08
Out 10

16º Capitulo

(Anne)

 

“Ah, não gostas de ser provocada?”


 

Íamos sair lá pelas seis da manha, eram apenas dez da noite, então aproveitei para ir dar um passeio pela praia, desta vez fui sozinha.

Sentei-me nas rochas a pensar no que tínhamos pela frente, poderíamos ganhar, mas também poderíamos perder, de uma coisa tínhamos a certeza iriam haver perdas de ambos os lados, isso era inevitável.

Senti alguém a tapar-me os olhos, sabia exactamente quem era, não só pelas suas mãos grandes e quente, mas também pelo seu cheiro característico. Tirei as mãos dele dos meus olhos e olhei para ele.

- Que estás aqui a fazer? – Perguntei.

- Segui-te, espero que não te importes – disse-me.

- Achas amor? – Perguntei – ainda bem que estás aqui comigo – puxei-o e beijei-o – olha vamos dar um mergulho? – Perguntei-lhe, ele olhava para mim com uns olhos a dizer “ela está louca?” – Oh anda lá.

- Não sei…

- Olha eu vou.

Saltei do rochedo e tirei a roupa, ficando em roupa interior, vi o Seth a olhar-me e a engolir em seco.

- Oh, que foi? – Perguntei – Até parece que nunca me viste em roupa interior.

- Desta maneira não, das outras vezes estava preocupado – eu ri-me, ele saltou, tirou a roupa e ficou em boxers, chegou à minha beira e puxou-me pela cintura – não tens noção dos sentimentos que causas em mim – sussurrou-me ao ouvido.

- Tenho sim, pelo menos sei os que tu causas em mim…

Rucei os meus lábios nos dele, mas quando ele me ia beijar corri em direcção ao mar, deixando-o parado a olhar para o chão.

- Anda lá Seth, não fiques ai parado – ele entrou na água – apanha-me se conseguires – mergulhei e comecei a nadar.

Quando voltei à superfície nada de Seth, olhei para a direita, nada, para a esquerda nada também, estava a começar a ficar preocupada quando ele me aparece a frente, prendendo-me nos braços dele.

- Anne, Anne. Sempre ouvi dizer que quem brinca com o fogo queima-se – passou os lábios dele nos meus – e tu não deverias ter fugido de mim, ai não deverias não – passou as mãos por todo meu tronco, parando na cintura, puxou-me mais para ele – agora vais sofrer as consequências… - voltou a passar os lábios nos meus.

- Vais demorar muito? – Engoli em seco.

- Ah não gostas de ser provocada? – Perguntou-me, soltando uma gargalhada – quem começou foste tu… - Não o deixei acabar, beijei-o transmitindo tudo o que sentia por ele, o sabor salgado da agua do mar que estava nos nossos lábios tornou o beijo único, magnifico.

Separámo-nos por causa do maldito ar, ambos estávamos ofegantes.

- Amo-te, não importa o quê, não importa o que aconteceu nem o que ainda vai acontecer, o que sinto por ti é demasiado forte para ser suportado, cada vez te amo mais Anne, minha Anne – sussurrou isto tudo ao meu ouvido.

- Seth, meu Seth és o amor da minha vida, não tu és o amor da minha existência, o que eu sinto por ti é algo que não sei explicar… - sussurrei também ao seu ouvido.

Voltou a beijar-me e depois foi para baixo de água, puxando-me com ele. Voltámos a superfície ainda com os lábios colados.

- Seth, vamos quero dormir antes de irmos.

- Está bem.

Fomos para casa, tomei banho e deitei-me na cama, o Seth já lá estava. Ultimamente dormia comigo.

- Boa noite princesa, dorme bem.

- Boa noite amor, tu também – ele abraçou-me pela cintura e eu adormeci.

publicado por Twihistorias às 18:00

30
Set 10

"Promete-me que não te vais assustar"

 

Leah
Saí do quarto de Anne e desci as escadas decidida a contar a Bernard, ele encontrava-se do lado de fora da casa, saí e ele abriu-me os braços, sentei-me no seu colo.
- Bernard, temos que falar – disse-lhe.
- Que se passa? – Perguntou-me.
- Tenho de te contar uma coisa, mas isto não é nada mas mesmo nada fácil.
- Desembucha.
- Mas é difícil, é um segredo e esse segredo envolve muitas pessoas.
- Diz lá, estás a deixar-me preocupado.
- Promete-me que não te vais assustar.
- Não sei porque que me estás a pedir isso, mas sim eu prometo.
- Pronto, isto é muito difícil de contar, e sei que prometes-te mas entendo que te assustes e que não queiras mais falar comigo.
- Leah, anda lá estás a deixar-me nervoso.
- Então, já ouvis-te falar na tribo Quileute? – Perguntei, ele assentiu positivamente – eu faço parte dessa tribo, e antigamente, contavam-se umas histórias acerca de os guerreiros se transformarem em lobos.
- Sim, já ouvi falar nisso.
- Então, e se eu te disser que não são histórias? – Ele arregalou os olhos – e mais, se eu te dissesse que eu própria faço parte dessas histórias – e ele ebriu a boca.
- Estás…Estás a falar a sério? – Ele perguntou.
- Sim – suspirei – por favor não me deixes – saí do colo dele, fui atrás de uma arvore, tirei as roupas e transformei-me mesmo a frente dele.
- Leah? – Perguntou analisando-me, nos olhos dele passaram, medo e surpresa mas não vi nada de “nojo” – wow, isto é espectacular.
Pronto uma noticia já está, agora vou para as outras duas. Voltei para trás da mesma arvore, vesti as roupas e voltei para a beira dele, caminhei com hesitação.
- Estás com medo de mim – ele negou com a cabeça – ainda bem, mas não é tudo.
- Quê, não me digas que também há vampiros?
- Como adivinhas-te?
- Ok, agora estas a gozar certo?
- Quem me dera.
- Existem mesmo? – Perguntou
- Sim, é por causa deles que os nossos genes de lobos despertam, os vampiros são os nossos únicos inimigos mortais.
- Wow, isso parece tão irreal.
- Mas é real, é a minha realidade.
- Bem, tenho de me habituar, a minha namorada é loba – eu sorri, e voltei a suspirar, mas desta vez de alivio – quem me dera conhecer um vampiro…
- Queres? – Perguntei – Quer dizer a sala da casa da Anne, neste momento está cheia deles.
- Mas espera, eles não eram vossos inimigos mortais?
 - Tirando os que estão lá dentro, aqueles não fazem mal a ninguém, são vegetarianos – a cara do Bernard era um autentico ponto de interrogação – não bebem sangue humano.
- Ah! Deixa-me conhecer um – este rapaz gosta do perigo, já estou a ver.
- Eu deixo, mas antes tenho de te contar outra coisa.
- Conta.
- Bem, alguns de nós, têm impressões naturais, ou seja é quase como amor à primeira vista, mas mais forte, é para toda a vida… E eu tive… por ti.
- Ok – sorriu – eu amo-te, não me vou separar de ti nunca – este rapaz cada vez me surpreendia mais.
- Tu cada vez me surpreendes mais, não sei como consegues assimilar assim tudo.
- Eu sou uma pessoa extremamente anormal – riu-se.
- Bem, vou chamar o vampiro…
- Não é preciso e estou aqui – disse Edward – prazer eu sou o Edward Cullen – estendeu-lhe a mão e o Bernard apertou-a.
- Men, és frio.
- Sim, é uma das coisas que nos caracteriza, a propósito a tua maneira de pensar é extremamente fascinante.
- Como sabes o que penso? – perguntou admirado.
- Ele lê pensamentos.
- Wow, que fixe!

publicado por Twihistorias às 18:00

23
Set 10

14º Capitulo

“Hei, casal ternurinha precisamos de ajuda aqui dentro”


 

- Alguém sabe da Lu e da Cath? – Perguntei.

- A Ultima vez que as vi estavam as duas com péssima cara e a sair de casa – disse Quil.

- Oh inteligente, tu não foste atrás delas? – Perguntei espantada.

- Não, era suposto ir? – O meu primo às vezes consegue ser bem idiota.

- Não, não era. Elas estavam fechadas dentro de uma casa cheia de vampiros, têm andado a sentir-se irritadas e não era – ironizei – vou atrás delas – sussurrei e saí de casa.

- Nós vamos contigo – disse o Quil puxando o Seth.

- Não as vejo – disse e transformei-me, Seth e Quil imitaram-me.

Senti a minha mente sendo ligada a mais duas para além do Seth e do Quil.

“ Luanne, Catherine? São vocês?” – Perguntei.

“Sim, Anne isto é aquilo que penso que é?” – Perguntou, por pensamento, a Lu.

“Sim, é. Tentem voltar à forma humana, eu vou buscar roupas para vocês vestirem”

Nem esperei pela resposta, transformei-me de volta em humana, vesti a roupa que tinha deixado atrás de uma árvore, entrei em casa ignorando completamente as perguntas que todos me faziam, subi para o quarto e peguei em roupa para as minhas primas.

Quando voltei elas já estavam na forma humana, entreguei-lhes a roupa e deixei-as vestirem-se em paz.

O Seth veio ter comigo e abraçou-me pela cintura.

- Nem sabes como estou orgulhoso de ti, meu bem – beijou-me o pescoço.

- Porquê?

- Porque acabas-te de sair do coma e já estamos todos metidos em mais um sarilho, e ainda para mais ajudas as tuas primas. É por isso que te amo tanto – mordeu-me a orelha.

- Também te amo – virei-me e beijei-o intensamente.

- Hei, casal ternurinha precisamos de ajuda aqui dentro – chamou o Paul da porta de casa dos meus avôs.

Meu deus nem demos pelos meus primos irem para dentro.

Entrámos em casa de mãos dadas e fomos para onde o Sam estava. Este tinha um enorme mapa nas mãos e tentava a todo o custo mantê-lo direito.

- Acho que se o pousasses em cima da mesa era mais fácil, assim só por acaso – observou o Jacob.

- Oh, claro  - pousou o mapa – então vamos dividir-nos em dois grupos, um será liderado por mim e o outro pelo Jacob, de acordo? – Todos assentimos – comigo vão o Embry, o Paul, a Catherine, o Marcus, a Luanne, o Brandy e o Mateus.

- Comigo vão o Seth, o Quil, a Anne, a Leah, o Jared, o Collin e o Leo – disse o Jacob

- Decidido, vamos ver se encontrámos nómadas e alcateias que tenham um odeio intenso por os Volturi, o que até nem deve ser muito difícil – disse o Paul.

- Muito bem, mãos há obra pessoal, e não se esqueçam, não saiam do continente isso fica para os vampiros.

- Certo – dissemos todos ao mesmo tempo.

- Quando partimos? – Perguntei.

- Amanha – respondeu-me Jacob.

- Está bem.

Subi para o meu quarto, as minhas primas seguiram-me, entrando também.

- Que se passa? – Perguntei, sabia perfeitamente que elas queriam falar comigo.

- Achas que eles fazem bem em levar-nos, a mim e à Cath? – Perguntou a Lu, a minha cara deveria ser um autentico ponto de interrogação – quer dizer, nós só “ficamos” – fez aspas no ar – lobas.

- Se fores por aí, eu também não deveria ir, porque afinal no dia em que me transformei pela primeira vez fiquei em coma – elas fizeram uma careta – e só “acordei” ontem, tirem isso da vossa cabeça, se o Sam quer vocês na alcateia é porque confiam em vocês.

Pareceu-me vê-las suspirar de alivio, alguém bateu à porta.

- Entre – dissemos as três ao mesmo tempo.

A porta abriu-se e de lá saiu Leah, olhou para mim e eu sabia exactamente o que ela queria.

- Meninas importam-se de sair, eu e a Leah temos de por a conversa em dia – elas assentiram e saíram – o que se passa?

- Oh Anne, é o Bernard. Começamos a namorar, mas eu ainda não lhe contei de mim sabes? – Eu assenti positivamente com a cabeça – E ele anda a desconfiar, neste momento está lá em baixo e se não lhe conto rebento.

- Conta-lhe, se ele gostar mesmo de ti não se vai importar com esse pormenorzinho.

- Pormenorzinho Anne?

- Está bem, com um grande pormenor, mas tens de lhe contar.

- Vou lá agora – ela sorriu nervosa – obrigada Anne, o que seria de mim sem ti? – Veio abraçar-me.

- Vai lá – empurrei-a para a porta.

Ela respirou fundo e saiu. Espero bem que corra tudo bem.

 

 

publicado por Twihistorias às 18:00

16
Set 10

Capítulo 13

"Foram à procura de um grupo de raposas, no Brasil"

 
- Vem comigo – sussurrou o Seth ao meu ouvido.
Sem ninguém dar conta, subimos as escadas e fomos para a varanda o meu quarto.
- Que me queres? – Perguntei tentando tirar a informação que tinha na minha cabeça, informação essa que podia acabar com a nossa existência.
- Anne, eu amo-te! – Disse-me.
- Eu também te amo Seth, mas tu já sabias disso.
- Sim, sabia mas queria que me dissesses outra vez, sabes é que estou com medo, mal acabas-te de sair numa experiencia de quase morte, vais logo entrar noutra, mas esta mil vezes pior do que a primeira.
- Seth, escuta vai correr tudo bem, eu estou bem, e sabes eu sou forte – sorri.
- Eu sei, mas sabes tenho… - não o deixei acabar, estiquei-me e beijei-o envolvendo o pescoço dele com os meus braços, ele rodeou a minha cintura com os dele, puxando-me mais para ele enquanto nos beijávamos impiedosamente – Amo-te mais que a minha própria vida – disse ofegante.
- O sentimento é recíproco – eu também estava ofegante.
- Anne, Seth venham para baixo – disse Edward – precisamos de nos organizar.
- Ok – respondemos os dois ao mesmo tempo.
Ele deu-me mais um beijinho e fomos para baixo, os lobos estavam à volta de mapas, Carlisle, Edward, Rosalie e Alice estavam ao telemóvel, os restantes Cullen estavam em computadores e os outros dois grupos de transformos não estavam presentes na sala. Pergunto-me onde terão ido.
- Foram à procura de um grupo de raposas no Brasil – Respondeu Edward.
- Obrigada – disse sorrindo.
Não o conhecia à muito tempo, mas ele transbordava confiança, estava sempre preocupado com todos, principalmente com a Bella, esta era muito simpática e notava-se que tinha esperado muito pelo Edward, aliás sentia-me confortável com todos os Cullen, eram tão amigáveis, até Rosalie. O Seth  contou-me umas coisas enquanto eu estava a “dormir”, mas ele sabia que atrás daquela pessoa orgulhosa estava uma mulher com uma personalidade maravilhosa e uma mulher que se preocupa, e que ama o Emmett incondicionalmente.
O Emmett era demais, super engraçado mas também muito querido e preocupado com as pessoas, notava-se que nutria um amor eterno pela Rosalie.
A Esme era a figura materna na família, era tão amável e prestável que eu nunca pensaria que existisse uma pessoa assim, preocupasse com tudo, com a família e até com a Alcateia, e nota-se que o Carlisle a completa.
O Carlisle, bem o Carlisle é o patriarca daquela família de vampiros, tem uma compaixão infinita por qualquer criatura. E nota-se que a Esme é a mulher da sua vida.
O Jasper, bem o Jasper é muito fechado, não se dá com muita gente, mas ao mesmo tempo é simpático. E olha para a Alice com adoração, notava-se que ela era a pessoa certa para ele.
E depois há a Alice, nunca pensei que existisse uma criatura como ela, era fantástica, engraçada, preocupada, bem era um máximo. E o Jasper era o homem da vida dela.
- Tens razão em tudo o que pensas-te – sussurrou o Edward a passar por mim.
Eu apenas sorri e meti-me no meio da confusão que a alcateia estava a fazer, sim era uma confusão, mas no bom sentido.

publicado por Twihistorias às 18:00

02
Set 10

12ºCapitulo

“Eles não fizeram isso”

 

- Achas que conseguimos reunir tantas pessoas como da última vez? – Perguntou Rosalie.

- Não, o Amun e a Kebi ficarão do lado dos Volturi, apenas consegui ver a decisão deles os dois, porque depois tudo desapareceu, tal como quando os lobos estão por perto… - a voz de Alice continha raiva.

- Será que eles têm algum tipo de transformo do lado deles? – Perguntou o Sam.

- Parece-me que sim – respondeu o Edward.

- Mas… - Esme ia começar a falar quando a porta foi deitada abaixo e um grande urso com um enorme tigre apareceram, as minhas primas deram um grito quando viram os dois animais.

Quando todos nos preparávamos para ir atacá-los eles voltaram à forma humana, o urso era um bonito rapaz de olhos verdes e cabelo castanho caramelo, e o tigre era uma rapariga com o cabelo ruivo claro de olhos castanhos caramelo.

- Desculpem aí a porta – disse o rapaz urso – o meu nome é Roger, ela é a Juliet – apontou para a rapariga tigre.

- Tu e as tuas fabulosas entradas – disse a Juliet abanando a cabeça – desculpem a sério, mas precisamos da vossa ajuda…

- Eles não fizeram isso – sussurrou Edward ao meu lado.

- O quê? – Perguntou Alice.

- Foram os Volturi, atacaram o bando deles – respondeu-lhe.

- Como sabes isso? – Perguntou o Roger.

- Oh totó, não vês que ele é o Edward que a Tanya tanto nos falou? – Perguntou, muito espantada a Juliet.

- Conhecem a Tanya? – Perguntou a Bella.

- Sim, conhecemos, à uns três anos – respondeu o Roger – Mas já sabes, certo? – Perguntou olhando para o Edward.

- Sim, e não sei porque que eles fizeram isso, não tinham razões. Quantos de vocês escaparam?

- Do meu bando eu e mais três – respondeu o Roger.

- Do meu fui eu e mais dois – respondeu Juliet.

- Onde é que eles estão? – Perguntou o Emmett.

- Lá fora – respondeu a Juliet – Malta podem aparecer.

De um lado da floresta pareceram duas raparigas extremamente iguais, com cabelo preto e olhos verdes, e mais um rapaz de cabelo preto e para variar olhos verdes. Do outro apareceu um rapaz de cabelo loiro arruivado e de olhos castanhos caramelo e outro castanho claro como a rapariga também com olhos castanhos caramelo.

- Estes são a Alison, a Mary e o Victor – disse o rapaz urso.

- E estes são a Marine e o Jonh – apresentou a rapariga.

- Então conhecem a Tanya? – Perguntou Carlisle.

- Sim, ela falou-nos muito de vocês, e nós sempre tivemos curiosidade de vos conhecer, mas só, quando aqueles vampiros estúpidos nos atacaram, é que nós viemos “procurar” – fez aspas no ar – ajuda.

- Ajuda? – Perguntei.

- Sim, ajuda… Estamos com medo que eles voltem para acabar connosco.

- Acho que vocês não são exactamente o próximo alvo deles – sussurrou a Rosalie.

- Como sabem? – Perguntou uma das gémeas.

- Eles vêm atrás de nós – disse o Edward.

- Como têm… Oh a Alice – disse o Roger.

- Não por acaso não fui eu a primeira a ver a decisão deles, a Anne sonhou com isso antes de eu ter a visão, mas eles devem ter algum transformo do lado deles, porque não consigo ver nada – falou frustrada.

- E o que pensam fazer? – Perguntou Alison.

- O que fizemos da ultima vez – disse Bella.

- Chamar aqueles vampiros todos? – Supôs, acertadamente, o Jonh.

- Sim… Mas tememos que não sejam suficientes – respondeu Carlisle

- Podem contar connosco, aqueles sanguessugas têm de nos pagar – disse Roger, depois dirigiu-se aos Cullen – sem ofensa.

- Não ofendes – respondeu Carlisle.

- E obrigado pela ajuda – disse Edward – temos que começar por maus à obra.

- Sim, vamos.

publicado por Twihistorias às 18:00

26
Ago 10

11º Capitulo

“Nada de mas, está decidido”

 

Estava num prado lindo, tudo era verde, haviam várias arvores, borboletas, flores, resumindo era lindo.

Eu andava pela erva, mas algo não estava certo. Eu estava ali sozinha, isso não estava nada certo.

- Vão morrer todos eles, têm que morrer - Sussurrou uma voz fria como o gelo.

Olhei para a direita, nada. Para a esquerda, nada. Para trás, nada.

- Eles não podem viver, isso é errado – outra voz fria falava.

- Mas eles não causam mal nenhum – discordava o terceiro, finalmente vi-os, eram três vampiros, um de cabelo extremamente branco como a neve e olhos vermelhos. Os outros dois tinham o cabelo castanho mas também os olhos vermelhos, as roupas dos três eram muito antigas e tinham um colar com um “V”, o que me fez reparar que era um sonho era o estranho trono que se encontrava no meio daquele paraíso.

- Marcos, não sejas tão ingénuo – disse o primeiro – eles não bebem o mesmo sangue que nós, logo está errado. E aquela meia humana, meia vampira também não está certo – 1ª conclusão, eles falavam dos Cullen – e temos de acabar com  aqueles lobos, eles são uma ameaça para nós – 2ª conclusão, eles também falavam dos lobos.

- Aro, eu não concordo… - Interrompeu o Marcus.

- Ganha a maioria meu amigo, vamos acabar com esta gente – falou o segundo.

- Mas Caius…

- Nada de mas, está decidido – depois disto desapareceram e tudo ficou preto, acordei sobressaltada.

- O que se passa amor? – Perguntou o Seth, meio sonolento.

- Tive um pesadelo - decidi não lhe contar, podia ser só um pesadelo – vou beber água, tu ficas aqui.

Desci as escadas, Alice estava a falar com o Edward, notava-se a preocupação deles. Aproximei-me deles

- Posso falar com vocês? – Perguntei.

- Podes.

- A sós.

- Ok.

Fomos para fora de casa para o meio da floresta.

- Que se passa? – Perguntou Alice.

- Eu tive um pesadelo… - Comecei.

- Conta – incentivou Alice.

- Três vampiros, com olhos vermelhos falavam sobre a nossa “exterminação” e quando digo nossa é dos lobos e dos Cullen.

- Quem eram esses três vampiros? – Perguntou Alice, Edward já devia saber de tudo pelos meus pensamentos.

- Aro, Marcus e Caius.

- Os Volturi – falaram em uníssono.

Depois o olhar da Alice perdeu-se e ela parecia já não estar mais ali, passados uns  minutos ela voltou.

- Tu estás certa – disse ela – eles vêm, todos tal como da outra vez – a voz dela não nutria sentimento nenhum – tencionam acabar connosco.

- Não pode ser! – Gritou o Edward.

- Pode, nós já deveríamos estar à espera disto, era mais que obvio, e eles desta vez não estão sozinhos, têm o Amun e a Kebi, eles vão estar do lado deles desta vez.

- E o Benjamim e a Tia? – Perguntou o Edward, aquilo para mim era chinês, eu só sabia que esses são Volturi tencionavam acabar connosco.

- Eles ficarão do nosso lado. Só temos um mês e meio até eles estarem aqui, por isso temos de os avisar.

- Está bem – eles estavam super mal, fomos os três para dentro.

- Chamem a alcateia, precisamos de lhes contar uma coisa – disse eu.

- Mas… - começou o Jacob.

- Rápido – gritei.

Ele saiu de casa, transformou-se e foi buscar os lobos, passado 15 minutos já estavam todos na sala. Estavam todos sentados, nos sofás, no chão… apenas eu, Edward e Alice estávamos em pé.

- O que se passa? – Perguntou Nessie.

- São os Volturi – disse a Alice.

- Vêm novamente… - Começou o Edward

- Para acabar connosco – completei.

- Como é que sabes isso Anne? – Perguntou o Emmett.

- De uma forma estranha ela teve um pesadelo em que viu os volturi a falarem – disse o Edward.

- Quanto tempo temos? – Perguntou o Carlisle.

- Um mês e meio – respondeu a Alice.

publicado por Twihistorias às 18:38

19
Ago 10

10º Capitulo

“Não idiota, sou o pai natal”

 

- O que estás a dizer Anne? Este sanguessuga quase te matou – disse Jacob.

Eu continuava a chorar, as minhas primas estavam ao meu lado, também choravam.

- Eu sei! Mas ele é o meu melhor amigo – eu suluçava.

- Anne, deixa-os matar-me, eu não aguento mais. Eu assim não consigo viver, mato para me alimentar, quase matava a minha melhor amiga por causa da sede de sangue. Eu não quero viver sabendo que sou um assassino.

- Há uma maneira – meteu-se o Edward – Os pensamentos dele são verdadeiros…

- Não Edward, ele quase a matou – o Seth tinha ódio, irritação e tristeza do rosto.

- Mas ela não quer que o matem, Seth percebe o lado dela – disse a Alice.

- Espera lá, olhos vermelhos, tu és o Liam? – Perguntou o Lewis.

- Não idiota, sou o pai natal – ok, eu tive que me rir.

- Oh, mas és vampiro? – Perguntou o meu primo, às vezes conseguia ser mais lento do que eu.

- Não, sou um macaco, é obvio que sou um vampiro.

- Mas porque que tens os olhos vermelhos e eles os olhos dourados? – Perguntou, mais uma vez o Lewis.

- Isso também não sei – ele estava confuso.

- Era disso que eu estava a falar, nós não “comemos” humanos, mas sim animais, não é tão saboroso, mas a sede passa.

- Como conseguem? – Perguntou.

- Auto-controlo. Estás disposto a seguir as nossas regras meu jovem? – Perguntou Carlisle, com uma voz paternal.

- Sim – respondeu o Liam, depois virou-se para mim – Anne perdoa-me, eu não sei onde tinha a cabeça, espero que me possas perdoar.

- Sim posso – olhei para Seth – deixa-me ir falar com ele – levantei-me, ignorei os resmungos das minhas primas e fui ter com o Seth que estava encostado a porta, estendi-lhe a mão – vem – ele aceitou e eu puxei-o para fora de casa.

- Amor, que se passa? – Perguntei.

- Anne, ele quase que te matava… - disse sem olhar para mim.

- Sabes? Ele é um bocado da minha infância, um bocado dos meus anos de escola, e eu não quero acabar com a vida dele. Ele é muito importante para mim.

- Mais importante que eu… - Sussurrou.

- Oh, Seth eu não acredito que estás com ciúmes, eu so te amo a ti, ele é apenas meu melhor amigo e eu não quero que ele morra, entendes? – abracei-me a ele.

- Sim eu entendo, mas não estejas à espera que eu vá gostar dele! – Exclamou, acariciando-me os cabelos.

- Também não pedi isso, apenas pedi que entendas – estiquei-me e dei-lhe um beijo leve nos lábios, depois afastei-me.

- Hei, onde vais? Estive muito tempo sem os teus beijos, por isso quero recuperar o tempo perdido – puxou-me e beijou-me intensamente.

Ouvimos alguém a clarear a voz e olhamos para a direcção desse som, a Lu estava a olhar para nós.

- É, desculpem estar a interromper, mas a avô fez pizza e se não vêm rápido a alcateia come tudo – o Seth suspirou e largou-me.

- Já vamos – disse-lhe sorrindo.

- Mais tarde – sussurrou ao meu ouvido e mordeu-me a orelha – vamos? – Ofereceu-me a mão e eu aceitei.

Fomos para dentro, jantámos e eu fui para o meu quarto, sozinha, mas logo de seguida o Seth estava lá.

- Quero continuar o que não acabei à bocado – puxou-me para ele e beijou-me, o beijo era intenso e rapidamente fiquei sem ar, proporcionando ao Seth umas quantas gargalhadas.

Deitou-me na cama e deitou-se por cima de mim, voltando a beijar-me, uma das suas mãos desceram para a minha perna puxando o meu vestido para cima, parei-o antes que fosse tarde de mais.

- Pára Seth – disse afastando-o.

- Desculpa princesa, deixei-me levar – tinha saído de cima de mim.

- Não faz mal – sorri – estou cansada, dormes aqui comigo? – Estavamos no quarto de hospedes de casa do avô, de certeza que eles não se importariam.

- Claro que durmo, deita aqui – abriu os braços e eu deitei-me no peito dele, voltou a cantar-me a música que me cantou na praia à umas semanas e eu adormeci enquanto ele me mexia no cabelo.

 

publicado por Twihistorias às 18:00

12
Ago 10

9ºCapitulo

“ Men, que cheiro é este?”

 

Anne

 

- Anne – entraram a correr as minhas primas – estás bem! – Exclamou Luanna sentando-se ao meu lado.

Seth afastou-se com o “meu” sorriso, logicamente para nos dar espaço.

- Sim, estou…

- Ainda bem – suspirou Cath.

- Vocês… já sabem? – Perguntei a medo, ajeitando-me na cama.

- Já, Anne desculpa fomos tão estúpidas, senão fosse por nossa causa nunca estavas nessa cama, desculpa a sério – dizia Lu já quase a chorar.

- Hei, tem calma querida, vocês não sabiam. E está tudo bem, o que lá vai, lá vai…

- Mas…- Começou Cath.

- Mas nada, faz parte do passado e eu já estou bem…

- Se tu o dizes – disseram as duas em uníssono.

- Posso descer? – Perguntei.

- Não sei… - Disse o (meu) Seth.

- Por favor, não disseste a mais ninguém que já tinha acordado pois não? – Perguntei ao Seth.

- Não, acho que nem está ninguém em casa – disse Seth – não estava ninguém em casa, os Cullen chegaram e a matilha está a chegar.

- Então eu vou lá baixo! – Exclamei animada começando a levantar-me, mal me mexi e as mãos quentes de Seth já me estavam a ajudar, ele sorria – Obrigada – beijei-o levemente.

- Ihhh! Dispensávamos isso! – Brincou Lu.

Levantei-me, com a ajuda das minhas primas tomei um banho e vesti-me, estava com um vestido branco pelo joelho e umas sandálias pretas, o meu cabelo (que já estava quase pelo fundo das costas) estava molhado e solto.

- Pronto – disse quando saí da casa de banho – podemos ir.

Seth agarrou-me na cintura com um braço e eu rodeei-lhe os ombros com um dos meus, para me apoiar. Saímos do quarto com as minhas primas à nossa frente, queríamos que eles se surpreendessem.

- Então não há melhoras? – Perguntou um dos Cullen, sorrindo discretamente para Lu, deveria ser Edward, o pai da Nessie que ouvia pensamentos.

- Não, nada. – Respondi eu.

- Anne! – Exclamou a matilha inteira.

- Anne! – Disseram, para minha surpresa, todos os Cullen.

- Anne… -disseram os meus avôs vindo abraçar-me.

Depois dos meus avós fui abraçada por braços extremamente frios e extremamente quentes.

- Graças a deus acordas-te rapariga – disse Paul – já ninguém aguentava a senhora “euprecisodaannesenãomorro” muito mais tempo – reparei que ele falava de Leah.

- Oh anormal, tu tens um bando de rapazes a quem contares a tua vida pessoal, estavas à espera que eu falasse contigo sobre o que me acontecia não? – Ela estava irritada.

- Não é preciso contares, os teus pensamentos diziam tudo – provocou.

- Não me irrites!

- Pessoal ordem por favor – disse o Sam autoritário, como sempre.

A campainha tocou, credo nós vamos parecer sardinhas enlatadas. A Luana for abrir.

- LEWIS!!!! – Gritámos eu, Lu e Cath ao mesmo tempo.

- Maninha! – Ele abraçou-se a Luanne.

- Que estavas aqui a fazer? Saudades? – Perguntei.

- Também, também – veio para o meu lado e deu-me na testa – mas a Lu ligou-me a conta o que se tinha passado… Não, ninguém sabe o que se passou – ele suspirou – Men, que cheiro é este? – Coçou o nariz e sim transformei-me, como é que vocês conseguiram guardar isto por tanto tempo?

- Segurança, para segurança – respondeu Jacob

- Somos nós – disse o Edward com uma gargalhada.

- Vampiros? – Perguntou o Lewis admirado.

- Sim, eles são nossos “amigos” – disse o Sam, fazendo aspas no ar.

- Ah ok, nomes? – ficámos todos a olhar para ele – Ai, querem que eu adivinhe?

- Oh pois – disse a rir-me.

- Eu sou o Quil – Lewis olhou para ele com cara de obvio – oh, já sabias – todos nos rimos.

- Sam.

- Jacob.

- Leah.

- Seth.

- Paul.

- Embry.

- Jared.

- Collin.

- Brandy.

- Leo.

- Mateus.

- Marcos.

No fim virou-se para os Cullen.

- Eu sou o Edward, leio pensamentos – o Lewis ficou admirado – sim, é mesmo verdade – logicamente respondeu-lhe a um pensamento.

- Sou a Bella.

- Sou a Nessie, filha do Edward e da Bella – coitado do meu primo, a cara dele era um autentico ponto de interrogação – nasci da barriga da minha mãe enquanto ela ainda era humana.

- Ah! – Todos se riram.

- Sou a Alice, e eu vejo o futuro, menos o dos lobos.

- Sou o Jasper.

- Sou a Rosalie.

- Sou o Emmett, não queiras ter uma luta comigo – fez um sorriso assustador.

- Sou a Esme – e sorriu muito carinhosa.

- E eu o Carlisle.

- Acho que tenho tudo aqui… - foi interrompido com um grande estrondo, olhamos para a porta e qual não foi a nossa surpresa…

- Oh, ele não! – Gritou o Seth ao meu lado, levantou-se e correu em direcção ao vampiro.

- NÃO O MATES! – Gritei soluçando.

publicado por Twihistorias às 18:00

06
Ago 10

8ºCapitulo

“…tive muito tempo sem ver o seu brilho.”

 

Seth

 

Os Cullen já haviam chegado à dois dias, Carlisle tinha dito que a Anne teve sorte por não ter perdido a vida, conseguimos que ela volta-se há forma humana e assim Carlisle conseguia tratar melhor dela.

Os que tinham ido procurar o sanguessuga, voltaram, não tinham conseguido nada, mas eu tinha um pressentimento que ele ia voltar.

Agora aqui estou eu, a tentar aguentar a dor de ver a minha alma gémea ali deitada na cama e eu aqui sem conseguir fazer nada para a ajudar, ou pelo menos para a acordar. Quando alguém tem impressão por um humano, já sofre muito mas imaginem que essa dor era a dobrar, porque a Anne também tinha uma impressão por mim.

 

(…)

 

Já haviam passado quinze dias, e a Anne continuava sem dar “sinal de vida”, eu continuava ao lado dela, não dormia em casa, passava os meus dias e noites ali, ao lado dela. Por vezes nem sequer conseguia comer, e isso começava a preocupar a alcateia e a minha mãe.

- Anne – sussurrei – Porque não acordas? – Como todos os dias ela apertou-me a mão, e isso continuava a dar-me esperança para estar ali ao lado dela. E como todos os dias, deixei cair uma lágrima seguida de muitas outras. Quem me dera que estas lágrimas curassem a dor que eu sentia naquele momento, quem me dera que estas lágrimas acordassem a mulher da minha vida.

Todos me diziam para ter esperança que ela iria ficar bem e comparavam sempre a situação da Anne com a que Jacob tinha passado quando, há uns anos atrás, tivemos aquele confronto com o exército de recém-nascidos, mas mesmo assim eu não ficava descansado, porque ela continuava naquela cama imóvel, só sabia que ela ainda estava viva pela respiração e por os batimentos irregulares do seu coração.

Tinha saudades dos olhos pretos dela, tinha saudades dos sorrisos verdadeiros com que ela sempre me saudava, tinha saudades das gargalhadas dela sempre que alguém dizia alguma coisa engraçada, mesmo que não fosse engraçada ela ria-se porque ela gostava de se rir, tinha saudades da sua face corada sempre que eu a elogiava, tinha saudades da sua voz sempre que ela me dizia: “Amo-te”, simplesmente tinha saudades.

- Anne – voltei a sussurrar – vê se acordas, todos aqui estão super preocupados contigo, especialmente eu. As tuas primas passam aqui o dia, mas agora não estão aqui, tiveram que ir fazer a matricula para a escola. A alcateia suplica para voltares rápido, já ninguém aguenta a Leah – como sempre estava a contar-lhe o que me vinha à cabeça, o doutor tinha dito que ela me ouvia, então para tentar aliviar um bocado a dor eu falava com ela -  sim porque ela agora tem namorado e como só tu a entendes suplicam para voltares. Os Cullen também estão todos cá, a Alice apesar de não te conhecer decorou o quarto, para deixar de ser tão monótono. E eu, bem eu não sei o que dizer, só sei que te amo e não aguento mais verte assim, por isso por nós todos acorda, por favor por mim acorda – e lá comecei outra vez a chorar, peguei na mão dela e baixei o meu rosto, tentando controlar as lágrimas.

- Seth… - sussurrou a mais linda das vozes – eu também te amo.

Olhei para cima e aqueles olhos negros estavam abertos e brilhantes outra vez.

- Anne – quase gritei, e finalmente em duas semanas consegui sorrir – acordas-te – curvei-me para lhe dar um beijo na testa.

- O que… aconteceu? – Ela estava fraca, mas pelo menos estava acordada.

- O Liam, quase te matou – não sei, sinceramente, como consegui dizer o nome da criatura mais nojenta do mundo.

- As minhas primas? – Ela estava preocupada, claramente tinha-se lembrado da noite em que aquilo aconteceu.

- Tem calma, elas estão bem, e já sabem de tudo. O teu avó e o Billy acharam melhor contar-lhes, o teu avó diz que elas têm andado estranhas, estamos desconfiados de que elas vão juntar-se a nós.

- Ainda bem… - descontraiu-se e fechou os olhos.

- Hey, vê se consegues estar com os olhos abertos, tive muito tempo sem ver o seu brilho.

Ela abriu os olhos, e o sorriso que iluminava o mais nublado dia estava no rosto perfeito da minha Anne.

 

Luanna

 

Eu e Catherine decidimos fazer a matricula também para a Anne, até porque segundo o Dr. Carlisle ela ia recuperar.

Nestes dias, depois de nos termos encontrado com o Liam (pelo menos a versão malvada e vampira dele) tinha-me sentido estranha, irritava com qualquer coisa e sentia-me quente.

Tinha falado com a Cath sobre isso e ela disse que se estava a sentir igual. Lembrei-me da noite em que o Avó e o tio Billy nos contaram que todas as histórias eram reais.

 

 

 

- Luanna, Catherine cheguem aqui – pediu o avô, eu e Cath estávamos chocadas, assustadas, desesperadas e tristes.

Nós lá fomos.

- Têm de ser fortes – sussurrou a Nessie atrás de nós.

- Chegou a hora de saberem a verdade! – Exclamou o tio Billy.

- Que verdade? – Perguntei.

- Da nossa tribo, vocês devem saber as histórias dos lobos – eu e Cath acenamos imediatamente, tinha sido o avô Quil a contar-nos a história da nossa tribo, quando nós éramos apenas crianças, mas nunca nos tínhamos esquecido – como vocês viram, essas histórias são verdadeiras – eu olhei para Cath e ela para mim.

- Está a falar a sério avô? – Perguntou Cath.

- Sim, infelizmente sim.

- Então o Liam é… - comecei.

- Vampiro – completou a Cath.

- E a Anne é Loba certo? – Perguntei.

- Sim, ela logo no dia que chegou aqui teve um encontro com um vampiro, e os genes despertaram, quando hoje se encontrou, há tarde com aquele sanguessuga transformou-se pela primeira vez.

- A culpa foi nossa – comecei a chorar.

- Pois foi – a Cath agarrou-se a mim a chorar.

- Estão a falar de que? – Perguntou Jacob.

- Foi por nossa culpa que a Anne está no estado em que está, fomos nós que estávamos em risco – disse entre lágrimas.

- Nessie, leva-as para dentro, têm de descansar – ordenou o avô e a Nessie lá vez isso.

 

 

- Lu…tas aí? – Perguntou Cath abanando a mão em frente aos meu olhos.

- Sim, diz?

- A Alice ligou, a Anne já acordou!

 

publicado por Twihistorias às 18:00

01
Ago 10

7º Capitulo

“ (…) Deixem ser eu a matá-lo”

 

Quando sai da casa de banho as minhas primas já não estavam no quarto, vesti um vestido branco e azul e calcei umas all-stars azuis.

Desci, ambas me esperavam no andar de baixo, mas estavam estranhas, deixei isso para lá, falaria com elas mais tarde.

- Vamos? – Perguntou Lu.

- Sim – saímos as três de casa, fui ter com Seth que me esperava no sitio que tínhamos combinado, deu-me um beijo e perguntou:

- Estás bem?

- Sim, mas as minhas primas… esquece.

- Passa-se algo?

- Não sei, mas queria saber.

- Não te preocupes, não deve ser nada – beijou-me a testa e deu-me a mão, caminhamos até há praia.

As minhas primas já estavam lá, estavam super inquietas, não paravam um só segundo, mas nunca se aproximaram de mim.

- Estás a ver Seth? – Perguntei triste.

- Deixa, se se passar algo, vamos descobrir.

- Importas-te se eu for falar com elas?

- Claro que não, vai lá – beijou-me mais uma vez a testa e foi ter com Jake e Quil.

Eu fui para o sitio onde as minhas primas estavam.

- Posso falar com vocês? – Elas entreolharam-se e Lu respondeu friamente:

- Sobre quê?

- Aqui não, vamos para um lugar mais sossegado! – Pedi.

- Ok – responderam desinteressadamente.

Afastamo-nos da festa e eu comecei:

- Que se passa com vocês, parecem distantes, parecem chateadas comigo! –

- Ai nós? – Perguntou Lu ironicamente, conhecia perfeitamente bem aquele jeito dela falar.

- Sim, vocês não falam comigo…

- Desculpa, tu é que andas muito estranha! – Explodiu Cath interrompendo-me, era raro ela falar assim.

Elas tinham razão, desde que descobri a cena dos lobos passava pouco tempo com ela, quem me dera poder contar-lhes.

- Desculpem – baixei a cabeça.

- Esquece – disse Lu friamente puxando a Cath consigo para dentro da floresta.

Respirei fundo, e aquele cheiro, o cheiro do Liam, voltou a entrar pelas minhas narinas fazendo-as arder de tão doce e nojento que era, e vinha da floresta.

Não! As minhas primas.

Não pensei em mais nada, corri o mais que pude e quando entrei na floresta transforme-me, o Liam estava perto das minhas primas, pareciam que estavam a conversar.

 

Liam

 

Rafeiros estúpidos e mal cheirosos, é incrível como podem pensar que me conseguem vencer, e a Anne, a rapariga que me conhecia tão bem, como poderia ela fazer parte deste bando?

Bem o que que isso importa? Agora aqui estou eu, a viver eternamente preso a esta maldição que me consome. Oh ya, para quem acha que estou a falar da minha incrível vida eterna e da minha obsessão por sangue humano achou certo.

- Que raiva! – Bem, bem eu conheço esta voz!

- Tem calma – e esta também.

- Olá, olá meninas – saudei as primas da Anne, era incrível como elas cheiravam tão bem, bem de uma maneira estranho, porque havia algo ali que não estava certo, ok, elas são Quileutes.

- Liam? – Espanto – Liam! – Felicidade – Liam!!! – Medo. Foram os três sentimentos que passaram na cara da Luanna.

- Que saudades! – Aproximei-me delas, com falso entusiasmo, agora nem mesmo aquelas pobres adolescentes me metiam pena.

- O que te aconteceu? – Perguntou Cath.

- Mudei! Não é tão bom? – Falei com ironia, eu era daqueles que detestava aqueles joguinhos, porque no final iria acabar por sugar-lhe o sangue de qualquer maneira.

- Mas… - começou Luanna.

- Shhh, eu prometo que não vai doer nada  - Cath soltou um silvo de medo e Lu tremia por quantas partes do corpo tinha, aproximei-me mais dela, agarrei-lhe na cintura e puxei-a para mim – prometo que sou rápido – preparava-me para a morder quando alguém, me empurra, deporei milésimos de segundo a adivinhar quem era, Anne.

Corri em direcção a ela e empurrei-a para longe, fazendo com que ela embatesse numa arvore, ela levantou-se e voltou a correr em direcção a mim, antes de ela me empurrar corri também em direcção a ela e empurrei-a com toda a minha força de recém-nascido contra a pedra. E esperei que ela se levantasse. Dois segundos, nada. Cinco segundos nada, ela não dava sinal de vida, será que a matei?

Corri, como um covarde que sou, sabia que se a tivesse matado, restava-me pouco tempo de vida, então corri sem ligar em que país, ou continente me encontrava…

 

Seth

 

Desde que a Anne tinha ido falar com as primas não a tinha visto mais, começava a preocupar-me, então respirei fundo e aquele cheiro ardente voltou para as minhas narinas. Sem pensar duas vezes corri para a floresta e o que vi deixou-me completamente de rastos. O sanguessuga estava a empurrar Anne, esta bateu numa pedra e não se levantou, consegui ver Lu e Cath a chorarem abraçadas. Apenas uivei, sabia que me viriam ajudar. Em questão de segundos já estavam todos da matilha na minha mente, e os pensamentos deles iam desde o choque ao ódio e há raiva.

“ Que vamos fazer?” – Perguntava Embry.

“ Vocês sabem o que vamos fazer!” – Respondi com ódio.

“ Leah, Embry, Quil, Collin, Marcos, Jacob e eu vamos atrás do sanguessuga” – Ordenou o Sam.

“ E eu?” – Perguntei com raiva.

“ Tu ficas com os restantes para cuidarem da Anne!” – Ordenou mais uma vez o Sam.

“ Façam só uma coisa, deixem ser eu a matá-lo!” – Pedi.

“ Ok” – Concordaram todos e então partiram.

Eu corri para beira da Anne, em forma de lobo, com a ajuda dos outros coloquei-a nas minhas costas e corri para perto de casa do Jacob, a Nessie saberia o que fazer…

publicado por Twihistorias às 18:00

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