz brilhante que me cegou, fazendo com que eu tombasse da arvore.

Já cá em baixo todos os vampiros que ali se encontravam vieram ao meu encontro e cercaram-me tentando proteger-me de algo que não sabiam o que era.

-O que se passou? O que te aconteceu? – perguntou Emmett, confuso por me ter visto cair do arbusto de forma tão desajeitada. Não era normal num vampiro.

-Não sei! – respondi tão confusa como ele.

Ouvimos um barulho do lado direito, perto dos arbustos. Não podiam ser os Volturi, ainda era muito cedo para eles.

Foi quando vi Angel aproximar-se. Ele vinha apenas com as suas calças de ganga, não parecia ferido. Mas queria comprovar isso de mais perto, por isso, levantei-me num ápice e corri para ele.

-Angel! – disse lançando-me nos seus braços. Como seria de esperar, aqueles braços fortes acolheram-me.

Ele não parecia de todo ferido, estava bem. Nem se queixou do meu abraço apertado, como normalmente fazia. Pelo contrário, pegou em mim e rodopiou comigo.

Sabia bem estar ali com o meu melhor amigo. Tinha tanto para falar com ele, explicar tudo o que se tinha passado desde que ele tinha desaparecido e acima de tudo, queria saber o que lhe tinha acontecido. O que os Anjos queriam dele.

Apenas quando me afastei dele, e me apercebi que a maioria dos vampiros comentava a presença de Angel. Todos tinham conhecimento dele, de um ser que pertencia aos Volturi, mas não era vampiro nem humano, mas todos desconheciam o que ele realmente era.

Foi quando me apercebi que Angel se encontrava sem camisa, o que implicava que todos conseguissem ver as suas cicatrizes nas costas, algo que Angel detestava. Ele sempre as escondia com uma peça de vestuário.

-Angel as tuas costas… - disse preocupada, com receio que ele não se tivesse apercebido que estava sem camisola.

Sabia o quanto lhe custava, e tudo o que menos queria era ver o meu melhor amigo triste.

No entanto, um sorriso formou-se nos seus lábios, e ele lentamente virou-se de costas para mim. As suas cicatrizes tinham desaparecido.

Surpreendida, estendi a mão tocando no local onde outrora se encontravam ali uma cicatriz em forma de V, e agora ali estava uma pele lisa e delicada.

-O que aconteceu? – perguntei lentamente. – O que te fizeram? O que é que eles queriam?

-Calma! Não me aconteceu nada. Apenas queriam falar comigo. Não te preocupes.

-Uma conversa que durou duas semanas inteira? – continuava desconfiada, aquela desculpa de ser só uma conversa não me convencia. Ninguém ia ter apenas uma conversa durante duas semanas.

-Digamos que naquele local o tempo passa de forma diferente. Uma hora lá, corresponde a duas semanas aqui.

-Ah! – foi apenas o que consegui dizer. Angel não costumava falar daquele local, por mais que lhe perguntasse, por isso surpreendeu-me ele ter revelado as diferenças de tempo lá e cá.

Continuava a ouvir os borburinhos vindos dos vampiros que se encontravam no prado, os amigos da família Cullen. Perguntavam-se o que ele era, quem era, o que queria, e principalmente, o que queria ele dizer com aquele lugar ter um tempo diferente, que lugar se estaria ele a referir. Angel sorria ao ouvir aqueles comentários, mas como seria de esperar, não revelou nada do que se passava.

-Falaram sobre o quê? – o tom da minha pergunta pareceu meramente casual, mas a verdade é que estava a morrer de curiosidade.

-Depois falamos sobre isso. – Angel fez um gesto para a quantidade de pessoal que ali estava com atenção à nossa conversa.

Acenei com a cabeça, concordando com a escolha dele.

Eleazar veio para a nossa beira conversar com Angel e, assim, colocar a conversa em dia.

O tempo foi passando e finalmente tinha chegado a hora, já conseguíamos ouvir os Volturi a aproximar-se.

Todos os presentes colocaram-se ordenadamente atrás dos Cullen. Angel e eu estávamos apenas um pouco recuados dos Cullen, mas eramos os que estávamos mais próximos deles, mostrando assim a nossa posição perante os membros dos Volturi.

Conseguíamos sentir a tensão de todos.

Continuávamos sem saber o que eles realmente queria, era algo que Alice não conseguia ver.

Finalmente chegaram, todos permaneciam ocultos pelas suas capas. Era impossível identifica-los, a menos que os conhecêssemos, que era o meu caso e do Angel.

Jane quase deu um passo em direcção de Angel, mas Alec conseguiu detê-la antes.

-Boa tarde! – saudou Demitri. –Vejo que já estavam à nossa espera e que trouxeram companhia. – a voz de Demitri transmitia alguma ironia enquanto olhava para as testemunhas que se encontravam atrás de nós.

-Boa tarde Demitri, em que podemos ser uteis? – perguntou Carlisle.

Foi a vez de Jane retirar o carapuço, revelando assim a sua face brilhante. Ao contrário do que seria de esperar, o seu olhar apenas incidiu Angel. Ela parecia zangada, talvez o termo certo seria desiludida, por ver o lado em que Angel se encontrava. Era como se ele estivesse contra ela, e isso magoava-a.

-Olá Angel. – saudou-o com uma voz triste.

No momento em que Jane falou, Bella projectou o seu escudo sobre todos nós como precaução do que poderia acontecer.

Ignorando a conversa de olhares que se instalara entre Jane e Angel, foi a vez de um Volturi de capa preta, como a que Aro, Marcus e Caius envergavam dirigir-se à frente.

Continuava com a face tapada, o que impossibilitava a minha capacidade de o identificar. De todos eles eu não o reconhecia, apenas tinha a certeza que não se tratava de nenhum dos antigos capas pretas.

Quando o capa preta avançou, Demitri recuou em tom de respeito.

Algo que me surpreendeu, eram as capas de Demitri, Felix Alec e Jane, estas permaneciam nas mesmas cores que antigamente. Nenhum tinha subido de hierarquia, o que tinha que admitir que me tinha surpreendido, sempre pensei que eles iriam tomar o trono ao Aro.

Os burburinhos atrás de mim recomeçaram, mas em vez de serem dedicados a Angel, era aquele que era agora o mestre dos Volturi.

Quando o carapuço revelou um homem de olhos vermelhos e louro, com uma pele pálida e um olhar sério, ouviu-se um grande silêncio da nossa parte. A verdade é que ninguém esperava que aquele fosse o futuro mestre dos Volturi. Que ele fosse comandar as tropas e tomar as mais importantes decisões no mundo dos vampiros.

Em contrapartida, ninguém se atreveu a contestar tal decisão por parte da guarda. Todos o temeram. Até eu, devo admitir.

Jayden estava demasiado diferente desde a última vez que o vi, parecia mais maduro, mais responsável e não era apenas daquela capa preta.

Jayden estava diferente e todos o sabíamos. Deixara de ser aquele vampiro jovem e irresponsável, para passar a ser um vampiro respeitado e temido por todos os outros.

Jane, Alec, Demitri e Félix tinham-no ensinado bem.

-Jayden! – disse ao fim de algum tempo. Estava surpreendida por o ver assim, mas acima de tudo estava contente.

Senti uma vontade de correr até ele e abraça-lo.

Ele olhou para mim quando disse o seu nome, sorri para ele e dei um passo em frente para o abraçar, mas o seu olhar abandonou-me e incidiu-se em Carlisle.

Ele estava a trabalho, e estava a levar aquilo a sério. Apesar de eu saber que ele estava a fazer o que lhe competia, aquilo magou-me, não estava habituada a ser ignorada por Jayden.

Quando o olhar dele se cruzou com o Carlisle, Alice teve a visão da razão de eles estarem ali. Edward e eu olhamos imediatamente para ela e conseguimos os dois ver a visão ao mesmo tempo que ela.

Os Volturi não estavam ali para lutar.

-Carlisle – cumprimentou Jayden – o motivo para estarmos aqui é uma proposta que temos para si. Como já sabe, o Aro deixou os Volturi.

Consegui distinguir a ironia na frase “Aro deixou os Volturi”,apostava que ele apenas tinha deixado porque foi bastante persuadido a fazê-lo. E quase que apostava que teria sido um pouco doloroso.

-O motivo da nossa presença aqui é convidá-lo a si a ocupar o lugar de Aro nos Volturi. – continuou Jayden - Ninguém melhor que o Carlisle para tomar decisões imparciais e justas.

O silêncio imperava naquele prado, ninguém sabia o que dizer. Carlisle parecia tão chocado como a restante família e amigos.

O que mais me surpreendeu foi a forma como Jayden fez aquilo, ele não ordenou ninguém, ele simplesmente convidou. Da mesma forma que ele não estava naquele posto devido ao seu poder, ele estava ali, por mérito dele e escolha da restante guarda para os representar.

Carlisle olhou para Esme, que lhe agarrava a mão. Pareciam pedir opinião um do outro através do olhar. Depois olhou para os restantes Cullen.

-Como é obvio, a sua família poderá acompanhá-lo se assim desejarem. –disse Jayden, adivinhando parte dos pensamentos de Carlisle.

-Menos os lobos – advertiu Félix.

Nessie abraçou-se ao pescoço de Jacob, sussurrando-lhe qualquer coisa ao ouvido. O Jacob lobo respondeu-lhe com uma lambidela que lhe besuntou a cara toda. Nessie sorriu.

-Irei dar-vos um dia para decidirem. – disse Jayden. A sua face permanecia séria, e de forma alguma ele olhava para mim.

Carlisle concordou e agradeceu o facto de eles darem um dia aos Cullen para decidirem.

 

Opções:

A – Carlisle aceita ser ele a governar os Volturi.

B – Carlisle recusa e continua a viver a vida que sempre viveu.

 

publicado por Twihistorias às 23:30

20
Nov 11

Capítulo 57

Decisões

Encontrava-me sentada na parte de trás do carro dos Cullen, Edward estava ao meu lado.

Emmett e Rosalie continuavam a fazer-nos perguntas sobre o Angel, sobre os Volturi e o que estes poderiam querer agora para virem num grande grupo a Forks.

Pelo retrovisor conseguia ver os olhares de censura que partiam do casal sentado à nossa frente perante a nossa aproximação. Pior do que isso, só mesmo os pensamentos dos mesmos que ecoavam das suas cabeças.

Não, não era certo o que eu e o Edward estávamos a fazer. Para todos os efeitos ele ainda era casado.

Os olhares no carro já eram dolorosos o suficiente, recriminatórios, não iria suportar ver em toda a família Cullen. Ainda por cima eles receberam-me tão bem no passado, não poderia fazer aquilo.

Não sem antes o Edward falar e resolver tudo com a Bella.

«Edward» chamei mentalmente.

Tinha a certeza que ele me estava a ouvir, até porque ele remexeu-se ao meu lado ao som da minha voz na sua mente.

«Isto não está certo. Eu e tu juntos não é certo.» Edward incidiu o seu olhar sobre mim. Parecia confuso e desagradado com o rumo daquela “conversa”.

Caroline, por favor», ouvi-o na minha mente. «Não faças isto. Nós estávamos tão bem».

«Mas estávamos sozinhos Edward, agora tens aqui a tua família. Olha só os teus irmãos aqui no carro, imagina como será em casa, com toda a gente. Imagina como será com a tua filha e a Bella! Elas vão sofrer e tu não queres isso. Eu sei que as amas mais do que tudo.» tentava eu explicar.

Não conseguia olhar para Edward, era demasiado doloroso. Docemente abanei o ombro de forma a que ele retirasse de lá a mão. Não queria dar mais razões a Rosalie para continuar com os seus comentários mentais desagradáveis.

«Isso quer dizer que ontem nada significou para ti?» até em pensamentos a voz de Edward soava triste.

A sua mente recordou ao pormenor a nossa estadia no quarto de hotel.

«Claro que significou, não sejas parvo! Apenas acho que não devemos assumir nada, nem ter nada, até tudo estar resolvido com a Bella e com a tua família. Todos me trataram tão bem quando eu não sabia o que se passava, simplesmente não me parece bem eu retribuir-lhes nesta moeda. Além do que nem tu sabes ao certo ainda o que queres. Ou vais dizer que já não amas a Bella?» como seria de esperar Edward não negou aquela ultima pergunta.

Ele ainda tinha sentimentos pela Bella, como eu já sabia, mas também os tinha por mim. Se queria estar com alguém, primeiro teria que esclarecer aquilo que ele realmente sentia.

«É melhor assim Edward, pelo menos por enquanto!», depois desta frase, o meu muro subiu e Edward deixou de ouvir os meus pensamentos. Achei melhor não o influenciar com a tristeza que estava a sentir por lhe ter dito aquilo.

No entanto, Edward acabou por concordar com aquilo que eu tinha dito. E assim fomos o resto do caminho, sem voltarmos a tocar-nos.

Chegamos finalmente à casa branca, saímos do carro e já ouvimos o alvoroço dentro da casa a correr ao nosso encontro.

Renesmee foi a primeira a aparecer e a lançar-se aos braços de Edward. Estava enorme desde a última vez que a tinha visto, agora aparentava ter cerca de 14 anos.

Todos vieram abraçar e cumprimentar Edward à excepção de Bella, que permaneceu encostada à porta da entrada da casa grande.

O meu olhar cruzou-se com o dela, que me retribuiu com um sorriso tímido.

 

Os dias seguintes foram uma correria, com alguns vampiros a chegar a Forks. Reconheci quase todos, eram os mesmos que se encontravam do lado dos Cullen da vez que eu vim com os Volturi por causa de uma criança imortal, que afinal era apenas a Renesmee.

Todos estavama preparar-se para uma luta que eu ainda não acreditava que se viesse a realizar. Afinal de contas que motivos teriam os Volturi para atacar?

Supostamente este novo grupo que liderava os Volturi queria estabelecer a ordem novamente, defender os ideias com que os Volturi realemtne eram conhecidos.

Alguma coisa não batia certo e eu não conseguia contactá-los, por mais que tentasse.

-Alguma coisa? – perguntou Rosalie, quando se aproximou de mim.

Estava sentada numa pedra perto de rio que se situava na propriedade dos Cullen.

-Não! Ninguém atende. – disse olhando para o telemóvel depositado nas minhas mãos.

Nos últimos dias tentava incessantemente falar com algum membro dos Volturi ou com Angel.

O meu melhor amigo ainda não tinha dado notícias desde o dia que parti de Inglaterra.

Rosalie nada disse, apenas se sentou perto de mim. Desde que ali tínhamos chegado ela pouco falou comigo. Ela culpava-me pelo que tinha acontecido à Bella e ao Edward, e não a podia censurar por isso.

-Não gosto de te ter aqui. – começou ela, não consegui evitar um pequeno sorriso face à frontalidade dela. – Culpo-te por o meu irmão e a Bella se terem separado por tua causa. Ainda por cima porque eles passaram por muita coisa para ficarem juntos e tem uma filha juntos. A Bella quase morreu para ficar com ele, e é assim que ele lhe retribui? Traindo-a contigo?

-Ele não a traiu, tanto quanto sei eles estão separados. E ele também não lhe escondeu nada, ela sabe muito bem o que se passou entre nós. E não te preocupes, não me agrada muito estar aqui neste momento quando não sei o que se passa com o meu melhor amigo, que pode neste exacto momento precisar de mim. – disse eu com seriedade a Rosalie.

Edward tinha contado a verdade a Bella do que tinha acontecido naquele quarto. O que mais me espantou foi a calma com que ela aceitou aquilo, apesar de estar a sofrer. Ela defendia que não o podia censurar porque estavam separados, no entanto, ficou claro que nós as duas nunca poderíamos ser amigas, por isso apenas fazíamos o papel de vampiras bem-educadas e tolerávamo-nos no mesmo espaço.

-Ele está bem, vais ver. – foi a primeira vez que Rosalie foi simpática para comigo desde que regressei ali. – Sei que estás a sofrer e provavelmente te sentes sozinha, mas não é assim. Tu és importante para o Edward e estás aqui para nos ajudar, mesmo que isso signifique lutar contra aqueles que foram a tua família. Isso faz com que sejas uma de nós, e nós defendemos sempre a família, mesmo não concordando sempre com eles.

Tenho que admitir que Rosalie me surpreendeu com aquelas palavras.

-Obrigado! – disse eu com sinceridade. – Mas não me vou afastar do Edward quando isto terminar, se ele escolher ficar comigo, eu vou ficar com ele Rosalie. – disse-lhe respondendo ao seu pensamento.

-Eu sei. Mas precisava ter a certeza. E se essa for a escolha do meu irmão, vou respeitar e aceitar-te como uma irmã.

Depois disto Rosalie levantou-se e voltou para perto de Renesmee que treinava com Jacob e Edward.

Faltava vinte e duas horas para os Volturi chegarem perto de nós e nem eu, nem Alice conseguíamos ver o que realmente eles queriam.

Voltei a olhar para Angel, precisava dele ali. Precisava do meu melhor amigo para me ajudar com os Volturi e com a história do Edward. Será que ele está bem? Como iria eu contar à Jane o que se passava?

 

Versão do Angel

Encontrava-me numa casa toda ela envidraçada com uma visão para o vasto jardim florido. Toda a decoração na casa era branca e confortável. Era mais como um local de convívio do que propriamente casa, pois não possuía quartos, nem cozinha nem casas de banho, apenas divisões com locais para relaxar e conviver.

Há muitos séculos que não visitava aquela casa. A sensação de paz era a mesma, de sossego, a beleza, tudo era exactamente como me lembrava. Ao fim de tanto tempo senti-me em casa. Cerrei os olhos e inspirei, tentando absorver os aromas para me recordar quando acordasse deste sonho.

No entanto, tudo ali, apesar de estar igual, parecia-me diferente, como se eu próprio estivesse diferente. Sujo!

Voltei a abrir os olhos, e ainda me encontrava no mesmo local, mas ao contrário dos meus outros sonhos, ali o paraíso parecia mais nítido e vivo, e eu continuava sem as minhas asas e a roupa permanecia a mesma que tinha vestido naquela manhã.

Aquilo não era um sonho. Eu estava em casa.

Olhei em volta, relembrando-me de tudo o que tinha acontecido.

-Mebahel. – disse assim que avistei o Querubim à minha frente.

Mebahel era uns dos meus irmãos, um Anjo da justiça, da verdade e da liberdade. Tinha sido ele e outros Serafins que executaram a minha sentença.

O que não compreendia era o que estava eu ali a fazer ao fim de tantos anos.

-Laoviah – cumprimentou-me ele com o meu verdadeiro nome. Já não o ouvia à séculos, desde que me foi retirado as asas. Nunca o revelei a ninguém, nem quando me baptizaram de Angel. – Como estás meu irmão?

-O que estou eu aqui a fazer? O que se passa? – perguntei-lhe.

-Vamos dar uma volta! – disse calmamente o Querubim indicando-me o jardim. – Deves ter saudades de algumas coisas daqui, e há pessoas ansiosas por te rever.

Segui Mebahel pelos jardins floridos, ao contrário do que acontecia antigamente não me foi possível voar pelos mesmos, o que fez com que o meu peito doesse. Como tinha saudades das minhas asas, de sentir a brisa esbater no meu corpo enquanto voava, de me sentir livre.

Mebahel permaneceu ao meu lado, andando a passo humano. Provavelmente porque sabia o quanto estava a ser difícil para mim estar ali sem as minhas asas.

-Porque apareces-te? Porque me trouxeram para aqui? – perguntei mais uma vez.

Não queria acreditar que fosse para me torturar, eles não o faziam, era contra a natureza dos Anjos. No entanto era exactamente aquilo que eu sentia, tortura por estar num lugar que sentia falta que me fazia feliz e não ter as minhas asas.

Mebahel não me respondeu.

-Diz-me meu irmão, valeu a pena? – perguntou-me ele com um sorriso.

Aquela pergunta surpreendeu-me. Pensei que todos eles me recriminavam por ter sido tolo e abdicar de tudo para seguir uma vampira que nem sequer sabia quem eu era, e provavelmente nunca iria querer nada comigo. Mas isso é o amor, nunca pensamos como deve ser.

Um sorriso começou a formar-se nos meus lábios, um sorriso que se estendeu aos meus olhos.

-Sim, valeu! – disse por fim. – Valeu a pena ver naquilo que ela se transformou, e conhecer a parte mais humana dela. Apesar de quase ninguém ver essa parte, ela é a pessoa mais doce.

-Laoviah, como é o amor? – perguntou-me, ora aí estava uma pergunta matreira.

-Para mim amar é ceder, é comunicar, é não querer vencer uma discussão apenas para ver quem grita mais alto. Amor é sobretudo ouvir e respeitar pontos de vista diferentes. Faz com que queiramos ser pessoas melhores. Agora não penses que é um mar de rosas, porque não é. O verdadeiro amor passa por dificuldades, ora pergunta à Branca de neve, ou à Cinderela ou à Bela se dois anos depois de se casarem com os seus príncipes se realmente foi o “e viveram felizes para sempre”. De certeza que não foi, mas essa parte eles nunca contam. Mas quando há amor…tudo se supera.

-E vocês amam-se? – perguntou Mebahel por fim.

Hesitei na resposta, não sabia o que lhe dizer, sabia a minha resposta, mas não o podia dizer por Jane. Afinal de contas, apenas recentemente ela admitiu à frente de todos que estávamos juntos. O restante tempo era segredo, e nem sempre tinha sido fácil estar com ela.

A verdade é que não sabia se ela realmente me amava ou se apenas gostava de estar comigo.

Mas como tinha dito o “viveram felizes para sempre” não existia. Nós tínhamos os nossos momentos bons e os menos bons.

- Mebahel o que se está a passar aqui? Porque estou aqui? – voltei a perguntar sem lhe responder aquela pergunta.

Em vez de me responder Mabahel levantou voou e desapareceu deixando-me ali sozinho. A vaguear por aquela que noutra época tinha sido a minha casa.

Tirei a camisola e atirei-a ao chão, apesar das minhas cicatrizes nas costas e detestar que as pessoas as vissem, a saudade era mais forte. Descalcei-me para sentir a relva sobre os meus pés e abri os braços, começando a correr pelo jardim, numa tentativa de voltar a sentir a brisa contra o meu corpo.

Á medida que ia correndo as lágrimas deslizavam pela minha face. De repente senti algo segurar-me pelas costelas e os meus pés deixaram de tocar no relvado florido.

Abri os olhos e estava a voar. Um sorriso formou-se na minha face.

-Nenhum Anjo devia ser privado de voar. Nunca! – disse Haziel.

Haziel é o Querubim responsável pela obtenção da graça de Deus, domina a bondade e a reconciliação.

Não falamos mais, apenas desfrutei da viagem que à muito ansiava voltar a fazer.

Demasiado cedo aterramos, olhei em volta e estava rodeado por sete Querubins. Pelos meus sete irmãos, comigo estávamos ali todos, novamente reunidos.

Todos exibiam as suas asas brancas bem abertas e sorriam para mim. Haziel juntou-se a eles, formando assim uma linha recta.

Irreflectidamente a minha mão estendeu-se como que tentasse tocar nas suas asas, mas rapidamente se retraiu.

Desejei ter ali a minha camisa, não queria que eles vissem as minhas cicatrizes. Era como se aquilo fosse a prova que eu os tivesse traído, que tivesse traído o amor do mau Pai.

-Laoviah! – ouvi chamar.

Olhei em frente e uma luz branca brilhava com demasiada intensidade por detrás dos meus irmãos Querubins.

-Nathanael. – disse quando os meus joelhos cederam de encontro ao chão e os meus olhos fixaram o relvado verde.

Os Serafins, são os que estão mais perto da divindade, ou seja, acima deles só Deus. Eles são os responsáveis por manter o equilíbrio da divindade, que nenhuma energia negativa se aproxima e distribuem energias positivas. Quase nenhum ser é permitido a interacção completa com estes seres.

Ouvia as seis asas de Nathanael a agitarem-se. Os meus irmãos permaneciam no mesmo local, de costas para o Serafim, apenas tinham feito um pequeno desvio para este conseguir ver-me.

-A resposta à pergunta que te tens estado a fazer desde que aqui chegas-te é simples. A tua sentença terminou, se assim desejares podes voltar a ter as tuas asas.

A minha reação era olhar para ele e implorar para mas dar, no entanto lembrei-me da Caroline e da Jane. Ambas necessitavam de mim, e não as podia abandonar sem uma explicação.

E será que eu queria abandonar a Jane? Eu tinha prometido que voltava para ela mal Aro tivesse abandonado os Volturi.

-Terás direito a duas horas na terra, poderás falar com quem quiseres e despedires. Depois de voltares, deixas de ter contacto com aqueles seres. No entanto, a tua amiga Caroline, vai ser recompensada por evitar que tu te desencaminhasses. Se aceitares as tuas asas de volta, ela pode voltar a ser humana, caso assim o deseje. A decisão é tua.

E agora? Parte de mim desejava aquelas asas, mas a outra desejava a Jane. E depois tinha a Caroline, poderia proporcionar-lhe uma vida humana com a sua família recém-descoberta.

O que poderia eu fazer? Escolher a mulher que amo ou aqueles que eram semelhantes a mim, a minha família?

 

Opções:

A- Angel aceita as asas novamente

B- Angel fica com a Jane

publicado por Twihistorias às 20:13

13
Nov 11

Capítulo 56

Sentir…

 

-Não! Não te posso deixar aqui. – disse eu determinada a ficar. – Não te vou abandonar.

-Caroline, sai daqui agora! – Angel continuava tenso e a sua voz transmitia pânico.

-NÃO! – insisti.

Olhei para cima, para desafiar o ser que se encontrava em cima de nós a lançar rajadas de vento. Angel precipitou-se para a minha frente, agarrando-me de ambos os lados do rosto.

-Não estás a perceber. Não é permitido que seres como vampiros olhem para algo tão puro. Simplesmente não consegues. No momento em que ele aparecer tu vais simplesmente desintegrar-te. Não importa se sejas boa ou má. És uma vampira, para eles chega. – o olhar de Angel estava carregado de dor.

Devia estar a ser difícil para ele voltar a escolher o lado dos vampiros face aos seus irmãos.

Laoviah!

Voltamos novamente a ouvir, desta vez a voz parecia ainda mais perto.

-Por favor Caroline! Vai-te embora, eu não te quero perder. És a minha melhor amiga. – Angel entrelaçou os seus longos braços à volta da minha cintura.

Senti o meu mundo abalar quando o nosso abraço se intensificou. Atrevo-me mesmo a dizer que me sentia enjoada, caso isso fosse possível.

Foi aí que me apercebi, já não me encontrava no beco do lado exterior do aeroporto. Estava algures dentro de um aeroporto com a passagem já no bolso e pronta a embarcar.

Olhei em volta, mas não me era possível ver Angel em parte alguma.

Olhei para as placas com indicações no aeroporto, que para além de inglês, estavam também em espanhol.

A verdade caiu sobre mim! Eu estava num aeroporto em Espanha. Angel tinha-me teletransportado para aqui. Isso era algo que ele nunca tinha feito, que eu sempre pensei ser impossível ele fazer.

Vasculhei o meu telemóvel na mochila e digitei o número dele, e para meu desespero ele não me atendia.

Comecei a entrar em pânico.

Não encontrava Angel no aeroporto e não sabia o que lhe tinha acontecido.

O telemóvel, que se encontrava na minha mão, começa a tremer, e mesmo sem olhar para o visor atendi.

-Angel? – chamei.

-Caroline? O que se passa? – Era a voz de Edward.

Queria chorar ao ouvi-lo do outro lado. Desejava tanto poder ter alguém que me abraçasse agora, que me acalmasse.

-Eu não sei. – disse a custo – O Angel… - não consegui proferir mais nenhuma palavra.

Eu não sabia o que tinha acontecido a Angel. Porquê que ele me levou para ali?

-Tu estás bem? – ouvi-o dizer.

Não conseguia responder. Fisicamente estava óptima, no entanto, a minha mente ainda estava com Angel. Estava com medo do que estaria a acontecer naquele momento, e ele ali sozinho.

-Caroline, por favor fala comigo! O Jasper ligou-me. A Alice teve uma visão contigo e de repente começou a berrar de dores e agora diz estar cega. Por favor diz-me o que se passou.

-Oh meu Deus. Ela está bem? – apressei-me a perguntar.

Alice não podia estar cega. Ela não esteve em contacto com nenhum deles. Aliás, eu não tinha lá ficado, como é que ela poderá ter visto um?

-Acho que sim. Segundo o que eles disseram, ela teve uma visão contigo e com o Angel. Acho que vocês estavam apavorados e depois ela começou a gritar de dores. Segundo o Carlisle a falta de visão dela deve ser temporária. Mas não tem certezas, pois nunca isto foi presenteado num vampiro.

O que fui eu fazer? Ela teve aquela visão provavelmente porque eu tinha decidido ficar. Ela viu as coisas como se o Angel não tivesse agido e me tirasse dali. A Alice ficou assim por minha causa.

-Oh Edward! Peço desculpa. – lamentei – Ela não devia ter visto aquilo. Ela não devia estar a tomar conta de mim.

-Tu sabes o que lhe aconteceu?

-Acho que sim. Eles vieram atrás do Angel. Não sei porquê, nem o Angel parece saber. Acho que eles já o andam a vigiar à algum tempo e agora decidiram aparecer. Não sei o que lhe vai acontecer Edward, e tenho medo. A Alice não podia ver, nós não os podemos ver.

-Mas eles quem Caroline? Quem é que não podemos ver? Quem anda atrás do Angel? – a voz de Edward rondava a preocupação e a exaltação.

-Os anjos. São eles que andam atrás do Angel. Foi um deles que a Alice viu. Mas como foi numa visão ela não morreu. Se o Angel não me tivesse teletransportado para Espanha eu iria ficar frente a frente a um.

-Oh meu Deus. – disse Edward calmamente, como se absorvesse todas as minhas palavras. – Tu estás bem?

-Sim. Mas não sei o que fazer. Não sei como está o Angel, ele não atende o telemóvel.

-Tem calma. A que horas tens avião? – perguntou Edward. Conseguia “ouvir” a sua cabeça a trabalhar.

Tirei o bilhete do bolso e olhei para o local onde indicava a hora de embarque.

-Daqui a 3 horas. – disse depois de fazer os cálculos, comparando com o grande relógio suspenso numa das paredes do aeroporto.

-Então, fico à tua espera no Luxemburgo. Chego daqui a uma hora lá para fazer escala, e como é óbvio temos que arranjar um hotel para “dormir” por causa do sol.

Concordei com ele. Iria saber bem ter alguém comigo para me apoiar.

Em contrapartida, parte de mim ainda queria voltar para Inglaterra e saber o que teria acontecido a Angel.

 

Estava agora a desembarcar no Luxemburgo, faltava algumas horas para o amanhecer.

Como seria de esperar, Edward estava sentado num banco à minha espera.

Corri na sua direcção e fui envolvida por um forte abraço. Soube muito bem não estar sozinha.

-Ele já atendeu? – perguntou Edward preocupado.

Abanei a cabeça em sinal de negação.

Não proferimos nem mais uma palavra até ao hotel.

 Edward manteve sempre um braço em redor dos meus ombros e a minha cabeça repousava no seu corpo.

Quando chegamos já tínhamos dois quartos de hotel reservados.

Edward deixou-me à porta do meu, antes de se dirigir para o seu. Foi a primeira vez que nos afastamos desde que o tinha reencontrado no aeroporto.

A suite que me era destinada era enorme, em tons pastel. A cama no centro do quarto parecia ser deveras confortável. No entanto, a banheira foi a que mais apelou por mim.

Segundos depois já toda a minha roupa estava depositada no chão e eu encontrava-me debaixo de água.

A casa de banho estava inundada pelo vapor da água, provavelmente por esta estar excessivamente quente. Mas era algo que eu gostava, de sentir o quente na minha pele.

Há muito que não me sentia verdadeiramente quente.

Ao fim de algum tempo, regressei ao meu quarto e retirei da mochila outra muda de roupa e o telemóvel. Após estar vestida e devidamente penteada, tentei mais uma vez contactar Angel. E mais uma vez, não obtive resposta.

Ainda com o cabelo a pingar, bati no quarto de Edward.

-Não me apetece ficar sozinha. – disse mal ele abriu a porta.

Os seus braços abriram-se em forma de convite. Aceitei e entrelacei-me nele.

-O Angel ainda não atendeu? – perguntou-me Edward. Tristemente respondi-lhe que não.

Estava preocupada, e ele sabia disso. Não tinha forças para manter a minha guarda em alta e com isso esconder aquilo que sentia.

Sabia tão bem estar ali nos braços dele. Sentia-me protegida e feliz por ele estar ali comigo.

Queria que ele me abraçasse, que afugentasse o mundo até que fossemos só nós os dois.

Subitamente e inconscientemente, os nossos lábios aproximaram-se e uniram-se num só beijo.

Sabia que aquilo era errado, e que devíamos parar. No entanto, eu necessitava dele, necessitava de sentir o seu amor, de o sentir comigo, de sentir o seu calor.

Por isso, quando fui invadida por aqueles pensamentos e aquela onda de prazer, intensifiquei o beijo. Edward tomou-me o rosto nas mãos, aprofundando assim, o nosso beijo.

A minha vontade era devorar Edward, mas contive-me. Queria desfrutar de cada momento com ele. Afinal de contas, foi muito tempo de espera e queria dar-lhe a oportunidade de ele parar se o deseja-se.

O perfume e o sabor de Edward inebriava-me, só sabia que tinha de ter mais dele.

Retirei-lhe a camisola pela cabeça, Edward não apresentou qualquer resistência. Consegui percorrer os músculos tensos do seu torso. Edward repetiu o meu processo, retirando-me também a camisola que tinha vestido minutos antes.

-Tens a certeza? – perguntei-lhe a medo, mas invadida pelo desejo que ele me provocava.

-Sim. – disse sorrindo antes de me dar um beijo profundamente apaixonado enquanto me desapertava o sutiã.

O resto da nossa roupa desapareceu rapidamente e Edward encaminhou-nos para a cama, enquanto as minhas pernas estavam enroladas à sua cintura.

Deitou-me suavemente na cama, e sobre mim, Edward, uniu-nos num só. Cerrei os dentes enquanto apreciava Edward a fazer amor comigo. Busquei pelos seus lábios e beijei-o ferozmente. Adorava a intimidade de o abraçar assim. Ele era incrível.

 

Estava quase na hora de partir e ainda jazia na cama ao lado de Edward.

Amava-o e ele amava-me a mim. Sempre tinha sido assim. Desde a nossa adolescência.

Ele era a minha alma gémea.

No entanto ele era casado, e tinha uma filha. O que torna o que tínhamos feito errado.

A culpa começou a apoderar-se de mim.

-Caroline. – disse Edward inclinando-se para mim e mexendo-me numa madeixa de cabelo. – Eu e a Bella estamos separados. Não judicialmente, mas sabes que sim. Não há nada errado.

-Eu sei, mas mesmo assim. Tu ainda a amas, e vocês passaram por muito para ficarem juntos.

-Sim. Mas amo-te à mais tempo a ti e é uma coisa muito mais forte. Afinal de contas, sobreviveu este tempo todo. – disse sorrindo.

-Não tomes nenhuma decisão precipitada Edward. Não destruas a tua família se ainda a amas. – disse docemente beijando-lhe a ponta do nariz.

Ele sabia que me custou dizer aquilo. Afinal de contas eu amava-o.

No entanto Edward nada disse, apenas concordou comigo. Aproveitamos o resto do tempo, como um casal apaixonado.

Já que o mal estava feito, decidi aproveitar o resto do tempinho. Mesmo sabendo que talvez depois fosse pior vê-lo partir.

 

Passado algumas horas, aterramos no aeroporto de Seatle.

Edward ainda não tinha largado a minha mão desde que saímos do hotel. Como seria agora perto de todos os Cullen, principalmente de Bella?

Será que ele já tinha tomado alguma decisão?

Ao longe conseguimos avistar a Rosalie e o Emmett. Eles pareciam preocupados e sempre a olhar por cima do ombro, como se temessem que algum Volturi aparecesse.

Apesar dos meus esforços para falar com Jayden, Jane, Alec, e outros, nenhum atendeu as minhas chamadas.

Jane ainda não sabia o que tinha acontecido a Angel, e não sabia sequer como lhe contar quando estivesse com ela.

Quando já estávamos perto dos Cullen, Edward estava com o braço em redor do meu ombro. Senti o olhar de Rosalie e Emmett sobre esse simples toque. Isso fez-me sentir desconfortável.

-Como está a Alice? – perguntou Edward quando nos aproximamos.

-Bem. – disse Emmett tirando finalmente o olhar de onde se encontrava o braço de Edward. – A visão voltou hoje de manhã. Mas ela não consegue explicar o que aconteceu. Nem o que viu. Só diz que doeu muito.

-O Angel? – perguntou Rosalie olhando em volta à procura do meu melhor amigo. – Pensei que ele também viesse com vocês.

-O que a Alice viu, ou melhor, o que feriu a visão da Alice na visão foi um Anjo. Eles vieram atrás do Angel. Não sabemos o que aconteceu. – respondeu Edward apertando-me mais contra si, para impedir que eu entrasse em colapso depois de relembrar Angel.

Rosalie voltou a incidir o seu olhar sobre o abraço de Edward.

Opções:

A – deve pedir Caroline que Edward se afaste até saber a decisão a tomar.

B – deve pedir que ele se mantenha discreto em frente aos outros.

C – deve continuar o seu “namoro” com Edward à frente de todos.

publicado por Twihistorias às 21:52

30
Out 11

Capitulo 55

Laoviah

Tinha-se passado quase duas semanas que estava com a minha família recém descoberta. Estava a adorar conhece-los, ouvir histórias dos seus antepassados, ver fotografias deles. E consegui ver a semelhança de William com o meu irmão, principalmente quando estes eram pequenos. Conseguia rever David em William o que tornava ainda mais difícil a futura separação que se teria que realizar nas nossas vidas.

Mais cedo ou mais tarde eles iriam aperceber-se que eu não era humana, e tal não podia acontecer.

Era contra a única regra existente no meu mundo.

Angel tinha razão sempre que falava nisso, e apesar de nunca lho dizer, sabia que ele tinha razão. Teríamos que partir o quanto antes. Antes que ficássemos demasiado ligados pelos laços que nos uniam. O que ele não sabia é que passou a ser difícil desde o dia em que William teve aquela espécie de monólogo comigo na praia.

Algo nos tinha unido aí. Queria acreditar que, talvez, tenha sido um empurrãozinho do meu irmão para eu proteger a sua família. Para tomar conta deles.

-Voltas comigo para o Canadá? – questionou-me William enquanto terminava de preparar a sua mala.

Inalei o ar que me rodeava, em busca de forças para lhe dizer que teria que partir.

O olhar de William era profundo, como se buscasse pelos meus pensamentos mais profundos.

-Não. – disse por fim. Aquelas palavras transmitiam a tristeza da minha voz. – Tenho que voltar para aquela que é a minha família.

“Seja qual for essa família” ecoou na minha cabeça.

-Entendo. – anuiu William, continuando a transportar as suas roupas dobradas para dentro da mala. – Quando vais? – perguntou após uma pausa.

-Ainda hoje.

Não poderia adiar mais aquilo, só iria custar mais. A mim e a eles.

William olhou-me surpreso com aquela revelação. Parecia não acreditar que fosse assim tão repentina a minha partida.

-Caroline, o teu telefone. – disse Angel entrando no quarto para me entregar o aparelho que tocava.

O nome de Bella aparecia no ecrã.

Era estranho, ela nunca me ligaria, a menos que o assunto fosse sério.

O meu olhar cruzou-se com Angel, que encolheu os ombros. Os olhos dele também transmitiam surpresa e preocupação.

Pedi licença a William e afastei-me para atender.

-Bella?

-Caroline, ainda bem. Não sabia mais a quem ligar. A Alice disse que seria melhor não te ligar, pois ainda não há motivos de alarme. Mas eu estou assustada e com um mau pressentimento quanto a isto. Além disso, o Edward não atende as chamadas a ninguém. – Bella disse tudo aquilo de rajada, no entanto ainda não conseguia compreender aquilo que tanto a assustava.

Quanto a Edward, de facto ele não estava a atender o telefone a ninguém. Desde que soube que eu tinha encontrado os descendentes de William e fornecido algumas ajudas de coisas que tinha descoberto em Illinois sobre o David, nunca mais tinha ligado. Nem tão pouco estava contactável para mim ou Angel.

Até agora, tinha suposto que não queria falar connosco. Que talvez tivesse tomado a decisão de voltar para a sua família.

Apercebi-me, agora, que isso não tinha acontecido.

-Bella, calma! Conta-me o que se passa. – pedi a Bella tentando, no entanto, esconder a minha preocupação.

-Os Volturi dirigem-se para aqui. Estão atrás de nós.

Se o meu coração batesse, teria, com certeza, falhado um batimento ao som daquelas palavras.

O que queriam eles dos Cullen. Em Portugal tinha ficado claro que eles queriam destituir o Aro do cargo do “grande mestre” e reconstruir uns novos Volturi. Então porque iriam eles atrás dos Cullen?

Não fazia sentido.

-Que Volturi estão a caminho daí? Quando está previsto eles chegarem? – já não conseguia esconder a preocupação que sentia.

-A Alice não conseguiu ver todos, muitos estavam com a cara escondida por causa dos carapuços, apenas reconheceu o Jayden e alguns guardas. Está previsto chegarem aqui na próxima lua cheia, ou seja, daqui a uma semana.

-Chegarei aí o mais tardar depois de amanhã. Não te preocupes. Continua a tentar contactar o Edward. -  instruí eu a Bella e desliguei.

Os Volturi raramente apanhavam aviões ou transportes, principalmente se era um grande grupo. Temiam descontrolar-se perto dos humanos, chamando, assim, à atenção de outros humanos sobre a nossa existência.

Isso estava a nosso favor. Conseguíamos organizar-nos rapidamente para aquele encontro.

Após nos termos despedido de William e da sua família, Angel e eu dirigimo-nos ao hotel.

-Mas o que eles querem? A Alice não conseguiu ver? – questionava Angel após o ter posto ocorrente do telefonema de Bella.

-Não, acho que essa decisão ainda não foi tomada. O certo é que eles estão um pouco assustados. Temos que ir para lá.

Angel concordou.

Voltei a tentar ligar para Edward, que mais uma vez foi para o voice mail. Desta vez deixei mensagem a contar o que se passava, e que ele devia imediatamente se juntar a nós em Forks.

-A Jane também não atende. – disse Angel furioso. – Se alguma coisa acontecer desta vez, juro que não a perdoo.

Sabia que ele estava a mentir, ele acabava sempre a perdoa-la. Eles amavam-se.

 

A caminho do aeroporto, Angel voltou a ficar deveras estranho, como ia acontecendo nos últimos dias. Sempre desconfiado. Olhava constantemente por cima do ombro como se estivesse a ser seguido.

-Angel, o que se passa? Estás assim à dias. Conta-me. – tentei eu novamente. E mais uma vez obtive a mesma resposta.

-Nada. Apenas coisas da minha cabeça.

Em contrapartida, quando o táxi nos deixou em frente ao aeroporto, Angel ficou hirto. Alguma coisa se passava e era grave, caso contrário ele não ficaria assim.

-Angel o que se passa? – perguntava eu olhando para ele, mas com todos os sentidos em alerta para o que se passava á minha volta. A minha guarda aumentou como se estivesse a preparar-me para uma luta.

Angel não me respondia, nem saia do seu transe.

Segui o seu olhar e não vi nada.

Voltei a tentar captar a sua atenção, mas este continuava tenso e sem mover um único músculo.

O meu telemóvel tocou, era Edward.

-Edward, finalmente. – disse eu mal atendi o telemóvel. No entanto, sem nunca tirar os olhos de Angel.

-Caroline, onde estás? – perguntavam-me do outro lado  do telemóvel.

-Estou no aeroporto, pronta a apanhar o avião para me dirigir a Forks. Chego por volta das 18h de amanhã.

-Já sabes o que eles querem? – perguntou Edward agora preocupado.

-Não Edward. O Angel tentou falar com a Jane, ela não atende. – ouvia Edward a repreender-se por não ter atendido o telemóvel a ninguém e não estar preparado mais cedo.

Angel começou a relaxar quando ouviu Jane, mas ainda continuava alerta.

-Calma Edward. Não tens culpa de nada. Ninguém ia adivinhar que eles iam ter com a tua família. Aliás, não deve acontecer nada. Eles sabem o quanto isso me iria enfurecer.

E depois do que tinha acontecido da última vez que estive no castelo, não me parece que gostassem de repetir a proeza. Sabendo que desta vez iria, provavelmente, ser pior.

Logo depois de ter desligado de Edward, centrei toda a minha atenção em Angel.

Continuei a tentar falar com ele, mas ele não me respondia.

Laoviah

Escutei na brisa. Não entendi o seu significado, mas aparentemente Angel compreendeu, pois ficou hirto novamente, mas desta vez muito assustado. Parecia que o que mais temia nos últimos dias se acabava por concretizar.

Laoviah

Voltei a escutar, desta vez de uma forma mais nítida. Parecia um chamamento.

O vento por cima de nós parecia agora mais intenso.

A maioria dos humanos ali perto começava a agasalhar-se melhor, com o objectivo de se proteger do frio.

O rosto de Angel apresentava pânico quando olhou para mim.

-Angel? – perguntei, agora assustada também. Nunca vira Angel ficar assim.

Laoviah

Voltamos a ouvir. A voz parecia cada vez mais perto. Mas não conseguia sentir ninguém, nem ver ninguém.

Usava todos os meus poderes para detectar o que quer que fosse. Não sentia nenhum formigueiro, o que me possibilitou saber que ninguém usava um poder para se esconder de mim.

Foi quando decidi fazer algo que odiava fazer. Teria que ouvir os pensamentos de Angel.

Quando a ideia me ocorreu, algo branco começa a cair do céu na nossa direcção. Era de um branco demasiado intenso, ao ponto de me ferir os olhos.

Pousou na mão de Angel, e apesar do esforço que fiz para conseguir olhar, era uma pena.

Quando me apercebi do que repousava na mão de Angel, ouvi o único pensamento que ocupava a mente deste. Anjos!

Em pânico olhei para Angel que apenas me disse.

-Foge Caroline. Vai para Forks, agora.

Sabia que tinha que o fazer, se fosse confrontada com a presença de um anjo poderia morrer imediatamente, ou na melhor das hipóteses, ter dores horríveis que me deixassem muito debilitada. Dores piores que aquelas que a Jane provocava. Eu mal tinha conseguido olhar para uma pena de um sem esta me ferir, o que seria olhar para um Anjo que ainda estivesse ao serviço de Deus.

Em contrapartida, não queria, de forma alguma, deixar Angel à mercê de anjos que provavelmente o odiavam por ele se ter tornado aquilo que agora era.

Porquê que não podia simplesmente ser feliz para o resto da eternindade com aqueles que gosto? Porquê que tinha que aparecer sempre algo para destruir essa felicidade? Que mal é que eu tinha feito a Deus para merecer isto?

OPÇÕES:

A- ficar com Angel e sofrer as consequências.

B- partir para Forks e ajudar os Cullen. Esperando, assim que tudo corra bem com Angel, e que este em contacto com ela assim que se livrar dos anjos.

publicado por Twihistorias às 18:00

23
Out 11

Capítulo 54

Rayner…

 

-Desculpa William, não vai dar! – desculpei-me eu. – É que eu e o Angel já tínhamos reservas feitas num restaurante. – inventei na hora.

-E não dá para desmarcar? – perguntou ele.

-Infelizmente não. É um restaurante bastante requisitado, e como tal já fiz esta reserva a semana passado e só conseguimos um lugar, porque tinha acabado de haver uma desistência. – justificava-se Angel. – Se cancelarmos, infelizmente não seremos capazes de remarcar novamente o restaurante.

William parecia bastante desiludido, mas não poderia ir aquela casa. Podia alguém reparar que eu não jantava.

Já tinha conseguido enganar William uma vez, no entanto, na altura estávamos sozinhos. Era mais fácil enganar uma só pessoa. Várias, era de mais.

-Mas podemos combinar um cafezinho depois do jantar, que te parece? – rematei eu rapidamente, não deixando Angel discutir comigo.

Como já esperava, este lançou-me um olhar carregado de ira, pois temia que fossemos descobertos.

-Parece-me bem. Vens ter lá a casa, depois vamos a um pub ali perto.

-Tudo bem – apressei-me a dizer, cortando mais uma vez a palavra a Angel.

Após termos seguido caminhos diferentes Angel voltou a chamar a minha atenção para os perigos de me encontrar com todos aqueles humanos, ainda por cima havendo a possibilidade de serem da minha família.

Angel temia a minha reacção se comprovasse que éramos família, ou se algo corresse mal e alguém acabasse por se tornar a minha refeição.

Sabia que eu nunca me iria perdoar se isso acontecesse. Tanto por ter morto um humano, mas ainda por cima se houvesse a possibilidade de esse humano ser da minha família.

-Vai correr tudo bem Angel. – tentava eu acalma-lo enquanto nos dirigíamos a um mato para eu me alimentar como devia ser e não cair em tentações perto da família de William.

-Não sei Caroline. Tenho medo que te magoes. – o seu olhar era genuíno. Angel estava deveras preocupado que algo acontecesse.

Era como se previsse que alguma coisa estivesse prestes a acontecer e não me contava.

 

-Boa noite, o William está? – perguntei eu para um intercomunicador à porta da casa de William.

-Oh, tu deves ser a Caroline, a amiga do William. Entra querida. – disse a voz de uma senhora através do intercomunicador, enquanto a porta fez um zumbido e abriu.

Ao abrir a porta deparei-me com uma estreita escadaria. As paredes eram de um tom amarelo coberto com retratos de William e familiares. Pressupus que deveriam ser os pais e irmãos.

-Olá! – William apareceu no cimo das escadas com um sorriso enorme. – Entrem.

-Não queremos incomodar – apressou-se Angel a dizer.

Apesar de me ter acompanhado até ali, ainda achava um dispara-te ali estarmos.

-É na boa a sério! Aliás, a minha família está curiosa por conhecer a rapariga dos desenhos.

Angel olhou para mim de forma inquisidora.

Era inaceitável que eu tivesse cometido essa falha. Como membro dos Volturi, ou ex-membro, sabia melhor do que ninguém que nunca devíamos ser capturados por nada, nem fotos nem desenhos. Nada que viesse posteriormente a colocar em causa a nossa existência ao fim de tantos anos com o mesmo aspecto.

A verdade é que eu tinha apagado as fotos que William me tinha tirado, e feito desaparecer os desenhos em que eu estava retratada. No entanto não tinha mexido na sua memória o que originou que ele realizasse novos desenhos meus.

Eu simplesmente me recusava a alterar a memória do meu amigo. Daquele que me fazia sentir tão humana como há muito não me sentia.

Quer ele fosse meu familiar ou não. Não queria perder a sua amizade. Isso era uma realidade, e esperava que Angel o compreendesse.

William guiou-nos até à sala de jantar, onde se encontrava alguns membros da sua família. Apresentou-me o seu pai, que possuía os olhos idênticos aos de David, a sua irmã mais nova, que desfrutava de um cabelo castanho com reflexos acobreados semelhantes aos meus. Atrás de nós apareceu a mãe de William, o seu cabelo castanho estava solto em redor dos ombros, combinavam com o seu olhar castanho, e tinha o sorriso mais simpático de todos.

-Olá minha querida. É um prazer – disse enquanto enlaçava os seus braços no meu corpo.

-Olá – disse eu surpreendida por tal afecto da parte dela. – O prazer é todo meu.

-Querem qualquer coisa, sirvam-se do que está na mesa. – entregou-nos uns pratos e apontou para a mesa.

Rapidamente pousei o prato na mesa e disse que estava satisfeita, apesar de tudo ter bom aspecto. Angel imitou o meu gesto.

O pai de William começou a falar com Angel sobre futebol, o que originou que este último se sentasse perto do senhor de olhos verdes.

-Vamos só esperar que chegue a Alexa e vamos. – era a rapariga que gostava secretamente de William.

-Claro, a Alexa. – destaquei bem o nome de forma insinuada, enquanto dirigi um sorriso maldoso a William.

-Não comeces tu também, não tem nada a ver. – defendia-se ele.

-Oh por favor, ela está caidinha por ti. Vê-se a léguas. – explicava eu. Vendo que ele olhava para mim como se eu estivesse a dizer que o céu era cor de rosa. – Ela quase me matou com o olhar quando nos encontramos hoje no museu.

-Então temos visitas e ninguém me avisa – interrompeu alguém atrás de mim.

Olhei para trás para uma mulher pequena, com cerca de 80 anos, de cabelo cinzento demasiado curto e uns olhos verdes, demasiado claros devido à idade.

-São apenas amigos meus avó. – disse William enquanto se dirigia à idosa. – Pensei que já estivesses a dormir.

-Não faz mal meu querido. – disse a senhora sorrindo para William e fazendo-lhe uma festa na face. Depois olhou para Angel e segurou-lhe na mão cumprimentando-o enquanto William os apresentava.

Quando olhou para mim, a pobre senhora ficou estática e bastante pálida.

-Sente-se bem avó? – perguntava William enquanto segurava a avó pelos braços, como que prevenindo que esta caísse.

O pai de William seguiu o exemplo do filho, enquanto a pequena empurrava uma cadeira para a avó se sentar.

-Caroline, está tudo bem? – olhei para a mãe de William para lhe responder que sim. Que quem se encontrava mal era a avó do filho dela. No entanto a pergunta não era dirigida a mim, mas sim à idosa.

Ela também se chamava Caroline. Ela tinha o meu nome.

Olhei para Angel, que por sinal já olhava para mim como em pânico com a minha reacção.

O coração da senhora Caroline estava a bater com demasiada força, se ela não se acalmasse ainda teria um ataque cardíaco ou coisa do género.

Angel dirigia-me um olhar como “Eu avisei-te”.

Ignorei-o e corri para perto da pobre senhora. Para me assegurar que ela se acalmava e se nada lhe acontecia.

Lancei uma onda de calma naquela sala, como Jasper me tinha ensinado. Isto fez com que o seu pequeno e frágil coração abrandasse um pouco o ritmo.

-Oh meu Deus – disse ela alcançando a minha face. – És tão parecida com ela.

Quando ela pronunciou aquelas palavras era como se o mundo tivesse parado. Tive mesmo que obrigar o meu corpo a mexer-se para não levantar suspeitas sobre a minha rigidez inumana.

Olhei para William fingindo estar confusa com tais palavras. Este encolheu os ombros e dirigiu o olhar ao pai, que parecia tão confuso como o filho.

-Caroline, é melhor ir descansar. Já é tarde. – disse a mãe de William preocupada.

-Eu não estou cansada! Posso ser velha, mas não estou nem doente nem louca. – dito isto a senhora Caroline colocou-se em pé num rompante. Seguidamente dirigiu-me um sorriso doce. – desculpa se te assustei minha querida. Mas fizeste-me lembrar alguém que há muitos anos desapareceu.

Após a senhora Caroline se ter retirado para o seu quarto olhei para Angel que estava tão intrigado como eu.

-Sou eu Angel, ela estava a falar de mim. Ela deve ser minha sobrinha. – disse numa voz inaudível aos humanos.

-Caroline, não fiques com demasiadas expectativas, tanto quanto sei. Ela nunca te chegou a conhecer. Quando ela nasceu já estavas em Itália connosco. – respondia Angel.

A mãe de William, que soube que se chamava Bride, juntou-se a nós numa conversa sobre a crise que se instaurara na Europa.

-Posso ir à casa de banho? – interrompi aquela conversa.

Como vampira nunca necessitava de ir à casa de banho, o que fez com que Angel me lançasse disfarçadamente um olhar, prevendo as minhas verdadeiras intenções.

-Claro. Sais, viras à esquerda e é a 3ª porta à direita. – indicou-me Bride.

Segui as instruções, mas em vez da 3ª porta à direita dirigi-me a que se encontrava ao fundo do corredor. Conseguia ouvir o bater do coração da senhora Caroline e ouvia-a a andar no quarto.

Bati docemente à porta.

-Entre – ouvi-a a dizer.

Devagar entrei, ela estava agora sentada na cama com uma caixinha aberta.

Era uma caixa de recordações, as fotografias e afins estavam espalhadas agora na cama.

Devagar aproximei-me da senhora. Esta tinha lágrimas nos olhos.

-Vocês são tão parecidas. - ela levantava uma foto demasiado antiga em que estava eu e o David.

Subitamente lembrei-me do dia em que a tinha tirado. Era um dia ensolarado, tínhamos feito um piquenique com os nossos pais. Lembro-me que Edward também tinha ido a esse piquenique, assim como os pais dele. Já estávamos noivos nessa altura, foi cerca de uma semana antes dele e a sua família adoecer.

-Este era o meu pai – disse apontando para David. – E esta a minha tia Caroline. – sorriu antes de continuar, como que a lembrar-se de algo engraçado que lhe tinham contado. – Ela desapareceu quando tinha 17 anos, estava noiva. Mas o noivo faleceu da gripe espanhola uma semana antes do casamento. – Fez uma pausa. – No dia em que era suposto o casamento acontecer, ela desapareceu. Segundo o meu pai, quando deram falta dela repararam que faltava o vestido de noiva. O padre da cidade, disse que a viu a chorar num dos bancos da igreja. Todos que a viram nesse dia ali, sabiam da história, por isso ninguém foi ter com ela para a impedir de cometer a loucura de fugir, ou pior, de se matar.

Ao ouvir aquela história foi como se a dor da Jane nada fosse comparada com aquela dor que se formava dentro de mim. Por isso chorei, um choro sem lágrimas.

-O meu pai e os meus avós fartaram-se de a procurar, nunca querendo acreditar que esta se tivesse suicidado. Acho que nunca aceitaram a sua perda, principalmente o meu pai. Foi várias as vezes que o vi chorar pela sua perda. Por isso é que me deu o seu nome, Caroline Rayner.

Um silêncio instalou-se enquanto ela admirava a velha foto. Depois, inesperadamente estendeu o braço para ma entregar, possibilitando assim que eu também a admirasse. 

Um turbilhão de sentimentos assaltou-me no momento em que toquei naquela foto.

-Se não soubesse que era impossível diria que eras essa Caroline. – disse ela enquanto olhava atentamente para mim. – Tu és mais bela, os olhos são de uma cor completamente diferente, e as roupas são, obviamente mais modernas, mas mesmo assim. Deveras semelhantes. Como te chamas filha?

-Caroline Massen. – respondeu William atrás de mim.

Tinha-o ouvido chegar, provavelmente estranhou o facto de eu estar a demorar bastante tempo no WC e veio à minha procura.

Após a resposta de William a senhora Caroline fitou-me, parecia confusa.

-Curioso. O noivo da minha tia chamava-se Edward Massen.

William estava agora a olhar para mim com a sua boca a formar um grande O. Eu sorri apenas para disfarçar.

-Tudo não deve passar de coincidências. A minha bisavó era italiana e chamava-se Celia, mudou-se para Los Angeles onde conheceu o meu bisavô. Depois tiveram o meu pai e a minha tia. O meu pai conheceu a minha mãe e nasci eu. Os meus pais apenas me deram o nome Caroline por causa de uma personagem de um filme qualquer. – inventei aquela história no momento.

-Exacto avó. A Caroline deve apenas ser uma daquelas sósias que se vê por aí. Nunca poderia ser a tua tia. A menos que fosse imortal. – olhou para mim como que a estudar-me. – e sinceramente não me parece. Aliás, olha para esta Caroline. Ela tem uma beleza extraordinária em comparação com essa tia.

-Obrigado, acho eu! – disse de forma constrangida.

 -É, tens razão William. Desculpe menina, mas é que ao fim de tantos anos a ouvir o meu pai falar dessa tal irmã, fiquei com esperanças de encontrar alguma pista.

-Não tem mal algum senhora Caroline. – disse fazendo uma pequena vénia com a cabeça. – Agora acho melhor deixa-la descansar.

Olhei para William, que concordou e despediu-se também da avó. Fomos para a sala ter com Angel e a Alexa, que já se encontravam prontos para sairmos.

-O que vais fazer agora Caroline? – perguntou um Angel preocupado e curioso.

Como seria de esperar ele tinha ouvido toda a conversa que se tinha realizado no quarto.

-Não sei Angel. – respondi com sinceridade.

Cada vez ficava-mos mais para trás em relação a William e Alexa.

-Não podemos continuar aqui. Sabes que nunca deu certo ficar perto dos familiares. Por isso é que sempre que alguém se transformava e se juntava aos Volturi, afastávamo-los sempre da cidade deles. É muito arriscado. – comentava Angel.

Sabia que ele tinha razão, se ali continuasse eles podiam descobrir que eu não envelhecia. E iriam estranhar a minha entrada forçada naquela família apenas para os ajudar.

Teria que os esquecer, era o mais acertado.

Mas só o facto de olhar para William, para o seu sorriso, para a sua forma desajeitada de andar. Ele lembrava-me tanto David.

Sorri quando me apercebi que William era meu sobrinho. Eu tinha uma família. William era a minha família.

O meu William!

-Ei William, espera por nós. – ele olhou para mim e sorriu enquanto estacou à nossa espera.

Quando os alcançamos colocou um dos braços sobre os meus ombros.

-Estou tão feliz por estares comigo Caroline, nem imaginas.

E eu por estar com ele. Mas o que deveria fazer agora?

Opções:

A- deve Caroline fazer o que está certo e ir embora.

B- deve permanecer ali com eles

C- deve ir embora, mas estar sempre atenta ao que sucede com a família dela e permanecerem em contacto.

publicado por Twihistorias às 22:01

16
Out 11

 

 

 

Capitulo 53

Bristol

 

Angel tinha razão, porquê andar tão ansiosa? As provas não iam desaparecer da noite para o dia.

Então porquê que eu não consigo usufruir do passeio?

O dia estava enublado, o que me possibilitou visitar a St Mary Redcliffe, a catedral de Bristol, entre outras coisas.

Tentei mostrar o meu entusiasmo a Angel com a Canon ao pescoço. Tirei diversas fotos, incluindo algumas bem bonitas a Angel para este posteriormente mandar a Jane.

-O que se passa Angel? – perguntei eu quando tentava pela vigésima vez fazer com que este sorrisse para a câmara. – Não me venhas com esse ar confuso. Eu conheço-te, sei que se passa alguma coisa ai dentro – disse tocando-lhe com o dedo no topo da cabeça. – Agora anda lá, conta-me!

-Não se passa nada Caroline. – tentava ele convencer-me.

-Estás com saudades da Jane? – arrisquei eu. Ele nunca tinha mostrado ficar assim tão estranho por saudades, sempre conseguiu disfarçar. Mas também nunca tinha estado tanto tempo distante dela. E, também, agora já tinham assumido tudo perante nós. Pelo menos foi o que pareceu em Portugal.

-Sim, é isso. – sorriu e continuou o percurso dele.

A verdade é que ele não me tinha convencido. Algo se passava com Angel e eu sabia-o. Apenas ainda não tinha percebido ao certo o que se tinha passado. Mas também não iria insistir. Se ele não queria contar, tinha que o respeitar.

Estávamos a chegar ao Museu da Cidade e Galeria da Arte, quando o meu telemóvel tocou.

-Edward – cumprimentei com uma alegria maior do que aquela que realmente queria mostrar.

-Olá Caroline. – consegui ouvir o sorriso surpreso dele do outro lado da linha. – Tudo bem?

-Sim e contigo? – moderei um pouco a minha alegria, o tom da minha voz era agora mais calmo.

-Também. Onde estás? Já vi que não estás no mesmo hotel que da outra vez ficamos em Illinois…

-Edward, tu estás em Illinois? – a surpresa estava agora do meu lado da linha.

Angel estacou à minha frente e devagar olhou para mim com uma cara de espanto ainda superior à minha.

-Bem, lembrei-me de algumas coisas, e achei melhor partilhar contigo. E, talvez, ajudar-te com as pesquisas. No entanto, não te encontrei aqui. Fui aos registos aqui da cidade a ver se lá estavas, mas nada.

-Edward, o que descobris-te? – foi tudo que me ocorreu perguntar. Apesar da vontade enorme que sentia de lhe bater por ele ter ido atrás de mim, quando lhe pedi expressamente que não o fizesse.

Edward contou-me algumas das suas recordações. Sabia que ele teve que se esforçar bastante para as ter, e que estas deviam ser um pouco desfocadas e assim. Depois, soube também que ele tinha falado com algumas descendentes de amigos nossos daquele tempo.

A verdade é que David tinha, de facto, imigrado para Inglaterra, apenas não sabiam a cidade. Mas essa eu já sabia. E aquela notícia deixou-me com um sorriso nos lábios, daqueles que chegava ao nosso olhar.

Após Edward me ter contado tudo e eu o ter convencido a não vir ter comigo a Inglaterra para me ajudar, fui visitar o tal museu com Angel.

A disposição para o fazer era agora completamente. Estava entusiasmada.

Já nos encontrávamos no segundo andar a visitar a secção de arte em cerâmicas. Tinha de facto designs lindos algumas das esculturas.

Estava a fotografar uma das obras quando sem querer choquei com alguém.

-Desculpe… - disse olhando de relance por cima do ombro. – William? – perguntei surpresa e ao mesmo tempo contente por ter encontrado o meu amigo.

-Caroline! – disse William com um grande sorriso no momento em que os seus braços se enlaçavam na minha cintura e tentava pegar em mim. – Bem, és mais pesada do que eu pensava. – disse ele embaraçado.

-Estão tão feliz por te ver, o que fazes aqui? – perguntava eu ignorado o facto de ele indirectamente parecer me ter chamado de gorda.

-Eu vivo aqui, lembras-te? Bristol foi onde nasci, onde está toda a minha família e alguns amigos. – disse apontando para um grupo de rapazes e raparigas com uma idade aproximada da dele – E tu? Que fazes por aqui? Nem sequer me ligas-te a dizer que te encontravas aqui.

-Desculpa. – imitei o meu melhor olhar de arrependimento – Vim com o meu melhor amigo fazer uma pequena viagem.

-Amigo? – dizia William enquanto mirava Angel de cima a baixo.

-Sim William, amigo. Angel! – chamei eu – Este é o William, o rapaz que te falei. Este é o Angel, o meu melhor amigo.

-Prazer meu. – Cumprimentava William, estendendo uma mão a Angel.

Fomos todos apresentados ao grupo de amigos do William. Consegui perceber que uma das meninas tinha uma pequena paixoneta pelo meu hipotético, possível, quase certo sobrinho. Como tal, tinha ciúmes pela cumplicidade que eu e ele apresentávamos.

-Caroline Masen – Angel fitou-me incrédulo com o sobrenome que eu tinha inventado. Era o sobrenome da família de Edward – Tu e o teu amigo hoje vão jantar lá a casa. Quero que conheças a minha família. – convidou William.

E agora?

Olhei para Angel, tentando descortinar qual a opinião dele. Este, numa voz inaudível por qualquer humano, disse ser melhor recusar. Ele tinha receio com a minha reacção se de facto constatasse que aquela era a minha família. E pior, receava a forma como iria eu esconder o facto de não comer.

Em contrapartida, se aceitasse poderia descobrir a verdade mais rapidamente.

Opções:

A- aceita a proposta para o jantar

B- rejeita o jantar com a família de William, mas combina encontrar-se com ele posteriormente

publicado por Twihistorias às 18:00

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