24
Out 12

Epilogo

 

Aqui estou eu. Debruçada numa das varandas interiores dos Volturi.

 Da minha nova família.

 O choque é grande quando acordo do meu “sonho” diurno.

 Os Cullen e os Quileutes morreram. Não vão voltar. Eles não estão nas masmorras. Nunca os vou poder ver outra vês. As saudades que sinto, não me cabem no peito. Especialmente as saudades que sinto de  Edward. O meu Edward morto. Como é que vou sequer conseguir seguir sem ele? Como é que Rennesme viverá sem o pai? Eles não vão voltar. Tenho de me mentalizar disso, em vez de fantasiar com o seu gloriosos regresso.

 E também nunca matei os Volturi. Mas o gozo que isso me daria é indescritível. Mas orgulho-me da minha mente pela morte de Jane. Não podia ser melhor.

 Também não vi o meu pai. Só de pensar na dor que lhe estou a causar, por me ter vindo meter aqui, tenho vontade de desistir desta loucura. Mas é a coisa certa a fazer. Se era isto que Edward achava mais apropriado é isto que eu devo fazer.

 Se há algo que eu não imaginei, foi o seu bilhete. Ele existe, e está bem guardado. As palavras dele não podiam fazer mais sentido.

 

Minhas queridas meninas.

 

Primeiro que tudo, quero pedir desculpa. Gostaria que me perdoassem por não vos ter avisado. A Alice viu o nosso destino. Sólido como uma pedra. Todos nós iríamos morrer. Menos vocês. E uma parte de mim ficou contente por serem as minhas meninas a sobreviver. Todos nós já vivemos mais do que devíamos. É a vossa vez.

 Não pensem que desistimos da vida facilmente. Tenho a certeza de que todos nós lutamos até ao final, na esperança de sairmos intactos. Mas infelizmente, parece que não resultou.

 Mas não vos quero deixar desprotegidas. Confio nas vossas capacidades, mas não confio nos vampiros que andam por ai. Por isso, precisam de alguém que voz proteja. Claro que vos podia mandar para os Denali, mas isso não chega. Tem de ser alguém que irradie confiança. Alguém que todos temam tanto, ao ponto de ser impensável ataca-los.

 É por isso que vos peço, que se juntem aos Volturi.

 Eu e Carlise falamos muito sobre isso. Ele disse que por muitos defeitos que tenham, eles são bons anfitriões. Peçam para continuar com o regime alimentar que temos, se recusarem ameacem. Ou continuam com a vossa “dieta” ou nada feito. O Aro quer-vos tanto, que nunca recusará. Mas se alguma vez fizerem algo contra vocês, vão-se embora. Procurem o que resta da nossa família, e fiquem com eles. O mais importante é que estejam seguras.

 Por ultimo, queria pedir desculpa de novo. Desculpem por ter sido fraco ao ponto de vos privar de mim. Da vossa família.

 

Renesmee. Bella. Vocês são as pessoas mais importantes da minha vida. Amo-vos com todo o meu ser.

 

Até já…

 

Edward

 

As palavras de Edward ficaram gravadas na minha memória, desde que li a carta pela primeira vez. Se esta é a ultima vontade dele, eu vou respeita-la.

 Vou sentir falta de todos eles, mas não estou sozinha. Tenho a minha filha, que neste momento precisa mais de mim do que nunca. Vamos tentar ser felizes juntas. Com ou sem os Volturi. Aqui ou noutro sitio qualquer. Mas vamos consegui-lo.

Sou tirada dos meus devaneios quando sinto alguém aproximar-se de mim:

  - Bem Bella, não sei muito bem porque está aqui mas não me importava nada de saber. – Diz Jane ao se aproximar.

 Que comece a nossa nova vida com os Volturi.

 

FIM

publicado por Twihistorias às 23:10
Fanfics:

16
Out 12

Capitulo 27

Os últimos suspiros

 

A confusão instala-se.

 Assim que ataquei Aro, Edward meteu-se á frente. Mas infelizmente Jane e Alec chegaram na hora H. E como é óbvio, ela teve de deixar voar o seu “lindo” dom. Mas como eu não sou afectada, ela atacou Edward.

 Os seus gritos entraram-me pelos ouvidos. Era como se facas estivessem a perfurar-me o cérebro impedindo-me de pensar com clareza.

 Tirei os olhos de cima do meu inimigo para ajudar Edward.

- Para! – Gritei para Jane. Os gritos de Edward apenas de intensificam mais.

 Lembro-me de que tenho o meu escudo. Mas assim que tento usa-lo, os gritos param.

 Olhos para trás e vejo Rosalie a imobilizar Jane apenas com um braço.

- Nunca mais tocas no meu irmão! – Rosnou ela. Não sei o que lhe deu, mas espero que não se desvaneça facilmente. 

- Estás bem? – Perguntei a Edward. O meu tom de preocupação era notório.

 Ele acena com a cabeça. O dom de Jane deixou-o bastante fraco.

- Eu estou bem. Mas isto não vai ficar assim. – Ajudei-o a levantar.

- Vingança nunca é o caminho certo. Tu sabes isso melhor que ninguém. – Alertou Alice.

 Jasper aproximou-se, e pousou suavemente a sua mão direita nas costas da sua companheira.

- Não podemos deixar passar isto em pune. Eles prenderam-nos durante dois anos! Têm de receber o troco.

- Eu concordo. – Disse fitando o chão. Afinal o meu desejo de vingança não era assim tão disparatado. A imagem da cabeça dos Volturi espetadas em forquilhas assaltou-me a mente.

- Bella! Por favor. Tenta olhar para as coisas com clareza. Nós não podemos matar os vampiros mais poderosos do nosso mundo. – A investidas de Alice, de tentar fazer-me ver as coisas “com clareza”, apenas me irritaram mais.

- Ninguém disse nada sobre mata-los. – Remeteu Edward.

 Olhei para ele chocada.

- É o mínimo que lhes podemos fazer Edward!

- Sabem que eu vos posso ouvir, certo? – O humor negro de Aro não me caiu nada bem. – Querem matar-nos? Venham. Estamos á vossa espera. A nossa querida Bella já nos mostrou o que consegue fazer. Mas sem resultados aparentes.

 

Se Edward não me tivesse agarrado o pulso, eu iria me a ele naquele momento. Em vez disso, respirei fundo tentando controlar-me .

- Torturou os meus amigos. Aprisionou-os. Acredite em mim. Mata-lo é o que eu mais desejo.

 Aro tentou esconde-lo… mas mesmo assim ainda consegui ver a sua expressão dura.

- Quem é que tu pensas que és? – Gritou Caius levantando –se do seu trono de ouro. – Não passas de uma submissa. Apenas mais uma na nossa guarda. Um numero. Não tens qualquer direito de nos falares nesse tom!

- Direitos? – Jasper ri-se sem humor. – Queres mesmo falar sobre direitos? Nos fomos teus reféns durante anos. Só porque tinhas inveja da nossa família? O que é que isso vos trouxe? Um motim. Porque é isso que vejo. Se vamos mesmo falar de direitos, comecemos pelo direito que vocês não possuíam de nos prender a todos, obrigar-nos a fazer coisas que nós não queiramos. Que iam contra quem nós somos. Sem falar do direito que vocês também não tinham, de torturar os nossos amigos.

 Caius franziu o sobrolho.

- Esses cães? Somos superiores a eles de todas as formas possíveis. Podemos fazer com eles o que quisermos. São uns animais nojentos que não merecem a nossa atenção. 

 Tudo aconteceu demasiado depressa. Num segundo Paul, Embry e Quil estavam a tremer como varas verdes, e no outro deitavam Caius ao chão.

- Irmão! – Pela primeira vez vemos Marcus a reagir a aquilo tudo.

 Marcus saltou do sítio de onde estava, e correu ao encontro do seu “irmão”. Mas já era tarde demais. Caius jazia no chão. Morto. De vez.

 Aro olhava fixamente para o corpo do irmão. Não sei se não se mexia por causa do choque, ou se os gritos de Caius não o afectavam.

- Seus bastardos! – Pela primeira vez na minha vida vi Marcus irritado. Ou mesmo transparecer algum sentimento.

 Marcus lançou-se para cima dos lobos como um cão enraivecido. Mas Emmett e Jasper foram mais rápidos. Prenderam-no por trás, ignorando as investidas de Marcus.

 Jane e Alec avançaram até Paul, Quil e Embry. Provavelmente para os atacar. Mas foram impedidos por Aro.

- Parem! – Ordenou ele. – Não ataquem mais ninguém. Por favor. Não há necessidade de derramar sangue. Seja ele de quem for.

 Jane e Alec olhavam-se confusos. Eu própria estava á nora. Acabaram de matar um dos seus companheiros mais antigos. Um irmão, como ele lhe chamava. Mas sentimentos não faziam o género de Aro. Nunca fizeram.

- Não vais fazer nada? És só garganta mesmo. – As palavras de Sam eram duras. E cheias de provocações silenciosas.

- Acredite em mim. Nada me deixaria mais satisfeito do que extinguir a vossa espécie aqui e agora. Caius era meu irmão. E eu gostava verdadeiramente dele.

 A respiração de Edward ficou mais pesada ao meu lado.

 Retirei o meu escudo mental, de modo s termos uma conversa um pouco mais silenciosa.

- Que se passa? – Perguntei.

- Renesmee.

 Pela primeira vez, notei que não vejo a minha filha desde que entrei. Percorri o salão com o olhar á procura dela. Dou com Renesmee agarrada ao braço de Jacob. Pelos vistos estes anos separados, e a mudança significativa de Renesmee, em nada mudou a sua relação.

- O que se passa com ela?

 Edward olhou para Aro, confirmando se ele estava mesmo distraído com a conversa de Sam.

- As visões da Alice mudaram. Ela vê-nos a todos numa grande batalha. Mas não consegue prever o seu desfecho. Bella. – Ele pegou nas minhas mãos. De certeza que não vinha ali coisa boa. – Por favor. Leva a Renesmee para longe daqui. E não voltes. Fica com ela á nossa espera. Eu hei de consegui encontrar-vos.

 Não era possível que ele me estivesse a pedir aquilo. Sempre que nos separávamos, algo corre mal.

- Não. – Disse simplesmente. Ele ia começar a discuti comigo, mas eu interrompi. – Não te vou deixar sozinho. Não outra vez. Eu fico.

- Bella… É demasiado perigoso.

- Por isso mesmo é que não te posso deixar aqui.

- Mas a nossa filha não pode ficar.

- Tens razão. – Reflecti durante um momento. Só há uma pessoa em quem eu confio para tomar conta dela. – Jacob!

 Ele veio ter connosco ainda com Renesmee atrás.

- As coisas vão ficar feias não vão? – Concluiu ele de imediato.

 Acenei afirmativamente.

- A Alice prevê um combate. Não podemos deixar a Renesmee ficar.

- Mãe! Eu não me vou embora. – Protestou Renesmee. – Eu quero vingar-me deles.

- Não! Tu vais com o Jacob. – Ordenou Edward. Nunca o tinha visto assim antes.

- Ele tem razão. Não podes ficar aqui. Não te preocupes. Eu protejo-te. – Jacob sorriu-lhe, e surpresa das surpresas. Beijou-a suavemente.

 Renesmee ficou um pouco atordoada. Mas pelos vistos ajudou.

- Eu vou. – Ela virou-se para mim e Edward. – Por favor… tenham cuidado.

 Edward abraçou-a, e eu juntei-me a eles.

- Não te preocupes. Nós ainda vamos ser felizes de novo. Eu prometo. – Apesar das palavras de Edward se dirigirem a Renesmee, também me acalmaram um pouco. As promessas mudas reconfortaram-me.

- Cuida de ti. – Jacob deu-me um beijo na face e afasta-se com Renesmee.

- Pronta? – Perguntou Edward, entrelaçando os seus dedos nos meus.

- Sempre.

 Aro ainda discutia com Sam. Uma discussão que já estava a ficar demasiado acesa.

- Alice. Dá – nos o ponto da situação. Pediu Carlise. – Pediu Carlise. Pelos vistos, quase todos já estavam a par da situação.

- Aviso já que não temos muito tempo.

 E realmente Alice tinha razão. Um segundo depois de Alice nos avisar, Marcus solta-se da prisão de Jasper e Emmett. Ele ataca os méis irmãos, tentando chagar-lhes á garganta. A partir dai não vejo mais nada.

 Viramos – nos todos uns contra os outros. Os lobos devem ter-se transformado, pois um deles passou-me mesmo ao lado. Parecia Seth, mas não posso afirmar com certidão.

- Olá de novo. – A voz de Jane fez-me virar para trás. – Finalmente vou poder dar cabo de ti.

 Ela lançou-se para cima de mim. Com o braço imobilizei-a por uns momentos. O suficiente para responder á sua ameaça:

- Isso é o que vamos ver.

 Torci-lhe o braço, fazendo com que ele urrasse de dor. Para ser sincera, já andava a querer fazer isto a algum tempo.

 Não sei bem com, mas ela conseguiu reverter a situação. Jane empurrou-me em direcção a uma das paredes do salão. Mas com a confusão de corpos, acabo por esbarrar contra Demitri, que corria na direcção contrária á de Rosalie. Aqueles segundos foram cruciais para que Rosalie o alcançasse, e acabasse de vez com a vida do homem que me enganou durante dois anos.

- Obrigada. – Agradeceu ela.

- De nada. Foi bem merecido. – Rosalie lançou-se um leve sorriso antes de procurar outro alvo.

 Sinto um forte pontapé nas costas, que me fez cair para a frente. Jane chegou-se ao pé de mim dando pequenos risos.

- Agra sim. Estamos a chegar a algum lado.

 Ainda ofegante, consegui dizer:

- Não me parece.

 Virei-me, e deitei-a a baixo, posicionando-me r cima dela.

- Sabem. – Comecei. – Nunca fui muito á bola contigo.

 Ela não moveu um músculo. A princípio achava que tinha desistido. Mas essa não seria a Jane que eu conheço.

 Sem aviso prévio, umas mãos ergueram-me, e prenderam-me os braços por trás das costas, de moda a que não me movimentasse. Não foi preciso muito para saber que se tratava de Alec.

 Jane também se levantou, e caminhava na minha direcção.

- Ora vejam bem. O que é que vou fazer contigo? – Jane deu uma gargalhada. – Aviso já que não será uma more fácil.

- Eu não apostaria nisso…

 Emmett soltou-me de Alec, e leva-o para longe. Sei que ele está morto quando a sua cabeça voou, aterrando mesmo aos pés de Jane. Aproveito a distracção para a imobilizar.

- Não te preocupes. Ele estará no inferno a tua espera. – Sussurrei antes de acabar com a sua vida. Aquela foi a vingança por todas as pessoas que ela torturou e matou. Pela Bree.

 Olhei em redor á procura de Edward. Constatei que havia corpos por todo o lado. As baixas pertenciam todos aos Volturi. Pelos vistos, a raiva e fúria tomou conta dos Cullen e dos Quileutes.

 Aproximei-me do monte de gente que concentrado no meio do salão. 

 O único sobrevivente era Aro. Que, naquele momento, estava rodeado por todos os lados.

- O que vão fazer comigo agora? – Perguntou ele cheio de uma coragem que só se adquire depois de mais de mil anos de vivência.

- O que fizemos a todos eles. – Respondeu Quil animado.

 Aro deu uma gargalhada sombria.

- Não vou ser morto pelos meus próprios reféns.

 Ele tirou um isqueiro do bolso (será que ele anda sempre com ele?), e incendiou-se a si próprio. Vimos Aro tornar-se numa tocha “humana”.

 E assim, vimos o último Volturi, a abandonar o mundo.

publicado por Twihistorias às 20:58
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11
Out 12

 

 

 

Capitulo 26

Explicações

 

Aro olha para mim surpreso sem nunca abandonar o seu sorrisinho irónico.

- Nunca pensei que fosses do tipo vingativa.

- Raptou a minha família, e amigos. Aprisionou-os mesmo por debaixo do meu nariz. E espera o que? Que lhe agradeça por os manter vivos, lhe dê um abraço e me vá embora como se nada fosse? Não me parece. – A mina paciência já estava a chegar ao fim.

 Só de olhara para a cara do homem que aprisionou as pessoas que mais amo, dava-me vontade de vomitar.

-Bella. Não estou a gostar lá muito do que estou a ver – Informou Alice presa numa das suas visões. Mas nem isso me fez tirar os olhos do meu inimigo.

- Até que nem é assim tão mau.

- Nem digas uma coisa dessas! – Repreendeu ela.

- Porque? É o que eles merecem. – Argumentou Edward.

- Violência não resolve nada.

- Mas ajuda? – Claro que Emmett estará sempre pronto para uma luta, seja lá o motivo que for.

 Respirei fundo e obriguei-me a perguntar:

- O que é que viste Alice?

  Ninguém respondeu. Toda a sala estava num silêncio expectante.

- O que é que viste? – Repeti mais alto.

- Vi-te a ti. – Responde ela finalmente. – Vi-te a matar toda a guarda.

 Não consegui reagir. Quando ameacei Aro, estava a ser conduzida pela fúria. Não havia verdade nas minhas palavras.

- Porque é que não o fazes então? – Perguntou Aro malicioso.

 Na verdade, não sabia como responder a aquela pergunta. Por um lado, o desejo se os ver mortos, era grande. Afinal de contas, mantivera as pessoas que mais amo em cativeiro durante dois anos. E claro que guardava ressentimentos. Por outro, se os matasse, o nosso mundo, ficava sem ninguém que o governasse. E se há coisa que aprendi cm Carlise nas tardes que passamos juntos, é que se isso acontecesse, todo o sistema ia abaixo. Mas também, a Alice só me via a matar os guardas. Isso significaria que os três chefes ficariam vivos. E que provavelmente eu ira para a masmorra, ou aniquilada para sempre.

- Porque ao contrário de certas pessoas, eu não sou um monstro.

 Sem querer, consegui irritar Aro. Ele prendeu-me pelo pescoço, a uma das paredes do salão, tão rapidamente, que nem tive tempo de me defender.

- Quem é que tu pensas que és? Eu ainda sou teu superior. Ainda me deves respeito! – A voz de Aro deixava transparecer to da raiva que lhe devia estás a sentir contra mim naquele momento.

 Dei uma gargalhada sem humor.

- A partir do momento em que me tira as pessoas mais importantes de minha vida, não lhe devo nada.

- Larga-a! - Ordenou Edward, tentando aproximar-se de nós. Mas Félix foi mais rápido, e prendeu-o pelos braços.

- É melhor dizeres ao teu maridinho para estar quieto. Senão é desta que o mato.

- Não se atreva tocar-lhe! – Rosnei. O meu auto controlo já tinha conhecido melhores dias.

- Senão o que? Matas a minha guarda como a Alice viu? – Aro estava claramente a fazer bluff.

- Nem faz ideia do quão apelativa é essa ideia. Mas isso não me irá ajudar em nada.

- Ao menos és inteligente, suficiente para perceber isso. Aro largou-me, e caminhou até ao seu trono como se nada fosse. – Demitri! Vai chamar A Jane e o Alec. Quero-os aqui o mais rapidamente possível!

 Demitri acenou, e foi cumprir as suas ordens, se olhara para trás. O que me fez questionar tudo o que ele me tinha dito ao longo dos anos.

- Porque é que não os matamos, e acabamos já com isto? – Disparou Caius.

- Não os motivemos vivos, para os matarmos ao primeiro acto de rebeldia meu irmão.

- Mas Aro! – Replicou Caius.

- Nada de mas. Eu quero-os vivos. - Ele olhou para nós com um tom ameaçador. – Por enquanto.

 Tudo o que eu queria era chegar-lhe á garganta. Mas não posso. Primeiro, ainda não tenho as minhas respostas. Segundo, não iria desapontar Carlise a esse ponto.

 Era isso! Carlise! Ele com certeza teria uma palavra a dizer sobre isto tudo. E com certeza que ele ira decidir-se pelo caminho mais correcto.

- O que pensa de tudo isto Carlise? – Perguntei virando-me para trás para o encarar. O que não foi boa ideia. Esme estava agarrada ao braço dele. Apesar de passar a imagem de uma mulher forte, eu sabia perfeitamente que ela não estava a gostar nada daquilo. Esme odiava uma luta. E mesmo que o caso ainda não tivesse chegado a tal, ela ainda não se sentia bem por ver os seus filhos a desafiar os mais poderosos da nossa espécie. Ela olhava para Carlise com expectativa. Também ela sabia que ele se decidiria pelo mais correcto. A pergunta era: O que será o melhor para nós?

- Bem. – Começou Carlise, dando uns passos em direcção a Aro, ficando á minha frente. – Eu não gostaria nada de começar uma guerra contigo. Não outra vez. Eu ainda te via como um amigo, que me acudiu quando eu mais precisei. E mesmo depois do incidente com a pequena Nessie, eu ainda te via como tal. Mas isto? Foi demais. O que é que vos passou pela cabeça para atacarem a minha família, e nos aprisionar a todos?

 Carlise foi directamente ao ponto a que eu queira chegar. As respostas. Respostas essa que eu aguardava com expectativa.

 Aro nada dizia. Apenas nos fuzilava com olhar. Até que explodiu.

- Querem saber a verdade? Aqui vai ela! Aquele grupo de vampiros não foi mandado por nós se é isso que estão a pensar. Conseguimos extrair algumas informações dos membros que não morreram naquele dia. Pelos vistos, Carlise, a tua família não é apenas invejada por nós. Conseguiste chamar a atenção de um grupo de vampiros tão ingénuo, que pensava que conseguiria conquistar o nosso mundo, e tirar-nos do poder, se vos tivesse do lado deles. Portanto não vos mataram quando podiam. Então porque não aproveitar? A grande parte dos Cullen e os transmutantes, estendidos no chão. Quase totalmente reconstituídos e confusos Perfeitos para aprisionar. Tentamos que se juntassem a nós, durante todos estes anos. Sem sucesso. E mantivemos ali os lobitos vivos por cortesia.

- Cortesia? – Indignou-se Quil. – Acho que a frase correcta seria. “Mantivemo-los vivos para os torturar”

 A minha boca abriu-se num “O” perfeito. Torturar? Isso passava todos os limites. Ninguém se mete com a mina família e vive para contar a história.

 Por isso não tive problema nenhum em saltar-lhe para o pescoço.

publicado por Twihistorias às 22:32
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01
Out 12

Capitulo 25

Confronto

Ficamos a olhar um para o outro, no que pareceu bastante tempo.

 Eu assimilava cada detalhe dele. De tudo o que eu senti falta nestes anos.

 Os seus olhos. Que apesar de serem iguais aos meus, têm uma sabedoria, simpatia e compreensão de que eu sentia tanta falta.

 O seu sorriso. Era definitivamente algo que me assombraria o sono se eu conseguisse dormir. Ele sorria para mim, como se não se tivesse passado nada. Apenas um sorriso de boas vindas a casa.

- Bella. – A sua voz. Definitivamente o melhor de tudo. A sua sonoridade parecia ter vindo directamente de um coro de anjos. Agora percebo que a voz de Joan, em nada tinha a ver com a do meu marido. A dele era rude, carregada de malícia desconhecida para mim ao princípio. A de Edward era mais suave. Uma voz suave, que também sabia ser severa.

- Edward! – Eu exclamei. Não aguentei mais, e abracei-o com nunca o tinha feito antes.

 Pousei a minha cabeça sobre o seu ombro, sentido o cheiro que emanava da sua pele.

 Casa.

 Era isso que me fazia lembrar. E também era disso que eu sentia mais saudades.

 Edward liberta-se do meu abraço, e, ainda a sorrir, levante-me o queixo.

- Nem tens noção de há quanto tempo desejo fazer isto.

 Ele olha para mim mais uma vez, e beija-me. Não algo leve e sensível. Mas sim um beijo impregnado de desejo e urgência. Algo que me levaria ás nuvens em qualquer circunstância.

 Cedo demais, alguém aclara a garganta. Emmett claro.

- É assim. Eu sei que ela assim não morre. Mas parece mesmo que as estás a sufocar meu. – Provocou Emmett com uma risada, levando uma chapada, de Rosalie, no braço.

- Não sejas assim Emmett. – Ralhou Esme. – Eles já não se vêm há anos. É normal que estejam cheios de saudades um do outro.

 Edward e eu não prestamos atenção á conversa. Eu tinha retirado o meu escudo mental por apenas algum tempo. O suficiente para deixar Edward a par de tudo o que estava a acontecer.

- Conseguiram passar por isso todo? – Perguntou ele no fim. Os olhos dele deixavam transparecer compaixão e afecto. Algo da qual sinto falta.

- Sim. Mas agora as coisas vão mudar. Vamos tira-los daqui. 

- Então e nós? – Uma voz perguntou na penumbra. Não foi preciso muito para eu saber de imediato que era. Com aquela voz animada, só podia ser o Paul.

 Permiti-me a um pequeno sorriso.

- Nunca. – Abracei cada um deles. As saudade que eu já tinha destes lobisomens irritantes.

 Mas claro que com Jacob foi diferente.

- A Nessie? – Perguntou ele de imediato.

- Olá para ti também. E já agora também tive muitas saudades.

 Ele abriu um sorriso meio forçado meio honesto.

- Desculpa Bells. – Ele abraçou-me. Mas eu sabia que a mente dele, apenas tinha espaço para uma pessoa.

- E já agora. – Começo. – A Renesmee está óptima. Ela está no salão dos Volturi á nossa espera.

 Assim qum acabei a frase, Jacob começa a tremer. Todos nós sabíamos o que isso queria dizer.

 Sam pousou a mão direita no ombro dele, de modo a aclama-lo.

- Tu deixas-te a sozinha com os sanguessugas? – Perguntou ele um pouco mais calmo.

- Qual é o problema? Jacob, ela passou dois anos a viver debaixo do mesmo tecto que eles. Ela é como uma neta para os Volturi. Ela fazem tudo o que ela quiser. Até hoje.

 É então que explico a todos o que fazer. Mas sinceramente, não há muito para dizer, uma vez que a minha vontade é arrancar os membros a cada um deles. Mas tenho de me mater civilizada.

- Então é só isso? – Queixou-se Embry. – Não nos vamos vingar deles? Não os vamos arrancar a pele, como se fossem galinha preste a serem depenadas?

- Embry. Apesar e tudo o que eles nos fizeram, os Volturi ainda são superiores a nós. – Explicou Carlise calmamente.

- Na verdade eu até concordo com ele. Não os podemos deixar assim. Como se nada tivesse acontecido. – Protestei indignada

- Pensamos nisso pelo caminho. Vamos embora daqui antes que apareça alguém. – Sugeriu Edward.

 Seguimos todos em direcção ao salão. Incapacitando quem quer que nos apareça pelo caminho.

 Assim que abrimos a pesada porta de acesso ao salão, o único som que ouvimos é o de surpresa. Com certeza que já tinham ouvido os nosso passos. Mas nunca acreditara quem pudéssemos ser nós.

 Aro levantou-se do seu trono, enquanto Renesmee corria para abraçar o pai.

- Mas o que é que se passa aqui? – Perguntou Aro Já muito exaltado.

 Quem se chegou á frente fui eu.

- Isso pergunto eu. – Naquele ponto, já eu estava a gritar. – O que lhe passou pela cabeça, para manter a minha família encurralada durante dois anos?

 Caius levantou-se, já pronto a argumentar. Mas, apenas foi preciso um gesto de Aro, para o fazer recuar.

- Eles não são a tua família. – Disse Aro calmamente. Para depois gritar. – Nós somos!

- Não, não são. – Gritei eu também. – Vocês acham mesmo, que eu poderia pertencer a uma família de assassinos?

 Há uns anos atrás, o meu rosto estaria vermelho de raiva. Mas agora isso não é possível.

 Sem explicação nenhuma, Aro começou-se a rir.

- Minha querida Bella! Como é que podes dizer isso, se tu própria és uma assassina?

 Nessa altura, Edward interrompe, metendo-se á minha frente.

- Tu não falas assim dela! – Gritou.

- Mas é a verdade. – Continuou Aro. – Pensavas que tinhas ido só tu e a tua filha Bella? Claro que não! Um dos soldados foi convosco. E pelo o que ele me contou, em apenas dois dias, conseguiste matar dois dos nossos.

 Foi a vez de Carlise se manifestar.

- De certeza que teve um motivo forte! – Defendeu-me ele.

- Uma morte é uma morte. Não importa a razão.

 Estava tão irritada que não me contive.

- Sabe… não me importava nada de acrescentar mais números a lista de pessoas que matei na última semana.

 Aro move-se até mim. Num movimente tão rápido quanto a luz, ficando apenas a centímetros de distância

- Isso é uma ameaça? – Perguntou ele num tom malicioso.

- Só se o quiser interpretar como tal.

publicado por Twihistorias às 21:29
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Set 12

Capitulo 24

Resgate

Assim que chagamos ao castelo, cada um ocupou o seu lugar. Custa-me muito deixar Renesmee desprotegida. Mas sei que ela está mais segura no salão, do que propriamente comigo. Por isso seixo a ir.

- Ela vai ficar bem? – Perguntou Seth, ao vê-la partir.

- Sim. Se ela se aguentou 2 anos com estes lunáticos, consegue passar mais uns tempos.

- Se tu o dizes.

 Começamos a correr em direcção á entrada que dá para as masmorras.

 Eu nunca tinha dado por estas entrada antes. Talvez por ela estar tapada com toda a espécie de plantas e coisas do género. O que a torna quase impossível de detectar.

- Como é que tu descobriste esta entrada? – Perguntei a Seth.

- Com o meu incrível poder de faro. – Respondeu ele. Olho para ele com desconfiança. O meu faro é tão bom como o dele, e a mim não me cheira a nada, por enquanto. – Pronto. Cai no buraco. Ainda sinto a costas a estalar. – Disse ele na brincadeira.

 Solto uma pequena risada.

- Só tu Seth.

- É o que eu faço. Disse ele com um encolher de ombros.

Seth entrou á minha frente, visto que ele já conhecia a entrada. Eu segui atrás muito calada, a pensar no que faria quando os visse outra vez.

 O que é que eu iria dizer? Como é que ira reagir? Como é que eles iriam reagir? E Edward? As saudades já apertam. Não o estava com ele á dois anos. O que será que mudou?

- Seth? – Chamei um pouco a medo.

- Sim?

- O Edward… - Não consegui acabar a frase. Nem eu sabia o que é que queria perguntar.

 Seth vira-se para trás.

- Ele esta cheio de saudades tuas. Não parava de perguntar como é que tu e a Renesmee estavam. Ele quase que me fuzilava com o olhar, quando lhe disse que não sabia a vossa condição. – Comentou ele com uma gargalhada.

 Eu esboço algo parecido com um sorriso.

- Pelo menos ele está vivo.

- Estão todos. E nós vamos liberta-los. Eu prometo.

 Acenei com a cabeça, e começamos a andar.

Via-se, perfeitamente, que o corredor não era usado á séculos. Haviam teias de arena por todos os lados. Pó, e outras substâncias. E como se isso não bastasse, ainda era enorme. Tivemos de andar durante 15 minutos para chegarmos a um cruzamento.

- Esquerda ou direita Seth? – Perguntei.

- Direita.

- Chegaste lá á primeira?

- Sim. Acho que apenas tive de seguir o meu instinto.

 Depois de andar-mos mais alguns metros. Encontramos algo da qual não estamos á espera.

 Dois guardas.

- Olhem só quem nós temos aqui. – Um deles comenta. Nunca os tinha visto antes. O que me aflige ainda mais. Por isso, pelo sim pelo não, estendo o eu escudo, protegendo-me a mim e a Seth.

- Podemos passar senhores? – Perguntei com uma voz inocente. O que faz com que ambos caíam na gargalhada.

- Com um lobo? Nem pensar.

- Aliás, nós fomos colocados aqui pelo próprio Aro, para proteger a entrada. Ele ficou um pouco agitado, quando ai o lobinho penetrou no castelo. – Disse o outro apontando para Seth.

- Então vai á maneira antiga.

 Não sei o que me deu, mas atirei-me para a frente matando um deles, tão rápido que o outro nem teve tempo para reagir. E Seth, que sem me aperceber já se tinha transformado, deu cabo do outro.

 Cá para nós, foi mais fácil que tirar um chupa – chupa a uma criança.

 - Bom trabalho. – Elogiei, afagando-lhe o pêlo. – Parece que agora só tu e que me vais perceber.

 Ele emite algo parecido com um sorriso, e prossegue com o seu caminho. E eu, claro, sigo-o. 

 A cada paço dado, sentia-me mais nervosa. Mas continuo em frente como se nada fosse.

 Até que começo a sentir o cheiro deles. E todo o meu auto controlo, vai por água abaixo. 

 Começo a correr que nem uma desalmada, pelo corredor fora. Apenas seguindo-lhes o cheiro.

 Não encontrei mais guardas pelo caminho. O que deve querer dizer que, Aro, achou que aqueles dois eram capazes de dar conta do recado. O que é estranho, porque sempre achei Aro uma pessoa inteligente. Bem parece que me enganei. Melhor para mim.

 Atrás de mim, Seth corre tentando apanhar-me. E eu, muito contrariada, deixo. Tenho duas portas á minha frente, e não sei qual delas e a certa.

- Como +e que te transformas sem eu dar por nada? – Perguntei-lhe, ao ver eu ele dirige-se para porta da direita em duas pernas em vez de quatro.

- Eu sou muito silencioso. Devas ver o Paul. Ele fazia sempre um brilharete ao transformar-se. – Ele sorri perante a memória. 

 Seth abre a porta, e o cheiro agora mais intenso.

Andamos mais uns metros, e chegamos a derradeira porta.

 Quando esta se abre, constato que estão todos na mesma cela. E que e estou no sei interior. 

 A primeira pessoa que vejo é Alice.

- Alice! - Gritei sem me importar se alguém que não devesse ouvisse ou não.

- Bella?. Perguntou uma Alice algo cansada.

- Sim. – Corri para abraçar. Ela retribui o abraço algo confusa.

- É s mesmo tu Bella? – Perguntou ela sem querer acreditar.

- Sim. Sou eu. – Respondi. – Eu prometo que vos vou tirar daqui.

- O que é que se passa? – Perguntou Carlise aproximando-se.

- Carlise! – Exclamei.

- Bella! – Ele abraça-me. Por um momento sinto –me mesmo como uma filha. – Vieste!

- Claro que vim. E vou-vos tirar daqui.

  Aos poucos, todos os Cullen me cumprimentam.

 Emmett, continua o mesmo. Mesmo estando dois anos preso numa sela nas masmorras dos Volturi, continua a troçar e mim.  Rosalie dá-me um abraço gigante. Ela não é a mesma Rosalie que eu conhecia. Acho que estes anos aqui a mudaram radicalmente. Depois aparece Jasper. Ele não parece bem. Está mais perturbado que o habitual. E Esme. Se ela pudesse estaria a chorar. Eu para ela sou como uma filha. E é claro, ela pergunta-me se me tenho alimentado bem, se fui bem tratada… No fundo ela é a minha segunda mãe.

 E por fim. Edward.

publicado por Twihistorias às 22:48
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10
Set 12

Capitulo 23

Mentiras

Se o meu coração ainda batesse, teria falhado uma batida, ou até mesmo parado.

 O que eu estou a ver é completamente impossível.

 Há nossa direita estava uma das ultimas pessoas que eu esperava ver a minha vida.

- Mãe. Aquele é…?

- Sim. Acho que sim.

 Eu não conseguia acreditar no que os meus olhos viam.

 Como é óbvio, Renesmee e eu tentamos alcança-lo. Mas assim que demos o primeiro passo, ele começou a correr. Deixando no seu lugar, um papel amarelado, cuidadosamente dobrado. 

 

Por favor vem ter comigo, á floresta. É mais seguros para falarmos.

Ass: Seth

 

As mãos de Renesmee tremiam, ao ler o pedaço de papel. Uma lágrima rolava pela sua cara abaixo.

- Achas que ele está sozinho? – Perguntou Renesmee fitando o chão.

- Não sei. Vamos descobrir? – Estendi-lhe a minha mão.

 Saímos do castelo em direcção á floresta. Não dissemos nada a ninguém. Mas também, não quero ver nenhum deles. Terão muito que explicar quando voltarmos. 

 Enquanto corríamos, eu agarrava-me a ideia de que Seth não estava sozinho. Mas também como é que é possível? Não era suposto estarem todos mortos? Sim, era.

 Seguimos o cheiro de Seth. O que nos conduziu para uma parte da floresta que eu desconhecia. Tinha um lindo rio. Mas a beleza acabava ai. Apesar de estarmos a meio da tarde, as árvores faziam parecer que estávamos no início da noite.

 Sentado num troco caído perto do rio, estava Seth. Como era possível ele ter mudado tanto em dois anos? As feições de menino desapareceram, assumindo um ar mais maduro e cansado. Mas o sorriso, ao nos ver, era o mesmo ao que eu estava habituada.

- Vieram. - Ele disse, como se estivesse com dúvidas que o faríamos.

 Renesmee correu para os braços de Seth com lágrimas nos olhos. Ele também chorava. Se eu pudesse também estaria a chorar um rio.

- Parece que já não te posso chamar “pequena”. Cresceste tanto. – Comentou ele. Ambos começaram a rir. O que fez com que chorassem e rissem ao mesmo tempo. O que deu uma combinação estranha.

- Também tenho direito a um abraço? – Perguntei.

Ele sorri, e abraça-me.

- Tive saudades tuas Seth.

- Eu também. – Respondeu ele.

 Quando nos separamos, ele conduziu-nos até ao tronco, e pediu-nos para sentarmos.

- Eu peço que me oiçam. E principalmente que tenham calma, e me deixem falar.

- Como é que está vivo? – Disparou Renesmee.

- Pois. Acho que tenho de começar por ai. Eu não “morri” na batalha, como podem ver. Aliás, eu apenas desmaiei. Mas como fiquei atrás de uma das árvores, ninguém deu por mim. Quando acordei, não havia lá ninguém. Mas também não haviam fogueiras, portanto os vampiros não foram queimados. E se estivessem todos mortos os corpos estariam lá não era? Portanto, durante estes dois anos, dediquei-me a procura-los. Percorri todo o mundo. Sempre com a esperança de que eles estariam vivos.

- E estão? – Perguntei não me conseguindo conter. O que fez com dois pares de olhos, me fitassem. – Desculpa. Continua.

- Como eu estava a dizer. – Recomeçou Seth. – Há dois dias atrás, eu voltei para Forks. Conformado com a ideia de que tinha perdido todos para sempre. Mas ao chegar, dei de caras com vocês á porta do aeroporto. Ouvi vocês falarem dos Volturi. E então percebi o quão estúpido eu tinha sido. É claro que eu já os tinha ido procurar a Itália. Mas não me lembrei de ir ver esses sugadores de sangue. Sem ofensa, mas eles não me são nada. E também peço desculpa por não ter falado com vocês no aeroporto. Mas era a primeira vez em dois anos que eu tinha uma pista a sério. Então embarquei uma hora depois. Lembro-me de vocês dizerem que eles moravam numa terra chamada Volterra. Então corri o mais depressa que pude. Não foi muito difícil descobrir a casa deles. Quer dizer. Quem mais é que vai viver num castelo do século do meu trisavô? Entrar é que foi difícil. Mas tenho anos de prática em entrar em sítios alheios. E então, encontrei uma passagem que, felizmente, foram dar ás masmorras. E respondendo á tua pergunta Bella. Sim. Eles estão vivos. Todos eles. OS Volturi prenderam-nos nas masmorras á dois anos atrás e eles têm estado lá desde então.

 Sem reacção. É como eu e Renesmee ficamos.

 Eles estão vivos.

 E a viver debaixo do mesmo tecto que eu.

 Não me contive, e esmurrei uma árvore, que ainda vou alguns metros.

- Estão todos nas masmorras? – Gritou Renesmee. Todos?

- Sim todos. – Respondeu ele. – Assim que acabei de falar com eles. Fui á vossa procura. Felizmente já tinha regressado de viagem. Foi ai que me encontraram.

- Os Volturi não deram por ti? – Perguntei tentando acalmar-me.

- Sim. Aliás. Acho que eles andam á minha procura neste momento. Não foi muito prudente terem deixado o castelo sem lhes dizerem nada. Eles vão passar-se com vocês, quando voltarem.

 Não me contive quando me comecei a rir.

- Assim que voltarmos, eu é que me vou passar com eles. Quero esta história contada por eles.

- Acalma-te mãe. Temos de pensar no que vamos fazer a seguir. Não podemos entrar lá e começar a disparar por todos os lados. Estamos em minoria.

- Ela tem razão Bella. – Seth tenta acalmar-me. – Somo três contra o mundo.

- Mas eu nunca disse que éramos só nós os três. Em que estado é que eles estavam quando os viste? – Perguntei a Seth.

- Fracos. Mas alimentados.

- Vai ter de servir. Disseste que havia uma entrada para as masmorras. Podemos passar os três por ai?

- Não. – Opôs-se Renesmee. – Vocês os dois vão busca-los. Eu vou reunir os Volturi no grande salão.

- Para quê? – Perguntou Seth.

-É mais fácil para “falarmos”. Fazes bem filha. Mas por favor tem cuidado.

- Não te preocupes. Para eles eu sou tão fraca como m gato.

- E os guardas? – Lembrou Seth.

- Somos mais de dez, contra cinco. Alem disso temos o meu escudo. Não vai haver problema. – Esclareci.

- Então temos um plano.

publicado por Twihistorias às 22:32
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06
Set 12

Capitulo 22

O regresso

 

Duas mortes em apenas um dia. Durante os dois anos que passei com os Volturi, nunca matei ninguém. Era preciso chegar á minha terra natal, para começar a andar por ai a assassinar pessoas.

Pelo menos foi em legitima defesa.

 Depois de destruir o que restava do Joan, Renesmee, entrou em casa com Emily. 

- O que é que aconteceu? – Perguntou ela um pouco atordoada.

 Sentei Emily no sofá, e pedia a Renesmee para ir buscar-lhe um copo de água. 

- Está tudo bem Emily. O Steve já não te pode fazer mal,

- Ele morreu? – Pergunta ela a custo, bebendo um ouço dá agua que Renesmee lhe dá.

- Sim. Sim ele morreu. Já está segura.

 Emily começa a chorar desalmadamente.

- Desculpem. – Começa ela. – Obrigada. A sério. Eu não conseguia. Ele… ele fez com que eu lhe obedecesse. Desculpem.

- Pronto. – Renesmee abraça-a. – A culpa não é tua. Agora está tudo bem.

 Passado um pouco, Emily conseguiu explicar-nos a situação.

 

 Joan, tinha chegado á umas semanas atrás. Pelos vistos Emily tinha ido ao supermercado quando o viu. Ele aproximou-se, e começou a falar com ela. A ultima coisa que ela se lembra, é do Joan a usar o seu dom nela. Na altura, as memórias dela eram apenas recordações daquilo que Joan queria que ela visse. E o pior de tudo. Ela esqueceu-se completamente de Sam. Felizmente, ela já está segura. E as memórias voltaram todas.

 Será que as memórias de Aro também voltaram?

 Não iria querer estar lá para descobrir.

 No dia seguinte, despedimo-nos de Emily.

- Obrigada por tudo. Se não fossem vocês, eu…

 Renesmee não a deixa terminar.

- Esquece isso sim? Não aconteceu nada. Nem vai acontecer.

- Obrigada. E obrigada pelo apoio. É bom ter alguém com quem falar.

 Emily não dormiu. Ficou a falar comigo. Tal como eu desconfiava, ela ainda não tinha ultrapassado a morte de Sam.

- Sempre ás ordens. – sorri e despedi-me dela com dois beijinhos.

 Renesmee e eu entramos no avião rumo a Itália.

 Depois de um dia a reviver memórias, estava na hora de voltar para “casa”. Renesmee aguentou-se bastante bem. Viu a mãe matar dois vampiros, e não se foi abaixo.

- Estou muito orgulhosa de ti filha.

- Eu não fiz nada mãe. Tu é que salvaste o dia. – Disse ela com um sorriso.

 Finalmente aterramos em Itália. Era tão mau voltar, depois de um dia tão magnifico. É com acordar depois de melhor sonho da nossa vida.

 Mal conseguimos entrar no castelo, já Demitri estava á nossa espera.

- Como é que foi a viagem? – Perguntou ele com um grande sorriso, enquanto nos acompanhava até ao interior do castelo.

- Normal. Respondi eu com indiferença.

- Por favor. Vocês voltaram á vossa terra natal. Alguma coisa tem de ter acontecido.

 Virei-me para ele.

- Sem ofensa Demitri. Mas não apetece falar sobre isso. – Disse. Ele olhou para mim. Parecia que o tinha magoado. Mas não podia pensar nisso naquele momento. Tinha muito em que pensar.

- O Aro quer falar convosco. – Anunciou ele. Pelos visto a reflexão tinha de ficar para mais tarde.

- Mas porque? – Perguntou Renesmee dando sinal de si.

- Não sei. Deve querer saber como correu a viagem.

 Num ápice já estávamos no salão já meu conhecido. Apesar de agora me parecer mais desconhecido que sempre.

 A voz de Aro deu-nos as boas vindas.

- Bella, Renesmee. Já tínhamos saudades vossas. – Algo na sua voz me dizia que se tivéssemos morrido lá, a única coisa que iriam sentir falta eram dos nosso talentos.

- É bom voltar a … casa. – A ultima parte saiu-me a custo.

- Imagino. Renesmee, querida. Que tal vires dar um abraço ao avô?

 Avô? AVÔ? Mas donde é que saiu a o avô? Aro não era, nem nunca será avô de Renesmee. Mas a mim ele não me engana. Há uma razão para ele ter chamado só Renesmee. E todos nós sabemos qual é. Aquele abraço era apenas o diário em vídeo dele. Todo o que vivemos nestes últimos dias, iria estar na possessão de Aro em poucos segundos.

 Renesmee, avançou em direcção a Aro em camera lenta. A visão de Aro com os braços abertos prontos para um abraço, era algo que não se via todos os dias. Mas Renesmee entrega-se aquele abraço com convicção. Ela interpreta o seu papel na perfeição.

 A expressão de Aro ia mudando. Surpresa, irritação, sarcasmo….

 Quando se separaram, Renesmee quase correu na minha direcção.

- Minhas, caras, amigas. Principalmente tu Bella. Eu estou tão orgulhoso de ti. Finalmente mataste um dos nossos, - Ao ver o espanto na sala, Aro acrescentou. – Não por diversão meus caros. A Bella nunca faria isso. Foi em legitima defesa. O primeiro… – Aro foi interrompido por Caius.

- O primeiro? Mas ela andou para ai a chacinar todos os que lhe aparecessem á frente.

 A minha vontade, era arrancar-lhe o pescoço ali mesmo. Mas isso não seria bom para ninguém. A não ser para Caius, já que lhe estava a fazer um favor.

- Deixa me continuar irmão. – Pediu Aro. – Uma vampira chamada Maria, ameaçou a segurança das nossas meninas. E a Bella, como grande protectora que é, defendeu a sua gente,

- Ela é mesmo genial. – O comentário surgiu de Demitri. Claro.

- Demitri, eu aceito a tua paixoneta pela Bella. Mas por favor guarda os comentários para ti! – Exclama Caius já exaltado.

- Clama. A juventude apaixonada é uma das coisa mais bonitas da vida.

 Juventude apaixonada? A saliva já me enchia a boca. Se não fosse a pressão da mão de Renesmee na minha, eu já tinha ido ao pescoço de Caius. E com muito gosto.

- Continuando. O segundo foi o nosso amigo Joan, que esteve aqui á dois anos atrás. A fotocopia de Edward, - O sorriso malicioso de Aro já e estava a por doente. – Ele pelos vistos… não era quem dizia ser.

 Será que Aro não queria dizer que Joan o enganou? O seu orgulho era assim tão forte?

 Eu já não conseguia estar naquela sala.

- Obrigada Aro, Mas eu e Renesmee queríamos descansar da viagem. – Pedi com o meu melhor sorriso.

- Claro que sim, Podem retirar-se.

 Ele já nem precisava de dizer aquilo duas vezes.

 Mas será que a ideia de um vampiro descansar não lhe fazia confusão?

 Tínhamos tanta pressa que fomos a correr para os nossos aposentos.

 Até que Renesmee para de repente.

- Filha? O que se passa? – Perguntei assustada.

 Ela apenas consegue apontar para um vulto á nossa direita.

publicado por Twihistorias às 21:20
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01
Set 12

Capitulo 21

Identidades

- Joan!? – Exclamou Renesmee surpreendida.

- Joan? O nome dele é Steve. – Defende Emily.

- O Steve é o meu namorado.

 Namorado? Emily tinha encontrado alguém que ela amasse, tal como amava Sam? Algo aqui não batia certo.

- Eu não sei o que se passa aqui, mas o meu nome é Steve. – Afirmou Joan.

 Renesmee olhava para Joan, como quem olhava para um carro. Avaliando tudo nele. Tentando descobrir uma pequena falha. Não sei porque. Estava na cara que aquela pessoa á nossa frente era Joan. O mesmo Joan, que apareceu no castelo á dois anos atrás. O mesmo Joan que me faz lembrar Edward.

 Eu não conseguia parar de olhar para ele. As parecenças com o meu falecido marido eram demasiadas. Continua exactamente igual. O que é óbvio, visto que Joan é um vampiro.

 Mas será que Emily sabe?

- Emily, meu amor, posso falar com a…

- Bella e Renesmee. – Indica Emily, ao ver que Joan “não sabia” os nossos nomes.

- Sim. – Confirma ele. – Com a Bella e com a Renesmee.
- Tudo por ti. – Emily dá um pequeno beijo a Joan, que não lá muito bem retribuído.

 Ela vai par o jardim, deixando-nos sozinhos na sala.

 O rosto de Joan assumiu uma forma, que até então, não tinha visto. De uma expressão amável, passou para uma sarcástica.

- Bella e Renesmee. – Disse ele come se fossemos velhos amigos. – Se não estou em erro, a ultima vez que vos vi, estavam com os Volturi. O que é que se passou?

 Com a sua maneira de falar, Joan, fez – me lembrar James. A forma como ele falou comigo no nosso ultimo encontro… é exactamente igual á que, Joan, esta a usar connosco. A voz de um predador, que fala com a sua presa.

- O que é que fazes aqui? – Perguntou Renesmee, cheia de coragem.

- Não, não. Eu perguntei primeiro. – O sorriso de Joan era no mínimo, malicioso.

- Não aconteceu nada. – Respondi. – Decidimos passar uns dias a Forks. Nada de mais.

 Joan olhou para nós com um ar confuso. Mas o sorriso continuava lá.

- Porque Forks? – Perguntou.

- Nós já respondemos a uma pergunta. Agora é a tua vez. – Disse Renesmee, cheia de convicção. Ela devia ter levado uma injecção de adrenalina esta manhã.

- Touché. Bem, eu estou aqui, porque moro aqui, -  Disse ele com uma gargalhada.

- Oh, sim. Com uma falsa identidade. Não é Joan? Ou devo chamar-te “Steve”? – Disse do modo mais intimidador que consigo.

- Olha quem a viu e quem a vê! Á dois anos atrás parecias tão inocente. E agora chegas aqui como uma leoa. Gostei. – Disse ele aproximando – se, demais, do meu rosto.

- Afasta-te! – Ordenei, empurrando – o da minha frente.

- Então Bella? Pensava que gostavas um pouco mais de mim. Já não te faço lembrar o teu, querido e falecido, marido?

 É verdade que Joan ainda me fazia lembrar Edward. Afinal de contas, os vampiros não mudam. Ele continuava a ter o cabelo da mesma cor, o ar de menino. Que não combinava muito com expressão sádica, agora reflectida no seu rosto. Até os olhos eram agora de uma cor semelhante por causa das lentes de contacto, que servem, certamente, para esconder os seu olhos vermelhos.

 Claro que ele ainda me fazia lembrar Edward. Mas, se eu nutria alguma simpatia por ele no passado, desapareceu toda assim que o vi aqui.

- Renesmee, leva a Emily a dar um passeio pelo bosque. Acho que ela está a precisar de se distrair. – Pedi, sem tirar os olhos de Joan.

- Mas mãe… - começou ela implorando.

- Faz o que eu te digo. Trá-la de volta daqui a uma hora.

 Renesmee ficou dividida durante um minuto. Para depois sair a correr e direcção ao jardim.

 Joan continuava a rir-se que nem um psicopata.

- Porque é que a mandaste embora? Eu tinha tantas saudades dela. Ainda me lembro de quando ele me defendeu. Era tão pequenina. Cresceu imenso. Tornou-se numa linda mulher.

 O olhar dele dava-me nojo. Se ele pensa que consegue alguma coisa com a minha filha, está muito enganado.

- Tu não lhe vais tocar. – Rosno.

 Ele levanta os braços.

- Calma. Eu não quero nada com ela. Estou muito feliz com a Emily, obrigado.

- Que história é essa de namorares com a Emily? – Perguntei fria.

- Bem. A Emily é uma mulher extraordinária. Quando a conheci estava tão arrasada por causa do noivo. Ouvi dizer que ele morreu numa horrível batalha. Se não estou em erro, a mesma batalha, que matou o teu querido marido. Que tragédia. – Joan finge um ar de compreensão.

- Isso não explica nada.

- A Emily estava fraca, triste, sem nada que a agarrasse á vida. Eu apenas lhe dei um motivo para viver. Eu. – Apontou para sim próprio com um sorriso.

- A Emily nunca trocaria o Sam porá nada deste mundo. A impressão natural é algo demasiado forte.

- Por favor Bella. Não é assim tão difícil competir com um lobinho. Ainda por cima morto.

 Não fazia sentido. O Sam está morto, é verdade. Mas as macas que a impressão deixou, não desaparecem. A não ser que…

- Tu mentiste a cerca do teu dom. – Acusei.

- Parabéns. – Felicita Joan batendo palmas. – Finalmente chegaste lá. O que é que me vai fazer por ter mentido ao teu chefe?

- Nada. Eu apenas quero saber qual é o teu verdadeiro dom.

- Eu entro na cabeça das pessoas Bella. Faço com que elas vejam aquilo que elas de lembrem do que eu quero que se lembrem. Se esqueçam daquilo que eu quero que se esqueçam. Não foi muito difícil entrar na cabeça do teu mestrezinho, e fazer com que ele pensasse que o meu dom era outro. Tão poderoso, mas tão fraco. É da idade.

- O que é que a Emily te a ver com tudo isto? – Perguntei, já um pouco confusa.

- A Emily é apenas um passatempo. Também tenho de me divertir, não é? Quando ele já não servir… digamos apenas que dará uma boa refeição.

 Foi a gota de água. Atirei Joan com toda a força contra a parede. Que. Como por milagre, não se partiu.

- Olhem só. A rapariguinha que não me queria matar, agora está a tentar faze-lo á força toda. – Dito isto, Joan levanta-se, e num segundo, manda-me ao chão.

 Ele tina força. Mas na me podia deixar ir abaixo. Tinha de proteger a Emily. Ela faz parte da minha família.

 Levanto – me no ápice, enquanto ele ainda está a rir-se á gargalhada, e tento prender-lhe os braços. Mas ele salta, e aterra do outro lado da sala.

- Não vai ser assim tão fácil apanhar-me. Por algum motivo fui parar ao salão do Volturi.

 Ele tentou saltar para cima de mim, de forma a imobilizar-me. Mas eu escapei apenas dando um passo ao lado, tal como Alice fazia.

- Isso é tudo que tens? – Respondo com uma gargalhada.

- Oh minha amiga. Isto ainda agora começou.

 Depois disso, começamos uma dança de ataque e defesa. Ele tentava chegar a mim, enquanto que eu me defendia. Até que ele me prende os braços.

- Então e agora? Vais chamar o teu queridinho? Ah, pois é. Ele está morto. Então acho que ele não se vai importar muito que eu ocupe o lugar dele. Pois não?

 Joan olha-me mesmo no fundo dos meus olhos. O que me incomodava um pouco Mas pelos vistos, não tanto quanto lhe incomodava a ele. Quando percebi o que ele estava a tentar fazer, começo-me a rir.

- Não vais conseguir. Tenho um escudo mental muito potente. – Disse com um sorriso.

- Então, temos muita pena, mas não te posso deixar viver agora que sabes o meu segredo.

 Joan tentava encaixar as mãos no meu pescoço e dar-me o golpe. Eu saltei e escondi-me atrás de um dos moveis. Pronta para atacar.

- Onde estás? Vem cá! – Berrava ele.

 Salto do sito de onde estou escondida. E mesmo antes de Joan perceber o que estou a fazer, agarro no seu pescoço. E ele cai no chão, morto de vez.

publicado por Twihistorias às 19:52
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22
Ago 12

 

 

 

Capitulo 20

Recém Chegado

- Como assim quem é o Sam? – Perguntei confusa.

 Como e que Emily pode ter esquecido o Sam tão facilmente? É fácil. Não pode. A Emily era a impressão dele. Tanto quanto sei, a impressão natural é o amor verdadeiro na sua forma mais pura. Ela amava o Sam incondicionalmente. Não. Ela ama o Sam incondicionalmente. Achava eu.

- Desculpem. – Começa ela. – Eu não conheço nenhum Sam. Quem é ele?

- Com assim quem é ele? – Explodiu Renesmee. Ela levantou – se gritando. – Ele é o teu noivo. Quer dizer, era. Mas tu devias lembrar – te dele. Um amor assim não se esquece assim do pé para a mão.

 Se eu estava confusa, Renesmee estava revoltada. A última vez que a vi assim, foi há dois anos atrás. Quando aconteceu a tragédia que matou a nossa família.

- Renesmee. Eu não sei quem é esse tal Sam. Não me podes culpar por isso. – Diz Emily já um pouco revoltada.

- Pronto meninas. Vamos sentar-nos e aclamar-nos. – Pedi, tentando acalmar os ânimos.

 Renesmee e Emily, depois de algum tempo a olharem –se fixamente, sentaram –se cada uma em seu canto.

 - Emily. – Começou Renesmee um pouco mais clama. – Tens a certeza que não te lembras quem é o Sam?

 Emily pondera durante um segundo.

- Eu não me lembro de nenhum Sam. Acho que nunca conheci nenhum.

 Isto era tudo muito estranho. Como é que Emily pode ter esquecido o homem que desistiu de tudo por ela? O homem que deu com os pés á sua prima por ela.

- Bella. – Chamou Emily. – Já foste ver o Billy?

 Como é que ela muda de assunto tão facilmente.

- Não.

- Então eu vou telefonar-lhe. – Disse ela com um sorriso, dirigindo-se ao telefone.

 Renesmee olhava para Emily atónita.

- Mãe! – Chamou Renesmee muito baixo.

 Em um segundo pus-me ao lado dela.

- Diz filha.

- O que é que tu achas que se passa com ela?

- Sinceramente não sei.

 Realmente é muito estranho. Ninguém se esquece assim tão facilmente da pessoa que ama. Eu sou bom exemplo disso.

- Se eu não soubesse diria que era magia. – Disse Rennesme. – Talvez o Billy saiba o que se passa com ela.

- Sim. – Concordei um pouco mais entusiasmada. – Talvez os alvos das impressões se esqueçam que era o homem que elas amavam, assim que eles morrem.

 Renesmee ficou a olhar para mim com um ar confuso. Será que o que eu disse é assim tão disparatado?

- Sabes mãe. Eu não acho que seja isso. Pelo menos eu nunca ouvi falar nisso.

 Pois é! Como tu és burra Bella! A Renesmee não esqueceu o Jacob. Apesar de ela não saber, Renesmee era a impressão dele. E ela nunca o esqueceu.

- Pois filha. Tens razão. Vamos esquecer que eu disse isto.

 Enquanto falava com Renesmee, pude ouvir a conversa de Emily com Billy. Pelo o que percebi, ele só podia vir aqui lá para a hora do jantar porque estava á pesca com um dos seus amigos da reserva. E, pelos vistos, ele já sabia que eu e Renesmee estávamos aqui. E quase que aposto que a fonte de tal informação é o meu pai. Há coisas que nunca mudam.

 Passados 5 minutos de conversa que eu não quis ouvir, Emily desliga o telefone.

- Bem. O Billy diz que vos quer ver, mas só pode vir aqui mais logo. – Informou Emily aproximando –se de nós.

- Boa. Já estou cheia de saudades dele. – Disse Renesmee com um sorriso. Até parecia que a cena de á bocado não tinha acontecido.

- Ele também está com muitas saudades tuas minha linda. – Responde Emily com voz de que está a falar com uma criança de 3 anos.

- Emily. Eu já não sou uma criança. – Responde Renesmee claramente irritada.

- Renesmee. Tecnicamente ainda és uma criança. Tens 8 anos. – Disse eu a rir.

- Pois. Mas na prática tenho 17. – Responde ela cruzando os braços.

- Desculpa Renesmee. É que não me consigo habituar ao facto de teres crescido tão rápido. Da última vez que te vi ainda eras uma criança. Além disso, acho que também é o meu lado maternal a falar.

- Querias filhos Emily? – Perguntei. Nunca me tinha apercebido de que Emily queria filhos. 

- Claro que sim. Respondeu ela. – Toda a gente quer filhos.

 Quando eu era humana não queria. Quer dizer… não pensava muito nisso. Mas lembro –me que quando fiquei grávida de Renesmee, o sentimento maternal começou  crescer dentro de mim.

 De repente, Rennesme ficou cabisbaixa.

 Será que Renesmee queria filhos? Nunca tive curiosidade suficiente para lhe perguntar. Até agora, Renesmee, não pode ter filhos.

- Se bem que eu nunca poderei ter filhos. – Disse Emily tristemente.

- Porque? – Pergunto curiosa. Se Emily encontrar um companheiro, tenho a certeza que ela poderá construir uma família.

- Eu precisaria de um companheiro. E acho que neste momento, não consigo arranjar nenhum.

- Querida, estou em casa

 Do lado de fora oiço passos pesados de alguém que acabou de estacionar o carro. A pessoa gritou de longe. Eu ouvi perfeitamente, mas Emily fica na duvida.

- É impressão minha ou algum gritou lá de fora? – Perguntou ela confusa.

- Sim. Disse que já está em casa. E chamou-te querida. – Esclarece Renesmee que ouve tão bem quanto eu.

- Ah! Deve ser o Steve.

- Steve? – Perguntamos eu e Renesmee em uníssono.

- Olá meu amor. – Cumprimenta o recem chegado, depositando um beijo nos lábios de Emily.

 Mas o que mais me impressionou, foi a verdadeira identidade de Steve.

publicado por Twihistorias às 23:58
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11
Ago 12

 

Capítulo 19

La Push

Renesmee e eu metemo-nos a caminho. A prioridade era ir buscar a mala a casa de Charlie. Tínhamos escondido a mala lá para não a termos de carregar o caminho todo.

 De mala aviada, pusemo-nos a caminho. Ainda era uma grande viagem. Como não tínhamos carro tivemos de ir a correr. Seria cerca de uma hora e meia de Forks até La Push. Mas como costumam dizer, quem corre por gosto não cansa.

 Era bom estar em casa novamente. Sentir o vento gelado duma corrida a alta velocidade. Olhar para a conhecida mancha verde que nos rodeava. As florestas de Itália, pouco ou nada tinham a ver com as de Forks. Lembro – me, que quando era pequena, adorava o cheiro a erva molhada pela chuva. Claro que só o podia sentir quando ia passar ferias a Forks. Isso era uma das poucas coisas que eu gostava da minha cidade natal quando eu era pequena.

- Ainda falta muito? – Perguntou Renesmee com um tom de voz inocente, quando já íamos a meio  do caminho.

- Um bom bocado minha filha.

- Podemos parar? – Pediu ofegante. – Infelizmente eu ainda me canso quando corro durante muito tempo. 

- Claro que sim.

 Paramos e sentamo-nos num tronco que ali havia.

- Oh mãe! Por amor de Deus, para a próxima lembra-te que aqui a tua filha saiu a ti, e aluga um carro.

 Comecei a rir.

- Está bem Renesmee. Para a próxima eu tento pôr a Picup a funcionar.

- Para eu morrer antes do tempo? Mãe encara os factos, tu não és mecânica, Sabes? De repente isto de ir a pé não soa assim tão mal.

- Muito obrigada menina Renesmee.

- De nada. Sempre ás ordens.

- Vá, anda lá.

 Recomeçamos a nossa corrida.

 Depois de meia hora de corrida, finalmente, chegamos a La Push. Estava tudo exactamente da maneira que me lembrava. As casas, as pessoas, a praia. Nem parecia que a pequena reserva tinha perdido os seus protectores mais fortes.

- Mãe… mãe! BELLA! – Renesmee estalava os seus dedos em frente da minha cara, na tentativa de me acordar dos meus devaneios.

- Sim?

- Sabes, sempre pensei que os vampiros não dormiam. Hoje constatei que isso não é verdade.

- AH,AH. Que graça. Vê lá se não te cai um dentinho.

 Renesmee riu-se, e eu deixei-me levar e ri com ela.

- Bom. Vamos parar de rir ás minhas custa, e pensar no que vamos fazer a seguir. – Disse quando me consegui acalmar.

- Acho que deixamos isso bem claro no avião. Vamos ver como está a Emily.

- Tens razão. Onde é que eu estou com a cabeça?

- Num sitio que eu cá sei. – Murmurou Renesmee demasiado baixo para um humano ouvir.

- Disseste alguma coisa? – Perguntei fingindo não ter ouvido o seu comentário.

- Não, eu não disse nada.

 A distância até a casa de Emily não era muito grande. Mas como correr a uma velocidade inumana iria atrai os olhares da multidão (mesmo que essa multidão desconfiasse da existência de criaturas como eu), decidimos ir pela floresta, o que iria demorar mais.

 No caminho ia a pensar na reacção de Emily. Ira ela gostar da nossa surpresa, ou iriam os fantasmas do passado assombra-la assim que pusesse a vista em cima de nós? Cheguei á conclusão de que primeiro tinha de sabem o estado em que Emily se encontrava antes de fazer qualquer tido de suposição.

 Finalmente chegamos a casa de Emily. Fisicamente, aquele lugar não tinha mudado nem um pouco. A casa continuava lá, assim como o pequeno jardim ou canteiro. Mas faltava-lhe… o brilho? Era como se aquele lugar tivesse perdido a vivacidade. Como se metade dela se tivesse ido embora com os rapazes que a costumavam frequentar. A agitação perdeu-se de vez. Era como se aquele lugar estivesse vazio. Sim, era isso. Aquele lugar estava vazio.

- Entramos? – Perguntou Renesmee pegando na minha mão.

- Sim. Entramos.

 Caminhamos até ao alpendre. Agora que olhava melhor para a pintura da casa, notava que a tinta lascava em alguns pontos. Não sei se isso se deve ao facto de a casa não ser propriamente nova, ou se a Emily, simplesmente, se deixou de importar com a aparência da casa.

 Tocamos á campainha.

 Passados alguns segundos, alguém abriu a porta.

 Sem duvida que era Emily. O mesmo cabelo e olhos negros, o mesmo tom de pele caraqueteristicos dos habitantes de La Push.

Mas algo estava mal. Ela parecia genuinamente feliz. Mas os seus olhos já não brilhavam como antes.

- Bella! Renesmee! – Saudou –nos Emily com um sorriso.

- Emily! – Renesmee abraçou – a.

- Como tu estás grande! Já não nos víamos há muito tempo. Há dois anos, se não estou e erro.

- De facto não nos víamos há muito tempo.

- A ultima vez que te vi, parecias uma criança. Hoje já és uma mulher.

- Oh, vá lá! Assim fazes – me corar.

- É um bom sinal. – Ambas riram. – E tu Bella! Não mudaste nada.

- Pois. É bom sinal. – Comentei.

- Pois é. – Concordou Emily. – Bem, não fiquem ai. Entrem!

 Entramos em casa de Emily.

 Tudo estava exactamente como eu me lembrava. Apesar de algo estar mal. Levei um segundo a perceber que sempre que entrava naquela casa haviam pessoas sentadas á mesa. Agora havia um vazio idêntico ao que senti no lado de fora da casa.

- Então. – Começou Emily, sentando –se no pequeno sofá, e fazendo-nos sinal para fazermos o mesmo. – A que devo a honra da vossa visita?

 Renesmee e eu sentamo-nos ao lado de Emily.

- Bem. Estávamos por perto e pensamos em fazer – te uma visita. Sabes, já tínhamos saudades tuas. – Esclareceu Renesmee.

- Eu também tinha muitas saudades vossas.

 Os olhos dela eram vazios. Mas ela não estava tão mal quanto eu pensava. Não sabia se isso era bom ou mau. Por um lado, superou a morte do namorado. Por outro, isso é demasiado estranho, dado que ela era completamente apaixonada por ele, e vice versa.

- Então. O que têm feito? – Perguntou Emily.

- Bem. Temos passado estes últimos anos em Itália. – Esclareci.

- Itália?

- Sim. Coisas do Edward.

 O nome do meu marido despertou uma reacção instantânea em Emily.

- O Edward… - A voz de Emily indicava que, naquele momento, ela não estava na sala connosco. A sua mente devia estar num lugar á dois anos atrás.

- Como é que estão a lidar com isso? – Perguntou ela.

- Bem, provavelmente da mesma maneira que tu. Vivendo um dia de cada vez. – Respondi. 

publicado por Twihistorias às 22:34
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