31
Mar 12

Boa tarde a todos os Twilighters!

Temos uma proposta para todos vós que estão desse lado.

 

Como devem ter reparado ás vezes não temos um capitulo novo de uma fic para postar e por isso nesse dia não sai nada. Pois bem, o Twihistórias quer evitar isso mesmo, mas para que isso aconteça precisamos da vossa ajuda.

 

O projecto será a elaboração de MiniFics, ou seja, uma pequena história de apenas 1 capitulo, com início, meio e fim.
Para isso só precisas de enviar uma fotografia, qualquer uma, de preferência da tua autoria, uma paisagem, um objecto, um animal, como mensagem para o facebook do Twihistórias e dizeres-nos qual gostarias que fosse a personagem principal da tua história e qual o significado daquela fotografia para essa personagem.

 

Por exemplo: (Fotografia de uma praia/ilha.), Edward, Lua de mel na Ilha Esme!

 

Apartir dessa pequena iniciativa o Twihistórias elaborará uma MiniFic acerca da foto que nos mandaste e publicará no blog.

Se tiveres imaginação e te sentires inspirad@ cria tu própri@ a MiniFic e envia, juntamento com a imagem, para o email do Twihistórias. (twihistorias@gmail.com) 

 

O Twihistórias adoraria andar com esta ideia para a frente, mas para isso precisamos da vossa ajuda!

Participem!!

 

Twikisses ***

 

((NOTA: Se por algum motivo quiserem enviar uma fotografia que não seja da vossa autoria por favor indiquem-nos o link de onde a retiraram para que não haja qualquer problema com outros bloggers. Fotografias de pessoas não serão aceites por questões de confidencialidade e segurança.))

publicado por Twihistorias às 22:00
Fanfics:

14
Fev 12

 

 

 

“All We Need is Love”

 

Virei a cabeça na cama e senti a minha bochecha encostou em algo frio e duro.

- Papel? – duvidou a minha mente entorpecida pelo sono.

Abri apenas um dos olhos – estava demasiado cansada para abrir os dois (que horas seriam?)

Na escuridão do meu quarto não conseguia ver absolutamente nada – via apenas os números brilhantes do meu relógio. Seis horas, mostrava no mostrador.

Destapei uma das mãos levando-a à almofada. Mal o fiz senti um arrepio, para além da temperatura do meu quarto estar baixa, os meus dedos encontraram um cartão.

O olho que conservara fechado abriu-se rapidamente. O que fazia um cartão na minha almofada?

Sentei-me na cama – a curiosidade superara o sono.

Acendi a luz do candeeiro e automaticamente um ruido escapou-me da garganta.

Um cartão em forma de coração. Cor-de-rosa, rendas. Um pavor espalhou-se pelo meu corpo.

Chegara o tão indesejado dia. Odiava o dia dos Namorados. A minha mãe ficava demasiado animada com as festividades. Gostava de ganhar flores, cartões e todos os derretidos vermelhos e com chocolate que batessem à nossa porta.

Daí ter-me feito este cartão demasiado piroso para ser verdade. Abri-o, dentro, a caneta dourado havia escrito “Com todo o meu amor, para a menina mais bela do Mundo, Feliz dia de São Valentim”.

Suspirei a minha Renee seria sempre assim!

Quanto a mim, achava este dia demasiado embaraçoso para ser agradável. Ninguém com 11 anos deveria gostar deste tipo de coisas. Quem é que com esta idade tem paciência para rapazes e os seus estudos jogos e brincadeiras?

Cá para mim, somos demasiado diferentes para coabitamos juntos. Porem, a maior parte dos meus colegas parece entusiasmada com esta celebração. Há semanas que preparam cartões, escrevem cartas e treinam declarações de amor, para que neste dia tudo corra tudo sobre rodas com a sua cara metade.

Apaguei a luz e voltei a deitar-me.

Será que a minha mãe acreditaria se eu fingisse que estava doente? Provavelmente, pensei. Mas, não queria engana-la. E se estivesse doente, o seu dia dos namorados com o Phill, o seu novo amor, seria decerto estragado. E, eu não lhe podia fazer isso, ela morreria de desgosto se não podesse experimentar o vestido novo que comprara à cerca de um mês.

Tapei a cabeça com os cobertores, tentando bloquear a realidade e as expectativas para este dia, que decerto seria, para esquecer.

Fiquei imóvel por mais cerca de uma hora. Dormi, não voltei a conseguir que o meu cérebro desligasse. Imagem de uma Bella a tropeçar sobre uma caixa de correio carregada de cartas adornadas com corações vermelhos assombraram-me a mente.

Às sete horas em ponto, a minha mãe acordou-me ao som de “All We Need is Love”, que cantava a plenos pulmões ao lado da minha cama.

Foi precisa uma dose extra de boa vontade para não gritar com ela.

Tudo em nome do amor, pensei de mim para mim.

Depois de vestida e do pequeno-almoço tomado, segui a pé para a escola. A minha mãe abriu caminha pela cidade no seu mais que idoso carro carregado de cartolinas dos mais variados tons de vermelho para que os seus alunos do infantário fizessem “prendinhas amorosas uns para os outros”, contara-me na noite anterior quando entrara casa a dentro com cerca de 30 cartolinas nos braços.

Caminhava a passo de caracol até casa da Madge, a minha companhia para as aulas.

Madge era uma rapariga baixinha e ruiva, tão calada quanto eu. Dai sermos o que mais parecido eu tinha a uma melhor amiga – não precisávamos de palavras para preencher os longos momentos em que estávamos juntas, ambas sabíamos lidar bastante bem com o silêncio, sem que este se tornasse embaraçoso.

Entrei-a já à porta, com um visual que me surpreendeu. Envergado um lindo vestido amarelo umas sabrinas pretas pequeninas, que em nada combinavam com o estado do tempo que se fazia sentir – frio que só ele.

Tentei não me mostrar demasiado surpreendida com a sua figura. Mas, era-me impossível não pensar que ela havia mudado a sua indumentária para agradar a quem a via, principalmente a população masculina. Este look em nada combinava com a sua personalidade.

- Bom dia – disse ela alegremente. – Está um belo dia, não achas?

- Está frio – respondi, aconchegando-me mais ao grosso cachecol.

Caminhámos em silêncios cerca de cinquenta metros.

- Estás muito bonita hoje – disse –lhe.

Ela encolheu os ombros e agradeceu.

Queria perguntar-lhe porque se vestira assim, mas, eu sabia a resposta. Até ela fora contagiada pelo vírus, o vírus do amor.

Nas aulas da manhã correram sem grades constrangimentos. Apenas a Anne tivera de sair de urgência da sala depois de ter comido um dos bombons que o Josh lhe oferecera. O pobre rapaz não sabia que a amada era alérgica a nozes.

A aula que mais me amedrontava era a de Inglês. A Miss Rose era uma romântica incurável, tal qual a minha mãe, e propusera uma troca de postar e cartas de amor entre nós. Mesmo sabendo que todas deveriam ser escritas em anonimato, eu jogara pelo seguro, escrevendo uma declaração à Madge. Pelo menos os meu corações rabiscados a vermelho numa folha branca não faria jus ao seu lindo vestido.

Quanto a mim, esperava muito sinceramente que o Gale desistisse da ideia de me enviar qualquer tipo de demonstração afectiva. Segundo ouvira na casa de banho, naquela manha, corriam rumores que ele desenhara uma cartão cheio de rosas, no qual decalava o seu amor á minha pequena figura.

Gostava de pegar-lhe nos ombros e abana-lo tão fortemente que uma dose de juízo lhe aflorasse ao espírito. Ele mal sabia o meu nome, como seria capaz de afirmar que me amava?

Nunca seria capaz de compreender a mente masculina.

Não compreendia o amor. Segundo a minha mãe, era preciso uma certa dose de maturidade para o conseguir. Foi a sua falta de maturidade que a levara a terminar o casamento com o meu pai.

Agora sou mais matura, Bella, se o conhecesse agora, era capaz de fazer aquele casamento resultar – contara-me ela uma destas noites quando falávamos de Charlie, o meu pai.

Pelos corredores da escola o cheio a rosas e perfumes baratos propagava-se e os beijos entre casais eram uma constante.

Chegada à sala da Miss Rose, vi instantaneamente a caixa onde deveríamos depositar as nossas cartas para o “amante secreto”.

Esgueirei-me para a caixa e coloquei a minha carta para a Madge lá dentro.

Gale seguia atrás de mim, e picou-me um dos olhos ao depositar a sua.

Depois de todos sentados e calados seguiu-se a entrega das cartas.

Meio minuto depois na mesa na Finny estavam já cerca de meia dúzia de exemplares. Nada de novo portanto.

Gale recebera uma e parecia pensar que fora eu quem a endereçara a si. Não o desmenti. As cartas eram anónimas, certo?

Madge recebera o meu cartão e corara até à raiz dos cabelos.

Esperava não receber nenhuma carta ou derivado. Alem do mais, eu não era grande apreciadora de chocolates ou excessos de atenção.

Estava afazer figas quando o meu nome foi chamado. Senti-me afundar na cadeira. Os olhos de todos os elementos e corara duas vezes mais do a Madge.

Duas cartas voaram para a minha mesa. As conversas da casa de banho confirmaram-se – um cartão ornamentado por rosas vermelhas de plástico jazia tristemente sob a palma da minha mão.

O outro era fácil poder afirmar que tinha sido criado por uma mulher. Madge. Olhei para ela, sorriu-me.

A restante distribuição decorreu calmamente.

E eu, não pude deixar de pensar no amor.

Esperava que a minha mãe tivesse razão. Que um dia, depois de adquirir uma certa maturidade fosse capaz de encontrar alguém que me compreendesse, que “lesse a minha alma” tal qual a minha ela dizia.

Esperava que os livros que tanto amava ler estivessem certos, e que um dia, em qualquer lugar, em qualquer circunstância, um dia de nevoeiro me trouxesse um príncipe.

Ate lá, teria de aguentar os dias dos namorados, os cartões do Gale e da minha mãe e a sua desafinação matinal ao som de “All We Need is love”

publicado por Twihistorias às 21:30
Fanfics:

25
Dez 11

Bella POV

1º Capítulo

O sol já ia alto mas nenhum de nós manifestava qualquer vontade de se levantar. Os meus dedos passeavam pelo corpo descontraído e semi-nu de Edward, enquanto ambos contemplávamos a nossa filha adormecida.

- Não a devíamos deixar dormir aqui tão frequentemente. – disse eu sem a mais pequena ponta de convicção.

Edward riu baixinho e respondeu-me com ironia, no tom apaixonado que sempre usava quando Renesmee era o tema.

- Claro, claro. Quero ver quem é que lhe vai dizer não logo à noite. E amanhã. E depois.

Ele tinha razão. Ninguém naquela família ousava contrariar aquela criança. Não porque temêssemos birras ou reacções de fúria, simplesmente Renesmee era tão encantadora que nenhum de nós tinha coragem para não ceder. No entanto, apesar da adoração de que era alvo, ela tratava-se de uma rapariguinha notavelmente bem-educada e nada caprichosa.

- Além disso, tu adoras que ela se esgueire para a nossa cama e adormeça agarrada a ti.

Eu abafei uma gargalhada, não podendo negar. Claro que adorava. Adorava ouvir o colchão do quarto ao lado mexer, os passinhos leves e delicados dela no corredor e, sobretudo, adorava o seu olhar irresistível quando, noite após noite, a minha filha se aproximava da cama e perguntava:

- Mamã, posso dormir aí? Tenho medo dos barulhos. E do escuro.

Depois, trepava para a nossa cama, sem aguardar resposta, aninhava-se entre o meu corpo e o de Edward, sorria e fechava os olhos. Adormecia em pouco tempo e nós os dois passávamos a noite com as suas mãozinhas quentes encostadas às nossas faces, vivendo os sonhos que lhe ocupavam a mente.

- Podia passar a minha vida inteira assim. – murmurou Edward.

Eu concordei e enchi os pulmões de ar, aspirando mil fragrâncias que me eram tão próximas, cheias de significado. Sentia-me preenchida, completa, nos braços do meu marido, com a nossa bebé. Aqueles eram momentos de paz e felicidade e eu sabia que Edward não recorria a hipérboles quando dizia algo daquele género – nós podíamos literalmente viver os três assim.

Olhei em volta, envolvida nos meus pensamentos, e reparei na luz que entrava pela janela, beijando as bochechas coradas de Renesmee.

- Não a devíamos acordar? Já deve passar das dez…

- Deixa-a dormir, Bella. É o primeiro dia de férias e não temos planos para hoje.

- Por acaso temos. Ou melhor, ela tem. Combinou com a Alice irem a Seattle às compras. – fiz uma careta e deixei que o sarcasmo se apoderasse da minha voz. – Pelos vistos a pobrezinha não tem roupa decente para o Natal. E além disso a Esme prometeu-lhe que hoje era o dia das decorações. Havias de a ter visto quando lhe mostrei o pinheiro que puseram na sala, ficou histérica.

Edward sorriu e inclinou-se para me beijar, até que Renesmee começou a abrir os olhos e a espreguiçar-se.

- B’dia.

- Bom dia, princesa. – e pronto Edward já só tinha olhos para ela. – A mãe esteve-me a dizer que hoje é um dia atarefado.

A mais pequena alusão ao tema “Natal” funcionou como uma mola – Nessie pôs-se de pé num salto e desatou aos risinhos enquanto pulava alegremente em cima do colchão.

- Cuidado, amor, ainda cais.

Ela ajoelhou-se, abraçou-me e disse-me:

- Oh mamã o Natal está quase a chegar! E a tia Alice prometeu que me comprava um vestido vermelho! E a avó disse que hoje íamos pôr luzinhas e bolas coloridas no pinheiro e o tio Emmett até disse que se eu me portasse bem podíamos enfeitar as árvores à volta da casa! Ah, e eu ainda não acabei a minha carta para o Pai Natal!

Aquela época tinha, definitivamente, efeitos espantosos em Renesmee. A minha filha era bastante calada, graças à sua peculiar capacidade de comunicação, embora essa característica, tão demarcada nos primeiros meses de vida, se tivesse diluído um pouco quando, ao completar um ano, entrou para o jardim de infância. A minha bebé não devia saber andar, sequer, e ali estava ela do tamanho de uma criança de 4 anos, robusta, com os seus caracóis acobreados a saltitarem-lhe à volta do rosto em forma de coração. Porém, o seu desenvolvimento era notoriamente acelerado sobretudo a nível mental – Renesmee, que balbuciara pela primeira vez com dias de vida e, semanas depois, andava e falava como gente grande, era dotada de uma mente prodigiosa.

Eu estava deliciada com aquele discurso longo e entusiástico. Nem a beleza indiscutível da voz de Edward ultrapassava o timbre da da nossa filha.

- Achas que eu me portei bem desde o ano passado, mamã? Achas que o Pai Natal me vai dar tudo o que eu pedi? Papá, a avó disse que eu tinha que ser uma menina bonita para receber presentes…

Edward abriu-se num sorriso perfeito que me deixou sem ar e de seguida os seus olhos dourados recaíram sobre o rosto de anjo de Renesmee.

- Hum, pensa bem. Foste boazinha para os teus amigos? Obedeceste à mãe? Comeste tudo até ao fim?

- Sim, sim! – Renesmee pulava de novo, e eu dei continuidade à lista de Edward:

- Partilhaste as tuas coisas? Disseste sempre “por favor” e “obrigada”? Dormiste na tua cama?

A nossa filha parou subitamente e os seus olhos ensombraram-se.

- Isso também conta? Mas… eu não sabia. Achas que o Pai Natal sabe que eu durmo aqui? – duas lágrimas redondas ameaçavam transbordar.

- A mãe estava a brincar, amor. – o meu marido lançou-me um olhar reprovador. Meu Deus, ele era mesmo insuportavelmente protector! – Podes dormir aqui sempre que quiseres.

Eu sorri, divertida com todo aquele cenário e com a atitude de Edward.

- Pensa bem. Se achas que foste uma menina bonita, podes ficar descansada. – tranquilizei-a. – E por falar em menina bonita, alguém tem que se ir vestir!

- Aleluia, chegámos ao assunto que interessa! – Alice irrompeu pelo quarto dentro, mas a sua impaciência desfez-se assim que Renesmee se atirou da cama directamente para o seu colo. – Bom dia, sobrinha mais linda do mundo.

- Bom dia, tia mais querida do mundo. – respondeu Nessie. Depois, encostou a mão à cara de Alice e ambas se riram.

Edward apressou-se a traduzir para mim

- Ela contestou o estatuto de sobrinha mais linda do mundo, porque acha que a Alice, além de só ter uma, é demasiado tendenciosa.

Rimo-nos em conjunto e, de seguida, Alice desapareceu com a minha filha nos braços, rumo ao closet. Imediatamente, Edward aproximou-se e beijou-me longa e apaixonadamente.

- Estive a noite toda a reprimir este desejo. – murmurou.

- Hum-hum. – respondi, enquanto o puxava para mais perto de mim.

O beijo evoluiu e passou de um gesto carinhoso a algo progressivamente mais sedutor e poderoso. Mesmo após vários anos, uma lua de mel humana e uma transformação em vampira eu não deixava de me descontrolar quando nos deixávamos levar pela paixão e pelo desejo. Ao fim de alguns seguidos, a minha respiração havia perdido o ritmo e eu ofegava, esmagando-me contra o corpo perfeito do meu marido.

- Por amor de Deus, a criança ouve tão bem como eu, não podem guardar essas cenas para logo à noite?! – uma Alice sentenciosa resmungava na divisão do lado.

Eu ri-me e contrapus baixinho.

- Se estivéssemos à espera da noite, teríamos que nos preocupar com a visão e não com a audição dela.

Edward soltou uma gargalhada e voltou a aproximar os seus lábios dos meus.

- Onde é que nós íamos?

Gentilmente, afastei-me, antes que a minha linha de pensamento se perdesse outra vez.

- Temos a tarde toda, sugeri, à medida que me levantava.

 

2º Capítulo

- Elas devem estar mesmo a chegar… - relembrei, entre os lençóis.

- Achas? – Edward ignorou o meu comentário e beijou-me novamente.

Contra a minha vontade, empurrei-o. Foi quase doloroso, afastar-me dele. Mas tinha que ser.

- Edward. Passámos o dia quase todo na cama. Ainda não fizemos nada hoje.

- Ai não? – o seu sorriso notava-se na voz.

Ri-me da provocação.

- Não. Sabes que não. Vamo-nos vestir e depois vamos à casa grande ver se é preciso alguma coisa. A Alice deve estar quase a chegar com a Renesmee. Vá lá. – rebolei no colchão e levantei-me, decidida a tornar o dia mais produtivo.

Quando entrei no closet, senti o mesmo desconforto que aquela divisão me provocou na primeira vez que lá entrei. Tanta roupa. Vestidinhos escaldantes, camisolas demasiado justas, calções que eu jamais usaria. Com o tempo, habituei-me a procurar o vestuário pelo cheiro dos tecidos e a dirigir-me instintivamente à prateleira das calças de ganga. Só mesmo a minha cunhada para me fazer passar por isto. Embrenhada nos meus pensamentos, agarrei no primeiro par de calças que me apareceu e escolhi a primeira camisola do monte. Depois dirigi-me à casa de banho – estava a lavar os dentes quando Edward surgiu no espelho e assobiou.

- Uau.

Parei a escovagem e levantei uma sobrancelha.

- O que foi?

- Devia ser proibido ser tão atraente.

O que é que ele estava a dizer? Olhei para o meu reflexo – era óbvio que o veneno tivera efeitos milagrosos nas imperfeições do meu rosto, era óbvio que me tratava agora de uma mulher bonita, mas isso não era uma novidade. Concentrada, tentei encontrar algo de novo. A minha pele era linda e os meus olhos tinham finalmente um tom alaranjado muito próximo da cor dourada dos Cullen. O meu cabelo emoldurava-me a face, forte e brilhante. Há um ano. Nada mudara desde a última vez que me vira ao espelho.

Depois, baixei o olhar e percebi. A camisola branca, com alguns folhos à frente, assentava-me como uma luva, realçando as minhas curvas. Soltei uma risadinha.

- Foi a primeira que saiu do armário. – confessei.

- Bem, tenho que agradecer à Alice, então. De certeza que ela a pôs lá de propósito.

Eu virei-me, beijei-o e peguei-lhe na mão.

- Vamos lá.

Mal saímos de casa, a um ritmo estranhamente lento, lembrei-me de algo que me deteve.

- Edward. Ai ai, Edward. – senti-o a contrair-se ao meu lado, pelo que me apressei a explicar. – O Emmett. Passámos o dia enfiados em casa, ele vai ter algo a dizer sobre isso. – a minha vitória no braço de ferro, que prometia o fim dos comentários à minha vida sexual, em nada inibiu o meu cunhado de fazer as piadas mais escandalosas acerca do tema. – Por favor, faz qualquer coisa assim que ele abrir a boca.

O meu marido relaxou, apertou-me a mão e beijou-me a testa.

- Não te preocupes. Comigo estás segura. – assegurou, antes de começarmos a correr.

Senti uma onda de alívio invadir-me quando o porsche amarelo de Alice surgiu no meio das árvores ao mesmo tempo que eu e Edward chegámos à casa. Pelo menos em frente a Renesmee, Emmett tinha a decência de controlar as bocas mais descaradas.

- Estamos safos. – disse.

Renesmee abriu a porta do carro e pôs o pé de fora. Eu não queria acreditar que ela já trazia uns sapatos novos calçados.

- Mamã! – ela correu na minha direcção, atirando-se para o meu colo assim que se aproximou o suficiente, e encostou a mão à minha cara.

Nem imaginas as coisas giras que a tia Alice me comprou! – os seus pensamentos estavam agitados, à medida que me mostrava as montras, os vestidos e o gelado de morango que comera.

- És muito espertinha. – Edward meteu-se com a filha e fez-lhe cócegas. – Quando se trata de gelados quantos mais melhor, de resto, comida humana nem pensar, não é?

Renesmee contorcia-se no meu colo e ria-se, escondendo o rosto corado no meu cabelo.

- Não é melhor virem para dentro? – Rosalie surgira na varanda, resplandecente, naquele crepúsculo de Dezembro. – A Nessie vai ficar com frio.

Sempre preocupada com a sobrinha. E, desta vez, com razão. Seguimos para dentro, Edward carregado de sacos e saquinhos que Alice tirara da mala, e passámos uma hora na sala com a minha filha a fazer uma autêntica passagem de modelos.

- Meu Deus, Alice. – Esme tentou soar reprovadora, mas a diversão ecoava na sua voz. – Ela vai ficar tão vaidosa.

Eu apressei-me a concordar, horrorizada com o número infindável de peças de roupa que se espalhavam pelos sofás. Alice sorriu, dengosa, e contrapôs:

- Não é bem assim. A Renesmee fez um acordo comigo. Por cada peça que comprámos, vamos escolher uma velha e depois vamos entregar tudo a uma instituição em Forks.

- Parece-me muito bem. Se recolherem roupa suficiente, e tenho a certeza que sim, talvez pudéssemos levar alguma para dar no hospital – sugeriu Carlisle.

Por fim, os sacos esvaziaram e Renesmee voltou à indumentária normal. A tarefa “compras” estava encerrada – agora, a minha filha saltitava à volta do pinheiro.

- Oh, avó, podemos pôr uma estrela grande lá em cima?

Esme derretia-se ao ver que a neta herdara o gosto pela decoração. Era espantoso como aquela criança parecia ter captado o melhor de todos os Cullen, mesmo não havendo parentesco real entre eles. Edward envolvia a minha cintura com os braços e ambos sorríamos, enquanto o espírito natalício se apoderava de todos nós. Nessie guinchava, sentada nos ombros de Emmett, e árvore ficava mais bonita e preenchida a cada minuto. A noite caíra lá fora e a sala estava na penumbra, quando ligaram as luzinhas que enfeitavam o pinheiro. Renesmee juntou as mãos ao pé do peito e contemplou o cenário, de lágrimas nos olhos. Conseguia ouvir o seu coraçãozinho aos saltos e a sua emoção era palpável.

- Gostas? – perguntou alguém.

Ela acenou, demasiado deslumbrada para conseguir falar.

- Agora, piolha, veste lá o casaco de pêlo que a louca da Alice te comprou. Ou se calhar é melhor não. Se fores lá para fora vestida assim podes ser confundida e ainda acabas a servir de refeição. – Emmett, igual a si próprio, ria às gargalhadas da sua própria piada. – Vamos. Esquece o pêlo, mas é mesmo melhor agasalhares-te. Isto se ainda quiseres enfeitar as árvores do jardim.

Renesmee enfiou um casaco de lã, calçou umas botas e, radiante, confirmou que estava pronta.

- Desta vez, à velocidade-vampiro, sim? Alguém tem que ir tomar banho e dormir. – Rosalie insistia em controlar os horários da minha filha.

- Que chata, Rose. – o marido deu-lhe uma palmada no rabo, para a provocar. – Deixa-me divertir-me com a minha sobrinha.

 

3º Capítulo

Querido Pai Natal,

Neste Natal gostava muito de receber uma boneca. Eu queria ter um irmãozinho, mas o pai e a mãe já me explicaram que não pode ser, por isso uma boneca está bem.

Também queria uma máquina de fazer gelados que vi noutro dia num anúncio da televisão, achas que pode ser?

E um cão. Quando disse que gostava de ter um, o tio Emmett disse “mas já tens o Jacob!” e riu-se durante meia hora. Não ligues, ele é tolo.

Outra coisa que eu queria muito neste Natal era uma família para a Annie. Ela vive na escola e não tem nem pai nem mãe. Se puderes, arranja alguém que a ame.

Bom Natal,

Renesmee Carlie

A carta estava escrita num papel adornado com renas, com uma letra elegante e direitinha – até nisso a minha filha saíra ao pai – e fora deixada em cima da secretária do quarto de Renesmee.

- Edward, vem ver isto.

Num segundo, ele estava ao pé de mim e, uns momentos mais tarde, sorriu, ao ler a carta da filha.

- Ela é mesmo boazinha, Bella. Com tanto mimo seria natural que se tornasse numa criança mimada e egoísta, mas olha para isto, ela pede uma família para a amiga. – o orgulho de Edward era evidente.

- É, não é? Temos tanta sorte. E agora vamos descobrir onde se compra a tal máquina de fazer gelados.

- Não seria melhor começarmos pela boneca?

- Não, a Rose já tem três embrulhadas, segundo me disse ontem. – informei. – Nós somos responsáveis pela máquina de fazer gelado. E prometi ao Charlie que lhe dava uma ideia para uma prenda, temos que pensar nisso.

Eu estava quase tão entusiasmada como a minha filha. Afinal, este era o primeiro Natal em que ela ia realmente apreciar a festa.

- Oh, isso está resolvido. – Edward passou uma mão pelo meu cabelo enquanto na outra segurava a carta. - Falei com ele há uns dias, quando a Esme lhe telefonou para o convidar oficialmente para a consoada. Ele perguntou o que eu achava de um iPod. Eu disse-lhe que me parecia bem. Ela adora música. Também lhe comprei vários cd’s.

- Óptimo, excelente. Então só nos falta mesmo tratar da máquina dos gelados. Podíamos ir já, o Jacob foi dar um passeio com ela e assim não notava a nossa ausência. – sugeri.

***

Estava tudo pronto. Os presentes amontoavam-se debaixo do pinheiro, as luzes enchiam o jardim e o presépio estava feito. A mesa estava posta, com um serviço simples e bonito, guardanapos e velas vermelhas e umas etiquetas feitas por Renesmee a indicar a quem correspondia o lugar – não pude deixar de sorrir quando constatei que a minha filha pusera “avó” em vez de “Esme”, por exemplo. Um cheiro intenso e enjoativo a peru pairava no ar – eu e Esme passáramos a tarde na cozinha, à lutar contra o tempo e a falta de hábito. No final, o resultado tinha-nos deixado bastante satisfeitas.

- Ora, lá vêem os nossos convidados, Bella. – a minha adorável sogra dirigiu-se à porta. – Achas que eles vão gostar da comida?

- Claro que sim. Os meus sentidos humanos dizem-me que é assim que o peru deve cheirar. E ficou tão tostadinho, claro que vão gostar.

Charlie, Sue, Seth e Jacob entraram na sala em fila. Leah recusara-se a aparecer, apesar da insistência de Esme. O meu pai e Sue cumprimentaram toda a família e elogiaram a decoração, levando Renesmee à loucura. Jacob e Seth, mais descontraídos, comentaram o aroma que se espalhava pela casa.

- Uau, Bella, pela primeira vez, cheira bem cá dentro! – o meu amigo abraçou-me. Quase me esquecera de como ele era quente.

- Tu continuas fedorento. – argumentei. - Tive saudades tuas.

Ele afastou-se e mirou-me de alto abaixo.

- Estrambólica. Não me habituo, pá. Mas podias ter posto um vestido. Olha para elas. – ele fez sinal com o queixo para as minhas cunhadas. – E tu de calças de ganga, como sempre.

- Não me chateies, Jacob. Se te importas com indumentárias, vai contemplar a princesinha. A Alice vestiu-a a rigor.

Jake virou-me as costas e foi ter com Renesmee – que estava, não havia como negar, linda, no seu vestidinho de veludo vermelho, com um laço a prender-lhe os caracóis lustrosos. Edward apareceu e segredou-me:

- Não ligues. Estás linda. E se ele não gosta ainda melhor. Já era tempo de te deixar só para mim.

Eu limitei-me a beijá-lo. Sentia-me tão feliz. Era Natal e toda a minha família estava reunida. A minha filha, agora ao colo do meu pai, sorria incessantemente e os seus olhos castanhos reluziam mais do que as luzes da árvore.

Depois do jantar – que fora um sucesso – reunimo-nos à volta do pinheiro. O monte de prendas, quase todas com o nome Renesmee escrito na etiqueta, crescera desde a chegada dos convidados e Charlie estava tão eufórico como a neta. Um a um, os presentes foram abertos. Edward ofereceu-me uma passagem de avião com destino ao Rio de Janeiro.

- Esta prenda também é um bocadinho da Esme. Ela cedeu qualquer coisinha, se é que me faço entender. E da Rose, que se ofereceu prontamente para ficar com a Renesmee.

Então íamos voltar à Ilha Esme? Eu parecia uma criança, agarrada ao meu marido, repetindo “obrigada” vezes e vezes sem conta.

Carlisle criara uma empresa de decorações para Esme. Esme montara um laboratório para Carlisle, numa divisão vazia do casarão. Jasper ofereceu um par de Louboutins a Alice – pelos vistos, era uma edição especial, aquele era o único exemplar do modelo. Toda a gente parecia feliz, trocando embrulhos com conteúdos entusiasmantes. Nessie foi, de longe, quem mais vibrou com as ofertas. Quase chorou quando viu as bonecas de Rosalie e delirou com o iPod cor de rosa oferecido a meias por Charlie e Jacob. E, ao abrir o embrulho que continha as sapatilhas de ballet oferecidas por Sue, quase desmaiou de alegria. A máquina de fazer gelados foi colocada na cozinha, depois de eu prometer que no dia seguinte experimentaríamos a receita de morango.

A noite ia longa quando a minha filha adormeceu nos braços do pai, com os phones enfiados no ouvido, Claire de Lune a tocar, e uma boneca loira ao colo. Seth ressonava no sofá do canto, deixando Sue embaraçada. Eram quase três da manhã quando levei o meu pai e restantes convidados à porta.

- Obrigado, Bells. – Charlie estava comovido. – Foi uma noite especial, obrigado por me deixares fazer parte da tua família.

- Pai… - eu tinha ainda menos jeito do que ele para estas coisas. – Tu és a minha família!

- Oh, eu sei, mas podias ter simplesmente desaparecido. Ainda bem que não o fizeste. Foi mágico. Este Natal foi tão especial, Bella. A Nessie estava tão linda e tão feliz. Deu gosto ver.

- Eu sei. – sorri, ao pensar na minha filha e na sua alegria radiante. – Foi o melhor deste Natal, ela. Obrigada por teres vindo.

Despedi-me de todos, felicitei Esme e Alice pelo sucesso da festa e dirigi-me à minha casa. Edward já tinha vestido o pijama a Renesmee e agora encontravam-se os dois deitados na nossa cama.

- Ela pediu para dormir connosco? – perguntei, quando entrei no quarto.

- Não… Ela nem acordou, mas eu achei que não te ias importar. Além disso, não queria mesmo perdê-la de vista.

Eu não respondi, mas sorri, enquanto vestia o pijama.

- Obrigada. – agora era a minha vez de agradecer. - Foi uma noite tão bonita, Edward.

- Obrigada? Não tens que me agradecer.

- Claro que tenho. Foste tu que me deste tudo isto. Esta casa, esta família. Essa criança. – trepei para cima da cama e beijei a testa de alabastro de Renesmee.

- Ela é tão bonita. – Edward olhava a filha, embevecido. – E estava tão feliz.

Agarrámos cada um numa mão da nossa bebé.

- Boa noite, amor. – disse Edward. – Até logo.

Eu beijei-o.

- Amo-te.

Encostámos as mãozinhas delicadas às nossas faces e mergulhámos nos sonhos da nossa filha. Naquela noite, Renesmee reflectiu a sua alegria até nos sonhos, e eu senti-me abençoada. Nenhuma quantidade de tempo com eles seria suficiente. Mas aquele era apenas o segundo Natal que passávamos juntos. E, afinal, tínhamos a eternidade à nossa frente.

 

Nota da autora, acerca do prémio:

"Recebi hoje o meu prémio de vencedora do desafio de Natal e faltam-me as palavras. A bola é giríssima e já tem lugar de destaque na minha árvore, como podem ver na foto que vos envio, e o marcador foi uma agradável surpresa, bem como o cartãozinho tão simpático que vocês me enviaram. Muito obrigada pela oportunidade que me deram e pelas lembrancinhas. Adorei!

 

Um beijinho e votos de um feliz Natal,

Constança"

publicado por Twihistorias às 18:00

01
Nov 11

 

Noite de Antiguidades

 

Tinham passado 2 anos desde o nascimento da Renesmee… aconteceu tudo tão rápido que ainda havia momentos em  pensava que era um sonho!

-Bella…  -- percebia que tudo era realidade quando olhava para Edward, quando sentia a minha aliança!

- Estava longe, desculpa! Que se passa? – Edward estava demasiado sério…

- Anda comigo, o resto da família está a nossa espera na sala.

Ok, o assunto parecia sério, já há algum tempo que não via Edward tão preocupado e não fazia a mínima ideia do que estava a acontecer. Quando entramos na sala estava já toda a gente sentada, toda a gente com um ar meio curioso, meio preocupado! Toda a gente excepto Alice claro…

- Muito bem – começou Edward por dizer – recebi um telefonema dos volturi… Vão fazer uma festa de Halloween e fazem questão da nossa presença! Querem conhecer melhor a Renesmee…

- Quem é que te ligou? – perguntou Carlile.

- Foi o Aro… Não me deixou transparecer nenhuma má intenção mas não sei até que ponto é boa ideia irmos! – Edward estava preocupado principalmente pela Renesmee.

-Edward  não sei se é assim tão perigoso, os Volturi sabem que apesar de terem a vantagem numérica, não superam os nossos poderes! – não sabia até que ponto isto era verdade mas tinha de o acalmar para podermos pensar correctamente.

- A bella tem razão Edward, além disso não vejo nada planeado para nós, eles estão a fazer os preparativos para a festa. – Alice sempre ficava do meu lado!

- Vamos porque seria quase uma afronta não ir, e como disse a Bella eles não arriscariam fazer nada, principalmente dentro do território deles. – toda a gente assentiu às palavras de Carlisle, Edward também, embora eu soubesse que ele ía estar sempre à defesa!

Em duas horas Alice tinha arranjado mascaras e roupas para todos, a Renesmee, apesar de saber quem eram os Volturi, estava em êxtase com a festa! Foi complicado explicar porque é que o Jacob não podia ir mas ela acabou por se conformar.

Quando chegamos a Volterra um turbilhão de emoções apanhou-me desprevenida! Quase que senti as lágrimas a escorrer pela face… a ultima vez que tinha estado naquela terra pensava que tinha perdido o Edward.

- Bella vai correr tudo bem! – Edward abraçou-me, ele sabia exactamente o que me tinha vindo ao pensamento.

Entramos no castelo, tudo estava exactamente como eu recordava, excepto as decorações de Halloween que se espalhavam por todo o lado deixando assim o castelo ainda mais sombrio e sinistro do que o que já era!

A vampira que nos encaminhava para a sala principal era-me familiar mas não me lembrava quem ela era até que ela falou – Aro está a vossa espera, podem entrar! - era a recepcionista humana que aqui estava na minha primeira visita aos Volturi, afinal sempre conseguiu o que queria.

- Carlisle… - Aro abriu um sorriso quando nos viu, veio directo a nós e abraçou Carlisle. Pareciam vulgares amigos que já não se viam à muito.

Olhei a minha volta e as únicas caras que vi foram as desenhadas nas abóboras, a sala estava vazia.

- Aro uma festa normalmente envolve muita gente, não me digas que fomos os primeiros a chegar… - Carlisle estava com um ar de gozo embora se pressentisse uma certa preocupação nos nossos olhares.

O semblante de Aro mudou ao ouvir as palavras do seu amigo, sem pronunciar uma palavra voltou-se a sentar enquanto todos olhávamos para ele à espera de uma resposta… todos menos a Renesmee que estava deslumbrada com uma Abóbora que era exactamente do seu tamanho! Aro olhou para ela e sorriu, embora o seu sorriso fosse triste…

- Meus amigos não vai haver festa… À poucas horas atrás anunciei a todos que iríamos fazer uma festa de Halloween e todos me disseram que já tinham planos, um a um conseguiram esquivar-se… até o Alec e a Jane se foram… já não há respeito… eles sabem que se falarem comigo de uma certa maneira eu não consigo dizer que não… devia castigá-los… devia mesmo… mas não consigo…

Aro continuou a divagar na sua tristeza enquanto nós estávamos literalmente pasmados a ouvir, nunca tínhamos visto Aro assim, os nossos olhares cruzavam-se sem saber o que fazer! Até que uma vozinha interrompeu a nossa conversa mental e a de Aro.

- Tio Aro como é que arranjaste uma abóbora tão grande? – Renesmee estava com um sorriso na cara, não tinha ouvido uma palavra!

- Minha querida Renesmee essa abóbora já é muito velhinha e tem muitas histórias para contar! – a Renesmee arregalou os olhos de curiosidade!

- Espreita lá dentro e traz-me o que encontrares!

A Renesmee pegou num livro que também era quase do tamanha dela, parecia velho, gasto e notava-se bem que continha nele muitas histórias de terror. Mal lhe entregou o livro, Renesmee sentou-se de pernas cruzadas em frente ao Aro, este sorriu para ela, abriu o livro e começou a contar uma história.

Passaram horas intermináveis, o Emmett já não conseguia esconder o seu tédio, entretanto Alice pôs-se à conversa com um dos poucos guardas que tinha ficado e descobriu que todos os anos, desde à séculos, o Aro todas as noites de Halloween pega neste mesmo livro a lê as histórias a toda a gente. Entretanto este ano todos conseguiram “fugir” desta noite que já mais ninguém aguentava.

Para ser sincera fiquei com pena do velho Aro, esta noite ele não parecia um vampiro, mas sim um avozinho que se delicia a contar histórias aos netos pela noite dentro! Só faltava o leite e as bolachinhas! A nossa sorte foi que ao contrário de todos, a minha filha tem que dormir, chegou aquele momento em que ela não conseguiu resistir mais ao sono, o que nos deu a desculpa perfeita para sair.

Emmett e Jasper fizeram-nos prometer que nos próximos 100 anos não viríamos mais a festas dos Volturi! Não que isso fosse muito tempo… pelo menos para nós!

publicado por Twihistorias às 02:00

21
Out 11

Ponto de vista de Edward Cullen

 

A minha casa não parecia a mesma, a característica azáfama fora substituída por uma espécie de silêncio caridoso.

Do andar de cima soam os pequenos ruídos já meus familiares, o monitor cardíaco, pingar do soro e o som doloroso de um coração cansado. Naquela cama de hospital improvisado está a minha Bella, a mulher que até há tão pouco tempo tinha acordado ser minha para sempre, e que agora o “para sempre” parecia tão irrisório.

Nunca percebera a forma como o Universo nos troca as voltas tanto nos deixa estupidamente, enganadoramente, felizes como no segundo a seguir nos tira o tapete debaixo do chão e estamos de novo subjugados ao seu desígnio. Aquela gravidez, se é isso que lhe devo chamar parecia uma sentença de morte para a Bella.

Algo à velocidade de uma bala mas doloroso como uma doença terminal. E a culpa era minha! Nunca deveria ter aceitado as suas exigências sem saber de todas as consequências dos meus actos.

 Mas agora nada podia fazer! Ela estava agarrada a esta ideia de me dar um filho quem nem se importava com a sua saúde.

E como se isso correspondesse à verdade! Como se eu quisesse por em risco a vida da única razão da minha existência! Se eu soubesse o que aquela criatura, à falta de melhor adjectivo, lhe ia fazer, eu nunca me teria envolvido com a Bella antes de a transformar.

Mas o que eu não entendo é este desejo mórbido de maternidade. Nunca nestes anos Bella falara no assunto, nunca me mostrara esta vontade. Será que faz isto apenas para me agradar? Como uma prova de amor?

Seja o que for que se passa eu tenho de respeitar a sua vontade, mesmo que isso me leve à loucura. Mais do que dor e agonia o que me custava mais é  a impotência que sinto … ser espectador em vez de participante. Vê-la esmorecer aos meus olhos e não poder fazer nada…nada! 

Perdi a conta de quantos mais sintomas, podia temer. Parecia que cada segundo com a Bella poderia não repetir-se, como se fosse obrigado a criar boas memórias para que pudesse depois lembra-la quando tudo chegasse ao fim.

Por vezes quando a tristeza me dá descanso uma raiva irrompe de mim e faz-me sentir de forma diferente.

Irrita-me a forma como todos pensam da situação, os seus pensamentos complacentes e caridosos. A ambição desmedida de Rosalie que prefere levar Bella à morte a não atingir os seus objectivos. O sentimento de piedade que faz Jacob perder a vontade de me tratar como um asqueroso inimigo mortal, e o faz ver um homem perdido. E irrita-me solenemente esta nova vertente mártir de Bella  disposta a deixar todos contentes mesmo que isso lhe traga o seu próprio fim.

Por fim é em noites como estas, quando todos se ocupam em fazer-lhe um funeral em vida, que eu toco mais enfaticamente nas teclas do meu piano. Hoje escolhi uma partitura conhecida, que tantas vezes cantarolamos sem lhe atribuir um significado.

Mas que agora era um manifesto para que voltasse também ela atrás na sua decisão e pudéssemos recuar ao dia de ontem ao tempo em que o amor era um jogo fácil de brincar.

Yesterday, love was such an easy game to play

 

 

Ana Filipa Alves

publicado por Twihistorias às 21:07
Fanfics:

17
Set 11

 

 

 

Reneesme Pov.

 

Acordei ainda o sol não tinha despertado. Estava escuro. Faltavam perto de 10 horas para o casamento.

 Remexi-me na cama. Suspirei, e voltei a rebolar. Sem que me desse conta, caí redonda no chão.

- Au! - exclamei, enquanto passava a mão o local da minha cabeça que tinha embatido contra mesinha de cabeceira.

- Nessie? – chamou a minha mãe abrindo uma frincha da porta – Está tudo bem?

- Sim, mãe… só caí… - respondi com uma gargalhada – Mas, não te preocupes o meu orgulho amorteceu a queda.

A minha mãe riu também, e entrou finalmente no quarto. Deu-me a mão, ajudando-me a levantar do chão e a sentar-me na cama.

- Oh, filha!... Estás muito nervosa não estás? – perguntou perscrutando-me a face.

Valeria a pena mentir? Estava mais do que muito nervosa! Estava apavorada. Baixei os olhos, e anui com a cabeça.

A minha mãe colocou um dedo no meu queixo, forçando-me a encara-la novamente.

- Não te preocupes! – deu uma gargalhadinha nervosa e acrescentou – Eu estava tanto ou mais nervosa do que tu.

Sorri-lhe. Já sabia a historia do casamento dos meus pais de cor e salteado.

- Vem cá! – disse enquanto me puxava para o seu colo – Tens de descansar! Tens de tratar bem da matéria-prima da tua tia!

Agora era a minha vez de sorrir nervosamente. Os preparativos da tia Alice! Deus me ajude!

A minha mãe começou a cantar baixinho a sua canção de embalar. Fechei os olhos, deixando a melodia invadir completamente a minha mente.

Adormeci, por fim, nos braços gelados da minha mãe.

Nas horas que se seguiram o meu sono foi povoado por pesadelos, em que eu, vestida de noiva, corria atrás de um Jacob que fugia desesperado. Quanto mais eu gritava por ele, mas ele corria fugindo de mim.

Por fim, eu acabava sentada num chão branco, com a cara manchada pela maquilhagem e com um feixe luminoso sobre mim.

Estremeci abruptamente e acordei.

A minha mãe já não estava comigo. Mal abri os olhos, uma Alice bastante atarefada entra porta adentro.

- Nessie! Vamos lá acordar! Vai ser um longo dia! Tens de te preparar… - mais ou menos neste ponto os meus ouvidos bloquearam. O nervosismo da noite anterior caíra em mim com uma força esmagadora e redobrada.

Segui Alice até à casa branca, onde todas me esperavam para a maquilhagem, cabelo, manicura… - pelo caminho pude ver que a casa e arredores ostentavam corações feitos em flores campestres – flores dos nossos prados. 

Claro que tudo havia sido pensado ao pormenor – por Alice e Esme, tal qual seria de prever.

Eu, nunca tinha saído de Forks. Jamais sentira a necessidade de ver o mundo, de viajar, conhecer gente. Muitos dos meus amigos da faculdade, pensavam em mim de uma forma redutora e reduzida: para eles era uma espécie de provinciana.

Mas, a verdade é que nunca tive vontade de partir. Simplesmente tudo o que eu sempre quis estava ali. Havia uma espécie de razão mágica que me prendia aquela cidadezinha chuvosa.

Muitos insistiam tratar-se (de um pormenor) chamado impressão natural, eu chamar-lhe-ia, muito simplesmente amor. Amor puro e verdadeiro, que foi crescendo comigo, e dentro de mim.

Amava Jacob, o seu calor, os seus olhos, a sua personalidade. Eu, Reneeme Cullen amava Jacob Black.

E este era o tema do nosso casamento: nós, a nossa floresta, os nossos prados, a nossa reserva, o nosso amor incomum, real e verdadeiro.

As horas da preparação passaram a correr. Foi tocada e retocada pelas mãos geladas dos membros da minha família.

Até que chegou a hora de vestir o meu vestido. Na altura em que Jake me havia pedido em casamento, Alice tal como fizera com a minha mãe, estava decidida a deixar-me fora de todos os preparativos. Mas, havia um detalhe em que eu gostaria de me envolver: a escolha do vestido. A principio Alice não achara muita piada, mas por fim, e depois de horas a ver vídeos, filmes e revistas sobre e com vestidos, chegamos a um consenso.

O vestido era de corte romântico, simples, branco e ornamentado com pequenas flores, recriações perfeitas da primeira flor que Jacob me oferece no nosso primeiro encontro. Por sua vez a verdadeira flor – seca, mas ainda perfumada, estava presa na cascata que era o meu cabelo.

Eu estava pronta.

Olhei de relance para o espelho. Suspirei. Sim, era eu, numa versão melhorada e perfeita de mim mesma.

O meu pai entrou no quarto, com um sorriso nos lábios e olhos calorosos, cor de manteiga.

- Reneesme Cullen, dá-me o prazer de a acompanhar rumo ao seu futuro? – perguntou-me abrindo mais o sorriso e entregando-me o ramo.

- Com toda a certeza! – respondi agarrando-lhe a mão, no mesmo instante que um frio glacial se instalava no meu estômago.

Só voltei a ter noção do que estava acontecer quando os meus olhos se encontraram com os de Jake.

Todas as minhas crises de identidade, medos, inseguranças e problemas, pareciam tão pequenos face à imensidão de amor, companheirismo e dedicação que estavam à minha espera.

Sim, finalmente estava tudo no lugar certo. A filha dos vampiros, estava feliz e ao lado do líder da alcateia.

E viveríamos felizes para sempre, literalmente.

 

Escrito por: Marina Ricardo ("Brianne")

publicado por Twihistorias às 18:00
Fanfics:

23
Ago 11

 

Bella:

Encontrava-me na cozinha a fazer panquecas e ovos mexidos. Como se ordena-se, um fio da fragrância produzida pelo pequeno-almoço começou a vaguear pela casa acordando, assim, a minha filha.

Ouvi-a a levantar-se e a calçar os chinelos e a correr na minha direcção.

-Olá pai! – disse debruçando-se na direcção de Edward para lhe dar um enorme beijo.

-Dormiste bem piolha? – perguntava Edward enquanto Renesmee se dirigia a mim para me dar o beijo de bom dia e contemplar o pequeno almoço que lhe esperava.

-Sim! – disse lançando um olhar rápido sobre o pai e depois começando a passar o dedo nos ovos lendo-os à boca. – Hmm, isto está tão bom! 

-Então vai sentar-te antes que arrefeça. – disse eu dando-lhe uma pequena sapatada na mão que insistia em roubar os ovos.

Eu e Edward sentamo-nos à mesa apenas a observar Renesmee a comer, enquanto esta nos relatava o que iria fazer naquele dia.

-Vou sair com o Jacob, vamos caçar. Querem vir? – perguntou a minha filha que agora aparentava 14 anos.

Antes que Edward tivesse a oportunidade de responder, mostrei-lhe o meu pensamento de que não queria ir. Ele disfarçadamente lançou-me um olhar inquisidor.

Edward não gostava muito de deixar a Renesmee sozinha com o Jacob à medida que os anos iam passando. Estava com medo que a impressão natural começasse a tomar as proporções que tanto o afligiam desde o momento que Renesmee nasceu.

Não obstante, eu queria um dia sozinha com o meu marido. Já fazia dias que não estávamos os dois completamente sós. Mesmo à noite tínhamos que nos conter para não acordar a Renesmee.

-Não vai dar filhota, temos que ajudar o teu tio numas coisas – inventou Edward depois de ouvir os meus pensamentos.

-Oh que pena, era bem mais fixe se fossemos os quatro. Até porque pai, estás a dever-me uma desforra da última corrida. – Renesmee exibia um sorriso brincalhão a Edward.

Ambos costumavam apostar quem apanhava primeiro a sua presa, quando Renesmee era pequena, Edward deixava-a ganhar sempre, agora que ela era grande e sabia que o que o pai fazia, não o deixava fazer batota. Queria uma corrida justa. E todas as vezes se esforçava mais e mais para correr mais rápido que Edward.

-Fica para a próxima querida. Acredita que nós também queríamos muito ir, mas já nos tínhamos comprometido com o tio Jasper. – Edward conseguia mentir demasiado bem. Perguntava-me, por vezes, como conseguia? Será que tinha frequentado um curso para actores?

Renesmee acreditou, e depois de comer foi para o quarto arranjar-se para uma caçada com Jacob.

-Teremos que falar com Jasper para depois ele alinhar na nossa história. – adverti Edward.

-Não te preocupes, ele a esta hora já deve saber. Conhecendo a Alice como conheço. – informou Edward com uma feição divertida. Depois, inesperadamente roubou-me um beijo. – Estou ansioso por o dia de hoje – o olhar que me dirigiu era um pouco pervertido.

Passado algum tempo, ouvimos uma moto a aproximar-se, era sem duvida o Jacob. Afastamo-nos e eu apressei-me para o quarto da Renesmee para a ajudar no que ela necessita-se. Já edward foi falar com Jacob.

Conseguia ouvir as recomendações de Edward, algumas fizeram-me rir.

-O que foi mãe? – perguntou Renesmee quando viu um sorriso a florar nos meus lábios.

-Nada de mais. Dá graças a Deus por teres uma mãe sã, porque o teu pai é definitivamente louco por vezes.

Renesmee não compreendeu nada, no entanto não lhe contei, não quis que ela ficasse com vergonha do que Edward tinha dito, ou pior, furiosa com o pai.

Mal deixamos de ouvir Jacob e Renesmee nas proximidades, Edward aproximou-se de mim enlaçando os seus braços na minha cintura e depositando um beijo nos meus lábios.

“Bip Bip”, o som vinha de cima da mesa da sala, era o telemóvel de Edward, este sem grande esforço alcançou-o e leu a mensagem.

-Quem é? – perguntei eu.

-A Alice – disse Edward com um sorriso - diz que temos que estar na casa branca ás 18horas que é quando a Renesmee e o Jacob chegam.

-E o que vamos dizer que fizemos o dia todo?

Antes que Edward me pudesse responder, peguei na sua camisola e despi-a. Ainda antes de esta tocar no chão coloquei a minha mão no seu peito, mesmo em cima do seu coração, impulsionando-me para cima, para alcançar os seus lábios.

As nossas mãos andavam agora numa dança por todo o nosso corpo. Edward ajudou-me a soltar da t-shirt enquanto eu lutava com o botão das suas calças.

Voa-mos, literalmente, em direcção ao quarto, largando pelo caminho peças de roupa. Edward juntou-se a mim na nossa cama puxando-me para si. Beijou-me com ferocidade e com uma investida forte e cheia de mestria unimo-nos num só.

O tempo voou, e antes de o desejarmos estava na hora de nos juntarmos a Alice.

-Espero que se tenham divertido mais do que nós – recriminou Alice num tom brincalhão. – Estivemos a mudar a decoração toda deste jardim por vossa causa. Assim já tem desculpa acerca do que supostamente vieram cá fazer. – depois olhando em volta – e eu que adorava a outra decoração.

Alice estava a mentir, e todos sabiam, se pudesse fazia aquilo uma vez por semana, e não de seis em seis meses.

-Obrigado Alice, és a maior. – disse eu abraçando a minha cunhadinha preferida.

Ainda ajudamos nos últimos preparativos, mudar as coisas de local, para depois Alice decidir que afinal queria o devido objecto na posição inicial.

Foi quando ouvimos Nessie e Jacob a aproximar-se da minha casa, mas com eles vinha mais alguma coisa, apenas não sabíamos o que era.

-Só podem estar a brincar! – exclamou um Edward furioso. Em seguida começou a correr em direcção a casa.

Todos o seguimos e começamos a apurar os nossos sentidos, conseguia sentir o odor, mas só podia estar enganada. Eles não iam trazer uma chita para casa, pois não?

Quando abrimos a porta de casa, lá estava o pequeno animal empoleirado num dos móveis, enquanto a restante casa estava completamente destruída, entre sofás rasgados, armários no chão, mesas partidas.

-Trouxemos o jantar! – disseram em unisseno Renesmee e Jacob, no entanto a voz deles tremia, pois já adivinhavam problemas a caminho.

-Mas…o quê…oh meu Deus! – disse eu de olhos arregalados para a casa que à minutos atrás serviu de ninho de amor para mim e Edward.

-Renesmee Cullen. – disse Edward, pronto a dar uma descompostura à minha filha.

-Oh não sejas assim, ela só queria trazer o jantar. Já que vocês não puderam ir, ela ficou com pena. – defendeu Jacob.

-Tu ainda és pior que ela. Já tens idade para ter juízo Jacob. – barafustou Edward.

-Oh não sejam assim – interviu Alice enquanto eu me dirigia para o meio dos destroços. – Ela pensou no vosso bem, que talvez tivessem fome de tanto trabalhar – continuou num tom sarcástico.

-Como é que ele conseguiu fazer tantos distúrbios? – consegui por fim prenunciar.

-Ele não estava quieto e estava a deitar as coisas ao chão, para evitar mais estragos, tentamos agarra-lo. – explicou Renesmee.

-Pelos vistos não correu muito bem. – disse eu ainda chocada.

-Foi muito atencioso da tua parte sobrinha – disse Emmett – até que tem bom aspecto. Acho que devíamos fazer a caça à chita aqui dentro de casa, tipo tradição de família.

O meu olhar furioso incidiu sobre Emmett.

-Finalmente vou poder redecorar isto – A face de Alice só transmitia alegria – Já estava a precisar! Se não fosse almoço, poderia dizer que o adoptávamos para fazer isto mais vezes quando me impedem de fazer uma remodelação.

Num movimento delicado, Alice retirou o telemóvel do bolso e tirou uma fotografia para mais tarde recordar a chita que lhe deu a possibilidade de redecorar a nossa casa.

Quanto à chita, bem era sem duvida deliciosa!

 

Escrito por: Letícia Pinto (Twihistórias)

publicado por Twihistorias às 15:27
Fanfics:

20
Ago 11

 

 

Caroline:

O suave murmurar das conversas de café era um calmante para mim. Nunca pensei que conseguiria estar tão perto de humanos novamente e, no entanto, era uma sensação tão familiar.

- Buonanotte. Che cosa vuoi? – Perguntou-me o empregado quando se aproximou da mesa, um senhor já com os seus 56 anos, meio gorducho, com um pequeno bigode que outrora fora preto, agora aproximava-se de um grisalho muito engraçado e pés de galinha que se faziam notar quando sorria.

- Buonanotte. Eu querer um café. – Respondi-lhe no meu italiano muito arranhado. Felizmente o empregado percebeu-me à primeira e afastou-se com o seu sorriso simpático.

Há já uma década que estava em Volterra e só agora tivera a coragem suficiente para sair sozinha e misturar-me com os humanos. A fase de adaptação e integração na guarda dos Volturi estava quase a terminar e, por isso, esta noite decidi que poderia festejar. Esgueirei-me do castelo sem que ninguém soubesse e vim até à baixa. Estava uma noite de quinta-feira quente e andavam muitas pessoas na rua.

Estava feliz por estar sentada numa mesa de café, junto ao vidro, a observar os humanos que passavam na rua. Havia muitos casais de namorados, de mãos dadas e que roubavam beijos um ao outro. Casais, com filhos pequenos, tentavam namorar mas a atenção estava toda dirigida para as crianças que corriam alegremente à sua frente. Mas um casal em especial chamou a minha atenção. Sentados no banco de jardim, mesmo do outro lado da rua, estava um casal de idade. A mulher tinha uns olhos azuis brilhantes e amistosos que contrastavam perfeitamente com o céu escuro, pareciam duas luzes na noite, prontas para nos guiarem no caminho certo. O homem tinha uma barriga proeminente e usava suspensórios. Cada um olhava para o lado contrário da rua, não diziam uma palavra, mas a maneira como estavam posicionados fez-me acreditar que estariam a ter uma conversa silenciosa. As mãos estavam entrelaçadas, pousadas suavemente no banco de madeira, e não se seria à procura de conforto na sua posição, mas ambos descaiam ligeiramente um para o outro, com os seus ombros quase a roçarem.

Aquela imagem provocou-me uma súbita angústia porque eu saberia que nunca chegaria aquela idade, nunca iria ter os meus primeiros cabelos brancos ou rugas. O meu corpo nunca abandonaria a imagem de uma rapariga de 17 anos, nunca perderia os meus movimentos ágeis e, o que me deixava mais triste, nunca teria filhos. Raios, nem sabia se algum dia teria alguém a quem pudesse chamar «meu».

- Il caffè, ragazza. – O empregado arrancou-me das minhas ideias.

- Grazie. – Agradeci-lhe pelo café, mas agradeci-lhe também por me ter arrancado de tais pensamentos.

Tirei da minha mochila um caderno de folhas grossas recicladas que eu própria tinha feito. Na capa estava escrito “Diário Fotográfico”. Passei a mão pela depressão das letras e suavemente abri-o na primeira página, que estava em branco. Ainda não tinha feito qualquer viagem, a não ser a de Illinois para Volterra quando Angel me encontrou, mas tinha a certeza que um dia este diário estaria cheio de fotografia pelos sítios por onde tinha passado.

Enquanto a minha atenção estava focada no livro à minha frente alguém se sentou na minha mesa, à minha frente. Olhei para cima e congelei. Angel, o meu superior estava de braços cruzados em cima da mesa e olhava para mim.

Pediu gentilmente um café para ele também enquanto eu tentava desesperadamente que o empregado tivesse algum poder psíquico e que pudesse ouvir naquele momento o que lhe gritava, «não me deixe sozinha com ele, ele vai gritar comigo por ter saído do castelo». Mas o empregado afastou-se na mesma, fiquei furiosa por não me ter ouvido. Os nossos olhares voltaram a cruzar-se.

- Então…

- Desculpa! – Saiu-me repentinamente da boca antes que Angel acabasse de construir uma frase. Baixei a cabeça em sinal de respeito mas ele pareceu ignorar.

- …fui ao teu quarto para te dar um presente e não te encontrei por lá.

- Desculpa. – Pedi mais uma vez sem o encarar.

- Procurei-te pelo castelo mas aparentemente ninguém te viu em lado nenhum. – Prosseguiu Angel.

- Desculpa. – Estava à espera da parte dos gritos, mas talvez ele estivesse a guardá-los para quando regressássemos ao castelo e não estivéssemos no meio de tantos humanos.

- Importas-te de parar de pedir desculpa e olhar para mim?

Obedeci ao seu pedido. Angel não me parecia zangado, pelo contrário, a sua cara tinha uma expressão de satisfação. O empregado pousou o café de Angel à sua frente ao que ele agradeceu prontamente.

- Como te estava a dizer… - Recomeçou enquanto beberricava o seu café. - …tenho um presente para ti.

Passou-me um saco por cima da mesa. Quando o abri nem queria acreditar, uma máquina fotográfica Polaroid estava lá dentro, assim como dois conjuntos de rolos.

- Já me apercebi que te interessas por fotografia e não pude deixar de reparar no teu álbum fotográfico. – Olhou para o álbum que tinha entre mãos. – Achei que te faltava o essencial, até porque daqui a dois dias partimos para a tua primeira missão no Alasca.

- Isto é fantástico, muito obrigada Angel. És o maior. – Atravessei a mesa e agarrei-me ao seu pescoço num abraço apertado, quase derrubando os nossos cafés.

Voltei ao meu lugar e preparei a máquina.

- Esta será a minha primeira fotografia, o dia em que sai pela primeira vez do castelo.  

 

 

Escrito por: Elisabete Silva (Twihistórias) 

publicado por Twihistorias às 14:10
Fanfics:

Dezembro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
13
14

15
16
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

32 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O nosso facebook
facebook.com/twihistorias
Obrigatório visitar
summercullen.blogs.sapo.pt silvercullen.blogs.sapo.pt burymeinyourheart.blogs.sapo.pt debbieoliveiradiary.blogs.sapo.pt midnighthowl.blogs.sapo.pt blog-da-margarida.blogs.sapo.pt unbreakablelove.blogs.sapo.pt dailydreaming.blogs.sapo.pt/ http://twiwords.blogs.sapo.pt/
Contador
Free counter and web stats
blogs SAPO