02
Dez 11

Boa Tarde Twilighters!

 

Vimos por este meio comunicar que a fic "Mystic Forks" da escritora Cláudia Ferreira está dada como terminada.

Deveriamos ter um novo capitulo hoje, para publicar, e nas semanas anteriores, mas a escritora não nos mandou nada.

 

Todos os escritores das fics que estão a ser publicadas neste blog estão avisados que se se passarem 2 semanas sem nos mandarem um novo capitulo das suas fics ou pelo menos não derem nenhuma justificação para o sucedido a sua fic será dada como terminada.

 

Esperemos que compreendam a situação das administradoras deste blog para tomarem tal iniciativa, se não tivermos capitulo novo para publicar é um dia em branco para o Twihistórias e a credibilidade do blog estará em causa.

 

Não queremos desapontar ou aborrecer ninguém com este comunicado, serve apenas como justificação para que todos os leitores entendam o que se passa.

 

Sem mais nada a acrescentar,

A equipa do Twihistórias

publicado por Twihistorias às 20:45

27
Out 11

8. Problemas com Lobos

 

Depois do meu episódio insólito com Edward, o restante da minha semana foi no mínimo estranha. Edward passou a evitar-me ainda mais, quase fugia de mim quando me via na escola e, Alice parecia estar constantemente tensa e preocupada. Eu sabia que Alice tinha conhecimento do que se tinha passado entre mim e Edward e, eu também sabia que ela e Rosalie eram as responsáveis por eu ter apanhado boleia com Edward para a escola naquela fatídica manha. Eu só não percebia o que tinha feito Alice deixar de lado a sua faceta casamenteira e substituí-la por uma preocupação constante e, na minha óptica, infundada. Como o ambiente no seio dos Cullen era estranho, eu comecei a passar os meus dias com os meus novos amigos, Jake e Ângela – tínhamos quase todas as aulas juntos, almoçávamos juntos no refeitório e, Ângela convidava-me sempre no fim das aulas para ir estudar para sua casa, o que eu aceitava.

A relação de Jake e Ângela era maravilhosa, eles eram amigos de infância e não sabiam viver um sem o outro – estavam sempre juntos na escola e, quando saíam das aulas, estavam sempre na casa um do outro. Para minha felicidade, eles acolheram-me nessa rotina e, graças a isso, eu conseguia distrair-me e pensar menos nos problemas que eu estava a atravessar na minha vida pessoal. Mesmo em minha casa o ambiente não era dos melhores, uma vez que Damon contou a Stefan sobre o telefonema que eu lhe fiz naquela manhã antes de apanhar boleia com Edward e, agora estavam os dois desconfiados e preocupados comigo. Eu garanti-lhes que não se passava nada entre eu e Edward e que eles não tinham nada com que se preocupar mas, como é óbvio, eles ignoraram as minhas palavras e agora andavam constantemente a vigiar-me.

Na quinta-feira de manhã quando cheguei à escola, saí do carro de Damon juntamente com o meu pai e, quando me encaminhava para a sala de aula vi Jacob a entrar no parque de estacionamento com a sua mota. Dei um beijo ao meu pai e, decidi ir ter com o Jake para entrarmos juntos, já que íamos ter a mesma aula. Quando ia a sair da mota, Jacob viu-me e abriu logo um enorme sorriso, pousou o capacete e veio na minha direcção de braços abertos e disse-me com a sua boa disposição do costume:

-Bom-dia Miss Salvatore, bem disposta? Nunca vi nenhuma rapariga que a estas horas da manhã conseguisse estar tão bonita como tu, isso é um dom! – E dizendo isto, Jacob deu-me um abraço forte e levantou-me do chão.

Eu ria-me com vontade da atitude do meu amigo, enquanto via Damon ainda a sair do parque de estacionamento a olhar para nós a sorrir e a tapar o nariz como quem diz “Vais ficar com um cheiro a cão insuportável logo de manhã!”. No entanto, o meu momento de boa disposição foi rapidamente interrompido quando ouvi um som, que só podia ser detectado pelos meus ouvidos ou pelos ouvidos de um vampiro mas que, era sem sombra de duvida, um rosnado. Olhei rapidamente para trás e pude ver Edward a passar por nós com ar de desprezo, sem sequer olhar na nossa direcção.

- Aquele Cullen é um bocado mal disposto, não é? Tu dás-te bem com as irmãs dele e ele não te cumprimenta e ainda faz aquela cara de nojo a passar por nós! – Observou Jacob.

- Deixa lá Jake, se calhar dormiu mal e está mal disposto... – Respondi prontamente e, encaminhamo-nos para a nossa aula.

Tentei desvalorizar a atitude de Edward enquanto falava com Jacob porque, não podia de forma nenhuma envolver o meu amigo nos meus problemas. No entanto, assim que entrei na sala enviei uma mensagem a Alice que foi mais um ultimato – Alice ia almoçar comigo naquele dia fora da escola e íamos conversar sobre o que se estava a passar entre as nossas famílias. Eu não suportava mais aquele ambiente e as coisas tinham de ser resolvidas com urgência. Alice aceitou prontamente e, na hora do almoço, encontramo-nos no parque de estacionamento da escola.Seguimos para minha casa que, com certeza estava vazia aquela hora e lá íamos poder conversar à vontade sobre o que se estava a passar.

- Alice, esta manha Edward passou por mim e pelo Jake no parque de estacionamento da escola e soltou um rugido altíssimo que me assustou imenso! O Jacob podia ter ouvido, foi ridículo! Eu realmente não percebo o que se está a passar e, também não percebo porque é que tu me andas a evitar! – Disse a Alice assim que entramos em minha casa.

Alice sentou-se pesadamente numa das cadeiras da minha cozinha e disse-me com um ar cansado:

- Michelle, o Edward não é mau… Ele só anda confuso e, pronto, ele preocupa-se com a tua família e contigo, e também não quer que vocês se metam em confusões com os lobisomens porque podemos sair todos muito prejudicados por causa disso, os Salvatore e os Cullen...

- Mas que confusões, Alice!? O Jake ainda nem é um lobisomem e, quando ele for, se ele quiser, eu vou continuar a ser amiga dele! O teu irmão é um idiota e eu estou farta das atitudes dele, importas-te de lhe dizer para se acalmar, por favor? – Eu tinha de desabafar com Alice tudo o que tinha na cabeça, mesmo que muitos dos meus pensamentos não fossem nada correctos e pudessem deixá-la triste.

-Eu compreendo-te Michelle, tu estás totalmente certa e eu vou falar com o Edward, eu vou tentar faze-lo compreender… - Disse Alice tristemente.

- E vais também voltar a falar comigo normalmente e deixar de me evitar? – Perguntei cautelosamente. Eu gostava imenso de Alice e não queria perder a sua amizade, muito menos por causa de um desentendimento com o seu irmão que eu nem percebia o motivo de existir.

- Sim, desculpa-me por isso…Eu não quero perder a tua amizade, tu entraste na minha vida há pouco tempo mas trouxeste tanta coisa boa! Eu quero que a nossa amizade se mantenha sempre e eu sei que as coisas com o Edward vão acabar por se resolver…

Depois de conversar com Alice sobre os nossos problemas recentes, eu senti-me bastante melhor e fui para as aulas da tarde com muito mais animo. Assim que cheguei à escola encontrei Rose que veio ter comigo bastante aborrecida:

- Então tu e a minha irmãzinha vão almoçar juntas e nem me convidam, não é? Que óptimas amigas que vocês me saíram! – Disse Rosalie depois de se prostrar à minha frente com os braços cruzados e com um ar bastante furioso.

- Rose, desculpa, a sério! A culpa é minha, eu é que fiz um ultimato à Alice para vir almoçar comigo porque eu precisava de conversar com ela sobre os problemas que eu tenho tido com Edward, percebes?

- Percebo totalmente, e nem me quero meter nessas coisas! Eu não sei que raio se passa na cabeça do Edward, nem quero saber! Ele parece maluco desde que tu chegaste a Forks! Deixou de se comportar normalmente e eu também já não tenho paciência para ele... Não sei porque é que ele não te pede em casamento e acaba já com isto!

Eu ri com vontade e respondi:

- Não me parece que seja bem esse o problema do Edward, Rose. Acho que ele acabava com os problemas dele se me fizesse uma lavagem cerebral, mas como isso não vai ser possível, vai ter de se habituar ao meu comportamento.

- Enfim, quero lá saber disso! Eu só sei que me prometeste que este fim-de-semana íamos sair todos juntos e eu vou cobrar essa promessa! Prepara-te porque a próxima sexta à noite vai ser uma loucura! Vamos sair e vai ser fantástico!

- Parece-me bem Rose, se calhar o que eu estou a precisar é mesmo de uma boa saída à noite com os meus amigos! Vou convidar o Jake e a Ângela também, ok?

- Claro, convida quem quiseres, vai ser fantástico. – Disse Rose e, depois disso, fomos juntas para a aula seguinte.

 

publicado por Twihistorias às 21:06
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22
Out 11

Capítulo 7

Tensão

 

Acordei por volta das 7 horas da manhã com uma violenta pancada na cabeça. Apesar da pancada em causa não me ter provocado dor, fez-me acordar sobressaltada e, os meus instintos de meia-vampira fizeram-me dar um rápido salto para fora da cama. Quando olhei em volta pude ver o meu agressor, com uma grande almofada na mão e a rir descompassadamente da minha figura:

- Ahaha, és hilariante Michelle! Levantas-te sempre da cama com um golpe de Kung-Fu?

- Emmett, seu urso idiota! – Disse eu a tentar parecer chateada mas sem conseguir deixar de rir. Emmett era uma criança em ponto grande, e isso tornava-o engraçado e adorável em qualquer situação – mesmo quando ele quase nos prega um susto de morte!

Iniciamos a nossa manhã com uma intensa guerra de almofadas, da qual eu saí derrotada e também cheia de penas espalhadas pelo meu cabelo e pela minha roupa – Emmett destruiu três almofadas na minha cabeça em alguns segundos e, eu tive de sair do quarto a correr para o massacre não continuar.

Quando me encaminhava para uma das casas de banho dos Cullen a fim de tomar um banho para me livrar dos vestígios da minha batalha com Emmett, vi Edward a abrir a porta do seu quarto. É claro que Edward tinha acabado de chegar a casa com Emmett – pensei-  e, é claro que com a minha sorte eu ia encontrá-lo logo pela manhã e naquela figura…

- Bom-dia Edward. – Disse eu numa tentativa de quebrar o gelo e evitar que aquela situação se tornasse ainda mais constrangedora.

Edward olhou para mim e, por uma fracção de segundos, pareceu-me vê-lo sorrir ternamente. No entanto, acho que foi só a minha imaginação a trapacear-me porque, no momento seguinte Edward deu-me um bom dia secamente, entrou no quarto e bateu a porta com força. Decidi ignorar mais uma vez o seu mau feitio, afinal, eu já sabia que Edward não passava de um vampiro ignorante, complexado e cheio de preconceitos.

Tomei um banho rápido, vesti-me e seguidamente desci as escadas ao encontro de Alice e Rose para irmos para a escola. A minha intenção era tomar o pequeno-almoço já na escola, antes da primeira aula da manhã porque, afinal os Cullen eram vampiros e não deviam ter comidaem casa. Noentanto, Esme surpreendeu-me com um enorme banquete cheio de pão, cereais, croissantes e frutas que, dava pelo menos para 10 humanos! Obviamente agradeci a gentileza e tentei comer o máximo possível enquanto era observada por Alice e Rose que torciam o nariz de cada vez que me viam depositar mais comida na boca:

- Eu não sei como é que consegues comer isso Michelle, os vampiros não podem vomitar mas, eu só de te ver comer, juro que estou a ficar com vontade de o fazer! – Disse Rose

- Se estão tão incomodadas acho melhor saírem da cozinha. A Esme preparou-me um pequeno-almoço divinal e vocês estão a arruína-lo! Ponham-se a andar da cozinha, vampiras nogentinhas. Assim que eu acabar vou ter convosco! – Disse a Alice e a Rose e sorri para elas bem disposta.

Fiquei então sozinha a comer na cozinha dos Cullen e, quando acabei, dirigi-me à sala-de-estar. Fiquei bastante espantada quando não vi ninguém à minha espera mas imaginei que eu me tivesse atrasado e que os Cullen já estivessem na garagem, dentro dos carros. Porém, quando cheguei à garagem, vi que estava sem ninguém e, o BMW vermelho de Rosalie tinha desaparecido, bem como o Mercedes de Carslile. No entanto, o Volvo prateado de Edward continuava parado na vaga do costume.

- Se aquelas duas me fizeram o que eu estou a pensar eu juro que as mato! – Exasperei, enquanto dava um pontapé no pneu do Volvo de Edward.

- Posso saber o que raio é que se passa e porque é que estás a tentar destruir o meu carro? – Perguntou Edward, que estava parado exactamente atrás de mim, sem eu me ter apercebido da sua presença.

Fiquei envergonhada por ter sido apanhada a cometer uma infantilidade tão ridícula e, pensei rapidamente que tinha de arranjar uma solução para a encrenca em que a Alice e a Rose me tinham metido. Eu não podia ir para a escola com Edward de forma nenhuma…

- Desculpa-me Edward… É que a Alice e a Rose saíram e, aparentemente, esqueceram-se de mim em vossa casa… mas não te preocupes eu vou já ligar ao meu tio e vou-lhe pediu que me venha buscar e que me dê boleia até à escola…

- Alice… - Disse Edward com um ar furioso, e prosseguiu – Se quiseres eu levo-te até à escola, não há necessidade nenhuma de estares a telefonar ao Damon quando eu vou para o mesmo sítio que tu.

- Não, eu faço questão, não te quero atrapalhar. – E nisso eu já estava com o telefone na mão e a ligar a Damon.

Ouvi o telefone a começar a chamar e, Damon demorou uns 10 segundos a atender, o que já me estava a fazer desesperar.

- Michelle, o que é que tu queres a esta hora da manhã? - Perguntou-me Damon com uma voz embriagada.

- Tio, eu precisava de uma boleia até à escola… Eu estou em casa dos Cullen e a Alice e a Rose foram para a escola e esqueceram-se de mim…

- Esqueceram-se de ti? Mas que coisa mais ridícula… Tu não tens aí mais ninguém para te levar? É que se não tens vais ter de ir a pé porque eu estou a 50 kilómetros de casa e tive uma noite um bocado agressiva, não acho que seja a melhor altura para pegar no carro…

- Ok Damon, muito obrigado por estares sempre disponível quando é preciso. Não te preocupes, eu desenrasco-me! – E desliguei o telefone rapidamente sem dar tempo ao meu Tio de responder.

Edward continuava parado no mesmo sítio a olhar para mim.

- Então, agora já vens para a escola comigo, ou queres ligar a mais alguém? – Perguntou-me ironicamente.

- Eu acho que vou dar uma corrida até à escola. –Respondi e encaminhei-me para a porta da garagem. Não ia ficar ali a aturar as ironias de Edward.

- Michelle, és capaz de parar de ser criança? Eu levo-te á escola!

- Eu paro de ser criança se tu parares de ser irónico! Prefiro caminhar 1000 kilómetros do que passar 5 minutos dentro de um carro contigo com esse feitio! – Respondi furiosa.

Edward fez um ar furioso mas, antes de falar fechou os olhos por uns segundos e suspirou. Quando estava mais calmo disse-me:

-Terei todo o gosto em levar-te à escola e em permanecer calado durante a viagem. Vamos a isso?

- Com certeza. – Disse secamente e entrei dentro do Volvo prateado.

Edward cumpriu o prometido e seguiu calado durante a viagem até ao nosso liceu. Eu pensava simplesmente na forma ridícula como o meu dia estava a começar: as minhas amigas tinham-se traído, o meu Tio preferia andar a embebedar-se a ajudar-me e agora eu estava fechada dentro de um carro com um vampiro que me irritava solenemente. A minha sorte estava definitivamente em grande!

Quando chegamos à escola Edward parou o carro e, antes de eu abrir a porta para sair, virei a minha cabeça na direcção do banco do condutor para tirar o cinto. Como Edward fez o mesmo gesto exactamente ao mesmo tempo, as nossas nucas encostaram-se ligeiramente, o que nos fez levantar o olhar. Naquele momento a minha testa estava encostada à de Edward e os nossos olhos encontravam-se presos a contemplarem-se mutuamente. Ficamos assim dois segundos, até que Edward abriu ligeiramente a boca, provavelmente para dizer algo que pusesse fim aquela situação constrangedora. Porém, o seu hálito fresco e delicioso bateu na minha cara, fazendo-me fechar os olhos por instantes, enquanto sentia uma corrente eléctrica percorrer todo o meu corpo. Era uma sensação incrível, um misto de desejo e de nervosismo que parecia percorrer todo o meu corpo! Eu nunca tinha sentido nada igual…

No momento em que finalmente consegui raciocinar e abrir os olhos, Edward estava a sorrir ligeiramente e contemplava-me com um olhar de admiração. Eu não sabia exactamente o que é que a proximidade com ele me estava a fazer sentir mas, eu sabia que se não saísse daquele carro rapidamente ia acabar cometer uma loucura. Uma loucura que era absolutamente inaceitável, uma vez que eu sabia que Edward não passava de um idiota pretensioso. Reuni todas as minhas forças e abri a porta do carro num rompante, deixando Edward boquiaberto a olhar para mim enquanto eu me afastava.

publicado por Twihistorias às 18:00
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10
Out 11

Capítulo 6

Lendas e Preconceitos

 

 

Enquanto caminhava para o Alfa de Damon que me levaria a mim e a Stefan a casa, tentava fazer o ar mais relaxado e satisfeito possível. Não queria preocupar o meu pai ou o meu tio por causa dos meus problemas sem importância com Edward. No entanto, eu sabia que a tarefa de enganar dois vampiros super atentos e protectores era quase impossível…

- Olá família! – Disse com um rosto alegre assim que entrei no carro.

- Olá! Então, como correu o primeiro dia de aulas? – Perguntou Stefan.

- Bastante bem, gostei muito dos meus colegas novas. E o teu dia pai, como foi?

- Foi óptimo também. Gostei imenso das turmas às quais dei aulas hoje! Comecei o dia a dar aulas a um dos Cullens, o Edward, e achei-o super interessante. Carlisle já o tinha elogiado bastante quando conversava comigo, mas surpreendeu-me a cultura geral dele. Tu vê lá que até ficamos meia hora a falar depois da aula! – Disse Stefan visivelmente animado com o seu novo pupilo.

Por mais que eu tivesse incutido em mim a ideia de que me ia controlar em frente à minha família, não consegui deixar de rolar os olhos ao ouvir Stefan falar de Edward daquele forma. Só me faltava o meu pai começar a idolatrar aquele idiota!

Como é óbvio, a minha expressão fácil não passou despercebida a Damon que me observava atentamente pelo espelho retrovisor:

- Michelle, passou-se alguma coisa entre ti e o Edward Cullen? E não me mintas, eu conheço-te bem e vi a cara que tu fizeste agora mesmo quando ouviste o nome dele!

- Que exagero Damon! Eu simplesmente já sei como é o meu pai! Agora que o Edward lhe deu um bocado de conversa o meu pai vai torturá-lo todos os dias e vai começar a emprestar-lhe livros e a convidá-lo para ir a seminários de Filosofia!

- Nisso também tens razão, não posso invejar a sorte do pobre coitado – Disse Damon a rir enquanto Stefan fazia cara de amudo – Mas tens a certeza que é só mesmo isso? Está mesmo tudo bem entre ti e os Cullen? – Insistiu Damon.

- Está tudo óptimo! Aliás, hoje à noite vou a casa deles para estar com a Rosalie e a Alice.

- Então vamos juntos que eu também vou fazer uma visita à Esme e ao Carlisle – Comentou Stefan, que aparentemente tinha optado por ignorar o meu comentário rude.

Depois de chegarmos a casa eu preparei o meu jantar calmamente enquanto o meu pai ia até à floresta caçar. Também sentia falta de ir caçar, mas hoje queria pensar em como ia resolver o meu problema com Edward. A visita de Stefan a casa dos Cullen não era nada oportuna – não queria ter o meu pai por perto se os ânimos de exaltasse quando eu conversasse com Edwar,d até porque isso podia prejudicar a amizade de Stefan com Carlisle e, eu sabia que o eu pai, infelizmente, tinha falta de bons amigos. Stefan tinha-se tornado extremamente solitário após a morte de Elena e, a sua vida social resumia-se aos eventuais colegas que conhecia nas escolas por onde passava e, a mim e a Damon. Não ia tirar ao meu pai a oportunidade de ser feliz de reconstruir a sua vida – o meu maior desejo era mesmo que Stefan esquece-se o desgosto que a minha mãe lhe tinha provocado e se voltasse a apaixonar, mas isso parecia-me quase impossível.

Após o jantar encaminhamo-noss para casa dos Cullen com uma corrida pela floresta e, fomos sem Damon que já tinha saído de casa antes de nós, levando o seu “precioso” carro com ele.

Ainda antes de atingirmos o jardim da frente da casa dos Cullen pude ver Alice a abrir-nos a porta e a sorrir ao vermos chegar:

- Já sabia que vinham há várias horas! O Stefan pode fazer o favor de subir para o escritório do Carlisle que ele e a Esme estão lá. – Disse Alice bastante bem disposta e saltitante.

O meu pai assentiu e encaminhou-se rapidamente para o escritório de Carlisle, deixando-me sozinha com Alice.

- Alice, vais-me desculpar mas eu hoje não venho aqui para falar contigo. Queria imenso estar contigo e com a Rose, mas tenho de resolver um assunto com o Edward…

- Eu sei exactamente o que vieste aqui fazer Michelle, mas infelizmente o Edward não está em casa… Acontece que ele ficou tão ou mais perturbado do que tu depois do vosso desentendimento e, ele decidiu sair para caçar e, provavelmente vai passar a noite toda fora…

- Boa, então eu não vim aqui fazer nada! – Desabafei.

Alice pôs ambas as mãos na cintura e olhou-me com um ar chocado:

- Olha que lata! Eu e a Rose estamos em casa sem os nossos namorados porque o Edward os levou com ele…e o Edward levou-os com ele porque tu o chateaste! Tu vais é ficar aqui e compensar-nos pela ausência das nossas caras metade! Arruínas-te as nossas noites românticas! – Disse Alice enquanto fingia um ar extremamente chateado.

- Ok Alice, eu estou preparada para ser penalizada pelos meus pecados, mas vocês podem por favor explicar-me o porquê do Edward ter ficado chateado comigo? Tu mesma disseste que sabias o porquê de eu ter vindo a vossa casa… - Argumentei na esperança de Alice me esclarecer.

- Anda daí, vamos ter com a Rose ao quarto dela e do Emmett. Nós explicamos-te tudo, só espero que o Edward amanhã não nos mate. -  Respondeu-me Alice.

Encaminhei-me atrás de Alice até ao primeiro andar da mansão dos Cullen. Alice bateu à porta do quarto de Rosalie e, seguidamente entramos. O quarto era decorado em pormenores de prateado e azul e, destacava-se no seu centro uma enorme cama de tamanho King Size, que eu tinha a certeza que Rose e Emmett não usavam para dormir…

- Olá Michelle! A Alice não se calava desde as cinco da tarde a dizer que tu vinhas a nossa casa hoje. A baixinha nunca se engana, não é? – Disse Rose, depois de me dar um beijo na bochecha.

- É verdade Rose, eu vinha aqui para falar com o Edward mas, já que ele não está em casa, vou ter de falar com vocês as duas. Podem então explicar-me o porquê do Edward ter ficado incrivelmente furioso comigo depois de eu ter estado convosco no refeitório? – Disse rapidamente. Eu não queria ser rude com as minhas novas amigas mas, eu tinha mesmo de ficar a saber o que se passava na cabeça de Edward.

E aí Alice e Rosalie começaram a contar a história que eu menos esperava ouvir naquela noite. Contaram-me sobre as lendas dos lobisomens deLa Pushe sobre o facto Jacob ser descendente de um antigo lobisomem Alpha e, portanto, estar na iminência de ele mesmo se tornar um lobisomem. Explicaram-me também que os lobisomens tinham desaparecido deLa Pushhá uns anos atrás mas, quando os Cullen voltaram, puderam perceber que a matilha se estava a formar novamente. Aparentemente já havia alguns lobos bastante jovensem La Pushe, a avaliar pela sua idade, não devia faltar muito para Jacob também se transformar.

- Mas então o Jake não sabe de nada? Ele não faz a mínima ideia que provavelmente se vai tornar um lobisomem? – Perguntei totalmente em estado de choque.

- O Jacob provavelmente já ouviu lendas sobre vampiros e lobisomens, mas não deve acreditar em nenhumas delas e, não deve fazer ideia do que o espera. – Respondeu Rose.

- Mas, é um absurdo o Edward não gostar do Jacob por ele ter sangue de lobisomem! Eu conheço uma vampira que é casada com um lobisomem e eles são muito felizes! São a Caroline e o Tyler, eram amigos da minha mãe e vivemem Mystic Falls.

- Eu compreendo que te sintas revoltada com a atitude do Edward, Michelle. Nós também tentamos não desprezar os lobisomens porque não queremos ter de voltar a abandonar Forks por causa deles. Sinceramente, nem eu percebi o porquê do Edward ter ficado tão chatead…, Eu acho que se tu gostas do Jacob, vocês deviam continuar a ser amigos. – Disse-me Alice.

- Eu só te peço para teres cuidado com ele e com os amigos dele porque os lobisomens são imprevisíveis mas, também não me oponho em nada à vossa amizade. – Disse Rose, enquanto agarrava a minha mão, demonstrando que também me apoiava.

- Obrigado, vocês são as maiores! – Disse a ambas. Era bom perceber que nem todos os Cullen tinham complexos relativamente aos lobisomens. Eu tinha crescido a respeitá-los e a vê-los como outros seres sobrenaturais idênticos aos vampiros e odiava preconceitos e ideias preconcebidas. Edward desiludia-me cada vez mais e, eu não percebia o porquê de me ter sentido tão encantada com ele ainda na manhã daquele mesmo dia.

O resto da noite foi passado no quarto de Rose a bisbilhotar sobre os nossos colegas da escola e a trocarmos manicures e pedicures entre nós. Senti-me verdadeiramente feliz por passar aquele tempo com Alice e Rose, até porque eu também sentia falta de ter amigas com as quais não precisasse de esconder o meu lado sobrenatural e com as quais pudesse falar de qualquer assunto. Mas o facto de Edward se ter chateado comigo por um assunto tão insignificante deixou-me triste, assim como o facto de saber que dentro de pouco tempo Jacob ia passar por enormes transformações na sua vida para as quais, muito provavelmente, não estava minimamente preparado.

Acabei por adormecer na cama de Rose - nem os Cullen nem o meu pai ousaram acordar-me, o que não me perturbou muito, uma vez que eu já me sentia estranhamente à vontade em casa dos meus novos amigos . Quando Stefan decidiu ir para casa deixou-me a dormir na cama de Rosalie e, ela e Alice prometeram levar-me para a escola no dia seguinte, dia esse em que eu fui acordada por um enorme urso que me expulsou da sua cama com muito bom humor matinal.

publicado por Twihistorias às 21:11
Fanfics:

03
Out 11

Capítulo 5 – Segunda parte

Forks High School

 

Aviso: Nesta história o Jacob estuda na escola secundária de Forks e não na escola de La Push.

 

Segui rapidamente para o ginásio – faltavam poucos minutos para a aula começar e eu ainda tinha de trocar de roupa. Encontrei rapidamente um hall que dava acesso a dois balneários e segui o meu caminho pela porta que tinha um pequeno desenho de uma mulher com um guarda-chuva aberto em cima da sua cabeça. Assim que entrei na pequena divisão pude ver várias raparigas que, instantes antes estavam provavelmente a equipar-se, mas que agora me encaravam com olhos extremamente curiosos. Para me livrar rapidamente daquele embaraço decidi apresentar-me:

- Bom dia a todos! O meu nome é Michelle e eu sou a nova aluna. – Disse, tentando sorrir depois.

Uma rapariga de cabelos castanhos lisos e olhos grandes e curiosos deu um passo na minha direcção e disse visivelmente excitada:

- Olá Michelle, eu sou a Jéssica! Vou-te apresentar as nossas colegas para te ambientares antes de a aula começar.

Enquanto trocava de roupa Jéssica foi-me dizendo o nome de todas as minhas novas colegas e, deu-me também vários esclarecimentos sobre a escola e as aulas. Jéssica era efectivamente muito comunicativa mas, era também excessivamente observadora – enquanto eu me trocava observou minuciosamente cada peça de roupa que eu tirava e vestia, deixando-me algo desconfortável.

Quando a aula começou apresentei-me rapidamente ao professor e, de seguida, pus-me ao lado dos restantes membros da turma à espera de indicações sobre os exercícios que faríamos. Para minha infelicidade, o professor pediu-nos para formarmos duplas e, graça à minha chegada, a turma ficou num número ímpar e eu não tinha companheiro para fazer o exercício. Antes de eu ter tempo de me aproximar do professor para expor o meu problema ouvi uma voz atrás de mim:

- Desculpa, tu és a nova aluna? A Michelle, certo? O meu nome é Jacob e eu ia fazer par com a Angela, que já conheceste no balneário. Queres ficar connosco?

Olhei rapidamente para trás e vi um rapaz alto, bastante moreno e com um sorriso maravilhoso a olhar para mim. Jacob, além de ter acabado de ser extremamente simpático comigo, era inegavelmente atraente e, provavelmente, devia ser uma das maiores atracções do liceu de Forks. Logo ao lado dele estava uma das raparigas que eu tinha conhecido no balneário, mas que tinha permanecido em silêncio enquanto Jéssica me bombardeava com informações sobre tudo e todos à minha volta. Angela olhou para mim a sorrir e fez-me sinal com a mão para me aproximar deles. Face a tal cenário dei a única resposta possível:

- Com certeza, vamos a isso!

Durante a aula eu, Jacob e Angela conversamos animadamente. Eles perguntaram-me de que cidade vinha, com quem vivia e o que estava a achar de Forks. Durante a conversa fiquei a saber que Jacob também não tinha mãe, o que me fez criar uma empatia ainda maior com ele. Já Angela era o protótipo da miúda simples e simpática que era uma boa amiga para todos aqueles que a rodeiam. Apesar de Angela viver em Forks e Jacob viver na reserva em La Push, eles eram amigos desde crianças e, aparentemente, faziam tudo juntos e não sabiam viver um sem o outro. Algo que me deixou extremamente espantada foi a condição física de Jacob - para não atrair a atenção dos meus colegas eu sempre tive de me controlar imenso nas aulas de educação física ou todos notariam que eu não “normal”. Jacob, apesar de ser humano, tinha reflexos extremamente rápidos, muita força e uma velocidade incrível:

- Jake, tu ainda vais representar os E.U.A nos próximos Jogos Olímpicos! És fabuloso a jogar voleibol! – Disse-lhe eu, verdadeiramente espantada.

- Tu também és óptima Michelle! – Respondeu-me simplesmente Jacob que, claramente não gostava de se exibir e não lidava bem com elogios.

- Ele sempre foi assim, Michelle. Nunca percebi onde é que este rapaz vai buscar esta força e esta velocidade, é quase sobrenatural! – disse  Angela a sorrir.

Saímos da aula de Educação Física e, depois de um banho, estávamos prontos para ir almoçar. Juntei-me a Angela e Jacob e encaminhei-me com eles para o refeitório mas, estava esperançada em também encontrar os Cullen por lá. Assim que olhei em volta na cantina pude ver Rose a acenar-me - os Cullen estavam sentados numa mesa discreta, num dos cantos do refeitório, de forma a ficarem isolados dos restantes colegas. Pedi aos meus novos companheiros para me seguirem e dirigi-me até à mesa dos Cullen.

- Olá! Então, como está a correr o primeiro dia de aulas da nossa Michelle? – Perguntou-me Alice super animada.

- Muito bem, já fiz novos amigos e tudo! Já os devem conhecer: Angela Weber e Jacob Black. – Disse eu e seguidamente apontei para os vultos que estavam ao meu lado.

Todos os Cullen cumprimentaram Jake e Angela, com excepção de Edward que ainda nem se tinha dignado a olhar para mim desde que eu tinha chegado à cantina. A sua reacção estava-me a deixar intrigada e confusa – Há poucas horas Edward tinha sido extremamente caloroso comigo, que raio se estava a passar com ele agora?

- Michelle, vamos buscar qualquer coisa para comer? Estou esfomeado! - Disse Jacob.

- Claro Jake, vamos a isso! Até já! – Disse, afastando-me depois da mesa dos Cullen bastante perturbada.

Durante o almoço limitei-me a ouvir Angela e Jacob falarem. Fiquei a saber que Jacob tinha optado pelo liceu de Forks porque queria conhecer pessoas fora da reserva onde vivia e que, o seu pai não tinha gostado muito da ideia mas, de momento já estava acostumado. Também fiquei a saber que Angela tinha um irmão que ela adorava mais do que tudo no Mundo e do qual ela tratava como se fosse quase seu filho.

Não consegui tirar Edward da minha cabeça durante todo o almoço. Aquele Cullen era extremamente intrigante, não conseguia perceber o que raio se passava pela cabeça dele mas, não pude continuar a pensar nisso infinitamente porque tive de ir para a primeira aula da tarde e, desta vez não ia ter Jacob ou Angela por perto.

Segui na direcção da sala da minha próxima aula sozinha e, quando lá cheguei só havia uma mesa livre. Sentei-me e esperei que o professor chegasse para começar a aula de Matemática. No entanto, antes do professor chegar, Edward entrou na sala e, vendo que o único lugar livre era ao meu lado, caminhou na minha direcção a olhar para o chão e com um semblante aborrecido. Pensei “Perfeito! Tens a mania que que podes tratar as pessoas como te apetece, vais ver o que te acontece se te armas em parvo comigo!”

- Olá Edward… mais uma vez! – Disse eu com um sorriso cínico, numa tentativa de provoca-lo. Edward até podia ser bipolar ou desequilibrado mental, mas naquele momento a única explicação que me passava pela mente para o seu comportamento era má educação, e eu não ia tolerar isso.

- Olá Michelle. - Disse ele de forma curta e seca e, sentou-se a olhar para o vazio à sua frente.

- Não estavas muito falador na cantina…

- Pois, não me estava a sentir muito à vontade! - Disse Edward enquanto começava a fazer rabiscos aleatórios no seu caderno. Eu pude sentir a tensão a sua voz e o nervosismo que o seu corpo emanava naquele instante.

- Mas eu fiz algo de errado Edward? – Perguntei totalmente confusa.

- Não Michelle, não fizeste nada. Mas é impressionante como no teu primeiro dia, numa escola com centenas de alunos, vais logo escolher as criaturas mais desprezíveis possíveis para te acompanharem na hora de almoço! - Edward olhava-me com ódio enquanto proferia aquelas palavras que não faziam qualquer sentido na minha mente.

- Mas o que é que tu queres dizer com isso?

Edward não pode responder à minha pergunta porque nesse instante o professor entrou na sala e toda a turma ficou em silêncio. Ainda tentei perguntar-lhe novamente ao que se referia no decorrer da aula mas, Edward recusou-se a voltar a falar comigo ou a olhar para mim. Assim que o alarme do final da aula soou, ele saiu a correr, deixando-me boquiaberta a olhar na sua direcção. Mas o que é que Edward tinha contra Angela e Jacob? E porque é que ele me tinha tratado com tanto desprezo?

Quando saí da sala encontrei Angela e Jacob que se queriam despedir de mim antes de irem embora. Troquei números de telefone com ambos e depois encaminhei-me para o estacionamento da escola onde Damon deveria estar à minha espera e à espera de Stefan. Enquanto me dirigia para o carro do meu tio decidi que naquele noite iria até casa dos Cullen falar com Alice e Rose - Edward podia não querer falar mais comigo, mas eu ia descobrir o porquê de Jacob e Angela terem-no deixado tão desconfortável.

 

 

 

 

publicado por Twihistorias às 21:59
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27
Set 11

Capítulo 5 - parte 1

Forks High School  

 

Passava pouco das 7h da manhã quando acordei. Senti-me de imediato ansiosa com a ideia de que, dentro de pouco tempo, ia conhecer a minha nova escola e os meus novos colegas. Levantei-me e pensei imediatamente no que devia vestir naquele dia – como é óbvio não devia exagerar na produção ou ia destoar do ambiente e fazer os meus colegas sentirem-se desconfortáveis – e optei por umas All Star pretas, umas calças de ganga justas e discretas, uma t-shirt branca, com alguns desenhos, mas simples e um casaco de couro preto. Tomei um banho rápido, vesti-me e apressei-me a ir tomar o meu pequeno-almoço. Quando desci as escadas pude ver que o meu pai e o meu tio andavam a vaguear pela casa – Damon estava deitado no sofá da sala a ler um livro e, Stefan estava a preparar o pequeno-almoço na cozinha.

- Bom dia família – disse alto, para que ambos me pudessem ouvir e, dirigi-me à cozinha para ajudar Stefan com o pequeno-almoço.

- Então, estamos entusiasmados com a ida para o novo liceu? Eu sei que estou! - disse Stefan, que aparentava estar entusiasmado com a ideia de começar a dar aulas Forks.

- Entusiasmadíssima para voltar ao liceu pai, sempre! – disse eu ironicamente. Eu já tinha terminado o liceu há alguns anos e, tinha mesmo chegado a ir para a faculdade estudar Biologia – eu era particularmente interessada nesta área porque, afinal, eu fazia parte uma espécie particularmente estranha num Mundo no qual nem se sabia da existência de vampiros, muito menos de meios-vampiros. Eu tinha optado por estudar Biologia para tentar compreender o porquê da minha existência porém, ficar longe do lar e da minha família não tinha corrido muito bem e, eu acabei por voltar para casa, decidindo que só ia para a faculdade quando o meu pai e o meu tio se mudassem para a cidade onde eu estudasse. No entanto, eu tinha conhecimentos de filosofia quase tão avançados quando os de Stefan, já que ele me fazia ler todos os livros que comprava e, eu estudava Biologia de forma autodidacta há já alguns anos.

- Vamos lá parar de conversas inúteis e tratem de se despachar os dois que eu tenho de vos levar à escola. – Disse Damon, aparecendo na cozinha.

- Nós não pudemos simplesmente levar o teu carro? O Jasper conduziu-o ontem… - disse Stefan.

- Esse branquela conduziu o meu carro ontem porque eu não estava em condições de o impedir mas, nem pensar que algum de vocês o vai conduzir! Tratem mas é de se despachar que eu tenho mais que fazer além de ser vosso motorista!

- Imagino… - disse eu, e comecei a comer os meus ovos mexidos rapidamente.

Na viagem até à escola fui a pensar na inadiável conversa que tinha de ter com Edward naquele dia. Não sabia exactamente como o abordar já que nunca tínhamos conversado os dois mas, ia ter de fazê-lo hoje ou não ia conseguir tirar Edward da minha cabeça. Só esperava que a nossa conversa me ajudasse a tirá-lo dos meus pensamentos.

Chegamos à escola um pouco antes das 9h e, eu despedi-me de Damon, que passou a viagem toda a chatear Stefan para comprar um carro que ele tinha mais que fazer do que ser nosso motorista e, seguidamente despedi-me também do meu pai que não ia para o mesmo lado da escola que eu. Comecei a caminhar lentamente entre o parque de estacionamento da escola e, enquanto observava os carros dos alunos que chegavam para as aulas, entrou no meu campo de visão um volvo prateado que captou a minha atenção. Quando olhei melhor pude ver Edward dentro do carro, sozinho, que também me observava enquanto estacionava o carro. Pensei para mim mesma: - É agora Michelle, vais até lá falar com ele e vais acabar com esta obsessão de uma vez por todas!

Caminhei de forma decidida até ao carro de Edward e esperei que ele saísse.

- Bom dia Michelle, é bom ver-te por aqui! - Disse Edward, enquanto saía do carro e sorria para mim. Senti-me desarmada com aquela reacção, Edward estava feliz por me ver? Fiquei desorientada por uma fracção de segundo mas, respondi-lhe prontamente.

- Olá Edward! Desculpa-me por te estar quase a fazer uma espera mas, precisava de falar contigo.

- Com certeza Michelle, fala à vontade. - Respondeu-me Edward, ficando depois a olhar para mim com o seu rosto perfeito e o seu olhar penetrante concentrados no meu rosto.

- Bem, a Alice e a Rose falaram comigo sobre o teu dom de ler mentes e, particularmente sobre o facto de tu não conseguires ler a minha. Eu só queria que tu ficasses tranquilo porque eu não tenho qualquer intensão de prejudicar-te a ti ou à tua família. Eu, o Stefan e o Damon nunca faríamos nada contra vocês.

- Obrigado por vires falar comigo sobre isso Michelle. Efectivamente fiquei um pouco preocupado quando não consegui ler a tua mente mas, quando comecei a ouvir os pensamentos do teu tio e do teu pai percebi logo que vocês vinham em paz. E Carlisle gostou imenso de Stefan e, ele nunca se engana com as pessoas. – disse Edward a sorrir para mim.

- O meu pai também gostou imenso de Carlisle e Esme e, eu também gostei imenso da Alice e da Rose. O Jasper e o Emmett também são fantásticos. Temos de sair todos um dia, tens de vir também Edward… se quiseres é claro. – disse eu, rápido de mais, e só depois percebendo que podia esta a ser inconveniente.

Edward sorriu ao ver a minha atrapalhação e respondeu-me

- Será um prazer sair contigo, Michelle. – Prosseguindo depois - Vais ter aula de quê?

-Educação Física, e tu?

- Eu vou ter aula de Filosofia com o professor Salvatore, dizem que ele é fantástico! – Brincou Edward.

- Ahaha, é mesmo, mas vais ter de estudar muito para passar por isso, está atento! Vemo-nos mais tarde Edward, boa aula! – Disse-lhe e encaminhei-me para o ginásio.

- Até logo, Michelle.

Caminhei na direcção do ginásio e, se não fosse uma meia-vampira, diria que as minhas pernas estavam a tremer. A minha conversa com Edward tinha sido curta e simples, mas eu sentia que tinha corrido muito melhor do que poderia ter desejado. Eu não sabia o porquê, mas Edward fazia-me sentir de uma forma bastante estranha e eu parecia não conseguir raciocinar direito quando estava perto dele. Ainda assim, ele pareceu acreditar nas boas intenções da minha família e já não estava incomodado por não ouvir a minha mente. Nem a minha maluquice de o convidar para sair depois de falarmos durante meio minuto o pareceu incomodar. Aliás, eu tinha adorado ouvir Edward dizer que seria um prazer sair comigo.

Tentei esquecer Edward e lembrar-me que agora tinha uma aula pela frente com um grupo de pessoas que eu não conhecia. Ia fazer novos amigos humanos e isso deixava-me feliz – nunca ninguém além de Stefan tinha compreendido o porquê de eu gostar tanto de conviver com humanos mas, eu sabia que me sentia sempre fascinada perto deles porque eram a espécie da minha mãe, a pessoa que eu mais queria ter conhecido no Mundo e que, infelizmente nunca poderia ver. Afastei esses pensamentos tristes da minha cabeça e, decidi que mais tarde teria de tirar algum tempo para pensar nas estranhas sensações que me assolavam quando estava perto de Edward. Eram sensações desconhecidas mas, não eram de todo desagradáveis e, dentro de algumas horas ia voltar a senti-las quando encontrasse os Cullen no refeitório à hora de almoço. Esse pensamento deixou-me feliz.

 

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14
Set 11

Capítulo 3

Os Cullen

 

Segui apressadamente atrás da minha família e dos Cullen. Nunca tive o hábito de dúvidar das decisões do meu pai - sabia que ele nunca faria nada para pôr a nossa família em perigo - mas não conseguia deixar de me sentir um pouco preocupada com a ideia de ir para casa de uma família de vampiros desconhecida e num número superior à nossa. No entanto, os meus pensamentos foram rápidamente interrompidos:

- Olá Michelle, o meu nome é Alice. Desculpa-me por esta confusão toda, a culpa é minha.

- Como assim a culpa é tua? - Respondi um pouco baralhada.

- É que eu tenho o dom de ver o futuro, e vi uma família de vampiros desconhecidos na floresta... por isso é que toda a minha família foi até lá... – explicou-se Alice.

- Tu vês o futuro? Isso é fantástico!!

- Vejo sim e, portanto, tenho de te dizer que não precisas de te preocupar porque as nossas famílias vão-se dar muito bem e nós vamos ser grandes amigas! – Disse Alice com um ar pomposo.

- Ok Alice...– disse eu a sorrir, mas ao mesmo tempo a questionar-me se Alice seria normal.

Nesse momento todos pararam de correr e eu fiz o mesmo. Olhando em frente avistei uma enorme casa, com vários andares e com paredes envidraçadas. Era fabulosa. Pensei sozinha que era sem dúvidas a casa mais bonita que já tinha visto e, eu já tinha viajado bastante e não era surpreendida facilmente.

- Stefan, porque é que não arranjamos uma destas? -  perguntou Damon num tom irónico. Aparentemente estava tão maravilhado com a casa dos Cullen quando eu.

- Vamos arranjar uma assim logo que comeces a trabalhar – disse o meu pai a sorrir.

Entramos em casa dos Cullen, seguindo Carlisle, e paramos numa bela sala de estar. Carlisle, Esme, o meu pai e o meu tio posicionaram-se numa das extremidades da sala e começaram a conversar. Ia-me aproximar dele para acompanhar o diálogo quando fui chamada.

- Michelle, senta-te connosco aqui no sofá. Eu e a Alice contamos-te tudo o que quiseres saber sobre a nossa família. Deixa Carlisle conversar com o teu pai e o teu tio à vontade. – disse a vampira que Carlisle tinha apelidado de Rosalie.

Eu assenti, mas apenas porque sabia que mais tarde a minha família me ia pôr a par da conversa com Carlisle e Esme e, porque naquele momento já me sentia mais segura perto dos Cullen. Sentei-me com Rose e com Alice no enorme sofá branco que ocupava uma grande parte da sala de estar dos Cullen e, durante cerca de uma hora elas contaram-me toda a história da família. Fiquei a par dos seus relacionamentos com Jasper e com Emmett e soube que além de Alice, também Edward tinha um super poder – podia ouvir mentes.

- ...e eu não sei se devia ser eu a dizer-te isto Michelle, mas quando vinhamos a caminho da nossa casa Edward disse-me que não conseguia ouvir a tua mente e isso deixou-o perturbado... não é algo muito frequente... – disse Rosalie

- Ele não consegue ouvir a minha mente? Ok, então já estou a perceber porque é que Edward me encarou de forma estranha na floresta.

- É verdade, Edward não está acostumado a que os seus poderes não funcionem. Só aconteceu uma vez antes, e ele também ficou meio amuadinho. Mas não te preocupes, acho que ele já percebeu que vocês “vêm em paz” – disse Alice a sorrir.

- Bem, eu posso garantir que os meus pensamentos são totalmente pacifistas, transmitam isso ao Edward por mim. – disse eu agora mais descansada e a sorrir.

Conversamos durante mais algum tempo. Carlisle, Esme, Damon e Stefan fazia o mesmo num canto da sala onde nos encontravamos e, os rapazes da família Cullen pareciam ter saído para dar um passeio perto de casa, segundo me disse Rosalie. A conversa foi bastante agradável e, eu gostei imenso de Alice e de Rose. Sentia-me agora contente por ter conhecido os Cullen e, pensava que seria bom para a minha família fazer amigos da mesma espécie. Como fiquei a saber que os Cullen mais jovens também estudavam na escola que eu ia frequentar e onde Stefan ia ser professor, também me senti mais aliviada - que ia ter amigos por perto quando tivesse de ir para as aulas, dentro de dois dias, não me ia sentir totalmente deslocada.

- Bem, Michelle, está na hora de irmos para casa. Mas como também já deves sabes saber, tu, a Alice e a Rosalie vão puder conversar muito mais na escola. – disse Stefan aproximando-se de nós.

- É verdade pai, também já soube disso. – disse a sorrir.

- Obrigado por terem vindo até cá e por terem sido tão gentis com a nossa família. Espero ver-vos a todos brevemente. – disse Carlisle enquando abraçava Esme e sorria para nós.

- Concerteza, Carlisle. Manteremos contacto apartir de hoje. – disse Stefan, saindo depois da casa dos Cullen e, sendo seguido por mim e por Damon.

Durante o caminho conversei com o meu pai e com o meu tio sobre os Cullen. Stefan estava encantado com Carlisle e com Esme, disse-me que os tinha convidado para irem até a nossa casa quando quisessem e que, tinha intenções de construir uma amizade com ambos. Damon não estava tão satisfeito quanto Stefan, mas não parecia ter ficado particularmente desagradado com os Cullen e, ficou feliz quando lhe disse que tinha gostado muito de Rose e de Alice e que planeava convidá-las para irem a nossa também.

- Fico contente que estejas a fazer amigos Michelle. Conhecer os Cullen até nem foi tão mau e, as miúdas são giras, até nem é má ideia tê-las a frequentar a nossa casa. – disse Damon, com mais um dos seus comentários típicos

- Não queiras arranjar problemas com o Jasper e com o Emmett, tio. – disse eu a sorrir.

Chegamos a casa e eu encaminhei-me para o meu quarto. Era a única da família que dormiq portanto, já sabia que Stefan e Damon ficariam a conversar na sala sobre a nossa tarde.

Tomei um banho, desci as escadas rápidamente para reclamar um beijo de boas noites do meu pai e do meu tio e, depois deitei-me na minha cama. Antes de adormecer lembrei-me de Edward – não o vi mais depois de chegar a casa dos Cullen, mas agora já sabia a razão dele me ter encarado de forma tão estranha na floresta. Decidi que na segunda-feira iria falar com ele sobre o assunto e garantir-lhe que gostei bastante da família dele e que não tencionava causar-lhes nenhum problema. Não sabia bem porquê, mas não queria que Edward não gostasse de mim, queria conhecê-lo melhor e ser amiga dele. Edward despertava em mim um sentimento de proteção algo estranho. Ele tinha um rosto sofrido que contrastava com a sua beleza -  não sabia se essa era a verdadeira razão do seu sofrimento, mas não devia ser fácil ser o único vampiro sem uma cara metade na família Cullen.

Quando já entrava na inconsciência provocada pelo sono, pensei para mim mesma que, de alguma forma, iria ajudar Edward a reencontrar o seu sorriso.

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08
Set 11

2. Home Sweet Home?

 

Entrei rápidamente em casa, sem me preocupar em chamar o meu pai e o meu tio para virem junto. No rés-do-chão do nosso novo lar pude verificar a existência de uma pequena cozinha, totalmente equipada em tons de branco. Era bom a cozinha da nossa casa não ser muito grande, não iamos passar muito tempo lá. Aquele andar possuía ainda uma casa de banho e uma ampla sala, decorada em tons de castanho, com várias prateleiras de livros e com uma garrafeira onde já descansavam algumas garrafas de whisky que, concerteza seriam de Damon. Junto do corredor estavam umas escadas que davam acesso ao primeiro andar e, consequentemente, aos quartos. Subi as escadas a correr e verifiquei que existiam quatro quartos. A primeira porta que abri mostrou-me aquilo que devia ser o quarto de Stefan, uma vez que tinha alguns livros de Filosofia (a disciplina que o meu pai leccionava em escolas secundárias) pousados em cima da cama. Segui para o cómodo seguinte e encontrei, finalmente, o meu quarto.

O quarto era bastante espaçoso e estava decorado em tons de verde (a minha côr favorita). Havia uma secretária, os meus livros favoritos já estavam dispostos numa estante e, pude verificar que estavam três puffs espalhados pelo chão. Porém, a peça que eu mais gostei no meu quarto e que me deixou com um sorriso estampado no rosto, foi a fotografia que estava presa na parede, exactamente em cima da cama. Lá estavamos eu, o meu pai e o meu tio, sorridentes nas nossas últimas férias de Verão que foram passadas em Florença. O facto de o meu pai e o meu tio terem ambos anéis que lhes permitiam andar no sol sem brilharem faziam com que pudessem viver e viajar em qualquer parte do Mundo sem a preocupação do sol. Esses anéis não são muito comuns entre vampiros porque, para adquiri-los é necessário ter boas relações com uma bruxa ou bruxo (algo que não é nada comum!) ou, no caso de Damon e Stefan, ter Katherine apaixonada por ambos e esta conseguir que eles adquiram os anéis antes de se transformarem.

Na fotografia os meus longos acobreados e lisos esvoaçavam pelo ar e, podia-se verificar que eu e Stefan tinhamos os olhos exactamente do mesmo tom de verde. Apesar da minha cor de cabelo e olhos serem claramente uma herança do meu pai, toda a gente considerava que eu tinha um rosto semelhante ao da minha mãe, o que me deixava bastante orgulhosa. Quando pensei em Elena olhei imediatamente à volta e, logo encontrei uma fotografia sua, num pequeno pass-par-tout em cima da minha secretária. Sempre tinha tido uma fotografia da minha mãe no meu quarto  e, eu sabia que Damon nunca se esqueceria desse pormenor.

- Então, achas que me posso dedicar ao ramo da decoração, ou nem por isso? – disse Damon atrás de mim.

- Podes montar a tua empresa já hoje tio, o quarto está lindo! – disse eu a sorrir.

- Tenho de admitir que fizeste um belo trabalho Damon, a casa está fantástica. – disse Stefan enquanto olhava em volta com um ar satisfeito.

- Ainda bem que gostaram meus caros, fico feliz. E que tal agora irmos dar uma corrida pela floresta? Vamos lá conhecer o vosso novo refeitório! – disse Damon com ar trocista.

Saímos de casa a correr em velocidade vampírica - se bem que o meu pai e o meu tio não corriam tão rápido como lhes era permitido ou eu não seria capaz de os acompanhar. Estava um dia frio e cinzento, a floresta estava bastante escura, mas o cheiro das árvores e da terra era tão agradável que me entusiasmei assim que comecei a correr.

Após cerca de uma dezena de kilómetros de corrida avistamos alguns veados mas, não paramos para caçar porque estavamos bem alimentados. Naquele momento estavamos simplesmente a conhecer a floresta e a correr por diversão. Paramos quando encontramos um pequeno riacho e, eu aproveitei para ir molhar as mãos e o rosto na água.

- Temos aqui uma bela floresta, este espaço é lindo e vai ser óptimo para caçarmos – disse Stefan enquanto se encostava a uma árvore.

- É verdade, tenho de admitir que esta floresta é fantástica... – Damon.

- Vocês não estão a sentir um cheiro desconhecido? – disse Stefan interrompendo Damon e indo imediatamente ao meu encontro.

Damon percebeu que Stefan estava certo e foi igualmente ao meu encontro. Eu mesma senti o odor a que o meu pai se referia - aproximava-se de nós um rasto de cheiro a vampíro, um cheiro desconhecido, e isso não era nada bom. Por aquilo que o meu pai me tinha dito, neste momento não haviam vampiros em Forks e nós não estamos preparados para entrar numa luta. Nós só queriamos viver pacificamente e em harmonia em Forks, e naquele momento eu começava a duvidar que isso fosse possível.

- Michelle, fica atrás de mim e do teu pai. Não te assustes, nós vamos resolver isto e vai ficar tudo bem, não te preocupes. – disse Damon enquanto olhava preocupadamente para as àrvores à nossa volta.

Começavam-se a ouvir sons, quem quer que viesse ao nosso encontro estava agora muito perto. Eu tinha lágrimas nos olhos, estava em pânico com a ideia de alguém ferir o meu pai ou o meu tio. A minha família estava em perigo e eu sentia-me, mais do que nunca, uma meia vampira fraca que não ia ter força para salvar aqueles que mais ama. Nesse momento surgiram sete vultos na nossa frente, quatro vampiros e três vampiros. Na frente estava um vampiro loiro que, pelo aspecto devia ser o chefe do Clã. Depois de um segundo o vampiro disse.

- Boa tarde, o meu nome é Carlisle Cullen e esta é a minha família. Por favor não estejam tensos, não estamos aqui à procura de uma briga.

- Então estão aqui à procura de quê? Querem fazer amigos novos? Acabamos de chegar à cidade, estamos simplesmente a usufruir de um passeio da floresta e somos cercados por SETE vampiros! SETE! Concerteza que vocês não estavam à procura de uma luta nem nada! – disse Damon furioso.

- Por favor, perdoem o aparato, mas quando soubemos que haviam novos vampiros nas redondezas resolvemos vir todos, não nos julguem mal – disse Carlisle, e prosseguiu – Esta aqui é a minha esposa, Esme, e este são os meus filhos, Jasper e Alice, Rosalie e Emmet e Edward.

- Vocês são os Cullen, os vampiros vegetarianos que viviam em Forks! Vocês não tinham ido embora por causa dos lobisomens? – disse Stefan.

- Como é que ele sabe de nós? – disse o vampiro que Carlisle tinha denominado de Jasper. Ele parecia tenso e pouco agradado com o nível de conhecimento do meu pai sobre a família Cullen.

- Desculpem, falaram-me de vocês há alguns anos, quando eu e o meu irmão andavamos a fazer pesquisas sobre a nossa especie após o nascimento da minha filha, Michelle. – disse Stefan

Todos me encararam. Eu já sabia o que estava a passar na cabeça daqueles vampiros. Ouviam o meu coração, sentiam o meu cheiro e sabiam que eu não era nem vampira nem humana...

- Antes que perguntem, eu sou meia-vampira! É uma longa história, passemos à frente... Podem-nos explicar o que querem de nós por favor? Por favor, não façam mal à minha família... – disse eu impacientemente.

O vampiro de cabelos acobreados ao qual Carlisle tinha chamado Edward encarava-me ininterruptamente, o que me estava a deixar bastante nervosa.

- Bem, nós só queriamos saber quem eram os novos vampiros da região, queriamos garantir que podemos conviver pacificamente e nunca vos quisemos atacar... Será que vocês se importariam de nos acompanhar até nossa casa para conversarmos um pouco? – disse Carlisle.

- Antes de mais, o meu nome é Stefan, a minha filha chama-se Michelle e este é o meu irmão Damon, somos os Salvatore, perdoem-me por só agora nos apresentar.  Se a minha família não se importar, eu não vejo inconvenientes em aceitar o convite – disse Stefan com um ar sereno.

Edward encarava-me a mim e à minha família como se fossemos uma grupo de monstrinhos. Oscilava entre o ar fascinado e assustado mas, só eu parecia reparar no seu comportamento.

- Claro, vamos comer uns muffins e beber um chá verde com os vegetarianos, Stefan! A sério, arranjam-me cada uma... – disse Damon a reclamar, mas não parecia determinado em recusar o convite.

- Se achas que é a coisa certa a fazer, vamos a isso pai -  disse eu um pouco receosa.

- Então sigam-nos por favor -  disse Carlisle.

E seguimos todos por entre a floresta até à casa dos Cullen. Quem diria que o nosso primeiro dia em Forks seria tão agitado...

publicado por Twihistorias às 18:31
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03
Set 11

Capítulo 1

Bem-vindos a Forks

 

Passava pouco das 10 da manhã quando avistamos uma pequena placa com uma inscrição que dizia “Bem-vindo a Forks”.

O Tio Damon conduzia o seu Alfa Spider Cabriolet de 1985 com um ar pomposo e feliz. Apesar desse carro ter 26 anos (era cinco anos mais velho do que eu!) ele era o amor da vida do meu tio e ninguém conseguia convencê-lo a comprar outro. O velho Alfa podia não permitir que o meu Tio conduzisse rápidamente (algo que todos os vampiros gostam) mas permitia-lhe lançar charme por qualquer lado que passa-se.

 Sentado ao lado do meu tio estava o meu pai, Stefan Salvatore, que apesar de ter feito um esforço enorme por se demonstrar animado durante toda a viagem, estava profundamente preocupado comigo. Eu quase conseguia adivinhar os seus pensamentos neste momento “Minha pobre filha, minha pobre Michelle, vivia tão feliz em Chicago e foi forçada a mudar toda a sua vida... mais uma vez...”.

Aproveitei a desculpa da pequena placa que tinhamos acabado de avistar para tentar animar o meu pai:

- Pai, estamos quase a chegar à nossa nova casa! Mal posso esperar para ver a decoração do meu novo quarto!

- Michelle, meu anjo, está descansada, vais adorar a nova decoração. Afinal, fui eu que a escolhi! Não pensas que eu ia deixar o teu pai e o seu terrível mau gosto arruinarem o teu novo quarto, pois não? – respondeu o Tio Damon, não se livrando se levar um cachaço do meu pai logo de seguida. Rimos os três graças ao comentário de Damon.

Era-me tão dificil imaginar o meu pai e o meu tio de costas voltadas. Hoje eles eram os melhores amigos e melhores irmãos que se pode imaginar, mas nem sempre tinha sido assim. O relacionamento de ambos tinha sido influenciado ao longo dos tempos pelas mulheres que entraram nas suas vidas: primeiro Katherine, a vampira egocêntrica e egoista que os tinha transformado e tornado inimigos. Depois, a minha mãe, Elena, que ambos amaram mas que escolheu o meu pai. Ainda assim, como Damon nunca parou de amar Elena, este voltou a relacionar-se com Stefan e fizeram uma especie de tréguas graças a ela. Acontece que a minha mãe era humana e engravidou de uma meia-vampira, eu, e como se recusou a abortar ou a ser transformada em vampira, morreu durante o parto. Stefan e Damon nunca ultrapassaram a dor de perder Elena, mas o meu nascimento fez com que ambos se unissem como quando eram jovens e humanos, ultrapassassem todos os problemas, e vivessem de novo em harmonia. O meu pai e o meu tio diziam que eu era a responsável por hoje eles serem tão amigos, o que me deixava feliz - mesmo que soubesse que ao mesmo tempo eu era também a responsável pela morte da minha mãe.

Tentei afastar a dor da lembrança da morte minha mãe da cabeça, e perguntei a Damon:

- Explica-me lá mais uma vez porque é que nos estamos a mudar para Forks? E já agora diz-me, como é que tu descobriste esta aldeola? Pelo tamanho aposto que nem aparece no mapa!

- Ahaha, muito engraçada Michele! Forks é uma pequena cidade mas é maravilhosa e tu vais amar viver aqui. Tem um liceu para tu frequentares e onde o teu pai vai puder dar aulas e eu... bem, eu concerteza também vou encontrar uma boa ocupação... ou várias! – Disse Damon com aquele sorriso maroto nos lábios que tão bem o caracterizava.

- Tio Damon, tu em 245 anos de vida, tiveste algum emprego? – perguntei eu, mesmo já sabendo a resposta.

E pronto, essa minha pergunta provocou a gargalhada geral dentro do carro, já que toda a gente sabia que a única profissão que Damon alguma vez tinha exercido, era ser bohémio a tempo inteiro.

- Eu e o teu tio pesquisamos sobre Forks e esta cidade tem uma optima floresta para caçarmos Michelle! E claro,  o teu Tio vai continuar a recorrer aos bancos de sangue. Para além disso, nós sabemos que já viveram vampiros em Forks em tempos, e parece que gostavam bastante de cá estar. Mas na época foram embora por causa dos lobisomens... mas nós não vamos ter esse problema porque os lobisomens desapareceram de Forks.

- Conheceste os vampiros que viveram em Forks pai? – perguntei eu.

- Não, mas sei que eram o Clã Cullen. Ouvi falar deles quando viviamos em Mistic Falls, aparentemente eles também eram vegetarianos. – disse Stefan

Fiquei curiosa sobre esses Cullen, queria fazer mais perguntas ao meu pai sobre essa família que, como eu e Stefan, era vegetariana. No entanto, fui interrompida por Damon:

- Família, chegamos! – Disse Damon.

Olhei em frente e vi uma bela casa, de dois andares, branca e com um ar bastante acolhedor. Tinha um enorme jardim que antecedia a porta de entrada  e, estava rodeade apenas por floresta. Fiquei um pouco triste com a ideia de não termos vizinhos humanos mas, lembrei-me que em contrapartida poderiamos correr entre as arvores despreocupados sempre que quisessemos. E eu ia fazer amigos humanos na escola mesmo, não havia razão para me preocupar com a falta de vizinhança.

 Saímos os três do carro e contemplamos o nosso novo lar em silêncio. Coloquei-me entre o meu pai e o meu tio, abracei-os ambos pela cinta e disse a sorrir:

- Vamos ser muito felizes em Forks!

publicado por Twihistorias às 18:00
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