04
Ago 10

Como já sabem, a semana passada terminou aqui no twihistórias a fic "my perfect twilight world"

Pois bem, a história tem continuação, mas a Rita tem um blog para a Silver, onde continua com a fic ;)

 

podem consultar a continuação de "My perfect twilight world" em http://silvercullen.blogs.sapo.pt/

 

twikisses e divirtam-se com a continuação da fic ;)

 

A Silver tem também um facebook, procurem por Silver Cullen que ela aparece. Deixa-mos aqui a foto da Silver, para ser mais fácil reconhece-la ;)

 

twikisses**
publicado por Twihistorias às 19:54

29
Jul 10

Estava a tentar adormecer, e mesmo achando isso impossível, os barulhos que Nessie e Jacob faziam não ajudavam nada.

Só dava voltas na cama, e pensava, pensava muito.

Estava Lua Nova, as estrelas pouco brilhavam, e a floresta por debaixo de mim estava quieta e calada.

Tudo ao contrario do que tinha estado quando Alec lá estava, comigo, sentado ao meu lado.

“Alec… partir… voltar… meses… anos, talvez… Marcus… e eu?” estas palavras ressoavam na minha cabeça. “Alec” principalmente.

“O que será de mim?”

Uma pedra bateu na minha janela interrompendo os meus pensamentos.

“Telepatia” pensou ele sorrindo. “Só espero que abra a janela para eu entrar”

Duvidei da minha atitude mas abri a janela, para que ele entrasse.

-Queres ir passear?

-Agora? – Interroguei-o

-Sim queres vir? É um lugar muito especial para mim, e apesar de hoje não termos a luz da lua, temos sempre o teu sorriso, e o brilho das estrelas.

-Sim vamos lá. Deixa-me vestir qualquer coisa primeiro. – Tirei a camisola e só depois reparei que ele me observava. Com o dedo fiz sinal para se virar.

Peguei no meu vestido preto que tinha usado no dia anterior, e calcei as minhas sapatilhas pretas.

Prendi o cabelo num puxo de ballet, e voltei-me.

Ele continuava ali, sentado a olhar para a ampla janela que mais parecia uma parede.

Quando viu que eu estava pronta sorriu e levantou-se para irmos.

-Isso onde me queres levar é onde?

-Em Portland.

-Está aberto a esta hora?

-Não. – Riu-se. – Claro que não. Mas como só tem piada de noite vamos de noite.

-Entendo. Queres levar algum carro? Acho que tenho a pick-up e o Mercedes da tia Rose.

-Não é preciso eu ando mais rápido. Para alem de que não queremos interromper as brincadeiras entre a tua irmã e o cão, pois não?

-Pois, pois não. – Concordei. – Voltamos cedo?

-Sim, daqui a duas horas estamos aqui. Prometo.

Tal como disse ele era rápido, e chegamos em menos de 30min a Portland.

Não fazia a mínima ideia de onde estava, mas era lindo.

-Gostas?

-Adorei. – Respondi-lhe com um sorriso.

-Sabes, sempre que estava triste com alguma coisa vinha aqui. A Didyme trouxe-me aqui pela primeira vez em 1875, quando a Jane desapareceu durante uns anos e não dava noticias nenhumas. E gostava que viesses aqui sempre que pensasses em mim, que estivesses triste por eu não estar contigo.

-Pois. – Balbuciei. Tentei que as lágrimas não voltassem a cair, não queria estragar aquele momento.

-Mas não interessa, também vão ser só umas semanas. E eu ligo todos os dias. Pode ser que nem demore assim tanto.

-Sim não vai demorar assim tanto tempo. Mas vá, mostra-me o que viemos aqui fazer.

Tentei sorrir mas ele percebeu que não era o meu sorriso anterior.

“Porquê que Marcus tinha que ter perdido a Didyme? Eu nem devia ir, como podia ele sequer pensar que podia substituir a minha mãe? E depois vou deixar a Silver. Não sei, como irei sobreviver sem ela? Como posso? Não faço sequer ideia porquê que vou!”

-Alec, não penses assim. O Marcus perdeu-a e precisa de alguém se não a eternidade torna-se muito chata. E eu vou estar contigo sempre! E sim dói-me muito tu teres que ir, mas se tu tens que o fazer…

Ele abriu a boca espantado. Olhou para mim sem dizer nada, e depois piscou os olhos como se voltasse à realidade, e perguntou:

-Tu leste me a mente? Quero dizer, como sabias que era isso que eu estava a pensar?

-Eu não sei, sei lá como fiz isso. Ora pensa de novo para ver ser eu consigo ouvir.

“Bom, eu gostava muito de ficar aqui contigo meu amor. Não quero partir para Itália de novo. Não gosto nada de lá.”

-Não me tinhas dito que ias para Itália.

-Tu fizeste-o, de novo. Tu leste os meus pensamentos!

-Pois foi. Eu li os teus pensamentos. De novo. Eu leio pensamentos agora?

-Parece que sim. Que bom, Parabéns.

Deu-me a mão e continuamos o nosso passeio.

Andamos de barco, num lago enorme, com a água tão límpida e azul que eu decidi saltar. Nadei, nadei e nadei, enquanto ele me observava no barco e pensava o quanto maravilhosa e linda eu era. Não tinha frio, embora a agua parecesse estar fria.

Muito suavemente ele apareceu debaixo de água. Tocou nas minhas pernas chamando-me para si.

Mergulhei e nadei para perto dele. Alec tinha uma flor branca na mão pô-la no meu cabelo e em seguida pensou:

“Quero que a guardes. Guarda como uma memória desta noite. Guarda como guardarás o nosso amor. Prometes-me isso Silver?”

Sorri-lhe e anui com a cabeça. Ele sorriu também, e beijou-me. Um beijo para selar a promessa, para a tornar real.

publicado por Twihistorias às 18:00

24
Jul 10

Seth Clearwater:

 

LOL. Não via Silver à que tempo tinha imensas saudades dela. Estava ansioso por vê-la daqui a pouco… Só faltava Jacob, a Nessie e a Silver.

Leah tinha optado por não vir hoje, acho que não lhe apetecia ver Sam a “venerar” a barriguinha grávida de Emily…

Bom, mas podia ver isso de um ponto de vista positivo, quer dizer, sempre que Emily vinha eu e Silver nunca podíamos falar sem ser de coisas que a magoava.

Acho que hoje, podia ficar a conhecer melhor a Silver.

 

Silver Cullen:

 

Jacob estava realmente a aborrecer-me. Sempre, dizendo: “eu tinha-te dito, não ia durar muito, ele é uma sanguessuga, ainda por cima uma má sanguessuga”.

Nessie bem que lhe lançava olhares mas ele quando estava a conduzir carros da família não queria mesmo saber o que os outros diziam.

-Bah. – Acabei eu por dizer. – Cala-te Jacob.

-Sim cala-te Jacob. – Repetiu a Nessie.

Até chegarmos ele foi resmungando consigo mesmo, ele bem tentou que fosse baixo, mas nós ouvíamos na mesma.

Num certo ponto de vista, ele tinha razão, eles tinham-me sempre avisado de que um dia isto aconteceria, mais tarde ou mais cedo.

Não lhes dei ouvidos, e parece que agora nada me reconfortaria.

Nem o silencio.

Quando, finalmente, chegamos Seth correu para me abraçar.

Sorriu alegremente para mim, os seus olhos castanhos irradiavam alegria:

-Olá Silver! – Cumprimentou ele, depois de me rodopiar vezes sem conta no ar como o tio Emmett sempre fazia.

-Olá Seth estás bem? – Sorri-lhe para não parecer indelicada. Tinha que me animar, de qualquer forma…

-Estou óptimo. E tu?

-É está tudo bem.

-Não não está. – Disse Jacob tossindo.

-BAH, Jacob, Cala-te! – Gritei eu e Nessie com ele.

Os outros membros da alcateia riram-se com a cara de Jacob, e Paul chegou mesmo a dizer: “ele até já aceita ordens das meninas”. Ele encolheu os ombros tentando não responder ao comentário infeliz de Paul.

Todos os membros da alcateia, vieram cumprimentar-nos.

Billy estava radiante. Ele adorava a Nessie. Acho mesmo que a via como a salvadora do Jacob. Antes dela, da impressão, Jacob era muito estranho, era agressivo e tudo. Quando me contaram essa história até me ri, Jacob agressivo? Não conseguia imaginar, quer dizer, as piadas de loiras à tia Rose eram brincadeira… Ela só não as tomava assim, mas não deixavam de ter piada.

-Então Silver, estas bem ou não? – Sorria quase o suficiente para me contagiar com aquela felicidade toda.

Apesar de Jacob pensar que eu não o conseguia ouvir a fazer “NÃO!” atrás da minha cabeça, e a abanar os braços, eu conseguia, e Seth encolhia os ombros como quem dizia “esquece-o”.

Seth pegou na minha mão muito carinhosamente e levou-me até um pedaço de tronco onde me sentei com ele. 

Todos os outros estavam distantes, tanto em pensamento, como de mim. Claro que Paul não estava e ainda gritou “É isso puto, faz-te a ela, que é das boas”. Seth ficava muito envergonhado e não resmungava mas eu olhava para ele e como fazia com Jacob, calava-o.

-O que se passa Silver? – Perguntou-me a olhar para os pés com vergonha.

Já me tinha esquecido como era Seth. Era muito simples, e tímido. Era destemido, mas a vergonha que tinha de mostrar os seus sentimentos era inacreditável. Com Alec não era assim, ele dizia o que sentia sem qualquer problema, era como um livro aberto.

-Seth… – Hesitei sem querer dizer mesmo o que se passava. Ele olhou para mim determinado a tirar-me a resposta da boca. – Bom é que o Alec…

-O teu namorado vampiro, certo? – Namorado vampiro, dito dessa forma ate parecia anormal.

-Certo. – Anui com a cabeça. – Bom, ele vai, ele vai, vai partir, é ele vai partir. – Acho que só naquele momento me dei conta da situação. Ele ia ausentar-se, sair, deixar-me, partir.

-Ele volta?

-Volta. – Disse eu sem grande certeza. – Acho que volta.

Seth bem conseguia notar como estava triste e vazia. Sim, vazia por dentro.

-Silver. – Citou o meu nome carinhosamente, ao mesmo tempo que me levantava a cara com a mão esquerda. – Não precisas te preocupar. Vai correr tudo bem sabes? Aposto que vais fechar os olhos e quando os voltares a abrir ele estará cá! E sempre que precisares eu estarei aqui, mesmo que seja só para estar em silêncio. – Ele sempre fora muito prestável. Sempre me ajudara muito e sempre tentara ao máximo apoiar-me e estar lá para mim.

-Muito Obrigado Seth. – Ele abraçou-me fortemente, e no momento em que o fez uma corrente eléctrica correu-me pela espinha a cima. As diferenças entre a minha temperatura abaixo de 0ºC e a dele acima de 100ºC causavam este efeito frenético, nos diferentes corpos.

-Uau – comentou. – Foi estranho.

Sorri.

-Sim, bastante estranho.

publicado por Twihistorias às 18:12

18
Jul 10

Alice Cullen:

-AH! – Grunhi com raiva. Estava ansiosa para ver qualquer coisinha, de Alec e Silver, mas com o cão e Nessie ali não conseguia ver nada.

-Calma Tia Alice, tu vai conseguir ver alguma coisa, se eu e Jacob sairmos? – Perguntou-me Nessie docemente.

-Desculpa, Ness… – balbuciei.

- Não tem problema. – Disse-me sorrindo. Em seguida esticou a mão para Jacob que a agarrou sem hesitar, e desceram os dois as escadas.

-Pronto tenta de novo! – Disse Rosalie freneticamente. Emmett segurava-a, com os seus braços fortes. Ela estava quase tão impaciente quanto Edward.

Tanto Emmett como Bella, sussurravam aos ouvidos deles, como tudo ia parecer bom, e ela estaria intacta e feliz.

De repente consegui ver, tudo. Estavam na aula de Biologia. Na mesa onde Emmett e Rosalie se costumavam sentar, ao fundo da sala. Não consegui ver o que estavam a dar, mas ouvi o professor, de origem asiática, falar de anafáse e metáfase, por isso calculei que fosse divisão celular, o que fez Bella e Edward sorrir.

-Ela esta bem. – Anunciei por fim. – Está feliz.

Todos suspiraram profundamente, e disseram: “Ainda bem, que está bem.”

 

Nessie Carlie Cullen:

Tia Alice já tinha deixado mil e um recados para dar à Silver. Jacob estava super entusiasmado com esta noite. Ou bem, com esta semana.

O pai e a mãe, aconselhavam Jacob, de como fazer as coisas, como nos tratar, fazer comida, deitar-nos, mas sinceramente nem sei para quê tanto trabalho.

A mãe pediu para quando a Silver chegasse lhe ligasse. O pai abraçou-me, e deu alguns conselhos. Depois, seguiu-se a vez de Alice, Rosalie, Jasper, Esme, Carlisle, e por fim o meu preferido, Emmett, que me levantava e rodopiava vezes sem conta no ar.

No final Carlisle, mandou reunir toda a gente nos carros, e partiram.

Quando já não se avistava nenhum carro, Jacob saltou de alegria.

-Finalmente! – Gritou, de entusiasmo. Tomou-me nos seus braços, e beijou-me calorosa e ardentemente. Aquele tipo de beijos que ele só costuma dar quando estamos os dois sozinhos, o que acontece pouco, por isso tinha que aproveitar.

-O que queres fazer, até Silver chegar? Depois podemos ir até minha casa e à noite vamos à reunião da alcateia.

-Hum podemos ver um filme, eu faço umas pipocas,  parece-me bem que achas?

-Hum hum filme, pipocas, tu. Tentador. Mas não tenho literalmente que ver o filme pois não Ness? – Provocador. Aquele olhar insinuante que me punha louca. Era impossível, aquele lobo.

-Não, podes sempre optar por me ver. – Sorri-lhe. Depressa me segurou, e me abraçou. Dizendo:

-Claro ver-te é muito melhor. Mas sem dúvida muito melhor. – Ri-me. Era tão bom tê-lo daquela forma, aquela impressão, era para sempre. Aquela forma de o ter para sempre.

 

Alec Volturi:

Silver, Silver, Silver o seu nome ecoava na minha cabeça. Estar aqui com ela era tão bom. Poder vê-la a cada segundo, do início da minha eternidade, era maravilhoso.

Ela esforçava-se por me manter a par de tudo, de como funcionavam os cacifos, os almoços, os intervalos.

Acho que a parte da cantina, foi a que me custou mais. Todo o meu autocontrole, da manhã esvaiu-se em nada. Aquela sala, cheia de humanos, cheia de sangue a fervilhar nas veias de cada pequeno e insignificante ser.

Era tentador, era horrível, não poder matar um, podia ser o meu almoço.

-Vamos lá para fora, se calhar é difícil para ti estar aqui. E lá fora podemos passear, temos 3 horas hoje. Podemos ir à floresta que dizes? – Ela sempre se preocupara muito. Durante toda a manhã perguntou se eu estava bem e se precisava de fazer um intervalo, de sair. Agora eu precisava.

-Sim parece-me fantástico. Vamos. – Respondi-lhe sorrindo.

Ninguém se pôs no nosso caminho. E na fila interminável para a porta de saída, enquanto passávamos um corredor de humanos ia-se abrindo, para nós. Era como quando eu vivia em Itália, e os humanos pobres que viviam sobre o poder de Aro, faziam o mesmo para ele.

Finalmente, e sem atacar ninguém, sai do refeitório.

 

Silver Cullen:

Nunca pensei que Alec se adapta-se tão bem a um ambiente cheio de humanos. Esperava que ele me disse-se quando estivesse pronto para ir embora, por não aguentar mais. É claro que nunca diria mas eu ficava na esperança.

Como o refeitório estava cheio de gente, humanos, ou talvez melhor, corpos cheios de sangue a correr por entre as veias, decidimos sair para dar um passeio.

Fomos até á floresta. Hoje não estava sol, por isso não tive a oportunidade de o ver brilhar.

Ambos caminhava-mos em silêncio, mas não se tratava de um silêncio desconfortável, sim de um silêncio cómodo, aconchegante. Um silencio que talvez, nenhum “casal”, que o tivesse, o chamaria de reconfortante.

Mas acho que é isso mesmo, o amor. Acho que nunca realmente chegamos a amar alguém, se o silêncio entre nós não for confortável. Não sei se o amava dessa forma, mas penso que não se tratava de um silêncio constrangedor.

-Um dólar pelos teus pensamentos. – Disse ele, sorrindo à minha frente.

-Não são nada de especial, estava só aqui a vaguear. A pensar. – Sorri amavelmente.

-Este silencio… – disse – o que pensas dele?

-Estava a pensar nele. A pensar que era bom o silêncio entre duas pessoas que se amam. É um silêncio… – fui interrompida por uma visão. Cai no chão, e senti os braços de Alec a ampararem a minha queda repentina.

Na minha visão, estava Alec, com Marcus, Jane, e Demitri, a partirem.

Estavam a partir na procura de uma companheira para Marcus. Alec estava muito triste, e eu chorava, estava perdida nos braços de Rosalie, e soluçava muito. Ele não aguentava ver-me assim, por isso Marcus partiu depressa.

Quando cai na realidade, estava com Alec preocupado a olhar para mim.

Não sabia se lhe devia contar, ou confronta-lo com esta situação…

-Silver? Silver? Meu amor sentes-te bem? – Repetia ele vezes sem conta, à espera de uma resposta.

-Eu vi… – Obriguei-me a calar naquele momento. Talvez não fosse certo dizer-lhe preocupa-lo. Mas provavelmente ele já saberia por isso, o que tinha a perder? – Vi-te partir. Com o Marcus, com a Jane e com o Demitri.

O seu rosto não corou de vergonha porque era um vampiro, mas se fosse humano, estaria vermelho.

-Pois, isso… – disse ele meio acanhado. – Eu sei. Nós partimos daqui a uma semana…

-Uma semana? – Soltei eu. Não sei como explicar o que senti naquele momento. O meu coração tinha-se partido em pedaços, um vazio instalou-se no meu peito, e os meus olhos começaram a ver toda aquela paisagem verdejante, desfocada. Mas não ia chorar, não ia fazer o papel de parva que vi naquela visão. – Quando tencionavas dizer-me?

-Hoje. Eu pensava dizer-te hoje à noite. Pensava dizer-to antes de adormeceres, enquanto te acariciava o cabelo, enquanto olhavas para mim.

Sentei-me na clareira de pernas ao chinês. Olhei-o, e baixei a cabeça para chorar.

Ele sentou-se ao meu lado, e pegou-me para me deitar no seu colo. Chorei contra o peito dele enquanto ele me abraçava com força. Não consegui ver se ele chorava também, mas enquanto eu soluçava umas pingas caíam na minha cabeça, uma pingas frias, que traziam consigo tristeza.

-Eu não te vou deixar. Vou estar sempre aqui contigo. Vou estar sempre dentro dessa tua coisinha que bombeia sangue. Eu juro Silver. Eu nunca te vou deixar.

-Eu sei. Mas a distancia, o tempo… Oh Alec – Os meus olhos pareciam uma torneira que se tinha aberto e nunca mais fecharia.

-Não vai ser por muito tempo. São só umas semanas. Daqui a um mês eu já estarei aqui contigo para te proteger de todos os palhaços, que se acham príncipes, e todas as miúdas irritantes “Olsen”. Eu prometo.

-Tu prometes? Tu voltas para mim? Juras?

-Eu prometo, juro que volto. Que tipo de príncipe seria eu se não voltasse? – Sorriu para mim, como se estivesse tudo bem.

-És o meu príncipe, Alec.

publicado por Twihistorias às 18:00

15
Jul 10

Era hoje! Jacob já tinha chegado com os seus mil e um planos para a semana, em que todos iam caçar.

Estava super entusiasmada, mas tentava esconder o meu entusiasmo para que ninguém pensasse que me iria encontrar com Alec todos os dias.

Jacob já tinha dito que nessa noite nos ia levar à reunião dos lobos, para estarmos com a alcateia, por isso tive que cancelar com Alec para esse dia.

Não fiquei nada aborrecida, mesmo sabendo que ele ficaria triste, eu gostava bastante de estar com a alcateia. Gostava de conversar com Sam, cozinhar com Emily, gostava de ouvir as piadas do Quil, do Embry, e do Jared, e adorava quando Paul tentava ser simpático, mas sem sucesso algum. Nessas reuniões aproveitava também para ajudar Leah a ultrapassar o seu trauma, e Seth por vezes ajudava, mesmo estando farto de ouvir Leah a lamentar-se.

Esme tinha-nos aconselhado a ir à escola, mas Jacob e Nessie preferiram ficar por casa e preparar as coisas para a nossa semana.

Eu como seria de esperar, segui o conselho e fui para a escola com o “Stupid Shiny Volvo C30” do pai.

Claro que, como sempre, toda a gente me olhou enquanto saia do carro. Tentei passar despercebida, mas nada feito, quando o capitão de futebol se junta à festa, certo?

No “Forks Elementary School” tudo rodava em volta do estatuto social de cada um. Os humanos eram um pouco parvos, porquê que toda a gente tinha ser rotulada como “popular” ou “falhado”? Enfim, era óbvio que tanto eu como Jacob e Nessie, éramos os “populares insociais” (isso era sequer um estatuto lógico?), todos nos achavam engraçados, bonitos, e misteriosos e por isso todos falavam de nós.

Heath era o “popular social e silly”, claro que ninguém o achava parvinho, afinal de contas ele era o “Heath, o rapaz mais perfeito do mundo” como algumas raparigas das minhas aulas de Calculo, e Biologia se referiam a ele.

Enfim quando duas pessoas deste género se juntam, o que neste caso nem foi juntar foi ele que veio melgar-me a cabeça, não pode dar boa coisa.

-Olá! Estas bem? – Disse Heath afagando o meu cabelo castanho cor de mel. Não gostei do modo que o tocou, quem pensava ele ser para acarinhar o meu cabelo daquele jeito? Talvez Alec não tivesse sido demasiado claro quando se declarou meu namorado à sua frente.

-Olá! – Disse eu, cuspindo as palavras agressivamente. Olhei-o com um tanto quanto de aversão que dizia “porquê que estas aqui, a dizer-me Olá em frente de toda a escola seu parvinho?”

-Que se passa? Porque essa agressividade comigo Silver? – Olhou-me com uns olhinhos de bebé aos quais não me foi difícil resistir, porque ele não era mesmo grande actor. – Tem calma nós podemos resolver isto juntos. – Enquanto a sua boca se abria, e expelia tais palavras, o seu corpo encurralava o meu contra o carro. Claro, e aqueles humanos sem nada que fazer olharem-nos.

-Que fique bem claro que eu, não quero nada contigo. Sai de cima de mim, já! – Berrei-lhe com a fúria evidenciada no meu tom de voz.

-Então, eu sei que é comigo que queres estar, larga o teu namorado atrasado mental e nós pudemos ser felizes juntos, como num conto de fadas. – Ele estava mesmo a passar os limites. Tentei empurra-lo, mas não com muita força, porque não queria que ele voasse. Tentei ao máximo não o magoar mas se ele desse mais um passo eu iria atira-lo pelos ares.

O vento soprou com força naquele momento, e a porta do carro do meu pai abriu-se. O seu cheiro agradável invadiu-me as narinas, deixando-me hipnotizada. Não sei como mas ele sempre estava lá quando eu precisava, que ele estivesse. “Alec Volturi” sussurrou o vento para consigo.

-Não, isso não seria possível caro amigo. Caso nunca tenhas lido contos de fadas, as princesas – e agarrou o meu braço puxando-me para si como se lhe pertencesse. Heath estava vermelho, e envergonhado, diria até com medo. O meu rosto estava inexpressivo, e o meu corpo estava entregue aos braços de Alec, que o acariciavam de um modo carinhoso. Os humanos mais coscuvilheiros como Miley Stanley, a filha de Jessica e de Mike Newton, observavam cada passo da conversa. – Como a Silver, sim meu caro, ela é uma princesa, a minha princesa. As princesas acabam sempre com príncipes, e não com jogadores de futebol débeis mentais. – A multidão de humanos soltou um “oh!” de espanto. Por favor, será que as suas vidas eram assim tão desinteressantes?

-Enfim, o que Alec quer dizer é isto: “voltas-te a aproximar de mim e ficas sem cara.” – Ele ia a abrir a boca para dizer algo, mas eu impedi-o continuando – E não me venhas com “eu estou muito arrependido” porque o Alec vai mesmo fazer-te sentir arrependido.

Alec sorriu, e baixou a cabeça para sussurrar ao meu ouvido: “queres mesmo que o faça sentir arrependido?”

Acenei com a cabeça.

Heath saiu dali com uma rapidez impressionante, e à medida que ele furava a multidão todos se riam na cara dele. Achei piada, aqueles humanos parvinhos quando queriam eram cruéis. Quando campainha tocou todos se dispersaram, e foi cada um para o edifício onde iam ter aulas.

-Então, Sr. Volturi, quer explicar-me o porquê de estar aqui, na minha simples escola?

-Claro, Mrs. Cullen, eu inscrevi-me para me certificar que este palhaço, não te chateia. Peço desculpa querida Silver, mas não achei piada nenhuma como ele te olhou na sexta-feira, e muito menos piada a como se lançou sobre ti hoje, por isso inscrevi-me e assim posso ter debaixo de olho aquele débil mental, e pudemos estar mais tempo juntos.

-Inscreveste-te numa escola cheia de humanos, aquilo que comes todas as semanas? Não me parece boa ideia.

-O que é feito do autocontrole? Eu tenho autocontrole. Não te preocupes, não vou comer ninguém – Riu-se como se fosse uma piada.

-Bom tirando isso, agrada-me que tenhas vindo só para me proteger. O que vais ter agora?

-Vou ter Calculo, com o professor Verne.

-Vamos, eu também vou ter aula com ele agora. – Alec agarrou a minha mão e em poucos minutos chegamos à aula do professor Verne no 3º piso.

Antes de entrar na sala reparei que não estava vestido da maneira que se vestia antes. Já não tinha aquelas camisas com folhos à séc. XVII, usava sim uma t-shirt branca justa, um casaco de couro preto tipo motard, e as suas calças já não eram umas meias calças, mas usava sim umas calças de ganga, e calçava umas sapatilhas normais da Nike como qualquer outro jovem de 17/18 anos.

Um sorriso soltou-se e ele murmurou:

-A Alice disse que ias gostar. – Dei uma gargalhada, é claro que Alice estava envolvida.

-Bem eu gosto. Estas giro, e as lentes de contacto. Hum… Ficam-te bem.

Bati à porta e esperei que o professor Verne viesse abrir, para saber se podia ou não entrar.

Ele não demorou muito e com um grande sorriso recebeu-nos.

-Vejo que traz um novo colega, menina Cullen. – Apressou-se a dizer, curioso com a chegada de Alec.

-Sim é o Alec Volturi, é novo aqui na escola, professor Verne.

-Oh, muito prazer, Mr. Volturi. Turma digam “Olá” ao nosso novo aluno, Alec Volturi, certo?

-Sim certo, professor. – Disse Alec sorrindo, e acenando para a turma, que o saudou com um grande “Olá” e alguns suspiros dos quais não gostei.

-Bom podes tomar o teu lugar à beira da Silver, visto que ela não tem ninguém ao seu lado. – Ofereceu muito gentilmente o Professor Verne.

-Claro seria uma honra. – Agradeceu, e por fim tomamos o nosso lugar no fim da sala.

Miley Stanley, Ashley Yorkie, as filhas dos amigos de liceu da minha mãe, não paravam de olhar para trás, o que me irritava um pouco.

Alec, não lhes ligava e estava muito atento ao que o Professor Verne nos estava a explicar, mas irritavam-me à mesma.

-Tem calma, são só humanas curiosas pelo desconhecido. Não fazes ideia de quantos humanos nesta sala desejavam estar no meu lugar. – O que me interessavam minimamente os humanos que queriam estar sentados ao meu lado?

-Pois, queres apostar 5 dólares, como no fim da aula elas vão completamente fazer-se a ti, mesmo eu estando ao teu lado de mão dada à tua?

-Apostado, nem duas humanas desesperadas fariam isso.

-Elas são meninas para isso, acredita.

A aula de Calculo não demorou muito a passar e eu estava mesmo a ganhar cinco dólares. Alec agarrou a minha mão e saímos ambos pela porta.

As gémeas irritantes saíram e olharam Alec com um olhar insinuante e provocador. Ele não correspondeu, mas elas não desistiram, e logo atacaram à foça toda.

-Olá Alec. – Saudou Miley, com a sua voz estridente, quem sai aos seus não degenera não é verdade? Ele não disse nada, apenas sorriu para ela, que no mesmo instante se derreteu.

A outra gémea irritante apressou-se a perguntar o óbvio:

-Então tu e a Cullen andam, hum? – E revirou os olhos como se não quisesse saber, como se fosse mesmo só curiosidade.

-Pois nós andamos sim. – Respondi-lhe com arrogância.

-é eu e ela somos namorados. – Soltou ele suavemente sorrindo para mim, como se o sorriso dele me fosse acalmar de alguma forma.

-Ah, mas já sabes querido quando ela meter a pata na poça podes ligar para o 235653… – Interrompia antes que acabasse, mas que lata que aquela Miley tinha!

-Pois ele não vai precisar, pois não amorzinho? – E olhei-o nos olhos, o que realmente me acalmou.

Ele que me segurava pela cintura beijou os meus lábios muito ao de leve, e sorriu.

-Não, com certeza não irei precisar. Desculpem meninas mas quem eu amo, é a Silver e acho que isso não irá mudar – Os seus rostos entristeceram o que me deu um certo prazer.

Ele beijou-me de novo para que todos tivessem a certeza que ele me amava, incluindo eu mesma.

Era oficial: Eu estava completamente apaixonada por ele.

-Eu amo-te muito Alec Volturi, sabes? – Sussurrei ao seu ouvido

-Sim, e o vento também sabe agora. – Respondeu ele sorrindo.

 

 

publicado por Twihistorias às 18:00

11
Jul 10

As aulas de Inglês da Miss. Taylor era sempre um pouco chatas, mas tentei ficar concentrada e pensar no facto de à tarde ir ter com Alec, o que realmente ajudou. Nessie estava sentada na carteira ao lado de Jacob por isso nunca achava nenhuma aula chata.

Apesar de Jacob ter 29 anos, continuava com a cara de menino de 16, como quando conheceu a minha mãe.

Nessie e Jacob sempre tornavam as aulas divertidas para eles, mas muito poucas vezes me incluíam na brincadeira. Na escola era o único lugar onde me sentia um pouco sozinha. Sempre me disseram para me dar só com a Nessie e Jacob e nunca alarguei os meus horizontes, nunca falei com nenhum humano sem ser os pais da minha mãe e os meus professores. Muitos colegas meus tinham um grande fascínio por nós, mas nenhum tinha coragem de falar connosco. Alice, Rosalie, Emmett, Edward, e Jasper explicavam que era por parecermos demasiado perfeitos, mas eu achava que eles tinham mesmo medo de nós.

Heath Knight tinha um grande fascínio por mim e Nessie. Nunca consegui bem ver o que pensava ele, mas Jacob dizia que não deveria falar com ele fosse o que fosse. Ele era o típico rapaz de liceu americano. Era o capitão da equipa de futebol, o rapaz por quem todas a raparigas suspiravam, e sim era lindo. Tinha olhos azuis, e o seu cabelo era um dourado cor de sol, um corpo excessivamente cheio de músculos. Não eram características que achasse atraente num rapaz.

Hoje tinha vindo sozinha. Jacob ficou com o resto da alcateia e Nessie preferiu ficar em casa com a avó Esme.

A sexta-feira era o dia que eu mais gostava, na semana inteira de aulas. De manha tinha Espanhol, Inglês, e Historia. Depois das três horas de almoço, que eu usava muitas vezes para fazer de conta que almoçava e depois para passear na floresta ao lado da escola, tinha Clube de Literatura e de Teatro.

Heath andava comigo em todas as aulas menos as de tarde, porque tinha treino de futebol.

No fim da aula de Historia, dirigi-me ao nosso cacifo (meu, da Nessie e do Jacob). Estava completamente desarrumado, como já esperava, cheio das tralhas de Jacob e dos livros de Nessie. Como não estava com paciência para o arrumar de novo pousei os livros, tirei a carteira e dirigi-me à cantina.

Não queria fazer papel de parvinha sentada sozinha numa cantina cheia de pessoas a guardar uma cadeira, para eu me sentar a seu lado, por isso comprei uma sandes e uma Coca-Cola, e fui comer para a floresta.

Enquanto estava na fila, Heath começou a falar comigo, de uma forma natural como se me conhecesse há anos.

-Então hoje a tua Ceita baldou-se? – Disse ele pejorativamente.

-Pois, eles não podiam vir, motivos pessoais. – Retorqui de uma forma um pouco rude, para ver se ele não falava mais.

-Podes comer comigo se quiseres, hoje vou almoçar sozinho.

-Pois, eu prefiro comer sozinha.

-Vá lá, não te custa assim tanto, quer dizer, só um almoço.

-Não. A serio não me estou a sentir lá muito bem, se calhar vou almoçar a casa mesmo. – E em acto contínuo peguei na minha carteira, para sair dali o mais rápido possível. Ele impediu-me segurando-me o braço, com força, que se eu quisesse poderia acabar, mas não o fiz.

-Pronto, calma. Eu calo-me, não precisas de fugir, só te pedi para almoçar, como estavas sozinha. Só estava a tentar ser simpático.

-Pois peço desculpa. Se não almoçares com aqueles gorilas do futebol eu almoço contigo, mas só hoje. – Respondi-lhe tentando desculpar-me pelos actos arrogantes anteriores. – Almoçamos lá fora, esta bem? Num sitio onde ninguém esteja. – Esperava que ele não levasse isto no sentido de eu querer estar sozinha com ele, não queria ser vista só isso.

-Esta bem pode ser lá fora.

Ele acompanhou-me até a umas mesas onde normalmente toda a gente estava nos intervalos, mas durante o almoço estavam completamente desertas.

-Tu, a tua irmã e o namorado dela, são mesmo estranhos. Não se dão com ninguém, só entre vocês e não gostam de ser populares, mas nem se dão conta de que são. – Riu-se, com uma certa ironia.

-Pois nós não gostamos de fazer amigos, por isso é que não queria almoçar contigo. E desculpa mas isto será uma vez sem exemplo, se Jacob sabe, ou a Nessie, eles matam-me.

-Calma, eu juro que não conto a ninguém. Foi só uma vez sem exemplo.

-Obrigado.

-Então, tu e a tua irmã, vocês são mesmo bonitas. Mas não são parecidas nem nada. São gémeas não é?

-Somos sim. – Não lhe dava respostas longas para tentar que ele se calasse, mas nem por isso ele o fez. Os humanos às vezes eram pouco perspicazes. Quase nenhum devia entender quando alguém não queria conversar.

Enquanto Heath tagarelava, senti um cheiro que me era familiar. Mas como estava distante não o consegui distinguir. À medida que se foi aproximando consegui detecta-lo. Estava salva! Era Alec! Sorri de alegria.

Heath olhou para o relógio e sorriu:

-Ainda é cedo. Podemos conversar mais. – Alec saiu de dentro da floresta e veio a correr até chegar perto da mesa. Abrandou quando se chegou à mesa. E sorriu para mim. Trazia a sua guitarra nas costas.

OH MEU DEUS ele tinha-me escrito uma canção!

-Pois receio que isso não seja possível amigo. Fica para a próxima – Disse Alec respondendo à afirmação de Heath.

-Silver, ele é quem?

-Sou o namorado dela. Alec Volturi. – Namorado? Alec Volturi era um nome imponente, não sei como Heath não mostrou medo perante Alec.

-Ah está bom então. Hum, então parece que tenho que ir. Adeus Silver.

-Adeus Heath – Disse eu sorrindo. – Namorado? A serio? Coitado, assustaste-o.

-Não deves falar com humanos Silver. Não voltes a falar com ele. Não gosto dele.

-Ah era só o que me faltava, uma crise de ciúmes. – Sorri – Estas com ciúmes bebé?

-De humanos? Por favor. Anda vamos para a floresta, encontrei uma canção de um cantor que eu gosto para te cantar. – Pegou em mim como se fosse uma princesa e correu para dentro da floresta comigo.

Não demorou muito até chegarmos ao lago, onde ele me sentou numa rocha e em frente a mim começo a cantar:

“You're better then the best
I'm lucky just to linger in your light
Cooler then the flip side of my pillow, that's right
Completely unaware
Nothing can compare to where you send me,
Lets me know that it's ok, yeah it's ok
And the moments where my good times start to fade

 

You make me smile like the sun
Fall out of bed, sing like bird
Dizzy in my head, spin like a record
Crazy on a Sunday night
You make me dance like a fool
Forget how to breathe
Shine like gold, buzz like a bee
Just the thought of you can drive me wild
Ohh, you make me smile

 

Even when you're gone
somehow you come along
Just like a flower poking through sidewalk crack and just like that
You steal away the rain and just like that

 

You make me smile like the sun
Fall out of bed, sing like bird
Dizzy in my head, spin like a record
Crazy on a Sunday night
You make me dance like a fool
Forget how to breathe
Shine like gold, buzz like a bee
Just the thought of you can drive me wild
Ohh, you make me smile

 

Don't know how I lived without you
Cuz every time that I get around you
I see the best of me inside your eyes
You make me smile
You make me dance like a fool
Forget how to breathe
Shine like gold, buzz like a bee
Just the thought of you can drive me wild

 

You make me smile like the sun
Fall out of bed, sing like bird
Dizzy in my head, spin like a record
Crazy on a Sunday night
You make me dance like a fool
Forget how to breathe
Shine like gold, buzz like a bee
Just the thought of you can drive me wild
Ohh, you make me smile”

Não tinha palavras para descrever aquela canção. A canção que ele me tinha cantado naquele momento lindo. Alec era tao romântico.

-Gostaste? Bom, esta canção diz basicamente tudo o que és para mim. Gostava de ter sido eu a escreve-la mas acho que é bonita, na mesma.

-É perfeita. Obrigado.

-Não mereço nada? Nadinha de nada?

-Desculpe Sr. Volturi. Aqui tem o seu beijo. – Muito ao de leve os meus lábios juntaram-se aos seus para se consumirem num beijo momentâneo mas duradouro. Não podia pedir mais. Ele cantava para mim, preocupava-se comigo e salvava-me de humanos. Era simplesmente perfeito. – Alec Volturi tu és perfeito. – Sussurrei-lhe ao ouvido.

-Silver Cullen, tu és linda, maravilhosa, amável, espectacular, e és a minha namorada. – Gritou ele ao vento para que ele o espalhasse por ai. – Que te parece baldares-te as aulas, agora à tarde e irmos passear? Podemos passear aqui mesmo na floresta.

-Parece-me uma boa ideia. É fantástica mesmo. – Vi o seu rosto alegre quando aceitei o convite sem sequer hesitar. Ia ser uma tarde prefeita. A melhor tarde da minha vida.

publicado por Twihistorias às 18:00

09
Jul 10

Como de costume chegamos a casa tarde, e cheios de sacos. A maioria eram roupas que seriam em breve rasgadas por Jacob, mas sinceramente, a tia Alice não se importava muito com isso. Quando cheguei subi as escadas e fui para o meu quarto vestir-me para ir dormir.

-Silver! – Gritou a tia Rose fazendo-me parar automaticamente no meio do lance de escadas.

-Nós só queríamos agradecer por hoje nos teres mostrado como éramos importantes para ti, e que o Volturi não te irá afastar, nem mudar nada. – E em uníssono toda a família me agradeceu com um “OBRIGADO” do tamanho do mundo.

-Não me agradeçam. Eu estou um bocado cansada por isso não poderei fazer um grande discurso como o de há horas atrás – fitei a tia Alice, que continuou com o seu ar doce a sorrir para mim, como uma inocente – Mas vocês são mesmo importantes para mim, e espero que nunca se esqueçam desse pequeno grande facto.

Quando todos voltaram a sorrir para mim e agradecer mais uma vez, subi as escadas e senti os corpos atrás de mim a dispersarem-se pelo primeiro andar da casa.

Fui até à casa de banho, e tomei um banho rápido, porque amanhã queria mesmo ir à escola. E para isso tinha que dormir.

Quando cheguei ao meu quarto das janelas conseguia ver toda a vasta floresta aos meus pés e por cima da minha cabeça o céu escuro e dominado pelas estrelas. Era uma sensação agradável, como se voasse.

A tia Rose ainda estava no andar de baixo por isso, fui buscar a minha almofada ao armário. Andei meio quarto para ir buscar a almofada, normalmente correria mas não o fiz por estar demasiado cansada.

Quando abri o armário, senti uma intensa respiração sobre o meu pescoço. Não me era familiar, pelo menos o cheiro não era de nenhum Cullen, e não era horrível como o de Jacob, era suave e agradável. Era bom, uma mistura de sensações.

-É o Alec, tonta. – Soou a sua voz acabando com a minha querida investigação.

-Alec? Alec Volturi? Romeu? – Mas o quê que ele fazia ali? Queria morrer ou então pelo menos estaria a tentar. Se Jacob sentisse o cheiro dele…

-Sim, Julieta – E rodou o meu corpo, fazendo com que estivéssemos só separados pela almofada.

-Tu és maluco? Ou estas a tentar morrer? O que fazes aqui? Não entendo, estas a correr perigos desnecessários. Jacob vai sentir o teu cheiro, e vão todos subir. – Já conseguia sentir o reboliço no piso inferior, e não sei como nem porquê ainda ninguém tinha subido as escadas, mas em breve subiria.

-Calma. – Disse ele afagando-me o cabelo – A tua tia Rosalie está a manter todos lá em baixo e eles estão a discutir se sobem ou não, mas muitos dizem que a prova de confiança que lhes deste hoje merece, que eles te deixem estar aqui comigo até quando quiseres. Portanto até quando queres? – Sorriu amavelmente.

-Estão mesmo todos bem? Ninguém se vai passar ou coisa do género? Podes mesmo ficar, de certeza?

Edward falou alto para que eu me certificasse que Alec não estava a mentir:

-Ele pode ficar, quando quiseres é só manda-lo embora.

“Obrigado, pai. Agradece a todos o seu voto de confiança, eu adoro-vos” pensei eu para que ele lhes transmitisse.

-Vês? Eu estava a dizer a verdade. – Sorriu de novo

-Será desconfortável, aqui. Eles estarão todos parados a ouvir cada palavra trocada, ou cada gesto. É desconfortável. – “Livra-te deles, por 1 hora. Só peço 1 hora. Por favor pai.”

-Eles vão levar o cão a casa e depois vão visitar o teu avô. Uma hora como pedido. – Disse-me Alec, sorrindo-me como se pensasse “o que irei fazer numa hora?” Quando ouvi a porta bater, senti um alivio enorme no meu coração. Eram 23h até à 00h ainda tinha tempo para Alec. Se não tinha tempo, tinha acabado de o arranjar.

-Então Romeu, que não aparece à janela, mas dentro dos quartos, porque vieste aqui hoje? Um bom motivo para eu ter expulsado a minha família daqui?

-Sim é um bom motivo. – Beijou o meu nariz suavemente como se uma pena pousasse em cima dele. – Tinha saudades tuas.

O meu coração meio humano começou a bater mais depressa, e ele pousou a mão fria no meu peito para senti-lo a bombear.

-Connosco não é difícil. Mesmo que tenhas sangue, não é propriamente daquele que me alicie muito a provar-te. Não é que não cheire bem, mas seres metade como eu não me faz querer provar de ti, do teu sangue.

-Não, connosco é fácil, mas será certo? Quer dizer antes eu nem te interessava muito, acho que só esta tarde comecei a interessar-te. E não vai ser fácil, mesmo que as coisas sejam assim apelativas, como tu não me quereres comer, o que já é um grande começo. Tu terás que os conquistar a todos, ao Edward, a Bella, aos meus tios, ao Jacob, à Nessie, e aos meus avós. Acho que devíamos ir com calma.

-Sim tens razão, a calma parece perfeita, quando se trata de ti, sabes? Normalmente iria ficar todo rabugento e dizer “calma? Eu vivo com calma”. Mas tu, tu mudas-me.

A sua mão fria continuava pousada em cima do meu coração, a senti-lo. Claro que estava a fazer figura de parva, porque cada vez que ele me elogiava o coração bombeava mais depressa.

Estávamos sentados a olhar a floresta das enormes janelas do meu quarto. A floresta sobre nós quieta e calada, onde as arvores só abanavam ao sabor do vento, e o céu que brilhava, com um lindo luar a iluminar a sua face. Era perfeito. A noite perfeita.

Alec falava e eu ficava meramente a ouvir, sem retorquir. A sua voz suave, soltava gargalhadas de vez enquanto e o seu rosto mostrava o seu sorriso perfeito, que fazia o meu coração bombear rápida e freneticamente.

-Então miúda? Não vais dizer nada, vais deixar-me falar a noite inteira?

-Não será a noite inteira embora eu desejasse que sim. – Balbuciei. – Mas eu estava só ouvir-te, gosto de te ouvir.

-Porque que não pode ser a noite inteira? Eu podia ficar aqui, a ver-te dormir. A acariciar-te o cabelo e a beijar-te a testa se acordasses depois de um pesadelo. Eu podia cantar para adormeceres, podia mesmo contar-te histórias e tu adormecerias, e depois eu ficava a tomar conta de ti durante a noite, e amanhã podíamos passear antes de te levar à escola.

-Parece-me tentador, mas…

-Meu amor, não estragues tudo com “mas”. Posso ficar só hoje?

-E se fizemos um acordo? É melhor que ser só hoje. – Mostrou-se um pouco implicante, mas depois anuiu e deixou-me continuar – Bom, para a semana é os três dias de caçada e o fim-de-semana. Podíamos fazer assim, eu passava os três dias a convencer Nessie e Jacob e no fim-de-semana tu vinhas cá e passavas aqui a noite a ver-me dormir. É melhor, pelo menos eu sentir-me-ia mais à vontade.

-Esta bem. Dois dias é muito melhor que um, e não tens escola por isso, é melhor. Fica assim combinado.

-Boa! – Pulei eu de alegria, milhões de vezes em cima da cama. Alec, fez-me parar agarrando-me e puxando-me suave mas rapidamente contra si. As suas mãos agarraram-me pela cintura, e os seus olhos atravessavam os meus. Os seus olhos vermelhos vivos olhavam o meu rosto com muita delicadeza e carinho, não sabia o que dizer, mas o meu coração dizia tudo quando não parava de bombear cada vez mais depressa contra o seu peito frio. Esboçou um sorriso e sussurrou:

-Essa pequena coisinha dentro de ti consegue dizer-me como te sentes neste momento, e penso que o que ela pede é um beijo. –

-Bom talvez, mas… – Riu-se e olhou-me intensamente

-Nada de “mas”. Lembras-te? – Não percebi bem como aconteceu, mas o mais rapidamente possível, os seus lábios tocaram os meus. Os seus lábios eram tao frios como o resto do seu corpo perfeito, mas em contacto com os meus pareciam quentes.     Não queria acabar com aquele momento do nosso 1º beijo, debaixo das estrelas, nunca. Acho que era dos momentos mais perfeitos que tinha vivido. Mas quando o relógio deu as doze badaladas, e me apercebi que se tinha passado uma hora, tive que acabar com aquele momento tão perfeito.

-Então? Que se passou desta vez? – Perguntou ele com um ar insatisfeito.

-Não é nada, só que já é meia-noite. Eles devem estar quase a chegar. Desculpa.

-Não tem problema bebé linda. Amanha não te esqueças que temos um encontro. Eu venho buscar-te aqui, a que horas acabas a escola?

-Às três da tarde. Quatro horas seria perfeito.

-Então é às quatro. Adeus bela Silver. – E beijou-me pela última vez.

-Adeus querido Alec. – Sussurrei eu já depois de ele ter saído do meu quarto pela porta que dava acesso ao exterior, e que se encontrava a alguns metros do chão.

 

Informação: A Silver tem um facebook, para isso basta procurar por Silver Cullen, ou então o email dela é: silvercullen@live.com.pt

publicado por Twihistorias às 19:37

05
Jul 10

-Então como correu o encontro com a sanguessuga mini? – Jacob nunca falava de qualquer vampiro sem pôr qualquer nome horrendo ou ofensivo.

 -Jacob Black, sabes bem que não gosto que fales assim dele – lançou-me um olhar que dizia: “já é ele?” – ou de qualquer outro vampiro – apressei-me a corrigir.

-Ou! Calma Gold. Sabes que ninguém gosta dele, o teu papá e a Bells. Até a Nessie anda preocupada.

-Quê? Ela falou-te de alguma coisa?

-Sim. Ela tem medo que ele use lá aquele poder que ele tem para cortar laços afectivos. – Anui com a cabeça sabendo do que ele falava. – Pronto. Ela tem medo que ele corte os laços entre ti e nós e te tornes uma deles, uma Volterri ou lá o que aquelas sanguessugas pomposas se chamam.

-Volturi. A Nessie sabe que isso não vai acontecer. Ela confia em mim, sabe que eu jamais deixaria que as coisas chegassem a esse ponto, não sabe?

-Sim mas ela tem medo. Tem medo de te perder. Não quero que ela tenha medo disso, Gold.

-Quando ela te falar disso tu contas-me? Promessa de mindinho? – Ele anuiu com a cabeça e esticou o mindinho que agarrou o meu prometendo. – Agora, Jake foi maravilhoso. Ele citou Shakespeare para mim. Não é fofo?

-Ele o quê? Disse-te o quê?

-“A troca do teu voto de amor fiel pelo meu”, que nas tuas palavras quer dizer, “Eu amo-te Renesmee”.

-Ele disse-te essa treta toda só para dizer que gostava de ti? – O seu rosto esboçou um grande ponto de interrogação.

-Jacob, ele foi romântico. O que ele disse foi Shakespeare, Romeu e Julieta. O livro mais lindo e romântico que há!

-Bah! Eu agrado a tua irmã só com coisas simples.

-As coisas deste género são bonitas Jake.

Depressa chegamos ao shopping que havia em Portland. Jacob estacionou o carro no lugar mais perto da porta e entramos. Subimos as escadas rolantes e já conseguia sentir o cheiro da tia Rose, da mãe e do pai a léguas.

-Vamos, eu sei onde eles estão! – Disse para Jacob.

Tentei não dar nas vistas mas corri o mais rápido que pude para chegar à minha família, enquanto Jacob me tentava acompanhar.

-Jacob! – Gritou Nessie.

-Silver! Cão… – Disseram a tia Alice, a tia Rose, o tio Emmett, e o tio Jasper em uníssono.

-Jacob, meu amor. – Disseram a mãe e o pai.

-Jacob. Querida Silver. – Cumprimentaram-nos Esme, e o Carlisle.

Eu e Jacob apenas saudamos todos com um grande “Olá!”. A mãe, a tia Alice e a tia Rose pegaram em mim e afastaram-me para o lado e começaram logo o interrogatório:

-Como foi?

-Ele magoou-te? Matou alguém?

-Foi romântico?

O pai sorria de gozo como se gostasse de me ver a ser massacrada com as perguntas delas.

Apressei-me a interrompe-las dizendo:

-Foi simplesmente mágico. Nós passeamos na floresta, e os poucos raios que a iluminavam e tocavam na pele dele faziam com que ele brilhasse e mãe como tinhas dito é tão bonito. Depois ele citou Shakespeare para mim. Fizemos uma pequena encenação de quando o Romeu visita a Julieta e fala com ela à janela. Foi perfeito. E ele. – Hesitei. Deveria contar que Alec Volturi me tinha beijado?

-Ele? Ele o quê? Ele trincou-te, ele trincou-te foi isso Silver? Por favor, para agonia já me basta ver o Jacob a vestir aquilo. – A tia Alice era tão impossível.

-Não, não me trincou. – E reparei que tinha toda a família Cullen de ouvidos postos a ouvir a conversa desde o início, por isso decidi dizer logo. – Ele beijou-me.

Um “oh!” surgiu em uníssono. Voltei-me para ver a cara de todos, a maior parte estavam surpreendidos, assustados. A tia Alice estava com a boca aberta, sem reacção, poderia ficar assim por horas se Jasper não lhe alterasse as emoções naquele preciso momento. A tia Rose estava com a cara encostada ao peito do tio Emmett que repetia vezes sem conta: “Calma Rose, foi só um beijo, não vai mudar nada.” A mãe olhava-me com um ar carinhoso como Esme. O pai, não mostrava emoção, mas parecia orgulhoso por eu ter crescido, penso eu. Carlisle estava normal, talvez ele tivesse compreendido que isto era uma coisa que eu realmente queria fazer. Nessie acho que era a única que no meio daquela família toda expressava felicidade, e Jacob também estava feliz por ela estar feliz.

-Ouçam. – Disse Edward, certificando-se que todos olhavam para ele. – Ela cresceu. Rose, ela não podia ser a tua bebé para sempre. E não é isto que vai mudar a relação especial que vocês têm, continuas a ser muito especial para ela acredita. E, meu amor, a tia Alice só estava estupefacta, por ser o teu primeiro beijo. Esta tudo bem, desde que ele não te feito mal, ele fez?

-Não, não ele portou-se bem. Prometo, tu sabias se não fosse assim certo?

-É, eu sabia – Sorriu.

Cheguei-me ao pé da tia Rose para me certificar que parava de chorar, senão a tia Alice ia ter um ataque pela camisola do tio Emmett. A cara dela estava encharcada de lágrimas, e não paravam de cair, como o céu num dia de chuva. Esperei que a tia Alice entrasse na próxima loja e levasse o bando Cullen com ela, para puder falar com a tia Rose a sós.

-Tia Rose? – Disse eu baixinho, mas eu sabia que ela iria ouvir

-Sei que não percebes isto, esta maneira de eu chorar, mas eu tenho medo. Medo de te perder, porque sempre foste a minha pequenina, a filhota que eu não tive. Não é que eu não goste da Nessie, eu adoro-a como te adoro a ti pequenina, mas quando nasceste foste a primeira em quem eu peguei, e agarraste-me o dedo com força, como se pedisses para eu não te deixar cair, e logo ali eu percebi que eras tu.

-Rosalie Hale, tu nunca, mas nunca mesmo me vais perder. Eu adoro-te, e não é pelo Alec me ter beijado, que vou abdicar das tuas histórias e do tio Emmett, de tu te deitares ao meu lado e ficares a noite toda a ver-me dormir. Eu nunca por nada vou abdicar de ti, e da nossa família, vocês vem antes de tudo. – Quando acabei, a tia Rose tinha um sorriso na cara e se chorava agora, era por felicidade. Os outros de certeza que estavam atrás de mim a rir-se e a sorrir por saber que era aquilo que eu pensava.

É claro que eles viriam sempre primeiro, mesmo que Alec tocasse piano para mim, ou escrevesse uma canção para mim na sua quinquagésima guitarra. Eles eram quem eu mais amava, cada um pelas suas qualidades e pelo que significam para mim, e sem eles eu realmente não seria nada.

Ouvi o resto da família chegar e todos me saudaram com um olhar carinhoso, como um agradecimento pelo que eu tinha dito. A tia Alice abraçou-me e sussurrou:”adoro-te minha pequenina.” Todos me disseram o mesmo e Jacob acrescentou:”obrigado por mostrares à Nessie que ela já não tem que se preocupar mais.”

 

Informação: A Silver tem um facebook, para isso basta procurar por Silver Cullen, ou então o email dela é: silvercullen@live.com.pt

publicado por Twihistorias às 18:00

02
Jul 10

Quando cheguei a casa não havia sinal de ninguém. Chamei, por todos mas ninguém me respondeu. Procurei Esme, na cozinha, os meus pais no seu quarto. Procurei a bolsa da tia Al, escusado será dizer que não estava em casa. Deduzi que tivessem ido comprar roupa e afins sem mim. Liguei ao pai para saber onde estavam mas ele não me atendeu. Passados alguns minutos ouvi a campainha tocar.

-Jacob? – Disse eu.

-Anda daí miúda. Foram todos ao shopping sem nós. A tua irmã pediu-me para ir ter com ela e eu passei aqui para te buscar.

-Esta bem. Que carro, ou devo dizer que lata velha trouxeste hoje?

-Não chames isso às minhas obras-primas, Gold. Sabes que elas são importantes para mim.

-Eu sei Jake. Hoje para variar, queres guiar algo rápido?

-Sim, é isso ou vamos a pé. Mas pudemos sempre levar o Ferrari da tua mamã, ou então o Mercedes da loira oxigenada.

-Não chames isso à tia Rose, Jake. Anda, vamos ver o que temos na garagem. E enquanto eu escolho o carro acho que devias escolher uma roupa do tio Emmett para vestir.

-Então? Eu é que escolho o carro. Leva-me ao quarto do Big.Guy e escolhe-me alguma coisa, sabes que eu sou “um fashion disaster” como diz a Alice. – Ri-me, Alice estava sempre a arranjar-lhe roupa de jeito, mas ele rasgava-a quando se transformava.

Levei-o até ao quarto da tia Rose e do tio Emmett. O quarto era grande e espaçoso. Tinha um guarda-vestidos que se prolongava pela parede toda. As prateleiras eram todas ocupadas pela maquilhagem da tia Rose, e os seus acessórios. A maior parte das coisas que ocupavam o quarto eram do tio Emmett. As mochilas para acampar, os sacos cama, os milhões de tendas, os pesos e os filmes preferidos dele e outros adereços para acampamentos. A tia Rose tinha um toucador parecido com os que as princesas usam nos filmes para crianças. O toucador tinha fotografias de quando ela conheceu o tio Emmett e tinha escrito a batom “I love you.” E como resposta ele tinha escrito com lama “I love you too, Rosalie Hale”.

Arranjei umas calças de ganga que a tia Alice guardava no armário do tio Emmett e depois fui buscar uma camisola ao quarto do tio Jasper e da tia Alice.

O quarto da tia Alice e do tio Jasper era bem diferente do da tia Rose e do tio Emmett. Era um quarto muito… original posso dizer. As paredes eram brancas e duas delas tinham desenhos de vestidos e roupas desenhadas pela tia Alice. Ao lado das janelas tinha a secretaria do tio Jasper, repleta de diários. Ele escrevia muito, estariam ali uns 100 anos de diários. O chão do quarto estava cheio de tecidos e fitas, por isso foi difícil chegar ao armário e tirar uma t-shirt do tio Jasper. Tirei a primeira t-shirt em que toquei para chegarmos mais rápido ao shopping.

-Toma Jake. Despacha-te, fico à tua espera na garagem.

Quando cheguei à garagem peguei nas chaves do Ferrari da mãe e esperei que o Jacob chegasse para o conduzir e sairmos dali.

-Então Gold que tal?

-Estas óptimo. Tenho um Ferrari, vamos lá?

-‘Bora miúda! – Disse ele saltando para o carro da mãe.

 

publicado por Twihistorias às 18:00

28
Jun 10

A tia Al tinha-se encarregado de me arranjar um vestido único, e extravagante. Claro que eu disse que não ia levar aqueles tutus coloridos para um encontro na floresta.

-Silver? Porque? Vá lá pequenina.

-Tia Al, por favor eu vou passear para a floresta, não vou propriamente ao novo casamento do Marcus.

-Silver. Não fales disso. É muito difícil para um vampiro arranjar uma nova companheira. E coitadinhos, eles estavam juntos há tanto tempo. O Marcus amava-a. Não fales mais disso, está bem pequenina? – Anui com a cabeça – Nós arranjamos-te uma toilette mais desportiva.

Depois de experimentar umas vinte t-shirts e cinco pares de calças, a tia Alice decidiu-se.

-Estás linda Silver. És linda!

O pai, a mãe, a tia Rose, o tio Emmett e a Nessie vieram ver-me e todos concordaram com a tia Alice. Ela tinha-me vestido umas calças de ganga azul justas, uma camisola lisa roxa, e por cima um pulôver às riscas. Calçou-me umas sabrinas brancas, e pôs-me uma fita roxa na cabeça.

A tia Al esforçava-se para nos manter a todos bonitos e na moda, ela adorava aquele mundo, talvez se ela tivesse continuado humana podia ter sido uma grande estilista. Era talentosa, e graciosa. Eu adorava a tia Al.

Sai para a floresta, depois de todos me terem avisado como Alec era perigoso e que devia ter cuidado. Eu achava que Alec era boa pessoa, talvez precisasse de aprender a ser mais sociável, mas isso aprende-se com o tempo. Quando cheguei à clareira, ele ainda não tinha chegado.

-Psiu! Aqui em cima Silver. – Olhei par cima e ele estava sentado num ramo de uma árvore a ler um livro qualquer. – Sobe!

-Podes descer tu? Tenho medo das alturas.

-Esta bem sai da frente.

Não muito suavemente ele desceu, e caiu mesmo do meu lado.

-Olá Silver! Estás muito bonita.

-Obrigado, a tia Alice é que me vestiu. Ela tem uma queda para a moda e coisas do género.

-Sim, mas sem a roupa dela, tu ficavas linda na mesma.

-Obrigado Alec. Então como vão as coisas? Já soube da Didyme, lamento.

-Sim, a Didyme foi uma perda terrível, a Jane não se sente bem, e o Marcus esta inconsolável. Ela era como uma mãe para nós. Sempre temos a Athenodora e a Sulpicia, mas não é a mesma coisa. A Didyme era muito doce connosco. Vou ter saudades dela.

-Oh, Alec. Lamento imenso. Deve ser difícil perder uma pessoa com quem já vivemos à bastante tempo.

-Sim, há alguns séculos que vivíamos juntos, será difícil mas não há nada que não se supere. E tu miúda, os teus pais e o resto dos Cullen não torceram o nariz por te vires encontrar comigo?

-Alec se lhes desses uma oportunidade verias que não são assim tao maus. Eles são o meu clã, são a minha verdadeira família. E sim torceram o nariz mas é porque se preocupam.

-A tua mãe não gosta da Jane. E também não deve gostar de mim. Tens que aceitar isso, miúda.

-Miúda? Afinal que idade é que tens? Serei assim tão nova para ti?

-Que queres dizer com nova para mim? Comparando idades ou para uma relação? – Quando disse “relação” fez uma cara feia, e depois sorriu.

-Comparando idades. E para uma relação – Imitei a cara dele. – Serei assim tão nova para ti?

-Comparando idades sou um velho caquéctico, com quem tu nunca sairias. E para uma relação estou aberto a excepções, mas tem que ser miúdas mesmo extraordinárias.

-Bom, eu sou extraordinária. – Disse eu balbuciando.

-Silver, tu estás a atirar-te a mim? – Riu-se. – Uma imortal a atirar-se mim, eu sou mesmo bom.

-Oh calma amiguinho. Não estou a atirar-me a ti, porque eu se calhar estou muito longe do teu alcance, mas muito mesmo. – Caminhávamos longe um do outro por dentro da floresta, iluminada com raio de sol. Alec brilhava, e era lindo, tal como o pai. Era lindo vê-lo brilhar. De repente senti a respiração dele por detrás do meu ouvido.

-Isso é um desafio? – Sussurrou.

-Se o levares assim. O que quero dizer é que não és tão bom como pensas. E miúdas extraordinárias como eu talvez não queiram nada com um velho caquéctico, com ar de rapaz de 17 anos, como tu.

-Uhuhuh, o desafio está lançado. Tu miúda extraordinária vais ser minha. Sim deste velho caquéctico, com ar de menino de 17 anos. – Sorriu-me. – Queres ver o que os rapazes que querem miúdas extraordinárias fazem para as conquistar? – Não tive sequer oportunidade de responder à pergunta, e quando dei por mim ele, já me tinha nas costas e estávamos a subir para uma árvore. Ele sentou-se num ramo e pousou-me mesmo ao seu lado. Na sua mão tinha um livro de Shakespeare. “Romeu e Julieta”, o meu preferido.

-Conheces?

-Sei as falas de cor. Fiz de Julieta, no oitavo ano.

-“Senhora, por aquela lua abençoada eu te juro,

Enquanto ela põe prata naqueles ramos de fruto” – Eram as falas de quando Romeu fora visitar Julieta.

-“Oh não faças juras à lua, essa lua inconstante,

Que a cada mês se muda, no circo da sua orbe,

Não vá o teu amor mostrar-se assim tão variável”

-“Que ponho eu na minha jura, então?”

-“Não jures de todo.

E se jurares, jura pelo teu gracioso ser

Que é só ele o deus da minha idolatria,

E é em ti que eu acredito”

 -“Se o amor do meu coração”

-“Enfim, não jures. Embora me dês contentamento,

Não me contenta este contrato de hoje à noite,

É muito apressado, muito imprudente, súbito

Tanto quanto o relâmpago, que deixa de ser

Antes de dizer-se que acende. Meu bem, boa noite.

Este botão de amor, no sopro caloroso do Verão,

Talvez esteja em flor quando voltarmos a ver-nos.

Boa noite, boa noite. Que tenhas tão doce repouso

E paz no coração igual à minha, no meu peito”

-“Oh, vais deixar-me assim, tão insatisfeito?”

-“E que satisfação podes mais ter tu, esta noite?”

-“A troca do teu voto de amor fiel pelo meu”

-“Dei-te o meu voto antes que mo pedisses.

Mas ai, quem me dera que o pudesse voltar a dar.”

-“Eras capaz de retirá-lo? Com que propósito, amor?”

-“Para ser generosa, e poder dar-to mais uma vez.

E, ainda assim, anseio somente por quanto eu tenho.

O meu querer é tão sem conta como é o mar,

E o meu amor tão fundo. Quanto mais eu te der,

Mais eu terei, pois querer e mar são infinitos.” – Dito isto beijou-me. Sim o Alec Volturi. Apressei-me a soltar-me do beijo.

-Então Julieta? O beijo deve demorar pelo menos 9 segundos. Já vamos no nosso sexto encontro a sós acho que merecia.

-Aqui não havia beijo, querido Romeu. É isso que fazes? Citas Shakespeare às pobres humanas e depois chupas-lhes o sangue até à última gota?

-Não, só citei Shakespeare para ti. E também, não te faças de inocente tu ajudas-te.

-Eu sabia as falas. Mas está bem foi romântico teres citado Shakespeare para mim.

-É bom saber, doce bela Julieta. Eu sei mais truques destes. Mas já se esta a fazer tarde, tenho que ir.

-Pousa-me no chão primeiro.

-Claro Julieta. – Sorriu e pegou-me ao colo para descer da árvore.

-Combinamos depois de amanha? No sitio do costume esta bem?

-Esta bem. Até lá “amado Romeu”.

-Até lá “bela Julieta”. – E soltou a minha mão para voltar a casa.

 

 

 

Informação: A Silver tem um facebook, para isso basta procurar por Silver Cullen, ou então o email dela é: silvercullen@live.com.pt

publicado por Twihistorias às 19:06

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