16
Mar 11

Capitulo 23

 

Fiquei paralisada

- O que é isto? Porque choro sangue?

Apenas me lembrava do básico. O meu nome, da minha idade, mas sentia que tinha mais anos de vida do que pensava. De uma vida que estava longe.

- És uma vampira?

- Vampira?

Lembrava das histórias que me eram contadas. Vampiros, criaturas magníficas e mortíferas. Eram criaturas de livros e filmes de fantasia.

- Vampira? – repeti

Ele abanaram a cabeça

- E vocês?

- Tambem – disse um rapaz alto, moreno

- Nem todos – disseram 3 pessoas

 

Explicaram-me grande parte da minha vida vampira. Pedi que me ocultassem tudo de mau para não me lembrar e viver a minha vida de novo

O Duarte era magnifico e foi ele que me acompanhou toda a eternidade. Apaixonei-me por ele e pelo que me disse a Alice, com mais intensidade.

Andava feliz. Tinha alguém que amava mais do que tudo e alguém que correspondia aos meus sentimentos da mesma maneira. Duarte. Passou a ser a minha vida. O meu mundo.

 

Vivi, sofri e depois renasci…

Todos merecemos uma segunda oportunidade para ser feliz. Sofremos e damos tudo de nos aos outros, numa vida. Vivemos bem e sempre feliz, na próxima, como recompensa.

 

FIM

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

12
Mar 11

Capitulo 22

“O quê?”

 

Afonso olhava-me nos olhos. O tom vermelho vivo dos seus olhos arrepiava-me. Tentei ler a sua mente mas estava muito confusa. Ele nao sabia o que havia de fazer.

- Tens a certeza que queres fazer isto? – perguntei

- Sim – respondeu ele

-Não é o que me parece, estas muito confuso nao estas?

Ele nao respondeu

- Afonso larga-me, nao queres fazer isto, vamos conversar?

Ele largou-me deixando-me caindo no chão. Senti a minha pele voltar ao normal

- Eu só queria que sentisses a dor que eu senti quando me deixaste... só queria que sofresses o que sofri

- E sofri Afonso, custou-me imenso

- Não foi o que me pareceu... foste logo ter com o lobo

- Afonso, o Duarte foi alguém que me ajudou a passar aquela fase

- Que rica ajuda

- Acredita no que quiseres, so me apaixonei por ele depois, foi com o tempo, quando estava contigo era só em ti que pensava, mas como sabes nao dava entre nos quando eras humano

- E agora que sou vampiro?

- Estou com o Duarte – disse desvanecendo a voz

Ele aproximou-se de mim e abraçou-me

Tentei consola-lo.

- Morre! – gritou ele antes de espetar as suas presas no meu ombro. A mordidela foi profundo fazendo esvaziar-me em sangue muito depressa.

Senti o mundo a girar. Nao me aguentava de pé

Ouvi alguém chamar pelo meu nome e depois um berro cortou a floresta. Um grito que ecoou.

Tudo ficou escuro

Quando acordei e nao sabia onde estava.vi-a tudo prefeitamente nítido e sentia todos os odores que pairavam no ar. Um grito veio aos meus ouvidos. Tapei os ouvidos com as mãos comas dores que sentia, mas o grito nao vinha de fora. Por muito que eu tapasse os ouvidos ouvia na mesma como se nao os tivesse tapado.

Sentei-me na cama. O espelho mostrava alguém que eu nao conhecia.

Levantei-me e dirigi-me ao espelho

Toquei no espelho para ter a certeza que ele estava lá. Abriram a porta e assustei-me

Um rapaz alto, musculado e cabelo e olhos escuros apareceu. Alguém que eu reconhecia, sabia que já o tinha visto antes, mas nao sabia onde, mais dizendo, nao me consegui lembrar quem era. A mente estava a bloquear-me essa informação.

- Inês, esta tudo bem?

Ele aproximou-se de mim

 Recuei com medo daquele rapaz

- Que se passa? Inês que se passa? Porque te afastas de mim?

- Eu devia conhecer-te?

- Claro! – respondeu ele como se a resposta fosse obvia – Sou o Duarte, o teu namorado, o lobo

- L-lo-lo-bo?!

- Carlos – gritou ele

De repente motes de gente invadiu o quarto. Foi tão rápido coo fechar e abrir os olhos

Fiquei aterrada. Encostei-me à parede, deslizando ate ao chão, comas mãos na cara deixando apenas os olhos verem aquilo.

Um homem de meia idade aproximou-se de mim

- Inês lembras-te de mim?

Eu disse que nao com a cabeça.

- Não te lembras de nenhum deles?

Apareceram 9 pessoas ha minha frente

Voltei a dizer que nao

O que era aquilo? Onde é que eu estava? O que eram aquelas pessoas? Extremamente bonitas mas pálidas como tudo

Eles pareciam conhecer-me mas por muito que tentasse recordar-me nao me lembrava.

Sentia frustração. Comecei a chorar. Pus as mãos na cara e quando as tirei tinha sangue nas mãos. Fiquei em pânico.

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

04
Mar 11

Capitulo 21

“Encontramo-nos, eu disse”

 

As apresentações foram devidamente feitas. Carlos adorou ter um lobisomem em casa. Isabel adorou ter mais uma menina para mimar. Ana e Gonçalo mal souberam da visita de Carlos e Isabel vieram e apresentaram Laura e contaram a sua história a Carlos que ficou muito entusiasmado e quis analisar Laura. Laura não se parecia importada com os testes que Carlos propôs que fizesse, para dizer a verdade estava tão mais entusiasmada que Carlos e parecia adorar o “avô”.

- Qual é o motivo da tua visita?

Tirando Isabel, que era a sua mulher, eu era quem conhecia melhor Carlos e sabia que a sua visita nao eram so por saudades, sempre que deixava de sorrir punha uma expressão de preocupação e os seus olhos eram incapazes de mentir a quem o conheciam bem

- Conheces-me muito bem Inês, vai chamar os teus irmãos

O pessoal recolheu todo ate à sala

- Bem, as saudades nao são o único motivo da nossa visita, o sector dos vampiros do Conselho de Seres vem cá

- Para que? – perguntou João

- Tem andado um vampiro a matar demasiados humanos e começa a dar nas vistas, e acham que somos os responsáveis, porque somos nos que tomamos conta desta zona e devíamos protege-la

- Nos andamos a proteger esta zona, os ataques so começaram agora

- Algum de vocês reconhece o vampiro

O silêncio instalou-se, nem o respirar daqueles que precisavam de o fazer se ouvia

- É o Afonso – disse Matilde quebrando o mórbido silêncio

Carlos e Isabel ficaram surpreendidos

- Sabem que é o criador?

- Não, ele apareceu em pleno dia, no centro comercial e ameaçou a Matilde e todas as pessoas que la estavam, mas consegui que se fosse embora, pensei que tinha percebido a mensagem mas pelos vistos nao

- Pelos vistos não, se não o matamos, o sector dos vampiros acaba com ele e connosco por não cumprirmos com o nosso dever

Engoli em seco

- Vamos lá então

Bateram ha porta

Carlos foi abrir com cuidado e era Luís

- Avô, este é o meu irmão Luís – disse Matilde correndo para ele abraçando-o

- Adoptaste-os aos dois Alice

- Nao, “adoptei” Matilde quando era mais pequena mas cresceu de repente devido a um feitiço que a mãe lhe tinha lançado quando nasceram e fiquei “mãe” dela mesmo depois de ela ter crescido

- Bem rapaz, entra

Luís juntou-se a nos

- Luís tambem es bruxo?

- Nao, sou feiticeiro, mas vai dar ao mesmo

- Bem, só temos raridades nesta casa, uma bruxa muito bonita, um feiticeiro, um lobisomem, uma vampira pura, vai ser uma óptima ajuda contra o Afonso e caso nao conseguirmos apanha-lo, porque pode ja ter fugido, contra o sector de vampiros

Explicamos a história toda ao Luís

- Vamos por mãos à obra – disse João entusiasmado

Eu, Duarte e Luís vamos para norte

Matilde, com carta branca para usar os poderes ha vontade, João e Alice foram para

Carlos e Gonçalo foram para oeste ficando este para mim, para Duarte e João depois de vermos a norte e sul respectivamente

Afonso sabia como nos confundir e estava a conseguir. Nao deixava que captássemos o seu cheiro e nao parava em nenhum sitio espalhando diferente odor confundindo o seu

Estava a começar a ficar irritada! Nao gostava de trabalhar e procurar e nao ter respostas, nao gostava do jogo do rato e do gato que Afonso nos estava a obrigar a jogar, sendo ele o gato porque nos estava a por confusos e perto de nos separar-mos e ficarmos vulneráveis

Era uma valente porcaria!!

Tinha-me separado do Duarte e de João. Nao gostava de estar ali sozinha com uma vampiro antigo caçador de vampiros ha solta...

 De um momento para o outro estava de joelhos no chão, com a cabeça quase torcida e um joelho  nas costas

- Encontramo-nos, eu disse!

publicado por Twihistorias às 19:58
Fanfics:

24
Fev 11

Capitulo 20 - É vampiro?!

 

Ele não estava normal.

- Que tens?

- Bem, tenho algo que também tens, algo que podias ter sido tu a fazer mas não tivemos oportunidade

Afonso deu uma gargalhada e vê as suas presas

- Tu…

- Sim, sou vampiro

- Fala baixo

- Porque? Acabaram por ser jantar, e podia começar por ela – disse Afonso apontando para Matilde

- Tas louco, é que nem penses

- Louco não, esfomeado, bastante

- Se magoas estas pessoas, mato-te

- Que medo… como esta a tua ferida?

- Esta bem, agora sai daqui antes que eu te faço uma ferida, mas esta não cura, é impossível curar desmembramentos

- Que graça, continuas com a boa-disposição de sempre

- Sai

- A gente volta a encontrar-se

Liguei a Alice

Alice estava a demorar a atender

- Diz Inês

- Porque demoraste tanto?

- Não tinha o telemóvel comigo, tem calma

- Calma? O Afonso acabou de aparecer e não sabes do pior

- Voltou a magoar-te?

- Nem tinha hipótese, o Afonso é um dos nossos

- É vampiro?! – disse chocada

- Sim, também fiquei chocada, vou já para casa

- A Matilde esta bem?

- Sim, a tua menina está bem

- Ainda bem, venham depressa

- Vamos a caminho

Aquilo tinha sido estranho, para não dizer esquisito

Entramos no carro. Matilde foi calada a viagem toda

- Estas bem linda?

Ele acenou afirmativamente com a cabeça

­ Matilde escondeu a cara com as mãos e começou a chorar

Encostei

- Hey, vá calma

- Ele ia matar-me…

- Achas mesmo, estando eu, ou a Alice, ou o João, ou o Duarte perto de ti, nada te vai acontecer

- Não sei…

- Como podes pensar assim, tanto eu, como Alice, como João, amamos-te muito, nunca duvides disso miúda

- Eu sei, eu sei, mas tenho medo, e se ele me apanha num meio do sono, durante a noite

- Estamos nos em casa para te proteger

Chegamos a casa a Alice correu para Matilde para abraça-la

-Meu amor estas bem?

- Estou, tive sorte que a Inês estava comigo

- Obrigada – disse Alice – Inês, muito obrigado

- De nada, eu faço tudo para proteger a minha “sobrinha”

Meses passaram. Afonso continuava a ameaçar a Matilde, cada vez com mais frequência.

Já não via Luis ha muito tempo, ele tinha desaparecido do mapa completamente

- Matilde, onde anda o te irmão?

- Não sei, ele disse que ia viajar e não me deu pormenores, não liga, não manda mails nem cartas...

- Matilde não usas os teus poderes

- Uso, para arrumar o quarto e isso

- Porque não usas para outras coisas?

- Sempre usei os meus poderes com autorização do meu irmão, sinto que se os usar sem conhecimento dele vou estar a trair a sua autoridade...

- Compreendo

Abriram a porta da entrada muito de repente. Todos que estavam na sala puseram-se em posição de ataque e passamos a Matilde para as costas da Alice que se mantinha atrás, estando eu à sua frente, e na frente para nos proteger as três estavam Duarte e João

Quando reparamos que era Carlos e Isabel relaxamos

Fomos recebe-los como mereciam

- Bem, nos saímos e trazem toda a gente para aqui

Alice agarrou na mão da Matilde e chegou-a para perto dela

- Carlos, Isabel, esta é a Matilde a minha filha adoptiva e como já devem ter notado é feiticeira

- Bruxa – corrigiu Matilde

 

publicado por Twihistorias às 20:00
Fanfics:

15
Fev 11

Capitulo 19

“Afonso, que te aconteceu”

 

 

Duarte dormia, levantei-me e fui tomar banho, o corpo suado de Duarte deixou a cama toda molhada!

Vesti umas calças de fato de treino cinzentas e uma t-shirt preta que pensava que me estava maior, mas mostrava apenas a barriga ate depois do umbigo.

Desci as escadas procurei a Alice e o João mas nao estavam em casa. Deviam ter saído. Fui sentar-me no sofá, liguei a televisão e estava a dar a Oprah. Tirei o som da televisão, não se ouvia nada, a não sei o som do respirar pesado do Duarte..

Resolvi provar cereais, o Duarte adorava e queria saber se eram assim tão bons como ele dizia.

Tentei lembrar-me como se faziam, visto que o Duarte não tem tomado o pequeno-almoço porque acorda por volta do meio-dia.

Tirei uma taça, o leite e os cereais. O Duarte costuma por o leite frio mas decidi aquece-lo. Depois de quente, pus os cereais. Abri todas as gavetas há procura de colheres e lá as encontrei

Pus a primeira colher há boca e mastiguei. Com os dentes que tenho, foi mais rápido do que pensava.

“Não é mau, ate são bons, o leite quente aquece-me por dentro, é uma sensação idêntica aquela que o Duarte me faz sentir.”- pensei rindo-me

- Estas a comer? – perguntou Duarte surpreendido

- Sim, estavas sempre a dizer que são bons, então quis provar

- E não te faz mal?

- Não

- Entao porque não comem comida normal?

- Porque é como não comêssemos nada

- Ah… Gostas? – perguntou apontando para a taça

- Sim, ate são bons

Duarte pensava na noite de ontem

Ri-me

- Que foi?

- Estava a ver no que estavas a pensar

- Pois – disse passando a mão no cabelo escuro e despenteado

- Não tem mal, desde que os outros não te apanhem a pensar nisso, tudo bem

Passei por ele, beijei-o e fui sentar-me no sofá

- Sabe a cereais… - disse lambendo o lábio

- O que é que eu estou a comer? – perguntei

- Oh…

- Anda, senta-te aqui, a Oprah esta a falar sobre relações

- Para que vês isso? Não falam em relações entre lobos e vampiras

- Pois, mas quero saber, como é entre humanos…

- És estranha

- Mas tu gostas

- Eu amo que é diferente

- Eu também

Duarte sentou-se à minha beira de taça de cereais na mão.

- Temos que ir tomar banho, e temos que mudar os lençóis da cama - avisei

- Mesmo, vou acabar de comer e vou tomar banho – disse ele pondo duas colheres de cereais na boca

- Mas tem calma…

- E se eles chegam? A Alice vai ao nosso quarto e ver-te a fazer a cama de lavado e vai perguntar o que se passou e vai chatear-te ate dizeres

- Pois

Corremos para a banca, pousamos as taças e corremos para o quarto.

Fizemos a cama de lavado e Duarte foi tomar banho e fui para baixo

Ouvi a chave a entrar na fechadura e sentei-me no sofá e mudei para o AXN

- Ola – disse Alice

- Ola – disse voltando-me para ela – onde andaram?

- Fomos passear, estavam tão bem a dormir, e parece que tiveram ocupados durante a noite…

-ALICE!

- Que foi? Disse alguma asneira?

- Não te vou dizer

- Maninha, diz-me

- Não

- Alice não pressiones a Inês – disse João

- Obrigado João

- Essa função é minha, diz lá, aconteceu ontem há noite não foi?

- João!

Duarte descia as escadas e o ver Alice e João tentou voltar a subir mas Alice ouviu-o

- Para lobo és muito pesado, não devias ter mais cuidado para não fazeres tanto barulho?

- Alice, já tinha saudades de te ouvir

- Eu também lobo barulhento. Inês, a Ana e o Gonçalo arranjar uma casa para eles e vão morar lá com a Laura

- E achas mau?

- Não, gostava de ter tido essa ideia primeiro

- Mas a Matilde é uma mulher e tem um irmão, a Laura estava sozinha

- Pois, às vezes esqueço-me que a Matilde cresceu de repente

- Em falar em Matilde, como é que ela esta?

- Bem, anda um bocado em baixo por te ter acontecido o que aconteceu mas ate esta bem

- Tenho que falar com ela, sabes onde esta?

- Ainda ficou no centro comercial a experimentar umas coisas, e disse que vinha a pé

- Eu vou ter com ela

Subi para o quarto, tirei uma blusa azul e umas calças de ganga clara, calcei as minhas sapatilhas, amarrei o cabelo num rabo de cabelo e peguei na minha mala

- Eu vou contigo

- Não, por favor, fica aqui, esta é uma conversa entre tia e sobrinha…

- Mas…

- Duarte, por favor, deixa-me ir sozinha

- E se Afonso te vê?

- Não te preocupes, já lhe posso dar uma coça

- Tem cuidado, volta depressa – disse beijando

- Voltarei são e salva – disse voltando a beija-lo

Entrei no Volvo e arranquei em direcção ao centro comercial

“Espero que ela tenha o telemóvel com ela, senão nunca mais saiu daqui e o Duarte fica preocupado”

Liguei para a Matilde, tocou uma, duas, três e à quarta lá atendeu

- Ola Inês

- Ola linda, onde estas, preciso de falar contigo

- Estou no café do centro comercial, cá fora

- Não saias dai, eu vou ter contigo

- Esta bem, cuidado

- Não te preocupes, ate já

- Ate já

Desliguei

“Porque é que tem que haver sempre um “cuidado”? Eu estou bem”

Fui ter com a Matilde. Vi ao fundo e acelerei o passo, quase que corria, humanamente

- Bom dia…

- Bom dia

A empregada perguntou se queria alguma coisa e pedi uma agua

- Que querias falar comigo?

- Não quero que te sintas culpada por aqui que aconteceu, não tens culpa

- Tenho sim, ele era o teu ex…

- Ola meninas

Afonso apareceu de repente

Quando olhei para ele, ele estava diferente, estava mais alto, as suas feições, tinham-se tornado rígidas e perfeitas, os seus lábios pareciam que pediam que os beijasse, estava mais pálido do que o costume. Os seus olhos estavam negros e eu conhecia aquele tom

- Afonso, que te aconteceu

- Aquilo que podias ter feito, mas não tiveste oportunidade para o fazer

- O que queres dizer?

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

08
Fev 11

Capitulo 18

 

Demorou mais tempo a curar do que eu pensava. Andava sempre dores, não podia fazer força e tratavam-me como se fosse uma inválida. A Alice passava o dia a perguntar-me se estava bem, o Duarte não me deixava levantar do sofá, o João trazia-me alimento e não achava piada nenhuma tirar o sangue de um coelho no sofá.

- Eu estou bem – disse levantando-me

- Inês senta-te - pediu Duarte

- Duarte por favor, já estou farta de estar em casa, farta de não fazer nenhum

- Mas não estas bem

- Estou – disse levantando a t-shirt – já não tenho nada

Apenas tinha uma cicatriz ainda um pouco aberta

- Ainda tens isso aberto, nem penses

- Só quero passear um bocado por favor

- Esta bem mas nem penses em abusos – disse Alice

- Obrigada maninha

- Eu vou contigo – disse Duarte

- Não pedia melhor companhia…

Dei-lhe a mão e tentei correr ate há porta mas foi parada pelo Duarte

- Não abuses

-Esta bem – disse dirigindo-me para a porta – Alice, como vai a Matilde

- Esta a reagir muito bem, diz que o Afonso não era homem para ela, que ele não merece ninguém depois do que te fez

- Onde é que ela anda?

- Foi passear com o irmão, e com umas amigas

- Fez ela muito bem, a Ana?

- Foi passear com a Laura e o Gonçalo foi com elas

- E tu?

- Eu vou ficar com casa com o João

- Juizo…

- Nos temos – disse Alice embaraçada

- Sim esta bem – disse – ate já

Saímos de casa e fomos para o sítio onde nos beijamos a primeira vez

- Continua com o mesmo cheiro, desde a última que aqui estivemos

- Pois, nunca mais me vou esquecer

- Eu também não

Virei-me de frente para ele e pus os meus braços em volta do seu pescoço e ele abraçou-me pela cintura. Estiquei-me para o beijar, mas encolhi-me logo com dores na barriga

- Estas bem? – perguntou Duarte preocupado

- Sim, agora sei que não me posso esticar

- Deixa estar, eu baixo-me

- Tens uma piada, não sou assim tão baixa

- Para mim és – disse pondo a língua de fora

Acabou por se baixar e beijou-me

- Importas-te que me transforme? Acho que já estou enferrujado

- Claro

Afastei-me dele para não me magoar

O lobo enorme cinzento deitou-se no meio das flores

“Podes se quiseres” – pensou apontando para o dorso com o focinho

Ele deitou-se de barriga para baixo e deitei-me sobre o seu dorso. O seu pelo era quente e macio, era capaz de ficar ali o tempo todo se pudesse

“Tas bem ai?” – perguntou

- Sim, obrigada

Duarte levantou-se, desiquilibrei-me e acabei por cair no chão de costas

“Possa! Estas bem?” – pensou

- Sim, estou bem, as flores amorteceram a queda – disse rindo

“ Que engraçadinha, fiquei preocupado”

- Não te preocupes, estou bem.

Fiquei deitada no chão coberto por flores

Duarte mordeu a ponta da minha t-shirt chegando-a para cima, parando debaixo do peito, cheirou o corte e lambeu-o

- Fazes-me cócegas…

“ Eu sei, mas quando nos magoamos fazemos isto, parecemos uns gatos”

- Mas eu não aguento com as cócegas, por isso

Voltou a lamber-me a barriga e eu contrai-me.

- Fogo!

“Que foi?”

- Magoei-me – disse pondo a mão no corte

“Desculpa”

- Não tem mal

Sentei-me e beijei o seu focinho

Senti algo no ar e Duarte também, levantou o focinho o mais alto que podia

- O que é? – perguntei

“Não sei”

- Esta perto, vamos ver…

“Ouviste a Alice, nada de abusos, anda vamos embora”

- Vá lá, fiquei curiosa

Duarte voltou há forma humana, apenas com uns farrapos e com os boxers

O meu telemóvel tocou, tirei do bolso de trás e no visor estava “Alice”

Atendi

- Inês, sai dai

-Porque?

- Anda ai um vampiro, sai dai

- Esta bem, já vamos para casa

Desligou

- Vamos, anda ai um vampiro

- Ele que venha…

- A Alice viu e mandou-nos vir para casa

- Já lhe vamos estragar o serão

- Deixa lá, eles tem muito tempo

- Nao eras tu que estavas curiosa?

- Tenho que fazer o que ela me pede...

Agarrei na mão dele e corri, em menos de um minuto estávamos em casa

- Bem, estou estourada

- Trouxeste-me a reboque

- Já estamos em casa não estamos…

- Sim, mas não te devias ter esforçado tanto

- Não estou invalida, esta bem? – disse irritada

- Esta bem, desculpa preocupar-me contigo, já sabes que não suporto ver-te sofrer!

- Eu sei, mas eu agora estou bem, apenas me sinto um pouco cansada

Duarte não resistiu e pegou-me ao colo, entramos em casa.

- Foste tu que a trouxeste não foste?

- Fui – disse Duarte – vou leva-la para cima

Subiu comigo ao colo, entramos no meu quarto, quer dizer no nosso e deitou-me na cama

- Duarte tira isso da cabeça!

- Que foi? – disse com um sorriso matreiro

Antes que pudesse falar, beijou-me, deitando-se por cima de mim

- Espera! – disse agarrando-me há barriga

- Desculpa, outra vez

Duarte saiu de cima de mim e encostou-se à parede sentado na cama

- Como vamos fazer isto sem te magoar?

- Não sei, eu também te posso aleijar…

Levantei-me e fui ter com ele

- Havemos de arranjar maneira.

O que passou já não conto, como diz a Alice, são coisas que acontecem e que tem que ficar dentro do quarto :P

publicado por Twihistorias às 20:00
Fanfics:

03
Fev 11

Capitulo 17 – “Ai sim? Não me parece”

 

 

Alice estava apavorada

Levantei-me do puff e dirigi-me para a Alice

- Que foi que viste?

Alice manteve-se calada

- Se não me dizes vou ler a tua mente

Alice continuou calada

Entre na sua mente

Alice tinha visto Afonso beijar-me e depois matava-me.

“Só pode ser uma brincadeira, se ele me mata o Duarte desfa-lo em pedacinhos”

Alice olhou para mim e nela via tristeza.

Dirigiu-se para a Matilde e disse-lhe que teria que ir ao quarto mas já vinha

Alice agarrou no meu braço e puxou-me para cima com ela. Entramos no seu quarto

- Estavas a pensar em não me dizer que viste que eu ia ser morta? – perguntei

- Entrei em pânico

- E eu, imaginas como estou? Depois de ter visto as imagens na tua cabeça, como achas que estou?

- Eu sei, desculpa

Alice agarrou-se a mim e comecei a sentir o meu vestido molhado, Alice levantou-se e escorria-lhe na cara sangue

- Não te quero perder

- Eu também não te quero perder – disse retribuindo o abraço

De repente Matilde abre a porta do quarto de Alice e vê o meu vestido cheio de sangue

- Matas-te a Alice…

- Querida que disseste? – perguntou Alice

- Como vi o vestido dela com sangue pensei que…

- Achas mesmo, a Inês adora-me nunca me mataria, nem a mim, nem a ninguém

- O Afonso contou-me que o ias matar

- Sê como eu um dia que tu vês que falar é fácil – sussurrei

- Foi um mal entendido, foi no tempo em que namoravam e ela não se tinha alimentado, é normal, mas não aconteceu nada

- Não foi o que ele me disse…

- Matilde senta-te aqui – disse sentando-me na cama de Alice

Matilde sentou-se entre mim e Alice

- O que é que ele te disse em concreto?

- Que o tinhas tentado matar

- E ele explicou porque?

- Disse que eras violenta e perigosa

- Apenas eu?

- Sim, apenas tu, que eras uma vampira violenta e descontrolada

- Violenta e descontrolada?

- Sim foi o que ele disse

- E o que pensas sobre isso? Podes dizer a verdade

- Eu acho que não és descontrolada muito menos violenta, muito pelo contrario, acho que és, daqui de casa a que se controla melhor e sem contar com a Alice a mais calma e serena

- Pois…

- Que se passa? – perguntou Matilde por ver Alice de cabeça baixa

- Nada meu anjo, temos que mudar de roupa, já descemos

- Esta bem

Foi para o meu quarto, tirei o vestido e vesti umas calças e uma t-shirt branca

Afonso entrou

- Que fazes aqui?

- Vim para resolvermos o que ficou por resolver e assim podemos ir cada um para seu lado

- Eu já segui com a minha vida e pelos vistos tu também

- Mas já sabes eu ainda não me sinto em paz

- Afonso é melhor saíres

- Porque? – disse aproximando-se de mim rapidamente

Já estava encostada à parede. Sem eu dar por isso Afonso beijou-me e senti algo cravado na minha barriga, algo que me tinha magoado, ficara sem respirar. Sentia dores infernais, “chorava” e gemia com tamanhas dores. Cai no chão de joelhos

- Nunca deixei de te amar, nunca…

Não conseguia falar, por muito que tentasse apenas saiam gemidos de dor.

Duarte abriu a porta e viu o que Afonso tinha feito.

O “sangue” já chegava à porta. Tirei a faca afiada da minha barriga. Por muito devagar que tirasse a faca doía. Gritava de dores. Alice, João, Gonçalo, Ana, Laura e Matilde não demoraram a subir

- Inês! – gritou Alice

Duarte não se mexia, parecia que tinha morrido de pé

Alice afastou Duarte da frente da porta e correu ate mim

- Não devia ter-te deixado sozinha, quando Afonso disse que ia à casa de banho devia ter desconfiado, desculpa Inês – disse Alice “chorando”

- Tem calma – disse rouca – isto passa

- Estas esvaziada em “sangue” e dizes isto passa?

- Olha – disse levantando a t-shirt – já esta a curar

João agarrou Afonso pelos colarinhos levantando-o do chão apenas com uma mão

- Eu achava-te um fixe, achas que eras um tipo altamente, mas sabes, agora depois disto, apetece-me matar-te, e se não fosse pela minha menina já estavas sem uma gota de sangue

- João, pousa-o por favor – pediu Matilde

João largou-o e ele caiu escorregando no “sangue”

- Vou-me embora, já Inês fiz sofrer o suficiente – disse orgulhoso

- Afonso…

- Matilde és uma miúda magnífica mas não dá, já fiz o que queria

Matilde foi usada outra vez

Levantei-me com dificuldade e cheguei a Afonso antes que saísse do  meu quarto

- Seu…

- Seu quê?

- Seu cabrão, magoaste a Matilde e não admito isso, meteste-te com quem não devias

Agarrei-lhe no braço e torci-o de repente

- Tas a magoar-me…

- Ai sim? Não me parece

Puxei mais um bocado e parti-lhe o braço

- Agora sim podes sair

Abri a janela e empurrei-o. Afonso foi parar ao meio da rua

- Se te vejo aqui a rondar acabas por ser refeição

Fechei a janela e cai com dores

Duarte pegou em mim ao colo

Deitou-me na cama e disse:

- Desculpa

- Pelo que?

- Por não ter feito nada, por ter ficado especado a olhar para ti a sofrer e por não ter dado cabo daquele gajo

- Não tem mal, estas aqui agora…

Aproximei-me dele e beijei-o

publicado por Twihistorias às 20:00
Fanfics:

29
Jan 11

Capitulo 15 – “Não me pregues mais sustos deste ouviste?”

 

 

Passaram-se alguns dias, o Duarte, o Luís e a Matilde já se tinham mudado para lá para casa e todos os dias eram uma animação. Já não me ria com tanta vontade à algum tempo e estes dias tem sido óptimos. Mas o que é bom nunca dura para sempre.

Alice e João pareciam que evitavam falar comigo, tentava saber o que se passava falando com eles mas nada, tentem saber pelas mentes deles mas nada, estava a ficar preocupada.

- Alice, que se passa? O que é que fiz para me ignorares assim?

- Nada minha querida – dizia sinceramente

- E tu João? Vais dizer-me?

- Não

- Alice já não aguento mais estar assim.

- Queres magoar-te?

- Não, porque?

- Se te dissermos vais ficar de rastos

- Diz, eu aguento

- A Matilde tem um namorado

- E? Quem é o felizardo?

- O Afonso

Aquele nome já não suava nos meus ouvidos há muito tempo, senti um vazio enorme no meu peito, e todos aqueles sentimentos que ele me fizera sentir pela primeira apareceram

- Estas ver? Não te dissemos para não ficares assim

- Não, eu estou bem…

Subi para o meu quarto, cruzei-me com Duarte mas nem lhe falei

- Inês!

Continuei a andar para o meu quarto como um zombie. Deitei-me na cama.

Senti uma dor muito grande, era uma dor que ultrapassava a dor da minha transformação. Senti algo a cair dor meu olhos. Toquei no liquido que me escorria na cara, um liquido vermelho, provei e sabia a sangue mas salgado. Eu já tinha ouvido falar: “lágrimas de sangue”. Sangue de sal são as lágrimas dos vampiros e so aparecem quando a dor que se sente é mais elevada que a dor da sua transformação. Carlos contou-me que poucos vampiros o conseguiam fazer, ele era um deles. Aconteceu à muito tempo, contou-me Carlos, quando conheceu uma rapariga chamada Felícia, era uma rapariga de olhos dourados, cabelo castanho, liso e muito bonita, para Carlos, Felícia era a rapariga mais bonita do mundo. Estava apaixonado, pensavam em casar e adoptaram uma criança que transformaram em vampira os dois juntos. Mas Felícia não era o que Carlos julgava ser, Felícia abandonou-o, levando a criança com ela e deixando Carlos sozinho. A sua solidão obrigou-o a refugiar-se do mundo, não se alimentou durante muito tempo. Sentia uma dor que ultrapassava a dor da sua transformação.

Alice chegou ao meu quarto e viu a cama enxaguada de sangue e viu-me muito quieta, e no seu pensamento veio-lhe a ideia de que me tinha matado. Alice caiu no chão, horrorizada. Levantei-me da cama e Alice pareceu confusa. Levantou-se e disse:

- Não me pregues mais sustos deste ouviste? – disse abraçando-me

- Alice estou a sujar a tua blusa de sangue de vampiro

Alice largou-me e perguntou:

- Como é que veio aqui parar este sangue de vampiro?

- “Lágrimas de sangue”

- Ah… já ouvi falar. Quando a Carlos nos contou a historia da Felícia

- Exacto

- Estas bem?

- Estou. Isto vai suar estranho mas soube-me bem “chorar”

- Vem para baixo, o Duarte esta super preocupado

- Vou tomar um banho

- Eu vou contigo

Adorava tomar banho com a Alice, parecíamos duas crianças

- A banheira está a ficar pequena…

- Mesmo

Alice adorava lavar-me o cabelo.

Depois do banho vestimo-nos e fomos para baixo

- Soube mesmo bem…

- Mesmo, já tinha saudades

Os rapazes estavam a ver basket e fomos para a beira deles. Sentei-me no colo de Duarte que estava sentado no puff e Alice sentou-se ao lado de João

Os Celtics jogavam contra os Lakers num jogo decisivo

Matilde não estava em casa, a Ana e o Gonçalo tinham ido passear com Maria.

Como estávamos sozinhos, João pôs a televisão no máximo. Ate parecia que estávamos no campo. Depois do jogo jogamos Wii. Ver o Duarte e o João a jogar Wii Feet, era demais, eram muito trapalhões e ficavam admirados como é que nos conseguíamos fazer aqueles exercícios com tanta facilidade.

A melhor era a Alice, era delicada e graciosa nos movimentos que executava, atingiu por varias vezes o seu recorde pessoal que era também o recorde lá de casa.

 

Capitulo 16 – “Vamos sair daqui”

 

 

As ferias tinham começado, estar em casa o dia todo não fazia parte dos meus planos, mas Alice insistia, ou em casa, ou no centro comercial, ou nas ruas da grande cidade de Londres.

Duarte já se tinha mudado para la, ele dormia no meu quarto porque so usava a cama para afogar as magoas…

Todas as noites deitava-me ao lado dele, acariciando os seus cabelos escuros, e quando acordava, beijava-me sempre, da mesma maneira, doce e apaixonadamente.

A Matilde resolveu levar o Afonso la a casa. Fora a primeira vez que me arrependi de eles terem ido morar la para casa.

- Não posso sair? – perguntei a Alice

- Não, é importante para a minha menina…

- Sou tua irma… Vá lá, deixa-me ir

- Inês já falamos sobre isto, ficas aqui, a tua presença é muito importante para a Matilde

- Esta bem…

- E vê se me tiras essas trombas

- Não estou de trombas…

- Quero que seja perfeito…

- Pois…

Subi para o meu quarto. Duarte estava a sair do banho

- Que tens? – perguntou segurando a toalha na cinta

- É a Alice que não me deixa sair

- Porquê?

- Porque o Afonso vem aqui e não quero vê-lo

- Porque? Ainda gostas dele?

- Não, acho que não

- Achas?

- Duarte, o Afonso foi a primeira pessoa que despertou amor em mim, desde que me transformaram em vampira, foi a melhor sensação que tive nesta vida – disse olhando-me de baixo a cima – contando com a primeira vez que provei sangue

- Eu entendo-te meu amor – disse abraçando-me

- Obrigada

- Vamos estar com a Matilde quando ela trouxer o Afonso, estarei a teu lado e irei ajudar-te

Duarte abraçava-me com mais força. O seu corpo molhado, quente e duro deixavam-me completamente tonta

- Duarte…

- Diz – disse largando-me

- Era para me largares, já me estava a sentir tonta

- E se a toalha me caísse?

- Nem te atrevas!

- Porquê?

- Ias obrigar-me a fazer uma coisa que podia correr mal, ate para alguém como tu…

Duarte preparava-se para largar a toalha mas antes disso segurei-a.

-Duarte não, hoje não

- Esta bem

Duarte deixou cair a toalha e passeava pelo quarto nu, vestindo-se lentamente.

- É melhor despachares-te porque eles devem estar a chegar.

- Esta bem

Abri o armário, tirei um vestido informal de manga curta, preto que me dava pelo joelho, tirei a roupa que tinha vestida e vesti o vestido e calcei as minhas botas pretas. Duarte acabou de se vestir e descemos juntos.

- Tenho muita sorte…

- Entao porque?

- Imprimi-me na rapariga mais bonita que podia haver

- Que exagero…

- Exagero não.

Tocaram à campainha mas não fui abrir como de costume, fiquei sentada no puff ao lado de Duarte.

Matilde foi abrir a porta, sorria muito e quando viu Afonso beijou-o intensamente.

Senti uma pontada na minha barriga e gemi baixinho

- Esta bem? – perguntou Duarte

- Estou, não te preocupes

Duarte chegou-se mais para mim e encostei-me a ele

- Se quiseres sair…

- É importante para a Matilde, tenho que ficar

- És masoquista só pode

- Não, apenas faço-o pela Matilde

Afonso entrou e depois de olhar para Matilde olhou para mim, por alguma razão sentia que do seu olhar vinha vingança. Encolhi-me em Duarte

- Vamos sair daqui – disse Duarte

- Não, Alice não me perdoaria, nunca, e não consigo viver chateada com ela para o resto da eternidade

- Ela vai entender-te, não consigo ver-te assim, nesse sofrimento todo

- Ainda aguento

- És tola…

- Quando não estiver bem, eu falo com Alice, enquanto isso, vou aguentar o mais que puder

Olhei para Alice e ela estava feliz. Tentei aceder à mente de Afonso e consegui mas sai logo.

O sorriso de Alice saiu da sua cara rapidamente, agarrou-se a João, olhou para Matilde e olhou para mim, olhei para Alice e Alice dizia que não devagar, não entrei na sua mente.

Havia alguma coisa de mal e nao me queria dizer o que era...

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

28
Jan 11

Capitulo 13

 

Estávamos a meio da noite e deu-me uma sede…

Fartei-me de engolir em seco, os meus caninos estavam de fora e os meus olhos estavam a começar a ficas escuros.

- Inês, estas bem? – perguntou Alice

- Sim, óptima – disse sorrindo

- Inês! Os teus olhos!

- Estão escuros eu sei

- Sentes-te bem?

- Claro, porque não havia de sentir

- O João vai caçar contigo se quiseres

Tocaram à campainha e fui abrir

“ Sempre que tocam a campainha abro a porta, sou alguma porteira?” – pensei

Duarte estava do outro lado da porta

- Que fazer aqui a esta hora? – perguntei surpresa

- Vim ver-te – disse fitando os meus olhos – Estas bem?

- Estou, estou óptima porque?

- Os teus olhos estão mais escuros do que o costume

- Não te preocupes…

- Ela ia caçar com o João agora – disse Alice

- Eu vou contigo se quiseres

- Pode ser – disse a Duarte – Alice eu vou caçar com o Duarte

- Esta bem, porta-te bem maninha

- Não precisas de me tratar como uma criança Alice

- Desculpa, mas é inevitável

- Sim, esta bem

- Ate já

- Ate já

Sai e fechei a porta

- Aquilo de irmos caçar é mesmo, ou era para te esquivares da Alice?

- É mesmo, estou esfomeada

Andamos para o interior da floresta para que Duarte se pudesse transformar.

Duarte transformou-se e parei.

Senti um odor

Tentei identificar o cheiro mas no consegui, provavelmente por não caçar à muito tempo, os meus sentidos, especialmente o olfacto, enfraqueceram.

Duarte olhou para mim como nunca me tivesse visto na vida.

- Que foi? – perguntei

- Nada, apenas estava a observar-te no teu estado natural

- Com isso quer dizer no meu estado selvagem

- Sim, isso.

- Sentes? – perguntei

- O quê?

- Um aroma

Andei devagar para não assustar o portador do tal cheiro, que podia estar por perto.

Procurei com os olhos se via algo ou alguém, mas apenas vi uma coisa branca a mexer-se.

Aproximei-me rapidamente para ver o que era e quando se voltou para mim, vi uma criança com a boca suja de sangue humano.

Aquele cheiro e aquela visão fizeram com a minha garganta secasse.

Duarte aproximou-se e viu a pequena, sorrindo para ele, com as pequenas presas brancas de fora.

- Inês, afasta-te dela!

- É só uma criança

- Uma criança com um adulto humano no colo e toda suja de sangue

Baixei-me e inalei aquele cheiro a sangue humano

A pequena olhou para mim, sorrindo e perguntou:

- Tens sede?

- Sim pequenina

- Queres? – disse fazendo o corpo morto aproximar-se de mim

“Quero, claro que quero, sangue humano ainda por cima…” – pensei

- Não posso, nem tu devias fazer o que fizeste

- Porquê? Somos vampiros e temos que nos alimentar. Os humanos sempre foram os predadores para os animais e agora eles tem que sentir na pele o que é morrer para alimentar outros.

- Entendo porque pensas assim, mas não fizeram mal a ninguém

- Fizeram pois! Mataram a minha família, uns caçadores de vampiros mataram o meu pai e a minha irma, e eu fugi, como uma cobarde em vez de lutar e matar todos aqueles caçadores

Achava impressionante como a pequena falava. Na sua voz ouvia-se dor, tristeza, revolta e vingança.

- Já foste humana?

- A minha irma sim mas eu não. Os meus pais pensavam que eram inférteis mas eu acabei por nascer da barriga da minha mãe e ela morreu quando eu nasci. O meu pai diz que sou única, que não existe ninguém que tenha nascido de pais vampiros e que sou a única que pode sentir raiva pelos humanos porque nunca fui

Cheirei-a de perto e era o aroma que senti.

- Anda, tenho um sitio onde te vão adorar e tratar-te como uma família.

- Vives aqui?

- Sim, no meio dos humanos e das outras criaturas

- E o lobo?

Duarte voltou à forma humana, de boxers, e senti-me quente.

- Afinal também é humano

- É sim, mas não precisas de ter raiva dele porque não te fará mal, e alem disso o seu sangue não é do melhor – disse fazendo uma careta a Duarte

“Vou a casa vestir-me e já venho” – pensou

Aproximou-se de mim e beijou-me

A pequena soltou um pequeno som de surpresa ou ver o que tínhamos feito

Duarte foi e dirigimo-nos para casa.

- Namoram?

- Mais ou menos

- Moras com quem?

- 4 vampiros e em breve 2 feiticeiros e 1 lobo, e tu

- Tanta gente

- Adoramos uma casa cheia

- E achas que me vão deixar ficar?

- Claro

Rapidamente chegamos a minha casa

Entramos e Alice olhou para mim com uma cara de surpreendida

- Quem é?

- Sou a Laura

- Encontrei sozinha na floresta, sozinha e ensanguentada e pensei que a pudéssemos ajudar, afinal temos imensos quartos

Alice estava a ter uma visão

- Nem penses Inês!

- Que foi?

- Não vais trazer para aqui feiticeiros nem o teu cãozinho de guarda.

-Primeiro o Duarte não é cãozinho de guarda e segundo precisamos de ajuda para pagar a casa, nos 5 é impossível, vá lá! Adoras a Matilde, ela ia adorar morar contigo

- Eu amo aquela menina como se fosse minha filha

- Mais uma razão, Alice vá lá…

- Esta bem.

Ana e Gonçalo desceram a viram a Laura. Os olhos de Ana brilharam e sorriu

Ana aproximou-se da menina e tocou-lhe na cara.

- Como te chamas? – perguntou

- Laura

- Laura, que fazes aqui?

- Foi a Inês que me trouxe

- Anda eu trato de ti.

Maria devia ter a idade e altura de Matilde. Alice ti há comprado roupa a Matilde, e Ana deu alguma a Laura, depois de esta ter tomado banho. Laura apareceu na sala com um vestido vermelho, da cor dos seus pequenos olhos, com o cabelo ruivo, grande e liso apanhado num rabo-de-cavalo. Laura estava encantadora. Ana e a pequena vampira pareciam mãe e filha, Laura parecia-se com Ana.

- Alice – chamou a pequena correndo para a frente dela para mostrar como lhe ficava bem o vestido.

Vi Ana sorrir, o que não era comum. Ana sorria, e Gonçalo também. Pareciam fascinados com a pequena Laura.

Alice e João tinham Matilde, Ana e Gonçalo tinham Laura, e daqui a pouco tempo, Alice vai falar em eu e Duarte termos um cãozinho!

 

Capitulo 14

“E tu, estas feliz?”

 

 

Tomei banho cedo, vesti um vestido branco, que me dava pelo joelho. A Alice odiava quando eu usa sapatilhas com um vestido, mas como adoro sapatilhas, calcei as minhas cinzentas baixas e vesti um casaco cinzento claro de malha. Desci, Alice olhou para mim de cima a baixo como sempre e quando reparou que estava de sapatilhas, olhou-me com um ar reprovador.

- Qual é o teu fascínio por sapatilhas? – perguntou Alice

- O meu? – disse olhando para as minhas sapatilhas

- Sim, já te pedi para não usares sapatilhas com um vestido – disse colocando as mãos nas ancas

- Odeio andar de sapatos por isso

Tocaram à campainha e deixei que alguém abrisse a porta, mas ninguém ia lá, por isso tive que ser eu.

- Bom dia

- Duarte que fazes aqui?

- Vi dar-te um beijo antes de ires para a escola

- Entra, ainda é cedo para ir

- Mas eu tenho que ir, antes de ir para a escola ainda vou passar por casa para ajudar o meu pai com umas máquinas pesadas

- Esta bem, vai lá

Beijou-me apaixonadamente, Alice tossiu de propósito

- Ate logo

- Ate logo

Fechei a porta e Alice ficou a olhar para mim

- Que foi? – perguntei

- Eu e o João temos a Matilde, a Ana e o Gonçalo estão fascinados com a pequena Laura, e tu, quando tens um cãozinho de estimação

“ Eu não disse, esta conversa acabou mesmo por vir ao de cima” – pensei

- Não digas asneiras…

- Eu não

Alice olhava para mim com um ar de gozo

- Vais ficar o dia todo com isso?

- Não, desculpa

- A Ana e o Gonçalo vêem as aulas ou vão ficar com a Laura?

- Vão ficar com a Laura

- Então vamos indo

- Se eu fosse a ti não ia à escola

- Porque?

-Porque tens os olhos muito escuros

- Não posso ir caçar agora, não tenho tempo

-Tens desde que não te sujes toda. O stor vai chegar mais tarde, vi à um bocado

Olhei para o meu vestido branquinho e imaginei-o cheio de sangue. Arrepiei-me só de pensar.

- Esta bem, eu vou mas se vir que não tenho tempo, vou para a escola sem me alimentar

- Quantas vezes já fizeste este ano, nem precisavas de ir

- Mas eu quero

-Porquê? É para ver o feiticeirozinho?

- Primeiro essa palavra nem existe e segundo, não, não é para ver o Luís

- Engana-me bem

- Alice!

- Esta bem, esta bem, não te zangues, vai lá antes que te atrases mais

Sai de casa, fui para a floresta e procurei animais pequenos para evitar sujar-me toda com sangue ou com terra

Consegui alimentar-me sem me sujar, tirando as sapatilhas que estavam cheias de terra, mas tive tempo de ir mudar de calçado, tirei as sapatilhas sujas e calcei umas botas cinzentas da Alice

Quando cheguei à escola Alice ainda estava no parque de estacionamento, sai do Volvo e fui ter com Alice que me deu os livros

- Tens alguém à tua procura

- Quem?

- O feiticeiro. A Matilde cresceu muito rápido, o Luís disse que foi por alguém lhe dar amor, um amor de mãe e agora parece uma mulher

- Mas que mulher… - disse João

- João! – disse Alice

- Desculpa, mas é verdade, olha o estrago que faz

A Matilde nem parecia a mesma, era da altura do irmão, o seu corpo estava tão desenvolvido ou mais do que o meu, o seu cabelo loiro, agora comprido, ondulava nas costas, os seus olhos, agora verdes, transmitiam confiança.

Por onde passava deixava os rapazes a babar. E pensar que é 1 ano mais nova que eu.

Luís vinha a seu lado, mexia no seu cabelo loiro. Só tinha agora reparado com eram parecidos, mais pareciam gémeos.

Matilde e Luís vinham na nossa direcção

- Minha nossa, como estas boa, miúda – disse para Matilde

- Achas mesmo? – perguntou envergonhada

- Acho, claro que acho

- E tu Alice?

- Esta linda amor

Alice parecia comovida. Matilde abraçou-a e disse

- Cresci mas podes continuar a ser a minha mama e o João o meu papa

- Se pudesse chorar era o que fazia – disse Alice apertando Matilde com mais força

- Agora esta feliz – disse Luís

- E tu, tas feliz? – perguntei-lhe

- Se ela esta eu também

- Adorava poder ter esse amor pelos meus “irmãos” que tens pela tua irmã

- E tens, a Alice ama-te, assim como o João e aposto que os outros teus outros 2 irmãos também te amam muito

- Sim, posso dizer que sim. Tenho uma proposta para te fazer

- Só estou de ouvidos

- Que me dizes vocês irem morar lá para casa, a Matilde passava mais tempo com a Alice e com o João e iam conhecer uma menina pequena

- Quem é a menina pequenina?

- Chamasse Laura, é uma vampira muito especial

- Porquê?

- Nasceu de pai e mãe vampiros

- E isso é possível?

- Apenas em casos muito especiais. Por exemplo, eu sou a única dos meus irmãos que pode vir a ter filhos de um vampiro, mas só pode acontecer uma vez

- Torna-te mais especial do que eras

- Como assim do que era?

- Admite, tu es especial

- Especial? Porquê?

- Conseguiste com que a minha irmã tivesse amigos e alguém que a amasse de verdade com se fossem pais dela, ajudas toda a gente, acolhes pessoas que mal conheces em ta casa, …

- Eu conheço-te, não serias um estranho ou um estorvo e alem disso, a Matilde iria ficar radiante por ver a Alice e o João todos os dias, poder adormecer ao som da voz da Alice e acordar com João a seu lado, acariciando os seus longos cabelos loiros, como se fosse uma boneca de porcelana

- Sim, acho que sim

- Então, vens?

- Vou.

- Ainda bem

- Quantas pessoas vivem na tua casa?

- Nos 5, vocês os 2 e mais um rapaz

- Quem é o outro rapaz?

- O meu melhor amigo...

- Ele sabe que vocês são…

-Sim, ele é lobisomem

- Possa!

- É, adoramos ter a casa cheia

- E há espaço para toda a gente?

- Claro que há, os meus “pais” foram viajar e provavelmente só voltam daqui a uns anos. Temos espaço não te preocupes

- Eu não

Ele sorriu. Com aquele cabelo claro e as suas feições parecia um anjo.

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

13
Jan 11

Capitulo 12

“Não, não tens sorte nenhuma hoje”

 

 

Ter Afonso e Duarte na mesma casa não era muito bom e eu estava com um mau pressentimento. Tocaram à campainha. Fui abrir a porta e era a Matilde e o Luís.

“Não vem mais ninguém?” – pensei

Desimpedi o caminho e eles entraram

- Luís, o João esta na garagem, se quiseres ir, estas à vontade

- Obrigada

Matilde foi para o colo de Alice. Enquanto fazia festas na cabeça de Matilde disse:

- Então és tu que põe o coração da minha maninha acelerado e confuso

- Alice!

- Que foi? Não é verdade maninha

- Vais morrer

Para juntar à festa, Afonso apareceu com o Luís e com João

- Oh…meu…deus…- sussurrei

Alice olhou para mim a rir-se

- Alice não é o melhor momento para te rires

Duarte levantou-se e eu também

- Inês não me apresenta os teus amigos? – perguntou Duarte

- Sou o Luís, irmão da Matilde

- Duarte – disse cumprimentando-o

- Afonso, namorado da Inês

“Bonito!”

- Ex-namorado – corrigi

- Duarte – disse dando-lhe um aperto de mão

Duarte apertou a mão de Afonso mais do que devia

- Ele é humano Duarte – disse puxando o braço de Duarte para ele largar a mão de Afonso

- Já me tinha esquecido como eram tão frágeis – disse Duarte em tom de gozo

- Eu estava de saída – disse Afonso esfregando a mão apertada

Da sua voz ouvi-a dor, dor forte que atingia o meu peito e me fazia serrar os punhos e fechar os maxilares com força.

Afonso saiu e Luís informou a irmã que também tinham que ir porque iam lá uns conselheiros mágicos para ver como é que eles se estavam a dar no meio dos humanos. Matilde saltou do colo de Alice, beijou-a na face, e foi ter com João fazendo o mesmo e depois foi ter com o irmão e saíram.

Na sala estava eu, o Duarte, a Alice e o João.

- Temos que r buscar o Volvo, vamos Alice?

-Vamos, porque depois quero ir as compras, vi umas coisinhas que te iam ficar muito bem

- Não quero Alice por favor

- Esta bem, vamos lá…

- Alice, eu vou contigo às compras – disse João – se te faz feliz

- Faz sim – disse Alice saltou ate perto dele e beijando-o

- Queres vir? – perguntei a Duarte

- Queres que vá?

- Sim, porque não?

- Esta bem, eu vou – disse Duarte como se fosse fazer-me o favor

- Se vens contrariado não venhas!

- Esta bem, então não vou!

- Esta bem, João trazes o Volvo por mim, fiquei mal disposta e não quero sair de casa – disse dirigindo para as escadas – a chave está na cabine 5 do check-in

Comecei a subir as escadas e fui parada quando Duarte agarrou-me no braço

- Desculpa

Puxei o braço fazendo com que ele me largasse e fui para o meu quarto

Duarte seguiu-me e entrou no meu quarto, fechando a porta atrás de si.

Deitei-me na cama de barriga para baixo com a cara entre os braços e para baixo

Duarte sentou-se na cama e tirou o meu cabelo do meu pescoço e beijou-o docemente.

Arrepiei-me quando senti os lábios quentes dele no meu pescoço gelado.

- Desculpa – sussurrou para o meu pescoço

- Esta bem

- Não foste muito convincente

Virei-me de frente para ele e sentei-me. Aproximei-me dele e beijei-o, e no meio do beijo disse:

- E agora, fui convincente?

Ele continuou a beijar-me e deitou-me.

- Duarte não te estiques

- Desculpa

Voltei a sentar-me. Ele estava quente, muito quente.

- Estas a ferver

- Deixas-me assim – e voltou a aproximar-se

- Duarte… - disse fazendo com que parasse

- Hoje não tenho sorte pois não?

- Não, não tens sorte nenhuma hoje

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

Dezembro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
13
14

15
16
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

32 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O nosso facebook
facebook.com/twihistorias
Obrigatório visitar
summercullen.blogs.sapo.pt silvercullen.blogs.sapo.pt burymeinyourheart.blogs.sapo.pt debbieoliveiradiary.blogs.sapo.pt midnighthowl.blogs.sapo.pt blog-da-margarida.blogs.sapo.pt unbreakablelove.blogs.sapo.pt dailydreaming.blogs.sapo.pt/ http://twiwords.blogs.sapo.pt/
Contador
Free counter and web stats
blogs SAPO