06
Dez 10

Prefácio

 

 Era a primeira vez que visitávamos a Rússia. Habitualmente preferíamos lugares mais cosmopolitas, como capitais de todo os mundo, mas as nossas viagens preferidas centravam-se na Europa. Sempre admirei toda a arquitectura das grandes cidades, tão diferentes de Forks e de toda a América. Adoro as lojas, as roupas, a decoração. É tudo tão bonito, quase que mágico. Parece que todos os países se uniram à muitos anos atrás e decidiram seguir todas as mesmas ideias e conceitos.

Emmett adorava a Europa pelo seu futebol, tão diferente do nosso. Vibrava de cada vez que íamos a um estádio a Inglaterra ou Itália. Eu não gosto particularmente de futebol, mas adorava vê-lo feliz. Ele era tudo que eu tinha nesta eternidade. Só ele me percebia e compreendia como ninguém. Só ele conseguia conhecer o porquê da minha revolta interior. Estava na janela do hotel em que estávamos alojados, a olhar para as crianças a brincarem na rua, com os seus pais e irmãos. Brincadeiras na neve, sorrisos inocentes, abraços quentes e cheios de amor, haveria alguma coisa melhor do que aquilo? Era aquilo que eu queria para mim, nunca quis outra coisa. Nunca desejei beleza, riqueza, eternidade… apenas uma família para amar e envelhecer. E o que obti? Tudo aquilo que um mero humano deseja. Realmente não me posso queixar da minha vida, tenho os meus pais adoptivos, irmãos que amo, o meu marido, a minha sobrinha…

Como eu invejo a Bella, sempre invejei. Ela tinha tudo que eu queria ter de volta. Sangue a correr nas minhas veias, o coração a bater, aquele cheiro delicioso,a possibilidade de envelhecer junto do meu irmão, apesar das consequências que isso traria para ele. E agora na sua nova vida tem o seu marido e a linda Reneesme. Não conheço nenhum ser neste mundo com mais sorte do que a Bella. O que eu não daria para ter uma Reneesme minha! Só minha e do Emmett. Ele seria o melhor pai do mundo… Imagino-o a ensinar os nossos filhos a jogar basebol, a caçar ursos, contaria histórias de terror…

A minha concentração foi quebrada pelo cheiro de Emmett a entrar no hotel. Segundos depois senti as suas mãos à volta da minha cintura e a sua respiração desnecessária no meu pescoço.

- Vim pelas escadas de incêndio para te poder agarrar mais depressa. – Disse ele sorrindo, e cheirando o meu cabelo num acto de carinho. Não lhe respondi. Então ele olhou pela janela, e imediatamente percebeu o que eu estava a fazer antes de ele chegar.

- Rose, eu sei que…

- Shhh… - Foi a única coisa que lhe consegui dizer. Virei para ele, e apoiei a minha cara no seu peito. Rapidamente o seu enorme corpo se moldou para me receber. E assim ficamos, abraçados, a olhar por aquela janela, durante tempo interminado…

Decidi quebrar o silêncio. Eu era forte, não podia passar toda a eternidade deprimida. Ou pelo menos, não podia deixar que isso afecta-se o vampiro que mais amo neste mundo.

- Emmett, cheiras a fêmea!

- Eu tenho esse efeito nas mulheres!- Respondeu com o seu sorriso maroto, que me deixou a admira-lo por momentos  – Mas nunca deixaria que mais nenhuma se aproxima-se de mim, se não fosse minha intenção matá-la. Sabes que nunca tinha caçado um tigre da Sibéria… as fêmeas dão muita mais luta!

- Claro que sim! – E dito isto, empurrei-o para a cama deitando-me em cima dele, ficando a contemplar o que de mais precioso tinha nesta indesejada eternidade.

 

 Capítulo I

 

Sai do banho, vesti-me, penteei os meus longos cabelos, e quando entrei na zona de dormir do quarto presidencial em que estávamos hospedados, fiquei por momentos parada no tempo, apenas a contemplar o lindo ser que estava em minha frente. Emmett estava deitado na enorme cama, a assistir os jogos que não tinha visto por causa da viagem. A cama era tão grande que não dava para perceber o real tamanho do meu marido.

Como ele era perfeito… Já o era antes de cruzar a linha do efémero. O vampirismo, pouco ou nada o alterou. Lembro-me da primeira vez que o vi. O estado em que o encontrei. Algo inexplicável me fez leva-lo para o Carlisle e pedir para o transformar. Foi a melhor acção que fiz na minha vida. Muito melhor do que matar o Royce e os seus amigos num acto de vingança.

Caminhei sensualmente até a sua beira, deitei a cabeça no seu ombro, tracejando o seu peito com os meus dedos…

Tocou o meu telemóvel. Mesmo antes de me mexer, dissemos em uníssono

- Alice!

Levantei-me para atender.

- Rose, está tudo bem?

- Sim Alice, se algo de mal tivesse acontecido tu já saberias. O que se passa?

- Arghhh…. Humm… Bem, tive uma visão contigo, em que estarias a chorar se isso te fosse permitido, tinha crianças a brincar na neve, fiquei preocupada contigo, Rosalie.

- Está tudo bem Alice. Não te preocupes.  Mais alguma coisa?

- Ah, o Emmett comprou-te um presente enquanto voltava da caçada. Acho que vais gostar das surpresas que por aí se avizinham…

Em menos de um segundo, tinha o Emmett encostado a mim.

- Obrigado por estragares a surpresa Alice!! – Gritou ele para o telemóvel.

Ri-me ao imaginar a minha irmã a mostrar a língua.

- Emmett, fui eu que te telefonei a avisar que a Rosalie ia adorar essa surpresa!! Rose, volta rápido…  Estamos a morrer de saudades! A união é nossa caracteristica…

Depois de desligar , fiquei a pensar no telefonema da Alice. Ela não ligaria apenas para saber se estava tudo bem, quando ela sabia que estava tudo bem. Passa-se algo, ou algo está para acontecer…. “ A união é nossa característica”? Algo vai mesmo acontecer…

- Queres ver o que te comprei?

-Claro que sim. – Depois de ouvir a minha resposta mostrou-me o presente, um lindo casaco de pelo.

- Lindo e exuberante como a minha Rosalie. – Disse sorrindo.

Adorava estes elogios. Faziam-me sentir especial. Eu não tinha nenhum poder como a Alice ou a Bella. Eu era apenas bonita. Tinha nascido para ter uma família, ser mãe, tal como a Esme.

- Experimenta, vá lá!

No segundo seguinte já estava com o presente vestido, dando voltas com ele em frente ao espelho, enquanto via o meu Emmett a admirar-me e a sorrir com ele próprio.

- Gostas do teu presente de noivado?

Seguidamente, ajoelhou-se e agarrando na minha mão fez o pedido formal – Queres voltar a casar comigo, Rosalie Cullen?- e dito isto, já tinha um anel colocado no meu dedo anelar.

Claro que queria. Ele sabia que isso me alegrava sempre. Era esta a surpresa que a Alice referiu no telefonema.

- Rose, se não quiseres…. – agarrou-me e deitou-me na cama – Tenho força suficiente para te obrigar!!

- Não sejas tolo Emmett! – Só ele me fazia sentir desta maneira.

- A cada sorriso teu  fico mais feliz por ter sido atacado por aquele urso. Ainda bem que ele quase me matou. Isso fez-me conhecer-te, amor da minha vida. A vampira mais linda do mundo.

- Emmett, tens noção do que estás a dizer? Tens noção do que perdes-te por causa daquele acidente? O envelhecer, uma família, filhos!! Vivemos numa mentira, tentamos ser humanos, viver no meio deles… Não podemos sair em dias de sol, temos de disfarçar os nossos olhos, disfarçar a nossa cor de pele, lutar diariamente contra a vontade de matar os nossos colegas e vizinhos! Repetir o liceu vezes e vezes sem conta….

- Rosalie, tu vales muito mais que isso. Nada disso me interessa. Encontrei-te. Desde o momento que te vi, tive a certeza que tinhas de ser minha, e que a partir daquele momento a minha obrigação era fazer-te feliz pelo resto da eternidade. É isso que me mantém agarrado  nesta semi-vida. É o teu sorriso, o teu cheiro, o teu olhar, o teu corpo, a tua voz… Eu sei que não posso satisfazer o teu desejo mais profundo, devido à nossa condição física, Rosalie. Estamos congelados, e por isso não podemos conceber um filho nosso. Claro que os teria se isso fosse possível, nada me deixaria mais feliz. Mas se essa é a única condição para poder ver-te todos os dias ao meu lado, que seja. Nada mais me interessa. Tu és tudo com que eu sempre sonhei, e fazer-te feliz é a minha prioridade número um. Nem que isso implique pedir-te em casamento todos os dias do para sempre.

Fiquei sem resposta. Aquele era o meu vampiro. Não consegui controlar mais o frenesim que se instalou no meu corpo a cada palavra dita por aquele vampiro extremamente sensual, que me agarrava e mordiscava. Entre beijos carnais, gemidos e suspiros, pedi-lhe carinhosamente,

- Tem cuidado desta vez, meu amor. Não queremos mudar novamente de hotel.

 

 

NOTA:

Olá Twilighters, aqui está o inicio de uma maravilhosa fic intitulada "Rosalie". A Margarida (autora da fic), já tem um blog onde podes acompanhar os restantes capítulos desta fic, que como o nome indica, a personagem principal é a Rosalie Cullen.

 

Não iremos continuar a publicar aqui no blog, para dar a oportunidade a outros autores a publicar aqui as suas fics.

 

Por isso esta fic está apenas ao alcance de um clique em http://blog-da-margarida.blogs.sapo.pt

 

Como já acpnteceu anteriormente com outras fics, o endereço do blog da margarida irá para os obrigatório visitar

 

Twikisses**

publicado por Twihistorias às 21:45
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